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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. -Claretianos


Quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Santos Anjos da Guarda
Outros Santos do DiaBeregísio (monge da Bélgica), Eleutério de Nicomédia (mártir), Guerino (irmão de São Leodegário, mártir), Leodegário de Autun (bispo), Luís, Lúcia, André e Francisco (mártires do Japão), Modesto de Roma (mártir), Primo, Cirilo e Secundário (mártires de Antioquia). 
Primeira leituraÊxodo 23, 20-23
Vou enviar um anjo que vá à tua frente. 
Salmo Responsorial: 90, 1-6.10-11
O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem. 
Evangelho: Mateus 18, 1-5, 10
Seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 
As exigências do seguimento de Jesus se apresentam mediante três episódios da vida comum e familiar. No primeiro episódio, com imagens campestres de animais, Jesus deixa claro a seus seguidores que estarão expostos a uma vida desprovida de segurança, comodidade e poder. Quem deseja segui-lo recebe a proposta de uma vida itinerante.
O segundo episódio corresponde ao chamado que Jesus faz a uma pessoa que apresenta uma dolorosa situação familiar (enterrar seu pai) como desculpa para não segui-lo naquele instante. O seguimento, porém, revela urgência, não admite demora, mas deve ser algo imediato, no instante, no ato. O anuncio do Reino de Deus não pode ser condicionado ao pai que já não tem vida.

O terceiro episódio corresponde à situação de uma pessoa disposta a seguir Jesus, mas que primeiro quer se despedir da família. A resposta de Jesus pode nos deixar sem chão. O que Jesus propõe é uma atitude radical frente ao seu projeto de vida, para cuja realização demanda prioridade incondicional. O contrário significa incapacidade de segui-lo pelo caminho. Nós também às vezes damos desculpas para não nos comprometer com Jesus de forma mais radical!

Ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém -Claretianos



Terça-feira, 1 de outubro de 2013
Santa Teresinha do Menino Jesus, Virgem e Doutora da Igreja (Memória).
Outros Santos do DiaAretas e seus 104 companheiros (mártires de Roma), Domnino de Tessâlonica (mártir), Prisco, Crescente e Evágrio (mártires de Tomes), Remígio de Reims, o mais velho (bispo), Romano, o Melódio (presbítero, poeta), Severo de Rustan (presbítero), Veríssimo, sua irmã Júlia e Máxima (mártires de Lisboa).
Primeira leituraZacarias 8,20-23
Virão muitos povos e nações fortes visitar o Senhor em Jerusalém

Salmo responsorialSalmo 86,1-3.4-5.6-7 (R. Zc 8,23)
Nós temos ouvido que Deus está convosco.
Evangelho
Lucas 9, 51-56
Ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém.
Para o evangelista Lucas, o caminha para Jerusalém se apresenta como um evento decisivo na missão de Jesus. Dois de seus discípulos participam dessa viagem na condição de mensageiros, cuja missão é ir adiante em busca de alojamento. Tal necessidade, tão humana e vital para quem fez uma longa viagem, leva-os a bater nas portas de um povo que não tem boas relações com os israelitas.
Os samaritanos ficam incomodados, pois a comitiva dava mostras que se dirigiam a Jerusalém e, por isso, negam hospedagem. João e Tiago, incomodados pela atitude pouco acolhedora naquele povo, reagem com violência, invocando poderes superiores para acabar com quem se nega a acolhê-los. Consultam Jesus sobre suas intenções, mas ele os repreende, ensinando-lhes que a violência contra aqueles que pensam ou agem de modo diferente, não faz parte de sua Boa Nova.
Cabe a nós, como comunidade cristã, seguir aberta e decididamente os caminhos de Jesus, compreendendo e dialogando com quem pensa diferente, pertence a culturas diferentes ou até carecem de hospitalidade. Passar por Jerusalém supõe enfrentar muitas dificuldades, mas Jesus de Nazaré nos convida a seguir o caminho.


Pedi e recebereis. Padre Queiroz

10 de Outubro -Quinta - Evangelho - Lc 11,5-13

Pedi e recebereis.
Neste Evangelho, Jesus nos fala da necessidade e da eficácia de uma oração perseverante. Para esclarecer, ele conta duas parábolas.
A primeira é a do amigo que chega à meia-noite à casa do vizinho e pede emprestado os pães, sobressai a insistência daquele que pede. Insistência tão perseverante que se torna impertinência. Foi por isso que o amigo foi atendido. Assim devemos fazer com Deus. Pedir, pedir, pedir... e continuar pedindo. A demora dele em nos atender tem mil razões que nos escapam, mas todas a nosso favor, pois ele é nosso Pai amoroso. O correto é termos tanta fé, esperança e amor, que continuamos tranqüilos e com a mesma alegria como se tivéssemos recebido a graça pedida. O bebezinho é feliz porque confia na mãe e no pai; assim devemos ser.
A parábola da criança que pede ao pai o peixe ou o ovo está, bem relacionada com a anterior. Naquela região havia cobras muito parecidas com uma espécie de peixe; e havia escorpiões que, quando enroladinhos, pareciam um ovo. Uma criança podia se enganar, pensar que a cobra é peixe, ou que o escorpião é ovo, e pedi-los ao pai. Na verdade, a criança quer peixe, quer ovo; mas o que ela está apontando para o pai lhe dar não é isso, e sim animais venenosos que podem prejudicá-la. O pai sabe e não atende ao pedido. A criança, por não saber, chora, sapateia, emburra e até se revolta.
Que comparação acertada para entendermos por que muitas vezes não somos atendidos por Deus! A diferença de conhecimento entre nós e Deus é muito maior do que entre uma criança e seu pai. Deus sabe tudo e, como pai amoroso que é, não vai nos atender se lhe pedirmos algo que vai nos prejudicar, mesmo que nos revoltemos.
Por isso, a nossa melhor atitude quando não somos atendidos por Deus é abaixar a cabeça, vestir a carapuça e continuar a vida em frente, com a mesma fé e alegria. E principalmente persistir rezando e pedindo coisas a Deus. Quem pede sempre recebe, se não aquilo que pede, outra coisa melhor.
Nós precisamos rezar com humildade, como Jesus nos ensinou no Pai Nosso: “seja feita a vossa vontade...”; ou como Jesus mesmo rezou: “Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua!” (Lc 22,42). Precisamos pedir a Deus com humildade, sem determinar o dia e a hora para Deus nos atender. Afinal, quem é o Senhor é ele e não nós. Muitas vezes queremos que Deus se comporte como nosso empregado, que atende todos os nossos pedidos, sem nem questionar. Ao rezar, não podemos fechar a questão sobre o que queremos, porque pode ser que o melhor para nós seja outra coisa. Quantas vezes acontece algo conosco que pensamos ser um mal e, mais tarde, descobrimos que foi um bem!
Muitos rezam de manhã e à noite e pensam que é o suficiente. Mas não é, pois Jesus nos disse: “Orai sempre”. O nosso pensamento, ferido pelo pecado, várias vezes no dia começa a se voltar para o mal. É a hora de cortarmos o mal pela raiz, através de uma pequena oração, uma jaculatória, mesmo apenas mental.
Imediatamente Deus, que está sempre ao nosso lado, entra na nossa vida e resolve. Por respeito à nossa liberdade, ele não entra se não pedirmos.
Quanta gente sofre na vida, lutando, lutando contra um mal ou para conseguir um bem, e se esquece de rezar!
Na última frase do Evangelho, Jesus nos fala que ganharemos o Espírito Santo, pois ele contém todas as bênçãos e graças de Deus.
Certa vez, um homem estava trabalhando na horta, no quintal de sua casa, junto com o filho de dez anos. Estavam preparando a terra para um novo canteiro.
Olhando de lado, o pai viu o garoto lutando para remover uma pedra. Ele usava toda a sua força, mas não conseguia. Experimentava de um lado, de outro... nada.
Então o pai lhe disse: “Está difícil, é?” O menino respondeu: “Sim, a pedra é muito pesada!”
O pai perguntou: “Você já usou todos os meios?” “Sim” – disse o garoto – “já tentei de tudo que foi jeito”.
O pai insistiu: “Mas há um meio que você não empregou”. “Qual?” perguntou o menino. O pai virou-se para ele e disse, sorrindo: “Eu estou aqui e você não me pediu ajuda!” O pai foi lá e os dois juntos removeram a pedra com facilidade.
Isso vale bem para nós, em relação a Deus. Ele está ao nosso lado, caminha conosco nas vinte e quatro horas do dia e nos esquecemos de contar com ele nas lutas da nossa vida. Deus quer nos dar a mão, pois é para isso que está junto. Sua mão é infinitamente sábia, infinitamente forte. Mas ele espera o nosso pedido.
Maria Santíssima mantinha um diálogo com Deus o dia inteiro, mas sempre numa total disponibilidade, como mostrou na Anunciação: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Pedi e recebereis.


Padre Queiroz

O Pai Nosso-Alexandre Soledade


09 de Outubro- Quarta - Evangelho - Lc 11,1-4


Bom dia!
Um fato: o foco da nossa oração esta no que vivemos, passamos ou somos assolados, mas o que de fato peço é o que preciso?
Sempre posso pedir a Deus ( e Ele atenderá) que antecipe uma graça ou nos proteja do mal, mas muitas vezes pedimos que algo extraordinário aconteça para nos remir ou redimir de alguma coisa que deixamos de fazer ou que cabia a nós zelar. Isso esta no Pai Nosso “(…) Perdoa os nossos pecados, pois nós também perdoamos todos os que nos ofendem”.
Pedimos a Deus que nos mantenha firmes em meio a um mundo que aos poucos se esfria aos relacionamentos, a caridade, a fraternidade. Esse nosso mundo, cada vez mais, paga com sua reluzente moeda, para que nos afastemos da solidariedade e abracemos o egoísmo, o hedonismo e o individualismo. O Pai Nosso, de certa forma, também previa isso “(…) E não deixes que sejamos tentados”.
Mas antes de tudo, o PAI NOSSO inicia com do que é mais importante para o “demais” seja nos dado por acréscimo.
Comecemos então a analisar o quanto é profunda essa oração: “(…) Pai, que todos reconheçam que o teu nome é santo”. Esse trecho talvez diga
1°) AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS (Ex 20,2-5)
2°) NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO (Ex 20,7)
3°) GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA (Ex 20,8-11)
“(…) Venha o teu Reino…” O reino será visto quando voltarmos a…
4°) HONRAR PAI E MÃE (Ex 20,12)
5°) NÃO MATAR (Ex 20,13) – inclusive pelo desprezo, pela indiferença, pelo abandono, pela ingratidão…
“(…) Dá-nos cada dia o alimento que precisamos…”. Isso só será possível quando pararmos de cobiçar o que não tenho; quando cessar a inveja que tenho daquele (a) que tem; quando eu respeitar que o outro também existe, que é filho de Deus e precisa do nosso respeito; que não aceitemos mais ver o irmão (ã) sendo vendido, exposto por dinheiro, por não ter tido alternativa na vida ou por falta de quem a orientasse…  Isso talvez esteja implícito em
6°) NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE (Ex 20,14)
7°) NÃO ROUBAR (Ex 20,15) – inclusive os sonhos, oportunidades, chances…
 “(…) Perdoa os nossos pecados…”. Até mesmo aqueles que o mundo, as novelas, o dia-a-dia tentam nos dizer o contrário
8°) NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO (Ex 20,16) – inclusive a fofoca
9°) NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO (Ex 20,17)
10°) NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS (Ex 20,17)
Rezar o PAI NOSSO é assumir um compromisso com os 10 mandamentos. É reconhecer primeiramente que Deus é tudo (Pai, que todos reconheçam que o teu nome é santo) e ao fim afirmar o quanto precisamos Dele em virtude da nossa fragilidade humana e pecadora para que permaneçamos em pé (E não deixes que sejamos tentados).
Quem trabalha ou empresta seu serviço em uma comunidade ou pastoral nunca pode esquecer que o dom que temos não é nada sem Deus, pois como o próprio PAI NOSSO, tudo começa Nele. Mesmo São Tiago dizendo que a fé sem obras é morta, as obras sem fé, sem mudança, sem amor, (…) são vazias.
É duro cumprir os dez mandamentos… Que o PAI NOSSO nos ajude a lembrá-los no dia-a-dia, e que um dia após o outro, sejamos mais próximos e dignos do que Deus quer.
Agora da pra entender que não dá pra rezar o PAI NOSSO por rezar.
Um imenso abraço fraterno.


SERMOS MARTA E MARIA!- Fr. José Luís Queimado, CSsR.

08 de Outubro - Terça - Evangelho - Lc 10,38-42

SERMOS MARTA E MARIA!- Fr. José Luís Queimado, CSsR.

Em João 11, 5, encontramos a informação de que Jesus amava Marta, Maria e Lázaro. Portanto, eram realmente amigos íntimos de Jesus. Assim como todo ser humano, o Mestre confiava em algumas pessoas ao seu redor. Esses três irmãos podiam ser considerados grandes amigos do Senhor, como já dissemos acima.
No Evangelho de Lucas, o irmão de Marta e Maria, Lázaro, não é citado em nenhum momento. Mas o objetivo do evangelista é outro: mostrar a importância de servir e de se lançar aos pés de Jesus, aquele que nos trouxe a salvação.
Marta, na realidade, não era uma pessoa brava, apressada, pagã ou qualquer outro adjetivo já dado a ela no decorrer da História. Para começar, foi ela quem convidou o Mestre para se aconchegar em sua casa, sendo totalmente fiel aos preceitos da época quanto a receber bem um forasteiro.
Algo também muito curioso é a ausência total dos discípulos nesse acontecimento. Lucas quer mostrar aos seus leitores que Jesus convida a todos para serem discípulos e, neste caso, a atenção recai sobre duas mulheres, do povoado de Betânia (segundo João).
Marta é a imagem do discípulo ativo, que quer servir ao Mestre da melhor maneira possível. E Maria é a representação do discípulo que ouve a palavra de Jesus, deixando-se atingir totalmente por ela. As duas maneiras de ser discípulo devem se conjugar, pois ambas as atitudes são necessárias: escutar e servir.
Se quisermos ser somente Marta, cairemos num ativismo sem fim, trabalhando tanto para a messe do Senhor, que nos esqueceremos do Senhor da Messe. Se optarmos por ser somente Maria, viveremos num mundo distante do mundo real, esperando sempre outro mundo; acabaremos nos alienando da realidade humana que é tão cara a Jesus. Por isso, irmãos e irmãs, sejamos discípulos Marta e Maria. Pessoas que trabalham sem se cansar para a construção do Reino, alimentando-se diariamente da Palavra de Deus. Os ensinamentos de Jesus são as nossas regras de vida, sigamo-los!
São Benedito (1524 – 1589), um irmão franciscano nascido na ilha italiana da Sicília, foi capaz de mostrar a beleza do Reino nas pequenas atitudes diárias. Como cozinheiro do convento, soube ouvir a Palavra de Deus e a pôr em prática. Conciliou de uma maneira esplêndida o ser Marta e o ser Maria. Que São Benedito, o Negro, tão querido no Brasil, possa ser uma seta que nos indique o caminho coerente rumo à construção do Reino! São Benedito! Rogai por nós!

Lc 10, 38-42 – SERMOS MARTA E MARIA!

Fr. José Luís Queimado, CSsR.

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!- Pe. Antônio Queiroz CSsR

07 de Outubro - Segunda- Evangelho - Lc 1,26-38


Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!
 Hoje é com muita alegria que nós celebramos a solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. O Evangelho narra a cena da Anunciação, em que o anjo Gabriel lhe fala: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
Deus quis que uma mulher contribuísse bem de perto na redenção da humanidade, já que uma mulher, Eva, havia contribuído no pecado. E a mulher que Deus escolheu não podia ser vítima de pecado, pois seria um sinal de fraqueza de Deus, diante das forças do mal. Como Davi venceu o gigante Golias (1Sm 17,49), Jesus derrotou o tentador. Não só derrotou, mas arrasou com ele completamente. Nem junto à sua mãe ele teve vez. Após o dilúvio, uma pomba trouxe em seu bico um raminho verde para Noé (Gn 8,11). Aquela pomba não estava suja de barro, ela não fora atingida pelo dilúvio.
Nós também somos chamados a colaborar na redenção. Deus não gosta de gente manchada, suja. Como podemos anunciar a vitória de Cristo, se até nós, os anunciadores, somos vítima do tentador? Pecadores todos nascemos. Mas temos condições de nos purificar, usando os meios que Jesus nos deixou, entre os quais se destaca a Igreja, da qual Maria é Mãe. Assim, tirando a trave do nosso olho, temos condições de tirar o cisco que está no olho do nosso irmão.
A concepção imaculada de Maria nos mostra que Deus não quer conviver com pecado. Ele quer o pecado longe dele. Ele nos suporta, quando pecamos, mas não queria isso, como qualquer pai que não quer ver o filho ou filha no caminho errado. Como podemos dizer a Deus: “Senhor, eu vos amo sobre todas as coisas”, e depois viramos as costas e já começamos a colocar outras coisas acima dele? Por isso que Deus fala na Bíblia: “Estou para vomitar-te da minha boca” (Ap 3,16).
A Imaculada Conceição foi um fruto antecipado da redenção realizada por Jesus, o seu Filho. E o fato de ela ter sido isenta do pecado, já na sua concepção, mostra que a força da graça redentora supera infinitamente a força do pecado. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5,20).
“Quando éreis escravos do pecado, praticáveis ações das quais hoje vos envergonhais. Agora, porém, libertados do pecado e como servos de Deus, produzis frutos para a vossa santificação, tendo como meta a vida eterna. Com efeito, a paga do pecado é a morte, mas o dom de Deus é a vida eterna no Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6,20-23). Antes, quando reinava o pecado, o carro estava na frente dos bois, e dava tudo errado. Cristo veio, colocou os bois na frente do carro, e na direção certa, que é a nossa felicidade.
Deus realizou plenamente a redenção na Mãe do seu Filho, para nos mostrar o que ele quer de todos nós. Ela se tornou assim a estrela da esperança, que nos anima a sempre nos levantar a caminhar.
Santo Agostinho, quando estava mergulhado no pecado, leu, por sugestão de sua mãe, muitas biografias de santos. Um dia ele disse para si mesmo, em latim, que era a sua língua: “Potuerunt ii, potuerunt ee; cur non tu, Agostiné?” Em português é: “Puderam estes, puderam aquelas, por que não tu, Agostinho?” Impulsionado por este lema, venceu.
Daqui a exatamente nove meses, celebraremos o nascimento de Maria. Rezemos, neste tempo, pelos nascituros, a fim de que sejam protegidos por suas mães.
Havia, certa vez, um rapaz que trabalhava no centro de uma cidade grande e morava na periferia.
Numa tarde, ao voltar para casa, enquanto atravessava um bairro de classe alta, viu numa lixeira uma caixa preta, parecida com caixa de sanfona. Ficou curioso, abriu a caixa, era mesmo uma sanfona! E estava boa de tudo. Tocava direitinho.
Ele se lembrou de um vizinho, que sabia tocar sanfona e não possuía o instrumento, e levou-a para ele. O vizinho se alegrou com o presente, e começou a tocar belas canções. A casa toda se alegrou. Até algumas crianças apareceram na porta.
À noite, algumas pessoas se reuniram na casa, e foi aquela festa. Daí para frente, de vez em quando o tocador de sanfona era chamado, seja para tocar em festinha de aniversário, em reza, até na Santa Missa. A sanfona tornou aquele bairro mais alegre.
A sanfona representa a graça de Deus, que une as pessoas e alegra o ambiente. O rapaz que a achou somos nós que recebemos a graça no batismo, e a levamos a outros.
Muitos jogam no lixo a graça batismal, e vivem tristes por aí, procurando a felicidade na riqueza, no prazer, no poder etc. Nós não queremos ser assim.
Uma pergunta: com qual desses personagens você mais se identifica? Com o rapaz? Com o homem que ganhou a sanfona? Com os vizinhos que acorreram, ao som da sanfona? Ou com aquele ou aquela que a jogou no lixo?
Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós!

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!

Somos servos servidores - Professor Isaías da Costa


06 de Outubro - Domingo - Evangelho - Lc 17,5-10


A fé é um poder avassalador, não importa quão fraca pareça. Dada a oportunidade que irá assumir e dirigir nossas vidas, confortando-nos quando estamos desanimados e desafiando-nos quando estamos satisfeitos. A segunda parábola é, à primeira vista difícil de conciliar com a afirmação de Jesus de que os seus apóstolos são amigos, não servos do Evangelho de S. João. Talvez ele está sendo irônico aqui: você não pode ganhar o meu amor, já é dado a você. Responda ao meu amor com o amor de sua preferência, mas não corro por aí tentando me impressionar com a forma como você é diligente.
Se eles tinham uma fé verdadeira, eles seriam tão confiante e alegre, que não precisariam estar olhando constantemente para a aprovação e confirmação de seu valor. Sua confiança viria do amor de Deus que eles vivenciam na medida em que eles já não precisam de ser acariciado e mimado como se a aprovação de emprego era tudo que importava na vida. Isso não significa que um deve ser descuidado com a qualidade de seu trabalho, mas isso não significa que a aprovação só em última análise, satisfazer vem da experiência certeza da presença amorosa de Deus.

Há aqui uma lição para todos aqueles que são especialmente necessitadas, como os doentes ou deficientes. Eles certamente merecem nossa atenção, amor e cuidados pessoais, mas também, como os "servos inúteis", às vezes pode ser mais exigente e ingrato que garante sua condição.

São Bento, que era um observador sábio de fraquezas humanas, oferece bons conselhos a este respeito: "Deixe o urso ... doente em mente que eles são servidos fora de honra para Deus e deixá-los não por sua angústia exigências excessivas seus irmãos que servi-los. " A chave é estar em contato com Deus e então não será necessário o papel de vítima, quer seja um "pouco apreciado" servo ou um paciente infeliz.

Os cuidadores são muitas vezes obrigados a ter quase heróica paciência no seu trabalho. Muitas vezes penso que eles deveriam tentar compreender que seus pacientes irritados são provavelmente zangado com Deus e não com eles. Esses pacientes ainda estão lutando para aceitar o que aconteceu a eles e não devemos tomar a sua resistência também pessoalmente. Afinal, é preciso tempo para perceber que o amor de Deus às vezes é expresso de formas que não entendemos.

E nunca se esqueça! SEJA SIMPLESMENTE FELIZ.

Professor Isaías da Costa

Ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu - Padre Antonio Queiroz

05 de Outubro - Sábado - Evangelho - Lc 10,17-24


Ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu.
Este Evangelho tem três partes: o regresso dos setenta e dois, a alegria de Jesus e a felicidade dos discípulos.
“Eles voltaram muito contentes, dizendo: Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”. É a alegria do líder cristão, ao ver a conversão acontecer e as pessoas que acolhem a Boa Nova ficarem mais felizes. Não existe alegria maior do que possuir a graça de Deus.
“Jesus exultou no Espírito Santo.” Nós queremos dar a Jesus a mesma alegria que ele sentiu, vendo “Satanás cair do céu, como um relâmpago”, isto é, vendo o Reino de Deus já atuante na terra, destronando definitivamente as forças do mal. Por isso, “ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”. Jesus se alegra porque, pela força de Deus, as coisas se inverteram: agora são os pequeninos que têm a primazia.
O Pai e Jesus constituem uma unidade de amor e conhecimento mútuo, na qual são admitidos os que se abrem a Deus com humildade e se abandonam nas suas mãos.
“Felizes os olhos que vêem o que vós vedes!” Nós estamos incluídos nesses “felizes”, porque, através do Espírito Santo, nós também conhecemos e experimentamos a Boa Nova de Jesus triunfando sobre o mal. A história da humanidade tem duas partes bem distintas: antes de Cristo e depois dele. Mas isso significa também uma responsabilidade para nós: “Se a vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5,20).
“Que Deus ilumine os olhos de vosso coração, para que conheçais a esperança à qual ele vos chamou, a riqueza da glória que ele nos dá em herança entre os santos, e a extraordinária grandeza do poder que ele exerce” (Ef 1,18-19). “Os olhos de vosso coração” nos lembra a bem-aventurança: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus”. A fé e o amor são inseparáveis; quanto mais se ama, mais se crê. O coração, isto é, o centro da pessoa, é o terreno onde pode enraizar a semente do Reino.
Para isso, precisamos ter os olhos do coração livres da miopia gerada pelo orgulho, pelas paixões e ideologias. É por aí que os simples têm mais entendimento do que os doutores e poderosos do mundo, inclusive, às vezes, mais que os teólogos.
“Eu te louvo, Pai, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos.” Quando líderes cristãos, humanamente incompetentes para a missão, fazem maravilhas, aparece mais claro que é Deus que realiza, não o líder; este é apenas um instrumento que Deus usa. E Deus gosta de usar instrumentos mais fracos, porque assim fica claro que é ele que faz. Deus é poderoso para usar qualquer instrumento para a conversão das pessoas. Ele já usou até animais, como o caso da mula de Balaão (Cf Nm 22).
“Ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” É Deus que revela a Boa Nova aos que ouvem os líderes cristãos.
“Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal.” Deus nos defende dos malvados do mundo e de todos os perigos que enfrentamos, no nosso trabalho de líderes cristãos. O discípulo e a discípula de Jesus podem ficar tranqüilo, porque existe Alguém muito forte que cuida deles.
Todos os cristãos e cristãs somos missionários, cada um do seu modo. Existe um “toque de compaixão”, despertado por Deus, que nos leva a sair do nosso mundinho e evangelizar. Hoje as multidões são maiores que no tempo de Jesus, e a sede da Boa Nova continua a mesma. Deus não toca diretamente no coração de ninguém; ele quer fazer isso através de nós, que já fomos tocados por ele. Nós recebemos de Jesus um tesouro de graças, que são os sacramentos, a Palavra de Deus, a vida em Comunidade... Vamos aproveitar bem esse tesouro, não só para nós mesmos, mas para enriquecer os outros.
Havia, certa vez, um viúvo, cuja esposa tinha falecido a pouco tempo, e ele morava numa casa de roça, junto apenas com seu filhinho de poucos meses de idade.
Ele tinha em casa uma raposa que era sua amiga. Desde pequeninha, ele a trouxe para casa e era tratada como animal de estimação. Ela fazia até as vezes de um cachorro, ajudando a guardar a casa.
Ele saía cedo para trabalhar na roça e todas as noites, quando voltava, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos sempre o alertavam: “Cuidado! Raposa é um bicho selvagem. Um dia ela pode sentir fome e comer a criança”. Mas ele respondia que isso era uma grande bobagem, a raposa era sua amiga e jamais faria uma coisa dessas.
Um dia, quando ele chegava em casa, a raposa veio ao seu encontro, mal totalmente ensangüentada. O homem suou frio. “Os vizinhos tinham razão, ela comeu o meu filhinho!” Mais que depressa, com o machado que tinha na mão, matou a raposa.
Mas, ao entrar em casa, qual não foi a sua surpresa: o filhinho estava no berço, dormindo, e, ao lado do berço, uma a cobra morta!
Aquele senhor, cheio de tristeza, pegou o cadáver da querida raposa e o enterrou, junto com o machado que a matara. Em cima da cova, plantou uma árvore, que regava todos os dias.
O homem foi precipitado, deixando-se levar pelo primeiro impulso. Quantas lágrimas a precipitação tem causado, tanto à pessoa como aos outros!
Os nossos conhecimentos são limitados e podemos nos enganar. Daí a necessidade de nos apegarmos com Deus, que nunca se engana, e de acolher e distribuir o grande tesouro que seu Filho nos deixou, que chamamos de Boa Nova.
Maria Santíssima é a grande missionária de Deus Pai, pela qual ele nos deu o seu Filho. Rainha dos missionários, rogai por nós!

Ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu.