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terça-feira, 31 de março de 2015

Ide por todo o mundo e proclamem a Boa Nova!-Claretianos

SÁBADO, 11 DE ABRIL DE 2015
Estanislau

Atos 4,13-21:Devemos contar o que vimos e ouvimos
Salmo 117: Este é o dia do Senhor: seja nossa alegria e nosso gozo
Marcos 16,9-15: Ide por todo o mundo e proclamem a Boa Nova!

9 Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios. 10 Foi ela noticiá-lo aos que estiveram com ele, os quais estavam aflitos e chorosos. 11 Quando souberam que Jesus vivia e que ela o tinha visto, não quiseram acreditar. 12 Mais tarde, ele apareceu sob outra forma a dois entre eles que iam para o campo. 13 Eles foram anunciá-lo aos demais. Mas estes tampouco acreditaram. 14 Por fim apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado. 15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.

COMENTÁRIO

Jesus ressuscitado aparece muito cedo de manhã a Maria Madalena. Ela corre em seguida para partilhar a notícia aos machucados e entristecidos companheiros de Jesus, porém estes não acreditam no que escutam, como se a esperança semeada neles por Jesus tivesse desaparecido com sua morte. Definitivamente, nem os próprios discípulos acreditavam no que se contava entre eles. As aparições devem ser tomadas como toques dados à consciência pela experiência que se vive no próprio interior com o ressuscitado. São importantes porque Jesus não pode ser buscado fora da história, mas através dos processos internos de tomada de consciência. A comunidade deve ter claro que as aparições estão ligadas à reconstrução da consciência pessoal e grupal. A recuperação das consciências se dá quando se sai da crise enfrentada por tantas dúvidas e temores e se experimenta que Jesus está vivo e nos chama a reconstruir a vida em torno de um projeto comunitário que se acreditava fracassado. É importante também como a comunidade reconstrói sua consciência e volta novamente à alegria de poder ter esperança. Já reconstruídos e com a experiência de ter vivido a partir de dento o processo da conversão, os discípulos serão capazes de anunciar e testemunhar com suas vidas a Boa Nova.


Ele repartiu o pão e o peixe-Claretianos

SEXTA-FEIRA, 10 DE ABRIL DE 2015
Exequiel

Atos 4,1-12: Nenhum outro nome pode salvar
Salmo 117: Deem graças ao Senhor porque é bom, porque é eterna a sua misericórdia
João 21,1-14: Ele repartiu o pão e o peixe.

1 Depois disso, tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo: 2 Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galileia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos. 3 Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe eles: Também nós vamos contigo. Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam. 4 Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Todavia, os discípulos não o reconheceram. 5 Perguntou-lhes Jesus: Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer? Não, responderam-lhe. 6 Disse-lhes ele: Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis. Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes. 7 Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor! Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se às águas. 8 Os outros discípulos vieram na barca, arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão cerca de duzentos côvados). 9 Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão. 10 Disse-lhes Jesus: Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes. 11 Subiu Simão Pedro e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinquenta e três peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. 12 Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: Quem és tu?, pois bem sabiam que era o Senhor. 13 Jesus aproximou-se, tomou o pão e o deu a eles, e do mesmo modo o peixe. 14 Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado.
 

COMENTÁRIO

Jesus ressuscitado aparece um dia qualquer a seus discípulos, que não o identificam apesar do que ele lhes fala. Quando os manda lançar as redes e apanham quantidade de peixes, somente Pedro o reconhece. A aparição de Jesus faz com que a fé dos discípulos renasça, recuperem o tempo perdido e comecem a pensar em como vão se organizar de novo em função da antiga e grande utopia. O encontro com o ressuscitado não pode ficar guardado como uma lembrança. A transcendência desse momento leva aos protagonistas um desafio definitivo em suas vidas. O ofício da pesca tomará novo valor ao ser agora pescadores de homens e a missão será muito maior que a simples luta pela sobrevivência. Nestas celebrações pascais peçamos que Deus nos permita encontrar o rosto do ressuscitado no cotidiano de nossas vidas; que demos ares novos à nossa existência, assumindo a responsabilidade de ser pescadores de homens e mulheres com as redes da esperança.


O Messias padecerá e ressuscitará-Claretianos

QUINTA-FEIRA, 09 DE ABRIL DE 2015
Cassilda, Demétrio, Maria de Cléofas

Atos 3,11-26: Mataram o autor da vida
Salmo 8: Senhor, Senhor nosso, que admirável é teu nome em toda a terra!
Lucas 24,35-48: O Messias padecerá e ressuscitará.

35 Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão. 36 Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco! 37 Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito. 38 Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações? 39 Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho. 40 E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41 Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: Tendes aqui alguma coisa para comer? 42 Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado. 43 Ele tomou e comeu à vista deles. 44 Depois lhes disse: Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos. 45 Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo: 46 Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia. 47 E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48 Vós sois as testemunhas de tudo isso.

COMENTARIO

Os discípulos vivem sua fé muitas vezes com dúvidas e temores, porém pouco a pouco vão compreendendo que o Mestre já não está no túmulo e que portanto, já não é possível viver na passividade e muito menos se antitestemunho do ressuscitado. Os discípulos viveram a experiência da ressurreição, uma ressurreição que transcende toda intuição humana e vai necessariamente sendo marcada na realidade da fé, a partir da qual é aceita e vivida.
Quem não reconhecesse o ressuscitado em comunidade não teria assumido a realidade plena de ser um cristão individual. Os discípulos estão congregados dando seu próprio testemunho do encontro com o Ressuscitado. No meio da reunião de fé estes se apresentam e sentem temor. É então quando a experiência individual começa a ser coletiva, comunitária, sem destruir o pessoal.
Nós, como igreja, temos a obrigação de encarnar o projeto de vida e de justiça que nos oferece o Ressuscitado. Sigamos crendo, construindo e assumindo o reino comum como nova experiência de vida para os homens e mulheres de boa vontade. Somente assim é possível ressuscitar também.


Reconheceram-no ao partir do pão-Claretianos

QUARTA-FEIRA, 08 DE ABRIL DE 2015
Dionísio, Constança

Atos 3,1-10: Tudo que tenho te dou
Salmo 104:Recordem as maravilhas do Senhor
Lucas 24,13-35: Reconheceram-no ao partir do pão.

13 Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. 14 Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. 15 Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. 16 Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram. 17 Perguntou-lhes, então: De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes? 18 Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias? 19 Perguntou-lhes ele: Que foi? Disseram: A respeito de Jesus de Nazaré... Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo. 20 Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. 22 É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; 23 e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram. 25 Jesus lhes disse: Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! 26 Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória? 27 E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras. 28 Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante. 29 Mas eles forçaram-no a parar: Fica conosco, já é tarde e já declina o dia. Entrou então com eles. 30 Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu a eles . 31 Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram... mas ele desapareceu. 32 Diziam então um para o outro: Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? 33 Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam. 34 Todos diziam: O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. 35 Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.

COMENTÁRIO

Os dois discípulos se dirigem a Emaús: eles que se haviam sentido interpelados pelo projeto do Nazareno, agora porém estavam assustados pelos últimos acontecimentos. O poder romano, aliado ao poder religioso judaico, assassinou Jesus; por isso os discípulos e seguidores do condenado caminham agora temerosos pelas ruas de Jerusalém e seus arredores.
Eles reconhecem que Jesus está vivo na fração do pão. É a mudança suscitada em seu interior pelo ressuscitado é que fez deles novas criaturas, capazes de partilhar a vida, o alimento, a amizade e a luta comum por um mundo mais justo e humano.
Foi no gesto da fração do pão onde se deram conta de que o assassinato do Mestre não tinha conseguido apagar o ardor de seus corações, mas que a partir desse mesmo instante não valeu outra coisa senão a experiência do Jesus ressuscitado. Já não tem validade a preocupação pelo sepulcro vazio; já não existe o temor a Roma nem à camarilha judaica. Já não há temor, porque a força do Cristo ressuscitado os impulsionou a anunciar a causa do reino.


Nós vimos o Senhor!-Claretianos

TERÇA-FEIRA, 07 DE ABRIL DE 2015
João Batista de La Salle

Atos 2,36-41: Convertam-se e batizem-se em Jesus Cristo
Salmo 32: A misericórdia do Senhor enche a terra
João 20,11-18: Nós vimos o Senhor!

11 Entretanto, Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava. Chorando, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro. 12 Viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Eles lhe perguntaram: Mulher, por que choras? Ela respondeu: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. 14 Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu. 15 Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem procuras? Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar. 16 Disse-lhe Jesus: Maria! Voltando-se ela, exclamou em hebraico: Rabôni! (que quer dizer Mestre). 17 Disse-lhe Jesus: Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. 18 Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e contou o que ele lhe tinha falado.

COMENTÁRIO

A Palavra de Deus apresenta hoje a experiência de Maria Madalena com Jesus ressuscitado. É algo que não pode ficar guardado. Ela partilha a experiência com os demais da comunidade e contribui om a tarefa de reanimar a fé dos discípulos. A comunidade começa a experimentar um capítulo novo em sua história; agora os medos e as dúvidas vão se transformando em confiança e compromisso. A comunidade discipular se prepara para receber o Espírito Santo e dessa maneira converte-se em comunidade missionária entregue ao anúncio de tudo que foi aprendido com Jesus, confirmando seu testemunho com obras e até coma própria vida. Maria Madalena e depois toda a comunidade discipular, reconhece que Jesus é o único mestre. Ao redor de sua proposta eles apostaram suas vidas e isso lhe dá um rumo novo. A vida cotidiana se vê transformada na consolidação do discipulado, ao redor da memória do Mestre. Eles e elas são herdeiros do projeto que em outro momento Jesus sonhou e que agora deve continuar na história. A Páscoa é um momento de graça que não podemos deixar passar sem agradecer a Deus as vezes em que ele deixou ver seu rosto e alcançou para nós misericórdia. Os seres humanos de toda raça e cultura temos sido convocados pelo testemunho destes primeiros cristãos, para que conheçamos e nos apaixonemos sem reservas pela causa de Jesus: o Reino.


E correram a dar a notícia aos discípulos-Claretianos

SEGUNDA-FEIRA, 06 DE ABRIL DE 2015
Celestino, Marcelino, Edite

Atos 2,14.22–23: Deus ressuscitou a este Jesus
Salmo 15:Protegei-me, ó meu Deus, pois eu me refúgio em ti
Mateus 28,8-15: E correram a dar a notícia aos discípulos.

8 Elas se afastaram prontamente do túmulo com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram a dar a boa nova aos discípulos. 9 Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: Salve! Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés. 10 Disse-lhes Jesus: Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galiléia, pois é lá que eles me verão. 11 Enquanto elas voltavam, alguns homens da guarda já estavam na cidade para anunciar o acontecimento aos príncipes dos sacerdotes. 12 Reuniram-se estes em conselho com os anciãos. Deram aos soldados uma importante soma de dinheiro, ordenando-lhes: 13 Vós direis que seus discípulos vieram retirá-lo à noite, enquanto dormíeis. 14 Se o governador vier a sabê-lo, nós o acalmaremos e vos tiraremos de dificuldades. 15 Os soldados receberam o dinheiro e seguiram suas instruções. E esta versão é ainda hoje espalhada entre os judeus.

COMENTÁRIO

O evangelho de hoje segue animando a comunidade que depois de viver a dor da morte experimenta a alegria do sepulcro vazio e do encontro com o Ressuscitado. As mulheres, ansiosas e entusiasmadas pela notícia dada pelo anjo sobre a ressurreição de Jesus, abandonam pressurosas o sepulcro e vão avisar os discípulos. Jesus aparece-lhes e as saúda. A alegria deixa-as embargadas de emoção. Jesus as convida a que avisem seus irmãos na Galileia. A comunidade discipular, animada pelo testemunho das mulheres, empreende caminho para a Galileia, a terra dos pobres; aí onde tudo havia começado irão ao encontro do Mestre. É um novo nascimento e o crescimento integral da comunidade, na qual pouco a pouco irá compreendendo melhor tudo que ele lhes ensinou. Hoje é importante que participemos da alegria e da força da Ressurreição. Nesta hoje de vida oremos por todas as iniciativas que conhecemos na Igreja e na sociedade em favor da vida. Elas são sementes dessa mesma vida que manifestam o amor de Deus e a presença de Cristo Ressuscitado.



Ele devia ressuscitar dentre os mortos-Claretianos

05 de abril
DOMINGO, 05 DE ABRIL DE 2015
DOMINGO DE PÁSCOA
Vicente Ferrer

Atos 10,34a.37-43: Comemos e bebemos com ele depois da ressurreição
 Salmo 117: Este é o dia do Senhor fez para nós: seja nossa alegria e nosso gozo
Colossenses 3,1-4: Busquem os bens do alto onde está Cristo
João 20,1-9: Ele devia ressuscitar dentre os mortos.
1 No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro. 2 Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram! 3 Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro. 4 Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. 5 Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou. 6 Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão. 7 Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte. 8 Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu. 9 Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos.

COMENTÁRIO

No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro. Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram! Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro. Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou. Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão. Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu. Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos.
A) Primeiro comentário
Para este domingo de Páscoa a liturgia nos oferece como primeira leitura um dos discursos de Pedro, uma vez transformado pela força de Pentecostes: aquele que pronunciou em do centurião Cornélio, a propósito do consumo de alimentos puros e impuros, o que estava em íntima relação com o tema do anúncio do Evangelho aos não judeus e de seu ingresso à nascente comunidade cristã. O discurso de Pedro é um resumo da proclamação típica do Evangelho que contém os elementos essenciais da história da salvação e das promessas de Deus cumpridas em Jesus. Pedro e os demais apóstolos pregam a morte de Jesus pelas mãos dos judeus, porém, também sua ressurreição por obra do Pai, porque “Deus estava com ele”. De modo que a morte e ressurreição de Jesus são a via de acesso de todos os homens e mulheres, judeus e não judeus à grande família surgida da fé em sua pessoa como Filho e Enviado de Deus, e como Salvador universal; uma família onde não há exclusões de nenhum tipo. Esse é um dos principais sinais da ressurreição de Jesus e o meio mais efetivo para comprovar ao mundo que ele se mantém vivo na comunidade.
Uma comunidade, um povo, uma sociedade onde há excluídos ou marginalizados, onde o rigor das leis divide e separa uns de outros, é a antítese do efeito primordial da ressurreição; e em muito maior medida em se tratando de uma comunidade ou de um povo que diz chamar-se cristão.
O evangelho de João apresenta Maria Madalena madrugando para ir ao sepulcro de Jesus. “Contudo estava escuro”, sublinha o evangelista. É preciso ter em conta este detalhe porque João gosta de usa esses símbolos em contraste: luz-trevas, mundo-espírito, verdade-falsidade, etc. Maria, pois, permanece às escuras; não experimentou ainda a realidade da ressurreição. Ao ver que a pedra com eu haviam tapado o sepulcro tinha sido retirada, não entra, como o fazem as mulheres no relato lucano, mas que volta para buscar a Pedro e o “outro discípulo”. Ela permanece submissa à figura masculina; sua reação natural é deixar que sejam eles quem vê e comprovem e que depois digam, eles mesmos, o que viram. Este é outro contraste com o relato lucano. Porém, inclusive entre Pedro e o outro discípulo que Jesus “amava muito”, existe no relato de João uma certa rejeição de tipo hierárquico: em que pese que o “outro discípulo” correu mais, devia ser Pedro, o de maior idade, quem deveria entrar por primeiro e olhar. Efetivamente, na tumba somente estão as amarras e o sudário; o corpo de Jesus desaparece. Vendo isto creram, entenderam que a escritura dizia que ele tinha que ressuscitar e partiram para comunicar tão transcendental noticia aos demais discípulos. A estrutura simbólica do relato fica perfeitamente construída.
A ação transformadora mais palpável da ressurreição de Jesus foi a partir de então sua capacidade de transformar o interior dos discípulos – antes desagregados, egoístas, divididos e atemorizados – para voltar a convoca-los ou reunidos em torno da causa do Evangelho e enchê-los do seu espírito de perdão.
A pequena comunidade dos discípulos, não somente havia sido dissolvida pela falta de justiça contra Jesus, mas também pelo medo de seus inimigos e pela insegurança que deixa em um grupo a traição de um de seus integrantes.
Os corações de todos estavam feridos. À hora da verdade, todos eram dignos de reprovação: ninguém havia entendido corretamente a proposta do Mestre. Por isso, quem não havia traído o havia abandonado à própria sorte. E se todos eram dignos de reprovação, todos estavam necessitados de perdão. Voltar a dar coesão à comunidade de seguidores, dar-lhes unidade interna no perdão mútuo, na solidariedade, na fraternidade e na igualdade, era humanamente impossível. Contudo, a presença e a força interior do ressuscitado conseguiu reunir novamente o grupo.
Quando os discípulos desta primeira comunidade sentem interiormente esta presença transformadora de Jesus e quando a comunhão é quando realmente experimental sua ressurreição. E é então quando já não precisam mais das provas exteriores da mesma. O conteúdo simbólico dos relatos do ressuscitado atuante que apresentam à comunidade, revela o processo renovador que opera o ressuscitado no interior das pessoas e do grupo.
Magnífico exemplo do que o efeito da ressurreição pode produzir também hoje em nós, no âmbito pessoal e comunitário. A capacidade do perdão; da reconciliação conosco mesmos, como naquele punhado de homens tristes, covardes e dispersos a que o milagre da ressurreição transformou.
B) SEGUNDO ESQUEMA – O RESSUSCITADO E O CRUCIFICADO
Como em outros anos, incluímos aqui um segundo esquema de homilia, nitidamente na linha da espiritualidade latino-americana da libertação, que intitulamos “O Ressuscitado é o Crucificado”.
O que não é a ressurreição de Jesus
Costuma-se dizer teologicamente que a ressurreição de Jesus não é um fato “histórico”, com isto não se quer dizer que seja um fato irreal, mas que sua realidade está mais além do físico. A ressurreição de Jesus não é um fato realmente que possa ser registrado pela história: ninguém teria a possibilidade de fotografar a ressurreição. Objeto de nossa fé, a ressurreição de Jesus é mais que um fenômeno físico. De fato, os evangelhos não narram a ressurreição: ninguém a viu. As testemunhas falam a partir de suas experiências de crentes: sentem que o ressuscitado “está vivo”, porém não são testemunhas do fato mesmo da ressurreição.
A ressurreição de Jesus não tem semelhança alguma com o “reavivamento” de Lázaro. Jesus não voltou a esta vida nem aconteceu a reanimação de um cadáver (de fato, em teoria, não teríamos problema em acreditar na ressurreição de Jesus ainda que seu cadáver houvesse ficado entre nós, porque o corpo ressuscitado não é, sem mais, o cadáver). A ressurreição (tanto de Jesus quanto a nossa) não é uma volta para trás, mas um passo adiante, um passo para outra forma de vida, a vida de Deus.
Importa realçar este aspecto para que nos demos conta de que nossa fé na ressurreição não é a adesão a um “mito” como ocorre em tantas religiões, que possuem seus mitos de ressurreição. Nossa afirmação da ressurreição não tem por objetivo um fato físico, mas uma verdade de fé com um sentido mais profundo, que é o que queremos desenvolver.
A “boa notícia” da ressurreição foi conflitiva
Uma primeira leitura de Atos provoca estranheza: por que a notícia da ressurreição suscitou a ira e a perseguição por parte dos judeus? Notícias de ressurreição não eram tão infrequentes naquele mundo religioso. Não deveria ofender a ninguém a notícia de que alguém tivesse tido a sorte de ser ressuscitado por Deus. Contudo, a ressurreição de Jesus foi recebida com uma gravidade extrema por parte das autoridades judaicas. Faz pensar no forte contraste com a situação atual: hoje ninguém se irrita ao escutar essa notícia. A ressurreição de Jesus hoje provoca indiferença? Por que esta indiferença? Será que não anunciamos a mesma ressurreição? Ou não anunciamos a mesma coisa no anúncio da ressurreição de Jesus?
Lendo mais atentamente o livro de Atos, percebe-se que o anúncio mesmo que faziam os apóstolos tinha um ar polêmico: anunciavam a ressurreição “desse Jesus a quem vocês crucificaram”. Isto é, não anunciavam a ressurreição em abstrato, como se a ressurreição de Jesus fosse simplesmente a afirmação do prolongamento da vida depois da morte. Tampouco estavam anunciando a ressurreição de alguém qualquer, como se o que importante fosse simplesmente que um ser humano, qualquer que fosse, havia transpassado as portas da morte.
O crucificado e o ressuscitado
Os apóstolos anunciavam uma ressurreição muito concreta: a daquele homem chamado Jesus, a quem as autoridades civis e religiosas haviam rejeitado, excomungado e condenado. Quando Jesus foi atacado pelas autoridades, ficou só. Seus discípulos o abandonaram, e Deus mesmo guardou silencio como se estivesse de acordo. Tudo parecia concluir com a crucificação.
Porém, aí ocorreu algo. Uma experiência nova e poderosa se lhes impôs: sentiram que estava vivo. Foram invadidos por uma certeza estranha: que Deus confirmava a missão de Jesus e se empenhava em reivindicar seu nome e sua honra. “Jesus está vivo; não puderam vencê-lo com a morte. Deus o ressuscitou, sentou-o à sua direita, confirmando a veracidade e o valor de sua vida, de sua palavra, de sua Causa. Jesus tinha razão e não as autoridades que o expulsaram deste mundo e desprezaram sua Causa. Deus está do lado de Jesus, Deus respalda a Causa do Crucificado. O crucificado ressuscitou e vive!
E foi isto que verdadeiramente irritou as autoridades judaicas: Jesus deixou-as irritadas estando vivo e, igualmente, estando ressuscitado. Também a elas, o que as irritava não era o fato físico mesmo de uma ressurreição, que um ser humano morra ou ressuscite; o que não podiam tolerar era pensar que a Causa de Jesus, seu projeto, sua utopia, que já haviam considerado tão perigosa em vida e que já acreditavam enterrada, voltasse e se colocasse novamente em pé, isto é, que houvesse ressuscitado. E não podiam aceitar que Deus estivesse se comprometendo por aquele crucificado, condenado e excomungado. Eles acreditavam em outro Deus.
Crer com a fé de Jesus
Porém, os discípulos que redescobriram em Jesus o rosto de Deus (como o Deus de Jesus) compreenderam que Jesus era o Filho, o Senhor, a Verdade, o Caminho, a Vida, o Alfa, o Ômega. A morte não tinha nenhum poder sobre ele. Estava vivo. Havia ressuscitado. E não podiam senão confessá-lo e “segui-lo”, “aderindo à sua Causa”, obedecendo a Deus antes que aos homens, ainda que custasse a vida.
Trata-se de crer que a ressurreição não é para eles a afirmação de um fato físico-histórico, que aconteceu ou não, nem uma verdade teórica abstrata (a vida pós-morte), mas a afirmação contundente da validez suprema da Causa de Jesus, à altura mesma de Deus (à direita de Deus Pai), pela qual é necessário viver e lutar até a doação da própria vida.
E se nossa fé reproduz realmente a fé de Jesus (sua visão da vida, sua opção diante da história, sua atitude diante dos pobres... ), será tão conflitiva como o foi na pregação dos apóstolos ou na vida mesma de Jesus.
Se, no entanto, reduzimos a ressurreição de Jesus a um símbolo universal da vida pós-morte, ou à simples afirmação de uma vida para além da morte, ou a um fato físico-histórico que ocorreu há vinte séculos... então essa ressurreição fica esvaziada do conteúdo que teve em Jesus e já não diz nada a ninguém, nem irrita os poderes deste mundo, mas chega até a desmotivar ou desmobilizar o seguimento e o compromisso pala Causa de Jesus.
O importante não é crer em Jesus, mas crer como Jesus. Não é ter fé em Jesus, mas ter a fé de Jesus: sua atitude diante da história, sua opção pelos pobres, sua proposta, sua luta decidida, sua Causa...
Crer lucidamente em Jesus na América Latina, ou neste Continente “cristão”, onde a notícia de sua ressurreição já não irrita a tantos que invocam seu nome para justificar inclusive as atitudes contrarias às de Jesus, implica voltar a descobrir o Jesus histórico e o sentido da fé na ressurreição.
Crendo com essa fé de Jesus, as “coisas de cima” e as da terra não são já duas direções opostas, nem sequer distintas. As “coisas de cima” são da Terra Nova que está enxertada já aqui embaixo. É preciso fazê-la nascer no doloroso parto da História, sabendo que nunca será fruto adequado de nossa planificação, mas dom gratuito daquele que vem. Buscar as “coisas de cima” não é esperar passivamente que soe a hora escatológica (que já soou na ressurreição de Jesus), mas tornar realidade em nosso mundo o Reinado do Ressuscitado e sua Causa: Reino de vida, de Justiça, de Amor e de Paz.
Oração comunitária:
Ó Deus, origem e fonte de nossa vida, que nos enches de alegria por ocasião das festas da Páscoa, ajuda-nos. Renovados pela grande alegria experimentada pela comunidade, queremos trabalhar sempre para vencer a morte e fazer crescer a vida, até que a experimentemos em sua consumação plena. Por teu Filho Jesus, morto e ressuscitado. Amém.
Complementamos a reflexão com este soneto de Pedro Casaldáliga:
“Eu mesmo O verei”
E seremos nós, para sempre,
como és Tu o que foste, em nossa terra,
companheiro de todos os caminhos.
Seremos o que somos, para sempre,
porém gloriosamente restaurados,
como são tuas essas cinco chagas,
imprescritivelmente gloriosas.
Como Tu és o que foste, humano, irmão,
exatamente igual na tua morte,
Jesus, o mesmo e totalmente outro,

Assim seremos para sempre, exatos,
o que fomos, somos e seremos,
totalmente outros, porém, tão nós mesmos.

segunda-feira, 30 de março de 2015

-POR QUE CHORA? José Salviano

3ª-feira na Oitava da Páscoa

7 de Abril de 2015-Evangelho - Jo 20,11-18



         Maria Madalena voltou-se para trás, e O Mestre estava bem ali de pé. E ainda perguntou por que ela chorava e a quem procurava. Mas Maria não percebeu que era Ele. Somente quando Jesus a chamou pelo nome, então ela o reconheceu.  Outro dia uma pessoa relatava uma pavorosa experiência de um sequestro, e frisou bem o seu desespero, quando ela em meio àquela situação de terror, em que lhe parecia que tudo estava acabado, que ela não escaparia da morte, ela disse desesperada. Deus me onde você está? Me ajude! Me ajude! Segundos depois ela escuta um pé na porta do local-esconderijo: Um chute na porta seguido de um grito: POLÍCIA!...
         Experimente falar com Deus nos seus momentos de pânicos, de desespero, de crise, de emergência total, de puro perigo! Lembre-se: Deus está em toda parte, ele está vendo tudo o que nos acontece, tudo o que fazemos e pensamos. E o melhor. Ele nos ama! Ele se compadece de nós. Ele nos protege! Ele nos acode nos momentos de aflição.
         Deus está em toda parte, e por incrível que nos pareça, pode parecer um jardineiro, um faxineiro, um mendigo, uma pessoa qualquer.
Acredite! Jesus ressuscitou e vive no meio de nós. Ele está sempre do seu lado, está aqui agora me orientando na escrita desta reflexão que você vai ler em breve. E está no Sacrário, no altar, na floresta, sobre as águas do oceano, na brisa que sopra, e nos tufões que nos ameaçam  a vida, no canto dos pássaros, no barulho da chuva, na homilia do sacerdote, no sorriso da criança.
         Um amigo me disse outro dia, que quando ele está de bem com Deus, as crianças se aproximam dele sorrindo. Passei a reparar isso. As crianças às vezes me olham com um interesse inexplicável... Teve um dia na missa que  uma criança se engraçou tanto comigo, que o seu pai ficou muito preocupado. Acho que ele viu em mim a figura de um pedófilo ou coisa parecida...  Que perigo!
         Jesus ressuscitado estava em seu corpo glorioso e por isso não podia ser tocado. E Maria teve de entender isso. Pois antes de voltar ao Pai, Jesus permaneceu na Terra, naqueles mesmos lugares por um certo tempo. E apareceu a muitos para que você e eu nunca duvidemos que Ele é o próprio Deus que embora tenha sido morto, no terceiro dia voltou à vida.
         Vamos prestar mais atenção na presença viva de Cristo ressuscitado em nossa volta. Perguntemos sempre a Ele o que devemos fazer. Qual a nossa próxima tarefa pelo bem do Reino. Estejamos sempre prontos a colaborar, prontos a fazer sempre a vontade do Pai, em vez da nossa vontade. Pois é para isso que estamos nesta vida. Amém.
Boa noite. José Salviano