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I N T E R N A U T A S-M I S S I O N Á R I O S

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Comentários Prof.Fernando

Comentários Prof.Fernando* domingo, 08 de janeiro de 2017 EPIFANIA

“Não devemos reduzir a adoração dos Magos a uma bonita cena folclórica ou alegórica
 que serve para introduzir um pouco de cores nos presépios que nós montamos.
O relato de Mateus é uma narrativa teolótica. O título de Jesus, o “rei dos judeis” que procuram os Magos, esses que vieram de bem longe das fronteiras do Povo de Deus,
será reencontrado por nós naquela plaquinha sobre a cruz, num texto escolhido pelo pagão Pôncio Pilatos.
O evangelista João, ao mencionar esta inscrição em três línguas, revela que a elevação de Jesus sobre a cruz vai além do povo judeu e está ligada ao mesmo tempo a toda a tradição profética
 que anuncia a salvação para toda a terra.” (J.Fournier)

Comunicação
·                     Hoje é dia da Comunicação, que poderia ser um nome atual para Epifania = Manifestação, Revelação, Expressão, Demonstração ou Anúncio públicos. A Epifania é o resumo das celebrações do Tempo do Natal. A grande Notícia é que Deus veio ao nosso mundo e se misturou à raça humana, vivendo como humano, nascendo, crescendo e morrendo como um de nós. Mas não só como qualquer um de nós, e sim como uma espécie de embaixador do mundo divino trazendo passaportes e vistos para quem quiser ultrapassar nossas fronteiras, com permissão até de ver Deus face a face e habitar em seu reino, também chamado de Reino dos Céus.

Relatos de Mateus
·                     Mateus escreve para cristãos de origem judaica e antecipa no relato da infância de Jesus o título que lhe será dado como motivo de sua condenação no meio de seu próprio povo e de sua religião.
·                     Na figura dos sábios, estudiosos da verdade e que seguem a Luz da Estrela, Mateus aponta para os povos pagãos nos quais se cumprem as declarações de Isaías. Mateus mostra, ao contrário, que a pretensa sabedoria dos doutores em Israel e o suposto poder de seus governantes são incapazes de interpretar corretamente as Escrituras e de ir adorar Deus onde ele está, no meio da vida humana e comum, pobre e despido das glórias deste mundo.

Folias de Reis
·                     As tradições populares, herança de danças e festas de nossos antepassados da Península Ibérica, expressam, talvez com mais pureza, esta mensagem da Epifania. As Folias de Reis e Reisados cantam e dançam o nascimento de um Menino e a vinda dos Magos do Oriente. Os pagãos, assim como os pobres, podem identificar a presença do Messias longe porque estão livres daquele orgulho de Herodes e dos Príncipes dos Sacerdotes e Escribas (cf. Mateus cap.2). Estes, que se julgavam mais próximos do Deus de Israel e se sua sagrada Palavra, escolheram ser perseguidores de inocentes ( Herodes mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo, cf. Mateus 2,16) e fechados para a Luz (Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera vindoura? cf. Mateus 3,7).

Crentes e não crentes
·                    Confesso que estou um pouco cansado de ver na televisão tantos pregadores que sabem tudo sobre a Bíblia, longe da maioria da população (a não ser nas promessas de solução de problemas num país de Saúde e Educação abandonadas). Fico impressionado com tantas certezas, enquanto predominam na cultura atual dúvidas e um futuro incerto.
·                    Será que teremos neste mundo de crenças e descrenças, a mesma Fé que procura a Estrela, como os magos? Teremos a paciência de continuar tateando, às apalpadelas no escuro? como lembrava Paulo aos atenienses (cf. At 17,24): Deus assim procedeu para que a humanidade o buscasse e provavelmente, como que tateando, o pudesse encontrar, ainda que, de fato, não esteja distante de cada um de nós.
·                    Procuramos, como os Reis Magos? Ou somos Herodes, doutores em Bíblia (que acham que já acharam), mas nunca encontram Deus no meio da vida ?

ooooooooooo ( * ) Prof. Teologia 1975a2012 – fesomor@gmail.com

“FAZEI TUDO QUE ELE VOS DISSER”!- Olívia Coutinho

 Dia 07 de Janeiro de 2017

 
Evangelho Jo 2,1-11
 
Quase sempre, não temos paciência de esperar pelo tempo de Deus! E na busca incessante  do imediato, acabamos nos  embriagando com um vinho ruim, que nos traz uma falsa alegria, com isso, vamos perdendo a oportunidade de beber, do vinho novo, o vinho  da alegria,  da aliança,  do amor e da união entre todos.
O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, narra o tão conhecido milagre das Bodas de Caná! Um milagre, que teve a significante participação de Maria. Tudo aconteceu numa festa de “casamento” em Caná da Galileia, festa em que Maria, Jesus e seus discípulos estavam presentes.
A narrativa nos mostra um exemplo claro de solicitude de Maria, ela se mostra sensível diante a dificuldade do outro! Com o seu olhar de mãe, Maria percebe de imediato a falta de vinho. Ao invés de levar o fato ao conhecimento do mestre - sala, ela vai direto à Jesus, pois ela sabia, que dele viria a solução!
Com esta atitude de Mãe amorosa, Maria evita que os donos da festa passassem por um vexame, já que naquela época, o vinho, que era considerado o símbolo da alegria, não podia faltar numa festa!
É interessante perceber, que ela não pede nada a Jesus, simplesmente lhe apresenta o fato: “Eles não tem mais vinho”! Com esta atitude, ela entrega o problema a Jesus, confiante de que Ele iria agir em favor dos donos da festa.
A confiança que Maria tinha no seu Filho, era tão grande, que mesmo antes de um parecer Dele, ela dirige-se aos serventes e diz: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. E o milagre acontece: Jesus transforma a água em vinho, em vinho bom!
O texto que nos é apresentado é rico em detalhes, sugestivo a  reflexão, porque envolve a missão de Jesus e a importante força intercessora de sua Mãe, que antecipa a sua hora: "Minha hora ainda não chegou."
Maria não é simplesmente uma figura histórica e sim, um exemplo de Mulher solidária, atuante, atenta as necessidades do povo! Como Mãe, ela cuida de nós, como nossa intercessora,  leva a seu Filho as nossas súplicas!
O homem foi criado para relacionar com Deus, e esta relação amorosa, começou a partir do ventre sagrado de Maria, o ventre que abrigou Jesus. 
Somos eternos aprendizes de Maria, com ela aprendemos a ser mais solidários, a ter um olhar de misericórdia, a dar passos ao encontro de Jesus no encontro com os pobres, os abandonados...
Sigamos o exemplo desta grande mulher, estando sempre atentos às necessidades dos nossos irmãos!
É de Jesus que vem este vinho bom, ou seja, Ele é o vinho bom, o vinho novo, quem o experimenta, não encontra sabor em outros vinhos! Maria, foi a primeira pessoa a beber deste vinho, bebamos como ela, deste vinho Novo que é Jesus!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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“ONDE ESTÁ O REI DOS JUDEUS QUE ACABA DE NASCER?”- Olivia Coutinho.

 
DOMINGO - EPIFANIA DO SENHOR - SOLENIDADE.
 
Dia 08 de Janeiro de 2017
 
Evangelho de Mt2, 1-12
 
Hoje, celebramos a solenidade da Epifania do Senhor, fechando assim, o ciclo do Natal!
Epifania significa a manifestação do Senhor! É a festa do encontro, quando Deus se deixa encontrar por aqueles que o procura!
O profeta Isaías diz: “Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor.” (Is60,1) Os que deveriam  acolher esta Luz a rejeitaram. Fariseus e mestres da lei, autoridades políticas e religiosas, não somente rejeitaram esta Luz, como  também, quiseram eliminá-la. Ao contrário destes habitantes de Jerusalém, outros povos, representados pelos os Magos, vieram de outras  Nações para se prostrarem diante esta luz!  Eram pessoas pagãs, não tinham o conhecimento das Escrituras, mas instintivamente buscavam Deus, a maneira deles.
O evangelho que a liturgia desta solenidade nos apresenta, narra o encontro dos Magos  com o Rei do Universo!
Diz a tradição, que esses homens eram Reis, mas a  Bíblia não confirma isso. O que se sabe, é que eles eram sábios, pessoas ligadas  a astrologia.
Se eram Reis ou não, isso não importa, o  importante, é a lição  que eles nos passam;  mesmo sendo pessoas importantes, se fizeram peregrinos, deixando  a astrologia, deixando tudo para irem  ao encontro  do astro Maior, o menino Deus!  
Ao chegarem em Jerusalém,  o centro dos poderes políticos e religiosos os Magos depararam  com o grande inimigo do Rei que acabara de Nascer em Belém: O rei Herodes, que tentou enganá-los, se dizendo desejoso de conhecer o novo Rei dos Judeus. Os Magos queriam encontrar o Rei dos Judeus para adorá-lo, Herodes, queria encontrá-lo para eliminá-lo, o que ele tentou fazer posteriormente, mandando matar todas as criancinhas de dois anos para baixo.  No final, deste episódio é Herodes  que acaba sendo enganado por aqueles homens, que ao voltarem para suas terras, tomam outro caminho, deixando o inimigo de Jesus furioso.  
Vindos de terras distantes, os Magos, certamente, enfrentaram muitas dificuldades pelo o caminho até chegarem a Jesus. Uma viagem longa, sem muitas informações, dizem que este percurso durou aproximadamente nove meses, o tempo da gestação de Jesus. Guiados por um sinal luminoso, eles tinham  tanta certeza  que encontrariam  o menino, o qual eles deveriam adorar, que até levaram presentes de grandes significados para oferta-lo: ouro para o Rei, Incenso para o Divino, Mirra, para o  humano. Mesmo sem conhecerem as escrituras, eles sabiam que Jesus era Rei, que era Deus e que era humano. Enquanto que muitos que conheciam a fundo  as escrituras, o rejeitaram.
Muitos de nós, percorremos por longos caminho para chegar a Jesus, não, um caminho físico, como  fizeram os Magos, mas um caminho às vezes difícil, porque  implica em renuncias desapegos, em eliminar muitas coisas nocivas  que alimentamos dentro de nós e que nos distancia Dele.
Ao contrário dos Magos que procuravam por Jesus sem muitas informações nós, hoje,  temos muitas informações sobre onde e como encontrar Jesus, se não o encontramos, é porque não o buscamos de fato. Podemos encontrar Jesus nas leituras Bíblicas, na Eucaristia e principalmente na pessoa do irmão que sofre, é nestas pessoas que Jesus gosta de se fazer  mais presente...
Os Magos do Oriente, fala-nos de perseverança, de unidade, de busca e de encontro, chamando a nossa atenção sobre a importante de sermos perseverantes nas nossas buscas, e respeitosos com  as diferenças religiosas.
Não podemos esquecer, de que  todos são acolhidos por Deus igualmente. Deus não exige identificação de ninguém, Ele acolhe a todos que o  busca em Jesus,  independente de suas crenças, de suas religiões...
“Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe.” Naturalmente, Maria toda feliz mostrou o Menino Jesus aos visitantes.  Este foi o momento exato da Epifania do Senhor, o momento em que o Filho de Deus é apresentado ao mundo, na pessoa dos Magos.
Podemos redesenhar esta cena, nos colocando juntos dos Magos, numa postura de adoração ao Rei do Universo! Não vamos entregar a Ele algum presente, mas nos entregar a Ele como presente na vida do outro, nos tornando assim, servidores do Reino que Ele veio implantar aqui na terra: um reino de Amor de Paz e de Justiça.
  
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O noivo está com eles-Reflexão do falecido Pe. Antonio Queiroz

16 de Janeiro - Segunda - Evangelho - Mc 2,18-22


 Este Evangelho começa com uma pergunta feita a Jesus, por que os seus discípulos não jejuam, e a resposta dele: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles?” Em seguida, Jesus esclarece ainda mais, através de duas comparações: do remendo de pano novo em roupa velha, e do vinho novo colocado em odres velhos.
Para os judeus, o jejum era prática fundamental da religião, ao ponto de os mais piedosos jejuarem até duas vezes por semana, a fim de acelerar a chegada do Messias e do Reino de Deus. Já os discípulos de Jesus pouco jejuavam; mais ou menos como fazemos hoje.
Jesus explica o motivo da diferença: durante uma festa de casamento, os amigos dos noivos evidentemente não jejuam, enquanto os noivos estão com eles. Jesus é o noivo, no casamento de Deus com a humanidade, com o novo Povo de Deus. Jesus usa a imagem vetero testamentária dos esponsais de Deus com o povo. E se coloca como Deus, como realmente é.
“Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.” Isto é, sofrerão perseguições e dificuldades, tristeza e desolação.
E Jesus esclarece com as duas comparações, curtas e claras: ninguém põe remendo de pano novo numa roupa velha, porque a peça nova repuxa e rasga a roupa, deixando a rasgão ainda maior. Igualmente, ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo ainda está em processo de fermentação e estoura os odres velhos que são mais fracos.
As parábolas sublinham a incompatibilidade da nova situação religiosa criada por Jesus, com as velhas instituições e prescrições da religião judaica, representadas, aqui, na prática do jejum. Jesus não veio mudar só a “casca” do velho estilo religioso, veio mudar profunda e radicalmente. Não é possível “costurar” a religião judaica com a cristã; a única saída é deixar de lado a religião judaica e abraçar de corpo e alma a Boa Nova de Jesus.
De fato, Cristo não se empenhou em reformar a sinagoga e o velho culto. Antes, fundou o novo Povo de Deus, que é a Santa Igreja. Isto é bem esclarecido por Jesus em Mt 5,20-6,18: “Ouvistes o que foi dito aos antigos... Eu, porém vos digo...” A religião de Jesus está fundamentada mais no coração da pessoa do que na obediência às leis exteriores. A sua lei é o amor, a fraternidade, a justiça, a fé... virtudes que cada um de nós concretiza no dia-a-dia da vida. O novo Templo é a sua pessoa e a Comunidade cristã. “Acaso não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Cor 3,16). Frente aos sacrifícios de animais da antiga aliança, surge o novo sacrifício de si mesmo, realizado na cruz e atualizado constantemente na Eucaristia e na vida dos cristãos.
Temos de nos deixar transformar pelo Espírito, que nos transforma em vinho novo, para alegria de Deus e vida do mundo.
“Todo mundo sabe que sois uma carta de Cristo, redigida por nosso intermédio, escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo gravado não em tábuas de pedra, mas em tábuas que são corações humanos” (2Cor 2,3).
S. Bernardo era um monge que viveu na França, no Séc. XII. Sua mãe faleceu cedo, ficando o pai com sete filhos.
Quando Bernardo era adolescente, foi para o convento. Logo os irmãos começaram a ir também.
Por fim, sobrou o pai e o mais novo, chamado Nivaldo. Um dia, o pai disse para o Nivaldo: “Filho, eu estou com vontade de ir também para o convento. Por isso, eu deixo de presente para você todos os nossos bens: esta casa com tudo o que está dentro dela, as nossas terras... tudo. Concorda?”
Nivaldo respondeu: “Bonito, hein pai! Vocês escolhem o céu e deixam a terra para mim? Querias! Eu também vou. O senhor pode dar fim em tudo isso”. De fato, Nivaldo tinha razão, porque o Céu é mais importante que a terra.
“Aí, então, eles vão jejuar.” O nosso jejum principal é a prática das virtudes cristãs, inclusive o desapego dos bens da terra, como Nivaldo.
Como Jesus disse para Marta: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10,41-42).
Que Maria Santíssima nos ajude a abandonar o homem velho e nos deixar embriagar pelo vinho novo que é a Boa Nova de Jesus.
O noivo está com eles.


O que fazer em 2017?-Alexandre Soledade

15 de Janeiro- DOMINGO - Evangelho - Jo 1,29-34

Bom dia!
Ontem falávamos de João Batista e sua fidelidade. Questionávamos também o que virou a nossa própria fé. Dizíamos ontem: ”(…) Rezamos terços e rosários, mas acreditamos em espelhos quebrados. Vamos à missa, grupos de oração, mas ainda não nos livramos de ler horóscopos, elefantes nas portas, figas, pés de coelhos… Colocamos terços nos retrovisores, terço esse que nunca rezei ou aprendi a rezar”.
Como diríamos aqui em Cuiabá: Então…
Se me declaro católico, cristãos, crentes em Deus, então deveríamos rogar e apresentar as pessoas a quem cremos e só assim poderemos fazer, e convence-las, como João Batista ao dizer: “é esse ai que é O CARA”. “(…) Aí está o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”!
Certa vez pensei que eu exagerava no teor do comentário até que descobri que algumas pessoas falavam bem parecido comigo.
“(…) Investir, com afinco, na animação bíblica da pastoral e em agentes e equipes leva à instituição e à formação continuada dos ministros e ministras da Palavra [...]; com capacitação não apenas bíblica e litúrgica, mas também técnica. Especial atenção merece a homilia que precisa ATUALIZAR A MENSAGEM DA BÍBLIA DE TAL MODO QUE OS FIÉIS SEJAM LEVADOS A DESCOBRIR A PRESENÇA E A EFICÁCIA DA PALAVRA DE DEUS, NO MOMENTO ATUAL DE SUA VIDA”. (§97 Doc 94 CNBB – Diretrizes Gerais 2011-2015)
Apesar de nossos defeitos e fraquezas somos, e temos mostrado ao longo de tantos anos, que somos capazes de evangelizar e a ajudar a manter a fé das pessoas vivas. Assim foi comigo e com você e será com nossos filhos se fizermos nosso trabalho direito e não pense que será fácil…
Não! Não será fácil, pois o mundo de hoje cada vez mais se apega em “deuses” que prometem prazer e realização imediata, sem necessidade de fé ou esperar pelo tempo ou esforço pessoal. Uma fé sem igrejas ou templos. Um tempo onde despersonificam a Deus e agora o chamam de “ser”; Hollywood o tornou perverso e vingativo em diversos de seus filmes e quem pensa que isso é coincidência se engana, pois esse mundo tem feito de tudo para abandonarmos a fé, visto que ela incomoda.
Esse mundo que vivemos aos poucos passa a ser descrente e faz campanha que nossos valores religiosos são “quadrados e ultrapassados”. Fico a imaginar se não houvesse religião a quantidade de abortos, assassinatos e roubos, pois pode parecer que não, mas a crença que as pessoas tem embutem valores morais importantes em nossa sociedade. Mas se é verdade por que querem acabar com a fé? A resposta é simples: o poder do dinheiro e o do TER…
Vai começar mais uma edição daquele reality show que nos oferece valores “bem interessantes”. Nunca vi tanta mulher se beijando na boca em festas e eventos, e se declarar de orientação hetero, como depois de uma edição desse programa. Culpa do programa? Não! Nós é que andamos procurando mais os lobos ao invés do pastor. Lembre-se: “(…) Aí está o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”!
E como disse ontem: “Deus espera”.
“(…) Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate. Por acaso algum de vocês, que é pai, será capaz de dar uma pedra ao seu filho, quando ele pede pão? Ou lhe dará uma cobra, quando ele pede um peixe? Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai de vocês, que está no céu, dará coisas boas aos que lhe pedirem”! (Mateus 7, 7-11)
O que fazer em 2017? Parar de prometer dia 31 e passar a cumprir a partir do primeiro raiar de janeiro
Com todo respeito: JESUS É O CARA! Creia nele!
Um imenso abraço fraterno.



Eu não vim para chamar justos-Reflexão do falecido Padre Antonio Queiroz

14 de Janeiro- Sábado - Evangelho - Mc 2,13-17


  
Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores.
Este Evangelho nos trás três coisas:
1) A vocação de Levi, que é o Apóstolo e evangelista S. Mateus.
2) Escândalo e crítica dos doutores da Lei por Jesus comer junto com pessoas de má fama.
3) A resposta explicativa de Jesus.
Os doutores da Lei eram como os nossos atuais catequistas. Eles seguiam as tradições farisaicas e sempre criticavam Jesus, porque ele não as seguia. Eles se julgavam os donos da fé do povo, e não servos, como devia ser. Jesus foi ousado, porque convidou para ser Apóstolo um pecador público, no pensar dos doutores da Lei e dos fariseus.
O cobrador de impostos era, entre os judeus, uma pessoa banida religiosa e socialmente, por colaborar com um governo estrangeiro e por ter as mãos manchadas com o dinheiro sujo, fruto do suborno, da extorsão e da usura. Como viviam em “estado de pecado”, eram considerados excluídos da salvação de Deus e sem possibilidade de conversão.
Além dos cobradores de impostos, também as prostitutas, os bandidos e os leprosos eram considerados pecadores públicos e banidos da sociedade judaica. Era justamente no meio dessa turma que Jesus vivia. E ele explica: não veio para chamar os justos, mas sim os pecadores. Mas esta atitude de Jesus batia de frente com o pensar da elite religiosa e social do seu país. “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?”
Jesus ouviu a reclamação feita aos discípulos e deu a resposta clara, que é um dos princípios básicos da religião que ele veio fundar: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas sim as doentes”. A Comunidade cristã não pode tornar-se um grupo fechado em si mesmo. É preciso abrir as janelas para ver os que mais precisam da graça de Cristo, e depois abrir as portas para ir ao encontro deles. Pois “Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.
A palavra “justos” aqui tem um sentido irônico. São aqueles que se julgam perfeitos, e por isso se negam a fazer qualquer mudança de comportamento. Uma pessoa assim não abre o coração para a Palavra de Deus, pois Deus não tem mais nada a dizer a ela, já chegou ao topo da montanha da vida cristã. São pessoas que “engolem um camelo e pensam que é um mosquito”.
Como é bom reconhecer os próprios pecados, e em seguida acreditar na misericórdia de Deus, que ama os pecadores! “O justo cai sete vezes por dia”. O que acontece conosco é que não temos o costume de, à noite, procurar descobrir os pecados que cometemos durante o dia, por pequenos que sejam, e nos arrepender deles. Todo pecado é pecado, independente do tamanho, se é grande ou pequeno.
Cristo desce até o mundo dos pecadores, não para ficar ali, mas para subir com eles na libertação do pecador, mostrando que Deus o ama, e ama muito.
Para entrarmos no Reino de Deus, fundado por Jesus, precisamos ser como Deus Pai, que manda o sol e a chuva sobre todos, maus e bons, juntos e injustos. Precisamos libertar-nos dos preconceitos de classe, de cor, de raça ou de qualquer outro. Que deixemos de dividir o povo entre bons e maus, entre os que podemos cumprimentar e os que não podemos, entre os que devemos amar e os que não devemos. Que aprendamos que todo ser humano, no fundo, é bom, porque foi criado por Deus. E é esse “fundo bom” que devemos olhar em primeiro lugar nas pessoas.
Como é bom ser misericordioso, isto é, amar uma pessoa que vive de forma errada! Não amamos o erro, mas a pessoa. Afinal, nós também somos pecadores. Um dia Jesus reclamou daqueles que vêem um cisco no olho do irmão, e não vêem a trave no próprio olho. Se olharmos sinceramente para nós mesmos, com certeza seremos mais misericordiosos para com os que erram.
Certa vez, um menino visitava sua tia, e esta o repreendeu por contar uma mentira. A tia o advertiu: “Você sabe o que acontece com meninos que dizem mentiras?” “Não, tia. O que acontece?”, ele perguntou.
“Bem”, disse ela, “existe um homem que mora na lua, de cor esverdeada, que tem só um olho, que desce no meio da noite e voa de volta para a lua levando os meninos que dizem mentiras. Lá eles são espancados com varas pelo resto de sua vida. Você ainda dirá mentiras?”
Aí está o grande erro daquela tia: querer motivar alguém a não dizer mentiras, através de uma mentira, e daquelas cabeludas!
Se quisermos condenar os pecadores, caímos no mesmo erro, porque também somos pecadores.
Maria Santíssima não exclui nenhum de nós, seus filhos e filhas, porque essa é uma virtude própria da mãe. Pelo contrário, os que levam vida errada são os que mais estão presentes nas orações e preocupações da mãe. Que nossa Mãe Maria nos ajude a imitar o seu Filho
Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores.



Somos perfeitos em Deus, mas frágeis e suscetíveis aos erros-Alexandre Soledade

13 de Janeiro- Sexta - Evangelho - Mc 2,1-12





Bom dia!
Num primeiro momento como não se encantar com esses dois fatos: a vontade e a paciência de Jesus em curar os que se acotovelavam a sua procura e a força de vontade daqueles que subiram no telhado para de lá descerem o paralítico até Jesus?
Se imaginarmos a cena, poderemos ver a cidade parada em torno do que acontecia. Um homem santo, um profeta que curava a todas as moléstias, tanto físicas como da alma, estava em Cafarnaum e aquele povo sedento vinha até ele com a esperança de ser tocado e curado. Isso é sinal de fé? Não sei bem! Explico:
Ainda hoje muita gente vem em busca dos milagres de Deus e não do Deus dos milagres. Falávamos terça-feira do processo da cura, sob a visão da pedagogia de Jesus, no episódio narrado da cura da sogra de Pedro: “(…) de fato, JESUS SE APROXIMA, NOS SEGURA PELA MÃO, AJUDA-NOS A LEVANTAR ENTÃO A REDENÇÃO ACONTECE…”. (reflexão de quarta-feira)
Precisamos notar que o empenho daqueles que traziam o paralítico não foi em vão (pois Ele via a  fé deles) e o que Jesus primeiro oferece ao paralítico? O perdão dos pecados! Como pode alguém querer ser curado se o mal verdadeiro que o aflige não for junto? Uma mulher que pede pela mudança ou conversão do marido, que ele passe a acompanhá-la na igreja, entende que ele não mudará enquanto seus pecados não forem curados (vicio do cigarro, bebida…)
Deus enxerga o que precisamos primeiro para então enfrentar o telhado que a vida irá nos impor todos os dias. Será que conseguimos notar a mediocridade daquele que pede a Deus dinheiro, carros, casa se no fim não tem como manter esse pedido? Sim! Muita gente ainda volta hoje pra casa com o sentimento que Deus não a ouviu, pois aquilo que queria não foi atendido? Sim! Somos muitas vezes insensíveis ao toque de Deus revelando o quanto somos ingratos. Ambicionamos o milagre mas não a conversão!
Dessa mesma Cafarnaum, Jesus talvez esperasse um pouco mais de gratidão, visto que a cidade parara para vê-lo curar de suas enfermidades, mas creio eu, em um evangelho mais para frente, Ele olha e vê que os motivos deles não eram os verdadeiros
“(…) Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e Sidônia tivessem sido feitos os prodígios que foram realizados em vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, cobrindo-se de saco e cinza. Por isso haverá no dia do juízo menos rigor para Tiro e Sidônia do que para vós. E TU, CAFARNAUM, QUE TE ELEVAS ATÉ O CÉU, SERÁS PRECIPITADA ATÉ AOS INFERNOS”. (Lucas 10, 13-15)
Deus opera em nós curas e milagres, mas quanto tempo dura a alegria e a gratidão pelo milagre? Cada um de nós tem algo para testemunhar que Deus fez e operou em nossas vidas e por si só já seriam motivo de eterna gratidão, mas por que sempre estamos negociando nossa fé a ver novos prodígios? Estou sendo duro? Não!
“(…) A centralidade da missão de Jesus encontra-se na revelação do Reino de Deus, de modo que para ele é mais importante a pregação do que a realização de curas e outros tipos de milagres. Os milagres estão relacionados com a revelação, pois explicitam o conteúdo principal da pregação de Jesus que é o amor que Deus tem por todos nós e o bem que ele concede a nós como manifestação desse amor. Sendo assim, o mais importante não é o milagre em si, mas a revelação que ele traz junto de si: Deus ama a todos nós com amor eterno e tudo faz pela nossa felicidade, e isso deve ser anunciado a todos os povos”. (Reflexão proposta pela CNBB quanto a Lucas 10)
É complicado ainda ver pessoas subindo nos telhados hoje e amanhã se comportando como criança birrenta! Gente, como eu ou você, em que Deus muito operou tanto e mesmo assim me recuso a crescer na fé. Deus sempre nos dá o que precisamos, mas nem sempre o que quero é o necessário. No entanto, qual é a nossa retribuição? Complicado ter que quase mendigar para que pessoas ajudem nas pastorais e movimentos, que se tornem catequistas, que toquem baixo nas missas, que busquem uma vida mais santa…
Somos perfeitos em Deus, mas frágeis e suscetíveis aos erros como homens, mas não abracemos a ingratidão. Por hoje: “(…) Eu digo a você: levante-se, pegue a sua cama (o que te prende) e vá para casa”.
Um Imenso abraço fraterno!



Para quem não se acha digno de Jesus-Jailson Ferreira

12 de Janeiro- Quinta - Evangelho - Mc 1,40-45 



Hoje, de tantos pontos interessantes desta passagem do Evangelho de São Marcos, eu gostaria de me deter a um ponto que quase passa imperceptível. Está nos dois primeiros versículos: "Um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: 'Se queres, tens o poder de curar-me.' Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: 'Eu quero! Fica curado!'"
Quis falar somente sobre este assunto porque é algo que pode salvar muitas pessoas hoje!
No tempo de Jesus, os judeus seguiam normas rígidas, que proibiam os leprosos de viverem nas cidades. Se um leproso tivesse que entrar na cidade, deveria vir avisando de longe, gritando, para que as pessoas abrissem caminho e nem chegassem perto, para não se contaminarem. Caso não pudessem gritar, já que a lepra também podia atacar a língua e os músculos da fala, o leproso tinha que bater numa espécie de frigideira para avisar aos outros que ele estava chegando. Existiam colônias de leprosos, afastadas das cidades, nas quais esses indivíduos passavam a morar. Seus parentes levavam comida e roupas para eles, mas não ficavam lá, porque quem os tocasse, ficaria "contaminado" com as suas impurezas.
Naquele tempo, chamavam de lepra qualquer problema de pele, como manchas, descamações e degenerações de pele, pois não tinham meios para diferenciar as diversas doenças possíveis, dentre elas, a que conhecemos hoje como hanseníase.
Para aquele leproso, se aproximar de Jesus não deve ter sido fácil. Ele era marginalizado da sociedade. Os olhares que as pessoas dirigiam a ele eram como flechas, acusando e julgando que aquela doença era um castigo de Deus aos seus pecados, ou aos de seus pais. Para muitos, viver assim é pior que morrer... Pior que viver sozinho, é viver sob o preconceito e o desprezo de todos.
Mas aí vem a boa notícia: Jesus veio para libertar a todos. Antes se dizia: "Quem tocar algo ou alguém impuro, também ficará impuro." Mas com Jesus acontece diferente: Ele toca o leproso, e o leproso fica curado. O PURO toca o impuro, e este se purifica.
Então, meu irmão, se você se acha indigno de receber a graça que você tanto precisa, faça como o leproso de hoje. A situação dele era pior que a sua. Aproxime-se de Jesus, ajoelhe-se diante dEle, e peça humildemente aquilo que você precisa. E tenha certeza que Jesus estará pensando e curando suas feridas.