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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

-8º DOMINGO DO TEMPO COMUM-c-José Salviano


8º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Dia 03 de março de 2019
Evangelho Lc 6, 39-45
PODE UM SEGO GUIAR OUTRO SEGO?-José Salviano

É impossível  um cego guiar outro cego! Não tem condições.
Do mesmo modo, é impossível um professor ensinar uma matéria que ele não sabe. Não é possível pilotar um avião se não somos pilotos, ou se não sabemos nada sobre pilotagem.
Jamais poderíamos ser o guia turístico de um grupo de pessoas por lugares onde  jamais estivemos.

Do mesmo modo, ninguém pode dar aquilo que não possui. Assim, mesmo que conhecemos a palavra, não podemos evangelizar se estivermos em pecado grave.  Jesus fez referência a isso, dizendo: Tire primeiro a trave do teu olho...  Por que assim como um cisco no olho nos impediria de enxergar e dirigir um carro pelas estradas com muitas curvas, o pecado nos impediria de ver  e receber a inspiração, a luz do Espírito Santo, e transmiti-la aos irmãos.

Deste modo, estaríamos cometendo mais um pecado. O pecado da HIPOCRISIA, pelo fato de nos apresentarmos como santos diante de pessoas santas ou não, com a intenção de convertê-las, de iluminá-las com a luz que não temos. 

Jesus chamou os fariseus de hipócritas, e mandou que eles primeiro tirassem a trave do olho, para em seguida poder ensinar, catequizar.
Não estamos afirmando aqui que Jesus quer que as pessoas pecadoras parem de orientar os outros, ou mesmo de catequizar. O que Jesus quer de nós é o seguinte: Ele quer que nos convertamos primeiro para depois promover a conversão dos nossos irmãos. 

É por isso que sempre dizemos que a catequese nem sempre é feita pela palavra em si, ou propriamente dita. Podemos e devemos também catequisar  através do nosso exemplo de vida. E em muitas ocasiões, o nosso testemunho fala mais alto do que as nossas palavras.
É importante lembrar que aquele ou aquela que não vive o Evangelho, jamais poderá ensiná-lo aos demais.

Assim como o pai que dá péssimo exemplo aos filhos e em seguida exigem que eles sejam justos não faz nenhum efeito, do mesmo modo o catequista que vive uma vida errada aos olhos de todos, jamais poderá catequisar, pois o seu trabalho não terá nenhum efeito. Pois ninguém botará fé no que ele diz.

Gostamos muito de analisar, avaliar, os outros, para não dizer, mesmo, julgar.
A correção fraterna deve ser feita com muito cuidado, com muita caridade, pois ninguém se julga errado. Ninguém admite seus erros. Só lá um ou outro faz isso. Na correção fraterna precisamos tomar cuidado para não dar uma de juiz, para  não julgar o interior do nosso irmão, ou irmã. Só Jesus pode nos julgar. Pois somente Ele conhece o nosso interior, conhece até os nossos pensamentos.

Podemos comparar a trave no nosso olho com a nossa arrogância, a qual nos faz pensar que somos melhores que os outros. E assim, temos a tendência de aproveitar para humilhar o nosso próximo, mostrando, ou revelando os seus defeitos, sob a desculpa de que estamos fazendo correção fraterna.

Jesus disse para que não julguemos nem condenemos, senão seremos julgados com a mesma medida.
A nossa mania de grandeza nos  deixa assim como cegos, e portanto incapazes de avaliar ajudar, e guiar outros cegos como nós.

Jesus escolheu os discípulos sem levar em conta os seus pecados. Por que nós não fazemos o mesmo? É muito triste notar a exclusão no nosso próprio meio, na nossa própria comunidade, ou ainda, na nossa paróquia. Muitas vezes trata-se de uma exclusão velada, sob a forma de “GELO”, mas infelizmente ela, a exclusão em certos casos existe mesmo! Isso não pode acontecer principalmente em nosso meio. Pois somos seguidores de Jesus que acolhia a todos.
Você já reparou como nós somos especialistas em corrigir as pessoas? Em apontar os seus erros como se nós fôssemos perfeitos?  Já reparou na cara e na postura do gerente,  do diretor, do comandante, e até mesmo do professor?  Todos fazem uma cara de quem sabe tudo, de quem é perfeito, de quem nunca cometeu nenhum errinho...
Nem sempre nos preocupamos em corrigir nossos próprios defeitos, e apresentamos como modelo de perfeição que deve ser seguido pelos demais.
No evangelho de hoje Jesus está denunciando essa nossa pretensão inconsequente. A pretensão de querer guiar os outros, sem estar apto para isto. E esta pretensão é igualzinho a uma sena de teatro, na qual um cego fala para o outro cego. Não esquenta. Deixa que eu vou te guiar. Vem comigo que eu te levo até lá. Vão é cair no próximo buraco!...
Não sejamos assim. Primeiro vamos tirar o cisco do nosso olho, para depois ajudar ao irmão com seu cisco.
Outro grande defeito nosso é a grande capacidade de perceber as limitações e os pecados das outras pessoas. Reparou que nas brincadeiras entre nós constantemente estamos mostrando os defeitos dos colegas? Principalmente se temos inveja de alguém.  Na rodinha da conversa durante o almoço, durante o intervalo, a tônica é apontar brincando, é claro, os defeitos e as coisas erradas que os companheiros fazem.
Se por um lado isso é bom, porque nós não enxergamos os nossos defeitos, e assim vamos procurar melhorar quando alguém nos aponta as nossas falhas, isso magoa muito principalmente quando temos uma grande falha. Suponhamos que um dos funcionários seja gago. Na hora do lanche, um engraçadinho começa a imitá-lo. Ele pode até levar na brincadeira, mais por dentro aquilo está lhe cortando, lhe magoando muito, porque ele não é assim porque o quer.

José Salviano


segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

-4º DOMINGO DO ADVENTO Ano C-José Salviano


4º DOMINGO DO ADVENTO

Ano C

23 de Dezembro de 2018

 

Evangelho Lc 1,39-45

 

-E O NATAL CHEGOU!-José Salviano

Estamos no último domingo do Advento e a liturgia nos aponta para a pessoa de Maria, porque ela é a figura central do Natal, pois graças a sua resposta positiva,  graças ao seu SIM, hoje estamos reunidos para celebrar a Eucaristia. Sejamos seus imitadores, dizendo sempre sim ao chamado diário de Deus para a nossa conversão.
O Natal está próximo, e estamos prestes a comemorar o mistério da encarnação do Filho de Deus, mistério esse que foi o primeiro passo do Plano de Deus pela salvação da humanidade. Humanidade essa que hoje está se desviando cada vez mais do caminho da casa do Pai. A paixão e morte de Jesus forma o segundo passo deste plano de Deus. E a ressurreição é o terceiro passo que nos traz  a certeza da nossa ressurreição.

É  Natal, é hora de reconciliação com Deus e com o irmão, é hora de alegria! Mais qual é mesmo o motivo da nossa alegria? Bem. Para começar, hoje acendemos a vela vermelha, a quarta vela da coroa do advento, a vela que representa amor, por isso e a "vela do amor", o amor de Deus por nós. Esse Deus que entregou o seu Filho amado, o Cristo, sol de nossa vida a quem esperamos com toda ternura e alegria.
No domingo passado, Paulo nos convidou a estarmos alegres na segunda leitura.

"Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos!” , Disse Paulo. E por que insistir tanto na alegria? Ora, o motivo dessa alegria não deve ser apenas pelo sucesso na sua vida, o emprego, a saúde, as compras, os presentes a abundância de bens materiais, a falta de preocupações, as bebidas que acompanham a farta comida no almoço de Natal, mais sim, o motivo maior da nossa alegria é a certeza de que “o Senhor está próximo”.  Ele está sempre próximo de nós, para nos dar a mão para nos levantar das frequentes quedas, e nos dar uma vida digna de merecermos um dia a vida eterna.

Como já dissemos, Paulo  nos convidou a nos alegrar, a estarmos sempre alegres no Senhor.
É preciso pois, aqui fazer uma reflexão mais demorada sobre a alegria. Pois assim como existem evangelizadores que obrigam os demais a serem alegres, também existem fiéis ou beatos que pensam que quem não sorri, não é uma pessoa alegre. Pois se é cristão, logo quem não sorri não está alegre no Senhor, como disse Paulo.

Convém, pois,  questionar o seguinte: Será que todo aquele que vive sorrindo é de fato alegre? E será que o que não sorri é triste mesmo? Do mesmo modo, é verdade que todo aquele que nos recebe sempre com um sorriso franco, é de verdade o mais caridoso? E o de cara fechada? É um grande sovina que não abre a mão para dar nada a ninguém?

A psicologia nos informa que existem vários tipos de pessoas, ou de personalidades, a saber: O líder, o fleumático, o apático, o social e o ativo. Podemos acrescentar aqui, o incrédulo e o religioso, aquele que realmente tem fé. E desses dois últimos, poderemos subdividir, em: Mais ou menos religioso e meio incrédulo. Mornos ou quentes.

Dessa forma, poderemos classificar também vários tipos de alegria, ou de sorrisos: O sorriso falso, o sorriso interesseiro, o sorriso comercial, o sorriso forçado, o sorriso malandro, ou simplesmente o sorriso daquele ou daquela que é do tipo social, e finalmente o sorriso sincero, que brota de dentro do nosso interior, da nossa alma pura, desejando ao outro a paz de Cristo.

Assim, nem sempre o sorriso é uma demonstração do verdadeiro estado do interior da pessoa. Nem sempre o seu verdadeiro estado emocional, pode ser captado pelo seu sorriso. Exemplo: Uma pessoa pode ter uma crise de sorriso, quando se encontra em estado de pressão, ou de medo. Acontece muito com o sexo feminino. Um garota, ou mulher, quando muito nervosa pelo fato de ter de fazer uma exposição em público, pode começar a sorrir de forma incontrolável. A cantora  momentos antes de entrar ou subir no palco, tem um sorriso diferente, expressado pelo medo da plateia, etc. Mas o homem também tem os seus momentos de nervosismo por medo, como o sabemos muito bem...

O sorriso interno ou interior:


Aquele de cara fechada, um sujeito muito sério, costuma sorri por dentro. E podemos captar o seu sorriso nos seus olhos e pelas suas expressões faciais. Geralmente é o tipo de sorriso mais sincero. Sabe por que? Porque por trás de uma feição dura, está um coração mole, atrás de uma cara fechada, está um coração aberto, um coração mole de uma pessoa caridosa. A cara fechada   é uma defesa natural, pois se essa pessoa se abrir totalmente, todos vão saber que ela tem pena dos que sofrem, e todos ao mesmo tempo correrão atrás dela para pedir, isso e aquilo, e assim ela não poderá atender a todos. Esse é aquele do tipo fleumático. É uma pessoa que absorve os problemas dos outros e sabe ter compaixão.

Ao contrário, o do tipo social, engana todo mundo. Vive sorrindo, e pensamos que na hora do aperto, poderemos contar com ele. Negativo! Na hora do sufoco, por incrível que pareça, o de cara fechada é que vai lhe dar uma grande força. Ele é o mais caridoso. Só que se esconde atrás da cara feia para se proteger. O sorriso do tipo social, não é necessariamente falso, pois isso é uma predisposição natural do seu modo de ser.

Já o tipo líder, nem sempre tem um sorriso sincero. Pois como ele consegue arrebanhar a todos geralmente com um largo e franco sorriso, e um forte aperto de mão, por de trás  daquela disponibilidade, está sempre o seu objetivo pessoal a ser alcançado: Melhores, vendas do grupo, melhor colaboração dos empregados, maior lucro da empresa, ganhar a eleição, assim por diante.

Será que podemos obrigar a todos os cristãos a serem de fato alegres, principalmente alegres por fora, ou para que todos vejam?  Pense: Será que um pai desempregado pode realmente se sentir alegre? Mesmo que tenha muita fé? Será que um indivíduo que teve uma experiência terrível em sua infância, como por exemplo, viu o assassinato do pai ou da mãe, consegue estar mesmo alegre? Sempre sorrindo?

Muitas pessoas, apesar de confiar em Deus, e de mesmo estar alegres por dentro com  sua vivência espiritual, não conseguem viver sorrindo, externando sua alegria ou mesmo viver plenamente alegres, tendo em vista seus traumas de infância ou decepções da vida presente. Aquela catequista que vivia sempre alegre, de repente todos percebem que o seu semblante mudou de uma hora para outra. E por que? Ela só contou ao padre em confissão. Ela foi traída pelo marido.

A demonstração mesmo eufórica do estado de alegria, nem sempre é uma coisa viável, tendo em vista que a alegria do cristão não deve ser uma alegria interesseira ou falsa, mais sim, uma alegria verdadeira de quem está feliz por dentro, por viver na companhia de Jesus, por sentir a presença do Pai em sua vida, por ouvir Jesus constantemente a lhe falar, a lhe dizer aos ouvidos: "A alegria do cristão não deve ser uma alegria falsa, interesseira, e hipócrita...

Porém, procure estar sempre alegre, mesmo que seja só por dentro. Pois UM CRISTÃO TRISTE É UM TRISTE CRISTÃO, que apesar de ter fé, não deve praticar muito bem a caridade, e não tem esperança. Esperança na providência e  proteção de Deus em sua vida! E isso é muito lamentável”.


ADVENTO É ISSO
É Jesus que vem vindo para nos salvar.  Vem Jesus porque a vida está cada vez mais perigosa. Vem Jesus porque sem Deus não somos nada, não conseguimos suportar o peso das adversidades que são tantas. Vem senhor, porque mesmo que tenhamos bens materiais, na verdade somos muito pobres, vem Senhor, porque somos indefesos e frágeis! Vem Menino Jesus porque temos medo até de sair de casa, e mesmo em nossa própria casa corremos perigo! Vem Jesus todo poderoso, vem nos encorajar para que não nos acovardemos e deixamos de fazer a nossa parte para melhorar este mundo que está ficando imundo. Amém.

Feliz Natal!