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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

-Sem rivalidades entre nós-José Salviano


01 de Outubro de 2018

 

Evangelho Lc 9,46-50



 

A rivalidade, e o espírito ou comportamento de disputa é algo inconcebível no meio de nós cristãos, seguidores de Cristo.

Precisamos entender que O Criador distribuiu os dons gratuitamente a cada um de nós, de acordo com a sua vontade. Portanto, não é santo o nosso procedimento de invejar, de querer possuir as mesmas qualidades do nosso irmão, da nossa irmã.

É comum vermos pessoas zombando do modo de ser de outras que possuem qualidades destacadas como beleza, capacidade de falar, de cantar, de ser uma pessoa versátil, etc. E isso acontece por pura inveja.

Ora, devemos pensar que tais qualidades atribuídas a tal pessoa, foi um presente de Deus. Se aquela moça é mais bonita que você, conforme-se com o que Deus lhe deu. E mais. Se você reparar, ela é bonita, mais você tem uma outra qualidade que ela não tem. Já reparou nisso?

Você pode ser mais inteligente, pode ser mais capaz de fazer uma outra coisa que ela não consegue...

Desse modo, há um equilíbrio na distribuição dos dons dados por Deus a todos nós.

Deus não quer que sejamos escravos do modo de pensar de todos os humanos. A inveja, o orgulho, a ambição, e muito menos a disputa pelo poder, são coisas que não  combinam com a espiritualidade cristã.

Os discípulos, assim como nós, engajados na vida da Igreja ou não, somos continuadores da missão de Jesus. Missão de anunciar o Evangelho a todos os povos. Portanto, não podemos dizer uma coisa com palavras, ou mesmo com um testemunho fingido, e na vida real, sermos uma pessoa completamente diferente.

Como posso anunciar o Evangelho, e em seguida, falar mal dos outros?

Como posso cantar no coral da Igreja, e ao chegar em casa arrumar uma tremenda confusão por que o meu vizinho é mais competente do eu?

Ou por que o meu irmão é um bem sucedido na vida, enquanto eu ainda estou na tentativa?

Quando Jesus disse que deveríamos ser perfeitos como o Pai é perfeito, isso nos pareceu uma realidade inalcançável! E é. Jamais atingiremos a mesma santidade que o nosso Pai supremo, é claro. Porém, o que Jesus nos quis dizer, é que pelo menos nós tentemos viver de acordo com os seus ensinamentos, abolindo do nosso proceder, toda maldade, e buscar nos aproximar da perfeição, mesmo que isso seja impossível.

Caríssimas e caríssimos. Nada de disputa para ver quem de nós é o mais santo! Isso não é coisa de cristãos! Não pega bem, tal comportamento entre nós.

Nada de ciúmes pela voz linda do Padre Marcelo Rossi.  Nada de fazer piadinhas sobre um certo leigo que tem uma grande capacidade de ler, ou de falar em público...

Brigar pelo poder, buscar honrarias, são coisas daqueles e daquelas que não seguem o Plano de Deus. Não é o nosso caso.  Pois onde existem tais atitudes, com certeza vai acontecer a inimizade, e isso é inadmissível no nosso meio.

Se no mundo a luta pelo poder é insana, cá entre nós deve haver concórdia, fraternidade, simplicidade, que são virtudes da espiritualidade cristã.

 

 

José Salviano


segunda-feira, 23 de julho de 2018

-QUEM É MINHA MÃE? Mt 12,46-50, José Salviano


24 de Julho – Ano B

Evangelho – Mt 12,46-50





Jesus, é Deus e Homem. Enquanto homem, a impressão que Ele deu foi de ter rejeitado, ou mesmo ofendido a sua mãe. Aquela que o carregou em seu corpo por 9 meses, que o amamentou, que cuidou de sua criaturinha indefesa... Em fim, aquela que lhe proporcionou a vida...
Só que Jesus é muito mais que isso. Jesus é o próprio Deus encarnado por meio de Maria, é claro, mas Jesus não é somente o lado humano, como muitos o viam. Jesus é Deus que desceu do Céu, com uma grande missão. “Eu e o Pai somos um”.
Por tudo isso, Jesus não podia ficar restrito, limitado ao seu plano familiar, ao seu plano humano, e sim, Ele tinha um enorme compromisso de caráter terreno, de cunho universal. Um compromisso com toda a humanidade, a serviço do Pai que lhe enviou.
Jesus enquanto Deus superava a qualquer laço familiar, social, e particular.
E foi exatamente Esse Jesus, Deus visível, que respondeu àqueles que lhes disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo” .
Jesus, naquele momento, estava ocupado com o Plano do Pai. Era o seu lado divino que estava em ação, e por isso não podia ser interrompido por nada.
Porém, aqueles que não conseguiam enxergar além do nariz, aqueles que somente viam nele apenas um homem da carne e osso como muitos de nós hoje, com certeza estranharam e muito a sua reação.
Assim acontece quando dizemos a um incrédulo que vamos nos confessar com o padre. Ele, é descrente, e só vê no padre apenas um homem de carne e osso, um mortal qualquer. E por isso, reage de forma abominável!
Você vai se confessar com um homem? Vai contar os seus pecados a um pecador? Você acredita que ele vai lhe perdoar?
Jesus disse por várias vezes: “A tua fé te salvou!”. Desse modo, quem nos salva, quem nos perdoa é a nossa fé nas palavras de Jesus homem-Deus, que disse: “Àqueles a quem vós perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados. E àqueles a quem não perdoardes, não serão perdoados”.
É isso, aí. Nós cristãos, vivemos pela nossa fé. E essa nossa fé remove montanhas. Essa nossa fé é capaz de nos fazer crer no invisível, no impossível aos olhos daqueles que somente acreditam no que podem pegar, e ver.
Jesus, Deus vivo no meio de nós, não foi rude com sua querida mãe terrena, mas sim, Ele foi Deus ao responder aquelas palavras.
Ele somente quis nos dizer, que Ele é muito mais do que um filho de Maria. Ele é o Verbo encarnado, Ele é Deus que desceu dos Céus!


Tenha m bom dia. José Salviano.