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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

De onde lhe vem esta sabedoria?-Dehonianos

4 Agosto 2017
Lectio
Primeira leitura: Levítico 23, 1.4-11.15-16.34b-37
Naqueles dias, 1o Senhor falou assim a Moisés, dizendo. 4Eis aqui as festas do Senhor, as assembleias sagradas que proclamareis na devida data. 5No décimo quarto dia do primeiro mês, ao crepúsculo, é a Páscoa do Senhor. 6E no décimo quinto dia desse mês, terá lugar a festa do Pão Ázimo em honra do Senhor; durante sete dias comereis pão sem fermento. 7No primeiro dia, fareis uma assembleia sagrada. Não fareis nenhum trabalho servil. 8Oferecereis ao Senhor uma oferta queimada em cada um dos sete dias. No sétimo dia, haverá uma assembleia sagrada. Não fareis nenhum trabalho servil.’ 9O Senhor falou assim a Moisés: 10«Fala aos filhos de Israel e diz-lhes: ‘Quando chegardes à terra que vos concedo, e procederdes à ceifa, levareis ao sacerdote o primeiro molho da vossa colheita, 11e ele fará o ritual de apresentação diante do Senhor, para que vos seja aceite; o sacerdote fará essa apresentação no dia seguinte ao sábado. 15«Depois, contareis sete semanas completas, a partir do dia seguinte ao do sábado, isto é, do dia em que tiverdes feito o rito da apresentação do molho de espigas. 16Contareis até ao dia seguinte da sétima semana, isto é, cinquenta dias, e oferecereis ao Senhor uma nova oblação. 27«No décimo dia deste sétimo mês, que é o dia do perdão, fareis uma assembleia sagrada; fareis penitência, e apresentareis uma oferta queimada em honra do Senhor. ‘No décimo quinto dia deste sétimo mês, celebrar-se-á a festa das Tendas, em honra do Senhor, durante sete dias. 35No primeiro dia haverá uma assembleia sagrada, não fareis nenhum trabalho servil. 36Em cada um dos sete dias, apresentareis uma oferta queimada ao Senhor. No oitavo dia, fareis ainda uma assembleia sagrada e apresentareis uma oferta queimada ao Senhor: é uma reunião festiva e não fareis nenhum trabalho servil. ‘» 37«São estas as festas em honra do Senhor, em que deveis convocar assembleias sagradas, apresentando uma oferta queimada ao Senhor, um holocausto e uma oblação, sacrifícios e libações, segundo o ritual de cada dia.
O texto que escutamos refere-se ao ciclo litúrgico das diversas festas anuais, ligado ao ambiente de Jerusalém e enquadrado na «Lei de santidade». As festas hebraicas são vistas como assembleia do povo no lugar santo, na presença do Deus três vezes santo, e lembram a sua sequência no ciclo anual. A digna celebração das festas deve levar os indivíduos a sair da sua auto-suficiência, inserindo-os numa vida com dimensão comunitária. Cada homem pertence ao povo e é sua expressão e, por meio dele, pertence a Deus. Os elementos fundamentais das festas de Israel são especialmente dois: a convocação da santa assembleia do povo e o repouso do trabalho. O primeiro, cadencia a vida do povo e faz-lhe reviver, particularmente na celebração litúrgica, as maravilhas operadas por Deus na sua história; o segundo, afasta o povo das coisas materiais e quotidianas para o introduzir no tempo forte de Deus, onde toma conta do passar da vida e do seu significado de salvação. A páscoa ocupa um lugar especial entre as festas: o Senhor, que, todos os anos, oferece os frutos da terra e os animais, é o mesmo que manifestou o seu poder salvador para libertar Israel. A festa da páscoa funde-se com a dos ázimos para recordar a libertação da escravidão e a posse da terra fértil. A festa das semanas ou do Pentecostes celebra a colheita do trigo e o dom da Lei. A festa dos tabernáculos recorda a vindima e ao mesmo tempo a passagem de Israel pelo deserto. As festas cristãs inspiram-se nas festas hebraicas, mas enriquecidas com o novo conteúdo cristão.
Evangelho: Mateus 13, 54-58
Naquele tempo, 54tendo Jesus chegado à sua terra, ensinava os habitantes na sinagoga deles, de modo que todos se enchiam de assombro e diziam: «De onde lhe vem esta sabedoria e o poder de fazer milagres? 55Não é Ele o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56Suas irmãs não estão todas entre nós? De onde lhe vem, pois, tudo isto?» 57E estavam escandalizados por causa dele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria e em sua casa.» 58E não fez ali muitos milagres, por causa da falta de fé daquela gente.
Acabado o discurso das parábolas, Mateus introduz, no seu evangelho, outro material narrativo que marca a progressiva separação entre Jesus e Israel, e evidencia a formação específica dada ao grupo dos discípulos (cf. Mt 13, 54-17,27). O episódio de hoje tem um paralelo em Mc 6, 1-6, do qual depende, e refere-se à rejeição de Jesus pelos seus conterrâneos. A apresentação “oficial” de Jesus na sinagoga da sua terra redunda em completo fracasso. Após o assombro inicial, os seus conterrâneos interrogam-se sobre a identidade de Jesus. A frase mais significativa de toda a perícopa é: «estavam escandalizados por causa dele» (v. 57). O evangelho introduz-nos, deste modo, no mistério de Jesus. A atitude dos nazarenos é significativa de todos aqueles que procuram compreender Jesus, partindo unicamente do que pode saber-se sobre Ele: é da nossa terra, filho do carpinteiro, conhecemos a sua família, estudou na nossa sinagoga… Jesus foi incompreendido e desprezado, tal como o foram os profetas… O mesmo sucederá com os seus discípulos. Paulo falará do escândalo da cruz (Mc 14, 27.29; 1 Cor 1, 23). A sorte dos profetas, de Jesus, dos discípulos é sempre a mesma: ser recusados, ser objecto de troça, de desprezo, de perseguição e, muitas vezes, de morte violenta.
Meditatio
A primeira leitura insiste em falar das «festas do Senhor». Fazer festa é importante para nós. Não fomos feitos para viver sempre de modo banal, rotineiro. Fomos feitos para gozar da alegria do Senhor. Também não fomos criados para ser escravos, mas livres. Mas devemos reconhecer que o trabalho, com frequência, assume um aspecto servil, isto é, de escravidão. Noutros tempos, havia escravos e homens livres. Infelizmente, ainda hoje, em alguns lugares e situações, continua a haver escravos e pessoas livres. Muitas «festas do Senhor» continuam subordinadas a certas necessidades escravizantes do nosso mundo contemporâneo. A muitos cristãos não é reconhecido o direito de praticar publicamente a sua religião, de celebrar as «festas do Senhor».
Mas Deus quer que os seus filhos possam viver, em alegria e liberdade, dias de festa ao longo do ano. Já Moisés, a convite de Deus, ordenou ao povo que não fizesse qualquer trabalho servil nas solenidades do Senhor, para, na alegria, se encontrar com Ele e com os outros. No dia da festa do Senhor, da «santa assembleia», é possível acolher-nos reciprocamente, em relações abençoadas pelo Senhor e orientadas para a comunhão com Ele. Estas relações, que orientam para o Senhor, são profundas, sinceras,
verdadeiras, e permitem amar-nos generosamente uns aos outros no Senhor.
As festas tornam-nos livres para darmos tempo ao Senhor, para estarmos mais unidos a Ele na oração, no louvor, na exultação, e fazem-nos mais disponíveis para com os outros, mais atentos a todos, mais prontos a escutá-los, a partilhar na alegria, na liberdade e no amor.
A Igreja assumiu este desejo de Deus, e instituiu muitas festas, para nos ajudar a criar um clima de alegria na novidade de vida que Cristo nos deu com a sua morte e ressurreição. Todas as solenidades da Igreja estão ligadas ao Mistério Pascal, para evidenciar que Cristo é centro, princípio e fim de toda a realidade.
Oratio
Senhor, faz-nos compreender a importância do trabalho como meio para a nossa subsistência, mas também como meio de realização pessoal, e de participação na tua obra da criação. Mas faz-nos também compreender a importância do descanso e da festa, para nos encontrarmos mais intimamente Contigo e com os nossos irmãos. Que jamais nos deixemos escravizar pelo trabalho, mas sempre vivamos na liberdade e na alegria, para estarmos em comunhão Contigo e construirmos relações fraternas com todos os homens. Amen.
Contemplatio
Amar Jesus, é tudo o que ele pede. Ele quer expandir a devoção ao seu Coração sagrado, para que vamos ter com ele com o coração. É preciso nesta devoção distinguir duas coisas: o culto público e o culto interior. As solenidades do culto público glorificam o Sagrado Coração e ele é muito sensível a isso. Deus Pai compraz-se nisso e responde com graças abundantes, mas é preciso mais e melhor para Nosso Senhor. É preciso que ele tenha adoradores em espírito e verdade, adoradores que lhe dêem o seu coração, que lhe dêem todos os seus batimentos, todas as suas aspirações, todos os afectos. (Leão Dehon, OSP 3, p. 665s.).
Actio
Repete frequentemente e vive hoje a palavra:
«Que eu Te escute, Senhor, e me converta a Ti» (cf. Jr 26, 3).


terça-feira, 1 de agosto de 2017

--POR UM MUNDO TRANSFIGURADO-José Salviano

6 de Agosto de 2017

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR
6 de Agosto de 2017
Cor: Branco
Evangelho - Mt 17,1-9


Naquele tempo:
1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão,
e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha.
2E foi transfigurado diante deles;
o seu rosto brilhou como o sol
e as suas roupas ficaram brancas como a luz.
3Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias,
conversando com Jesus.
4Então Pedro tomou a palavra e disse:
'Senhor, é bom ficarmos aqui.
Se queres, vou fazer aqui três tendas:
uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias.'
5Pedro ainda estava falando,
quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra.
E da nuvem uma voz dizia:
'Este é o meu Filho amado,
no qual eu pus todo meu agrado.
Escutai-o!'
6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito
assustados e caíram com o rosto em terra.
7Jesus se aproximou, tocou neles e disse:
'Levantai-vos, e não tenhais medo.'
8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais
ninguém, a não ser somente Jesus.
9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes:
'Não conteis a ninguém esta visão até que o
Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos.'
Palavra da Salvação.(CNBB).

Na natureza nada se destrói, mas sim, tudo se transforma. A lenha não é destruída pelo fogo, mas sim, é transformada em cinza. O mal da sociedade não será destruído quando se mudam os governantes que prometem mudanças benéficas para todos, mas sim este mal terá nova cara, nova aparência, e continuará a existir para o nosso sofrimento.
Não adianta trocar o comandante, se não for colocado um outro com uma nossa personalidade, uma nova moral, uma nova escala de valores. Senão, a tropa continuará sofrendo do mesmo jeito.
Portanto, para que possamos transfigurar, mudar o mundo, é necessário que primeiro nos transfiguremos.  E assim, precisamos mudar não somente a nossa aparência exterior, mas principalmente a nossa realidade interior.  De nossa boca brotam palavras que devem sair do fundo da nossa alma, e não palavras vãs, fruto da falsidade, ou da nossa fraca fé, da nossa pouca vivência, da nossa falta de estudo da palavra de Deus.
          
Nós podemos ser transfigurados de duas formas: Uma positiva e outra negativa.
1-A nossa transfiguração na forma positiva é aquela que acontece pela graça de Deus, nas pessoas que vivem  o Evangelho na prática da fé. Assim, você olha no rosto daquele padre e em seu sorriso vê Jesus Cristo. Os seus olhos brilham de pureza. A alegria que brota da sua  entrega total ao serviço do Reino. Por isso ele é feliz. Olhando, do mesmo modo no rosto daquela senhora que todos chamariam de beata, você vê Jesus em seu semblante. São pessoas que estão em Cristo, que vivem em Cristo, e o morrer para elas é lucro, como disse Paulo. São pessoas santas que vivem em estado de graça  na sua totalidade, de forma que já estão vivendo na vida eterna, muito embora ainda estejam aqui.  É o chamado antegozo, que consiste já estar gozando das maravilhas da eternidade em plena vida terrena. E isso acontece quando nos entregamos plenamente a Deus, quando deixamos que   Ele governe a nossa vida, nos mínimos detalhes: Nossos pensamentos, nossos passos, decisões, etc. Neste estágio sentimos a presença de Deus em cada momento da nossa existência, dirigindo os nossos passos, dando-nos forças para fazer o bem e evitar o mal,  escutamos ou percebemos quando Ele nos fala, nos mostra o caminho, nos inspira, etc.  Esta é a transfiguração semelhante a transfiguração que aconteceu com Jesus diante dos discípulos, a qual foi uma pequena amostra do que ia acontecer ao seu corpo após a sua ressurreição.
2- A nossa transfiguração na forma negativa, é na verdade, uma desfiguração. Pois ela  é horrível! Costuma-se dizer: Ela está desfigurada, ele ficou transtornado, mudado, ele surtou e quebrou tudo, o sangue lhe subiu a cabeça... É quando satanás toma conta de alguém, e o incita a praticar o mal sem remorso. Essa transfiguração, ou desfiguração,  é a pior coisa que pode nos acontecer.
           
Podemos aqui nesta oportunidade, analisar o caso da pedofilia, chamada de desvio de conduta, que na verdade é uma transfiguração negativa, ou uma transformação, ou ainda uma deformação da personalidade ou melhor dizendo, do caráter de uma pessoa.
           
É bom lembrar que entende-se por personalidade  o conjunto de todas as características do ser humano: (liderança, inteligência, sociabilidade, capacidade de trabalho, etc. ).  O caráter, é um sub-conjunto de características da personalidade, envolvendo valores morais. Ou seja, é a parte moral da personalidade do indivíduo. O caráter está próximo da nossa consciência moral. É no caráter que se encontra a escala de valores, a educação ou formação dos pais, e a religiosidade.    
           
Do ponto de vista psicológico, a pedofilia se instala na mente do indivíduo, transfigurando-o negativamente,  quando ele alimenta as suas fantasias eróticas.  A fonte do mal sempre começa na nossa mente, no nosso pensamento dominante. Nós fomos criados por Deus para amar e ser amados mas infelizmente, no nosso cérebro podem se instalar os mais malignos dos pensamentos:  de inveja, cobiça, desejos, concupiscência,  desamor, vingança, soberba os quais vão gerar ou produzir ações de muitos pecados graves.
           
No cérebro de todo ser humano acontecem fantasias. Uns mais, outros menos.  A mente de um cristão praticante, quando é invadida por uma fantasia, imediatamente, ela é repelida, reprimida por pensamentos positivos, orações, pelo sinal da cruz, etc.  Já na mente daquele que vive distante de Deus, as fantasias criam asas, crescem sem nenhum controle, e o pior, com o empurrão do diabo.  Aí, o "bicho pega"!  É aí que até pessoas santas e consagradas, podem virar a casaca, e fazer coisas abomináveis aos olhos da comunidade e de Deus.   Tais pessoas ficam tão transtornadas, transfiguradas, que praticamente ficam irreconhecíveis aos nossos olhos. E se houve alguém dizer: Não o conheço mais...
           
Meus irmãos, minhas irmãs. É tempo de quaresma.  É hora de avaliarmos a nossa conduta, é hora de aumentar o nosso tempo de oração, meditação, leitura da palavra, é hora e de nos convertermos.  No nosso dia a dia as tentações acontecem. E quando não estamos preparados pela eucaristia, pela oração, estamos fracos e podemos ceder, a elas,  podemos tentar experimentar as sugestões do diabo, podemos começar a nossa transfiguração negativa num piscar de olhos, e sem o percebermos, já é tarde para retornar sem a ajuda de Deus de  algum ministro.   
            
Sejamos firmes, vamos nos transfigurar, sim, porém vamos a cada dia mudar para melhor, levando mais a sério a recomendação de Jesus: " Vigiai e orai. O espírito é forte, mais a carne é fraca..."  Seguindo os ensinamentos de Jesus, estaremos livres da pedofilia, e de toda transformação para o mal. A nossa fé é como uma árvore. Ela cresce, fica linda, ou pode ficar murcha e morrer. Precisamos cultivar a nossa fé. Precisamos nos apegar mais a Jesus. Ele é a ponte, o mediador entre nós e o Pai. Foi por isso que Jesus disse, que ninguém iria ao Pai se não fosse através D'Ele.
           
Pedro ficou tão maravilhado com aquela experiência, que sugeriu ficar ali para sempre, acampados em tendas: "Senhor, como é bom estarmos aqui! Se queres, levantarei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias".
           
Nós também quando estamos transfigurados pela graça de Cristo, pensamos em permanecer assim para sempre, ou pelo menos por muito tempo, até a próxima queda,  que infelizmente chegará. Porque o nosso viver é uma sucessão de cair e levantar que só acaba quando partimos desta vida. E é bom que estejamos transfigurados na hora da nossa partida. Senão iremos para aquele terrível lugar onde haverá choro e ranger de dentes.
             
No fenômeno da transfiguração de Jesus, assim como em seu batismo, aconteceram duas teofanias, isto é, duas manifestações de Deus Pai, que disse. "Este é meu Filho amado, em quem me comprazo", sendo que na transfiguração é feito o acréscimo: "Ouvi-o!".
             
Meus irmãos, minhas irmãs. É isso que o mundo precisa fazer . Ouvir a voz de Jesus. E podemos fazer isso através de leituras das sagradas escrituras, do Evangelho, da cartas, ouvindo sermões do padres, participando de encontros de estudo da palavra, e também, no nosso dia a dia, prestar atenção quando Jesus nos fala  através dos acontecimentos e das pessoas.  Precisando fazer isso para que a nossa catequese não seja fraca. Para que os nossos sermões e homilias não sejam água com açúcar, mas sim que tenham grande  poder de conversão para quem os ouve.  Quem vai à missa está sedento de uma palavra de consolo, uma palavra que lhes fale dos seus fracassos, frustrações, dos seus pecados,  da sua preguiça de buscar a Deus, e outras coisas parecidas.  Por isso, meus irmãos, precisamos levar mais a sério a nossa catequese principalmente a dominical, pois o mundo a cada dia está se afastando de Deus, e nós não devemos ficar de braços cruzados, acomodados, como se não tivéssemos nada a ver com isso.  Temos sim, e muito. Então, mãos a obra. Vamos trabalhar, vamos nos transfigurar e transfigurar  as pessoas que nos cercam e o mundo!
Bom domingo!


Tenha um bom domingo. José Salviano


-Os discípulos disseram: É um fantasma!-José Salviano

8 de Agosto de 2017

Cor: Branco
Evangelho - Mt 14,22-36


Depois que a multidão comera até saciar-se,
22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barco
e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar,
enquanto ele despediria as multidões.
23Depois de despedi-las,
Jesus subiu ao monte, para orar a sós.
A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho.
24A barca, porém, já longe da terra,
era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.
25Pelas três horas da manhã,
Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar.
26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar,
ficaram apavorados, e disseram:
'É um fantasma'. E gritaram de medo.
27Jesus, porém, logo lhes disse:
'Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!'
28Então Pedro lhe disse:
'Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro,
caminhando sobre a água.'
29E Jesus respondeu: 'Vem!'
Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água,
em direção a Jesus.
30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo
e começando a afundar, gritou: 'Senhor, salva-me!'
31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse:
'Homem fraco na fé, por que duvidaste?'
32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou.
33Os que estavam no barco,
prostraram-se diante dele, dizendo:
'Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!'
34Após a travessia desembarcaram em Genesaré.
35Os habitantes daquele lugar, reconheceram Jesus
e espalharam a notícia por toda a região.
Então levaram a ele todos os doentes;
36e pediam que pudessem, ao menos,
tocar a barra de sua veste.
E todos os que a tocaram, ficaram curados.
Palavra da Salvação.(CNBB).

Os discípulos ficaram com muito medo, e acharam que Jesus era um fantasma.
Também nós temos medo dos fantasmas da nossa vida. O fantasma do aluguel que sobe, do preço da carne, do feijão, o fantasma do salário que não dá para cobrir as nossas necessidades, o medo de assaltos, e de toda violência espalhada por todos os lados, até nas cidades que antes eram as mais pacatas.
Mais felizmente, eis que Jesus, porém, logo lhes disse, a eles os discípulos e a nós hoje: Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!
Então, meus irmãos. É Jesus que nos diz hoje, para que tenhamos coragem, e não tenhamos medo de enfrentar a realidade existencial.
Apegados a Ele, somos fortes, somos poderosos, até podemos fazer milagres. Podemos atravessar  os perigos da noite escura, dos caminhos escabrosos, e chegar do outro lado são e salvos. Coragem! Disse Jesus. Não desanimemos, meus irmãos e irmãs. As ameaças dessa vida podem nos assustar, mais Jesus está nos dizendo: não tenha medo!
O medo faz parte da autopreservação, da autodefesa, ou seja, do instinto de sobrevivência. Porém, medo em excesso, é falta de confiança em Deus. Ficar apavorado diante dos monstros e fantasmas que temos de enfrentar no nosso dia a dia e também à noite, é uma demonstração de falta de fé.
E foi o que Jesus disse a Pedro: Homem fraco na fé, por que duvidaste? Pedro ficou com muito medo de afundar, e exatamente por isso, ele começou a mergulhar.
Exemplo. Se você está com medo de perder a sua namorada, pode ter certeza que vai perdê-la. Sabe por que? Porque o seu medo é perceptível. Ela está percebendo a sua insegurança, e conclui que você está se sentindo inferior a ela. Portanto, ela entende que merece coisa melhor que você, e então decide trocar de namorado. O mesmo acontece com a moça.
Medo é falta de fé. Apavorar-se diante dos perigos da estrada desta vida, é o mesmo que dizer: Eu não reconheço Deus como o meu protetor, meu Senhor e meu Deus!     
O mar da vida é por vezes muito agitado, perigoso e muito assustador. São muitos os fantasmas que nos ameaçam, nos paralisa de tanto medo.
Tem um ditado que diz: A vida é dura para quem é mole. Esse ditado quer dizer que quem é preguiçoso, quem não confia em Deus,  não consegue lutar pela sobrevivência, e logo afunda no mar da nossa existência. Portanto, a vida é dura principalmente para quem não tem fé em Deus aquele que nos momentos de dificuldades, está sempre pronto para ouvir o nosso grito de socorro, pedindo a Ele que nos salve, porque estamos afundando!
É isso. Tem gente que só se lembra de Deus na hora que a tempestade começa. Só se lembram de Deus na hora do incêndio, do terremoto, do tiroteio, e de todas as adversidades as quais nos faz perceber a duras penas o quanto somos frágeis. Que nos faz chegar  a conclusão de que não adianta todas as armas e  todo dinheiro do mundo! Pois o dinheiro não garante a nossa segurança vital.        
As constantes tempestades que enfrentamos nessa vida servem para testar a nossa fé. Pois a nossa coragem de enfrentar os ventos contrários depende do tamanho da nossa fé.
        
Apavorados os discípulos acharam que era um fantasma! Às vezes não acreditamos no que aconteceu. Dizemos: Para mim minha filha não morreu. Eu vejo a qualquer hora ela entrando por aquela porta... Outros dizem na hora do apuro: Isso não está acontecendo...
           
Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!  Precisamos ouvir Jesus nos dizendo aos ouvidos. Coragem! Eu estou aqui. Eu estou do seu lado. Não tenha medo, confie em mim.  Eu posso tirar você dessa enrascada em que você se meteu por sua própria culpa, por ter usado de forma errada a liberdade que lhe dei. Se me ouvisse antes, se você me procurasse todos os dias da sua vida, se depositasse toda sua confiança em mim, se buscasse o bem e evitasse o mal, se amasse a Deus em primeiro lugar e a teu irmão e tua irmã como a você mesmo, esta tragédia não teria lhe acontecido.
           


Coragem! Tenha fé! José Salviano.

-Todos comeram e ficaram satisfeitos-José Salviano.

7 de Agosto de 2017
Cor: Verde
Evangelho - Mt 14,13-21

Naquele tempo:
13Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu
e foi de barco para um lugar deserto e afastado.
Mas quando as multidões souberam disso,
saíram das cidades e o seguiram a pé.
14Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão.
Encheu-se de compaixão por eles
e curou os que estavam doentes.
15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus
e disseram: 'Este lugar é deserto
e a hora já está adiantada.
Despede as multidões,
para que possam ir aos povoados comprar comida!'
16Jesus porém lhes disse:
'Eles não precisam ir embora.
Dai-lhes vós mesmos de comer!'
17Os discípulos responderam:
'Só temos aqui cinco pães e dois peixes.'
18Jesus disse: 'Trazei-os aqui.'
19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama.
Então pegou os cinco pães e os dois peixes,
ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção.
Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos.
Os discípulos os distribuiram às multidões.
20Todos comeram e ficaram satisfeitos,
e dos pedaços que sobraram,
recolheram ainda doze cestos cheios.
21E os que haviam comido
eram mais ou menos cinco mil homens,
sem contar mulheres e crianças.
Palavra da Salvação.(CNBB).

Quantos irmãos nossos que neste momento estão famintos! Quantas crianças que não almoçaram, quantos idosos que estão se definhando a cada dia, por falta do alimento necessário!

E pensar que nem sempre o país em que vivem, é completamente pobre. Pois uma minoria da sociedade vive na opulência, no conforto extremo, e no desperdício, enquanto os demais, passam fome! Então, fica claro que o problema está na má distribuição da renda nacional que é injusta.

Eram apenas cinco pães e dois peixes que pelo poder de Jesus, se transformaram em alimento para uma multidão de pessoas que foram se aglomerando para ouvir Jesus falar. E naquele lugar deserto não tinha o que comer.

Por outro lado, a indústria de alimentos, coloca temperos não muito saudáveis com o objetivo de tornar os alimentos mais saborosos, os quais prejudicam a nossa saúde.



Finalmente, nós mesmo buscamos nos alimentar com a comida mais saborosa, e por trás desse sabor estão a gordura, o açúcar, e o cloreto de sódio, que nos destrói aos poucos, como por exemplo, causando entupimento das veias e artérias,  o que nos leva a morte prematura. 

Jesus é o alimento vivo, o pão da vida. É Jesus eucarístico que nutre, que fortalece a nossa fé.  Porém, o alimento eucarístico para a nossa alma deve vir acompanhado de muita oração.  Precisamos rezar mais. Comungar somente não basta. Não completa  o fortalecimento da fé e da espiritualidade. Precisa vir acompanhado da oração constante, oração contrita, com muita devoção e concentração.

Existe um ditado que diz: CUIDA DA ALMA QUE O CORPO JÁ ERA.  Então. Com  essa deficiência alimentar dos nossos dias por causa das falhas que citamos na produção dos alimentos, nosso corpo necessita de nutrientes, que buscamos na farmácia de manipulação.  Além disso, com o corpo decaído, precisamos mais é nos voltar para o fortalecimento da  alma, da nossa fé, da nossa espiritualidade.

E onde encontramos tempo para rezar?  Além daquele momento especial de oração que é antes de deitar, podemos rezar enquanto fazemos ginástica, ( em vez de contar até dez, rezamos o Pai Nosso, ou  o credo...) enquanto estamos no ônibus, enquanto caminhamos,  ou enquanto fazemos alguma coisa que já não exige tanto a nossa atenção.  É verdade que não é uma oração  com  a contrição, e atenção necessária, porém é melhor do que nada. É melhor do que ficar horas e mesmo dias sem rezar, sem falar com Deus!

Cuidar do corpo, cuidar da alma, cuidar da nossa fé, é o caminho certo. É o caminhos que nos levará para a casa do Pai.

 

Tenha um bom dia. José Salviano.



-Herodes mandou cortar a cabeça de João-José Salviano.

5 de Agosto de 2017
Cor: Verde
Evangelho - Mt 14,1-12


1Naquele tempo,
a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes.
2Ele disse a seus servidores:
'É João Batista, que ressuscitou dos mortos;
e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele.'
3De fato, Herodes tinha mandado prender João,
amarrá-lo e colocá-lo na prisão,
por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.
4Pois João tinha dito a Herodes:
'Não te é permitido tê-la como esposa.'
5Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo,
que o considerava como profeta.
6Por ocasião do aniversário de Herodes,
a filha de Herodíades dançou diante de todos,
e agradou tanto a Herodes
7que ele prometeu, com juramento,
dar a ela tudo o que pedisse.
8Instigada pela mãe, ela disse:
'Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista.'
9O rei ficou triste,
mas, por causa do juramento diante dos convidados,
ordenou que atendessem o pedido dela.
10E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere.
11Depois a cabeça foi trazida num prato,
entregue à moça e esta a levou para a sua mãe.
12Os discípulos de João foram buscar o corpo
e o enterraram.
Depois foram contar tudo a Jesus.
Palavra da Salvação. (CNBB.

Em toda História da humanidade até os dias de hoje, foi sempre uma barbaridade presente, o fato de que os tiranos do poder terreno, pretender eliminar todos aqueles que denunciam os seus pecados, as suas injustiças.
Calar a boca de jornalistas corajosos que denunciam a sujeira social, matar  vereadores que defendem os direitos dos pobres, ameaçar ou mesmo eliminar professores que mostram a origem da verdade dos fatos aos seus alunos.
A morte de João Batista foi um fato histórico que nos mostra esta dura e cruel realidade.
Todos aqueles que se postam do lado dos fracos, tem também a sua cabeça sobre a mira dos poderosos.  Mesmo que esses líderes não tenham cometidos nenhum delito. Os dirigentes da sociedade injusta, procuram de todo jeito um modo de incriminá-los.
Enquanto que, os pertencentes a liderança do poder, cometem os mais bárbaros crimes, e continuam soltos. Podem até ser submetidos a julgamentos. Porém são julgamentos camuflados, mentirosos, verdadeiras palhaçadas. E se vão presos, logo estão soltos. Por que os juízes são do mesmo time que eles.

João Batista, foi o último profeta, que morreu por ter denunciado o mal no mundo, o mal causado por Herodes, pelo seu abuso de poder, pelo seu egoísmo.
           
Também somos egoístas, queremos o melhor para nós. Queremos sempre mais para a nossa pessoa, e às vezes é custe o que custar. Será que nunca fomos um pouquinho como  Herodes? Pegando para nós algo ou alguma pessoa que pertencia a um irmão ou a uma irmã?  Será que nunca passamos "a rasteira" ou "puxamos o tapete" de alguém só porque ele ou ela está sendo mais eficiente do que nós?  Você que é líder, patrão, chefe, será que nunca fez uso do seu poder para humilhar, para se aproveitar, para abusar, para enriquecer mais, para levar vantagem, para se tornar mais importante, para eliminar ou deixar fora de combate um rival, em fim, para ser mais injusto e pecador? 
           
A filha de Herodíades  de certa forma se prostituiu se exibindo para o poderoso em troca de um favor. Sabemos dos vários tipos de prostituição existentes em nossa sociedade. E também sabemos que nem sempre a prostituição é direta, ou seja, a venda ou aluguel do próprio corpo feminino ou masculino. Mas também, a venda dos próprios princípios, ou das suas convicções. Aquele jornalista que passou a defender o fazendeiro que com a sua agroindústria da cana, estava poluindo todos os mananciais de água daquela região, em troca de favores e dinheiro. Aquela moça, jovem e bonita,  que usou da sua sensualidade para subir na vida!
           
Certa vez, quando trabalhei em uma firma de venda de seguros, lá havia uma vendedora campeã de vendas em todas as regiões. Era um caso de e se admirar, ela era apresentada em todas as reuniões como exemplo a ser seguido por todos nós, que capengávamos gastando a sola dos sapatos  conseguindo  poucos frutos pelo suado esforço. Acontece que aquela vendedora  era de uma beleza e de uma sensualidade fora do comum. Foi então que saiu o boato de que ela usava o seu charme com tudo que tinha direito para conseguir as vendas.  Não sei se foi verdade, ou comentários de outras vendedoras movidas pela inveja daquela  jovem de beleza espetacular.   
           
Erodes na sua demonstração de poder, abusa desse mesmo poder por várias vezes. Tomando a mulher do outro, oferecendo o que a dançarina pedisse para  exibir a sua sensualidade diante dele em requebros eróticos para alimentar a sua fantasia, e depois mandando executar um homem santo que o havia denunciado sem medo. Aliás, "embaçado" pelos goles de vinho, Herodes nem se lembrou de que palavra de rei não podia voltar atrás, e ofereceu o que a dançarina pedisse. Qualquer coisa. Não pensou que ela poderia  pedir algo tão difícil. Foi uma atitude impensada para não dizer, pouco ou nada inteligente.  Aquela moça poderia ter pedido um dos seus dedos cortado, ou outro órgão qualquer em um prato... Portanto, em sua oferta "generosa", Ele deveria ter se precavido e fazer algumas restrições.
             
Prezados irmãos, e prezadas irmãs. Que Deus pai em nome de Jesus nos ajude a nunca usar o poder nem a nossa sensualidade para  pecar, para prejudicar o irmão e  nos afastar de Deus. Vamos ter mais cuidado com o dia do juízo final!

Tenha um dia. José Salviano.



-Não é ele o filho do carpinteiro?-José Salviano

4 de Agosto de 2017

Cor: Branco
Evangelho - Mt 13,54-58


Naquele tempo:
54Dirigindo-se para a sua terra,
Jesus ensinava na sinagoga,
de modo que ficavam admirados.
E diziam:
'De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres?
55Não é ele o filho do carpinteiro?
Sua mãe não se chama Maria,
e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas?
56E suas irmãs não moram conosco?
Então, de onde lhe vem tudo isso?'
57E ficaram escandalizados por causa dele.
Jesus, porém, disse:
'Um profeta só não é estimado
em sua própria pátria e em sua família!'
58E Jesus não fez ali muitos milagres,
porque eles não tinham fé.
Palavra da Salvação. (CNBB).

Jesus explicou que santo de casa não faz milagre.
Aquele filho que depois de sido ordenado padre, foi avisado pelos seus familiares, que a sua mãe estava muito mal, estava nas últimas.
Largando tudo, todos os compromissos, aquele jovem sacerdote foi correndo para a sua cidade natal, ver a sua querida mãe. Chegando lá, a viu prostrada em uma cama, meia sedada, e dormitando, e respirando com dificuldade. Imediatamente, o padre começou as orações que precediam a unção dos enfermos. Sua mãe, despertou e reconhecendo-o, disse:
Filho, o que está fazendo? Com um olhar meio assustada, como que diria: você é apenas o meu filho! Para com isso!
Outro exemplo. Aquele jovem se formou em medicina, e era um excelente médico na cidade grande.
Em suas férias, a primeira, por sinal, ele foi matar a saudade na fazenda dos seus pais.
Disse: vou tomar leite com gosto de leite, vou sentir o cheiro do chão molhado pela chuva, vou saborear carne fresca no churrasco com meus irmãos e amigos.
E foi. Logo que chegou, ficou sabendo de muitas novidades, porém, ali ainda reinava a falta de um bom atendimento médico, era uma realidade muito triste.
Pensou consigo. Que nada! Agora é diferente. Eu sou médico. E um bom médico.
No outro dia, uma senhora amiga da família, sofreu um acidente. Ela foi atacada por um boi arisco e pegador, que passava perto de sua casa.  Muito machucada ela foi socorrida às pressas, e aquele jovem médico logo foi avisado. Correu para ajudar, mas se esbarrou com a desconfiança dos filhos daquela mulher. Eles preferiram buscar um médico na cidade mais próxima. Não confiaram na competência daquele profissional, pois para eles, aquele tal de médico não passava do filho do Sr. Pedro, o fazendeiro do outro lado do rio.
Neste Evangelho, Jesus lamenta o fato dele não ser aceito em sua cidade natal. Em sua própria terra, a cidade de sua família, Nazaré, Ele não passou de um  filho de carpinteiro. Era rejeitado  pelos próprios familiares.  Não é ele o carpinteiro? Diziam, com certo desprezo. Isto porque  um profeta só não é valorizado na sua própria terra.

No evangelho de hoje percebemos a dificuldade que aqueles que conviveram com Jesus tiveram em compreender sua identidade. Quem é Jesus? Durante cerca de trinta anos ele viveu com a família, na Galiléia, sem nada excepcional que chamasse a atenção sobre sua pessoa.
Nós também enfrentamos o mesmo problema. Fiquei sabendo que muitos pais de sacerdotes não se confessam com os filhos padres. Meu amigo foi ordenado diácono, e na sua casa continuou sendo o marido, o pai, o tio, sem mais nenhuma novidade a se considerar.
O catequista em sua casa pode até ser interpretado como aquele que pretende ser o dono da verdade, quando faz alguma correção, principalmente pela geração jovem. Mas nada disso pode nem deve diminuir sequer o ritmo da nossa empreitada de levar o evangelho aos que o querem ouvir. Se naquela festa da família alguém fez um sutil gracejo sobre o nosso trabalho missionário, com gracejo também devemos responder, de cabeça erguida, confiante e com orgulho de ser um evangelizador (a).

ORAÇÃO:
Jesus. Dai-me força e coragem para nunca desanimar, aconteça o que acontecer, eu quero continuar firme no meu propósito de levar a o evangelho àqueles e àquelas que precisam de ajuda, que estão no caminho errado, aqueles e aquelas que têm sede de Deus. Amém.


Tenha um bom dia. José Salviano.




- ...e jogam fora os que não prestam-José Salviano

3 de Agosto de 2017
Cor: Verde
Evangelho - Mt 13,47-53



Recolhem os peixes bons em cestos
e jogam fora os que não prestam.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
47O Reino dos Céus é ainda
como uma rede lançada ao mar
e que apanha peixes de todo tipo.
48Quando está cheia,
os pescadores puxam a rede para a praia,
sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos
e jogam fora os que não prestam.
49Assim acontecerá no fim dos tempos:
os anjos virão para separar
os homens maus dos que são justos,
50e lançarão os maus na fornalha de fogo.
E ai, haverá choro e ranger de dentes.
51Compreendestes tudo isso?'
Eles responderam: 'Sim.'
52Então Jesus acrescentou:
'Assim, pois, todo mestre da Lei,
que se torna discípulo do Reino dos Céus,
é como um pai de família
que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.'
53Quando Jesus terminou de contar essas parábolas,
partiu dali.
Palavra da Salvação.(CNBB).

Jesus contou mais uma de suas parábolas. A rede lançada a mar, representa a palavra que é lançada ao mundo para todos. Uns têm ouvidos para ouvi-la, outros não. Porém, mesmo aqueles que se prestam a ouvir, não são todos iguais. Uns são mais atenciosos, outros são mais dispersivos.
Deus nos dá toda oportunidade necessária a nossa salvação, começando pelo anúncio da sua palavra e continuando pelos sacramentos por Ele deixados.
Mas, infelizmente, tem gente de todo tipo nesse mundo. E assim, será necessário, no dia do julgamento final, separar os bons de um lado, e os justos de outro.
Aqueles que recusaram o convite de Deus por Jesus para alcançar, para merecer a sua salvação, terão o seu destino por eles mesmo escolhido. Estes, irão para a fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. E o pior, tudo isso será ETERNO...
Você já pensou? Se temos um ferimento em uma unha, por exemplo, ficamos numa pior, dizemos que tudo bate naquele dedo, que não podemos trabalhar, tiramos licença, e parecemos bebês chorões. Felizmente, logo este sofrimento um dia se acaba. Pois nesta vida não há mal que se perdure.
Agora imagine, você em pleno fogo, numa fogueira ardente, se queimando sem terminar de queimar, por todo o sempre? Para sempre, eternamente?
Caríssimas, e caríssimos!  Pelo amor de Deus! Mude hoje, mude agora mesmo, e seu ritmo de vida! Para de viver no pecado! Volte hoje mesmo para Deus!  Salve a sua alma, livre-a do fogo eterno!
Você deve estar me perguntando neste momento. Mais como eu vou mudar? Estou enlameado de todos os lados!  Estou cercado de “amigos e de amigas” que me arrastaram para esta vida que estou levando, pessoas que me convenceram que este caminho era o melhor, o jeito mais fácil de alcançar os meus objetivos, o prazer, a felicidade. E veja só o que consegui: complicações, e mais complicações de todos os lados.
Amigo. A resposta é simples e fácil. Quer saber por onde começar? COMEÇE REZANDO. COMEÇE PELA ORAÇÃO!
Compre um livrinho de oração na secretaria da igreja, ou na livraria mais próxima. Peça ajuda a alguém, e uma pessoa que vive santamente, a um leigo que você sabe que vive de forma devota, ou coisa desse tipo.  Mas reze! Reze com fé, mesmo que lhe pareça que Deus não o esteja ouvindo. Continue a rezar. Peça perdão, peça ajuda, peça com fé pelo menos tente. Peça com lágrimas, peça chorando, peça ajuda, e esta ajuda virá, meu amigo! Esta ajuda virá. Pois tenha a certeza de que Deus viveu todo este tempo esperando o dia em que você se prontificasse a deixar esta vida, e voltar para Ele. Deus quer a sua felicidade, Deus quer que você saia desse poço, e está lhe dando a mão para o salvar dessa enrascada a que se meteu. Deus não está de mal com você. Não fica pensando que não adianta mais rezar! Deus não é como nós, meu amigo!  Deus é amor, Deus é perdão e misericórdia infinita. Vamos, se mexa! Comece agora a mudar a sua vida. Comece agora mesmo a sua salvação eterna.

Tenha um bom dia, José Salviano.




-Vende tudo para comprar o campo com tesouro-José Salviano.

2 de Agosto de 2017
Cor: Verde
Evangelho - Mt 13,44-46


Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
44'O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo.
Um homem o encontra e o mantém escondido.
Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens
e compra aquele campo.
45O Reino dos Céus também é como um comprador
que procura pérolas preciosas.
46Quando encontra uma pérola de grande valor,
ele vai, vende todos os seus bens
e compra aquela pérola.
Palavra da Salvação.(CNBB).

Naqueles tempos, era comum as guerras. Então, quando um conflito entre os grupos estava se aproximando, se formando, muitos abriam um buraco no campo, e enterravam os seus pertences valiosos, como ouro, prata, e outros. O tempo ia passando, eles deixavam aquele tesouro ali, por medida de precaução, até que em tempos futuros, alguém o descobria, e faziam de tudo para tomar posse daquela fortuna, de forma legal, por isso, compravam aquele campo que já estava nas mãos dos herdeiros que nem sabiam do local exato do esconderijo do referido tesouro, ou mesmo se ele existia.
Jesus comparou o Reino do Céu a um tesouro escondido no campo.
Imagine que você planeja comprar uma fazenda. Depois de muitas andanças, finalmente encontra aquela propriedade do seu agrado, porém o dono está exigindo um preço muito alto. Investigando perto dali, você encontrou outra propriedade não muito atraente, porém o seu empregado que por acaso é um perito em prospecção de petróleo, detectou um enorme lençol contendo essa preciosa matéria prima naquela propriedade.
Que você faz? Providencia tudo imediatamente para conseguir o mais rápido possível, fechar negócio da aquisição daquele terreno duplamente lucrativo! Acertei?
Então. Essa foi a comparação que Jesus fez para nos explicar o imenso e infinito valor do Reino dos Céus.

O Reino de Deus é um tesouro tão valioso que não deveria ser trocado por nenhuma coisa deste mundo. Mais o pior é que estamos sempre trocando. Volta e meia substituímos o amor de Jesus, a vida da graça ou estado de graça, por coisas tão banais que não dá para acreditar no que sempre fazemos, por causa da nossa infidelidade.
Deus é fiel. Ele prometeu estar com a sua Igreja até os fins dos tempos, e Ele está cumprindo a sua promessa, assim como todas as demais. Nós, ao contrário, vivemos prometemos que vamos nos converter, melhorar, ou seja, que não vamos pecar mais. E em momentos depois, fazemos tudo ao contrário. Quando nos preparamos para uma confissão, por exemplo, ao rever os nossos pecados, recorremos à infinita graça e misericórdia de Deus implorando que nos dê o perdão através do seu representante na Terra. Também suplicamos esse perdão dizendo que não vamos mais fazer aquelas coisas que sempre fazemos. Que não vamos mais pecar. Dias depois, repetimos tudo de novo! E voltamos à estaca zero, porque somos infiéis, muito infiéis. E por isso não conseguimos cumprir o que prometemos a Deus.
Caríssimos. Vamos suplicar a Deus em nome de Jesus, que nos proporcione mais fidelidade nos nossos propósitos de manutenção da vida da graça, da amizade com Deus e com o próximo através da prática da caridade como Jesus nos ensinou.

Tenha um bom dia. José Salviano.