.

I N T E R N A U T A S-M I S S I O N Á R I O S

SOMOS CATÓLICOS APOSTÓLICOS ROMANOS

e RESPEITAMOS TODAS AS RELIGIÕES.

LEIA, ESCUTE, PRATIQUE E ENSINE.

PARA PESQUISAR NESTE BLOG DIGITE UMA PALAVRA, OU UMA FRASE DO EVANGELHO E CLICA EM PESQUISAR.

domingo, 30 de julho de 2017

Um tesouro escondido num campo-Dehonianos

2 Agosto 2017
Lectio
Primeira leitura: Êxodo 34, 29-35
Naqueles dias, 29Moisés desceu do monte Sinai, trazendo na mão as duas tábuas do testemunho. Não sabia, enquanto descia o monte, que a pele do seu rosto resplandecia, depois de ter falado com Deus. 30Quando Aarão e todos os filhos de Israel o viram, notaram que a pele do seu rosto se tornara resplandecente e não se atreveram a aproximar-se dele. 31Moisés, porém, chamou-os; Aarão e todos os chefes da assembleia foram ter com ele, e ele falou-lhes. 32Em seguida, aproximaram-se todos os filhos de Israel, aos quais transmitiu todas as ordens que tinha recebido do Senhor, no monte Sinai. 33Depois de ter acabado de falar com eles, Moisés cobriu o rosto com um véu. 34Ao entrar para estar na presença do Senhor e falar com Ele, Moisés retirava o véu até sair. Então, depois de sair, comunicava aos filhos de Israel as ordens recebidas. 35Os filhos de Israel viam resplandecer a face de Moisés que, em seguida, tornava a colocar o véu sobre o rosto, até entrar novamente para falar com Deus.
O tema predominante em Ex 32-34 é a distância e a proximidade de Deus. Foca particularmente e remodela o tema da tenda da reunião (Ex 33, 7-11), o lugar onde Deus vem para se comunicar com Moisés e com o povo. Essa tenda é agora como que posta de lado, para sobressair a figura de Moisés como lugar privilegiado da revelação de Deus aos homens. Trata-se de uma adição pós-exílica (séculos VI-V a. C.) pertencente ao documento sacerdotal. Moisés desce do Sinai, com o rosto radiante, e trazendo nas mãos as tábuas da lei. O povo não ousa aproximar-se dele, pois se sente tomado por um temor sagrado e por respeito (cf. v. 30). Moisés chama, então, Aarão e os representantes do povo para lhes transmitir as ordens de Deus. Enquanto se encontra entre o seu povo, cobre o rosto com um véu. Pelo contrário, quando entra na tenda para dialogar com Deus retira o véu (cf. Sir 45, 2.7s.; 50, 5-13). Moisés, o grande chefe, é aqui o revelador de Deus, através do resplendor do seu rosto e das tábuas da lei, que contêm a palavra de Deus. Aproximar-se de Moisés, e escutar os seus ensinamentos, é fazer experiência do divino (vv. 31-34), e entrar no mistério de Deus. Como figura carismática, Moisés encarna todas as mediações da revelação divina: a ele se atribui a promulgação da lei e a autoridade da palavra de Deus. Neste texto, entrevemos a figura de Cristo glorioso na transfiguração, verdadeira manifestação do Salvador dos homens e imagem viva e luminosa de Deus invisível (cf. Mc 9, 2-8; 2 Cor 4, 6; Heb 1, 3; Cl 1, 15).
Evangelho: Mateus 13, 44-46
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44«O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo. 45O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas. 46Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola.»
As parábolas do tesouro casualmente encontrado no campo, e da pérola desejada e finalmente comprada, acentuam a alegria daquele que compreendeu o valor do reino de Deus. Ambos os protagonistas vendem tudo o que têm para adquirirem o tesouro e a pérola, respectivamente. Mas o ensinamento fundamental não é o da entrega incondicional que o Reino exige, com as respectivas renúncias. A palavra fundamental é «cheio de alegria» (v. 44), referida ao homem comovido diante do excepcional achado num campo, e da pérola de grande valor encontrada. Perante essas descobertas, tudo o resto perde valor. Daí que nenhum esforço, nenhuma renúncia, pareçam excessivos para obter tais bens.
Meditatio
A nossa meditação pode partir, hoje, de um pormenor que lemos logo no primeiro versículo da primeira leitura: «Moisés, enquanto descia o monte, não sabia, que a pele do seu rosto resplandecia, depois de ter falado com Deus (v. 29). A leitura de ontem dava a entender que todo o povo de Deus podia fazer uma experiência semelhante à de Moisés, frequentando a «tenda da reunião», que era acessível a: «todos aqueles que desejavam consultar o Senhor» (v. 7). E o encontro, a oração, o diálogo com Deus, pode produzir em todos efeitos semelhantes aos que produziu em Moisés. Mas pode dizer-se mais: a contemplação, tal como a santidade, não é privilégio de alguns, mas é vocação comum de todos os cristãos. Contemplar é fixar-nos intuitivamente sobre a realidade divina, que pode ser o próprio Deus, um seu atributo, ou um mistério da vida de Cristo. É fruir da sua presença, deixar-nos iluminar por Ele, tornar-nos resplandecentes. Para os cristãos, e para nós dehonianos, em particular, a Eucaristia, que celebramos e comungamos, é um excelente “objecto” de contemplação. Contemplar a Eucaristia é fixar-nos intuitivamente sobre aquilo que ela é para nós: presença do Senhor Ressuscitado, e fruir dessa presença. De facto, enquanto na meditação prevalece a busca da verdade, na contemplação prevalece o gozo da Verdade encontrada. A contemplação eucarística, feita na adoração, permite-nos ter em nós «os sentimentos que estavam em Cristo Jesus» (Fl 2, 5), permite-nos «pensar segundo Deus, e não segundo os homens» (cf. Mt 16, 23, e torna «puro» o nosso coração. O que, de facto, nos torna impuros é a busca de nós mesmos, da nossa glória. Mas o homem que contempla a Deus, volta as costas a si mesmo, esquece-se de si. Quem contempla, não se contempla.
Assiste-se ao renascimento da adoração eucarística. Os cristãos voltam a gostar de estar diante de Jesus, como Maria de Betânia (Lc 10, 39). É à volta do “Corpo real”, que é a Eucaristia, que redescobrimos e aprofundamos a realidade do Corpo Místico, que é a Igreja.
Estando silenciosos e calmos diante do Senhor, presente na Eucaristia, percebemos os seus desejos a nosso respeito, depomos a seus pés os nossos projectos e aceitamos os d’Ele. A sua luz penetra o nosso coração e cura-o. As almas eucarísticas, contemplando o “sol da Justiça”, Cristo Nosso Senhor, fixam o seu Espírito e transmitem-no a toda a grande árvore que é a Igreja, tornam-se servidores do Reino do «amor e da justiça» entre os homens, como foi Leão Dehon, e nos recomendou que fôssemos. Por isso é que a adoração eucarística, tempo de encontro, de presença e de contemplação, é a primeira opção apostólica da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus. É o grande apostolado que todos podem fazer, mesmo quando lhes faltarem as forças para outros serviços apostólicos, mesmo quando estiverem limitados pela doença ou pela idade. É o apostolado que todo o cristão pode fazer, mesmo sem grande preparação teológica e pastoral. &Ea
cute; o apostolado que se pode fazer mesmo quando é mais prudente estar calado que falar…
A contemplação eucarística é realização da profecia «Hão-de olhar para aquele que trespassaram» ou «n´Aquele que trespassaram» (Videbunt in quem transfixerunt) (Jo 19, 37). Mas é, por sua vez, profecia daquilo que, um dia faremos no Céu, quando nos juntarmos à grande liturgia celebrada pelos redimidos à volta do trono do Cordeiro, como nos descreve o Apocalipse (cf. Apoc 5).
Quando descia do monte Sinai, Moisés trazia o rosto radiante de luz, porque tinha conversado com Deus, como com um amigo, frente a frente, “boca a boca” segundo a expressão do livro do Êxodo (cf. Ex 33, 11). Moisés não se dava conta desse brilho. Mas ele era real… Também nós, depois da adoração, talvez não nos demos conta, mas voltamos para junto dos irmãos com o rosto tornado brilhante, porque contemplámos o Senhor. E será esse o mais belo testemunho que podemos dar ao nosso mundo materialista e consumista, mas com uma enorme ânsia de encontrar a Deus.
Oratio
Senhor, obrigado por queres habitar no meio de nós, por quereres ficar connosco na Eucaristia. Na verdade, Tu és um Deus próximo, um Deus amigo. Ninguém tem tão próximo de si o seu deus, como nós temos próximo de nós o nosso Deus. Que a tua Presença nos torne presentes a Ti, para Te ouvirmos, Te falarmos, para sermos iluminados. Assim poderemos tornar-nos significativos para a Igreja e para o mundo, que precisam de pessoas competentes em diversas áreas do saber e da técnica, mas precisam principalmente de profetas em cujos rostos resplandeça a tua glória. Tu estás connosco! Que estejamos contigo, e sejamos iluminados! Amen.
Contemplatio
A adoração do Sagrado Coração de Jesus no seu Sacramento exposto é também um dos principais exercícios de reparação. No nosso tempo, o Espírito Santo impele com uma força toda divina a Igreja a tomar frequentemente como objecto de contemplação o Santíssimo Sacramento exposto sobre os nossos tabernáculos. As exposições do Santo Sacramento multiplicaram-se ao infinito. Vários institutos religiosos têm o Santíssimo Sacramento exposto todos os dias; outros, todas as semanas. A divina vítima é o objecto das suas contemplações mais frequentes. Os amigos do Sagrado Coração de Jesus, não se esquecem de O contemplar sobretudo na humanidade santa do Salvador, a fonte e o fundamento de todo o resto, o amor, o Coração mesmo de Jesus. Não há, depois da santa Missa, exercício que supere em mérito e em eficácia a adoração eucarística. No Santíssimo Sacramento, a oração do Coração de Jesus, esta oração que é toda amor, reparação, acção de graças, dura sempre, ardente, abrasadora, toda-poderosa, capaz de tudo reparar. Saibamos portanto unir-nos a ela, tomá-la, colocá-la no nosso coração, para que viva desta vida de amor e de imolação, e que nela se consuma como a lâmpada do santuário. Tais são os sentimentos que nos devem inspirar, quando nos apresentamos à adoração do Sagrado Coração de Jesus no Santíssimo Sacramento. A nossa adoração não reclama sempre muitas palavras; há também momentos de silêncio que são eloquentes por si mesmos. Nada de mais belo e de mais tocante do que a união a este Coração sempre silencioso e sempre actuante por nós. Santo Afonso de Ligório diz que esta oração do divino Sacramento produz às vezes graças sensíveis como própria sagrada Comunhão. Nesta adoração, é o amigo que fala ao seu amigo sobre os interesses do seu amor e da sua glória. Enfim, não nos podemos esquecer que esta devoção ao Sagrado Coração de Jesus nasceu no meio de uma adoração ao Santíssimo Sacramento. É por meio deste exercício que ela se espalhará, se fortificará e se tornará o órgão todo-poderoso do amor, da reparação e da acção de graças (Leão Dehon, Eucaristia, OSP 2, p. 487s.).
Actio

Repete frequentemente e vive hoje a palavra:
«Hão-de olhar para aquele que trespassaram» (Jo 19, 37).

A parábola do joio no campo-Dehonianos

1 Agosto 2017
Lectio
Primeira leitura: Êxodo 33, 7-11; 34, 5b-9.28
Naqueles dias, 7Moisés pegou na tenda e foi colocá-la a certa distância do acampamento. Deu-lhe o nome de tenda da reunião. E todos aqueles que desejavam consultar o Senhor iam à tenda da reunião, fora do acampamento. 8Quando Moisés se dirigia para a tenda, todo o povo se levantava, permanecendo cada um à entrada da própria tenda, para o seguir com os olhos, até Moisés entrar na tenda. 9Logo que Moisés entrava na tenda, a coluna de nuvem descia e mantinha-se à entrada, e o Senhor falava com Moisés. 10E, ao ver a coluna de nuvem que permanecia à entrada da tenda, todo o povo se levantava e se prostrava, cada um à entrada da sua tenda. 11O Senhor falava com Moisés, frente a frente, como um homem fala com o seu amigo. Moisés voltava, em seguida, para o acampamento; mas Josué, filho de Nun, o seu servidor, homem ainda novo, não se afastava do interior da tenda. Moisés, passando junto dele, pronunciou o nome do Senhor. 6O Senhor passou em frente dele e exclamou: «Senhor! Senhor! Deus misericordioso e clemente, vagaroso na ira, cheio de bondade e de fidelidade, 7que mantém a sua graça até à milésima geração, que perdoa a iniquidade, a rebeldia e o pecado, mas não declara inocente o culpado e pune o crime dos pais nos filhos, e nos filhos dos seus filhos até à terceira e à quarta geração.» 8Moisés curvou-se imediatamente até ao chão e prostrou-se em adoração, 9dizendo: «Se, entretanto, alcancei graça aos teus olhos, ó Senhor, vem, por favor, caminhar no meio de nós, pois este é um povo de cerviz dura. Mas perdoa-nos as nossas iniquidades e os nossos pecados e aceita-nos como propriedade tua.» 28Moisés permaneceu junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.
A leitura que hoje escutamos é composta por dois pequenos textos, o primeiro eloísta e o segundo javista, que nos referem a renovada aliança pelo Senhor, mediante um acto de renovação permanente do culto. O Senhor, apesar do pecado do povo, pela sua misericórdia e pelo seu amor, permanece junto do povo, graças a Moisés. Este, pegou «na tenda da reunião», isto é, no lugar do culto, e «foi colocá-la a certa distância do acampamento» (v. 7), como que a indicar que Deus não pode conviver harmoniosamente com homens pecadores, apesar de estar sempre disponível a perdoar-lhes. Todos os que reconheciam o seu pecado podiam dirigir-se à tenda e falar com Deus, tal como o intercessor Moisés, quando falava com o Senhor face a face, como amigo a amigo, e como Josué, que «não se afastava do interior da tenda» (v. 11). Em resumo, Deus, que se revela a Moisés como misericordioso, quer ensinar ao seu povo que o verdadeiro lugar da aliança não é o monte Sinai ou um qualquer outro lugar material, mas o reconhecer-se pecador e o estar disposto a acolher a sua misericórdia, que se manifesta nas situações concretas e por meio de homens e pessoas santas e amigas de Deus.
Evangelho: Mateus 13, 36-43
Naquele tempo, 36afastando-se das multidões, Jesus foi para casa. E os seus discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo.» 37Ele, respondendo, disse-lhes: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem; 38o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do maligno; 39o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos. 40Assim, pois, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: 41o Filho do Homem enviará os seus anjos, que hão-de tirar do seu Reino todos os escandalosos e todos quantos praticam a iniquidade, 42e lançá-los na fornalha ardente; ali haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, oiça!»
O Evangelho oferece-nos várias parábolas para nos ensinar como é que Deus faz chegar a sua Palavra aos homens. A parábola do joio no campo alerta-nos para a existência de outro semeador: o semeador do mal. Onde Deus semeia, também Satanás semeia. A acção do semeador do mal caracteriza-se por acontecer durante a noite, enquanto os criados dormem. Durante o dia, não seria possível uma tal acção. A separação entre o que é bom e o que é mau só terá lugar no momento da ceifa, isto é, no dia do juízo final (cf. Mt 9, 37; Mc 4, 29; Jo 4, 35). Quando chega o tempo da ceifa – não antes, para não arrancar também o trigo – o dono dirá aos ceifeiros que cortem o trigo e o joio, e que os separem: o joio vai para queimar e o trigo é guardado no celeiro. Esta parábola parece querer que responder a uma questão surgida nas primeiras comunidades: porque existem bons e maus cristãos na Igreja? A resposta é: tanto Deus como Satanás semeiam a sua semente. Deus tolera essa sementeira, e o crescimento e a maturação de ambas as sementes, para dar aos maus oportunidade de conversão.
Meditatio
O texto do Êxodo, que hoje escutamos, já nos faz antever o projecto de Deus de habitar no meio do seu povo, e de ter com cada um de nós uma relação pessoal profunda. Esta intenção divina começa a concretizar-se quando Moisés ergue a tenda e a chama «tenda da reunião». A tenda é o lugar do encontro. O texto sagrado diz que Moisés «foi colocá-la a certa distância do acampamento» (v. 7). Deus não podia habitar no meio do seu povo, porque esse povo tinha pecado, tinha-se afastado dele, tinha caído na idolatria. Portanto, a tenda estava distante. Mas era acessível: «todos aqueles que desejavam consultar o Senhor iam à tenda da reunião» (v. 7). Mesmo fora do acampamento, a tenda era o lugar do encontro de Deus com os homens e dos homens com Deus. Mas esse encontro será permanente quando, como nos diz João, no seu evangelho, o Verbo se fizer carne e habitar entre nós: «O Verbo fez-se homem e veio habitar connosco» (Jo 1, 14). Na Incarnação, o Verbo de Deus, o Filho de Deus, ergueu a sua tenda no meio das nossas tendas, tornou-se nosso vizinho e companheiro. Podemos, agora, falar com Ele, não apenas como um homem fala a outro homem, mas como um amigo fala ao seu amigo: «Já não vos chamo servos, … mas chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai» (Jo 15, 15).
Na nova aliança, cada homem, cada um de nós, é chamado a esta relação pessoal, profunda com Deus, uma relação, não só face a face, mas coração a coração. É um privilégio que havemos de acolher com respeito, admiração, reconhecimento. A Eucaristia oferece-nos a inaudita possibilidade de receber Jesus, o Filho de Deus feito nosso irmão, nosso amigo, não só no meio de nós, mas dentro de nós, para falarmos com Ele, escutá-l´O, deixar que guie to
da a nossa vida e a encha do seu amor. Pela Incarnação, pela Eucaristia, o Filho do homem, semeou e semeia em nós essa «boa semente». Há que impedir que o joio a sufoque. Há que deixá-la germinar, crescer, frutificar.
Oratio
Senhor Jesus, Tu viveste uma intensíssima intimidade com Deus, a Quem chamavas “Abbá”, com a confiança familiar que esse nome comporta. Mas quiseste viver também em grande intimidade connosco. Pela Incarnação, tornaste-Te nosso vizinho, amigo, irmão. Pela Eucaristia, quiseste permanecer connosco até ao fim dos tempos. Assim continuas a partilhar a nossa vida e a nossa sorte. Assim queres ser nosso companheiro, nosso alimento de caminhada, nossa luz e nossa força. Obrigado, Senhor! Obrigado! Amen.
Contemplatio
A comunhão é uma extensão da Incarnação. Em que consiste propriamente este mistério inefável (da Incarnação)? É que o homem se torna Deus pela união hipostática da natureza divina à natureza humana. Ora, não convinha que o Verbo se incarnasse em cada um de nós. E todavia o Coração de Jesus, tão ávido de se dar, dizia para Si mesmo: Entre todos os meus tesouros, há um, o mais precioso de todos, a minha divindade, que se torna inacessível aos meus irmãos e aos meus amigos; não gozam como Eu da união hipostática. Ora bem! Eis o que farei; dar-lhes-ei a minha carne que é a vida do mundo, inebriá-los-ei com o meu sangue, no seu coração colocarei o meu Coração e então a minha divindade unir-se-á a eles de um modo muito especial, embora não hipostático, dado que não o é por natureza. É assim que a divina Eucaristia, por meio da santa comunhão, nos faz entrar no próprio mistério da Incarnação, e estende-o a todos os filhos de Adão que quiserem pôr-se em estado de dele aproveitar. Que há de maior? Que há de mais belo? Que há de mais terno e de mais generoso! Associar-nos à divindade unindo-nos à humanidade santa de Jesus, ao seu Coração divino; tal é então o fim da santa Comunhão, e é assim que este Coração amante não se contenta com a qualidade de irmão, de amigo, ou de pai, mas torna-se o esposo das nossas almas e do nosso coração mesmo. «A minha carne, diz, é verdadeiramente uma comida, e o meu sangue verdadeiramente uma bebida». Comer Deus, saciar-se de Deus, incorporar-se em Jesus Cristo, não fazer senão uma só coisa com Ele, oh! Que glorioso privilégio! E quanto a incarnação eucarística é um complemento maravilhoso da primeira Incarnação. Todos os autores místicos descrevem muito longamente os efeitos maravilhosos da santa Comunhão. Faltar-nos-ia o tempo para os analisar, mas nós encontramos tudo e muito mais nesta magnífica síntese: A divina Eucaristia não é outra coisa senão a Incarnação aplicada a cada um de nós (Leão Dehon, OSP 2, p. 421s.).
Actio
Repete frequentemente e vive hoje a palavra:
«O Verbo fez-se homem e veio habitar connosco» (Jo 1, 14).


...um grão de mostarda-Dehonianos

31 Julho 2017
Lectio
Primeira leitura: Êxodo 32, 15-24.30-34
Naqueles dias, 15Moisés desceu do monte, trazendo nas mãos as duas tábuas do testemunho, escritas nos dois lados, numa e noutra face. 16As tábuas eram obra de Deus e o que estava gravado nas tábuas fora escrito por Deus. 17Ao ouvir o barulho que o povo fazia, gritando, Josué disse a Moisés: «Há no acampamento alaridos de batalha.» 18Moisés respondeu: «Não são nem gritos de vitória, nem gritos de derrota. O que oiço são vozes de gente a cantar.» 19Ao chegar junto do acampamento, viu o bezerro e as danças. Acendeu-se a sua cólera, atirou com as tábuas e partiu-as ao pé do monte. 20Depois, agarrando no bezerro que tinham feito, queimou-o e reduziu-o a pó fino que espalhou na água. E deu-a a beber aos filhos de Israel. 21Moisés disse a Aarão: «Que te fez este povo para o deixares cometer um tão grande pecado?» 22Aarão respondeu: «Que o meu senhor não se irrite. Tu próprio sabes como este povo é inclinado para o mal. 23Disseram-me: ‘Faz-nos um deus que caminhe à nossa frente, pois a Moisés, esse homem que nos fez sair do Egipto, não sabemos o que lhe terá acontecido.’ 24Eu disse-lhes: ‘Quem tem ouro?’ Despojaram-se dele e entregaram-mo; lancei-o ao fogo e saiu este bezerro.» 30No dia seguinte, Moisés disse ao povo: «Cometestes um enorme pecado. No entanto, vou subir para junto do Senhor. Talvez alcance o perdão para o vosso pecado.» 31Moisés voltou para junto do Senhor e disse: «Ah, este povo cometeu um grande pecado. Fizeram para si um deus de ouro. 32Apesar disso, perdoa-lhes este pecado, ou então apaga-me do livro que escreveste.» 33O Senhor disse a Moisés: «Apagarei do meu livro aquele que pecou contra mim. 34Vai agora, e conduz o povo para onde te disser. O meu anjo caminhará diante de ti. Mas no dia da prestação de contas, puni-los-ei pelo seu pecado.»
Esta página do Êxodo deve ser lida no contexto dos capítulos 32-34, que acusa o «pecado original» contra a aliança e refere a renovação da mesma para reparar a sua ruptura. O episódio do culto idolátrico do bezerro de ouro liga-se ao da conclusão da aliança (Ex 24). Os capítulos intermédios são os da “lei sacerdotal”. O conjunto referido é composto pela fusão de diversas fontes, primeiro a eloísta e depois a javista (Ex 34), com elementos deuteronomistas.
Moisés demora-se no monte, em diálogo com Deus (vv. 7-16). Ao descer, depara-se com o bezerro de ouro e as danças cultuais do povo em honra dele. A sua reacção é violenta: despedaça as tábuas da lei, funde o bezerro de ouro, redu-lo a pó, que espalha na água e dá a beber aos filhos de Israel. Depois, pede contas a Aarão, que atira as culpas para o povo. Moisés faz, então, com que o povo tome consciência do seu pecado, se volte para Deus e peça perdão. Deus responde com a habitual atitude de misericórdia, garantindo a prossecução do seu projecto salvador, mas também anunciando o castigo dos culpados.
Esta narrativa, composta entre o IX e o VIII século a. C., reflecte, não só a apostasia no tempo do êxodo, mas também a decadência moral e religiosa do tempo dos reis de Israel.
Aarão faz triste figura, não sabendo reagir adequadamente ao mal do povo e consentindo na apostasia. Moisés, pelo contrário, revela-se um verdadeiro profeta, um homem de Deus, que, com força e fidelidade, testemunha e exige fidelidade a Deus. É como que uma consciência que fala, denuncia o pecado e chama à conversão. Mas também se apresenta como intercessor solitário e audaz diante de Deus, em favor do seu povo.
Evangelho: Mateus 13, 31-35
Naquele tempo, 31Jesus propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. 32É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos.»
33Jesus disse-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado.»
34Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser em parábolas. 35Deste modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta: Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo.
As parábolas do grão de mostarda e do fermento, vêm na continuidade das anteriores, que ilustram as características do Reino, acrescentando mais uma: a desproporção entre os seus começos, quase imperceptíveis, e o seu desenvolvimento extraordinário. A Palavra de Deus geralmente é muito discreta. Se não estivermos atentos, quase não se damos por ela. Mas, quando a acolhemos, tem uma tal eficácia interna, que lança raiz e produz efeitos e frutos surpreendentes. É o que acontece com a pequeníssima semente de mostarda: se germina e ganha raiz, pode atingir a altura de três ou quatro metros. Um pouco de fermento faz levedar uma grande quantidade de farinha, capaz de alimentar multidões. A força interior e exterior do Reino de Deus é tal que chega a transformar toda a vida do homem.
Meditatio
Para nosso ensinamento, é interessante notarmos o contraste de atitudes e comportamentos de Aarão e de Moisés. Aarão torna-se cúmplice da idolatria do povo. É ele mesmo que organiza as coisas e torna possível a realização do bezerro de ouro e o seu culto. Mas, quando Moisés lhe pergunta: «Que te fez este povo para o deixares cometer um tão grande pecado?» (v. 21), Aarão desculpa-se e atira as culpas para o povo: «Tu próprio sabes como este povo é inclinado para o mal. Disseram-me: ‘Faz-nos um deus`» (vv. 22-23). Moisés, que, pelo contrário, não só não participou no pecado de idolatria, mas até se irritou fortemente ao ver o bezerro de ouro e o povo em festa, vai interceder diante de Deus, para que perdoe o pecado do mesmo povo. Chega ao ponto de pedir a Deus que o apague do seu livro, caso não perdoe ao povo: «Ah, este povo cometeu um grande pecado. Fizeram para si um deus de ouro. Apesar disso, perdoa-lhes este pecado, ou então apaga-me do livro que escreveste» (vv. 31-32). Moisés, inocente, está disposto a sofrer o castigo dos pecadores, a ser rejeitado por Deus: «apaga-me do livro que escreveste» (v. 32). É uma grande lição para nós, sempre dispostos a declarar que nada temos a ver com o pecado dos outros. Ainda que não nos sintamos completamente inocentes, recusamos ser castigados com os outros pecadores. Como aqueles para os quais Jesus contou as parábolas da dracma perdida, da ovelha perdida e do filho pródigo (Lc 16), julgamo-nos bons e justos, agradáveis ao Senhor. Mas agradam ao Senhor aqueles que se sentem solidários com os pecadores, que estão dispostos a carregar sobre si o castigo que pende
sobre eles. Foi essa a atitude de Moisés. Foi essa, sobretudo, a atitude de Jesus: Ele, o Inocente, carregou sobre Si o pecado de todos nós. Como afirma Paulo tornou-se «maldição» para nos livrar da maldição do pecado (cf. Gl 3, 13).
É difícil aceitar sofrer o castigo merecido por outros. Tantos cristãos se revoltam quando sofrem, não se sentindo culpados de nada: «Que fiz eu a Deus para sofrer isto?» É mais correcto voltar-se para o Crucificado e, contemplando-O, rezar como Moisés: «Ah, perdoa-lhes este pecado, ou então apaga-me do livro que escreveste» (cf. vv. 31-32)». A contemplação do Senhor crucificado transforma-nos. Faz levedar os nossos pensamentos, projectos, atitudes, esperanças, aspirações, relações. Leva-nos a dar-nos conta de que também nós fabricamos alguns bezerros de ouro a quem prestamos culto. A contemplação do Senhor Crucificado transforma também a nossa convivência colectiva, para vivermos e testemunharmos integralmente o Evangelho. Arrancando tudo o que, nas nossas relações a todos os níveis, não está na direcção da «vida em abundância» que Jesus veio trazer ao mundo (cf. Jo 10, 10), faz crescer tudo o que contribui para essa vida.
O tema da solidariedade para com os pecadores é acentuado nas nossas Constituições, que falam de Cristo solidário com os pecadores, convidando-nos à mesma solidariedade (cf. Cst 19). Vivendo esta solidariedade, aproximamo-nos do mistério redentor de Cristo, em harmonia com a «experiência de fé do P. Dehon», com a tradição da congregação, para prestar a Cristo “o culto de amor e de reparação que o seu Coração deseja (cf. NQ XXV, 5) (n. 7).
Oratio
Pai, o que Te agrada não é a morte do pecador, mas que se converta e viva. Implicados no pecado, mas participantes na graça redentora, queremos, hoje, oferecer-nos a Ti como oblação viva, santa e agradável. Converte-nos a Ti e converte os nossos irmãos para que buscando-Te como único bem necessário, nos consagremos inteiramente ao louvor da tua glória, e sejamos no mundo fermento do Reino. Amen
Contemplatio
Jesus rezava: Meu Pai, se é possível, que este cálice se afaste de mim! No entanto, que a vossa vontade se faça e não a minha! Não cede à fadiga, ao desgosto, ao desânimo. Reza com mais insistência. Reza com tanto respeito, com muita humildade, de joelhos, com o rosto por terra. Reza com perseverança: Foi de novo, dizendo as mesmas palavras… Foi ainda, repetindo o seu pedido por uma terceira vez. Reza com resignação: Que a vossa vontade se faça, ó meu Pai, e não a minha! Reza com a disposição de se abandonar inteiramente à vontade do seu Pai e de se entregar por nós até onde for necessário: se este cálice não pode passar sem que eu o beba, que a vossa vontade seja feita! Reza pelos seus apóstolos que dormem e que não rezam ao aproximar-se a tentação. Poderá dizer a Pedro: «Rezei para que a tua fé não desfaleça». Reza por todos durante esta longa oração de três horas. Reza por nós, reza por mim. Acumula graças para os séculos futuros. Antes de morrer, cumpre a sua grande missão de oração. Obtém a graça e a misericórdia pelos pecadores, força e coragem por aqueles que são experimentados e tentados. O seu divino Coração pensou em todos. Eu também estava lá com os meus pecados, com a minha pobreza infinita, com as minhas resistências à graça e à vontade divina. Estava lá com o meu coração duro e frio. Nada o fez desanimar, nem as minhas recaídas, nem a minha ingratidão. Ó Jesus, aplicai-me hoje o fruto das vossas orações. Piedade! Piedade! (Leão Dehon, OSP 3, p. 138s.).
Actio
Repete frequentemente e vive hoje a palavra
«Perdoa ao teu povo, Senhor» (cf. Ex 32, 32).


Pessoas nesse mundo estão cada vez mais sozinhas-Alexandre Soledade

Quinta-feira - 3 de Agosto de 2017- Evangelho - Mt 13,47-53


Bom dia!
Será que temos a dimensão desse reino? Temos noção concreta que todos são acolhidos e recolhidos por essa rede? Temos ainda problemas em entender que não sou eu que escolho quem deve entrar na rede e tão pouco quem ficará no cesto? Dom Alberto certa vez disse:
“(…) Nada antepor a Cristo. É esse pedido que faço hoje. Que nada passe na frente Dele. Que nenhuma escolha, que nenhuma outra coisa seja preferida no lugar de nosso Senhor Jesus Cristo”. (Dom Alberto Taveira)
O Senhor um dia nos convidou e volta a nos convidar a lançar as redes, e talvez na direção que nunca imaginei.
Por acaso temos nos lançado mar adentro para buscar novos cardumes ou nos acostumamos a pescar no aquário? Estamos ainda esperando que as pessoas venham a nós? Não desacredito que o Bom Pastor as traga ao seu redil, mas não é hora de desenterrar esse talento para resgatar o irmão ao invés de apenas ficar esperando o meu senhor voltar.
“(…) Quero dar um outro acento à tarefa da RCC… Chamem as pessoas para a Igreja. Por favor, vocês encontrarão muita gente sem os sacramentos do batismo, sem 1ª comunhão, sem crisma. Mesmo quem não é catequista formalmente, seja a pessoa que ecoa a Palavra de Deus em sua vida, no seu comportamento para que isso chegue a muitos. Siga Jesus sem medo de dar respostas”. (Dom Alberto Taveira)
Nossa igreja é como Padre Joãozinho diz: um dínamo. Não é estática. O vento sopra para onde quer e não como quero. A igreja publicou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011 a 2015, já lemos? O Documento de Aparecida… Estamos pondo-o em prática?
Por vezes achei que estava sozinho, pois às vezes parece que nossas comunidades (as pessoas) parecem andar na contramão do que a igreja pede. Vemos grupos de oração mais parecendo com igrejas protestantes, vemos a falta de paciência e compromisso das pessoas, vemos as pessoas não querendo ser corrigidas… Enquanto isso quem perde são as ovelhas que desejam um lugar seguro pra voltar e quando nos vêem brigando, fogem.
Sei que não estou só nesse pensamento:
“(…) A primeira experiência de São Bento foi a solidão. Uma solidão habitada por Deus. Uma solidão digna. Ficar sozinho por si mesmo não é sadio e nem tem sentido. Mas essa solidão habitada pela presença de Deus, essa sim é digna. Essa solidão atraiu outras pessoas, que quiseram viver junto dele. E a família espiritual de Bento cresceu e gerou frutos pelos séculos no mundo inteiro. Ele perdeu o medo, encheu-se de coragem, formou pessoas e ajudou a muitos a se aproximarem de Deus”. (Dom Alberto Taveira)
Quando reafirmo sobre o que padre Joãozinho diz sobre a natureza dinâmica do Espírito Santo estou colocando certa conotação a frase do Senhor “Verdades novas e verdades velhas”… Falo isso, pois até um tempo atrás nosso foco era a formação, o reconhecimento das pessoas dentro de nossas comunidades e a necessidade emergencial daqueles que mais precisavam, mas hoje, movidos pelo mover proposto em Aparecida chamado de “discípulo missionário”, temos que ir além de nossos muros.
Nossa formação não pode ser mais baseada em pequenas resenhas ou apostilas, precisamos de estudo, mas realmente sólido. Documentos da Igreja, subsídios pastorais da CNBB e principalmente um estudo mais refinado da Bíblia e da exegênese.
Pessoas nesse mundo estão cada vez mais sozinhas, depressivas, angustiadas e sedentas de palavras de conforto, amizade e carinho (…) e nós aqui com uma pá na mão e com o talento na outra, prontos para enterrá-lo.
Não é a RCC ou o ECC ou MCC ou a Pastoral A ou B, o Espírito Santo dínamo de nossa igreja e nossa fé nos convocando a cumprir a vontade daquele que é o Senhor de nossas vidas:
“(…) Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo. (Mateus 28, 19-20)
Vamos apresentar as pessoas o tesouro que encontramos e vendemos tudo para alcançá-lo.
“(…) Vocês entenderam essas coisas”?
Escrevi esse texto ano passado… E o que mudou?
Um imenso abraço fraterno.


Quem não sabe para onde vai, nunca vai chegar a lugar nenhum!-Jailson Ferreira

Quarta-feira - 2 de Agosto de 2017 - Evangelho - Mt 13,44-46



Eu fico tentando entender por que Jesus fez essa comparação do Reino dos Céus com o comprador que procura pérolas preciosas. Imagine: uma pessoa que tem como objetivo de vida comprar pérolas preciosas!!! Podem dizer muitas coisas desse homem, mas uma coisa é certa: esse é um homem que sabe o que quer!
Certa vez, em uma de suas pregações, o saudoso Padre Léo falou deu um cachorro que ele tinha em uma de suas comunidades. Certa vez esse cachorro estava perseguindo um gato, e esse gato subiu em uma árvore. O cachorro ficou no chão, latindo, latindo, e quando viu que não adiantava latir, ele desistiu de latir, mas não desistiu de pegar o gato! Ficou lá no chão esperando o gato descer, ou alguém ir lá buscá-lo. E lá eles passaram horas, até alguém espantá-lo e tirar o gato lá de cima.
A historinha é outro exemplo de determinação. O cachorro sabia o que queria: pegar o gato! O comprador de pérolas sabia o que queria: uma pérola preciosa! E você: o que você realmente quer da vida e faria qualquer coisa para conseguir? Qual é a sua pérola preciosa? Será que é uma pessoa? Dinheiro? Fama? Não se preocupe, pois não vou recriminá-lo(a). Quero apenas que você reflita sobre o que você mais quer da vida, e onde está concentrando suas forças.
Quem não sabe para onde vai, nunca vai chegar a lugar nenhum! O maior índice de suicídios acontece entre pessoas que não tem objetivo na vida. Muitos são jovens riquíssimos, que já tem tudo o que gostariam de ter... Pergunte a ele: Qual a sua pérola? E ele vai responder: "Continuar vivendo assim pra sempre... Sem precisar me esforçar." Está morto por dentro...
Meu irmão, minha irmã, tenha sempre uma meta na vida. Não importa a sua idade, seu estado de saúde, sua condição financeira... Procure a sua pérola preciosa! Se você for assim, como um comprador que procura pérolas preciosas, o Reino dos Céus é como você... Observe que o Reino dos Céus não é a pérola preciosa, mas é como o comprador! Então viva toda a sua vida como um comprador que procura pérolas preciosas. As pérolas estão espalhadas por todos os lugares, todos os dias, em todas as pessoas com quem convivemos... mas precisamos "abrir a concha"...



O amor permite sair de si mesmo-Alexandre Soledade

TERÇA - 1 de Agosto de 2017- Evangelho - Mt 13,36-43


Bom dia!
Aprendemos na escola que cargas positivas atraem negativas e vice-versa, consequentemente as que têm polaridades iguais se repelem mutuamente. Segundo a lei da gravitação universal, um corpo de maior massa tende a trazer para si outro de menor massa, sendo assim explicado porque rodamos em torno do sol. Dentro do nosso planeta, nosso mundo, (…) positivos ou negativos, não importa, somos atraídos por algo bem maior que nós todos.
“(…) E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim”. (João 12, 32)
É importante diferenciar esse pensamento inicial do que é apregoado como “lei da atração”, que não é a de Newton, mas a que nada mais é que uma forma de encarar a vida como não dependêssemos de nada, a não ser de nosso pensamento, para ter um determinado sucesso. Nessa dita “lei da atração”, seus adeptos procuram atrair coisas que lhes favoreçam no sentido financeiro, sendo que o próprio site oficial do livro caracteriza isso.
“(…) O homem não é fruto da sorte, nem de um conjunto de circunstâncias, nem de determinismos, nem de interações físico-químicas; é um ser que goza de uma liberdade que, levando em conta sua natureza, transcende-a e é o sinal do mistério de alteridade que o habita!”. (Bento XVI: Por uma Ciência com Consciência / Academia de Ciências de Paris-2008)
Preciso aprender a reconhecer que existe algo maior que mim mesmo. Algo que me atrai constantemente para Ele e por mais forte que seja minha vontade de fugir, sua infinita “massa” me atrai. Vemos pessoas céticas, agnósticas, com formações puramente científicas, passarem a vida a procurar a não existência dessa força que nos atrai. Pessoas renomadas, conceituadas, estudadas sendo atraídas sem saber, atraídas pelo mistério da fé que temos e que passam a vida semeando o joio sem saber, que também, o Senhor os fez grão de trigo.
Charles Darwin um dia disse que “Devo dizer-vos que em vosso livro Pretensões da Ciência expressastes a minha profunda convicção, e mesmo mais eloqüentemente do que eu saberia fazê-lo, isto é, que o universo não é e nem pode ser obra do acaso”; Isaac Newton refletiu assim: “Esta elegantíssima coordenação do sol, das estrelas, dos planetas e dos cometas não pode ter outra origem que o plano e o império do Ser dotado de inteligência e de poder, que tudo domina, não como alma do mundo, mas como o Senhor de todas as coisas, eterno, infinito, onipotente, onisciente”.
Onde eu entro nesse contexto?
Muito maior que nós mesmos e de nossos entendimentos (pensamentos e atitudes) habita algo maior que cabe dentro de um menor. Como entender um Deus tão grande que habita num ser tão pequeno como nós. São João evangelista, creio eu, deve ter pensado por longos anos para no fim explicar que Deus é Amor (I João 4, 8). E quando nos permitimos a nos descobrir, segundo Paulo, revelamos a imensidão de um Deus tão grande (II Coríntios 3 18); passamos a refletir algo que atrai as pessoas, não pelo que sou, mas por aquilo que acredito que habita em nós. Sem querer descubro que o reino de Deus habita em mim. “(…) Então o povo de Deus brilhará como o sol no Reino do seu Pai”.
“(…) O amor permite sair de si mesmo para descobrir e reconhecer o outro; ao abrir-se à alteridade, afirma também a identidade do sujeito, pois o outro me revela a mim mesmo”. (Bento XVI: Por uma Ciência com Consciência / Academia de Ciências de Paris-2008)
A ciência moderna ainda não respondeu sobre a “atração” do amor; ainda não respondeu sobre a “força gravitacional” que nos ter fé (…). O criador da Teoria Quanta, Max Plank, disse: “(…) Deus está no ponto de chegada de toda reflexão.”
O Senhor saiu novamente e semeou sementes boas de trigo.
Um imenso abraço fraterno.


“TUDO ISSO JESUS FALAVA EM PARÁBOLAS ÀS MULTIDÕES.”- Olivia Coutinho.

 
Dia 31 de Julho de 2017
 
Evangelho de Mt13,31-35
 
O anuncio do Reino,  só encontra resposta naquele  que se faz em pequeno,  que não se realiza com as coisas do mundo, que apostou sua vida, no seguimento a Jesus!  
A grandiosidade do Reino dos céus, se faz através dos pequenos, foram eles, os primeiros a acolher e a anunciar as proposta deste Reino de  justiça e de paz!
Se observarmos bem, as coisas simples, presentes no nosso cotidiano, vamos perceber que elas nos falam do nosso Deus!  E quantos de nós, desperdiçamos tempo, buscando longe, o que está tão próximo de nós!
Quem não observa as coisas simples, tem dificuldade em absorver a mensagem de Jesus, o que Ele quer nos ensinar através  das  parábolas.
Enquanto ficamos na expectativa de momentos extraordinários para sentir a presença do Reino dos céus, perdemos a oportunidade de vivenciá-lo no nosso dia a dia, como no convívio familiar, na vida de comunidade, em todos os lugares  em que Jesus se faz presente!
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, nos convida a refletir, sobre uma das mais belas características do Reino dos céus: Ele é invisível aos nossos olhos, mas perceptível, pelo o seu efeito em nossa vida!
Jesus compara o Reino dos céus,  com uma pequena semente de mostarda, querendo  nos dizer, que a grandeza do Reino dos céus, não se mede geograficamente, e que a sua expansão, vai  depender do  desenvolvimento desta semente.
O reino dos céus vai expandindo aqui na terra, à mediada em que vamos compreendendo a sua dinâmica, e não há nada mais  dinâmico, do que uma pequena semente, se desenvolvendo nas profundezas  da terra, trazendo vida,  onde ainda não há vida!
Jesus ainda compara o Reino dos céus, com o fermento misturado em três porções de farinha. Com esta  comparação, Ele vem nos dizer, que o  crescimento do Reino, começa  a partir de pequenas iniciativas, como um simples olhar de carinho, para quem se sente rejeitado. É a partir de gestos  pequenos como  este, que o Reino dos céus, começa a ser perceptível, pois  Jesus vai entrando na nossa vida, possibilitando, que  o seu amor, chegue ao outro,  através de nossas ações.
Quem quer encontrar o Reino dos céus, busque-o na simplicidade do seu cotidiano,  pois Jesus se manifesta dentro da nossa realidade!
Jesus é a porta aberta do reino dos céus, estar com Ele, é estar neste reino, um Reino de amor, de paz e de justiça.
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
Venha fazer parte do meu grupo de reflexão no Facebook:

sexta-feira, 28 de julho de 2017

ENCONTRAR JESUS É ENCONTRAR UM TESOURO! Olivia Coutinho

 
17° DOMINGO DO TEMPO COMUM.
 
Dia 30 de Julho de 2017
 
Evangelho de Mt13, 44-52
 
Ouvimos falar de um reino, de um reino de justiça, de amor e de paz! Sentimos atraídos por este Reino, afinal, já estamos cansados dos "reinos" deste mundo, reinos da mentira, da enganação, reinos dos que não tem compromisso com a vida! É Jesus quem vem nos trazer a proposta deste Reino de justiça e paz, um Reino que está ao alcance de todos, e que já podemos vivenciá-lo no aqui e no agora! 
O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, apresenta-nos três parábolas.
Na primeira parábola, Jesus, ao comparar o Reino dos céus com um tesouro escondido e que fora encontrado, nos fala da importância da busca pelo o Reino, a darmos prioridade aos bens eternos. 
A vida nova, que Deus nos oferece, em Jesus, não pode ser sacrificada por nenhum outro bem, pois é nesta vida nova, ou seja, é em Jesus, que consolida a nossa intimidade com Deus!
A porta de entrada para esta vida nova, que Jesus chama de Reino dos céus, é Ele próprio, Jesus é a porta aberta do Reino dos céus, quem se achega a Ele, já faz parte deste Reino! 
Na segunda parábola, Jesus compara o reino dos céus, com um comprador, que procura pérolas preciosas, chamando a nossa atenção para o valor supremo que devemos dar a salvação, nos conscientizando, da importância, busca-la incessantemente, afinal, nenhum outro “valor,” supera este bem maior!
Tanto na parábola do Tesouro escondido, como na do comprador de pérolas preciosas, podemos perceber, que só encontra o Reino dos céus, quem o procura!
A terceira parábola, é a parábola da rede lançada no mar! A mensagem que Jesus quer nos passar, através desta parábola, é semelhante a da parábola do joio. Ela vem nos dizer, que para Deus, não existe caminho sem volta, e nem ponto final para uma história de amor! O nosso Pai amoroso é paciente, Ele não quer que nenhum de seus filhos se perca, por isto, Ele lança a sua rede no mar da vida humana, permitindo que pessoas (peixes) boas ou más, se misturem. 
Um pescador, ao lançar a rede no mar, não tem como evitar que peixes bons e não bons, entrem na rede, pois ele não tem controle, do que acontece nas profundezas do mar, ele só podendo fazer a seleção dos peixes, depois de retirar a rede das águas. Deus também é assim, Ele não controla as profundezas do mar humano. Ele nos deixa livres para fazermos as nossas escolhas, Ele respeita a nossa liberdade, só fazendo a seleção, entre maus e bons, no tempo certo, o seu tempo.
Ao permitir que bons e maus se misturem, Deus dá a todos, um tempo suficiente, para que todos possam buscar a salvação, através de um processo contínuo de conversão.
Podemos comparar o nosso tempo de vida terrena, com a rede lançada por Deus no mar humano, este tempo presente, é o único espaço sagrado que Deus nos concede, para buscarmos em Jesus, a nossa salvação.
Estamos todos na ampla rede de Deus, somos os peixes atraídos por Jesus, o que não nos isenta de passarmos também por uma seleção. Não nos compete julgar o outro, e nem achar que já estamos salvos, é Jesus quem fará esta seleção. Mt25,32-34.
No final do evangelho, Jesus acrescenta: “Assim, pois, todo mestre da lei, que se torna discípulo do reino dos céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. Com essas palavras, Jesus ressalta a importância do Antigo Testamento. A novidade trazida por Ele, não apaga o valor do Antigo Testamento, pelo o contrário, é a ligação entre o Novo e o Antigo, que fortalece a base do Reino. 
Jesus não veio mudar as leis antigas e nem criar novas leis, Ele veio revesti-las de uma nova interpretação. Um exemplo: no antigo testamento, está escrito, “Não Matarás,” Jesus diz o mesmo, usando uma só palavra: “Amem-se." Evidentemente, que, quem ama não mata!
Quem encontrou o Reino dos céus, encontrou um Tesouro de valor incalculável, encontrou Jesus, a pérola mais preciosa que existe, e não a troca por nada deste mundo.
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
Venha fazer parte do meu grupo de reflexão no Facebook