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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Jesus nascerá de Maria, prometida em casamento a José -Igreja Matriz de Dracena

18 de Dezembro- Quinta - Evangelho - Mt 1,18-24

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO
A perícope evangélica da concepção virginal de Jesus tem sido objeto de controvérsia. As interpretações são desencontradas tanto por desconhecermos elementos fundamentais para compreendê-la, o que não acontecia com as comunidades primitivas, quanto por projetarmos nossos preconceitos sobre o texto bíblico.
O Evangelho detém-se na soleira do mistério insondável de Deus, numa atitude de respeito e reverência, sem se importar com especulações de caráter anatômico ou fisiológico. Só lhe interessam os elementos teológico-espirituais deste dado da fé da Igreja.
Jesus não entra na História como resultado do esforço humano de construir a própria salvação. Ele tem sua origem em Deus, em quem toda a sua existência está alicerçada.
Sua origem evoca o relato da criação, no Gênesis, onde tudo existe pela vontade soberana de Deus. Jesus, e com ele a salvação da humanidade, é a derradeira obra divina.
Jesus é o dom de Deus a ser acolhido pela humanidade. Torna-se, portanto, inútil qualquer esforço humano de construir a salvação pelas próprias mãos. O ser humano só pode salvar-se por obra de Deus. Qualquer outro caminho estará fadado ao fracasso.
A referência ao Espírito Santo aponta para um tipo de ação inefável e misteriosa de Deus em relação à mãe do Messias. O mesmo Espírito Santo, instrumento da ação divina desde os primórdios da Criação, fez-se também presente quando do nascimento do Messias Jesus. A esta força divina é que se deve sua presença no mundo.
Oração
Pai, ajuda-me a contemplar sua ação maravilhosa em relação à concepção de teu Filho Jesus. Que eu reconheça nela tua oferta gratuita de salvação para toda a humanidade.


Genealogia de Jesus Cristo-Igreja Matriz de Dracena

17 de Dezembro - Quarta - Evangelho - Mt 1,1-17


A CRIAÇÃO CONSUMADA
O longo elenco genealógico forjado pelo evangelista para explicitar a linhagem davídica de Jesus – filho de Davi –, esconde, em suas entrelinhas, um rico filão teológico. Uma de suas vertentes é o tema da criação levada à sua plenitude com a irrupção de Jesus na história humana. A genealogia pretende ser uma releitura do Gênesis e não o resultado de uma pesquisa minuciosa a respeito dos antepassados do Messias.
O cabeçalho da genealogia é introduzido pela expressão “livro do gênesis de Jesus Cristo”. Tudo nela gira em torno do verbo “gerar”, dar vida, trazer à existência, encaminhando-se para a geração de Jesus, como ponto para onde converge todo o dinamismo da História. Nele as gerações chegam a termo. Não se dirá “Jesus gerou …”, por se constituir o definitivo ponto de referência de tudo quanto existe.
O evangelista também serviu-se de uma rica simbologia numérica, em voga nos círculos rabínicos da época, para alcançar seu objetivo. O número quatorze multiplicado por três corresponde a quarenta e dois, ou seja, seis vezes sete. Na aritmética teológica hebraica, o número seis indicava imperfeição, carência. Ele corresponderia aos seis dias da criação. Competia ao Messias Jesus inaugurar o sétimo dia para levar a criação à plenitude.
Na concepção de Jesus, a presença do Espírito Santo, comparável ao vento que soprava sobre as águas por ocasião do primeiro gênesis, completa o simbolismo: em Jesus tem início a criação nova e verdadeira. É a criação consumada!

Oração
Pai, que a presença de teu Filho Jesus, na História, leve à plenitude a obra de tua criação, fazendo desabrochar, em cada coração humano, o amor para o qual foi criado.

Os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vós no Reino do céu. -Igreja Matriz de Dracena

16 de Dezembro- Terça - Evangelho - Mt 21,28-32

Arrependeu-se e foi. 
QUEM FAZ A VONTADE DO PAI

Jesus denunciou, corajosamente, a atitude de certas lideranças religiosas de seu tempo. O ponto polêmico girava sempre em torno da maneira como estes líderes se relacionavam com ele. Apesar de serem tidos como piedosos e tementes a Deus, eram incapazes de perceber a presença do Pai na vida e na ação de Jesus, e de reconhecê-lo como seu enviado. Tal obstinação era insuportável para o Mestre.
Entretanto, Jesus se dava conta de estar sendo acolhido com carinho pelas pessoas, vítimas da discriminação social e religiosa. Os pecadores, as pessoas de má vida, os desprezados cobradores de impostos eram sensíveis à sua pregação e se deixavam tocar por ela. Entre eles, o ministério de Jesus produzia bons frutos e atingia seu objetivos.
O contraste entre as duas atitudes era gritante. Havia os que pretendiam estar próximos de Deus, mas se fechavam para Jesus e insistiam em não dar valor às suas palavras. E havia os que pareciam viver à margem de Deus, porém tinham suficiente clarividência para intuir que, em Jesus, a salvação se fazia presente na história humana. Assim, os primeiros estavam longe de agradar a Deus, embora aparentemente dessem mostras do contrário. Os segundos – as meretrizes e os pecadores – agiam de forma agradável a Deus, por terem chegado à fé em Jesus, reconhecendo-o como salvador. Por isso, teriam precedência no Reino.

Oração 
Senhor Jesus, dá-me clarividência para reconhecer-te como presença da salvação de Deus, na história humana, e assim, fazer a vontade do Pai.

Donde vinha o batismo de João?-Igreja Matriz de Dracena

15 de Dezembro- Segunda - Evangelho - Mt 21,23-27


AMEAÇADOS PELO MESSIAS
Os sumos sacerdotes e anciãos do povo, que se aproximaram de Jesus para inquirir com que autoridade ele agia, pertenciam à facção dos saduceus. Este partido era, em sua maioria, formado pela elite religiosa e civil de Jerusalém, privilegiada pelo sistema excludente que se implantara em Israel. Para garantir seus privilégios, os saduceus contavam com o apoio dos romanos que dominavam toda a Palestina. Sua concepção religiosa conservadora levava-os a rejeitar qualquer mudança, por significar perigo para eles.
A popularidade de Jesus deixava-os incomodados. Temiam que este liderasse uma revolta para usurpar-lhes o poder. Temiam, igualmente, uma reação dos romanos diante de uma rebelião popular. Temiam, enfim, pelos destinos da religião entregue nas mãos de um revolucionário. Por isso, julgaram por bem verificar quais seriam as reais intenções de Jesus.
Importava-lhes saber que espécie de autoridade ele se atribuía a si mesmo, como se identificava: como messias religioso, guerrilheiro político, ativista social, e qual seria a origem do poder que se autoconferia. No fundo, queriam saber se Jesus era, de fato, um concorrente deles, ou alguém inofensivo.
Como os antigos profetas, o Mestre não tinha respaldo de instituição alguma. Sua atuação decorria da consciência de ter sido enviado diretamente por Deus, fonte de sua autoridade. Mas, como convencer disto os seus adversários?
Oração
Pai, tira de mim toda e qualquer suspeita sobre teu Filho Jesus, cuja autoridade vem de ti e está sempre a serviço de teu Reino.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mudança de opinião,”-Helena Serpa

16 de Dezembro- Terça - Evangelho - Mt 21,28-32


1a. Leitura – Sofonias 3,1-2.9-13 – “tempo de expurgar pecados”

O profeta Sofonias prediz um tempo de expurgação dos pecados do povo que não deu ouvidos ao apelo e à correção do Senhor tornando-se, por isso, rebelde e apartado de Deus. Ele prognostica o tempo da salvação em que um povo, humilde e pobre, isto é, que não confia em si mesmo, mas espera no Senhor, cultuará a Deus trazendo para Ele as suas oferendas. Por isso, a Palavra confirma, hoje para nós, a vontade que Deus tem de nos salvar e nos promete a purificação dos nossos pecados, exterminando todo mal a fim de sejamos um povo pequeno, humilde e pobre, mas feliz. Dependendo da nossa anuência aos projetos de Deus, seremos, assim, um povo justo que porá a sua esperança no Salvador, dispostos a não mais cometer iniquidades. Assim sendo, poremos a nossa esperança no Senhor e por Ele seremos apascentados e nEle repousaremos. De modo contrário, se nos tornarmos rebeldes e arrogantes e não aceitarmos o apelo do Senhor à conversão, não conheceremos este novo modo de ser e de viver. Resta-nos hoje refletirmos se estamos ou não acolhendo a mensagem de salvação e vida nova que o Senhor nos oferece. Ai de nós se estivermos contribuindo para que a “ cidade”, isto é, o mundo, continue desumano, rebelde e desonrado! Estaremos perdendo a chance de reconciliação que Deus nos dá e contribuindo para que cada dia o mundo se afaste da fonte do bem. - O que esta mensagem quer dizer para você? Você acha que faz parte deste povo humilde? – Você tem aceitado e compreendido a correção do Senhor? – Como você tem contribuído para que o mundo se eleve?


Salmo 33 – “Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido!”

A misericórdia do Senhor abre as portas do céu para os pecadores que clamam por ela na hora da angústia. Quando pecamos e nos sentimos culpados o nosso coração fica atribulado e o nosso espírito se abate, porém o Senhor escuta o nosso clamor e nos liberta. O nosso arrependimento e o propósito que fazemos de não mais pecar nos faz abrir os lábios para bendizer o Senhor Deus em todos os tempos.

Evangelho – Mateus 21,28-32 – “mudança de opinião,”

Neste Evangelho Jesus é muito claro quando nos adverte de que não são as nossas palavras nem as nossas promessas, mas as nossas ações que têm valor diante de Deus. A maneira como Ele age conosco é completamente diferente de como as pessoas tratam, no mundo. Deus está sempre pronto a nos acolher, mesmo quando não demonstramos nenhum interesse nas Suas propostas e até rejeitemos o Seu chamado. Não são as nossas palavras, mas a concretização dos nossos atos que darão o tom para o nosso procedimento. Mesmo sem querer, mesmo sem ter vontade, e dizendo não, o homem pode arrepender-se e fazer a vontade de Deus. A conversão também consiste em mudança de opinião, de mentalidade e de propósitos! A misericórdia de Deus se manifesta quando o pecador, arrependido porque crê e confia no perdão de Deus, volta atrás e começa a viver uma nova vida. Portanto, nem sempre as nossas palavras nos levam à ação, mas sim o desejo que temos no coração de fazer a vontade de Deus. Aquele que disse que não ia, mas foi, é quem terá vez no reino dos céus Valerá, então, o tempo do arrependimento. Por isso, muitos que nós julgamos perdidos podem receber o perdão e a salvação de Deus. Alegremo-nos! Deus está apenas esperando o nosso arrependimento. - Você é daqueles (as) que para agradarem as pessoas prometem qualquer coisa? – Você é capaz de mudar de opinião e atender ao pedido de alguém a quem você já deu um não? - Em que você pode ainda voltar atrás? Você se arrepende de alguma coisa? A hora é essa!

Helena Serpa

Do céu ou dos homens?-Helena Serpa

15 de Dezembro- Segunda - Evangelho - Mt 21,23-27


Números 24, 2-7.15-17 – “ver além das aparências”

Nesta leitura podemos refletir que a percepção de Balaão é própria das pessoas que têm o seu olhar voltado para Deus e não se prendem somente ao momento e ao que os seus olhos físicos vêem. “Eu o vejo, mas não agora; e o contemplo, mas não de perto”, diz o profeta. Como Balão nós somos chamados (as) a profetizar e a distinguir os sinais de Deus em visões espirituais. Precisamos ter os olhos e os ouvidos abertos para ver e ouvir o que o Poderoso nos quer dar a perceber. O Senhor nos convida a experimentar de uma realidade fundamentada na esperança de um tempo cheio de riquezas que foi preparado para o nosso bem-estar. Assim é que o profeta fala de belas tendas, de cedros junto das águas, de semente que é regada. Fala também de rei e de reino em ascensão. Tudo isto prediz para nós a chegada do reino de Deus, que veio com Jesus uma primeira vez, mas que será definitivamente estabelecido quando da sua segunda vinda. Neste tempo de espera e de expectativa nós preparamos o nosso coração para “ver além das aparências” e já sonhar com a chegada do Menino Deus que vem mais uma vez no Natal, como prenúncio de um tempo novo cheio de graças. – Você já tem o coração expectante para receber mais uma vez Jesus neste Natal? – Você consegue enxergar além das aparências ou você se apavora pelas coisas que vê ao seu redor? – Você pensa no futuro? – O que você espera?

Salmo 24 – “Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!”

A estrada do Senhor já foi traçada dentro de nós e se abre na medida em que nós caminhamos orientados (as) pelos Seus ensinamentos, tomando a direção que Ele nos indica. O caminho do Senhor é a vivência da misericórdia, da bondade sem limites, da ternura, da compaixão, da humildade, da piedade, da retidão, isto é, de todos os bens que compõem a essência de Deus. Fomos criados (as) à Sua Imagem e Semelhança, portanto, temos em nós, também, o germe da verdadeira vocação.

Evangelho – Mateus 21, 23-27 – “Do céu ou dos homens”?

Jesus não se detinha a dar satisfação àqueles que duvidavam da Sua origem divina. Ele sabia que não seriam as Suas palavras e Suas justificativas que fariam com que eles acreditassem Nele. Assim sendo, Ele confundia a todos os que queriam pô-lo em julgamento. Ele tinha consciência da Sua autoridade de Filho de Deus e enviado para uma missão redentora e aproveitava o tempo para abrir os olhos das pessoas, não apenas com pregações, mas com ações. Ele se apoiava no relacionamento íntimo que tinha com o Pai e o Espírito Santo, e tinha ciência exata de que as Suas ações eram conduzidas pelo céu e não pela mentalidade do mundo. Jesus continua nos ensinando coisas do céu que podemos viver aqui na terra e, somente entende as pessoas que não questionam e abrem o coração para receber a mensagem evangélica. Portanto, se não formos incrédulos (as), mas despojados (as) da nossa mentalidade lógica nós teremos todas as respostas para as nossas expectativas. Muitas vezes nós nos encontramos também interrogando se a Palavra de Deus, que é o próprio Jesus Cristo, o Verbo encarnado, pode interferir na nossa vida quando vem de encontro a algumas coisas que estamos praticando. E, por isso, ficamos reféns da nossa mentalidade racional que deseja dirigir a nossa vida, mesmo que à custa do contra testemunho da Palavra. O que precisamos fazer é nos entregarmos sem reservas a Jesus com fé para que tudo o que o Pai planejou para nós se realize como Ele quiser. A Fé em Jesus Cristo é a ponte que nos faz atravessar do ponto da nossa humanidade para termos acesso à divindade, ao transcendental e infinito. Confiando nisto nós podemos seguir firmes na estrada que nos leva à santidade que é justamente, a vontade de Deus acontecendo na vida dos batizados em nome Jesus Cristo! – Você também costuma questionar a autoridade de Jesus para a sua vida? – O que você faz quando descobre que não está agindo de acordo com os ensinamentos da Bíblia? – Você tem procurado regar a sua fé? – Você confia em Jesus Cristo e na força do Espírito Santo?

Helena Serpa

A voz que grita no deserto-Helena Serpa

14 de Dezembro- DOMINGO - Evangelho - Jo 1,6-8.19-28


 Domingo da Alegria 1ª. leitura Isaías 61,1-2.10-11–“O Espírito do Senhor está sobre nós”

A cada dia que se aproxima do Natal, a liturgia faz com que o nosso coração expectante se encha de alegria pelas revelações da Palavra de Deus. O profeta Isaias prenuncia a missão de Jesus, O Ungido do de Deus, que será enviado para realizar a obra de redenção e de libertação da humanidade. Da mesma forma, ele retrata o modo como Jesus acolheria este chamado. Cheio do Espírito de Deus Ele exulta de alegria e, como um noivo ou uma noiva se preparam para suas bodas, Ele assume a veste da justiça e da glória. Esta profecia, hoje, destina-se a cada um de nós que como batizados (as) no Sangue de Jesus recebemos de Deus a Sua mesma incumbência: dar a boa nova aos humildes, curar as feridas da alma, de pregar a redenção para os cativos, a liberdade para os que estão presos e anunciar um tempo novo de salvação. Cheios (as) deste Espírito nós também podemos dizer como Jesus o disse: “Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus”. Somos mensageiros (as) das boas notícias de Deus para a humanidade triste e sem esperança, para isso, fomos também curados (as) e libertados (as). O Senhor Deus já fez germinar em nosso coração a semente da justiça e da paz. - Como está o seu coração hoje? Alegre, cheio de esperança, ou ainda não entendeu a mensagem deste novo tempo? - Você sente que o Espírito do Senhor está sobre você? Se não o sente, peça-o a Jesus, agora!

Salmo – Lucas 1 – “A minha alma se alegra no meu Deus”

O cântico de Maria é um hino de alegria, de fervor e gratidão. Com ele nós entoamos ao Senhor o nosso reconhecimento pelas Suas grandes obras. Quando nos unimos a Nossa Senhora para louvar o Senhor Deus nós também nos sentimos bem aventurados (as) e engrandecidos (as). Somos pequenos (as) e frágeis, mas o Senhor nos fortalece e nos sacia com o Seu amor fazendo com que sejamos Suas testemunhas eternamente.

2ª. Leitura – 1 Tessalonicenses 5, 16-24 – “ Aquele que nos chamou é fiel!

“Não apagueis o espírito!” “Não desprezeis as profecias”, nos diz São Paulo! Cada vez mais nós precisamos nos deter para distinguir as mensagens do Senhor levando em consideração o que Ele nos fala a fim de que fiquemos apenas com o que for da Sua vontade. Estar sempre alegre, orar sem cessar e dar graças em todas as circunstâncias, segundo São Paulo, é a vontade do Senhor para nós, principalmente neste tempo que precede o Natal. Porém, o coração alegre e em paz é fruto da oração e da gratidão. Se fizermos a experiência da oração de louvor e gratidão nós experimentaremos da alegria e da paz prometidas por Jesus. Aquele que nos chamou é fiel e justo e pode realizar muito mais do que, aparentemente, estamos precisando, mesmo nas horas mais difíceis da nossa vida. A nossa santificação é obra do Senhor, no entanto é preciso a nossa anuência, nossa consciência e o abandono à Sua vontade. - Experimente hoje na sua oração somente louvar e agradecer e sinta os efeitos no seu coração.

Evangelho – João 1, 6-8.19-28 – “a voz que grita no deserto”

João Batista veio ao mundo enviado por Deus para preparar os caminhos para que Jesus passasse. Ele veio como testemunha a fim de dar depoimento da luz de Jesus para que todos chegassem à fé e à conversão. Por isso, ele tinha conhecimento da sua pequenez e da grandeza DAQUELE a quem anunciava e plena consciência de que era apenas um instrumento de Deus e colaborador do Seu Plano para a humanidade. Assim sendo, não se confundiu nem confundiu as pessoas que o acompanhavam. Humildemente se dispôs a agir conforme o Espírito de Deus o conduzia e cumpriu fielmente o seu papel. “Eu sou a voz que grita no deserto: aplainai o caminho do Senhor!” Nós também somos convocados a abrir passagem para Jesus anunciando a todos o tempo da salvação, no entanto, muitas vezes nos deixamos confundir e esquecemos de que somos meros operários de Deus nos arvorando de ter autoridade e poder fazendo com que as pessoas se prendam a nós! João Batista, pelo contrário, sabia distinguir bem quem ele era e para o que viera. Dizendo, “Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”, pregava um batismo de purificação e conversão, preparando os corações enquanto não chegava Aquele que viria batizar com o Espírito Santo. Precisamos estar muito cientes de que somos meros (as) instrumentos de Deus e, seguindo o exemplo de São João Batista, apontarmos o caminho para que o Salvador seja acolhido, amado e adorado. – Será que você não está se confundindo olhando mais para as pessoas do que para Jesus? - Você se conhece a si mesmo (a)? Sabe qual é o seu papel? - Existe alguém que se apegou tanto a você que deixou de olhar para Jesus? O que você tem feito para que aconteça o contrário?

Helena Serpa

João Batista e Elias-Helena Serpa

13 de Dezembro - Sábado - Evangelho - Mt 17,10-13


Eclesiástico 48, 1-4.9-11 – “ o profeta Elias ”

A Palavra de Deus é fogo que queima! Por meio dos profetas, de geração em geração, Deus vai realizando obra de conversão e de reconciliação. O profeta Elias manifestou o poder de Deus aos povos através de grandes prodígios. Foi ele um fiel servidor do Senhor e às Suas recomendações, por isso, o elogio do Eclesiástico. Ele foi arrebatado aos céus no seu próprio corpo, conta a Escritura provando para nós o grande poder que Deus tem sobre os homens. Profeta é aquele que fala em nome de Deus para “reconduzir o coração do pai ao filho” e restabelecer a paz. Ainda hoje, como Elias, existem as pessoas de Deus que ao falarem incendeiam os corações dos homens. Por isso, o Senhor quer também fazer conosco o que faz a elas: arrebatar-nos ao céu, mesmo que ainda estejamos aqui, para experimentar o poder do Seu amor. Felizes somos nós se escutamos e obedecemos à recomendação do Senhor e procuramos restabelecer a nossa vida e a dos nossos irmãos seguindo a Lei do amor. Deus espera de nós atitudes de fé como aconteceu com Elias. Que sejamos também capazes de, pela Palavra de Deus, e pela ação do Espírito Santo, fechar o céu e fazer cair fogo na terra que faça arder os corações dos que nos escutarem. - Você tem ouvido com atenção as palavras dos profetas de hoje, ou ainda espera por alguém? – Quando você fala em Nome de Jesus você o faz com firmeza e convicção no Seu poder? - Você sente o fogo queimar no coração quando alguém lhe fala do amor de Deus? - Você sabe que isto é a manifestação do Espírito Santo em você?

Salmo 79 – “Convertei-nos, ó Senhor; resplandecei a vossa face e nós seremos salvos!”

O salmo é um forte apelo do homem que sofre para que venha logo Aquele que o pode salvar. A nossa alma e o nosso coração anseiam por Deus porque somos plantas do Seu jardim e precisamos ser cuidados por quem nos semeou. O poder de Deus nos dá alento e proteção e só no
Seu amor nós poderemos nos sentir seguros.

Evangelho – Mateus 17, 10-13 – “João Batista e Elias”

Jesus fala dos homens que são enviados por Deus para prepararem o caminho do Senhor e que atraem outros homens para terem uma experiência de uma vida nova.
Por isso, João Batista e o profeta Elias vieram ao mundo com a mesma missão de conduzir o coração dos homens a Deus. Elias e João Batista tiveram uma missão específica de colocar em ordem os corações para acolherem a Salvação, porém, não foram acolhidos e, pelo contrário, foram rejeitados e maltratados. Assim como Elias, João Batista não foi aceito, nem reconhecido, mas decapitado e morto. Sabemos que pelas Escrituras “Elias ainda virá ao mundo para colocar tudo em ordem”, no entanto, também, cada um que é enviado por Deus para exercer uma incumbência, tem o espírito de Elias, isto é, sua disposição, sua fidelidade e zelo. O Senhor também nos exercita para o desempenho da nossa função, mas apesar disso, muitas vezes, também nós não somos reconhecidos (as), nem aceitos (as). Todavia, tudo isto faz parte da nossa história de salvação e sabemos que também foi assim que aconteceu com Jesus. Assim sendo, não precisamos nos angustiar nem desanimar, mas continuarmos a anunciar a Palavra e a Salvação de Jesus com a nossa vida e o nosso testemunho. – Você também já descobriu a sua missão? – Você está tendo o mesmo espírito que Elias e João Batista tiveram? – O que o (a) tem capacitado para ser fiel na obra que o Senhor lhe destinou? - Você reconhece as pessoas a quem Deus tem lhe mandado mostrar a salvação? - Você também se sente maltratado pelos que não reconhecem o seu papel?

Helena Serpa