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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Eram como ovelhas sem pastor- Reflexão do falecido Padre Queiroz

04- Sábado - Evangelho - Mc 6,30-34


O Evangelho de hoje começa com o amável convite de Jesus aos Apóstolos, que acabavam de chegar da sua missão apostólica, satisfeitos e cansados: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansemos um pouco”.
Entretanto, o povo descobriu para onde iam, e foi a pé, por terra. Assim, quando chegaram, encontraram uma multidão os esperando! Jesus “teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas”.
É interessante o modo de Jesus se relacionar com a multidão. Ele disse uma vez: “Eu conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem” (Jo 10,14). Jesus evitava aquele messianismo político, pelo qual os seus contemporâneos judeus ansiavam. Evitava também o sectarismo gregário de massa. O seu contato era personalizado, dando origem ao Povo de Deus, ou à Comunidade cristã, na qual todos se conhecem e se amam, assim como o pastor conhece suas ovelhas.
“Foi vontade de Deus santificar e salvar os homens, não isoladamente e sem conexão alguma de uns com os outros, mas constituindo um Povo, que o confessasse em verdade e o servisse em santidade” (Concílio Vat. II, LG, 9).
Os primeiros cristãos entenderam bem essa lição e se uniam em Comunidades, onde viviam unidos como irmãos, tendo um só coração e uma só alma. Hoje a Igreja, pelo fato de ter milhões de membros, pode dar a impressão de ser massa. Mas não é. É só observar as nossas paróquias e Comunidades.
Várias vezes os evangelistas escrevem que Jesus sentiu compaixão. Ele tinha dó das pessoas carentes, das que sofriam, e aqui, das que estavam como ovelhas sem pastor. E ele não parava só no sentimento de compaixão, mas fazia o que ele podia pelo povo.
Jesus não possuía nada, não tinha nem onde reclinar a cabeça. Mesmo assim, não se preocupava consigo mesmo, mas com os outros. Quantos cristãos e cristãs têm esse mesmo coração! É deles que nascem as diversas pastorais e as atividades missionárias das Comunidades. Quando sentimos compaixão, e rezamos, Deus nos indica algum caminho.
Que bom seria se nós, ao nos depararmos com situações de carência, material ou espiritual, sentíssemos compaixão, uma compaixão ativa que se transforma depois em ação!
Certa vez, um homem terminou de construir a sua casa. Ficou linda. Ele a mobiliou com móveis novos, todos no mesmo estilo.
Então convidou um amigo para almoçar com ele e ver a casa. Terminada a refeição, mostrou toda a casa para o amigo, depois perguntou: “Falta alguma coisa? Pode dizer sem acanhamento, que vou comprar hoje mesmo”.
O amigo criou coragem e falou: “Eu sinto que está faltando Deus na sua casa!” O dono da casa se surpreendeu, porque não havia pensado nesse componente da casa. E ficou perdido, confuso, sem saber o que fazer, pois Deus não dá para se comprar!
Quantas casas hoje são assim: têm tudo, menos o principal que é Deus. Que sintamos compaixão, uma compaixão ativa, como fez o visitante da nova casa. “O que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se e a arruinar a si mesmo?” (Lc 9,25).
Maria Santíssima foi uma mulher ativa na luta pelo bem do povo. Vemos os seus anseios expressos no magnificat, e levados à ação nas bodas de Caná, ao pé da cruz, no Cenáculo etc. Santa Mãe Maria, o povo continua como ovelhas sem pastor; dai-nos um coração semelhante ao vosso!
Eram como ovelhas sem pastor.
 

É João Batista-Rafexão do falecido-Pe. Antônio Queiroz CSsR

03 - Sexta - Evangelho - Mc 6,14-29


É João Batista, a quem mandei cortar a cabeça, que ressuscitou.
Neste Evangelho, o evangelista Marcos conta para nós como foi o martírio de S. João Batista, e por quê.
O fato de Marcos situar este relato entre o envio dos doze Apóstolos e o seu regresso, adquire um valor de sinal. O martírio de João é uma antecipação e um anúncio da sorte final que correrão Jesus e os seus discípulos. É a sina dos profetas.
O evangelista começa relatando várias opiniões sobre Jesus, entre elas a de Herodes: “É João Batista, a quem mandei cortar a cabeça, que ressuscitou”.
O motivo do assassinato foi que Herodes se casara com Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, e João reprovava-lhe este ato. Por isso Herodes queria eliminá-lo. Mas Herodes respeitava João e “gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava”. Isso mostra a fragilidade do caráter de Herodes.
A ocasião chegou quando Herodes deu um banquete pelo seu aniversário, e a filha de Herodíades, chamado Salomé, segundo o historiador Flávio Josefo, dançou diante dos comensais. Herodes entusiasmou-se tanto que jurou dar à menina qualquer coisa que ela pedisse, mesmo que fosse a metade do seu reino. Salomé, instigada pela mãe, pediu a cabeça de João Batista, e ele atendeu. Poucos anos depois, em 39, Calígula lhe tiraria todo o reino, enviando-o para o desterro em Lião.
Vemos no relato uma impressionante aproximação entre o luxo e a luxúria, a embriaguês e o crime passional. Isso do lado do assassino. Do lado do mártir, o que nos interessa, vemos a aproximação entre a vida austera e penitente, e a coragem profética. O profeta não deve ter medo de denunciar, para a pessoa certa e com palavras certas, as situações anti-evangélicas.
Outra mulher, Ester, também por encantar o rei, Assuero, recebeu a promessa da “metade do seu reino”. Graças a essa promessa, ela libertou o povo israelita da escravidão da Babilônia (Cf livro de Ester).
Os martírios de João Batista e de Jesus são parecidos. Ambos morreram vítimas de sua luta pelo Reino de Deus, um reino de verdade, de justiça, de amor verdadeiro e de bom exemplo.
O escândalo de Herodes, ao se casar com a cunhada, era o tipo da coisa que todo mundo sabia, mas ninguém tinha coragem de abrir a boca. Se ele vivesse hoje, certamente denunciaria tantos escândalos semelhantes que vemos todos os dias. Criticaria também outros pecados e injustiças, cometidas especialmente por autoridades, chefes e gente importante. Por isso, também hoje João Batista não viveria muito tempo; nem ele nem Jesus. “Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,10).
Havia uma família, cujos filhos eram contra a oração em comum às refeições. Mas a mãe não se deixava levar por eles. Quando acabava de por a comida na mesa, ela dava um sorriso, fazia o sinal da cruz e rezava uma oração curta e bonita, pedindo a bênção de Deus para a comida e para outras coisas da família. Em seguida, rezava a Ave Maria.
Os filhos ficavam emburrados, e o marido em cima do muro. Alguns respondiam a Santa Maria de cabeça baixa, ou engolindo a voz, outros nem isso faziam. E a mãe perseverou assim anos e anos.
Hoje ela é falecida, e os filhos são ótimos cristãos. Fazem em casa o mesmo que a mãe fazia. Como é importante não ter respeito humano dentro de casa!
O profeta é persistente, ele ou ela não se deixa levar pela onda do mundo pecador, mas sempre dá testemunho de Cristo e de sua Igreja. Como o nosso mundo precisa de outros João Batista, e de outras mães como esta!
Maria Santíssima é o melhor exemplo de mãe que temos, exemplo dado a nós pelo próprio Deus. Por isso o seu Filho “crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”.
É João Batista, a quem mandei cortar a cabeça, que ressuscitou.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Luz para iluminar as nações-Reflexão do falecido Padre Antonio Queiroz

O2- Quinta - Evangelho - Lc 2,22-40


Padre Antonio Queiroz


Luz para iluminar as nações.
Hoje celebramos com alegria a festa da Apresentação do Senhor. O Evangelho narra a cena. É o que nós contemplamos no quarto mistério gozoso do terço.
Nós admiramos a fidelidade da Família de Nazaré em cumprir os mandamentos religiosos.
Maria e José foram ao Templo e entregaram o filho para Deus. Foi como se dissessem: “Senhor, tome este menino, ele é do Senhor. Pode fazer dele o que o Senhor quiser”.
Esse mesmo gesto os nossos pais fizeram conosco no dia do nosso Batismo, consagrando-nos a Deus. Dali para frente, passamos a ser propriedade de Deus. Nós não pertencemos a ninguém, nem a nós mesmos, mas exclusivamente a Deus. Não podemos fazer da nossa vida o que bem entendermos, pois ela não é nossa.
Entretanto, infelizmente acontece com freqüência de nos esquecermos da nossa consagração batismal, e passamos a conduzir a vida como se ela fosse só nossa!
Por isso que dois de fevereiro é o dia em que nós acendemos uma vela e recordamos o nosso batismo, renovando os nossos compromissos batismais.
Conforme disse o Profeta Simeão, chegou a Luz que veio iluminar as nações. Essa Luz nos iluminou no Batismo e nos tornou um reflexo dela, para iluminar o mundo. Somos como uma antena de televisão: recebemos de Cristo as mensagens e as transmitimos para as pessoas. Hoje é dia de regular a antena, a fim de que esteja bem sintonizada em Cristo. “Cristo, a luz do céu, em ti quer habitar. Deixa a luz do céu entrar!”
“Eu me entrego, Senhor, em tuas mãos”. Ou como disse Maria Santíssima: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim conforme a tua Palavra”. A espada que atravessou o coração de Maria foi conseqüência da sua fidelidade a Deus.
Certa vez, uma professora primária deu um trabalho diferente para seus alunos. Pediu que, no dia seguinte, cada um pegasse um vasinho qualquer, tipo potinho de margarina vazio, colocasse terra nele e trouxesse para a escola.
No dia seguinte, ela levou um punhado de feijão bom para semente, deu um grãozinho para cada criança e disse: “Enterrem o feijãozinho, ponham o vasinho na quarto de dormir, reguem todos os dias, mas não mexam no vasinho”.
Algumas semanas depois, todas as crianças se surpreenderam com o mesmo fenômeno: o pezinho de feijão crescia, não reto para cima, mas inclinado para a janela. É a lei da botânica chamada heliocentrismo: o crescimento em direção à luz do sol.
Como as plantas precisam da luz, nós também precisamos da Luz de Deus, que é Cristo. A diferença é que nós somos livres, e devemos procurar por nossa iniciativa essa Luz, e formar as crianças e jovens em direção a ela.
Todas as mães e todos os pais têm muito a ver com o futuro dos seus filhos e filhas. A família é a formadora das pessoas. Não basta levar os filhos ao batismo, é preciso educá-los na fé cristã. “O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele”.
Luz para iluminar as nações.

 

Enfrente os problemas-Alexandre Soledade

01-        Quarta - Evangelho - Mc 6,1-6


Bom dia!
“(…) Viver pra mim é cristo, morrer pra mim é ganho Não há outra questão quando se é cristão, Não pára de lutar, Triunfarei sobre o mal, conquistarei troféus Não há outra questão quando se é cristão, Não pára de lutar” (Viver pra mim é Cristo – Pe. Fábio de Melo)
Esses dias conversando com uma companheira de caminhada divagávamos a ideia que ser cristão dentro da igreja é fácil, pois o difícil é se-lo fora dela onde o mundo de certa forma aprova ou fecha os olhos aos nossos erros, pois também erram e assim justificam-se os seus próprios. Comentávamos também a dureza de ser cristão solitário no serviço, em casa, na igreja…
Perdi a conta quantas vezes uma mensagem aqui escrita foi interpretada como indireta por alguém ou quantas vezes fomos medidos por outros irmãos a procura de um erro, um equivoco, um tropeço. Como partilhei ontem, Deus sabe a hora em que cada um se tornará amadurecido para que Ele possa apresentar Jesus. Enquanto isso, o que devemos fazer é procurar esse amadurecimento que encherá os olhos de Deus de alegria, mas saiba, que no serviço, na caminhada, na vivencia em comunidade (como prefiram) não faltarão as famosas “críticas”. Como o padre canta: Não se para de lutar!
Ave! Todos erram! Mas nem todos conseguem levantaras nossas criticas!
Diz Ricardo Sá que boa parte das coisas que nos chamam atenção podem ter algo de verdade. Que se algo toca e incomoda alguém ao ponto de faze-la refletir deve ser vista como uma dádiva de amor de Deus por seus filhos
Jesus não se deixou abater pelos críticos, mas se entristeceu por não poder fazer o bem ali, pois lhes faltava a fé. Infelizmente, tendo a razão das suas orações a sua frente, não conseguiram vê-lo.
Psicólogos afirmam em vários estudos que “vemos o que desejamos ver”; “filtramos aquilo que nos interessa”, “agrediremos quem nos agredir”, “dissimularemos ser for necessário”, “mentiremos para nos defender”, (…) talvez seja por isso que Jesus tanto intriga quem estuda o comportamento humano. Ele não fazia o óbvio! E nós sim!
Temos mania de desistir mediante as “criticas”; procuramos pessoas para assumirem a culpa de minha própria desmotivação, o famoso “vou deixar a igreja por causa de fulano” (hunf!). Na verdade já quero desistir a um bom tempo, mas fico a procurar alguém que assuma a minha fraqueza! Como já disse hoje: Nem todos conseguem levantar!
Amo os filmes do Rocky Balboa (imagino que alguns já estejam pensando que esteja incitando a violência – risos) e em especial o último, onde o personagem Rocky conversa com seu filho que frustrado diz a seu pai que este é o culpado por seus insucessos. Quantos filhos dizem por ai “quem mandou vocês me porem no mundo”? Mas o pai assim responde:
“(…) Não vai acreditar nisso, mas VOCÊ CABIA NA MINHA MÃO, eu te erguia e falava para sua mãe, esse menino será o melhor rapaz do mundo, esse menino será o melhor que qualquer um que eu já tenha conhecido. E cresceu bem e maravilhoso, FOI MARAVILHOSO TE VER TODOS OS DIAS, FOI COMO UM PRIVILÉGIO. Quando chegou sua hora de ser homem e ir embora, você foi. Mas alguma coisa mudou no caminho, e mudou. DEIXOU DE SER VOCÊ, deixou que as pessoas apontassem para sua face e te dissessem o que não era bom. E QUANDO AS COISAS VÃO MAL, PROCURA ALGUÉM PARA CULPAR. Como se fosse uma sombra. Deixa eu te dizer uma coisa que você já sabe. O mundo não é um mar de rosas. Na verdade é um lugar ruim e asqueroso. E não importa o quão durão você seja, apanhará e ficará de joelhos, e ficará ali se permitir. NEM VOCÊ NEM NINGUÉM, BATERÁ TÃO FORTE QUANTO A VIDA. Não importa o quão forte possa bater, e sim o quanto pode levar golpes e continuar em frente, o muito que pode aguentar e seguir adiante. Assim é a vida! Agora se você sabe o que é que vale, vá e consiga o que vale. Mas deve ser capaz de receber os golpes e não apontar o dedo e dizer que é por culpa desse ou daquele. Os covardes fazem isso, e você não é covarde! Você é melhor do que isso! Sempre vou te amar! sem nada mais importar, sem me importar o que aconteça. É o meu filho, é o meu sangue. É o melhor da minha vida, MAS ENQUANTO NÃO COMEÇAR A ACREDITAR EM SI MESMO, NÃO PODERÁ TER UMA VIDA.”
Jesus poderia ter pedido ao Pai “Me leve de volta óh Pai, eles não valem o sofrimento que passarei”, mas não, Ele prefere ficar!
Não precisamos lutar só! Não seremos covardes se cairmos, mas se desistirmos. Nesses momentos muitos pensam em desistir da vida, do emprego, da família, do casamento, de um trabalho social sem mesmo lutar. Não estou a pedir que ninguém saia no tapa com ninguém, mas como Jesus no evangelho de domingo, passe entre os problemas!
“(…) Quando ouviram isso, todos os que estavam na sinagoga ficaram com muita raiva. Então se levantaram, arrastaram Jesus para fora da cidade e o levaram até o alto do monte onde a cidade estava construída, para o jogar dali abaixo. MAS ELE PASSOU PELO MEIO DA MULTIDÃO E FOI EMBORA”. (Lucas 4, 28-30)
Enfrente os problemas com coragem! Levante! Um cristão nunca para de lutar! Deus te fará forte!
Um Imenso abraço fraterno!
 

Trabalhando na hora do descanso..." Diac. José da Cruz

SÁBADO DA 4ª SERMANA DO TC 04/02/2017
1ª Leitura Hebreus 13, 15-17. 20-21
Salmo 22/23,1 “O Senhor é meu pastor, nada me faltará .”

Evangelho  Marcos 6, 30-34

"Trabalhando na hora do descanso..."

Desculpem-me o título da reflexão mas é isso mesmo ! Os apóstolos de Jesus, depois de um final de semana cheio de atividades, reuniões, pregações e celebrações, resolveram procurar Jesus na Segunda Feira para contarem dos resultados positivos de tantos trabalhos, feitos com tanto amor e alegria. Mas Jesus notou que eles estavam cansados, precisavam retirar-se para um local ermo, descansar um pouco, descontrair e jogar algumas conversas fora, Jesus não era um homem carrancudo e tempo inteiro falando sério, ensinando, pois quando estava a sós com os discípulos, é exatamente como nós com os amigos mais chegados, quando ficamos a vontade, conta-se uma história engraçada e se dá muita risada. Faz-se alguma piada sobre alguém do grupo...Ah que gostoso imaginar um Jesus de Nazaré assim tão humano como a gente...
A agitação do trabalho pastoral era muito grande, gente que ia e que vinha para reuniões, celebrações, encontros, exatamente como é a comunidade em finais de semana. Então na Segunda Feira pegaram uma barca e decidiram dar um passeio para o outro lado, claro que teria oração de louvor e agradecimento, haveria momento para a partilha da experiência missionária, um outro para as orientações de Jesus, mas tudo com muita descontração.
E quando já estavam bem a vontade, começando a jogarem conversa fora e traziam naqueles rostos uma inexplicável alegria por estarem ali juntos, ao chegarem á outra margem, já, com o carvão e a carne para um churrasco, quem sabe.....espantaram-se ao ver a multidão que os esperava ali na outra margem. As pessoas estavam maravilhadas e contagiadas com a alegria daquele grupo, a pregação dos apóstolos e aquele jeito ensinado por Jesus, fora uma estratégia que havia dado certo, não importava que era uma segunda Feira, dia de descanso para os ministros e pastorais, o povo não queria ficar longe daquele grupo fantástico que tinha uma proposta totalmente nova de vida, de uma religião marcada acima de tudo pela alegria de sentir tão de perto o amor de Deus.
Os apóstolos talvez ficaram meio chateados "Pronto, acabou-se a nossa folga..." Mas Jesus sentiu compaixão das pessoas porque eram como ovelhas sem pastor, isso é, não tinham uma referência importante ou uma liderança autêntica para seguirem, e Jesus começou e ensinar-lhes muitas coisas mostrando que atenção, carinho, amor e compaixão para com as pessoas da comunidade, não tem dia e nem hora pois a vida de quem se consagrou a Deus e aos irmãos na comunidade, já não nos pertence.....(Diácono José da Cruz – E-mail jotacruz3051@gmail.com)




Pede-me o que quiseres-Diac. José da Cruz

SEXTA FEIRA DA 4ª SEMANA DO TC 02/02/2017
1ª Leitura Malaquias 3, 1-4
Salmo 23/24, 10b” É o Senhor dos Exércitos!”
Evangelho MARCOS 6, 14-29

"Pede-me o que quiseres..."

Quantas decisões erradas  tomamos na vida e que depois nos arrependemos, mas daí já é tarde porque já vieram  as consequências. Tive um amigo casado que tinha crianças pequenas, e que acabou um certo dia se envolvendo com uma jovem que com ele trabalhava, empolgado pela paixão do momento, seduzido pelos encantos da jovem, ele disse que faria por ela qualquer coisa, e a musa amada pediu que ele deixasse a esposa e os dois filhinhos e ficassem, com ela para sempre, e assim ele fez....destruindo a sua família.
Quando caiu em si, no dia em que a jovem amada o trocou por outro otário, ficou muito triste ao perceber a loucura que tinha feito. Nunca mais o vi, não sei se voltou para a família ou não, mas lembrei dele ao meditar esse evangelho, Herodes era um admirador de João Batista, mas fora obrigado a prendê-lo porque ele havia tido a ousadia de denunciar o seu pecado de adultério com Herodíadses a esposa do seu irmão...Possivelmente,, embora o tivesse castigado colocando-o na prisão, Herodes havia meditado um pouco sobre o seu pecado, quem sabe até havia desfeito o relacionamento pecaminoso...
Herodes representa bem o mundo da pós-modernidade, que até admira e tem respeito pelo Cristianismo, apenas não se metam na minha vida querendo ditar-me o que devo ou não fazer. Podemos até imaginar que Herodiíades estava revoltada com a situação e quando teve a chance de pedir a morte de João Batista, para que ele não apontasse o pecado cometido, não teve a menor dúvida pois a filha, com sua dança sensual para agradar Herodes, teve a seu favor a concessão de um desejo, que seria atendido pelo Rei....
Há neste mundo muitas estruturas de poder, que nos seduz e nos corrompe, amarrando-nos e nos submetendo ao seu domínio maligno. Cristão que no mundo de hoje, não se dobrar diante das seduções do mal presente em algumas estruturas, vai estar sempre colocando sua cabeça em risco, pois do outro lado há sempre interesses e conveniências que querem ser preservados, mesmo que isso custe a vida do próximo.....(Diácono José da Cruz – E-mail jotacruz3051@gmail.com)




Dor e alegria tão juntas-Diac. José da Cruz

APRESENTAÇÃO DO SENHOR 02/02/2017
1ª Leitura Malaquias 3, 1-4
Salmo 23/24,10b “É o Senhor dos Exércitos!”
Evangelho Lucas 2, 22-40  - Festa da apresentação do Senhor
"Dor e alegria tão juntas..."
No natal cantamos uma bela música que traz em um de seus versos essa afirmativa tão profunda "Dor e alegria tão juntas, nosso Deus conheceu...". Ali na porta do templo, o velho Simeão que aguardava com toda esperança, junto com seu povo, a chegada do Salvador, pode enfim contemplá-lo e vai fazer esta profecia tão solene, o menino será causa de muita alegria para muitos mas uma espada de dor irá traspassar o coração de Maria. Ninguém irá dizer a uma mãe no dia do batizado do seu filho, que ela vai sofrer muito na vida, por causa daquela criança. Simeão não era um velho agourento mas alguém que tem uma Fé bem madura, capaz de interpretar os acontecimentos da vida à luz da Revelação Divina onde o sofrimento e a dor não estão excluídos. Imaginar um cristianismo sem a cruz, sem dores e sofrimentos, sem incompreensões e perseguições, seria uma grande fantasia, é em meio as dores e tribulações desta vida que o reino vai se concretizando. Maria, que também vive uma Fé madura e responsável, não maldiz sua sorte, ao contrário renova o seu sim e segue em frente, sempre confiante   no seu Deus.
Cada vez ia ficando mais claro para os pais de Jesus o desígnio de Deus a respeito daquela criança. Confiar sempre em Deus, quando tudo vai bem e caminha para um final feliz, não é coisa tão difícil, mas confiar nele e renovar esta fidelidade mesmo quando há possibilidade de um grande fracasso e humilhação, aí é que se vê o tamanho da nossa Fé. Pois nenhum dos dois quis voltar atrás diante de certas revelações que iam acontecendo, sempre misteriosas como aquela profecia de Simeão ali na porta do templo, mas tocaram a vida em frente, voltaram a Nazaré onde o menino crescia em graça e sabedoria.
Dor e alegria, decepções, contrariedades e realizações, fazem parte da nossa vida e o cristianismo não nos isenta dessa realidade. O importante é que a cada momento renovemos a nossa Fé e tenhamos confiança plena nas ações que Deus vai realizando em nossa vida pessoal e de comunidade, ainda que nem sempre as entendamos muito bem…pois a Fé não tem resposta para tudo….(Diácono José da Cruz – Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim SP E-mail  jotacruz3051@gmail.com) )




Evangelhos Dominicais Comentados-Jorge Lorente


05/fevereiro/2017 – 5o Domingo do Tempo Comum

Evangelho: (Mt 5, 13-16)

Jesus disse: “Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder o gosto salgado, com o que se há de salgar? Já não servirá para nada, apenas para ser jogado fora e pisado pelas pessoas. Vós sois a luz do mundo. Não é possível esconder uma cidade situada sobre um monte, nem se acende uma lamparina para se pôr debaixo de uma vasilha, mas num candelabro, para que ilumine todos os da casa. É assim que deve brilhar vossa luz diante das pessoas, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”.

COMENTÁRIO

Mais uma vez nos encontramos para meditar a palavra de Deus, sua misericórdia, sua bondade e seu grande amor por cada um de nós. Vamos hoje, dar continuidade ao evangelho da semana passada.

Relembrando: no Sermão da Montanha Jesus proclamou bem-aventurado o discípulo fiel. Chamou de feliz aquele que não se intimida e grita alto as injustiças. Hoje, Jesus diz o que espera dos seus discípulos.

Quem não conhece ou não aprecia o saboroso charque, a carne-de-sol, o bacalhau e as carnes suínas da nossa tradicional feijoada? É bom lembrar que somente o sal mantém esses produtos conservados e próprios para o consumo. Sem esse processo, certamente, algumas horas depois esses alimentos estariam deteriorados e mal cheirosos.

Se em nossos dias o sal é imprescindível, imagine então no tempo de Jesus quando não existia refrigerador, freezer e, muito menos, os modernos conservantes químicos. O único conservante era o sal, sem ele, rapidamente, o alimento se deteriorava e era consumido pelas bactérias.

Portanto, o sal, além de realçar o sabor, é também fundamental para preservar. “Ser sal da terra e luz do mundo é a missão do meu seguidor”, disse Jesus. Ser sal significa preservar e devolver o sabor da vida aos milhares de irmãos que, se não forem rapidamente “salgados” e preservados, poderão entrar em estado de decomposição.



Num mundo onde cada qual procura o seu próprio interesse, o cristão é chamado para ser o sal que conserva. Qual a utilidade de um sal que não salga? O cristão autêntico dá sabor e sentido a tudo aquilo que acontece no dia-a-dia. Com sua presença, com gestos concretos, com palavras de conforto e de carinho, preserva vidas, leva alento e semeia bondade onde só existe ódio e rancor.

O cristão batizado é enviado à missão e não pode tornar-se insosso, porque se isso acontecer, não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e pisado pelos homens.

Vamos, com muita cautela analisar estas palavras de Jesus, pois são palavras preocupantes, até mesmo assustadoras, que devem levar-nos a uma tomada de decisão, pois disso depende nosso futuro. Imagine-se jogado fora, por toda eternidade, pisoteado, sem valor nenhum e sem nenhum proveito.

Ser colocado num canto, deixado de lado, desvalorizado, menosprezado só por algumas horas ou por apenas alguns dias já nos deixa angustiados e com uma horrível sensação de abandono, imagine então, ser descartado, jogado fora por toda eternidade.

Com certeza não é isso que Deus Pai quer para nós. Um pai quer sempre o melhor para os seus filhos, por isso, preparou para cada um daqueles que assumir sua missão, coisas maravilhosas que os olhos humanos jamais viram.

É missão de todos nós comunicarmos ao mundo o amor do Pai, a salvação que o Filho trouxe ao mundo e a ação transformadora, libertadora e santificadora do Espírito Santo.
 
Jesus nos convida também a sermos luz no mundo. Uma lâmpada queimada é tão inútil quanto o sal sem sabor. Não existe vida sem luz. Ser luz é devolver a visão, é tirar das trevas e fazer brilhar os ambientes.

Ser luz é evitar tropeços, é apontar o rumo certo e recuperar a alegria da esperança, é abrir os olhos daqueles que não querem enxergar os caminhos que levam para a Verdadeira Luz.

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