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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Estou ocupado-Diac. José da Cruz

TERÇA FEIRA DA 31ª SEMANA DO TC  03/11/2015
1ª Leitura Romanos 12, 5-16 a
Salmo 130/131 “ Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante”
Evangelho Lucas 14, 15-24
                                                        Estou ocupado, tente mais tarde...
Comprei um terreno...comprei cinco juntas de bois...comprar, consumir, TER... Até parece que os dois primeiros convidados especiais para a grande ceia, eram da pós modernidade, que não tem tempo para mais nada, trabalhar, negociar, produzir, comprar, adquirir, até parece que o sentido da vida está apenas nessas coisas...Agenda repleta, seminários, cursos, palestras, reuniões, encontros, planejamentos, e ninguém para se pergunta o por que de tudo isso, qual o sentido de se viver, de estar vivo e se relacionar com as pessoas?
Deus faz um convite a cada homem, para uma ceia porque tem algo especial para lhe falar, tem algo a lhe oferecer, que está acima de todas essas coisas, quer mostrar-lhe o sentido da vida, a razão do existir, quer que o homem o conheça de perto e experimente seu amor e sua graça...mas, o homem está muito ocupado e vai prorrogando a sua experiência com Deus presente em Jesus Cristo, sente algo dentro de si, parece que Deus insiste em lhe dizer algo, mas vai empurrando com a barriga, não quer parar para pensar, e nem pode, precisa produzir e consumir...para ser feliz.
Esses convidados chegaram até a pedir desculpas, tentando justificar a recusa ao convite. É o homem da pós-modernidade, adepto do Neo-ateísmo, em seu diálogo com esse Ser Transcendente, que ele ainda não conhece "Olha, Desculpa Senhor, eu sei que o Senhor existe, mas na minha vida não há espaço para o Senhor, tenho que estudar, trabalhar, produzir, consumir, eu sou muito especial e importante, para gastar o meu precioso tempo com religião, Igreja, comunidade....imagine eu, perder meu domingão para ir no banquete da sua Palavra e da Eucaristia..."
Já os pobres, aleijados, cegos e coxos, que faziam pontos nas esquinas e becos, nas quebradas da vida, uma gentalha desqualificada, considerada impura, que nem no templo podiam entrar e estavam longe do Deus de Israel e da sua Salvação, justamente por não serem importantes, estavam com a "Agenda Livre" , e como nunca tinham sido convidados para nada, pela condição inferior, moralmente e socialmente falando, ficaram surpresos mas aceitaram o convite e como eram numerosos, encheram a casa do Homem que estava oferecendo o banquete...
Essa casa é precisamente o coração de Deus, que em Jesus escancarou-se ao homem, para nele entrar e tornar-se íntimo de Deus, em uma vida de comunhão e amor, que começa nesta vida e que se eternizará um dia....Os muito importantes, e eternamente ocupados, inclusive em nossas comunidades, sempre correm o risco de recusar o convite, porque tão ocupados estão em seus trabalhos, que não têm tempo de curtirem Deus na sua intimidade que ele nos oferece em Jesus, em um amor que nos forma, nos modela e nos transforma na relação com o próximo.






Adivinhar o Futuro-Diac. José da Cruz

Segunda Feira FINADOS  02 DE NOVEMBRO DE 2015
1ª Leitura Ap  7,2-4.9-14
Salmo 23/24 1-6 “É assim a geração, dos que procuram o Senhor”
2ª Leitura 1 João 3, 1-3
Evangelho Mateus 5, 1-12 a

Adivinhar os acontecimentos do Futuro sempre foi o grande anseio do Ser Humano, os que desistem dessa ideia, costumam dizer, não como ato de Fé, mas como resignação, que o Futuro a Deus pertence, como se o nosso Deus é um desses sujeitos que se esconde atrás de algum obstáculo, no caminho que temos de percorrer, e na hora “H” ele nos surpreende, deixando o esconderijo e pulando á nossa frente, com uma cara de poucos amigos.
Há ainda quem entenda o Profetismo, inclusive o Bíblico, como um carisma de prever acontecimentos futuros, esquecendo-se que os profetas são homens cheios do Espírito de Deus, e que acima de tudo, sabem ler os acontecimentos e interpretar a História, antevendo as suas consequências. .
E quando falamos de Vida após a morte, daí é que tudo fica muito obscurecido. É verdade que algumas Religiões não cristãs, dão explicações no mínimo fantasiosas, aos acontecimentos que se seguirão, após o término da nossa vida terrena. A nossa esperança Escatológica se fundamenta e tem como único centro Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, que nos trouxe a Salvação, e que como nos diz a carta aos Hebreus, é o autor e o consumador da nossa Fé, ou seja, aquilo que cremos, esperamos e desejamos, um dia irá se realizar plenamente em Cristo Jesus. As Igrejas Cristãs, de um modo geral, são acusadas, até por alguns de seus membros, de não ter resposta eficiente sobre esse assunto, entretanto, se prestarmos atenção ás Escrituras. E a toda a obra Salvívica realizada por Jesus, e que vai da sua Encarnação á Ascensão ao Céu, facilmente iremos constatar que, a Igreja Católica, não só dá uma resposta, mas que é na verdade a única e verdadeira resposta, sem fantasias cinematográficas ou televisivas, que só querem dar na Vida Eterna, a uma grotesca continuidade dessa Vida Terrena, se isso fosse verdadeiro, o Cristianismo seria o mais terrível engano presente na humanidade.
Na primeira leitura, o visionário do apocalipse descreve de maneira simbólica, o destino de toda Humanidade, ao ver “uma Multidão imensa que ninguém podia contar...” É a humanidade do passado, do presente e do futuro, sendo este o desejo e a Vontade Divina, que todos se salvem, havendo apenas um detalhe de extrema importância, é preciso alvejar a veste branca no sangue do cordeiro, isso é, o reconhecimento de Jesus como o único e verdadeiro Senhor e Salvador de todo homem.
Mas o que é preciso fazer para se ter essa Salvação, que nos levará ao término da nossa vida terrena, junto a Deus em toda sua plenitude? Parece que no início Deus selecionou um grupo especial, os 144.000 assinalados na fronte. Na segunda leitura do mesmo João, vem a agradável surpresa: trata-se de um presente de Deus, que não precisamos pagar nem retribuir, esse presente é Jesus Cristo, que nos deu com a Salvação algo que não tínhamos, a Filiação Divina. Fomos inseridos na Vida de Comunhão com Deus, mesmo tendo nossas misérias...
Tudo o que temos a fazer, é nos manter nessa comunhão em Cristo, praticando as virtudes que ele ensinou e destacou como as mais importantes, porque antecipa a presença dessa Vida Nova, já nesta caminhada terrena; são as Bem Aventuranças. Pobre em Espírito é todo aquele que se faz pobre por causa do Reino,



Um Final Feliz-Diac. José da Cruz

02 de Novembro – Finados
1ª Leitura - Ap 7,2-4.9-14
Salmo - Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6) “É assim a geração dos que procuram o Senhor! ”
2ª Leitura - 1Jo 3,1-3
Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,1-12a


Um Final Feliz...que começa agora com as Bem-Aventuranças

Qual será o fim da Humanidade? Como e quando será o fim do mundo? A Humanidade terá um Fim, um grande final, mil vezes muito melhor do que o Final de novelas, quando parece que tudo dá certo, os maus saem perdendo e são punidos, e os bons se apossam de sua recompensa. É preciso compreender o sentido da palavra Fim, que no sentido mais comum significa algo que se acabou, que deixou de existir, ou que se escafedeu, sumiu da nossa vista.
Fim do Mundo não é isso. A palavra Fim vem de finalidade, agora podemos trocar a pergunta: qual será a finalidade de toda humanidade? Evidente que, Deus não a teria feito, se fosse para ela ser destruída. A finalidade de toda humanidade é estar um dia diante de Deus, para permanecer com ele eternamente em uma feliz comunhão. Todo ser humano é criado por Deus e Dele recebe a Vida, com este fim de um dia retornar A Ele atingindo a plenitude de uma nova criatura em Cristo Jesus. Não se trata de uma seleção, o desejo e a vontade de Deus, é que toda humanidade vá viver na comunhão com ele para sempre.
Foi necessário a princípio Deus ter selecionado um Povo, os Israelitas, para viverem essa experiência de pertencerem a Ele e ser um sinal e uma Luz entre as Nações, sinalizando justamente essa Verdade, de que na transitoriedade dessa Vida caminhamos para a Plenitude. Por isso, o visionário do apocalipse vê primeiro 144 mil, mas depois vê uma multidão diante do trono do Cordeiro, glorificando e adorando a Deus. Manter-se fiel a esse propósito de ser consagrado a Deus e um dia retornar a Ele, não é tarefa das mais fáceis, há tribulações e desafios imensos á nossa frente, nesta vida terrena, atravessa-lo incólume, sem nunca perder essa consciência de que caminhamos para o eterno, faz parte da nossa vida de cristãos. É assim a Geração dos que procuram o Senhor....diz o salmista, sobre todo homem e mulher que vive a sua fé crendo nesta Verdade Absoluta, de que caminhamos para Deus.
E por que Deus nos trata assim? Quer-nos em sua casa um dia para sempre...Por que somos seus filhos e filhas queridas!  Não porque nossas ações nos fazem merecedores, mas por causa de Jesus Cristo, Nele, recebemos este grandioso presente, da Filiação Divina, nos diz o apóstolo Paulo na segunda leitura. E mais ainda, essa Vida Nova que Cristo nos dá, já está em nós, e um dia irá se manifestar plenamente. E veremos a Jesus como hoje vemos nossos irmãos e irmãs. Teremos em nossa vida os efeitos da Salvação, que nos faz novas criaturas. A conversão, mediante a Palavra de Deus, vai nos aprimorando, até o ponto em que essa vida já não nos basta, como uma criança, apertada no útero materno, aos nove meses, precisamos nascer para esta Vida em plenitude, passamos por uma última purificação que é a morte biológica, e chegamos ao nosso fim que é Deus. Portanto, a morte não é um Fim, mas um meio.
E toda essa alegria, as luzes desta Vida nova, já está em nós, por causa de Cristo, quem vive as virtudes do evangelho, reflete essa nova criatura, configurada com Cristo pelo Santo Batismo, vivendo intensamente esta vida terrena, caminhando a cada dia por esta estrada que nos conduz á Casa do Pai. Uma multidão está diante de Jesus, porém, quando os discípulos se aproximam ele começa a proclamar as Bem-aventuranças, isso é, aqueles que alcançarão essa plenitude Divina.
Os pobres em Espírito são todos os que assim se colocam diante de Deus, fazendo-se pequeno e pobre, aquele que nada tem ou possui, pois seu “Tudo” é somente Deus. Daí decorrem todas as demais Bem-Aventuranças, os aflitos, os mansos, os que tem sede e fome de justiça, e os misericordiosos. Os puros de coração não são os perfeitos moralmente falando, mas sim um coração aberto ao Espírito Santo, o fogo que nos purifica.
Haverá perseguições, incompreensões, pois ao mundo, é loucura dar um rumo à nossa vida, a partir de algo que esperamos em Cristo. Enfim, para todos os que constroem uma esperança vã, apenas nesta Vida Terrena (e são muitos) o Cristianismo é um absurdo e não tem nenhum sentido. Para estes, a morte biológica é realmente o fim, jamais um meio, porque estes nada mais esperam ou creem após a morte. 
Uma pergunta final: Jesus apontou seus discípulos para as multidões, como uma referência de Bem-Aventurados, homens que em Cristo descobriram algo novo, que irá se eternizar. Nossas comunidades cristãs, podem hoje ser apontadas, neste sentido? A Sociedade encontra em nós sempre acesa essa Luz da Esperança, ou muito pouco temos a oferecer, a tantos angustiados e desanimados?  (Diácono José da Cruz – Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim SP – E-mail cruzsm@uol.com.br)


VIVER HOJE O “AMANHÃ-Diac. José da Cruz

TODOS OS SANTOS 01/11/2015 – DOMINGO
1ª Leitura Apocalípse 7, 2-4. 9-14
Salmo  23 (24) , 6 “Tal é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó”
2ª Leitura 1João 3, 1-3
Evangelho Mateus 5, 1-12ª
VIVER HOJE O “AMANHÃ..”.
Ser santo não é uma decisão do homem, mas uma resposta ao convite que Deus nos faz em Jesus Cristo: Sede perfeitos como o vosso Pai é perfeito! Perfeição nesse sentido, nunca foi e nem será o forte do homem, feito de barro, vulnerável ao pecado, sujeito a tantas fraquezas, marcado por tantas limitações. Se santidade fosse isso, Deus seria o maior dos injustos, pois é o mesmo que um homem perfeito sair em disparada e pedir para que um deficiente físico o acompanhe nessa corrida. Nunca teríamos a menor chance de ser santos.
Há ainda outra corrente que acha que a santidade é apenas para alguns, que têm uma conduta exemplar, são pacientes, tolerantes, dóceis, calmos, prestativos, solidários, educados, nunca perdem a cabeça e o equilíbrio, nunca reclamam de nada e aceitam tudo, sendo bondosos o tempo todo. De pessoas assim, é melhor manter distância e ser cauteloso, porque me dizia um padre muito amigo, o santinho de hoje pode ser o diabinho de amanhã!
Ser calmo ou ter os nervos a flor da pele, ter equilíbrio emocional, demonstrar serenidade, ser amável e dócil, ser prestativo e educado, sem dúvida que são belas virtudes, mas não necessariamente um indicativo de santidade, pois conheço histórias de grandes santos que eram bem temperamentais. Há ainda outro conceito perigoso de santidade, que é ter o poder de realizar coisas prodigiosas, os chamados milagres. Conheço pessoas descrentes de Deus e da igreja, e que, contudo, praticam essas virtudes. E já tive conhecimento de curas operadas por pessoas de outras correntes religiosas, até opostas ao cristianismo.
A ideia de que santidade é coisa restrita de alguns homens e mulheres especiais, parece-me um tanto quanto equivocada, pois o visionário do apocalipse afirma categoricamente na primeira leitura, que se trata de uma multidão, de onde se conclui facilmente, que santidade é uma proposta de vida que Deus faz a toda humanidade, onde Jesus Cristo é o modelo e a referência máxima, nele a gente se encontra como Filho de Deus, não mais desfigurado pela corrupção do pecado, mas libertos, vitoriosos e perfeitos, como fomos criados e concebidos pelo Pai. Somente Nele, com ele e por ele seremos santos! Mas encontrei nas leituras dessa "Festa de Todos os Santos", uma definição ainda mais bonita e completa do que é a Santidade - "Viver hoje o amanhã".
É preciso ter os pés no chão, pois uma coisa é enfrentar com coragem os desafios do presente e buscar soluções concretas, o outro é camuflar a situação, fazendo uma belíssima coreografia, sem mudar o cenário! É maquiar para parecer belo! Na última copa do mundo que  aconteceu no Brasil em 2014, inesquecível pela goeada diante da poderosa Seleção da Alemanhã,  foi um desses momentos, de grande ilusão onde se tentou vencer  a imagem de um País que é um paraíso....com estádios de primeiro mundo...enquanto o povo perece por falta de investimentos na Saúde e Educação principalmente.
As bem-aventuranças proclamadas solenemente por Jesus, no alto de um monte, são profundamente realistas: a Primeira e a Oitava, trazem o verbo no presente, "...porque deles é o Reino dos Céus", ao passo que as demais, usam o verbo no futuro, "porque serão, verão, alcançarão...". Ser pobre em espírito é fazer de Deus a sua única riqueza, é possuir já nesta vida a plenitude da vida futura. É ser discípulo e estar em constante aprendizado a partir do evangelho, vivendo hoje tudo o que cremos e esperamos no amanhã. Esta postura diferente trará incompreensão e perseguição, mas em compensação, a alegria será verdadeira, porque não se fundamenta naquilo que se vê, mas sim no que se espera.
Jesus Cristo trouxe o futuro até nós, sendo precisamente esta crença e esperança que nos faz ter uma identidade própria, fomos marcados para fazer a diferença neste mundo tão descrente, que não consegue vislumbrar a Vida Nova,, para a qual fomos destinados por Deus, desde o início da Criação. (Diácono José da Cruz – Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim SP – E-mail cruzsm@uol.com.br


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

"ALEGRAI-VOS E EXULTAI, PORQUE SERÁ GRANDE A VOSSA RECOMPENSA NO CÉU.” – Olivia Coutinho

 
SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS. 
 
Dia 1º de Novembro de 2015
 
Evangelho de Mt 5,1-12a
 
Na festa de todos os Santos, somos convidados a erguer o nosso olhar para o alto e contemplar uma multidão de Santos que deixaram marcas profundas do seu amor a Deus aqui na terra e que agora participam da Sua glória no céu!
Jesus nos convida a ser santo, a darmos um sentido novo a nossa existência, uma única e fundamental direção  idêntica para todos: a santidade como meta para chegarmos à vida eterna! Para isso, precisamos sair do círculo vicioso do egoísmo, sair do nosso eu, deixando de projetar a nossa vida em nós mesmos, para nos envolver no projeto de Deus, que tem como referencia unicamente Jesus! 
É sonho de Deus que todos nós sejamos felizes e ser feliz, é também o que mais almejamos na vida, pena que muitos de nós, busca a felicidade fora dos planos de Deus. Falta-nos compreender, que a felicidade não é algo comprável, que ela  não está nas coisas matérias e nem significa ausência de dificuldades!
No evangelho de hoje, Jesus faz uma consolação a todos aqueles que caminham na contramão  do mundo!
As bem aventuranças, não são mandamentos, podemos dizer que elas  são caminhos de santidade, um abandonar-se em Deus, um não estar preso as coisas do mundo!
O conceito de felicidade que o mundo prega, é completamente diferente da felicidade que Deus planejou para  nós. Jesus nos deixa claro que para sermos felizes, precisamos experimentar a dependência de Deus e assim Ele proclama: “Bem aventurados os pobres em espírito, os aflitos, os mansos, os que têm fome e sede de justiça os misericordiosos, os puros de coração os perseguidos e injuriados por causa do reino”! Estes, são felizes, por que se colocam na dependência de Deus!
Ao esvaziarmos de nós mesmos, tornamos pobres, totalmente dependentes de Deus e tudo que mais queremos, é fazer a sua vontade, as dificuldades, as perseguições, ao invés de nos aborrecer, nos alegram, pois sabemos que toda situação que nos leva ao sofrimento, Deus transforma em  bem para nós!
Ser perseguido, odiado, injuriados, são situações que não agradam a Deus, mas para quem é submetido a esta situação e mesmo assim permanece firme no propósito de realizar a vontade de Deus, toda  situação adversa, Deus reverte em bem para ele!
Alegremo-nos por confiar na realização das promessas de Deus,  o próprio Jesus nos garante: “Alegrai-vos e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu”.
Assim como foram os Santos, sejamos também fieis ao Evangelho sem medo de ser de Deus, de dar testemunho de Jesus em qualquer circunstância!
Ser Santo é o grande desafio de buscar a perfeição em meio às imperfeições do mundo, sem esquecer: o mais Santo de todos os Santos da terra, será sempre um pecador perdoado. 
Ninguém busca o sofrimento, mas ele é inevitável em nossa vida, saber aproveitá-lo como trampolim para a nossa ascensão, é estar no caminho da Santidade!
FIQUE NA PAZ DE JESUS – Olívia Coutinho
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida -Igreja Matriz de Dracena

30 de Outubro de 2015- Evangelho - Lc 14,1-6


VOU PREPARAR-VOS UM LUGAR
            Embora convocasse os discípulos para se empenharem na prática do amor e da justiça, Jesus lhes descortinava, também, um horizonte para além dos limites da História. Ele lhes propunha uma meta a ser alcançada no fim da peregrinação terrena: a casa do Pai, com muitas moradas, espaço de acolhida para todos.
            As palavras do Mestre visam estimular os discípulos a seguirem em frente, sem se deixarem abater pelas adversidades. Mas, seria injusto considerá-las como incentivo à passividade e à alienação. Elas só têm sentido para o discípulo que se lança à ação.
            A meta da caminhada dos discípulos é a comunhão plena e eterna com o Pai. Comunhão esta preparada pela morte e ressurreição de Jesus que, desta forma, os precede e lhes promete ter para sempre consigo, na casa paterna.
            O caminho para se chegar à casa do Pai é o próprio Jesus, que se definiu “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Jesus é o Caminho na medida em que é a Verdade pela qual a Vida é comunicada a quem o escolhe para chegar ao Pai. A casa do Pai é alcançada na medida em que o discípulo pauta seu agir pela Verdade proclamada por seu Mestre. E assim usufrui a Vidacuja plenitude encontra-se no término do Caminho, que é o mesmo Jesus. Importa apenas que o discípulo siga fielmente esse Caminho que é guia seguro para se chegar à casa do Pai.


Não convém que um profeta morra fora de Jerusalém-Igreja Matriz de Dracena

29 de Outubro de 2015- Evangelho - Lc 13,31-35




A CORAGEM DO PROFETA
É admirável que os fariseus, adversários confessos de Jesus, tivessem se preocupado com a sua segurança. Aparentemente, talvez quisessem protegê-lo contra a violência de Herodes que, já tendo eliminado João Batista, talvez quisesse fazer o mesmo com Jesus. 
O Mestre, porém, não se deixou convencer pela boa intenção deles e os tratou como se fossem mensageiros de Herodes. Por meio dos próprios fariseus, Jesus enviou uma mensagem para o representante do poder romano, a quem chamou de raposa, de forma a desmascarar-lhe a astúcia: seu projeto missionário não seria modificado por medo de ninguém; ele seguiria o caminho traçado pelo Pai e não admitiria interferências no seu processo de obediência à vontade dele.
A atitude corajosa de Jesus fazia lembrar a dos antigos profetas de Israel, que não se deixavam demover por intimidação de espécie alguma. Uma vez conscientes de terem recebido de Deus uma missão, seguiam adiante, superando desprezos, perseguição, torturas e, até mesmo, a morte. A firmeza e a coragem dos profetas só encontram explicação na consciência que tinham de estarem a serviço de Deus.
Quanto a Jesus, nem o conselho hipócrita dos fariseus, nem as ameaças de Herodes haveriam de detê-lo no seu caminho. Todos eles desconheciam o quanto Jesus era fiel ao Pai.
Oração 
Senhor Jesus, que eu não perca a coragem diante das ameaças que deverei enfrentar no caminho de serviço ao Reino.


Comentários Prof.Fernando

Comentários Prof.Fernando*                      
TODOS OS SANTOS – 1º NOVEMBRO DE 2015

A MULTIDÃO
·                    Imaginemos que ao entrar no Céu sejamos acolhidos por 144 mil pessoas!! Imaginemos também que à volta do trono de Jesus Cristo está uma multidão “que não se pode contar”. Pois foi assim que o autor do Apocalipse imaginou como o “grand finale” de um espetáculo nos Céus, uma festa na corte celeste, a grande liturgia ou celebração da vitória no fim da história.
·                    Sabemos aqui se usa o gênero literário chamado “apocalíptico” que é uma linguagem de revelação ao mesmo tempo que esconde o sentido último para quem não participa do grupo conhecedor dos códigos. Está presente no A.Testamento principalmente nos cap.7-12 do livro de Daniel. São imagens fantásticas ou surrealistas, mas carregadas de simbolismos, alguns mais difíceis para interpretação, outros mais fáceis. Destes últimos são conhecidos os símbolos numéricos na antiguidades e, especialmente, na Bíblia: 3, 7, 10, 12, 1000 são números “perfeitos” expressando bonança e plenitude, ao passo que, por exemplo, 3 e meio, indica deficiência. Assim o grupo seleto de 144 mil “marcados” para a salvação dentre as 12 tribos de Israel destaca a posição privilegiada do “povo eleito”, como o número dos 12 apóstolos. 12 vezes doze... 144... resultado ainda mais maravilhoso multiplicado 1000 vezes. Uma linguagem figurada é igualmente usada no evangelho quando Jesus pede que se perdoe ao outro “não apenas 7, mas setenta vezes sete”.

SANTO, SANTO, SANTO.
·                    O Criador é único Santo, segundo a Bíblia (cf 1Pedro1,15e16; Levítico19,2. 20,7 e 11,44) É perfeito, é três vezes Santo. No texto de Marcos 10,18 o Mestre responde a quem lhe chama de “bom mestre”: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um: Deus. O tema da solenidade de hoje, Todos os Santos, celebrada desde os primeiros séculos do cristianismo é o tema da Salvação, oferecida aos seres humanos. Em geral quando se fala dos “santos” ou dos apóstolos, dos mártires, etc., temos uma ideia de que eles são como os campeões olímpicos: treinaram muito, muito se esforçaram merecendo subir ao pódio e ganhar medalhas. No entanto, a “santidade” é irradiação (a teologia chama de “graça”) da Bondade de Deus. Ela é participação na natureza divina que chega até às criaturas mortais, que, no entanto, foram elevadas a “filhos de Deus”, isto é, foram transformados de modo a poder abraçar o Criador, como se fossem herdeiros por natureza, como Jesus de Nazaré.
·                    Este mistério é lembrado na primeira carta de João 1,1-3: “pensem bem no amor com o qual nos amou o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus, (embora ainda não tenhamos a “manifestação” completa de tal “milagre”:) “ainda não se manifestou o que havemos de ser: sabemos que quando isto se manifestar seremos semelhantes a Deus, porque o veremos como ele é.

TODOS OS SANTOS
·                    Como no espaço-tempo da vida ainda não temos condição de ver a Deus “face a face”, somos obrigados a utilizar símbolos (assim como o autor do Apocalipse) e comparações para compreender o que é viver de acordo com o “Reino” que nos foi anunciado como a “Boa Notícia” (tradução literal do termo ‘eu-evangélion’) que nos é trazida por Jesus de Nazaré.
·                    A expressão “comunhão dos santos” (cf. a Confissão de fé – o Credo) era usada no início do cristianismo para indicar a grande família dos participam da mesma fé: mergulhados (“batizados”) na graça da salvação, isto é na “divinização” do ser humano gratuitamente oferecida por Deus por meio de Filho. Porque o Filho se “humanizou” o Espírito, o Santo foi dado a todos para que se deixem conduzir pelo Bem. O santos formam aquela multidão citada no Apocalipse, provenientes “de toda nação, tribo, povo e língua” (Ap 7,9). Se hoje os lembramos neste 1ºde novembro, amanhã, dia 2, recordamos outro grupo, que também faz parte da mesma “comunhão dos santos”: nossos familiares e amigos falecidos. Por causa da saudade deles temos antiga tradição popular que enfeita os túmulos com flores e velas acesas.

O SERMÃO DO DIA 1ºDE NOVEMBRO
Vendo as multidões Jesus subiu à montanha. Sentou-se e lhes ensinava: Bem-aventuradps os pobres de coração porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram porque serão consolados! Os mansos porque possuirão a terra! Os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Os misericordiosos porque alcançarão misericórdia! Os puros de coração, porque verão Deus! Os promotores de paz porque serão chamados filhos de Deus! Os perseguidos por causa da justiça porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós".
“O Evangelho entende a santidade como a capacidade de entregar-se totalmente nas mãos do Pai, de quem tudo se espera e em nome de quem se age em favor do semelhante. Neste caso, santidade e bem-aventurança identificam-se “. (J. Vitório).
·                    No “sermão da montanha” o Mestre de Nazaré revela o rosto do Deus Santo. Não em sua forma grandiosa, como no Apocalipse (este livro fala da conclusão futura da história), mas da forma como é possível reconhecer a presença misteriosa do “totalmente Outro” no espaço-tempo de nossa vida em comum com os outros. Nós podemos reconhecê-lo sob os traços dos pobres e dos que têm tem fome e sede de justiça. Dos que mantêm seus corações suaves e puros. Dos construtores de paz e no rosto tenso dos perseguidos por causa da justiça.
·                    Nós o encontramos no rosto dos imigrantes que hoje formam outra multidão – semelhante àquela apontada no Apocalipse porque são milhões, expulsos pela guerra e pelo ódio, da Síria, do Haiti, do Iraque e de outros povos, tribos e nações da África e do Oriente. Milhares deixaram suas casas para morrer afogados no mar. Ou adoecer sob o frio de acampamentos diante de dos muros ou cercas que para eles foram erguidos nas fronteiras.
·                    Nós compreenderemos um pouco mais sobre o Único que é Santo, se voltarmos o olhar para a multidão dos desempregados (crescendo agora também no Brasil). Se visitarmos os enfermos e dermos alguma atenção aos deficientes, às crianças e aos mais velhos. No rosto dos que têm fome (de comida e de justiça) assim como no rosto dos perseguidos e abandonados também descobrimos o verdadeiro rosto de Deus.
·                     Estranho, óbvio ou paradoxal é o fato de serem os preferidos do Cordeiro (cf.Apocalipse) os mais carentes de ajuda e solidariedade. E que sejam chamados “Bem-aventurados”. É certamente paradoxal que a Santidade divina não se nos manifesta em glória e triunfo (como o Apocalipse “descreve”, no final dos tempos). Mas o Eterno manifesta-se em nosso Tempo e Espaço no rosto dos bem-aventurados (= Afortunados, Felizes). Talvez porque serão os primeiros a “possuir o Reino”. Próximos a eles temos a chance de sermos também santificados.


ooooooooo ( * ) Prof.(Edu/Teo/Fil,1975-2012) fesomor2@gmail.com