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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Ele devia ressuscitar dos mortos-Padre Queiroz

05 de Abril - DOMINGO - Evangelho - Jo 20,1-9

Padre Queiroz


Ele devia ressuscitar dos mortos.
Hoje é o dia da Páscoa. A ressurreição de Jesus é o mistério maior de todo o ano litúrgico, mistério que celebramos todos os domingos na Santa Missa. É a verdade nuclear do cristianismo e a razão da nossa fé esperança. É também o ponto mais alto da vida de Jesus, nosso salvador. A ressurreição de Jesus é fonte de vida nova para todos nós. “A mão do Senhor fez maravilhas; exultemos de alegria!” (Salmo responsorial)
A ressurreição de Jesus transcende a vida material, por isso não dá para ser comprovada “cientificamente”; pertence ao âmbito da fé, que é sobrenatural. Entretanto, a nossa fé na ressurreição tem fundamento sólido; baseamo-nos no testemunho dos Apóstolos e das mulheres, para os quais Cristo ressuscitado apareceu várias vezes, ou se manifestou através de anjos. Essas experiências deram aos discípulos a segurança absoluta de que Jesus, a quem tinham visto morrer, estava vivo e presente entre eles. E assim continua até hoje.
A ressurreição de Cristo nos enche de alegria e nos leva a ser suas testemunhas em toda a nossa vida. Nós, pela fé, vemos e experimentamos o invisível e transcendente. E também testemunhamos, convidando todos a ressuscitarem com Cristo. “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”
Maria Madalena “viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo”. Essa pedra não foi removida só do túmulo de Jesus. Ela foi removida da nossa vida. Ela simboliza tudo o que impede a nossa realização e felicidade. Todos os males, inclusive a morte, foram sepultados junto com Jesus, e destruídos para sempre. A ressurreição já nos está garantida, e ela não é uma realidade futura apenas, é presente: “Se ressuscitastes com Cristo...” (2ª Leitura)
As pedras do nosso caminho foram todas removidas. Podemos ter a cabeça erguida e o sorriso nos lábios. Essa é a atitude pascal.
Todos nós encontramos pedras em nosso caminho. Grandes e pequenas. Não precisamos mais nos preocupar com elas, porque Deus é providente e na hora certa as retira do nosso caminho.
Todos nós encontramos pedras em nosso caminho. Às vezes aparece, em vez de pedra, uma muralha. Neste caso, a nossa melhor atitude não é ficar dando cabeçadas na muralha, mas procurar a brecha, uma saída. Porque Deus não permite barreira sem brecha em nossa vida. Sempre há uma saída. Pode ser que levemos alguns arranhões, mas sempre dá para vencer.
Havia, certa vez, um cientista que era um dos homens mais cultos e estudados do seu país. Ele era conhecido mundialmente, devido aos seus livros e publicações na internet.
Um dia este senhor foi visitar um parente pobre, que morava em um sítio. O seu parente ficou feliz, e toda a família saiu de casa e foi passear pelo sítio com o ilustre parente cientista.
Eles tinham de atravessar um rio, onde havia uma pinguela. Mas o cientista não teve coragem. As crianças, a vovó, todos iam e vinham na pinguela para lhe dar coragem, mas não adiantou. Tiveram de voltar para trás.
Jesus ressuscitado, não só remove todas as pedras do nosso caminho, mas nos dá condições de passar em qualquer pinguela; não só isso, mas de enfrentar qualquer tempestade. “Cristo ressuscitou e nós com ele, aleluia!”
Maria Santíssima encontrou também muitas pedras em seu caminho. A primeira veio logo na Anunciação: “Como acontecerá isso, já que eu não convivo com um homem?” Mas o anjo logo retirou essa pedra: “O Espírito Santo descerá sobre ti...”
Quando S. José queria deixá-la, foi outra pedra. Mas Deus interveio e, através de um sonho, revelou a José o seu papel no mistério, acalmando-o.
As sete dores foram sete pedras, e foram todas removidas. Que Maria nos ajude a também removermos todas as pedras que aparecerem.
Ele devia ressuscitar dos mortos.


06 de Abril - Segunda - Evangelho - Mt 28,8-15


Padre Queiroz

Tudo está consumado-Pe. Antonio Queiroz

03 de Abril - Sexta - Evangelho - Jo 18,1-19,42

Tudo está consumado.
Hoje é sexta-feira santa, dia em que comemoramos a morte de Jesus. No Evangelho da paixão, nós vemos que as suas últimas palavras foram: “Tudo está consumado”. Isto é, cumpri minha missão. Fiz tudo o que o Pai me havia pedido. Nós estamos mergulhados em um mundo pecador, mas nele temos a missão de ser luz, e de cada um de nós cumprir bem a sua vocação, perseverando até o fim. “Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,6).
Jesus não procurou sofrimentos, o que ele queria era fazer a vontade do Pai. Nós também não procuramos sofrimento, mas estamos firmes no desejo fazer a vontade do Pai, mesmo que isto nos custe a morte.
Jesus não ficou em cima do muro diante dos pecadores, mas tomou posição em favor da verdade, da justiça e do respeito aos mandamentos de Deus. Nós, igualmente, vamos até denunciar o que virmos de errado, mesmo que praticado por pessoas poderosos que podem nos prejudicar. A nossa fidelidade é até o fim da nossa vida. “Tudo está consumado”.
Algumas palavras de Jesus nos orientam: “A verdade vos libertará.” “Porque não és frio nem quente, estou para vomitar-te da minha boca.” “Se alguém se envergonhar de mim, eu também me envergonharei dele.”
Outras virtudes que vemos em Jesus, ao ouvirmos a proclamação da sua paixão: 1) No meio da crise, ele rezou, buscando a ajuda de Deus Pai. 2) Perdoou a todos os que o maltratavam e morreu sem mágoa de ninguém. 3) Caiu muitas vezes, mas se levantou, e a morte o encontrou em pé. “Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus”.
A oposição a Jesus foi gradativa. Começou no seu primeiro discurso em Nazaré, quando quiseram jogá-lo morro abaixo.
As autoridades tentaram ignorá-lo, não deu certo; tentaram jogar o povo contra ele, não deu certo; tentaram cooptá-lo, convidando para refeições nas casas dos chefes, não deu certo, pois Jesus criava constrangimento durante a própria refeição, como o caso da pecadora que veio chorar aos seus pés; tentaram discutir com ele em público, mas Jesus sempre vencia, como caso da mulher de sete maridos, a questão do imposto a César, o caso da mulher adúltera...
A morte de Jesus foi bolada de tal modo que ninguém assumiu o crime: as autoridades judaicas passaram para a autoridade romana; esta pediu para o povo decidir, e lavou as mãos. Como o povo é anônimo, quem condenou ficou também anônimo. Na verdade ele carregou os nossos crimes e morreu em nosso lugar.
Jesus até ridicularizou a sua condenação: “Eu vos mostrei muitas obras boas; por qual delas me quereis matar?”
Os verdadeiros motivos por que mataram a Jesus foram: 1) Ele estava se tornando uma ameaça aos ganhos fáceis e a corrupção que havia, inclusive dentro do Templo. 2) Ele era pobre; se fosse rico, não teria sido condenado. 3) Ele não apelou para alguém importante. 4) Não mudou o seu discurso diante das ameaças de morte; pelo contrário, mostrou o próprio pecado de condená-lo.
“Vejam: O Messias será como o fogo do fundidor. Será como o sabão das lavadeiras. Ele vai sentar-se como aquele que refina a prata. Vai purificar os filhos de Levi, como a prata, para que possam apresentar a Deus uma oferenda que seja de acordo com a justiça (Ml 3,2-3). Os sofrimentos servem para nos purificar, a fim de que sejamos uma prata pura diante de Deus.
É interessante um detalhe do fundidor de prata. Ele fica olhando, para que a prata não passe do ponto. E o ponto é quando ele vê o seu próprio rosto refletido na prata. Este é o sinal e que ela está pura. O sofrimento produz em nós o mesmo efeito do fogo purificando a prata. Ele vai queimando tudo o que é impuro em nós. Quando Deus, ao nos olhar, vê o seu rosto refletido em nós, aí sim, estamos purificados. Jesus também passou por essa purificação, para nos dar o exemplo.
Certa vez, uma paróquia estava celebrando cinqüenta anos de existência, e os jovens resolveram apresentar uma dramatização. Foi a seguinte:
O palco estava vazio, entrou uma moça e começou a falar do profeta Samuel. Enquanto ela falava, veio um rapaz do meio do povo, que tinha na camisa a palavra Samuel. “Acontece que Samuel morreu” disse a apresentadora. Nesta hora o rapaz deitou-se no chão.
Ela começou a falar de Judite e dos grandes feitos dela. Veio a Judite, que também morreu, deitando-se no chão.
Ela citou o rei Davi e suas qualidades. Apareceu Davi, que também morreu. E assim ela foi citando: A rainha Ester, Jesus, S. Pedro...
Em seguida, a apresentadora citou vários cristãos da paróquia, que foram grandes catequistas e evangelizadores, mas que também já morreram. E ela perguntou: “E agora, a evangelização na nossa paróquia morreu com eles?”
Neste momento, veio do meio do povo uma jovem, subiu no palco e disse: “Nós aqui somos os continuadores desses que nos precederam. E mais: Nós não vamos deixar apagar a memória deles”. E os dois foram levantando, um por um, todos os que estavam deitados.
“Como o Pai me enviou, eu vos envio”, disse Jesus. Que nós também possamos dizer como ele disse: “Tudo está consumado”.
Campanha da fraternidade. Em meio ao mundo violento, o cristão deve ser como o bom samaritano da parábola, isto é, dar a mão às vítimas, fazendo o que está ao seu alcance. Assim, os “feridos” terão pelo menos uma certeza: tenho irmão, uma irmã ao meu lado.
Maria Santíssima não morreu, mas também foi para o céu. No seu momento mais difícil, que foi a morte do seu Filho, certamente ela pensava: “Meu Filho, o que você poderia ter feito por este povo e não fez? Você lhes deu a vida e eles lhe deram a morte; você os salvou, eles o mataram! Mas sei que você se sente realizado, porque fez o que mais queria: a vontade de Deus Pai. Por isso eu também assumo esta minha dor, Filho. E mais: atendendo ao seu pedido, quero ser a Mãe de todos os seus discípulos.”
Tudo está consumado.


O Espírito do Senhor está sobre mim-Padre Tiago Carvalho

02 de Abril - Quinta - Evangelho - Lc 4,16-21

Padre Tiago Carvalho


“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor.” (Lucas 4,16-21)
Jesus o escolhido por Deus, aquele que vem para libertar e conduzir o seu povo rumo à reconciliação e ao perdão. O Espirito do Senhor está sobre Ele e através Dele nos revela a face misericordiosa do Senhor. Um Deus que não desiste de nós, mesmo quando pecamos, se faz presente em nossa vida e nos convida à conversão. Como um Pai, que todos os dias chama a atenção do filho, mostra-nos a verdade e, no amor, convida à Vida.
O mesmo Espirito Santo, desde o nosso batismo, se faz presente em nós. Habita em nosso coração. Por meio de sua ação, nos concede os dons e carismas que tanto necessitamos para viver e caminhar com Cristo. Nos leva a graça da cura e da libertação. Sopro de vida nos enche de esperança e nos conforta no amor. Por meio dele, descobrimos o quanto somos amados e recebemos a dignidade de sermos chamados filhos de Deus.
Peçamos que o Espirito abra o nosso coração. Nos de discernimento e sabedoria, coragem e esperança e derrame sobre nós a Graça de Deus. Levando-nos a consciência de nossa missão de cristãos. Abra os nossos olhos para a verdade, nossos ouvidos para sua Palavra e nos dê força e coragem pra caminharmos no caminho que nos aproxima do Pai. Com sua ação nos leve a vivência da Fé, que nos faça morrer com Cristo e ressuscitar com Ele, na Vida nova, no amor e na Paz. Desejo um bom dia. Deus abençoe você e toda a sua família.


O Filho do Homem vai morrer-Pe. Antonio Queiroz

01 de Abril- Quarta - Evangelho - Mt 26,14-25

Pe. Antonio Queiroz


O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura. Contudo, ai daquele que o trair.
Hoje, quarta-feira da semana santa, o Evangelho narra a traição do Apóstolo Judas a Jesus. Em mais um gesto de amor ao querido Apóstolo traidor, Jesus fala claro, na presença dele, tentando convencê-lo a desistir do enorme crime: “O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!”
Judas teve dúvidas se Jesus falava a respeito dele e perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.
Mas a última tentativa de Jesus de evitar que seu Apóstolo o traísse foi em vão! E ficou na história o maior traidor da humanidade.
Deus acolhe o homem e a mulher como são, e confia neles, até mesmo na iminência de uma traição. Nós também, como irmãos e irmãs, devemos aceitar a todos, por indignos que sejam, porque a regeneração é sempre possível, e nada melhor para isso do que sentir-se amado.
No fundo do nosso coração mora um possível santo ou um possível traidor. Cristo tem inimigos, amigos falsos e amigos verdadeiros. Os verdadeiros todos têm fraquezas e cometem deslizes; mas quando percebem, ou são advertidos, voltam atrás. Errar é humano, permanecer no erro é burrice. Que esse horrível pecado de Judas seja um alerta para nós. “Quem julga estar de pé tome cuidado para não cair” (1Cor 10,12).
Nesta quarta-feira da semana santa, somos convidados a fazer uma acareação com o crucifixo, e rever a nossa resposta a esse amor imenso de Deus por nós, manifestado em Cristo.
O pecado leva à morte, e ele nunca acontece de uma hora para outra, de improviso. Ele tem as suas raízes; começa aos pouquinhos, em pequenas infidelidades. Nada passa despercebido diante de Deus. Por isso, “cuidado com as coisas pequenas!”
Jesus continua sendo traído hoje. Pessoas que dizem sim a ele para toda a vida, mais tarde se esquecem e viram as costas para ele e para a sua Igreja.
S. Paulo descreve a força que o pecado exerce em nós: “Estou ciente de que o bem não habita em mim, isto é, na minha carne... pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero” (Rm 7,18-19).
A tentação é mentirosa e enganadora. Ela sempre chega com uma carinha bonita, dizendo que aquilo é bom para nós. Veja a conversa da serpente com Eva. A serpente começa incitando o casal a revoltar-se contra Deus: “É verdade que Deus vos disse: ‘Não comais de nenhuma das árvores do jardim?’” (Gn 3,1). Eva responde: “Nós podemos comer dos frutos das árvores do jardim. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Não comais dele, nem sequer o toqueis, do contrário morrereis’” (Gn 3,2-3). A serpente respondeu: “De modo algum morrereis. Pelo contrário... vossos olhares se abrirão e sereis como Deus” (Gn 3,4-5). Eva então comeu e deu para o marido que estava ao seu lado.
Hoje, a tentação continua enganando do mesmo jeito; apenas as táticas são outras, e sempre novas, para nos enganar.
Quanta gente fala, por exemplo: “Eu fiz isso (pecado) porque a outra pessoa insistia e eu não quis magoá-la”. Neste caso, a tentação usou justamente do coração bom daquela pessoa para levá-la a pecar.
A tentação nos apresenta o pecado como coisa pequena, passageira e sem conseqüências. Mas, logo após, ela muda de cara e quer nos levar ao desespero, dizendo-nos que estamos num beco sem saída. Isso é mentira, porque todo pecado tem perdão e não nenhum problema maior que Deus. A graça de Cristo é mais forte que o pecado. E essa graça apenas não atua em quem não á quer, como foi o caso de Judas.
Havia, certa vez, em um colégio de Irmãs, uma aluna adolescente que era indisciplinada. Ela vivia fazendo bagunça, desobedecendo aos professores e levando as colegas a fazerem o mesmo.
Um dia, por causa de uma indisciplina maior, a Irmã diretora lhe deu um castigo: enquanto a classe ia fazer um passeio, ela devia ficar na sala, escrevendo cinqüenta vezes a seguinte frase: “Maior mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Uma professora ia ficar na classe com ela.
A menina sentou-se e escreveu a primeira vez. Depois parou e ficou meditando sobre frase.
Pediu licença à professora, foi a um nicho, pegou a pequena imagem de Nossa Senhora e a colocou ao seu lado na carteira. Mais que depressa, escreveu as quarenta e nove vezes que faltavam.
Em seguida, pediu à professora, foi à capela e rezou longamente. Voltou deslumbrada e agradeceu à professora. Esta pegou o seu carro e a levou imediatamente para o passeio.
Às vezes, as crianças erram porque não sabem o catecismo e não conhecem os mandamentos de Deus. Cristo deixou todos os recursos para evitarmos o pecado, mas precisamos conhecê-los e usá-los.
Campanha da fraternidade. Um dos critérios fundamentais para a construção da paz é a não-violência. Esta, porém, não pode ser entendida como omissão, ou não ação, ou passividade diante das agressões ou injustiças sofridas. Significa não pagar o mal com a mesma moeda, mas agir a partir de outros critérios, como recorrer ao poder judicial, a recusa de participação em atividades não construtivas, desobediência cívica, greve pacífica, passeatas, protestos pacíficos etc.
Chamamos essa não-violência de não-violência ativa. Ela é um dos meios mais importantes à disposição de todos para quebrar a cultura da guerra, da vingança e do ódio, substituindo pela tolerância, pelo diálogo e pela misericórdia.
Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura. Contudo, ai daquele que o trair.


-Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho -José Salviano

Sábado na Oitava da Páscoa

11 de Abril de 2015   - Evangelho - Mc 16,9-15


Ano B

Coelhinho da Pascoa, ou Jesus o ressuscitado?

Onde foi parar o verdadeiro sentido da Páscoa?


         A morte de Jesus causou um grande impacto. Apesar de Jesus ter avisado que iria morrer, não se imaginava que Ele chegaria a um momento de tão grande fraqueza, abandonado pelos amigos mais próximos.  Aquele que fez demonstrações de total poder sobre o Céu e a Terra estava agora reduzido ao nada. Ao nada? Espere só para ver. Ele está de volta, está vivo!
         O grão de trigo lançado à terra, germinou e está de volta à vida com a  força do todo Poderoso!
         Jesus realizou aparições seguidas: Aos discípulos de Emaús, às mulheres,  e depois Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, e repreendeu-os pela falta de fé,  porque não tinham acreditado naqueles que haviam tido a experiência com Ele depois da ressurreição.
         Porém, O Cristo que nos ama e nos perdoa, logo em seguida, delega aos seus amigos a missão com poderes para evangelizar o mundo. "Ide pelo mundo inteiro, e anunciai o Evangelho a toda criatura."
         Caríssimos. O mundo de hoje está mais que precisando da nossa missão evangelizadora. A nossa família está sendo bombardeada pelos valores invertidos, valores trocados, e sofrendo com a perda dos seus filhos para o crime, para o sexo irresponsável, para as drogas!
         E a missão do cristão é fazer o possível para resgatar esta família para a perfeição, para a sua missão de núcleo da sociedade, missão de ESCOLA DE VALORES morais e sociais.
         O mundo de hoje precisa do anúncio do Evangelho, para que tenhamos vida com abundância.  Por que a fraude e a corrupção são incompatíveis com a prática da justiça. (CF 2015).
         O mundo de hoje está vivendo um SALVE-SE QUEM PUDER, é o império do egoísmo, do hedonismo e do consumismo.  Páscoa significa comer chocolate, a figura principal do Natal não é o Menino Jesus, mas sim, o Papai Noel!  Que absurdo! Veja só a que ponto chegamos! As crianças voltam da escola vestidas de coelhinhos, com chocolates nas mãozinhas, e dizendo para a mamãe que foi a Páscoa. Que foi o coelhinho da Páscoa que fez tudo aquilo!  E ONDE FOI PARAR O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA?
         Meus irmãos, minhas irmãs. Precisamos fazer alguma coisa diante de tamanhos absurdos! É por isso que precisamos ir pelo mundo inteiro e anunciar o Evangelho, anunciar os verdadeiros valores que importam à nossa vida terena e Eterna.

José Salviano






quarta-feira, 1 de abril de 2015

“ LANÇAI A REDE À DIREITA DA BARCA...”.-Olívia Coutinho

 
 Dia 10 de Abril de 2015
 
Evangelho de Jo 21,1-14
 
A ressurreição de Jesus, marcou o início da  Sua presença definitiva no meio de nós!
Não  basta crermos  na ressurreição de Jesus, é preciso  vivê-la no nosso dia a dia! Viver a ressurreição, significa  trilhar o caminho  da felicidade plena!
A todo instante, Jesus se faz conhecer através de  pequenos sinais,  sinais, que muitas vezes não enxergamos,  por estarmos voltados somente para as coisas do mundo!  E assim, vamos deixando Jesus de lado, quando o que Ele mais quer, é estar conosco, direcionando a nossa vida. 
   Todos  nós, somos chamados a dar testemunho da ressurreição de Jesus, não com provas históricas e sim, com o  nosso  testemunho de fé e de vida.
A  primeira parte do evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, nos coloca diante o mar de Tiberíades, onde se deu a terceira aparição de Jesus, segundo o evangelista João.
Deste texto cheio de significados, podemos tirar seguidas mensagens que com certeza, irão nos ajudar muito  na nossa caminhada de fé.
O mar de Tiberíades significa o mundo, ou seja, o campo de trabalho onde o discípulo de Jesus deve atuar. O numero grande de peixes (153) significa a grande quantidade de pessoas a serem “pescadas”,  ou seja, a serem atraídas para o Reino de Deus! O insucesso da pesca,  vem nos alertar sobre o perigo da nossa autossuficiência, do nosso não estar unido a Jesus no exercício da nossa  missão. A pesca abundante, fala-nos  da importância da  nossa obediência a Deus.
A narrativa nos leva a crer, que mesmo alegres com a ressurreição de Jesus, os discípulos ainda não conseguiam dar passos na evangelização sem a presença física de Jesus,  sem  um líder que os guiassem. O grupo parecia um pouco que perdido, sem saber por onde começar a missão que a eles fora confiada.
Talvez, o vacilo na fé, os fizera retroceder, voltar a profissão de antes. Por um momento, o grupo, seguindo a iniciativa de Pedro (" Eu vou Pescar") abandona o barco de Jesus, e de pescadores de homens eles voltam a serem  pescadores de peixes.
A partir do mar de Tiberíades, a igreja  missionária, fundamentado no amor de Cristo, conduzida pelo Espírito Santo, sobre a liderança de Pedro, dá o seu primeiro passo rumo a uma nova Jerusalém.
Quando  sentimos  o horizonte  fugir de nós,  quando nos  entregamos ao desanimo,   é sinal de que não estamos reconhecendo  a  presença viva de Jesus em nossa vida!  Jesus é o horizonte novo que se abre diante dos nossos olhos! 
É a  fé no Cristo ressuscitado, que  nos devolve a alegria de viver, que reacende em nossos corações a chama  da esperança, devolvendo o brilho ao nosso olhar!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

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Dia 09 de Abril de 2015

Evangelho Lc 24,35-48

Ainda estamos vivendo em clima de festa, da grande apoteose, a feliz conclusão do drama da Paixão de Jesus!
 “O Mistério Pascal é de tal importância na vida litúrgica da Igreja e na vida e atividade apostólica de todos os redimidos pelo Sangue de Cristo, que a sua celebração se prolonga por cinquenta dias, número cheio de significado, pois exprime a plenitude da salvação definitivamente alcançada por Jesus Ressuscitado e por Ele oferecida aos homens”.
O mistério da vida que a morte não venceu, nos impulsiona, nos convida a alargar os nossos  passos rumo a uma nova "Jerusalém."
Não basta crermos  na ressurreição, é preciso  vivê-la no nosso dia a dia,  aceitando a nossa condição humana,  as nossas fragilidades, imperfeições, mas sempre na certeza de que podemos nos tornar fortes se configurados  no Cristo ressuscitado!
Viver a ressurreição de Jesus,  é descobrir o segredo da verdadeira felicidade, é  ter o olhar transfigurado pelo Espírito Santo que nos faz enxergar com clareza o que está oculto aos  olhos do mundo,  é estar com os ouvidos  bem apurados para distinguir os clamores dos  que sofrem, em meio  os ruídos dissonantes do mundo, e nos colocar prontos para servi-los.
Só faz a experiência do Cristo ressuscitado, quem vive a experiência da cruz, da entrega, da partilha!
Se pautarmos a nossa vida no exemplo de Jesus, não precisamos temer a cruz, pois a cruz é o  caminho para a  nossa grande vitória: a salvação que nos fora conquistada por Jesus!  
Quando impregnados, no Cristo ressuscitado,  até o nosso sofrimento se transforma em bem para nós, é o  trampolim para a nossa ascensão! É mergulhando no mais profundo de nossas dores, que adquirimos o impulso para nos reerguer e ressuscitar com Jesus para uma vida nova!
A belíssima narrativa do evangelho de hoje, nos fala de mais uma aparição de Jesus! Enquanto os dois discípulos, comentavam com os demais, sobre a experiência que fizera com Jesus ressuscitado, no caminho  para Emaús, Ele aparece no meio dos discípulos e os  saúda dizendo:” A paz esteja convosco”! Assustados, eles chegaram a pensar  que se tratava de um fantasma, ainda havia dúvidas em seus corações, e mesmo depois de terem vistos as marcas da cruz nas mãos e nos pés de Jesus,  os discípulos continuavam com dificuldades em  acreditar, afinal, tudo aquilo era grande demais para a compreensão deles, que acabara  de ver Jesus  morto  na cruz!
Mesmo diante a apreensão dos discípulos,  que pareciam não acreditar no que estavam vendo,  Jesus não os repreende, pelo contrário,  Ele compreende a  dificuldade deles em assimilar tudo aquilo.  E numa atitude de amor, Jesus abriu-lhes a inteligência, possibilitando-os  entenderem as Escrituras, e se tornassem Suas testemunhas.
A partir de então, os discípulos foram  convocados a anunciar o Cristo ressuscitado! Esta também é a  missão de todo Batizado, de todo  aquele que vê em Jesus o caminho a verdade e a vida!
Jesus Cristo Ressuscitado, no encontro com os discípulos, transmitiu- lhes a paz, a paz que os libertou do medo que os mantinha presos.  Esta mesma Paz de Jesus,  chega a até a nós!  É uma paz diferença daquela que o mundo oferece, é  a paz de quem venceu a cruz, é fruto da ressurreição, é uma paz que   liberta, mas que ao tempo  inquieta, pois  nos impulsiona a sairmos de nós mesmos para irmos ao encontro do outro!
A paz do Cristo ressuscitado marca o início  da nossa caminhada de fé.

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

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11 de abril- Evangelho - Mc 16,9-15


A ALEGRE NOTÍCIA
O encontro de Jesus ressuscitado com Maria Madalena fez dela uma anunciadora da ressurreição. Foi esta a alegre notícia que ela comunicou aos discípulos, e, sem dúvida, a todos os que encontrou, depois, ao longo de sua existência. A partir desta experiência, sua vida deu uma guinada. Ela já não era mais a mesma.
 No entanto, o contato com os discípulos foi decepcionante. A Boa Nova que lhes trouxe, não pareceu suficiente para arrancá-los da tristeza e do pranto, e fazê-los abrir-se para a fé. Pelo contrário, continuaram incrédulos! Talvez não tenham sido capazes de superar o preconceito contra as pessoas do sexo feminino, cujo testemunho, naquela época, não era aceito. Não se dava credibilidade às palavras de uma mulher.
 A reação dos discípulos não deve ter bloqueado o entusiasmo de Maria Madalena. Outras aparições do Ressuscitado confirmariam suas palavras: o Senhor estava vivo, e sua presença se fazia real na vida de quem o encontrava.
 Da mesma forma, os discípulos, aos quais Jesus aparecera enquanto se dirigiam para o campo, tinham ido, às pressas, contar o fato aos demais. E também se debateram com a incredulidade dos companheiros. 
Independentemente da reação dos ouvintes, quem experimentou a presença do Ressuscitado é impelido a anunciar a todo mundo esta experiência transformadora.
Oração
Espírito de comunicação, apesar da incredulidade do mundo, que eu proclame, com vibração, a alegre notícia da ressurreição do Senhor.