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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Quantos pães tendes?- Helena Serpa



Isaías 25, 6-10 – “a Salvação que Jesus oferece a todos os povos ”

A imagem do Banquete descrita por Isaías leva-nos a refletir sobre a Salvação que Jesus oferece a todos os povos. Nesta profecia nós vemos a promessa de que o Senhor dará um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro prometendo remover a teia em que estavam envolvidas todas as nações e a cadeia que prendia todos os povos; a morte será eliminada, as lágrimas serão enxugadas e o povo não sofrerá mais desonra no dia em que o Senhor se manifestar na Sua glória. Este Banquete representa a comunhão universal de todos os homens entre si e com Deus. Para nós que já abraçamos a Salvação de Jesus e já sentimos a manifestação da Sua Presença através do Espírito Santo esta profecia já está se realizando. Na Eucaristia nós já nos deliciamos com a Palavra e comungamos  o Corpo e o Sangue de Jesus como prova do poder de Deus que nos assegura uma comunhão eterna. Sentir a presença de Jesus no nosso coração faz-nos experimentar a alegria do Banquete. Precisamos ser fiéis e confiantes, porque um dia definitivamente nós também diremos: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou!”    - Como você imagina que seja esse banquete? – Qual seria para você o significado das palavras: ricas iguarias, vinho puro as quais se refere o profeta? – De que a sua alma precisa mais e o que mais você tem buscado? Faça  uma reflexão.



Salmo 22 – “Na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos!”


O salmo nos coloca numa perspectiva de ovelhas conduzidas pelo pastor. O pastor é Jesus e não faltará coisa alguma àquele (a) que se deixar governar por Ele. O Senhor sabe o que nos fará descansar, Ele sabe aonde se encontra o alimento para as nossas carências, Ele conhece o caminho mais seguro para nós, por isso, se nos deixamos guiar por Ele, nada haveremos de temer. O Senhor já providenciou tudo de que nós precisamos, portanto, a felicidade e todo o bem haverão de seguir-nos até que habitemos na casa do Senhor que é o nosso destino final.

Evangelho – Mateus 15, 29-37 – “Quantos pães tendes?”


Jesus estava atento a todas às necessidades das multidões que O acompanhavam em busca de curas físicas e de conforto para os seus males. Ele curava os coxos, os aleijados, os cegos e mudos, assim como também muitos outros doentes , no entanto também se compadecia deles pelas suas carências materiais. Ele sabia que o povo com fome, desanimaria, apesar de ter sido curado dos males físicos e espirituais. Por isso disse aos discípulos: “Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho”.  Da mesma forma também Jesus, diante das nossas dificuldades e carências tem compaixão  de nós e providencia, hoje, o alimento espiritual e material de que precisamos. Quando buscamos a Jesus e procuramos ficar sempre perto Dele, podemos ter a certeza de que as coisas materiais das quais necessitamos, assim como também o sustento da nossa alma nos será providenciado por Ele. Ele sabe precisamente qual a nossa fome e o que pode saciá-la. No entanto, assim como fez com os apóstolos Jesus quer saber de nós o que poderemos oferecer também para alimentar àqueles que estão com fome perto de nós e pergunta:  “Quantos pães tendes?”  Hoje, Ele também precisa de discípulos para alimentar as multidões famintas e sabe como nós podemos contribuir, pois conhece a nossa capacidade embora seja ela limitada. Não podemos esconder de Jesus os “sete pães e alguns peixinhos” que temos conosco. Às vezes queremos receber tudo de Deus sem esforço nenhum, mas para que os milagres aconteçam na nossa vida, é necessária a nossa participação e adesão. O pouco que nós temos quando é colocado nas mãos do Senhor, multiplicar-se-á a ponto de que possamos nos sentar e partilhar com as pessoas as quais encontramos  no nosso caminho e, ainda sobrar. – Por que será que Jesus mandou que a multidão se sentasse? – Como você tem agido na hora da necessidade? – Você costuma sentar-se para dialogar, conversar, entender-se com as pessoas? – Você tem colocado à disposição de Deus os seus sete pães e alguns peixinhos? 


Conhecer o amor de Deus causa mudança de comportamento- Alexandre Soledade



Bom dia!
Ainda recordo de uma homilia onde um dos nossos freis (frei Nédio) disse: “(…) quando conhecemos a Deus, Seu amor, caem às escamas dos nossos olhos”. Se observarmos bem o que esse frei diz notaremos que conhecer o amor de Deus denota uma inevitável mudança de comportamento pessoal e individual; e para que ela ocorra pouco interessa quem sabe muito ou pouco, quem fez faculdade ou aquele que nem estudos têm. Mas por que aqueles que sabem muito são os que mais fogem da mudança?
“(…) Ó Pai, Senhor do céu e da terra, eu te agradeço porque tens mostrado às pessoas sem instrução aquilo que escondeste dos sábios e dos instruídos. Sim, ó Pai, tu tiveste prazer em fazer isso”.
Mas por onde começar?
1) EVITEMOS PERPETUAR OS PENSAMENTOS PESSIMÍSTAS SOBRE A VIDA
Ter pensamentos pesados ou pessimistas sobre a vida nos encarcera, nos prendem, (…); eles fecham nossos olhos a grandeza e a beleza construída por Deus e nos dão a sensação de impotência sobre mudar o hoje pensando no amanhã. Todos sabem que um dia tudo isso que conhecemos poderá vir a terminar, mas por que causar pânico, temor, medo nas pessoas, sabendo que muitas delas não tem nem mais motivos para viver? Por que não nos empenhar em levar a boa mensagem do evangelho de domingo? Domingo acendemos a vela verde da coroa do advento, que representa a esperança nossa e a de Isaias, como diz frei Alceu, um dos padrinhos do advento.
“(…) Quando essas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e de cabeça erguida, pois logo vocês serão salvos”. (Lucas 21, 28)
2) ENCONTRAR MOTIVOS PARA VIVER ESSE DIA…
Algo me fez lembrar Jonas, o personagem bíblico, que insatisfeito pela não destruição da cidade de Nínive (Jonas 4), sentou emburrado embaixo de uma mamoneira. Essa analogia serve para todos nós quando desistimos do mundo ou quando passamos a agourá-lo, quando nos fazemos de coitado para chamar atenção dos outros e hoje de forma especial quando me revisto de vaidades, arrogância e prepotência, pensando eu ser sabedoria, e na verdade são coisas que evitam que eu cresça como pessoa.
3) BUSCAR A DEUS DE TODO CORAÇÃO E COM TODA NOSSA FORÇA
Todo cristão tem uma missão, seja ele evangélico ou católico, de procurar a Deus com todo coração, com toda sua alma e com toda a força, mas não se ajunta folhas secas assoprando o monte, ou seja, não será fácil juntar em meio a um vendaval pessoal, em meio a tormentas, por isso é crucial que tenhamos empenho também em resolver o que nos aflige por dentro.
4) SER HUMILDE AS CORREÇÕES  E ACEITAR AS MUDANÇAS.
Não sei bem se o que temos nos fará chegar ao céu, ou seja, o estudo não nos credencia a sermos mais importantes e sim mais habilidosos em um determinado assunto. Ter faculdades e conhecimento do mundo de nada valem se não estivermos dispostos a dar, nos empenhar, conduzir e a sermos corrigidos… Também não posso me valer desse evangelho para justificar parar de estudar, pois o estudo nos oferece mais recursos ao trabalho da messe. Fugir da capacitação é como insistir em lavrar a terra com um boi enquanto outros usam tratores.
Estamos no advento, peçamos perdão pelas vezes que me esqueci de ter um coração aberto ao amor; por ter nos achado acima de tudo; por ter mais afastado do que ajuntado; por meu orgulho ter soprado mais forte que minha humildade.
Reflitamos: “Preciso impregnar o mundo com Cristo, a começar em mim”!
Um imenso abraço fraterno.


Por que Jesus multiplicou os pães? - José Salviano


QUARTA - 4 de Dezembro de 2013 - Evangelho - Mt 15,29-37


"Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo,
e nada tem para comer."
            A compaixão foi o motivo principal de Jesus ter feito aquele grande milagre! O segundo motivo foi o seu poder infinito. "A mim foi dado todo o poder no céu e na Terra".  Assim, Jesus movido pela compaixão, pela pena que sentia pelos pobres, excluídos da sociedade pela doença, movido também pelo seu poder, Ele fazia curas e milagres espetaculares.

            Ao devolver a saúde daquelas pessoas, além de não serem mais escravas do mal que possuíam, também poderiam ser novamente inseridas na vida social, deixando de ser excluídas e dependentes do auxílio dos demais. Jesus no seu gesto de  multiplicar os pães nos mostrou que Deus não quer os seus filhos passando fome, nem miséria pois o Reino de Deus é o reino da abundância de bens e de dons.
            Prezados irmãos. Quanto a nós, estamos sempre preocupados em multiplicar o nosso poder aquisitivo, ou seja, nosso salário, nosso dinheiro, nossa riqueza, nosso lucro, e também a nossa fama, nosso prestígio, nosso poder, a nossa aparência.  Mais tudo isso traz consigo a possibilidade de nos afastar de Deus e até mesmo de nos conduzir ao inferno.
        Portanto, caríssimos, precisamos nos esforçar mais e pedir a Deus em nome de Jesus, que multiplique em nós, a nossa caridade, nossa bondade, nossa capacidade de perdoar, nossa paciência, o nosso sorriso, o nosso amor ao próximo, pois assim, estaremos multiplicando um tesouro nos Céus.
        Jesus teve pena daquela multidão e multiplicou os pães alimentando a todos e os discípulos ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Jesus é mais que um simples profeta, pois nenhum deles fez uma proeza dessa dimensão. Em uma demonstração pública de que o poder de Deus estava com Ele, Jesus nos deixa seguros e convictos de realmente Ele e o Pai são um, convictos de que quem o viu , viu o Pai, e de que os seus poderes são iguais aos poderes do Pai. Então, prezado irmão, prezada irmã. Se às vezes passa pela sua cabeça um pequeno sopro de dúvida, um pequeno vacilo de fé,  pense no evangelho de hoje, pense nestas palavras que você acabou de ler. E se convença de uma vez por todas de que sem sombra de dúvidas, Jesus é o próprio Deus.
        Jesus também multiplica os nossos bens quando guardamos os seus ensinamentos e os ensinamos a outras pessoas.Ganharemos cem vezes mais nesta vida e ainda a vida eterna. E, esse  cem vezes mais   nos chega das formas ou maneiras mais inesperadas e incríveis. O que é certo garantir é que não falta absolutamente nada àquele ou aquela que se entrega ao serviço da Igreja e do evangelho. Seja um padre, uma freira, um catequista ou uma coordenadora de uma pastoral.Nunca lhe faltará nada! Porque Jesus não falha! Ele não é tratante como nós que prometemos ser fiéis, ser cristãos, mas quando chega a hora das perseguições, nos esquecemos de tudo o que prometemos e falhamos com Deus. Jesus não falha porque Ele não é covarde como às vezes nós somos. Você pode contar com essa promessa de Jesus, assim como todas as demais que ele fez. Darei cem vezes mais e ainda a vida eterna se deixarem mulher e filhos para evangelizar. E aí, meu jovem?! Está sentindo firmeza nessas palavras? Está se ligando? É com você mesmo que Jesus está falando nesse momento. Ele precisa de você para dar continuidade à sua missão na Terra. Vai pegar, ou vai largar? Você não vai se arrepender. E sabe porque?  Ele estará contigo todos os dias até o fim dos tempos, te dando apoio, coragem, assistência a todas as suas necessidades, amor através das comunidades, conforto, forças para vencer as tentações, etc. Ele te dará tudo isso e muito mais o que você nem ninguém jamais imaginou!  O quanto é maravilhoso o que o Pai preparou para aqueles que acreditam, e se entrega a seu serviço. 


José Salviano

Rezar e praticar- José Salviano



QUINTA - 5 de Dezembro de 2013 - Evangelho - Mt 7,21.24-27
Nem todo aquele que me diz: "Senhor, Senhor,entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus".

            Quanta tragédia tem acontecido! Por causa de muitos irmãos que não tendo onde construir suas casas, as edificam em cima da terra solta, em cima da areia. Aí, quando vêm as chuvas de verão, a infiltração da água embaixo dos alicerces leva suas casas conseguidas com tanto trabalho, tanto sacrifício, deixando-os desabrigados, por que os poderes públicos não os remove para um lugar seguro, onde poderiam construir suas casas sobre a rocha, como acontece com os demais privilegiados da sociedade.  
            Jesus usou este argumento para que possamos entender a magnitude dos nossos atos não planejados, de uma vida desprovida da prática da palavra de Deus.  Escutar a palavra de Jesus com atenção e respeito não basta. É preciso pô-la em prática no nosso dia-a-dia.
            Somente aqueles que fizerem a vontade do Pai  é que irão participar da Vida Eterna.  Jesus veio ao mundo para nos mostrar a verdadeira face do Pai, o seu imenso amor para com a humanidade, e acima de tudo veio nos ensinar tudo o que precisamos fazer para um dia participar do Reino dos Céus.  Portanto, se quisermos merecer a salvação eterna, devemos pautar a nossa vida na prática da palavra de Deus proferida pelo seu Filho amado
"Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor' entrará no Reino dos Céus"! Portando, devemos  tomar mais  cuidado com as longas orações somente de palavras repetidas e apenas com os lábios sem estar com a mente sintonizada com o Pai. É muito fácil dizer: Senhor, Senhor!  E o pensamento e as preocupações em outras coisas.
Nossas orações precisam ser mais introspectivas, isto é, vir de dentro do nosso ser, de forma mais concentrada, por isso é que é interessante fecharmos os olhos para que nada do mundo extra-mental  nos desvie a atenção, a qual deve estar totalmente voltada para Aquele, ao qual estamos nos dirigindo.
            Além disso, nosso ato de orar deve ser acompanhado da ação. E qual deve ser a principal ação do cristão? Fazer a vontade do Pai, e para isso precisamos seguir os ensinamentos de seu Jesus. Porque “Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor',entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus.”
Isso é coisa muito séria. Porque podemos estar convictos de que iremos para o céu apenas por rezar bastante. Veja. Rezar é importantíssimo! Porém, somente rezar não basta. Precisamos praticar os ensinamentos. Caso contrário teremos uma fé mutilada, pela metade. 
Jesus hoje nos sacode, nos adverte, pois por mais santos que possamos ser, podemos estar sendo um cristão, ou uma cristã muito acomodada, dizendo Senhor, Senhor com muita piedade, mas na verdade, não passamos de cristãos teóricos. Porque nos dirigimos a Deus o tempo todo e não nos direcionamos ao irmão, para ajudá-lo, perdoá-lo, etc.
“... quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente,
que construiu sua casa sobre a rocha.”
            Jesus vem nos avisar que somente quem faz a vontade do Pai que está nos céus irá participar plenamente do seu Reino. A missão de Jesus consistiu em nos revelar quem é o Pai, assim como qual é a sua vontade, para que, a partir do seu conhecimento, pudéssemos praticá-la e participar conscientemente do seu Reino que também é nosso. Por isso, se quisermos um dia estar desfrutando da vida eterna devemos trilhar a nossa existência na palavra de Jesus e procurar viver segundo os valores que ele pregou no Evangelho, praticando de verdade a vontade do Pai, a qual nos foi muito bem explicada e exemplificada por palavras e ações por seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.

José Salviano.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O plano de Deus - Jailson Ferreira

TERÇA - 31 de Dezembro de 2013 - Evangelho - Jo 1,1-18


Neste último dia do ano, a mensagem da Igreja vem pelo Evangelho de João, o mais profundo dos evangelistas, e o meu preferido. Refletir sobre o Ano que termina e um outro que começa, usando esta passagem bíblica como ponto de partida é um verdadeiro presente, para quem sabe aproveitar...
Veja que no Evangelho de hoje não se fala em manjedoura, pastores, Maria ou José... Só em Deus. Já se falou em João Batista, José, Maria, e até nos pais de João Batista. Hoje é dia de falar em Jesus Cristo. Por isso o evangelista nos fala no projeto de Deus:
No princípio só existia Deus e a escuridão. Um Deus em três: Pai (o Criador), Filho (a Palavra) e Espírito Santo (a Luz). Deus criou TUDO, menos a escuridão, porque ela também já existia no princípio. E tudo o que Deus criou ficou bom! Mas a escuridão começou a se infiltrar na obra de Deus, então Deus precisou vir pessoalmente ao mundo, se fazer um de nós, para nos fazer igual a Ele. (A nossa é a única religião em que não é o homem que tenta se aproximar do divino, mas que o Deus se torna humano, para nos ensinar como devemos SER).
Esse foi o plano de Deus, mas Ele já sabia que a sua obra não iria reconhecê-lo, exceto por algumas pessoas, e a estas foi dada a possibilidade de se tornarem Filhos e Filhas de Deus! Portanto, ser Filho de Deus é uma decisão pessoal: só é Filho de Deus quem consegue reconhecer Deus.
Nesta época do ano,  em que a maioria de nós recebe e envia mensagens prontas... A mesma mensagem que mandamos para o amigo de perto é a que mandamos para o colega de longe... Jesus vem a nós com uma mensagem personalizada, uma mensagem escrita só para você, outra só para mim... E que mensagem é essa? Você só vai descobrir se parar um pouco, silenciar a mente e refletir: Jesus, o que Tu queres me dizer hoje? Como devo agir nessa situação em que me encontro?
Se estiver difícil escutar a mensagem de Jesus, procure uma "ponte", um "intermediário", alguém em quem você confie e que possa lhe ajudar a ouvir a mensagem de Jesus. Hoje é um dia propício para isso. Não se deixe abater pelas ausências, mas se deixe contagiar pela enorme alegria: Jesus nascendo no seu coração. Se você reconhecê-lo, será Filho de Deus!
FELIZ ANO NOVO!!
 

Ana pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino. Padre Queiroz

SEGUNDA - 30 de Dezembro de 2013  - Evangelho - Lc 2,36-40

Ana pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino.
Este Evangelho nos apresenta uma mulher muito idosa, a profetiza Ana. Ela soube esperar a hora de Deus, e viu finalmente cumprida a sua esperança, e premiado o seu constante serviço ao Senhor através de jejuns e orações.
Ana e Simeão têm muitas coisas em comum. Ambos eram leigos, isto é, não pertenciam ao corpo sacerdotal, mas ao grupo dos simples, a quem o Pai revela os mistérios de Cristo e do Reino de Deus. E ambos sabiam ler, através dos sinais, a presença de Deus na humanidade do seu Filho, Cristo Jesus.
Por isso, o descobrem e o comunicam aos outros, do mesmo modo que os pastores de Belém ou os astrólogos do Oriente, enquanto o mistério continua oculto para os sábios, os vaidosos e os auto-suficientes.
Lendo o Antigo Testamento, nós observamos que aparecem muitas profetizas: Miriam, Débora, Judite, Ester, Hulda... Isso, apesar da cultura machista da época. Essas profetizas são destacadas na Bíblia como guardiãs da Aliança entre Deus e o povo.
Num momento de virada da História, lá estava Ana no Templo, acolhendo a novidade que é o Filho de Deus, e anunciando-o a todos que encontrava. São duas fragilidades que se encontram: O recém nascido e a mulher idosa que o anuncia. Deus gosta de usar a fraqueza humana como seu instrumento.
“Derramarei o meu Espírito sobre toda carne. Vossos filhos e vossas filhas profetizarão. Sim, meus servos e minhas servas anunciarão o meu nome” (Jl 3,1).
“O Reino de Deus é como o fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado” (Mt 13,33). Como o fermento que atua na massa, assim é a mulher atuando na sociedade e transformando-a em Reino de Deus. As mulheres atuam nas Comunidades cristãs com uma força incrível, especialmente na família, onde o seu trabalho é lento mas irresistível como o fermento.
No ambiente profundo do Natal, adquire atualidade a família, com os seus valores básicos e permanentes, como célula que é da sociedade e da Igreja.
A família é uma instituição sempre passível de aperfeiçoamento, e em constante evolução. Ela é insubstituível, porque é o melhor e mais adequado clima para o crescimento e a maturidade pessoal de todos os seus membros, através do amor e da doação.
Este é o caminho evangélico de realização do ser humano, como pessoa e como cristão. O amor é, e será sempre, a origem e alma da família, como reflexo do amor de Cristo para com o seu povo, a Igreja. É também um reflexo da força criadora de Deus, visível na paternidade e na maternidade humana.
E o evangelista Lucas termina este Evangelho com um resumo da infância e juventude de Jesus: “O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele”. A Encarnação segue a sua marcha normal. Jesus é uma criança como as outras. Não é nem um super-homem nem um herói mitológico. Nasceu e cresceu no seio de uma família, como qualquer um de nós.
A frase de Lucas resume os três elementos básicos da educação de uma criança: proporcionar-lhe o crescimento na saúde, na sabedoria e na graça de Deus. Dar condições para que a criança cresça no corpo, isto é, que ela receba o que é melhor para a sua saúde. A criança não sabe o que é melhor para a sua saúde, por exemplo, o que e quando comer, mas os pais sabem.
Dar também condições para que a criança cresça na sabedoria, que inclui o estudo, a ciência, mas vai além. Ter sabedoria é saber vivenciar aquilo que se vai aprendendo de bom para a vida.
E dar condições para que a criança cresça na fé e na graça de Deus, através do catecismo, ensinado em casa e na sala de catequese. Dentro de casa a fé é transmitida principalmente pelo bom exemplo.
S. Paulo resume o modo como os pais devem educar os filhos: “Proclama a Palavra, insiste oportuna ou inoportunamente, convence, repreende, exorta, com toda a paciência e com a doutrina (2Tm 4,2s). Em outras palavras, S. Paulo diz: “Insiste, repreende, ensina, transmite a doutrina, com toda paciência e firmeza”. Essas são as virtudes chaves de uma boa educação.
- Paciência porque cada criança, cada jovem tem o seu momento próprio de conversão, que é graça de Deus, portanto escapa ao nosso controle. E essa mudança de comportamento é lenta., não acontece de uma hora para outra.
- Firmeza porque os pais não podem mostrar insegurança, voltando atrás ou, pior ainda, indo na onda dos filhos. A turminha é malandra e muitas vezes querem educar os pais. Querem corrigir e ditar para os pais o modo de educar.
Seguindo essas orientações de S. Paulo, haverá uma educação sem rupturas nem traumas, mas firme como a rocha.
Havia, certa vez, na Idade Média, um castelo inexpugnável situado no alto de uma rocha. Esse castelo foi sitiado por um exército. Após várias semanas, comando do exército esperava a qualquer momento a rendição, pois acreditava que os alimentos do castelo tinham se esgotado. No acampamento do exército, os soldados estavam angustiados e irrequietos, pois o cerco parecia não ter mais fim, e questionavam se valia a pena insistir.
No castelo, só restava um boi e um saco de farinha para alimentar centenas de pessoas que ainda resistiam bravamente ao cerco. O comandante do castelo decide tomar uma medida desesperada, que para seus homens parecia pura insensatez: matou o boi, encheu-lhe a cavidade abdominal com a farinha e ordenou que jogassem tudo pelo rochedo abaixo sobre o acampamento inimigo.
O comandante do exército tomou aquilo como uma mensagem e, acreditando que o castelo ainda estava bem abastecido, levantou o cerco e retirou-se.
Assim como a profetiza Ana, as pessoas idosas precisam ser corajosas e demonstrar a sua força, como fez o comandante do castelo. Pois, junto com Deus, os fracos são fortíssimos e invencíveis.
Mesmo que sejamos de idade muito avançada, como a profetiza Ana, não deixemos de exercer a nossa vocação profética. É o que pedimos aos dois profetas, Simeão e Ana, e à Rainha dos Profetas, Maria Santíssima.
Ana pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino.


Padre Queiroz

Criado "à imagem de Deus - Professor Isaías da Costa

DOMINGO - 29 de Dezembro de 2013  - Evangelho - Mt 2,13-15.19-23




A Bíblia apresenta uma estreita relação entre o ser criado "à imagem de Deus" e ser "um homem e uma mulher" (Gen. v. 1,27).A semelhança é isso. Deus é um só e apenas, mas não sozinho.O amor exige troca, comunhão interpessoal, é preciso ter um "eu" e "você". Então, o Deus cristão é Uno e Trino. Ele foi co-existem na unidade e distinção: unidade da natureza, vontade, intenção e características distintivas e as pessoas. Precisamente neste casal humano é a imagem de Deus. A família humana é um reflexo da Santíssima Trindade. Marido e mulher são, na verdade, uma só carne, um coração, uma alma, apesar da diversidade de gênero e de personalidade. Maridos são um do outro como um "eu" e "você", e são comparados com o resto do mundo, começando com os seus próprios filhos, como um "nós" como se fosse uma única pessoa, mas não singular, mas plural. "Nós", ou "Sua mãe e eu", "teu pai e eu." Assim falou Maria a Jesus, depois de encontrar no templo.
Sabemos que este é o ideal e como em todas as coisas, a realidade muitas vezes é bastante diferente, mais humilde e mais complexa, às vezes até trágica. Mas estamos tão bombardeados com casos de falhas que, talvez, por uma vez, não é mau voltar a propor o ideal do casal, em primeiro lugar na única naturais e humanos e, em seguida cristã. Ai de alcançar os ideais vergonha de um mal-entendido em nome do realismo! O fim de uma sociedade, neste caso, seria marcado. Os jovens têm o direito de transmiti-los, pelo ideal maior, não só o ceticismo e cinismo.. Pense nisso!

SEJA SIMPLESMENTE FELIZ

Quem poderá entender os mistérios do céu? - Helena Serpa



 Isaías 11, 1-10 – “a ação poderosa do Espírito de Deus”

Nesta profecia de Isaías encontramos a fundamentação para os dons infusos do Espírito Santo, os quais nós chamamos dons de santificação. Os dons infusos do Espírito Santo são presentes de Deus para nós e nos levam a ter parte com a essência de Jesus Cristo: sabedoria, discernimento, conselho, fortaleza, ciência, temor de Deus e piedade que é a justiça.  Por isso, o profeta prediz o nascimento do rebento de uma flor sobre quem repousará o Espírito de Deus. A flor é Maria, o rebento é Jesus que vem cheio do poder Espírito Santo. É o reino de Deus que acontece sob as bênçãos do Espírito Santo que Jesus derrama sobre a humanidade. Pela ação do Espírito Santo os homens podem viver o reino dos céus, desde já, onde “o lobo e o cordeiro vivem juntos”; “o leopardo deita-se ao lado do cabrito”; “a criança brinca com a cobra”.  Isto significa que todos os homens podem conviver em paz uns com os outros em razão da ação poderosa do Espírito de Deus que distribui a todos, os dons de santificação ou dons infusos, para o nosso aperfeiçoamento. A ação do Espírito Santo resulta em concórdia e entendimento, por isso, o profeta destaca o bom relacionamento entre lobo e cordeiro, bezerro e o leão, a cobra e o menino desmamado. Isto significa que nós homens e mulheres cheios do Espírito Santo e dos seus dons podemos nos relacionar, apesar das nossas diferenças. Jesus é o sinal que se ergueu na Cruz para gerar entendimento entre os povos e as nações e trazer a salvação para todos. – Você tem bem usado os dons com que o Espírito Santo lhe presenteou? -  Você tem consciência de que esses dons são para a sua santificação? – Você sabia que eles far-lhe-ão viver melhor os seus relacionamentos com as outras pessoas?

Salmo 71 – “Nos seus dias, a justiça florirá, e paz em abundância para sempre.”

A justiça de Deus é o amor e o fruto da justiça é a paz. O salmista canta os poderes do Rei que vem para governar a terra com justiça e equidade. Jesus já veio inserir na terra o Seu reino de amor e revelar ao homem a misericórdia de Deus e um dia retornará para julgar as nações e definitivamente aqui instalar-se para cumprir a promessa de novo céu e de uma nova terra.

Evangelho – Lucas 10, 21-24 – “quem poderá entender” os mistérios do céu?”

Os discípulos de Jesus vieram lhe contar as maravilhas que aconteceram quando eles saíram anunciando o reino de Deus. Por isso Ele louvou o Pai e exultou no Espírito, pois percebia que o Espírito Santo agia poderosamente no meio deles. A ação do Espírito Santo em nós faz com que tenhamos uma compreensão das coisas do alto numa perspectiva espiritual que é completamente diversa daquela que entendemos com a nossa humanidade. Assim como exultou no Espírito Santo diante dos Seus discípulos, Jesus também o faz hoje, porque o Pai nos segreda as coisas que estão no Seu coração.  Jesus nos revela que só os pequeninos, isto é, os que abrem o coração e não colocam a razão em primeiro lugar, poderão distinguir os prodígios e milagres que acontecem quando o reino de Deus se lhes manifesta pela ação do Espírito Santo.  Quando nos dispomos a apregoar o reino dos céus aqui na terra, é porque ele já está acontecendo na nossa vida e, na medida em que nos abrimos, mais e mais vamos experimentando a alegria e a felicidade interior.   Só os humildes e pequeninos podem “entender” os mistérios do céu. Jesus é a própria revelação de Deus e todos os que O aceitam e nele creem, são os pequeninos que veem, ouvem e sentem a felicidade e a paz do Senhor. Por essa razão, Jesus nos alerta:“Felizes os olhos que veem o que vós vedes!”   O Pai se dá a conhecer por meio da revelação do Filho e quanto mais conhecermos a Jesus, mais   teremos comunhão com Deus Pai e poderemos viver a felicidade tão almejada. Somos felizes porque os nossos olhos veem mais além das aparências e podemos, na reflexão da Palavra de Deus, descobrir os Seus segredos, os Seus planos para nós e para a humanidade, por nosso intermédio. Somos chamados (as) no tempo atual da nossa vida a ver e ouvir o que o Senhor tem para nos revelar.   Não percamos tempo: o Senhor tem muito a nos mostrar e também, a nos falar. - Você é pequenino (a) ou sábio (a) e inteligente? Você é uma pessoa atenta aos mistérios de Deus?- Você enxerga as maravilhas de Deus na sua vida?– Quando você medita sobre a Palavra de Deus você se limita ao que está escrito, ou você percebe nas entrelinhas uma mensagem para a sua vida?