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domingo, 4 de julho de 2021

o tempo da misericórdia-Helena Serpa

 

6 DE JULHO DE 2021

 

3ª. FEIRA DA DÉCIMA QUARTA SEMANA

 

DO TEMPO COMUM

Cor Verde

 

1ª. Leitura – Gn 32, 23-33

 

Leitura do Livro do Gênesis 32,23-33 (gr. 22-32)

Naqueles dias: 23Jacó levantou-se ainda de noite, tomou suas duas mulheres, as duas escravas e os onze filhos, e passou o vau do Jaboc. 24Depois de tê-los ajudado a passar a torrente, e atravessar tudo o que lhe pertencia, 25Jacó ficou só. E eis que um homem se pôs a lutar com ele até o raiar da aurora. 26Vendo que não podia vencê-lo, este tocou-lhe o nervo da coxa e logo o tendão da coxa de Jacó se deslocou, enquanto lutava com ele.
27O homem disse a Jacó: 'Larga-me, pois já surge a aurora'.
Mas Jacó respondeu: 'Não te largarei, se não me abençoares'.
28O homem perguntou-lhe: 'Qual é o teu nome?' Respondeu: 'Jacó'.
29Ele lhe disse: 'De modo algum te chamarás Jacó, mas Israel;
porque lutaste com Deus e com os homens e venceste'.
30Perguntou-lhe Jacó: 'Dize-me, por favor, o teu nome'. Ele respondeu: 'Por que perguntas o meu nome?' E ali mesmo o abençoou. 31Jacó deu a esse lugar o nome de Fanuel,
dizendo: 'Vi Deus face a face e foi poupada a minha vida'.
32Surgiu o sol quando ele atravessava Fanuel; e ia mancando por causa da coxa. 33Por isso os filhos de Israel não comem até hoje
o nervo da articulação da coxa, pois Jacó foi ferido nesse nervo.
Palavra do Senhor.

 

 

Reflexão - “o combate espiritual

Podemos até não ter consciência disso, mas nós também lutamos com Deus!  A nossa luta com Deus é constante e ocorre quando a nossa vontade vai de encontro à Sua vontade e, assim, rejeitamos as sugestões que Ele nos dá, para que o Seu projeto se realize na nossa vida. Para nós a luta de Jacó com o anjo mensageiro de Deus é uma revelação de como acontece também, o combate espiritual que se trava no nosso interior entre a nossa carne decaída pelo pecado e o nosso espírito, que deseja divinizar-se. Também pelejamos com Deus quando impomos as nossas condições de vida e queremos à força, que tudo aconteça de acordo com as nossas conveniências. Inconscientemente nós somos “rebeldes” e vivemos em constante batalha contra Deus. Para nosso espanto, muitas vezes somos nós os vencedores quando obstinadamente vamos às últimas consequências. Em algumas vezes, a nossa luta é tão audaz que, aparentemente, nos sentimos vitoriosos (as) e até agradecemos a Ele porque as coisas aconteceram como nós queríamos.  No entanto, Deus também tem um propósito em nos deixar lutar com Ele para alcançarmos os nossos objetivos. Ele nos toca o coração e nos faz compreender a nossa capacidade de vencer e de superar obstáculos, mas também nos faz sentir que ao lutarmos com Ele, nunca mais seremos os mesmos, porque, de alguma forma, nós também saímos mancando. São as consequências das nossas escolhas. Entretanto, sempre irá surgir algo mais que o Senhor quer fazer em nós, mesmo quando estamos certos de que já fizemos tudo e já cumprimos com a nossa missão. O Senhor quer estar continuamente a nos formar e exercitar para a vida, a fim de construir, com a nossa ajuda, um mundo melhor. No final de tudo, mesmo que tenhamos lutado contra Ele, o Senhor nos abençoa e a experiência vivida com nos sugere até um nome novo, como foi o caso de Jacó, que depois tornou-se Israel. - Você também tem lutado com Deus? - Depois das experiências da sua vida, qual o nome que Deus lhe daria? – Na luta entre você e Deus quem tem sido o vencedor? - Há luta dentro de si entre a sua humanidade e o seu espírito? - O que poderia significar para você a expressão: - “larga-me, pois já surge a aurora”?

 

Salmo 16,1. 2-3. 6-7. 8b.15 (R. 15a)

 

R. Verei, justificado, vossa face, ó Senhor!

1Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, *
escutai-me e atendei o meu clamor!
Inclinai o vosso ouvido à minha prece, *
pois não existe falsidade nos meus lábios! R.

2De vossa face é que me venha o julgamento, * pois vossos olhos sabem ver o que é justo. 
3Provai meu coração durante a noite, + visitai-o, examinai-o pelo fogo, * mas em mim não achareis iniqüidade. R. 

6Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, * inclinai o vosso ouvido e escutai-me! 
7Mostrai-me vosso amor maravilhoso, + vós que salvais e libertais do inimigo * quem procura a proteção junto de vós. R.
8bProtegei-me qual dos olhos a pupila * e guardai-me, à proteção de vossas asas, 
15Mas eu verei, justificado, a vossa face * e ao despertar me saciará vossa presença. R.

 

Reflexão - O nosso coração é provado por Deus porque Ele é justo e os Seus olhos enxergam as nossas motivações. Ele conhece a obra prima que criou. Por isso, nós confiamos no Seu julgamento conscientes de que Ele é cheio de misericórdia e o Seu amor maravilhoso nos salva das nossas próprias armadilhas. Vivemos hoje a noite da nossa vida, mas a nossa alma anseia pelo novo dia, quando, ao despertarmos nos saciaremos com a presença de Deus.

 

Evangelho – Mt 9, 32-38

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo são Mateus 9,32-38

Naquele tempo: 32Apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam:
'Nunca se viu coisa igual em Israel.' 34Os fariseus, porém, diziam:
'É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios.' 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37'A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!'

Palavra da Salvação.

 

Reflexão - “o tempo da misericórdia”

Mesmo diante da incompreensão daqueles que opinavam que Ele estaria a serviço do “chefe dos demônios”, Jesus continuava fiel na Sua missão salvífica e apiedava-se das pessoas por viverem abandonadas, cansadas e abatidas. Assim, durante o tempo em que passou na terra, Ele não perdia tempo, percorrendo todas as cidades e povoados pregando o Evangelho, ensinando nas sinagogas e mostrando a todos o caminho para o reino dos céus.   Ele, porém, concretizava os Seus ensinamentos curando os enfermos, expulsando os espíritos maus e libertando os oprimidos, somente por misericórdia e compaixão. Ao se deparar com as mais diversas situações de pecado e de sofrimento do povo Jesus se compadecia e enxergava a necessidade de que houvesse pessoas comprometidas com o Seu projeto de Salvação.   Claramente Jesus dava a entender que viera inaugurar o tempo da misericórdia e conclamava os seus discípulos a serem trabalhadores da messe para que todos conhecessem o amor misericordioso do Pai. Hoje, também, “a messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.” As pessoas continuam como ovelhas sem pastor, abatidas, cansadas, desanimadas, sem esperança até dentro das nossas casas, por isso, Jesus nos chama também a sermos trabalhadores (as) da Sua colheita e nos cura da timidez, do respeito humano, da falta de convicção e nos habilita para podermos falar e anunciar aos que não têm esperança, que existe solução para todos os problemas que nos assolam. Nós também podemos ser trabalhadores da messe de Cristo apenas fazendo o que Ele fazia: tudo por amor. A vivência do amor anima as pessoas abatidas, cansadas e sem esperança. O amor vence o ódio e expulsa dos corações a intriga, a divisão, a incompreensão. Se fizermos como Jesus fez, seremos trabalhadores da Sua messe. - Você acha difícil fazer tudo como Jesus fazia? - Você se considera trabalhador da messe de Cristo?- Você conhece quando as pessoas à sua volta estão desanimadas e sem esperança? – O que você diz a elas?
- Em que você tem empregado o seu tempo livre?

 

 

a tua fé te salvou!-Helena Serpa

 

5 DE JULHO DE 2021

 

2ª. FEIRA DA DÉCIMA QUARTA SEMANA

 

DO TEMPO COMUM

Cor Verde

 

1ª. Leitura – Gn 28, 10-22ª

 

Leitura do Livro do Gênesis 28,10-22a

Naqueles dias: 10Jacó saiu de Bersabéia e dirigiu-se a Harã. 
11Chegando a certo lugar, quis passar ali a noite, pois o sol já se havia posto. Tomou uma das pedras do lugar, fez dela travesseiro e ali mesmo adormeceu.  12E viu em sonho uma escada apoiada no chão, com a outra ponta tocando o céu e os anjos de Deus subindo e descendo por ela.  13No alto da escada estava o Senhor que lhe dizia: 'Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaac; darei a ti e à tua descendência a terra em que dormes. 
14A tua descendência será como o pó da terra, e te expandirás para o ocidente e o oriente, para o norte e para o sul. Em ti e em tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra. 
15Estou contigo e te guardarei aonde quer que vás, e te reconduzirei a esta terra. Nunca te abandonarei até cumprir o que te prometi'.  16Ao despertar, Jacó disse: 'Sem dúvida, o Senhor está neste lugar e eu não sabia'.  17Cheio de pavor, disse: 'Como é terrível este lugar! Isto aqui só pode ser a casa de Deus e a porta do céu'.  18Jacó levantou-se bem cedo, tomou a pedra de que tinha feito travesseiro e colocou-a de pé para servir de coluna sagrada, derramando óleo sobre ela.  19E deu ao lugar o nome de 'Betel'. Antes, porém, a cidade chamava-se Luza.  20Jacó fez um voto, dizendo: 'Se Deus estiver comigo e me proteger nesta viagem, dando-me pão para comer e roupa para vestir, 21e se eu voltar são e salvo para a casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus.  22a E esta pedra que ergui como coluna sagrada, será uma 'morada de Deus'. Palavra do Senhor.

 

Reflexão - "uma escada para o céu"

O sonho de Jacó é para nós uma amostra de como o Senhor se comunica com a nossa humanidade. Se tivéssemos a faculdade de alcançar o que se passa dentro do nosso interior quando Deus nos revela os Seus planos, com certeza, nós poderíamos também enxergar o canal pelo qual essa comunicação acontece.   A escada que Jacó viu em sonho era apoiada no chão, mas a outra ponta tocava o céu.  Há como que uma ligação e uma sintonia entre o céu e a terra. No momento em que nós paramos e repousamos a nossa mente nós sentimos as “moções” de Deus. Os anjos estão atentos e, à nossa volta eles trazem as inspirações para que nós possamos também louvar a Deus e viver uma vida de acordo com a Sua vontade.  É partindo da nossa vida, da nossa realidade, da nossa história, da nossa FRAQUEZA, que o Senhor quer trabalhar em nós. A escada que nos levará ao céu está escondida na nossa alma e começa na nossa humanidade decaída, assim, passo a passo nós iremos galgando cada degrau e, firmados (as) nas promessas do Senhor nós chegaremos ao céu. O céu começa entre nós e Deus, entre a humanidade e a divindade que moram dentro de nós mesmos (as). Pela experiência de fé nós podemos vivenciar a felicidade prometida aqui e agora.    Não podemos alcançar a vida espiritual à força, de uma hora para outra, nunca o conseguiremos. Não podemos saltar por cima da nossa realidade: nossas fraquezas, nossos limites. Há uma divisão entre o que almejamos e a nossa real incapacidade. Por isso, projetamos a nossa incapacidade sobre os outros e exigimos do outro aquilo que nem nós conseguimos. O lugar do repouso é o lugar da oração, o lugar sagrado, onde Deus está. Sabemos que o Senhor está muito perto de nós e o Seu maior desejo é nos levar para o céu. Ele mesmo é quem diz: “Nunca te abandonarei até cumprir o que te prometi!”. - Como é que você se comunica com Deus? - Você acredita que o Senhor está sempre perto e que nunca o (a) abandonará? - Você já sonhou com os anjos? – Esse sonho pode ser uma realidade!

 

 

 

Salmo 90,1-2. 3-4. 14-15ab (R. Cf. 2b)

R. Vós sois meu Deus, no qual confio inteiramente.

1Quem habita ao abrigo do Altíssimo *
e vive à sombra do Senhor onipotente,
2diz ao Senhor: 'Sois meu refúgio e proteção, *
sois o meu Deus, no qual confio inteiramente'. R.

3Do caçador e do seu laço ele te livra. * Ele te salva da palavra que destrói. 
4Com suas asas haverá de proteger-te, * com seu escudo e suas armas, defender-te. R.

 

14'Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo * e protegê-lo, pois meu nome ele conhece. 
15aAo invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo,
15be a seu lado eu estarei em suas dores. R.

 

Reflexão - Aquele que habita no esconderijo de Deus jamais vacilará. Habitar ao abrigo do Altíssimo é confiar em que o Senhor está sempre perto e nos livra dos laços do inimigo. O Senhor nos livra do pecado e da morte da alma. Ele nos sustenta em Suas mãos e nos defende com as Suas armas. Que a confiança no Senhor seja o alimento da nossa alma todos os dias das nossas vidas!

 

Evangelho – Mt 9, 18-26

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,18-26

18Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: 'Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá.' 19Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos.
20Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia, há doze anos,
veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. 21Ela pensava consigo: 'Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele,
ficarei curada.' 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: 'Coragem, filha! A tua fé te salvou.' E a mulher ficou curada a partir daquele instante. 23Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada, 24e disse: 'Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo.' E começaram a caçoar dele. 25Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26Essa notícia espalhou-se por toda aquela região. Palavra da Salvação.

 

Reflexão - a tua fé te salvou!”

A fé em Jesus Cristo é que nos salva! Ter fé significa crer, confiar e depender de Deus e de sua promessa de salvação. Não precisaremos mais ir de um lado para outro buscando “paliativos” para as nossas dores. Os dois personagens do Evangelho de hoje não exigiram de Jesus atenção especial, eles apenas se aproximaram de Jesus cheios de fé e confiança. O texto nos revela que o homem que se aproximou de Jesus era um chefe, isto é, alguém importante, alguém experimentado, que, se supõe ser muito conhecido.  No entanto, ele inclina-se profundamente diante de Jesus e, com humildade, reconhecendo a sua limitação, mostra a todos o seu desespero pela morte da filha.  Em qualquer posição que estejamos devemos ter a consciência de que a nossa vida assim como a dos nossos mais queridos, depende somente de Deus. Jesus é o Salvador da nossa casa, mesmo quando lá, alguém, aos “nossos olhos”, isto é, dentro dos nossos limites, pareça ter morrido. Não precisamos nos desesperar, mas dizer como aquele homem: “Minha filha acaba de morrer, mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá”.  Sempre existirá um, mas, uma condição, uma esperança diante dos nossos infortúnios. Vem, Senhor, vem tocar, vem mudar, basta apenas que Tu entres na minha casa, que ponhas a mão sobre a minha família e ela viverá. Jesus concedeu uma nova vida à filha daquele homem importante e quer também assumir o Seu lugar dentro da nossa casa e ressuscitar todos os que estão mortos. Aquela mulher que sofria de hemorragia há doze anos, apenas tocou a barra do manto de Jesus e foi curada! Quando nós chamamos Jesus para a nossa casa, no caminho Ele também encontra os nossos amigos e conhecidos que estão precisando recobrar a vida. Há muitas pessoas do nosso relacionamento que também estão esperando Jesus passar na vida delas e aproveitam a oportunidade quando nós O convidamos para entrar na nossa casa.  São pessoas que têm tentado de todas as maneiras a cura para os seus males, que já estão até desenganadas, mas não perderam a fé nem a esperança. Por isso, Jesus confirma para nós o Seu diagnóstico: “a tua fé te salvou!” Diante do que ouvimos e meditamos neste texto nós não precisamos ficar procurando pretextos nem ações mirabolantes para conseguirmos a cura das nossas enfermidades.   Que a nossa fé nos mova e nos faça sair de nós mesmos (as) para buscar Jesus na certeza de que só Ele é o médico dos homens e das almas e que o motivo maior para uma vida nova seja simplesmente o nosso desejo de tocá-Lo. - Você tem procurado se aproximar de Jesus- Como você acha que pode tocá-Lo? – Você já convidou a Jesus para entrar na sua casa e tocar naqueles (as) que parecem estar mortos (as)? - Qual é a sua atitude diante das coisas que parecem impossíveis de acontecer? - Você necessita ser curado (a) de alguma doença?  A quem você tem procurado?

 

 

FILHA A TUA FÉ TE SALVOU!” Reflexão de Olivia Coutinho

 REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 05/07/21 - Mt9,18-26

SEGUNDA-FEIRA DA14º SEMANA DO TEMPO COMUM

“FILHA A TUA FÉ TE SALVOU!”

Reflexão de Olivia Coutinho

Caros irmãos e irmãs em Cristo!

Enquanto caminhou por este chão, Jesus  sempre se mostrou sensível ao sofrimento humano, Ele experimentou, desde o seu nascimento, as nossas dores, as dificuldades daqueles que o mundo despreza, os excluídos. Jesus foi vítima da exclusão, da indiferença, da maldade humana que o levou a morte.  
A sensibilidade de Jesus, diante aos sofredores, era tanta que Ele não media esforços para ir ao encontro destes... 
Nas suas ações libertadoras, Jesus sempre deixava claro, que a cura de quem recorria a Ele, era fruto de sua fé, mostrando-nos, que a nossa libertação só acontece pelos caminhos da fé...
O Evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, chega até a nós, como um convite a refletirmos sobre a essencialidade da fé. O texto, rico em detalhes, começa dizendo que um homem aproximou-se de Jesus e  suplicou: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá.” Se tratava de Jairo, um dos chefes da sinagoga.
A narrativa apresenta-nos dois testemunhos de fé, fé de duas pessoas de realidades distintas, pessoas que foram agraciadas pela intervenção amorosa de Deus por meio de Jesus.
O primeiro testemunho, é de uma mulher que há anos vinha sofrendo de uma enfermidade que lhe atingia não somente o corpo como também a sua alma, uma hemorragia que a atormentava há anos e que a tornava excluída do convívio social... Enquanto Jesus acompanhava Jairo, em direção a  sua casa, esta mulher, vendo em Jesus a sua única possibilidade   de cura, não hesita em enfrentar todos os obstáculos para chegar até Ele. Por medo de represálias por parte daqueles que cercavam Jesus, ( os discípulos) aquela mulher nem ousa dirigir-lhe  a palavra, apenas toca nas suas vestes, na certeza de ser curada por Ele! E Jesus, ao sentir o seu toque de fé, volta-se para ela e diz: “Coragem filha! A tua fé te salvou. E a mulher ficou curada a partir daquele instante.”
O segundo testemunho,  nos mostra a sensibilidade de Jesus diante ao sofrimento de um pai que acabava de perder sua filha. Foi a fé deste pai, que o levou até Jesus! Jairo tinha plena confiança no poder de Jesus, ele acreditava, que Jesus  poderia devolver a vida à sua filha, o que Jesus fez  ao chegar à sua casa.
Estes dois episódios,  mostram-nos claramente o poder da fé, a  fé nos devolve o que o mundo dá como  perdido, a fé nos devolve a vida...
Pela fé, é possível vencer todos os obstáculos que nos impede de aproximarmos de Jesus, de tocar e de sermos tocado por Ele! É a fé, que nos leva ao encontro de Jesus, que nos faz acreditar que nada é impossível quando se confia no seu poder.
O que seria de nós sem a fé?
Quem acolhe o dom da fé e o desenvolve, não teme os percalços da vida, pois tem em Jesus, o seu pilar de sustentação... Para quem tem fé, a palavra “desistir” não existe, quem é movido pela fé, sempre acredita numa possibilidade, na reversão daquilo que o mundo dá como perdido.
Pela fé, é possível alcançarmos a cura, são palavras de Jesus: "Tua fé te curou, ou, tua fé te salvou. "  
QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

FIQUEM NA PAZ DE JESUS!

Reflexão de Olivia Coutinho


sábado, 3 de julho de 2021

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO-Olivia Coutinho

 REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 04/07/19 - Mt16,13 -19


DOMINGO: SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO.

"TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DO DEUS VIVO!”

Reflexão de Olivia Coutinho

 Caros irmãos e irmãs em Cristo!

Celebramos neste Domingo, a festa de São Pedro e São Paulo, dois homens que chegaram à Jesus, por vias diferentes e que são conhecidos como: as colunas da Igreja.  Pedro, por ter sido o primeiro líder da Igreja, Paulo, por transformá-la numa Igreja Missionária, sendo o primeiro a propagar o Reino de Deus entre os pagãos. Vindos de realidades completamente diferentes, estes dois líderes, Pedro, um simples pescador e Paulo, um Judeu culto de origem romana, deixam-se conquistar por Jesus, se colocando inteiramente à serviço do Reino de Deus, e como o próprio Jesus, deram a vida pela causa deste Reino, sendo fieis ao evangelho até as últimas consequências. 

A palavra de Deus, que chega até a nós, no evangelho de hoje, narra o momento em que Jesus confere a Pedro o primado da sua Igreja.
Ao longo do texto, vemos o caminho que Jesus usou, para chegar a esta escolha. Primeiro, Ele faz uma pergunta aos discípulos: “Quem dizem as pessoas ser o Filho do homem? Para esta pergunta, surgiram várias respostas, afinal, é fácil responder em nome do outro pois não compromete. Já, quando esta mesma pergunta é direcionada a eles, ninguém ousa responder, afinal, esta pergunta de Jesus, requer uma resposta pessoal, o que exige comprometimento. Pedro, foi o único que respondeu e respondeu com firmeza: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.” Esta resposta de Pedro, agradou a Jesus, pois Ele sabia, que esta sua afirmação, era fruto da sua convivência com Ele! Por esta profissão de fé, Jesus convoca Pedro para uma missão desafiadora: conduzir a sua Igreja! “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja...”
Este episódio, chama a nossa atenção, sobre a responsabilidade de quem afirma conhecer Jesus, saber quem é Jesus é muito mais do que saber que Ele é Deus. Afirmar que o conhece, implica em comprometimento com sua causa, em dar testemunho Dele em qualquer circunstância.
A narrativa chega até a nós, como um convite a conhecermos Jesus, sem conhecer Jesus, ficamos na superficialidade da fé, não vamos entrar na dinâmica do Reino e muito menos compreender que, para ganhar a vida, é preciso passar pela cruz, como Ele passou...
Olhando para a escolha de Pedro, vemos que Jesus, não entregou a responsabilidade de conduzir a sua igreja, a um homem diplomado,  mas à Pedro, um homem simples, frágil, sujeito a falhas, alguém que representa os homens de toda a história da Igreja: homens santos e pecadores! 
Antes de conferir a Pedro, esta missão tão importante, Jesus não questiona o seu passado, não lhe faz nenhuma exigência, a não ser, o seu compromisso de transformar o seu amor por Ele, em cuidado para com o que é de mais precioso para Deus: o povo.

Ao escolher Pedro para a liderança da sua Igreja, fica evidente a compreensão de Jesus para com a fragilidade humana, Pedro era um homem de temperamento extremamente forte, Jesus sabia, que mais tarde ele o negaria, mas mesmo assim, confia na sua fidelidade.
Como vemos; a escolha de quem conduziria a barca de Jesus, (Igreja) não caíra sobre um homem especial, e sim, sobre um homem comum, alguém dotado de virtudes e defeitos como qualquer um de nós. O que vem nos mostrar, o quão é grande a diferença entre os critérios humanos e os critérios de Deus, os homens escolhem pessoas capacitadas para cargos de lideranças, Deus, capacita os que Ele escolhe.
Com a volta de Jesus para o Pai, Pedro assume a liderança da igreja, uma Igreja fundamentada no amor de Jesus, conduzida pelo o seu Espírito. 
Sobre a liderança de Pedro, a Igreja começa a dar passos rumo a uma nova Jerusalém, tendo a grande colaboração de Paulo, que representa a igreja itinerante, uma Igreja que não se limita a quatro paredes, mas que vai ao encontro do povo...
"A missão da Igreja consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição de Jesus! Sua grande riqueza está na abertura a todos os povos e culturas!"
A Igreja é unidade, ela é guardiã e propagadora do amor do Pai, da fidelidade do Filho e do poder Santificador do Espírito Santo.
O amor a Jesus, é o fundamento de toda comunidade cristã, por tanto, numa comunidade, cujo centro é Jesus, um líder não se destaca pela sua autoridade, e sim, pelo o seu amor a Jesus, transformado em serviço.
Pedro e Paulo, modelos de discípulos missionários com suas virtudes e fraquezas, mas sobre tudo, com o seu amor e fidelidade a Cristo e a sua Igreja.
Nesta solenidade, unamo-nos em oração pelo o nosso Pastor, o sucessor de Pedro, o represente legítimo de Jesus Cristo aqui na terra, o nosso tão querido Papa Francisco! Um servo de Deus que preserva dentro de si, o amor de Jesus, a firmeza de Pedro e a flexibilidade de Paulo.

São Pedro e São Paulo: rogai por nós
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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Reflexão de Olivia Coutinho


sexta-feira, 2 de julho de 2021

-Misericórdia e não sacrifícios – Salviano

 

03 de Julho de 2021-Ano B

 

Evangelho Mt 9,9-13

 

 

EVANGELHO

Evangelho - Jo 20,24-29

Meu Senhor e meu Deus!

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,24-29


Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze,
não estava com eles quando Jesus veio.
Os outros discípulos contaram-lhe depois:
"Vimos o Senhor!".
Mas Tomé disse-lhes:
"Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos,
se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos
e não puser a mão no seu lado, não acreditarei"
Oito dias depois,
encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa,
e Tomé estava com eles.
Estando fechadas as portas, Jesus entrou,
pôs-se no meio deles e disse:
"A paz esteja convosco".
Depois disse a Tomé:
"Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos.
Estende a tua mão e coloca-a no meu lado.
E não sejas incrédulo, mas fiel".
Tomé respondeu: "Meu Senhor e meu Deus!"
Jesus lhe disse: "Acreditaste, porque me viste?
Bem-aventurados os que creram sem terem visto!"
Palavra da Salvação.

 

REFLEXÃO

Jesus é o meu Senhor por que Ele é o único dono da minha vida. Jesus na unidade com o  Pai me deu a vida e somente Ele a pode tirar quando bem o quiser.

Jesus é o meu Deus, na unidade com a Trindade Santa, e não reconheço outros deuses como o dinheiro, e os demais bens materiais.

É Ele quem me há de resgatar de todo o meu pecado e me conduzir a vida eterna.

Ele é o meu único e sumo bem.

Tomé, anates de ser convencido da ressureição de Jesus, não o tinha como o seu Senhor e o seu Deus!

Isto também acontece com muitos de nós.

Você aceita Jesus com0 o seu Senh9r e o seu Deus?

Tomé que até então não havia acreditado no depoimento dos discípulos sobre a ressurreição de Jesus. E, ao se ver diante do Mestre, e ao tocar as suas feridas, disse: Meus Senhor e meu Deus! e Tomé acreditou.

Tomé precisou ver o ressuscitado. Precisou tocá-lo para então crer.

Jesus disse que felizes somos nós, que acreditamos mesmo sem ter visto e tocado as feridas de Jesus.

Fé, é isso. É crer mesmo sem ver. Cremos nos mistérios da nossa fé, até mesmo sem ter visto com os olhos físicos. Pois vemos com os olhos da fé.

Isto por que a fé é um instinto, igual ao instinto que nos leva ao alimento, a beber água, a sentir sono e a dormir mesmo diante de um barulho, etc.

A fé é um dom que nos é dado pelo Criador. A fé deve ser cultivada, caso contrário, ficaremos como Tomé antes da experiência com o ressuscitado.

Sem o cultivo, a fé não cresce, não se desenvolve. Por isso é que a catequese é necessária. E é aí que entra o trabalho de todos aqueles e aquelas que são chamados para divulgar a palavra de Deus.

Não somente esses chamados a catequese direta, mas todos nós os batizados, pois podemos dizer que todos nós somos catequistas. Pelo nosso testemunho.

E é bom que lembremos que o testemunho, o bom exemplo, às vezes fala muito mais alto do que a catequese da palavra propriamente dita.

Aliás, a evangelização tem de ser acompanhada do exemplo e do testemunho pessoal, senão será como tiro sem bala. Não fará efeito uma catequese apenas com os lábios.

Minha irmã, como anda a sua fé? Você às vezes se sente como um Tomé? Por vezes você gostaria de ver um milagre acontecer para que possa acreditar?

Você ainda tem dúvidas sobre algum dos mistérios da nossa fé?

Então, quando bater a dúvida, o questionamento de fé, reze. Pense nos milagres de Jesus. Pense que um homem normal, um homem qualquer não faria o que Jesus fez.

E tenha toda certeza, de que Jesus foi a prova maior da existência de Deus. Jesus foi o retrato visível de Deus que é invisível.

Aliá, Deus não é tão invisível assim. Podemos “vê-lo” às vezes se aproximando de nós. Nós o sentimos. Falando conosco através dos acontecimentos, de pessoas e mesmo através de alguma desventura que nos acontece.

Deus não está distante, não está dormindo, não nos abandona nunca! Mais sim, Deus está no meio de nós, do nosso lado. Ele vê tudo. Até os seus pensamentos.

Aproveita e fale com Ele agora. Basta só elevar a sua mente até o Alto. Peça perdão, agradeça, e peça a solução dos seus problemas. Mas faça isso com muita fé. Não seja como Tomé. Kkkkk!

 

E tenha um bom dia. José Salvian.

 

 

 

DOMINGO São Pedro e São Paulo, Apóstolos-Helena Serpa-

 

4 DE JULHO DE 2021

 

DOMINGO São Pedro e São Paulo, Apóstolos 

 

Cor: Vermelho

1ª Leitura - At 12,1-11

 

Leitura dos Atos dos Apóstolos 12,1-11

Naqueles dias, 1o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João.
3E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos. Depois de prender Pedro,
Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. 5Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. 6Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. 7Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: "Levanta-te depressa!"
As correntes caíram-lhe das mãos. 8O anjo continuou: "Coloca o cinto e calça tuas sandálias!" Pedro obedeceu e o anjo lhe disse:
"Põe tua capa e vem comigo!" 9Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo,
pois pensava que aquilo era uma visão. 10Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11Então Pedro caiu em si e disse: "Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo
para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!" Palavra do Senhor.

 

 

Reflexão - “Orar em Unidade com a Igreja”
Pedro, antes homem fraco e cheio de defeitos, impulsivo e metido a corajoso, agora se submetia às ordens de Herodes, por isso estava preso em prisão reforçada.  Esperou em Deus que mandou o Seu anjo para lhe abrir as portas, desamar as correntes e faze-lo passar diante das guardas. “O portão abriu-se sozinho”, porque a Igreja rezava continuamente a Deus por ele”.     Quando a Igreja ora unida, o poder de Deus prevalece e o Seu plano tem continuidade. Deus tinha um propósito para Pedro a quem Jesus entregara as chaves do reino do céu na terra. Ele tinha uma missão definida! Assim também acontece conosco. Somos libertados para realizar a obra que Deus nos entregou. O Senhor não nos liberta somente para que estejamos livres, soltos, folgados, mas para que cumpramos bem a nossa missão. Por isso o anjo recomendou a Pedro: “coloca o cinto e calça tuas sandálias; “põe tua capa e vem comigo”. Colocar o cinto, calçar as sandálias e pôr a capa significam estar pronto e preparado para enfrentar desafios e dificuldades, com o apoio, da Palavra, da Oração, da Eucaristia, da devoção à Maria.  Pedro percebeu o poder de Deus, caiu em si, e continuou firme e confiante a sua caminhada. O Senhor deseja também nos libertar das prisões nas quais estamos encarcerados (as). Essas prisões são os estados em que vivemos: amedrontados (as) no pecado, depressivos (as), obcecados (as) pelos valores do mundo, encurralados pelos acontecimentos. Tudo  o que nos prende e nos sufoca não nos deixando tempo nem condições de amar e servir a Deus se constitui para nós uma prisão. O trabalho muitas vezes nos aprisiona; o sucesso também é uma forma de nos tirar a liberdade; e assim também muitas situações da nossa vida.  Por isso, o Senhor manda os seus anjos para abrir o portão que nos impede de ter comunhão com Ele. São as pessoas que intercedem por nós e, que muitas vezes, nós nem as conhecemos. Por isso, há necessidade de que, mesmo sem que as pessoas nos peçam nós façamos orações pelos pecadores, porque assim o mundo todo será beneficiado. - Faça uma analogia do cinto, da calça e da sandália com algo espiritual que você precisa assumir. -  Você já entendeu para que Jesus o (a) liberta? – Você ainda se sente preso (a) ao pecado? – Você tem o costume de orar pelos pecadores?   – Por quem você tem rezado ultimamente? – Faça uma avaliação da sua intercessão. -  Você tem intercedido pela Igreja e Pelo Santo Papa? – Você acha que isto é necessário?

 

Salmo - Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5)

 

R.De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

2Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, *
seu louvor estará sempre em minha boca.
3Minha alma se gloria no Senhor; *
que ouçam os humildes e se alegrem! R.

4Comigo engrandecei ao Senhor Deus, *
exaltemos todos juntos o seu nome!
5Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, *
e de todos os temores me livrou. R.

6Contemplai a sua face e alegrai-vos, *
e vosso rosto não se cubra de vergonha!
7Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, *
e o Senhor o libertou de toda angústia. R.

8O anjo do Senhor vem acampar *
ao redor dos que o temem, e os salva.
9Provai e vede quão suave é o Senhor! *
Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

 

Reflexão - A certeza de que o Senhor nos livra de todos os temores é a nossa motivação para enfrentarmos as dificuldades. Por isso, podemos rezar o salmo 33: “o anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem”.  É feliz o homem que tem o Senhor por seu refúgio porque irá sentir a suavidade do Seu amor e não temerá mal nenhum.

 

2ª Leitura - 2Tm 4,6-8.17-18

 

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 4,6-8.17-18

Caríssimo: 6Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças; ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.
Palavra do Senhor.

 

Reflexão – “ o bom combate da fé

Paulo, homem forte, decidido e firme, porém, cheio de si, foi como Pedro escolhido por Deus para servir ao Evangelho.    As duas colunas da Igreja tiveram chamados distintos, porém, há algo em comum entre eles: ambos viveram a conversão antes de assumir cada um o seu papel na Igreja de Jesus Cristo. São Paulo não conviveu com Jesus Cristo, no entanto, foi com o próprio Jesus que ele apreendeu toda a mensagem evangélica. Nesta carta a Timóteo, Paulo mesmo faz um relato da missão que ele viveu como coluna da Igreja. Com a consciência tranquila pelo dever cumprido ele espera do alto a recompensa pela sua luta. Apesar de exaltar a sua fé e sua fidelidade, ele proclama que tudo o que lhe aconteceu foi porque o Senhor esteve sempre ao seu lado. Assim também podemos pensar nós todos que vivemos e lutamos pelo Evangelho. A nossa recompensa virá do alto e não será aqui na terra que teremos a recompensa pelo nosso trabalho. A certeza do bom combate nos deixará serenos (as) quanto a nossa vida futura. Um dia, com a graça de Deus todos nós poderemos também anunciar: “combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”! Todos nós somos chamados a combater o bom combate da Fé, pois o Senhor também está do nosso lado e nos liberta de todo o mal. É Ele quem nos ajuda no cumprimento da nossa missão de homens e mulheres a serviço do reino de Deus aqui na terra. – Você tem certeza da vitória final? – Você espera receber a coroa de Deus? – Por que você pode afirmar isto? – Quem lhe garante isso?

 

Evangelho - Mt 16,13-19

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+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16,13-19

Naquele tempo: 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe
e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" 14Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas". 15Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" 16Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo". 17Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz es tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso,
mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus;
tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus".
Palavra da Salvação.

 

Reflexão - “no nome a missão”

 “E vós quem dizeis que eu sou”?  Jesus provocou os Seus discípulos a fim de que eles próprios se situassem e tivessem conhecimento espiritual da Sua verdadeira identidade e a que ponto eles já tinham entendido sobre o mistério da Sua missão.

As Suas próprias palavras e ações já eram um testemunho disso e a partir do entendimento deles, o Senhor queria que eles próprios descobrissem qual seria a missão de cada um.  Cada um de nós tem uma missão muito especial aos olhos de Deus. Somos Seus instrumentos na concretização do Seu Plano de Salvação. E, por isso, a nossa maneira de ser e de agir, as nossas aptidões naturais vão dando o tom para que as pessoas nos ajudem a descobrir a nossa vocação. Quanto mais temos consciência de quem somos aos olhos do nosso próximo, mais facilmente podemos descobrir o nosso carisma e, consequentemente a missão que a nós foi destinada por Deus.   No entanto, para que possamos entender a nossa identidade e das pessoas que nos cercam precisamos entrar em comunhão com o Espírito Santo, que nos convence da verdade e ilumina a nossa inteligência. Inspirado pelo Espírito Santo Simão foi aquele que apontou a verdadeira identidade de Jesus ao proclamar: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”! Por isso, o próprio Jesus o congratulou e o conscientizou da sua missão aqui na terra, dando-lhe poder e autoridade para ser o chefe da Sua Igreja. “Tu és Pedro”, disse Jesus, mostrando que o seu nome identificava a sua missão de coluna da Igreja nascente. Quando entregou a Pedro as chaves do reino dos céus, Jesus mostrou que o reino dos céus começa aqui na terra, na Igreja que Ele fundou e que tem autoridade para ligar ou desligar.   Somos felizes na medida em que, como Pedro, também reconhecemos que “Jesus é o Cristo o Filho do Deus vivo”, por isso está no meio de nós.   -   Você também diante de Deus tem um nome que designa uma missão muito especial.     O que pode significar? Pergunte ao Espírito Santo! - Você sabia que tudo o que você fizer na terra, terá também repercussão no céu? -