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terça-feira, 18 de setembro de 2018

-A família de Jesus-José Salviano


25 de Setembro


Evangelho - Lc 8,19-21

 

 


Disseram a Jesus que a sua família estava a sua procura para falar com Ele. Analisando à primeira vista, parece que Jesus desmereceu, ignorou a sua própria família terrena, com a sua resposta.

Mas pensando bem, olhando as palavras de Jesus com os olhos da fé, percebemos que Ele, naquele momento, anunciou a grande FAMÍLIA UNIVERSAL, a família dos católicos, a família dos que acreditam e praticam a palavra de Deus, a família dos escolhidos para viver e anunciar o Reino de Deus.

Sim, nós pertencemos a uma grande família, cujo Pai Eterno, acolhe a todos, mas infelizmente, muitos ainda continuam fora desses laços familiares, pois escolhem outras famílias, outros caminhos, outros modos de vida.

Viver esta família universal, é viver uma só carne, um só Espírito, como dizemos na Santa Missa. Viver esta família universal é falar a mesma língua. É falar a linguagem do amor fraterno, a linguagem do Evangelho.

Todas as famílias consanguíneas somadas às demais famílias vivendo os ensinamentos de Cristo e FAZENDO A VONTADE DO PAI, forma esta grande comunidade familiar universal, onde todos somos UNIDOS PELO AMOR DE CRISTO.

Neste Evangelho, vemos que Jesus ampliou o conceito de família. Ele não desmereceu a sua família consanguínea, sua família terrena, muito menos Ele menosprezou sua querida mãe.

Precisamos interpretar sábia e profundamente as palavras do Mestre, em vez de decorá-las ao pé da letra.

O sangue de Jesus derramado na cruz, é a partir desse entendimento de suas palavras, o laço que une a nós todos a uma nova família.

Os laços sanguíneos não determinam mais a salvação em si, mas o benquerer de Deus.

A partir de agora, todos aqueles e aquelas que ouvirem a palavra de Jesus e a porem em prática, são aqueles que fazem parte da FAMÍLIA DE JESUS.

Deus não exclui ninguém dessa família. Mas infelizmente, alguns se afastam desta família, como velhas desgarradas, que mais cedo ou mais tarde, caem no penhasco, sendo presas fáceis dos lobos vorazes.

A NOVA FAMÍLIA DE JESUS, que nasceu do sacrifício da cruz, se estende aos homens e mulheres de todos os lugares, de todos os tempos, de todas as raças...

Isso por que segundo o PLANO DE DEUS, Jesus não pertence a um só povo, como pensavam os judeus, mas sim, Ele é o mártir vencedor da morte, o fundador da grande família universal, santa e pecadora, formada pelos homens e mulheres de boa vontade, que ouviram a voz do Pastor e a seguiu sem reservas.

Façamos parte desta família, que se originou na SAGRADA FAMÍLIA, e assim é um prolongamento da família de Nazaré.

Vamos pensar que não há melhor opção de vida, a não ser escolher viver na FAMÍLIA CRISTÃ, pois fora dela, seremos devorados pelos lobos que vivem as espreitas esperando o momento de dar o bote e nos agarrar para nos devorar. “Longe de Deus não há felicidade”!

 

José Salviano       

 



terça-feira, 11 de setembro de 2018

-A vossa luz deve ficar no alto-José Salviano


24 de Setembro


Evangelho - Lc 8,16-18

 

 


Vós sois a luz do mundo. O brilho do nosso exemplo deve clarear todo o ambiente onde nos encontramos. O nosso testemunho deve falar mais alto do que o nosso egoísmo, do que o nosso espírito de competição.

Em outra ocasião Jesus disse que não devemos escolher os primeiros lugares. Que não devemos fazer as coisas para aparecer, para nos mostrar como os melhores, os mais santos, como faziam os fariseus, ou seja, Ele disse que  não devemos pretender ser melhor que os outros.

Por outro lado, o grande desafio do cristão é o testemunho de vida. Pois ai de nós se não evangelizarmos! Porém, nem todos nós temos o dom da palavra, para anunciar o Evangelho, mas temos a obrigação cristã de anunciar Jesus por onde andamos. E podemos fazer isso pelo exemplo de vida.

Independente da nossa religião, dar bom testemunho de vida é uma obrigação de todos nós. E o cristão, por excelência, deve levar muito a sério esta tarefa missionária. A nossa luz, ou seja, o nosso testemunho, deve iluminar o ambiente onde estamos, onde convivemos, onde passamos a maior parte do nosso tempo. Na família, no trabalho, na escola, na faculdade, na academia, etc.

E não somente na igreja. Longe de nós a existência de uma vida dupla, sendo fiel durante os tempos que permanecemos na paróquia, e durante o resto do tempo, na nossa vida familiar e profissional, sermos outros completamente diferentes.

O cristão não deve desligar a sua luz em nenhum dos lugares por onde ele anda, levando uma vida reta, pura pautada nos valores do Evangelho, vivendo na moral cristã. Tudo isso deve ser a clareza da sua luz, que vai iluminar as mentes daqueles e daquelas por onde  ele passar, e por onde permanecer, começando pela sua família.

Devemos ter o bom senso de estabelecer um equilíbrio entre querer fazer as coisas para nos mostrar, para aparecer, e ao mesmo tempo, esmerar no nosso bom exemplo de cristão autêntico.

Esse equilíbrio é muito importante, pois a qualquer momento, por uma questão de inveja, ou naqueles momentos de aparamento de arestas entre os familiares, que ninguém nos diga que somos “os santos”, os “perfeitos”, os “donos da verdade”. Se isso acontecer, tenhamos a sutileza de suportar o peso da pressão daqueles e daquelas que não pensando como nós, não tendo os mesmos objetivos que nós, tais pessoas nos agridem, nos ofendem, nos atacam, simplesmente por não seguir o Evangelho como nós tentamos fazer. 

Não podemos nem devemos esconder a nossa luz debaixo da cama. O brilho da nossa santidade, da nossa espiritualidade, deve clarear todo o ambiente, pois devemos ser a  luz do mundo e o sal da terra. Assim disse Jesus.

 

José Salviano.