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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

“EIS O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO!”- Olivia Coutinho.

 
2º DOMINGO DO TEMPO COMUM
 
Dia 15 Janeiro de 2017
 
Evangelho de Jo1,29-34
 
O mundo necessita urgentemente de pessoas que façam a diferença, de homens e mulheres comprometidos com o evangelho, que assim como João Batista,  nos apontem algo novo, no sentido de suscitar sentimentos positivos nos muitos  corações desesperançados!
É grande a necessidade de profetas que devolva ao povo, a  esperança, a alegria de se sentirem amados por Deus, profetas que não se curvam diante os inimigos, porque  acreditam numa força Maior!
O evangelho que a liturgia deste Domingo nos convida a refletir, narra o  acontecimento que marcou a passagem do tempo de espera para o tempo da realização das promessas de Deus. Com  três afirmações, João Batista, apresenta Jesus aos seus discípulos: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”; “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele”; “Eu vi e dou testemunho, este é o Filho de Deus”. 
 “Eis o cordeiro de Deus...” João se refere a Jesus como Cordeiro, porque como o cordeiro, que era sacrificado pelos pecados do povo, Jesus também seria sacrificado pelos os pecados da humanidade.
Mesmo não tendo convivido diretamente com o Messias, João Batista dá testemunho Dele, por acreditar nas promessas de Deus que o enviou para anunciá-Lo! Ele não somente anunciou a vinda do Messias, como também, preparou o caminho para a entrada desta Luz num mundo envolto em trevas! 
Este grande profeta que anunciou e apresentou o Messias ao povo, desempenhou um papel importantíssimo na história da salvação, foi ele quem convenceu o povo da necessidade de se  converterem, abrindo assim, o caminho para que Jesus pudesse entrar no coração humano e nele fazer sua morada!  
João Batista veio dar testemunho da Luz, foi ele quem preparou o encontro do humano com o Divino! Foi a partir do seu testemunho, que Jesus foi reconhecido pelo o povo como o Messias, o Filho de Deus que veio ao nosso encontro!
Depois de ser apresentado ao povo por João Batista, Jesus começa a formar a sua primeira comunidade, um grupinho de doze pessoas que passou a conviver diretamente com Ele fazendo parte  do seu cotidiano, aprendendo a fazer o que Ele fazia. É graças ao testemunho desta primeira comunidade cristã, que conviveu diretamente com Jesus, que hoje, também nós, podemos viver e dar testemunho de Jesus no meio em que vivemos.
João Batista foi um grande exemplo de quem viveu exclusivamente a vontade de Deus, ele não se acomodou nas tradições do seu povo, pelo contrário, ele  buscou algo novo, se fazendo anunciador das realizações das promessas de Deus, anunciando um tempo de graça que traria um sentido novo para a humanidade corrompida pelo pecado, uma humanidade que se distanciava da sua verdadeira origem.
Assim como João Batista, nós também viemos a este mundo com uma missão: realizar a vontade de Deus, dando testemunho de Jesus em qualquer circunstancia, pois é com o nosso testemunho de fidelidade ao projeto de Deus, que apontamos Jesus ao outro.
João Batista não se intimidou diante os poderosos, nem mesmo na prisão, ele deixou de anunciar o Messias, de chamar o povo à conversão.
A sua cumplicidade com o projeto de Deus, o levou a experimentar a força dos dois lados do coração humano: a força do amor que é capaz de resgatar vidas e a força do ódio, capaz de levar a morte, como aconteceu com ele.
Tiraram a vida de João Batista, mas não conseguiram calar a voz do profeta, voz, que continua ressoando nos ouvidos de cada geração: “Convertei-vos e crede no evangelho”. “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.
E nós, que recebemos o Espírito Santo no nosso Batismo, que conhecemos os ensinamentos de Jesus, estamos dando testemunho Dele, como fez João Batista? Estamos mostrando Jesus a aquele que ainda não o conhece?
Ao Apresentar Jesus ao povo, João Batista, dá como encerrada a sua missão, naquele momento ele sai de cena, deixando o “palco” livre para Jesus que é o centro de tudo!
 Colocar Jesus como centralidade da nossa vida, como fez João Batista, é pensar, é viver, é falar é mover-se em função do amor.

 

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

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“EU NÃO VIM PARA CHAMAR JUSTOS, MAS SIM PECADORES.” – Olivia Coutinho


 
Dia 14 de Janeiro 2017
 
Evangelho de Mc2,1-12
 
Deus tem um projeto de vida plena, para todos nós! Ele quer que nós, experimentemos uma vida nova em Jesus!
Todos estão incluídos neste querer de Deus, é um engano pensar que somente os bons são chamados a seguir Jesus, todos são chamados, Deus não faz restrições de pessoas, Ele não olha o passado de ninguém, o que vale para Deus, é o “sim” que se dá ao seu chamado, pois no coração de quem diz “sim” a Deus, já houve transformação, afinal, ninguém aceita o chamado de Deus, sem estar disposto a mudar de vida!
O evangelho que a liturgia de hoje coloca diante de nós, narra o encontro de Jesus com um cobrador de imposto, um homem discriminado:  “Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me.”  Jesus viu o homem, (Levi) e não o seu pecado!
Atraído pela proposta de Jesus, Levi, que passou a ser chamado de Mateus, abandona todos os seus projetos pessoais que visavam somente os bens matérias, para aderir ao projeto de Deus anunciado por Jesus!
Os fariseus se escandalizaram quando ouviram Jesus chamar um homem visto por eles como impuro, para segui-Lo!  E mais escandalizados ficaram ainda, quando viram Jesus  sentado à mesa com ele e com outros cobradores de impostos.
Infelizmente, muitos de nós, temos a mesma postura destes fariseus, costumamos  avaliar o outro pela aparência, pelo tipo de trabalho que ele exerce, pelos lugares onde frequenta, não enxergamos a pessoa na sua essência! Jesus, ao contrário dos fariseus e também  de nós, enxerga a “pessoa” e não o seu defeito!
A divisão entre o bem e o mal, que para nós é tão clara, não existe para Jesus, pois para Ele, estar em pecado, é estar doente e o que um doente necessita, é de um médico e  não de um juiz, uma vez curada a sua doença, a pessoa retoma a sua dignidade.
Hoje, a realidade nos mostra uma multidão de pessoas doentes da alma, irmãos nossos, que se enveredaram pelos caminhos contrários, que se dispersaram na vida, às vezes, por falta de estímulo, ou até mesmo,  pelo o  fato de não se sentirem amados! E quantos de nós, que dizemos seguidores de Jesus, ao invés de acolher estes irmãos, viramos as costas para eles.
Todas as vezes que discriminamos  o nosso irmão, que destacamos o seu ponto fraco, escandalizando-o diante do outro, estamos contribuindo para que ele se perca ainda mais, um sinal de que ainda não aprendemos a olhar o irmão com um olhar misericordioso! 
Não podemos esquecer, de que mesmo que uma  pessoa, esteja descaracterizada da imagem e semelhança de Deus o qual foi criada, ela merece o nosso respeito, pois mesmo em meio as trevas, ela carrega consigo a essência Divina!
Como seguidores de Jesus, precisamos retirar a trave dos nossos olhos, ser mais compreensivo diante a fraqueza do outro, afinal, nenhum de nós é modelo de perfeição, nós também cometemos erros.
Abandonemos a nossa postura de Juiz e  nos tornemos médicos de almas, caminho de conversão para aqueles que se perderam, mas que querem voltar à vida!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olivia Coutinho
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

São Paulo apóstolo-Alexandre Soledade

25 de Janeiro- Quarta - Evangelho - Mc 16,15-18


Bom dia!
Paulo tem tamanho destaque e admiração da igreja, que mesmo seu dia sendo comemorado conjuntamente a São Pedro no mês de Junho, hoje comemoramos a sua conversão pessoal. A mudança de vida desse homem associado ao seu compromisso e destemor com que se dedicou levar a Boa Nova, o destacam como modelo de homem e evangelizador.
Tento encontrar na internet, mas não tenho as referencias de uma palestra que vi pela TV onde Dom Alberto Taveira, na Canção Nova (Colônia de Férias), fez uma colocação intrigante sob o fato de muitos buscarem a igreja, mas não procurarem a conversão. De certa forma ele apresentava uma realidade que vivemos. Juntando esses pedaços ao primeiro enunciado, temos uma situação: O que seria da igreja que conhecemos se Paulo curasse sua visão, mas não se convertesse?
Outro ponto: Na prática existem “conversões” e não apenas uma conversão. Não adianta se agarrar ao primeiro encontro se persisto, como diz padre Joãozinho, “lutando com as mesmas armas todos os dias”, pois quando mudo de atitude provoco uma alteração de direção em minha vida (conversão); planto novos objetivos pessoais, sonhos e planos, mas isso pouco dará frutos se não volto dia após dia para ver se o solo precisa de água, adubo, (conversões)…
Muitas vezes nos apegamos a primeira conversão, mas não mudamos na essência. Precisamos sempre voltar ao local onde Jesus semeou a Boa Nova para regá-la. Padre Joãozinho apresenta que o próprio Saulo sofreu outras conversões que moldaram seu caráter e o tornaram o Paulo que conhecemos e admiramos.
“(…) Paulo, o grande apóstolo, teve uma primeira conversão no caminho de Damasco. Deixou de perseguir os cristãos, mas utilizava a mesma arrogância para anunciar o evangelho. Alguma coisa aconteceu. Houve uma segunda queda. E uma segunda conversão. O Paulo que escreve a segunda carta aos coríntios não é o mesmo que escreveu a primeira. Leia e perceba a diferença. Agora temos um sujeito humilde que diz: trazemos este tesouro em vasos de barro (2 Cor 4,7)“ (blog canção Nova – padre Joãozinho – segunda conversão)
Esse Paulo, que foi Saulo, referência cristã no dia de hoje, é fruto dos atos diários de conversão que teve. Creio que seja assim que devemos entender: Quem participa de encontros, retiros, congressos, volta profundamente transfigurado pela graça de Deus, mas essa graça deve ser monitorada, cultivada, regada, (…). Uma camiseta nova, um terço novo não vão adiantar se não dobrar meu joelho e continuar rezando para manter a graça “viva”.
Parafraseando o que padre Joãozinho afirma sobre a segunda conversão de Paulo trago um questionamento para todos nós: Será que sou “ainda” o mesmo de dez anos atrás? Será que os pequenos vícios do passado  ainda me acompanham?
Precisamos ter muito cuidado com a perca do zelo pela conversão diária. Quedas e esfriamentos acabam sendo inevitáveis. Pequenas sementes, ervas daninha, fungos (…) podem comprometer toda uma plantação, todo o trabalho de uma vida. Pequenos defeitos todos têm, mas não podemos nos acomodar a eles. O que adianta toda sabedoria do mundo se não conseguir ouvir uma opinião contrária? Como sou dentro e fora da igreja? Meu coração realmente se converteu?
“(…) Entre dentro do seu coração e descubra que você foi feito para fazer o bem, mas o próprio São Paulo dizia: ‘EU FAÇO O MAL QUE NÃO QUERO E NÃO FAÇO O BEM QUE EU QUERO’. É uma contradição, uma angústia que ele experimentava dentro de si e você também experimenta. Você faz mil propósitos: ‘Eu quero acertar’. Mas quantas vezes nós caímos, erramos e precisamos recomeçar continuamente. Esta obediência não é sempre fácil, ao contrário é exigente.“. (Dom Alberto Taveira)
Além de todo trajeto percorrido para levar a Boa Nova, São Paulo conseguiu também se renovar durante o trajeto. Quem coordena ou ocupa postos de liderança, seja na igreja, em casa ou no trabalho, por mais tempo que tenham, também precisam, como Paulo, se deixar converter por suas próprias palavras; deixar-se curar do veneno que impregna nossa alma pecadora chamado auto-suficiência, orgulho, egoísmo…
Por fim, para aqueles que não vêm ainda a necessidade da mudança contínua, deixo um breve desabafo do Ricardo Sá
“(…) Quantas vezes, eu ouvi tantas coisas e voltei para casa chorando e, graças a Deus, chorei no colo da Eliana, minha esposa. Pessoas que me disseram, aqui, no pé da escada, que eu era auto-suficiente, arrogante, etc. O QUE VOCÊ ESCUTA E O TIRA DO SÉRIO É PORQUE TALVEZ POSSUA UM POUCO DE VERDADE. É tempo de mudança, e se você quiser mudar realmente, este é o tempo propício. Nosso Senhor espera de nós uma verdadeira conversão!“.
São Paulo, ensina-nos o que aprendeste pelo caminho!

Um Imenso abraço fraterno!

Jesus e Maria-Alexandre Soledade

24 de Janeiro - Terça - Evangelho - Mc 3,31-35


Bom dia!
Esse evangelho é um dos “preferidos” pelos que não aceitam Maria, mas prefiro falar e ganhar meu tempo com coisas boas à lembrar desse ou aquele irmão que infelizmente perde seu tempo procurando máculas em Nossa Senhora (hunf!). Falam de boca cheia de Ester, Ruth, (…), mas na escolhida por Deus para gerar seu filho, descem a paulada. Um dia eles mudam…
Esse evangelho, ao contrário do que parece, denota uma profunda intimidade de Jesus com Maria. Revela muita disciplina, respeito e foco. Jesus mostra disciplina ao explicar aos que se amontoavam que nem seus parentes, seus próximos, estavam livres de cumprir regras ou leis. Mostra que ninguém, por qualquer que seja o motivo, tem privilégio sobre a vontade do Pai. Jesus nunca perde o seu foco.
Quantas vezes ouvi irmãos e irmãos falarem, por imaturidade, que sua fé é grande e Deus tem operado muito em sua vida e um irmão rebater que ele que tem mais fé e Deus sempre o ouve. Nunca ouviu isso? Ou quando ouvimos alguém dizer: “reze por mim, pois sua fé é maior que a minha e Deus o ouvirá!”. Talvez não com essas palavras, mas é mais comum do que pensamos!
Outro ponto: Quando você aceita o chamado do Senhor a servir na construção do reino de Deus, não convém escolher a quem. Deus o chama a olhar para a assembléia, para os participantes do grupo, para aquela pastoral, para sua equipe como sendo todos seus irmãos e suas irmãs, independente de rótulos ou identidades pastorais. E é nesse momento que devemos pedir um coração sempre novo e sensível aos clamores do Espírito Santo. Um coração bom, que se apaixone fácil, um apaixonar-se por suas vidas, por suas rotinas, pela vida que levam…
Quando estamos apaixonados nesse sentido e por esse compromisso, não temos tempo para pensar em privilégios.
Imagino o orgulho de Maria ao ver seu filho cercado de tanta gente. Pessoas que viam de longe buscá-lO. Ela, em meio a tanta gente, meio que se escondia para ouvir seu filho, pois era o próprio Deus falando (ela já tinha certeza disso). Quantos irmãos padres imensamente ungidos e em intimidade com o Pai nos falam nas missas e muitas vezes não os ouvimos? Quantos comentaristas (ou seria locutores de rodeio) ou músicos que adoram aparecer e esquecer de quem é a festa que celebramos? Quantos ficam brigando atrás de cargos de coordenação, IAC, CPC, CE-CE-RERE-CE-CE, da vida, não pensando no irmão, mas na sua própria promoção?
Humildade e Abandono irmãos são essenciais para viver e ser um cristão de fato!
A Deus não importa quantos terços rezamos por dia, mas quantas ave-marias dedicamos a rezar pelos irmãos! A Ele não importa quem prega, louva, canta, (…) mas aquele que prega, louva e canta o que Ele pede! A Deus não importa seu carro novo (pois Ele permitiu que você o adquirisse), mas a quantos você deu carona… A Deus não importa o padre chato, o irmão difícil, a irmã intolerante; mas o quanto você ainda se esforça a vê-los felizes, alegres e tentando encontrar a paz. A Ele não importa o quanto você fala, o dom da sua oratória, mas o quanto é capaz de se calar para ouvi-lo.
“(…) Somos convidados pelo evangelho de hoje a descobrir a verdadeira família à qual nós pertencemos: a família dos filhos e filhas de Deus, que procura conhecer e por em prática a vontade do Pai e participar do seu projeto de construção do mundo novo, da civilização do amor, sinal do Reino definitivo. Participar dessa verdadeira família não significa negar a nossa família terrena, nem os nossos relacionamentos sociais e afetivos, mas subordinar essas duas realidades à realidade maior, que é a família dos filhos e filhas de Deus, fazendo, assim, com que haja uma verdadeira hierarquia de valores na nossa vida, que subordina o temporal ao eterno”. (Reflexão sugerida pela CNBB)
Jesus não fez servos e sim discípulos! Pessoas que fossem desapegadas de si pelo projeto do CAMINHO. Quem se faz servo, pense nisso! Maria era a mãe Dele, mas maior que ela sempre foi o projeto. Se meu grupo é mais importante que a missa algo esta errado e bem errado!
Por fim! Deixemos Jesus falar! Apaixonem-se! Coragem!.
(…) Coragem! Lutemos com valor por nosso povo e pelas cidades de nosso Deus. O Senhor faça o que lhe parecer melhor! (II Samuel 10,12)



É o noivo que recebe a noiva- Reflexão do falecido Pe. Antônio Queiroz CSsR

23 de Janeiro- Segunda - Evangelho - Mc 3,22-30

É o noivo que recebe a noiva. O amigo do noivo enche-se de alegria.
Este último dia do tempo litúrgico do Natal trás o último testemunho de João Batista a respeito de Jesus, antes de ser encarcerado por Herodes. Estamos no comecinho da vida pública de Jesus, tempo em que João Batista já era muito conhecido e querido do povo do que Jesus.
A missão do precursor era dar testemunho da Luz, que é Jesus. Mas ele não era a Luz (Cf Jo 1). Isto João Batista fez em toda a sua vida. Aqui, ele rebate logo a possível inveja entre seus discípulos e o crescimento da popularidade de Jesus.
Usando uma bela comparação, João define Jesus como o noivo que se casa com a humanidade, e ele é o amigo do noivo, que ajudou a preparar o casamento, e agora se alegra ao vê-lo realizado.
Como se não bastasse a belíssima comparação, João ainda fala: “Esta é a minha alegria, e ela é completa. É necessário que ele cresça e eu diminua”. Que modelo de profeta! Enquanto Cristo cresce no meio do povo, o profeta vai diminuindo, mas súper feliz. A Liturgia expressou bem estas palavras de João Batista, colocando o seu nascimento no dia em que a terra está mais distante do sol – 24 de junho – e o nascimento de Jesus no dia em que a terra está mais próxima: 25 de dezembro.
Frequentemente a Bíblia compara a Nova Aliança de Deus com a humanidade com um casamento. O Senhor foi traído pelos homens, quebrando o amor comprometido que tinham com ele. Mas ele busca a reconciliação da esposa infiel, que si prostituiu buscando outros “deuses”. “Eu te desposarei em matrimônio perpétuo” (Os 2,21).
Jesus usa esta mesma imagem várias vezes. Na parábola do banquete, Jesus é o filho do rei, o noivo da festa de casamento (Mt 22,1ss). Ao explicar por que os seus discípulos não jejuavam, Jesus fala: “Acaso os convidados do casamento podem jejuar enquanto o noivo está com eles?” (Mc 2,19).
Nós cristãos, quando exercemos a nossa missão profética, somos esse amigo do noivo, que prepara o casamento do povo com Deus. Quando o casamento acontece, nós ficamos de lado, mas muito felizes por ver as pessoas unidas com Deus. Nós nem queremos que as pessoas fiquem agarradas a nós. “É necessário que ele cresça e eu diminua”.
Quantos “casamentos” acontecem, preparados e articulados pelos amigos de Cristo! Os cristãos líderes não querem o povo em torno deles, mas unidos a Cristo através da sua Igreja. Que aprendamos de João Batista a ser bons líderes cristãos!
O capítulo seguinte (Jo 4) trás um caso parecido. A samaritana encontra-se com Jesus no Poço de Jacó, fica entusiasmada por ele, vai até a cidade e conta para o povo que lá no Poço está um homem maravilhoso que, na opinião dela, é o Messias. Os habitantes da cidade vão até o Poço e confirmam o que ela disse. Convidam Jesus para ficar na cidade e passar a noite. Jesus aceita. No outro dia, eles falam para a samaritana: “Já não é por causa daquilo que contaste que cremos nele, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvados do mundo” (Jo 4,42). Isto significa que eles deixam a samaritana de lado e se reúnem diretamente em torno de Jesus.
Havia, certa vez, uma linda jovem índia chamada Zulu. Naquela aldeia, todas as moças usavam colares. Mas o colar da Zulu era diferente, muito mais bonito que os colares das outras meninas. Por isso, as outras tinham ciúme dela.
Um dia, quando Zulu passeava na beiro do rio, encontrou-se com o grupo de moças, e estas lhe disseram que haviam jogado os seus colares no rio, como oferta a Deus. E pediram que ela também fizesse o mesmo. Ela atendeu, e jogou o seu colar no rio. Então as outras começaram a rir, tirando seus colares dos bolsos, e foram embora contentes.
A jovem caminhava triste pela margem do rio, quando ouviu uma voz dentro de si mesma que lhe dizia: “Atira-te à água!” No mesmo instante, ela se jogou no rio. No fundo do rio, encontrou uma gruta, dentro da qual havia uma velhinha cheia de feridas de aspecto repugnante.
“Beije minhas feridas”, disse a velha. Zulu hesitou um pouco, mas acabou beijando as feridas da velhinha, que logo ficou completamente curada. A mulher disse: “Em retribuição à minha cura, farei com que você se torne invisível às feras”.
Na mesma hora, a jovem escutou a voz de um dragão que gritava: “Quero carne! Quero carne!” Passou ao lado de Zulu e, como não a viu, foi-se embora. Então a mulher deu à jovem um novo colar, muito mais bonito que aquele que ela havia jogado no rio.
Zulu voltou à aldeia. Quando as outras moças a viram, ficaram surpresas e lhe perguntaram onde havia encontrado aquele colar tão bonito. Ela contou que foi uma velhinha que vivia numa gruta no fundo do rio, que lhe dera. As jovens foram correndo ao rio e mergulharam. Encontraram a gruta e dentro dela a velhinha cheia de feridas, que lhes disse: “Beijem minhas feridas!” As moças sentiram repulsa e se recusaram a satisfazer o desejo da velhinha.
Nesse momento, ouviram a voz de um dragão, gritando: “Quero carne! Quero carne!” E como o dragão podia enxergá-las, devorou-as.
Foi a humildade de Zulu, beijando as feridas da velhinha, que salvou a sua vida. Como profetas de Cristo, queremos ser humildes e nunca nos promover a nós mesmos.
Maria Santíssima, através do seu hino Magníficat, mostrou-se uma humilde profetiza. Que ela e João Batista nos ajudem a cumprir bem a nossa missão profética.
É o noivo que recebe a noiva. O amigo do noivo enche-se de alegria.


 

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz- Reflexão do falecido Pe. Queiroz

22 de Janeiro- DOMINGO - Evangelho - Mt 4,12-23


O Evangelho começa com a profecia de Isaías, resumindo a atividade do Messias: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz”.
De fato, Jesus veio como luz para nos mostrar o caminho da felicidade e da vida. Se acolhermos essa luz, ela nos levará ao Reino de Deus. Mas para isso precisamos da conversão, da mudança da nossa vida, seguindo a Cristo e não o caminho do pecado.
E Jesus parte logo para chamar os Apóstolos, que serão os portadores da luz que é Cristo. E Deus continua chamando portadores da luz, para que ela chega aos confins da terra.
Jesus mesmo dava o exemplo, andando por toda parte pregando o Evangelho, curando os doentes e ajudando as pessoas a serem felizes.
Como é importante ser portador da luz que é Cristo, levando-o a todos e a todas que pudermos!
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.
Diz a lenda que havia milhões de estrelinhas no céu. Elas eram de todas as cores: Brancas, prateadas, verdes, douradas, vermelhas, azuis... Todas bonitas e alegres.
Um dia, um grupo delas procurou o anjo chefe e pediu licença para visitar a terra. Elas eram curiosas e queriam saber como que era a vida dos homens e mulheres aqui na terra.
Ganharam a licença e vieram. Então, naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas descendo na terra.
Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar de correr com os vaga-lumes, outras misturaram-se aos brinquedos das crianças... foi uma festa. A terra ficou maravilhosamente iluminada.
Mas as estrelinhas ficaram muito tristes ao ver a miséria, a violência, as injustiças e tantas maldades na terra.
Depois de um tempo, voltaram para o céu. A terra voltou a ficar escura e sem cores no firmamento.
Mas lá no céu elas foram conferir e perceberam que faltava uma. Era a estrela verde. Será que ela se perdeu no caminho?
Duas delas voltaram para procurar a estrelinha verde.
Quando chegaram à terra, viram que ela estava toda iluminada de estrelinhas verdes. A estrelinha havia se multiplicado e em cada coração humano havia uma estrelinha verde brilhando.
A estrelinha verde contou para as duas que ficou com dó dos homens e mulheres, porque estavam muito desanimados, e resolveu ficar mais um pouco na terra, a fim de ajudá-los.
Verde é a cor da esperança. Nós também queremos a estrelinha da esperança, a fim de nos levantarmos e, com muita alegria, espalhar a luz que é Jesus.
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.
Peçamos a Maria Santíssima, a Mãe da esperança, que nos ajude a acolher o apelo do seu Filho: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.



Jesus estava fora de si?- Reflexão do querido e falecido Padre Queiroz

21 de Janeiro- Sábado - Evangelho - Mc 3,20-21


 Os parentes de Jesus diziam que ele estava fora de si.
 Este Evangelho narra a incompreensão dos próprios parentes de Jesus a respeito dele. “Nem os seus irmãos (primos e parentes) acreditavam nele” (Jo 7,5). A expressão “fora de si” significa o que dizemos hoje: “perdeu a cabeça”.
Jesus não perdeu a cabeça, mas que suas idéias eram muito diferentes da mentalidade do seu povo eram. Basta ver o discurso das bem-aventuranças, em que ele chama de felizes os pobres e os perseguidos por causa do Reino de Deus; o pedido para darmos a outra face para quem nos esbofeteia; o pedido de perdoarmos os nossos inimigos; o sentido que dá para a autoridade: é serviço e não poder; o pedido para darmos também a túnica a quem nos roupa ou toma a capa... Tudo isso, frente à mentalidade do mundo, não só daquele tempo, mas também de hoje, é loucura.
A incompreensão de que Jesus foi vítima, até por parte de seus discípulos, ilumina-nos sobre a situação dos cristãos e da Igreja hoje. Muitos não a chamam de “louca”, mas quase.
Logo no versículo seguinte, Marcos fala: “Os escribas vindos de Jerusalém, diziam que Jesus estava endemoninhado”.
Na História da Igreja, todos os cristãos e cristãs que levaram a sério o Evangelho foram taxados de loucos. Por exemplo, S. Francisco, que foi chamado de louco por seu próprio pai, rico comerciante.
Como os parentes de Jesus, também nós queremos reduzir aos limites do “razoável” a chama abrasadora do Evangelho e o escândalo da cruz. Se os santos tivessem pensado em termos “razoáveis”, não teriam sido canonizados. Se nós não arriscarmos as nossas seguranças “razoáveis”, não iremos longe no seguimento de Jesus. Porque o “razoável”, aquilo que todo mundo faz, não passa de mesquinha mediocridade.
Para seguirmos bem a Cristo, precisamos nos deixar conduzir pelo amor, o qual é criativo, é livre, “desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. O amor jamais acabará” (1Cor 13,7-8). Conhecer ou desconhecer Cristo é questão de fé ou incredulidade, de amor ou desamor. A fé e o amor são dons de Deus que ultrapassam o mundo.
“A pregação da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que são salvos, para nós, ela é força de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e confundirei a inteligência dos inteligentes” (1Cor 1,18-19).
Certa vez, numa comunidade religiosa masculina, um irmão ficou com dó do padre superior que estava com uma gripe muito forte. Então resolveu fazer um chá para o padre, que era bastante nervoso.
Ele terminou de preparar o chá às 21h30min horas. Colocou numa bandeja o bule com o chá e uma xícara, subiu a escada e bateu na porta do quarto do superior. Este já veio super nervoso. Abriu a porta e o irmão lhe disse: “Eu vi que o senhor não estava bem de saúde e preparei um chá. Está aqui”.
Mas o superior naquele momento descarregou todo o seu nervosismo: “Eu já estava dormindo e você vem me acordar! Bem agora que estou doente. Onde já se viu!...” Quando ele fez uma pausa, o irmão perguntou: “Então o senhor não vai querer o chá?”
Batendo o pé, o padre respondeu: “Não quero saber de chá não...” Calmamente, o irmão lhe disse: “Então, padre, por favor, segure a bandeja para que eu possa tomar o chá!”
O superior não teve outra saída senão segurar a bandeja, enquanto o irmão, com um sorriso, tomava o chá na frente dele.
“Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (Lc 10,3). O cristão às vezes toma atitudes que parecem loucura diante do mundo pecador, mas não são nada mais que vivência do Evangelho.
Maria Santíssima tomou uma atitude bastante corajosa e incomum, ficando ao pé da cruz junto do Filho. Que ela nos ajude, quando estivermos sendo atacados e criticados por seguir o Evangelho.
Os parentes de Jesus diziam que ele estava fora de si.