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terça-feira, 3 de julho de 2018

O paralítico e os seus amigos-Helena Serpa



5 DE JULHO DE 2018

5ª. FEIRA DA XIII SEMANA DO

TEMPO COMUM

Cor: Verde

1ª Leitura - Am 7,10-17


Leitura da Profecia de Amós 7,10-17
Naqueles dias: 10Amasias, sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: 'Amós conspira contra ti, dentro da própria casa de Israel; o país não consegue evitar que se espalhem todas as suas palavras. 11Ele anda dizendo: 'Jeroboão morrerá pela espada, e Israel será deportado de sua pátria, como escravo`'.
12Disse depois Amasias a Amós: 'Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; 13mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino.' 14Respondeu Amós a Amasias, dizendo:
'Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. 15O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: 'Vai profetizar para Israel, meu povo`'. 16E agora ouve a palavra do Senhor. Tu dizes:
'Não profetizes contra Israel e não insinues palavras contra a casa de Isaac. 17Pois bem, isto diz o Senhor: 'Tua mulher se prostituirá na cidade, teus filhos e filhas morrerão pela espada, tuas terras serão tomadas e loteadas; tu mesmo morrerás em terra poluída,
e Israel será levado em cativeiro para longe de seu país'.
Palavra do Senhor. 

Reflexão - “somos chamados a profetizar”
Obediente ao chamado de Deus para profetizar, e em Seu nome denunciar as injustiças sociais, quando era apenas um pastor de gado, Amós, não duvidou da sua inspiração e começou a abrir os olhos do povo de Israel contra o rei pelas suas abominações. No entanto, com o intuito de agradar ao rei Jeroboão, os sacerdotes do templo se voltaram contra Amós determinando que se retirasse de Betel, pois “ali ficava o santuário do rei e a corte do reino”. Fiel ao chamado do Senhor Amós, porém, não recuou e continuou firme no seu propósito, predizendo todo mal que aconteceria ao rei e a sua família, conforme lhe fora dito. Em qualquer profissão ou em qualquer estado de vida que estejamos somos também chamados a ser profetas e convocados a falar a verdade segundo o coração de Deus, mesmo que isso cause transtorno para alguém. Nós, como os sacerdotes do templo, também muitas vezes resistimos quando alguém, em nome de Deus, vem nos alertar, exortar ou mesmo anunciar algo que nos poderá ocorrer em consequência dos nossos atos. Não queremos escuta-lo e desejamos vê-lo longe de nós. Temos medo da verdade e receamos encarar as situações difíceis, pois desejamos escutar de Deus somente as notícias boas que nos favorecem. Afastamo-nos dos mensageiros que nos alertam quando estamos errados, e estamos sempre fugindo do sofrimento. Não entendemos que o objetivo de Deus é a nossa conversão e mudança de atitudes. Por outro lado, quando somos nós que temos a obrigação de denunciar algo em nome de Deus ou evangelizar anunciando Jesus e o Seu reino, também nos omitimos, pois não queremos nos expor e não temos segurança no que dizemos. Na maioria das vezes, nós também só evangelizamos onde somos mais bem aceitos e acolhidos, mas no “santuário do rei e na corte do reino” nós nos omitimos, isto é, diante de pessoas “importantes” não ousamos abrir a boca para falar de Deus. Todavia, é justamente nesses lugares que as pessoas mais precisam enxergar as injustiças a fim de que possam tomar decisões de mudança. Para profetizar, porém, nós precisamos primeiramente ouvir o que o Senhor quer falar. – Você tem medo de enfrentar a Palavra do Senhor quando é dura? – Você é capaz de acolher uma exortação que alguém lhe faz quando erra? – Você acredita que Deus fala por meio dos profetas de hoje? – Você tem escutado as recomendações de Deus? – Você tem coragem de falar de Deus no “santuário do rei e na corte do reino”?

Salmo - Sl 18,8. 9. 10. 11 (R.10b)


R. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.

8A lei do Senhor Deus é perfeita,*
conforto para a alma!
O testemunho do Senhor é fiel,*
sabedoria dos humildes.R. 

9Os preceitos do Senhor são precisos,*
alegria ao coração.
O mandamento do Senhor é brilhante,*
para os olhos é uma luz.R. 

10É puro o temor do Senhor,*
imutável para sempre.
Os julgamentos do Senhor são corretos*
e justos igualmente.R. 

11Mais desejáveis do que o ouro são eles,*
do que o ouro refinado.
Suas palavras são mais doces que o mel,*
que o mel que sai dos favos.R. 

Reflexão - Quando temos intimidade com o Senhor e através da oração nós O escutamos, então podemos falar em Seu Nome sem temor e com convicção. Quem já teve experiência com Deus sabe que a Sua lei é perfeita e Seus preceitos dão alegria ao coração. Os Seus mandamentos são como luz que ilumina os nossos passos e a Sua palavra é doce como mel, porque nos consola e traz com ela a Sua misericórdia. Por isso, entendemos que os julgamentos do Senhor são corretos e justos. 

 

Evangelho - Mt 9,1-8   


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,1-8
Naquele tempo: 1Entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: 'Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!' 3Então alguns mestres da Lei pensaram: 'Esse homem está blasfemando!' 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: 'Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer:
'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te e anda'?
6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, - disse, então, ao paralítico -
'Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa.' 7O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. Palavra da Salvação. 

Reflexão – “o paralítico e os seus amigos”
 Quando curou aquele paralítico perdoando-lhe os pecados, Jesus tinha consciência de que o pecado é quem nos paralisa e nos faz enfermos. Ele sabia que a Sua Missão aqui no mundo era nos libertar do pecado e de toda obra do inimigo, concedendo a vida eterna, não somente para depois da nossa morte, mas desde já, enquanto ainda estamos no nosso corpo. Ele veio curar a nossa paralisia, a nossa indisposição para enfrentar as dificuldades da nossa vida que é uma decorrência do pecado que nos escraviza.     Na verdade, Jesus já nos libertou do pecado para que possamos viver em harmonia com o Pai, conosco mesmo e com aqueles que convivem conosco. Jesus ainda hoje é Aquele que tem poder para nos curar, salvar e libertar de todas as nossas iniquidades. Ele conta com cada um de nós para levar até Ele os que ainda estão paralisados pelo pecado, acomodados na sua vidinha vazia, e, por isso, se tornaram desiludidos e sem esperança.  Entretanto, Jesus nos cura para que possamos tomar decisões e cumprir com os compromissos os quais precisamos assumir.  Depois de perdoar os pecados e de curar o paralítico Jesus recomendou: “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. Por que para casa? Porque é na nossa casa e na nossa família que temos de experimentar primeiro, a vida nova que Jesus veio nos dar. Dentro de casa é que começa a obra de Salvação que o Senhor preparou para nós. É lá que fazemos o primeiro teste nos nossos relacionamentos. É lá que começamos a viver o reino dos céus aqui na terra, quando aprendemos a perdoar, a compreender, a partilhar, a dialogar e, principalmente, a exercitar a oração em comum e regar a nossa fé. A nossa fé também será como uma maca que servirá de meio de transporte para os que precisam ser curados por Jesus. – Quem é você hoje: o paralítico ou o amigo do paralítico? - Qual é a sua paralisia? – Ela é consequência de algum pecado de estimação, de algum vício, de algum mal hábito. –  Você tem apresentado a Jesus alguém que precisa de cura? – Como são os seus relacionamentos em casa?

Jesus Cristo veio à terra para nos salvar e nos libertar do mal!-Helena Serpa



4 DE JULHO DE 2018

 

4ª. FEIRA DA XIII SEMANA DO

TEMPO COMUM

Cor: Verde

1ª Leitura - Am 5,14-15.21-24


Leitura da Profecia de Amós 5,14-15.21-24
14Buscai o bem, não o mal, para terdes mais vida, só assim o Senhor Deus dos exércitos vos assistirá, como tendes afirmado.
15Odiai o mal, amai o bem, restabelecei a justiça no julgamento,
talvez o Senhor Deus dos exércitos se compadeça do resto da tribo de José. 21'Aborreço, rejeito vossas festas, não me agradam vossas assembleias de culto. 22Se me oferecerdes holocaustos, não aceitarei vossas oblações e não farei caso de vossos gordos animais de sacrifício. 23Livra-me da balbúrdia dos teus cantos, não quero ouvir a toada de tuas liras. 24Que a justiça seja abundante como água e a vida honesta, como torrente perene.' 
Palavra do Senhor. 

Reflexão – “que a justiça seja abundante”
Por meio do profeta Amós, sabemos que, apesar de sermos pecadores, o Senhor nos ensina a escolher o caminho que nos levará à vida: o caminho do bem.  Não serão as nossas celebrações festivas, o nosso cantar animado nos momentos de louvores que nos darão entrada na vida plena, mas a nossa conduta que é consequência de um coração reto e temente a Deus. Precisamos estar muito atentos quanto às nossas atitudes, e o testemunho que estamos dando no mundo. O nosso comportamento, as nossas atitudes e o nosso proceder coerentes são o resultado do bem que buscamos. O bem não habita no meio de um ambiente em que o mal predomina. Odiar o mal e amar o bem é o modo de vida que o Senhor nos aponta para que possamos buscar a justiça. As nossas ações de bondade e de amor poderão se tornar preces de intercessão pelo restante do mundo e contribuir para que este seja um mundo mais justo. Uma alma que se eleva, faz com que o mundo melhore e também seja elevado. Assim sendo, precisamos perseguir insistentemente a vontade de Deus, não apenas com os nossos sacrifícios e os nossos louvores exteriores. O mal ou o bem são uma consequência do que cultivamos dentro de nós mesmos (as), portanto, busquemos a fonte do Amor de Deus que mora em nós e poderemos viver a bondade do Senhor aqui mesmo na terra dos viventes. - Como tem sido o seu proceder no mundo? – Nos ambientes em que você tem frequentado predomina o bem ou o mal? – Você acha que Deus está também nos “ambientes de pecado”? – De que o seu coração o (a) acusa? – Quando canta louvando o Senhor você tem certeza de que O está agradando? – Você percebe que o bem e o mal moram dentro de si? – A qual deles você tem alimentado? 

 

Salmo - Sl 49, 7. 8-9. 10-11. 12-13. 16bc-17 (R. 23b)


R. A todos que procedem retamente,
eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

7'Escuta, ó meu povo, eu vou falar; +
ouve, Israel, eu testemunho contra ti: *
Eu, o Senhor, somente eu, sou o teu Deus!R. 

8Eu não venho censurar teus sacrifícios, *
pois sempre estão perante mim teus holocaustos; 
9não preciso dos novilhos de tua casa *
nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos.R. 

10Porque as feras da floresta me pertencem *
e os animais que estão nos montes aos milhares.
11Conheço os pássaros que voam pelos céus *
e os seres vivos que se movem pelos campos.R. 

12Não te diria, se com fome eu estivesse, *
porque é meu o universo e todo ser.
13Porventura comerei carne de touros? *
Beberei, acaso, o sangue de carneiros?R. 

16bComo ousas repetir os meus preceitos *
16ce trazer minha Aliança em tua boca?
17Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos*
e deste as costas às palavras dos meus lábios!R. 

Reflexão - Este salmo nos orienta: não é o nosso sacrifício, nem o que ofertamos de material que agrada ao Senhor, mas um procedimento santo que leve ao mundo o testemunho do amor de Deus. O Senhor é poderoso no amor, mas é justo nos Seus julgamentos. Por isso, não nos enganemos querendo tapar o sol com a peneira oferecendo a Ele “coisas” que não nos elevam o espírito. Deus é Pai e tudo o que realiza tem como objeto do Seu amor o homem e a mulher criados à sua imagem e semelhança.

 

 

Evangelho - Mt 8,28-34


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,28-34
Naquele tempo: 28Quando Jesus chegou à outra margem do lago,
na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos,
que ninguém podia passar por aquele caminho. 29Eles então gritaram: 'O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?' 30Ora, a certa distância deles, estava pastando uma grande manada de porcos. 31Os demônios suplicavam-lhe: 'Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos.' 32Jesus disse: 'Ide.' Os demônios saíram, e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. 33Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até à cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. 34Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles. Palavra da Salvação. 

Reflexão - “Jesus Cristo veio à terra para nos salvar e nos libertar do mal!”
O inimigo de Deus nos persegue e o seu maior desejo é fazer com que nós, os Seus filhos, rejeitemos o nosso Criador. No entanto, Jesus Cristo veio à terra para nos salvar e nos libertar do Mau que é o demônio com toda a sua carga prepotente e violenta.  Os espíritos maus ainda hoje nos atormentam fazendo com que sejamos pessoas iradas, rebeldes, idólatras, materialistas, impacientes, murmuradoras, intolerantes, medrosas, arrogantes e, às vezes, tão violentas que podemos ser comparados (as) com verdadeiras “feras”. Jesus, porém, nos liberta do Mau para que possamos retornar ao caminho do bem e retomar a nossa dignidade de filhos e filhas de Deus. De acordo com o Evangelho nós vemos que para salvar os dois homens Jesus expulsou deles o demônio e o mandou para a manada de porcos a qual “atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas”. Os homens, às vezes, até inadvertidamente deixam-se apossar pelas obras do maligno, porém, nós que temos ciência de que Jesus já o derrotou quando venceu a morte que é a consequência do pecado, não podemos temer as suas investidas.  Ele sabe que já foi vencido por Jesus, mas, mesmo assim continua explorando o ser humano. Se tivermos consciência de que Jesus já venceu a morte e que já nos deu a vida eterna, não cairemos nas malhas dos inimigos.   O povo daquela cidade não entendia que Jesus queria dar dignidade ao homem, porque estava preso aos seus interesses: os porcos lhe rendiam dinheiro. Às vezes, também, a libertação nos trará consequências de perdas, de despojamento, por isso, não queremos sacrificar os bens que possuímos em troca da salvação da nossa alma. Preferimos a prisão, a violência, para poder ter uma vida mais próspera. - Você é uma pessoa fácil de ser influenciada e atraída para as coisas mundanas? - Você será capaz de abdicar de alguma coisa ou de alguém muito importante, para se ver livre do pecado que o (a) prende?  


Fidelidade é consequência da fé-Helena Serpa


3 DE JULHO DE  2018

3ª. FEIRA – SÃO TOMÉ APÓSTOLO

Cor: Vermelho
1ª Leitura - Ef 2,19-22


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 2,19-22
Irmãos: 19Já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo santo no Senhor. 22E vós também sois integrados nesta  construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito.
Palavra do Senhor.

Reflexão – “somos parte da família de Deus”
Santidade é a nossa vocação espiritual e ser santo há de ser o objetivo da nossa vida. Por isso, mesmo que ainda estejamos aqui na terra, podemos nos sentir participantes do reino dos céus e concidadãos dos santos. Integrados na construção da morada de Deus entre os homens nós fazemos parte da Igreja, edifício espiritual que tem Jesus Cristo como pedra principal e os apóstolos como fundamento, isto é, como alicerce. Fazer parte da família de Deus é um privilégio daqueles que têm Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Ser da família de Deus é estar inserido no mistério de Cristo e assim formar um templo santo no Senhor. Por isso, somos moradas de Deus pelo Espírito! O Espírito Santo que está em nós faz esta obra de inserção, nos edificando para sermos morada espiritual de Deus. Todo o nosso ser está envolvido neste edifício espiritual, e, unidos aos santos, em Cristo, formamos uma família, podendo viver uma unidade espiritual, onde, o que Deus pensa, os santos pensam e nós também podemos refletir.   Somos filhos e filhas do Pai, adotados (as) por Jesus Cristo e quando vivemos como filho nascido de Deus, desenvolve-se o amor recebido do Pai, pois a vida divina é amor. Dessa forma estamos vivendo, desde já, a eternidade, pois a eternidade consiste em que o amor de Deus viva sempre em nós.  Permanecer nesse amor que é a origem de todos os amores, nele conservar-se cada vez mais solidamente e mais profundamente é o ideal da vida cristã.
- Você se sente parte da família de Deus?- Você acha que já participa da pátria dos santos?- Você acha que já aqui na terra alguém pode ser chamado de santo? -  Como é o seu relacionamento com os santos aqui da terra?

Salmo - Sl 116(117),1-2 (R. Mc 16,15)

R. Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

1Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, *
povos todos, festejai-o!R.

2Pois comprovado é seu amor para conosco, *
para sempre ele é fiel!R.

Reflexão - O mandato do Senhor para todos nós que somos convocados à santidade é ir por todo o mundo dando testemunho do Evangelho.  Por onde nós andarmos e enquanto vivermos essa será a nossa missão. Quando anunciamos o Evangelho nós estamos publicando a Boa Nova da salvação para toda a humanidade, por isso, todos os povos podem já festejar e cantar louvores ao Senhor, pois o Seu amor é grandioso e abrangente, envolve todas as pessoas.

Evangelho - Jo 20,24-29

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,24-29
24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: "Vimos o Senhor!".  Mas Tomé disse-lhes:  "Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei"
26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles.  Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse:  "A paz esteja convosco".  27Depois disse a Tomé:  "Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos.  Estende a tua mão e coloca-a no meu lado.  E não sejas incrédulo, mas fiel".  28Tomé respondeu: "Meu Senhor e meu Deus!"  29Jesus lhe disse: "Acreditaste, porque me viste?  Bem-aventurados os que creram sem terem visto!" 
Palavra da Salvação.

Reflexão – “fidelidade é consequência da fé”
Mesmo depois de tê-Lo seguido e visto os milagres que realizara e, apesar do testemunho dos seus amigos, Tomé ainda não acreditara na ressurreição de Jesus e continuava renitente. Finalmente, diante da presença real de Jesus, vivo e ressuscitado, Tomé tirou do trono a sua incredulidade e rendeu-se à Sua ordem: “E não sejas incrédulo, mas fiel!”  Hoje, também, mesmo diante das evidências e dos testemunhos de outras pessoas, nós às vezes, como Tomé, duvidamos de que Jesus esteja vivo e possa fazer prodígios na nossa vida. Nós também, como Tomé, continuamos intransigentes e recalcitrantes no trato com os mistérios de Deus e queremos “ver para crer”. De alguma forma Jesus também olha para cada um de nós que assim procede e diz: “E não sejas incrédulo, mas fiel!”  Daí podemos deduzir que a fidelidade é uma derivação da nossa fé, ou seja, somos fiéis a Deus na medida em que acreditamos, confiamos e dependemos Dele, sem necessidade de provas ou de sinais. A nossa fidelidade a Deus é do tamanho da nossa fé. Mesmo sendo perseverantes e dedicados a Deus podemos ser infiéis quando nos obstinamos em recusar alguma coisa que nos é proposta, porque ainda não compreendemos. Um dos grandes sinais de que Jesus está perto de nós, vivo e ressuscitado, é a paz que vivenciamos dentro do nosso coração, por isso, o próprio Jesus desejou-a aos seus discípulos quando os encontrou reunidos em casa. A paz de Jesus é a comprovação da Sua ação na nossa vida. Tomé precisou tocar nas feridas do Senhor e colocar a mão no seu lado. Nós, hoje, só precisaremos nos render à Sua presença amorosa e repetir como Tomé: “Meu Senhor e meu Deus”!   Aí então, nunca mais seremos incrédulos e cabeçudos, mas sim, bem aventurados. Porque de nós Jesus poderá também afirmar: “Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Somos os mais “bem-aventurados”, quando, não podendo tocá-Lo fisicamente, nem tampouco vê-Lo, como foi concedido aos discípulos, nós O experimentamos pelo dom da Fé que recebemos no nosso Batismo. O conhecimento de Deus supera toda a inteligência e racionalidade, portanto, deixemo-nos ser íntimos do Senhor.  Ele se oferece a nós como confidente de nossos pensamentos e interlocutor de nossas conversas secretas. - Você se considera “incrédulo ou fiel”? - Você já teve uma experiência  íntima com Jesus Cristo? – O que mudou em você depois disso? - Você costuma abrir o seu coração a Deus, falar das suas dificuldades, enfim, conversar com Ele? - Ore hoje pedindo a Jesus que lhe conceda também a Sua paz e experimente levá-la a todos os lugares por onde você for.  Depois, mais tarde, antes de dormir pense se o seu dia foi diferente dos outros.


Seguir Jesus é viver conforme o Seu Evangelho-Helena Serpa


2 DE JULHO DE  2018

2ª. FEIRA DA 13ª. SEMANA DO

TEMPO COMUM

Cor: Verde
1ª Leitura - Am 2,6-10.13-16
Leitura da Profecia de Amós 2,6-10.13-16
6Isto diz o Senhor: 'Pelos três crimes de Israel, pelos seus quatro crimes, não retirarei a palavra: porque eles vendem o justo por dinheiro e o indigente, pelo preço de um par de chinelos;
7pisam, na poeira do chão, a cabeça dos pobres, e impedem o progresso dos humildes; filho e pai vão à mesma mulher,
profanando meu santo nome; 8deitando-se junto a qualquer altar,
usando roupas que foram entregues em penhor, bebem vinho à custa de pessoas multadas, na casa de Deus. 9Entretanto, eu tinha aniquilado, diante deles, os amorreus, homens espadaúdos como cedros e robustos como carvalhos, distruindo-lhes os frutos na ramada e arrancando-lhes as raízes. 10Fui eu que vos fiz sair
da terra do Egito e vos guiei pelo deserto, durante quarenta anos,
para ocupardes a terra dos amorreus. 13Pois bem, eu vos calcarei aos pés, como calca o chão a carroça carregada de feixes;
14o mais ágil não conseguirá fugir, o mais forte não achará força,
o valente não salvará a vida; 15o arqueiro não resistirá de pé,
o corredor veloz não terá pernas para escapar, nem se salvará o cavaleiro; 16o mais corajoso dentre os corajosos fugirá nu, naquele dia', diz o Senhor. Palavra do Senhor. 

Reflexão - “Os crimes de ontem são os mesmos de hoje! ”
O Senhor ameaça o povo de Israel com o objetivo de fazê-lo voltar atrás no seu modo de proceder. Assim, pois, o profeta Amós disserta os crimes de Israel que eram ações de injustiça, de soberba, de devassidão e concupiscência. O mesmo povo que fora libertado da escravidão do Egito e a quem fora entregue uma nova terra voltava agora às práticas dos povos que o Senhor combatera por eles. Fazendo uma analogia da existência humana em todos os tempos nós verificamos a semelhança dos crimes cometidos. Hoje também, como ontem, continuamos, quase sempre, caindo nas mesmas transgressões. Precisamos ter em mente que as ameaças de ontem, são também para nós, hoje e que as implicações, com certeza, recairão sobre nós de acordo com as nossas atitudes. A experiência com Deus tem que nos deixar firmes na terra que Ele já nos entregou, por isso não podemos dizer que “estamos em Deus” enquanto ainda praticamos as coisas do tempo passado.  Em muitas ocasiões podemos estar cometendo “tirania ao pobre que depende da nossa ajuda impedindo-o que obtenha progresso”; ou cometendo ações de luxúria com relacionamentos proibidos, ou mesmo, “usando roupas que foram entregues por penhor”; “bebendo vinho à custa de pessoas multadas, na casa de Deus”, quer dizer, pessoas que não são dignas diante de Deus.  As consequências virão e, por mais que sejamos, ágeis, fortes, valentes, velozes, corajosos e bons atiradores, não escaparemos no dia em que o Senhor agir. Observemos, então, o que tem acontecido na nossa vida: Será que estamos estacionados sem conseguir ir adiante? – Por que não conseguimos sair do lugar nas nossas aspirações e nos empreendimentos? – A quem estamos usurpando e cometendo injustiça? – Por que será que lutamos tanto, somos até valentes diante das dificuldades do mundo, mas não temos pernas para escapar das artimanhas do inimigo? São reflexões que precisamos fazer! Ainda é tempo de voltar para o Senhor!
Salmo - Sl 49, 16bc-17. 18-19. 20-21. 22-23 (R.22a)

R. Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!

16b'Como ousas repetir os meus preceitos *
16ce trazer minha Aliança em tua boca?
17Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos *
e deste as costas às palavras dos meus lábios!R.

18Quando vias um ladrão, tu o seguias *
e te juntavas ao convívio dos adúlteros.
19Tua boca se abriu para a maldade *
e tua língua maquinava a falsidade.R.

20Assentado, difamavas teu irmão, *
e ao filho de tua mãe injuriavas.
21Diante disso que fizeste, eu calarei? *
Acaso pensas que eu sou igual a ti?
É disso que te acuso e repreendo *
e manifesto essas coisas aos teus olhos.R.

22Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus, +
para que eu não arrebate a vossa vida, *
sem que haja mais ninguém para salvar-vos!
23Quem me oferece um sacrifício de louvor, *
este sim é que me honra de verdade.
A todo homem que procede retamente, *
eu mostrarei a salvação que vem de Deus'.R. 

Reflexão - A mensagem deste salmo é muito verdadeira! Ela nos leva a fazer uma reflexão acerca do que nós dizemos e do que nós fazemos. Apenas repetir os preceitos do Senhor não é referencial para que firmemos com Ele uma aliança. As nossas ações, as nossas maquinações, e até os nossos pensamentos precisam ter coerência com a palavra que sai dos nossos lábios. O Senhor, que conhece o profundo do nosso coração, sabe das nossas intenções. Com certeza também, Ele fará “ouvidos de mercador” para as nossas lamentações que não têm consonância com a verdade do nosso coração. O salmista nos adverte para que tenhamos cuidado com as nossas amizades assim como também com a qualidade dos nossos relacionamentos com os nossos irmãos de sangue. O homem que procede retamente, sem dúvida, verá a salvação que vem de Deus. 

Evangelho - Mt 8,18-22

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,18-22
Naquele tempo; 18Vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: 'Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás.' 20Jesus lhe respondeu: 'As raposas têm suas tocas
e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.' 21Um outro dos discípulos disse a Jesus: 'Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai.'
22Mas Jesus lhe respondeu: 'Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos.' Palavra da Salvação. 

Reflexão – “Seguir Jesus é viver conforme o Seu Evangelho”
Nós também como os mestres da lei, às vezes queremos seguir a Jesus, para adquirir mais poder, ou então porque chamaremos mais a atenção das pessoas; ou então, porque já lemos toda a Bíblia e podemos dar um show de conhecimento ou por outras razões supérfluas. Na verdade, nem percebemos a realidade da nossa pretensão! Por isso, Jesus nos abre os olhos para que observemos as “nossas promessas impetuosas” e nos esclarece que Ele nos chama, mas não nos engana. Quem quiser segui-Lo terá que passar pelas dificuldades próprias da mentalidade evangélica.  O seguimento de Cristo nos tira das nossas raízes e nos desestrutura. Somos obrigados (as) a renunciar à nossa existência pacata, medíocre e acomodada. Para seguir a Jesus é preciso, também, não ter casa, não ter abrigo nem mordomia, isto é, não ter raízes em lugar nenhum. O discípulo que pediu a Jesus para primeiro sepultar o pai era alguém como nós que esperamos um tempo propício para nos desprender dos nossos apegos, dos nossos projetos. Para nós também Jesus diz, hoje: “segue-me e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”. Enterrar os mortos significa resolver problemas e dar definições à sua vida apegando-se ao que é seu e de sua responsabilidade. Quem espera que tudo esteja resolvido na sua vida para depois seguir Jesus, irá viver sempre a omissão. Seguir Jesus é viver conforme o Seu Evangelho, é viver o amor, é praticar o perdão, é não fazer questão por coisas que não têm valor diante de Deus. Por isso, não podemos nos acomodar esperando novas oportunidades. É tempo de amar e construir aqui na terra o reino dos céus, para que não sejamos também chamados de “mortos”. - Você também se propõe a seguir a Jesus aonde quer que Ele vá? - Qual a sua maior dificuldade para viver o Evangelho? - Você é uma pessoa muito apegada às pessoas da sua família e aos seus bens? - Você percebe que tem que renunciar a alguma coisa para seguir Jesus? – Você “acha bonito” seguir Jesus?


O Espírito Santo, que nos convence da verdade e ilumina a nossa inteligência-Helena Serpa


1 DE JULHO DE 2018

DOMINGO São Pedro e São Paulo, Apóstolos 

Cor: Vermelho
1ª Leitura - At 12,1-11

Leitura dos Atos dos Apóstolos 12,1-11
Naqueles dias, 1o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João.
3E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos. Depois de prender Pedro,
Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. 5Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. 6Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. 7Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: "Levanta-te depressa!"
As correntes caíram-lhe das mãos. 8O anjo continuou: "Coloca o cinto e calça tuas sandálias!" Pedro obedeceu e o anjo lhe disse:
"Põe tua capa e vem comigo!" 9Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo,
pois pensava que aquilo era uma visão. 10Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11Então Pedro caiu em si e disse: "Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo
para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!" Palavra do Senhor.


Reflexão - “Deus escuta o clamor da Sua Igreja”
Pedro, que era um homem fraco e cheio de defeitos, mas também, impulsivo e metido a corajoso, agora se submetia às ordens de Herodes, por isso, estava preso em prisão reforçada.  A Igreja, porém, rezou unida e Deus mandou o Seu anjo que lhe abriu as portas, desamarrou as correntes e o fez passar diante das guardas. “O portão abriu-se sozinho”, porque “a Igreja rezava continuamente a Deus por ele”.   Quando a Igreja ora unida, o poder de Deus prevalece e o Seu plano tem continuidade. Deus tinha um propósito para Pedro a quem Jesus entregara as chaves do reino do céu na terra. Ele tinha uma missão definida! Assim também, nós somos libertados para realizar a obra que Deus nos entregou. O Senhor não nos liberta somente para que estejamos livres, soltos, folgados, mas para que cumpramos bem a nossa missão. Por isso o anjo recomendou a Pedro: “coloca o cinto e calça tuas sandálias; “põe tua capa e vem comigo”. Colocar o cinto, calçar as sandálias e pôr a capa significa estar pronto e preparado para enfrentar desafios e dificuldades, com o apoio, da Palavra, da Oração, da Eucaristia, da devoção à Maria.  Pedro percebeu o poder de Deus, caiu em si, e continuou firme e confiante a sua caminhada. O Senhor deseja também nos libertar das prisões nas quais estamos encarcerados (as). Essas prisões são os estados em que vivemos quando estamos amedrontados (as) e amordaçados pelo pecado, depressivos (as), obcecados (as) pelos valores do mundo. Tudo aquilo que nos prende e nos sufoca, não nos deixando tempo nem condições de amar e servir a Deus, se constitui para nós uma prisão. O trabalho muitas vezes nos aprisiona; o sucesso também é uma forma de nos tirar a liberdade; e assim também muitas situações da nossa vida.  Por isso, o Senhor manda os seus anjos para abrir o portão que nos impede de ter comunhão com Ele. Os anjos do Senhor são as pessoas que intercedem por nós, mesmo que muitas vezes, nem saibamos quem sejam. Por isso, há necessidade de que, mesmo que as pessoas não nos solicitem, façamos orações pelos pecadores, porque assim o mundo todo será beneficiado. - Faça uma analogia do cinto, da calça e da sandália com algo espiritual que você precisa assumir. -  Você já entendeu para que Jesus o (a) liberta? – Você ainda se sente preso (a) ao pecado? – Você tem o costume de orar pelos pecadores?   – Por quem você tem rezado ultimamente? – Faça uma avaliação da sua intercessão. - Você tem intercedido pela Igreja e Pelo Santo Papa? – Você acha que isto é necessário?

Salmo - Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5)


R.De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

2Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, *
seu louvor estará sempre em minha boca.
3Minha alma se gloria no Senhor; *
que ouçam os humildes e se alegrem! R.

4Comigo engrandecei ao Senhor Deus, *
exaltemos todos juntos o seu nome!
5Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, *
e de todos os temores me livrou. R.

6Contemplai a sua face e alegrai-vos, *
e vosso rosto não se cubra de vergonha!
7Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, *
e o Senhor o libertou de toda angústia. R.

8O anjo do Senhor vem acampar *
ao redor dos que o temem, e os salva.
9Provai e vede quão suave é o Senhor! *
Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

Reflexão - A certeza de que o Senhor nos livra de todos os temores é a nossa motivação para enfrentarmos as dificuldades. Por isso, podemos rezar o salmo 33: “o anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem”.  É feliz o homem que tem o Senhor por seu refúgio porque irá sentir a suavidade do Seu amor e não temerá mal nenhum.

2ª Leitura - 2Tm 4,6-8.17-18

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 4,6-8.17-18
Caríssimo: 6Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças; ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.
Palavra do Senhor.

Reflexão – “o bom combate da Fé”
Paulo, homem forte, decidido e firme, mas também, cheio de si, foi como Pedro escolhido por Deus para servir ao Evangelho. Eles são as duas colunas da Igreja, mas tiveram chamados distintos. No entanto, há algo em comum entre eles: ambos viveram a conversão antes de assumir cada um o seu papel na Igreja de Jesus Cristo. São Paulo não conviveu com Jesus Cristo, porém, foi com o próprio Jesus que ele apreendeu toda a mensagem evangélica. Nesta carta a Timóteo, Paulo faz um relato da missão que ele viveu como coluna da Igreja. Tendo a consciência tranquila pelo dever cumprido ele espera do alto a recompensa pela sua luta. Apesar de exaltar a sua fé e sua fidelidade, ele reconhece que tudo o que lhe aconteceu foi em vista de que o Senhor esteve sempre ao seu lado. Assim, também, podemos pensar, nós todos que vivemos e lutamos pelo Evangelho. A nossa recompensa virá do alto e não será aqui na terra que teremos a recompensa pelo nosso trabalho. A certeza do bom combate nos deixará serenos (as) quanto a nossa vida futura. A nossa arma é a fé de que um dia, com a graça de Deus, todos nós poderemos também anunciar: “combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”!  O Senhor também está do nosso lado e nos liberta de todo o mal. É Ele quem nos ajuda no cumprimento da nossa missão de homens e mulheres a serviço do reino de Deus aqui na terra. – Você tem certeza da vitória final? – Você espera receber a coroa de Deus? – Por que você pode afirmar isto? – Quem lhe garante isso?


Evangelho - Mt 16,13-19
 .
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16,13-19
Naquele tempo: 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe
e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" 14Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas". 15Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" 16Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo". 17Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz es tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso,
mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus;
tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus".
Palavra da Salvação.

Reflexão - “o Espírito Santo, que nos convence da verdade e ilumina a nossa inteligência”
Jesus não estava preocupado com o que os outros pensavam a Seu respeito, mas sim, dar ciência aos Seus discípulos da Sua verdadeira identidade e missão, com o propósito de fazê-los participantes do mistério da Salvação.  Por isso, perguntou-lhes também: “E vós quem dizeis que eu sou?”  Ele provocou os Seus discípulos a fim de que eles próprios se situassem e tivessem conhecimento espiritual da Sua verdadeira identidade. Todos nós somos instrumentos de Deus na concretização do Seu Plano de Salvação, por isso, também é muito importante tomarmos conhecimento acerca de nós mesmos, da nossa missão, como também de quem somos para aqueles (as) com quem nos relacionamos e interagimos. Cada um de nós tem uma missão muito especial aos olhos de Deus.   E, por isso, a nossa maneira de ser e de agir, as nossas aptidões naturais vão dando o tom para que as pessoas nos ajudem a descobrir a nossa vocação. Quanto mais tivermos consciência de quem somos aos olhos do nosso próximo, mais facilmente poderemos descobrir o nosso carisma e, consequentemente, a missão que nos foi destinada por Deus.  Inspirado pelo Espírito Santo Simão Pedro soube escutar a revelação do Pai e proclamar que “Jesus é o Messias, o Filho do Deus vivo”! E foi aí, então, que Jesus o conscientizou da sua missão aqui na terra, dando-lhe poder e autoridade para ser o chefe da Sua Igreja. “Tu és Pedro”, disse Jesus, mostrando que o seu nome identificava a sua missão de coluna da Igreja nascente.   Quando entregou a Pedro as chaves do reino dos céus, Jesus mostrou que o reino dos céus começa aqui na terra, na Igreja que Ele fundou e que tem autoridade para ligar ou desligar. Nós também precisamos estar em comunhão com o Espírito Santo, que nos convencerá da verdade e iluminará a nossa inteligência para que também possamos receber as chaves do reino do céu. Somos felizes na medida em que, como Pedro, também reconhecemos que “Jesus é o Cristo o Filho do Deus vivo”, por isso está no meio de nós.   -   Você também diante de Deus tem um nome que designa uma missão muito especial.     O que poderá significar o seu nome? Pergunte ao Espírito Santo! - Você sabia que tudo o que você fizer na terra, terá também repercussão no céu? -  Dê a si mesmo (a) um nome que designe uma virtude, uma qualidade, ou uma maneira de ser. 



segunda-feira, 2 de julho de 2018

14o Domingo do Tempo Comum-Jorge Lorente




Evangelhos Dominicais Comentados

08/julho/2018 – 14o Domingo do Tempo Comum

Evangelho: (Mc 6, 1-6)

Jesus foi para sua terra, acompanhado de seus discípulos. Chegado o sábado, pôs-se a ensinar na sinagoga. Muitos que o ouviam se admiravam e diziam: “Donde lhe vem tudo isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada? E estes milagres que se fazem por suas mãos? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria o, irmão de Tiago, de José, de Judas e Simão? E as suas irmãs não vivem aqui entre nós?” E não queriam acreditar nele. Jesus, porém, lhes dizia: “Um profeta só é desprezado em sua terra, entre seus parentes e em sua própria casa”. E não pôde fazer ali nenhum milagre. Curou apenas alguns doentes, impondo-lhes as mãos. E ficou admirado com a falta de fé deles.

COMENTÁRIO

Vamos iniciar nossa meditação de hoje desejando muita paz para você conterrânea e conterrâneo amigo. Conterrâneo... essa palavra é bastante utilizada no norte e nordeste do Brasil e tem o mesmo significado de concidadão, compatriota ou patrício. São pessoas nascidas na mesma terra, na mesma cidade.

No evangelho de hoje, Jesus aparece entre seus amigos de infância. Rodeado por pessoas, de todas as idades, que o conheciam desde pequeno. Muitos dos presentes devem ter frequentado a mesma escola e partilhado, com Ele, dos mesmos brinquedos.

Sabendo de tudo isso, não conseguiam aceitar que um "conterrâneo", alguém nascido e criado ali, pudesse demonstrar tanta sabedoria e realizar milagres. Não é fácil admitir, mas realmente, é difícil de aceitar que as virtudes possam estar presentes nas pessoas humildes ou num simples carpinteiro.

Assim como eu, você também já deve ter comprado eletroeletrônicos, eletrodomésticos, roupas, relógios, brinquedos e outras centenas de produtos importados, crente que eles nunca iriam quebrar. Infelizmente é assim que pensamos. O simples fato de serem importados traz a sensação de serem superiores em qualidade e resistência.

Parecem até mais bonitos e bem acabados que os nossos. Chega a ser desleal a concorrência quando comparamos esses produtos com os nacionais. Por mais que se queira disfarçar, existe um grande preconceito quanto aos produtos fabricados em nosso país, em relação aos importados.

O mesmo acontece com as pessoas, profissões e entidades. Não vamos contestar os recursos técnicos e a capacidade de alguns profissionais, mas a verdade é que esperamos verdadeiros milagres dos médicos do exterior e, diante de uma simples dor de cabeça, não acreditamos no poder de cura do analgésico, só porque foi receitado pelo médico do Posto de Saúde.

Os mais abastados fretam avião, hospedam-se em hotéis luxuosos e pagam "fortunas" por uma consulta médica no exterior, enquanto em sua terra estão excelentes profissionais, muito conhecidos e afamados lá fora.

Mas, pelo visto, não é novidade esse modo de pensar e agir. Jesus também foi rejeitado, teve que exercer seu ministério longe da sua terra.

O evangelista diz que: "Ficaram escandalizados por causa dele". Seus amigos e vizinhos se escandalizaram com a sabedoria, com as palavras e com os milagres que estava fazendo um simples jovem, filho daquela terra.

Também não é novidade que um profeta não é bem aceito, pois suas palavras incomodam, machucam. Geralmente, não é bem vindo quem diz verdades, quem luta por igualdade que prega honestidade e amor. Generalizando: esse nós afastamos, ou nos afastamos dele. Quanto mais distante, melhor.

Não quero parecer maldoso, mas quantas vezes recebemos como verdadeiro herói aquele mau caráter de colarinho branco. Cheios de admiração nós enaltecemos aquele que lesa as pessoas e o patrimônio público. Não raro, até banda de música está presente na recepção de um desses famosos políticos que dirigem nosso país.

Jesus ficou admirado com a falta de fé que encontrou, e ali não fez nenhum milagre. Magoado com tudo que presenciou, diante da incompreensão do povo, Jesus foi procurar nos povoados da redondeza, pessoas que fizessem por merecer seus milagres.

Vamos encerrar nossa meditação com um questionamento: Dois mil já anos se passaram. Imagine então, Jesus chegando agora em nosso “povoado”...
Será que estamos fazendo por merecer tantos milagres que recebemos no nosso dia a dia? Será que Jesus não irá se decepcionar novamente?

(2445)








“MEU SENHOR E MEU DEUS!” – Olívia Coutinho



Dia 03 de Julho de 2018

Evangelho de Jo20,24-29

Hoje, a Igreja celebra a festa do Apóstolo Tomé!
Sempre que a Igreja faz memória a um Santo, ela quer chamar a nossa atenção para o seu testemunho, e o testemunho de São Tomé,  retrata a fragilidade humana. 
Nós não somos tão diferentes do apóstolo Tomé, assim como Ele, nós  também, por algum momento, vacilamos na fé, o que não significa incredulidade. Não podemos afirmar que Tomé era incrédulo, ele teve sim, um  vacilo na fé, mas quem de nós não está sujeito a estes momentos de fraquezas?
A figura de São Tomé,  ficou marcada muito mais pelo seu vacilo na fé, do que  pela sua  profissão de Fé!
        Tomé, que fazia parte da comunidade dos apóstolos,  tinha muitas  duvidas no coração, ele  não acreditou na ressurreição de Jesus. E nem  mesmo  quando os seus irmãos de comunidade, atestaram terem visto Jesus, ele  não aderiu a fé, exigindo  uma constatação pessoal para acreditar que Jesus  havia realmente  ressuscitado: “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Para acreditar que Jesus havia mesmo ressuscitado,  Tomé pretendeu  não somente, uma constatação visual, como também, tocar  nas suas chagas. E esta constatação, Tomé pode ter, oito dias depois, quando Jesus Ressuscitado,  aparece novamente para a comunidade dos apóstolos,  onde  ele estava presente. Neste encontro, Jesus não repreendeu Tomé, apenas  mostrou-lhe as mãos, e pediu-lhe que tocasse  no seu lado, em seguida Jesus  faz a ele um apelo, que serve para todos  nós: “Não sejas incrédulo, mas fiel!”.  
São Tomé representa muitos de nós, que às vezes vacila na fé, principalmente nos momentos  de sofrimento.
Não foi somente Tomé que  ficou  descrente depois da morte de Jesus, houve uma desestruturação geral na comunidade dos apóstolos após a morte de  Jesus, pois  tudo aquilo, era muito difícil para a compreensão deles. Os apóstolos  tiveram  muitas dificuldades para entender  o que Jesus havia lhes dito à respeito da sua ressurreição. Alguns, já haviam desistido, e voltado para o seu  lugar de origem,  como os discípulos de Emaús e o próprio Tomé.
A incredulidade  de  Tomé, nos  ajudou a crescer na fé! Podemos interpretar este episódio, como sendo uma providencia Divina para nos alertar sobre a importância da fé e do testemunho! Como disse S. Gregório Magno: “A incredulidade de Tomé foi mais útil à nossa fé do que a fé dos discípulos crentes.”
Como podemos constatar no evangelho, Jesus não repreendeu Tomé, apenas o alertou, convidando-o  a crer  e a  ser fiel a Ele. O que vem nos mostrar,  que  para Jesus,  não importa o nosso passado, o que vale  para  Ele,  é o que nos propomos a ser a partir do nosso encontro com Ele! Tomé conviveu com Jesus por um bom tempo,  mas foi no encontro com o Ressuscitado, que ele abraçou a fé: ”Meu Senhor e meu Deus!”
Como São Tomé, nós também, somos sujeitos às crises de fé, mas não podemos esquecer:  tropeçar, cair, faz parte de quem está numa caminhada, enquanto que,  ficar no chão ou levantar, depende do nosso querer! Tomé caiu, mas não permaneceu no chão, ele  levantou e reconheceu Jesus como o único  Deus  e Senhor de sua vida!
“Felizes os que creem sem terem visto!”  Estamos incluídos  nesta Bem aventurança,  porque nós acreditamos na ressurreição de Jesus, e acreditamos, graças ao testemunho dos apóstolos, principalmente do testemunho de Tomé.
Tomé vacilou na fé, mas depois do seu encontro com o Cristo Ressuscitado, ele nos deu um grande exemplo de conversão, fazendo  a belíssima profissão de fé: “MEU SENHOR E MEU DEUS”! Profissão de Fé, que hoje nós  fazemos durante as celebrações Eucarísticas.
As pessoas de todos os tempos e lugares encontram nas Escrituras o testemunho dos discípulos, mas isto não dispensa a necessidade de termos um encontro pessoal com Jesus, pois  é a partir deste  encontro, que  abraçamos a fé.

FIQUE NA PAZ DE JESUS  - Olivia Coutinho
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FESTA DE SÃO TOMÉ APÓSTOLO-Adélio


REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA  03/07/2018
-João 20,24-29
"FESTA DE SÃO TOMÉ APÓSTOLO "

A Igreja Celebra neste dia de hoje o dia de São Tomé. O Evangelho de hoje mostra-nos como os apóstolos vencem o medo diante da prisão e Morte de Jesus, e passa a viver a fé no ressuscitado.
A experiência da ressurreição não se faz pela visão, nem pelo contato físico, de Deus, que é o seu próprio Espírito. Portanto, o Evangelista sublinha a identidade do ressuscitado com o crucificado. 
A incredulidade inicial de Tomé transforma-se na mais autêntica profissão de fé: meu senhor e meu Deus". Os sinais da crucifixão foram provas da novidade da ressurreição. A festa de Tomé leva-los a entender que a fé é um risco, uma divina aventura. Não se trata de tocar e ver, mas de acolher o mistério.
    Meus amados e amadas irmãs: o que ocorreu a Tomé é o que sucede hoje a qualquer cristão. Se Jesus deixa-o tocar as chagas é porque os discípulos devem vê-lo, pois tem de ser testemunhas oculares da ressurreição, para dar testemunho aos outros. 
      Cristãos posteriores à esses fatos, temos de crer na palavra e no testemunho na Igreja apostólica. Desde esse momento a comunidade dos discípulos não consiste só nos Doze reunidos em um determinado lugar e tempo; todo aquele que crer é bem aventurado e se faz discípulo, mesmo que não tenha visto sensivelmente. A visão de fé é o único modo de entrar em contato com Jesus.

PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS -Adélio Francisco