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domingo, 1 de junho de 2014

A mensagem do monte -Alexandre Soledade


Fonte:  O Mensageiro de Sto Antonio
SEGUNDA - - 16 de Junho de 2014 -Evangelho - Mt 5,38-42

Bom dia!
Escrevi isso no ano passado, mas ainda vive essa mensagem como fosse hoje…
Desde criança meus avós me puseram no karatê para ajudar a controlar o potencial destrutivo que todos temos. A sabedoria dos meus dois velhos me propiciou grandes ensinamentos.
A intenção não era que eu aprendesse a me defender ou a bater em alguém, mas que tivesse controle sobre um dos lobos que temos dentro de cada um de nós, Aprendi que não devemos fazer nada motivado pela vingança ou pela raiva. No karatê, ao tentar revidar um golpe tomado, deixávamos a “guarda” sempre aberta para apanhar mais e sofrer ainda mais.
Faixas vão se passando e você vai entendendo que um golpe levado deve gerar um aprendizado e não a vontade de vingança. Onde se encaixa no evangelho de hoje? “(…) Mas eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês“.
Certa vez falava eu dos cabelos brancos que ganhamos por tentar viver além dos nossos problemas os da responsabilidade dos que correm da responsabilidade; falamos dos cabelos grisalhos que surgem da raiva, do comodismo, da sobrecarga, da intolerância, da falsidade, (…), mas estranhamente Jesus e os escritos contidos na bíblia nos convidam a não revidar com as mesmas armas e sim com a sabedoria e a paciência.
Nas provações do dia-a-dia Deus nos pede CALMA!
“(…) humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice. Vós, que temeis o Senhor, esperai em sua misericórdia, não vos afasteis dele, para que não caiais; vós, que temeis o Senhor, tende confiança nele, a fim de que não se desvaneça vossa recompensa. Vós, que temeis o Senhor, esperai nele; sua misericórdia vos será fonte de alegria. Vós, que temeis o Senhor, amai-o, e vossos corações se encherão de luz”. (Eclesiástico 2, 2-10)
Olhar o ensinamento que surgiu no monte, por completo ou em partes é maravilhoso, mas devemos admitir que humanamente é duro de se cumprir. Nossa fraqueza pede pra avançar sobre o agressor, mas Jesus sugere que contornemos; nossa fragilidade deseja revidar, mas a sabedoria nos convida a respirar e contar até dez, vinte, trinta, quarenta… Triste é saber que quando o perverso sabe que não o atacaremos, parece ter mais vontade de cutucar. (risos)
A mensagem do monte difere em muito da filosofia de Auguste Comte – o positivista. A mensagem de Jesus nos propõe não a passividade da subserviência do escravo, do oprimido, do rendido, mas pensar alternativas que contornem e continuem a caminhar. A política de Jesus nos pede que “NÃO ENTREMOS NO JOGO” dos que vivem esse mundo.
Irmãos e irmãs brigam por cargos, locais em destaque, poder, (…); mas bem que poderiam deslocar esse potencial para coisas boas e construtivas. E nós também! Ao invés da réplica, da noite mal dormida pensando na resposta que daremos ao que nos magoou, Ele nos convida a continuar andando.
“(…) Deponde, pois, toda malícia, toda astúcia, fingimentos, invejas e toda espécie de maledicência Como crianças recém-nascidas desejai com ardor o leite espiritual que vos fará crescer para a salvação, se é que tendes saboreado quão suave é o Senhor (Sl 33,9). Achegai-vos a ele, pedra viva que os homens rejeitaram, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus; e quais outras pedras vivas, vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. Por isso lê-se na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida, preciosa: quem nela puser sua confiança não será confundido (Is 28,16)“. (I Pedro 2, 1-6)
Não paguemos o mal com o mal. Não nos deixemos confundir!
Um imenso abraço fraterno!


Pai, Filho e Espírito Santo - Frei Aloísio de Oliveira

DOMINGO - 15 de Junho de 2014 - Evangelho - Jo 3,16-18


Pai, Filho e Espírito Santo

O mistério da Santíssima Trindade é o Mistério Central de nossa fé e de nossa vida cristã. É o Mistério de Deus em si mesmo. É, portanto a fonte de todos os outros mistérios da fé. Tratase de um mistério no sentido estrito, um dos "mistérios escondidos em Deus que não podem ser conhecidos se não forem revelados do Alto". Sem dúvida, Deus deixou vestígios de seu ser Trinitário na obra da criação e sua revelação ao longo do Antigo Testamento. Mas a intimidade do seu ser como Santíssima Trindade constitui um mistério inacessível à pura razão e até mesmo à fé de Israel, antes da encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo. Muitas religiões designam Deus como Pai. Ao designar Deus como Pai, a linguagem da fé indica dois aspectos: origem primeira de tudo e autoridade transcendente e que, ao mesmo tempo, é bondade e solicitude de amor para com todos os seus filhos. Esta ternura paterna de Deus pode ser expressa também mediante a linguagem da maternidade. Os pais são os primeiros representantes de Deus para o homem, mas a fraqueza humana pode desfigurar o rosto da paternidade e maternidade. Deus transcende a paternidade e a maternidade humanas. Ninguém é Pai como Deus o é. Com efeito, Jesus revelou que Deus é Pai num sentido inaudito: não o é somente enquanto criador, mas o é eternamente em relação a seu Filho único que, reciprocamente, só é Filho em relação a seu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar (Mt 11,27).
O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, revelado pelo Pai e pelo Filho. Antes da Páscoa Jesus anuncia o envio de um outro paráclito, o Espírito Santo. Em ação desde a criação, depois de ter outrora falado por meio dos profetas, ele estará agora junto de seus discípulos e neles, a fim de ensinalos e conduzilos à verdade toda (Jo 16,13). A origem eterna do Espírito Santo revelase na sua missão temporal. O Espírito Santo é enviado aos apóstolos e à Igreja tanto pelo Pai em nome do Filho quanto pelo Filho, depois que este tiver voltado para junto do Pai. Nós, cristãos, somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19) e não nos nomes destes, pois há um só Deus: o Pai Todopoderoso, seu Filho unigênito e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade. Nosso batismo significa, portanto, imersão (este é o sentido literal do batismo) plena no mistério da Santíssima Trindade. Batizar todas as gentes em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo e fazêlas discípulos e discípulas de Jesus é conduziIas ao insondável mistério de Deus Trindade. Neste Deus, nós cristãos, estamos mergulhados.
Fonte:  O Mensageiro de Sto Antonio
 

Eu vos digo: não jureis de modo algum - Padre Antonio Queiroz

SÁBADO - 14 de Junho de 2014 - Evangelho - Mt 5,33-37

Padre Antonio Queiroz
Eu vos digo: não jureis de modo algum.
Neste Evangelho, Jesus nos pede para dizer sempre a verdade, e para honrarmos a palavra dada, de modo a nunca precisar jurar para provar o que falamos.
Fazer juramento é invocar a Deus como testemunha do que afirmamos. É invocar a veracidade divina como garantia da nossa própria veracidade.
O segundo mandamento nos proíbe o juramento falso. Mas Jesus vai mais longe: “Não jureis de modo algum”. Isso por respeito ao nome de Deus.
“Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno.” As palavras de Jesus eram sempre verdadeiras, e ele cumpria os compromissos assumidos. Cabe a nós fazermos o mesmo, pois Jesus é o nosso “caminho, verdade e vida.”
“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). Um pouquinho na frente, Jesus fala: “O diabo não se manteve na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele fala mentira, fala o que é próprio dele, pois ele é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8,44).
“A luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas, porque suas obras eram más... Já aquele que age conforme a verdade, se aproxima da luz” (Jo 3,19-21). De fato, a sociedade, mergulhada no pecado, não consegue conviver com a verdade.
“Dizem os ímpios, em seus falsos raciocínios: ‘Armemos ciladas contra o justo, porque sua presença nos incomoda. Sua vida tornou-se uma censura para nós, e só o vê-lo já nos é insuportável. Sua vida é muito diferente da nossa, e somos comparados por ele à moeda falsa (Sb 2,1.12-19).
Durante o processo de condenação de Jesus, a certa altura Pilatos lhe perguntou: “Você é rei?” Jesus respondeu: “Sim, sou rei. Eu nasci para dar testemunho da verdade. Todo aquele que está com a verdade ouve a minha voz”. Então, Pilatos perguntou: “Que é a verdade?” (Jo 18,37-38). Ele perguntou, mas logo mudou de assunto, sem esperar a resposta de Jesus, porque Pilatos também tinha medo da verdade. Naquele tempo, muitos pensavam que a verdade é relativa; o que é verdade para um, pode não ser para outro. Por exemplo, a respeito de religião, cada um tem a “sua verdade”. Mas isso é falso. A verdade é uma só. Ela tem uma força incrível, e se impõe por si mesma. A verdade vence. Apesar disso, continuamos mentindo. Mente-se nos negócios, no trabalho, até dentro de casa.
Jesus chamou os fariseus de “sepulcros caiados”. Isso significa que eles eram mentirosos, porque o sepulcro caiado dá uma aparência bonita por fora, mas por dentro é só podridão e mau cheiro. Chamou-os também de “raça de víboras”. A serpente venenosa engana a presa, a fim de abocanhá-la.
“O Espírito da verdade vos conduzirá à verdade plena” (Jo 16,13).
A droga é a mentira mais disfarçada que existe. Mentira química. Ela produz um efeito bom na hora, mas é falso; logo aparece o seu efeito verdadeiro, que é bem contrário, é veneno que mata, mata à prestação. Se existe um lugar onde a verdade não tem vez é o mundo das drogas.
Existe aquele provérbio: Mentira tem perna curta. E Jesus falou: “Não há nada escondido que não seja revelado”. Quem vai dizer a última palavra é a verdade, pois Deus, que é a Verdade, governa o mundo.
Havia, certa vez, uma casa que tinha um quarto chamado quarto dos espelhos. As suas paredes eram todas revestidas de espelhos, do piso até o teto. As crianças gostavam de levar cães para esse quarto. Alguns abanavam o rabo e até brincavam com o colega do outro lado. Mas a maioria, ao ver cães dos quatro lados, ficavam bravos. Os “colegas” também ficavam, pronto. O animal acabava batendo o focinho nos espelhos.
Quem vive na verdade não tem medo de olhar de frente para si mesmo. Essas pessoas gostam do silêncio e da contemplação, porque assim podem interiorizar-se. A alma transparente manifesta-se em um olhar tranqüilo, um rosto sereno e um sorriso aberto, irradiando paz e felicidade.
Maria Santíssima era totalmente sim. Peçamos a ela que nos ajude a amar a verdade e sempre honrar a nossa palavra dada. Maria do sim, rogai por nós!
Eu vos digo: não jureis de modo algum.
 

Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela em sua mente- Padre Antonio Queiroz

SEXTA - 13 de Junho de 2014 - Evangelho - Mt 5,27-32
 Padre Antonio Queiroz

Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.
Neste Evangelho, Jesus nos fala a respeito da fidelidade matrimonial e da indissolubilidade do casamento. O cristianismo é baseado no amor eterno, que é Deus. E a família é uma imagem da Santíssima Trindade. Até os nomes coincidem: Pai, filho... Por isso o amor na família tem de ser total e sem limites, um amor até a morte de um dos dois.
O amor verdadeiro é sempre total, desde o seu primeiro instante. Sentir tentação por uma mulher não é pecado. Mas consentir nessa tentação, olhando para ela com o desejo de possuí-la, é pecado.
Como a atração sexual, que é o instinto da conservação da espécie, é muito profundo em nós, superado apenas pelo instinto da conservação da própria vida (alimentar-se...), o cristão deve ser, neste ponto, radical: “Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno”. Jesus tomou como exemplo o olho e a mão, porque são coisas muito importantes para nós. Se até a esses membros temos de renunciar, se forem ocasião de pecado, quanto mais renunciar a uma paixão por alguém, fora do plano de Deus.
Jesus não quer no seu Reino gente medíocre. “Quem põe a mão no arado, e olha para trás, não é digno de mim”, disse ele.
Existe outro ponto em que Jesus foi radical. Disse ele ao jovem rico: “Vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me” (Mc 10,21).
Seguir a Jesus é uma coisa maravilhosa. Tudo o que renunciamos, ganhamos cem vezes mais. Mas precisamos estar dispostos a renunciar a tudo o que contradiz ao seu Evangelho. O mundo pecador é malandro, e nos apresenta o caminho do “mais ou menos”, ou da mediocridade. Mas é pura enganação. Uma tentação nossa é querer servir a dois senhores, levando uma vida dupla: hora servindo a Deus, hora ao pecado. A pessoa que faz isso torna-se “nem fria nem quente”. Jesus não gosta de uma pessoa assim. Ele prefere vomitá-la de sua boca.
Havia, certa vez, numa pequena cidade do interior, um homem muito bom, que o povo chamava de Sr. Dito. Ele tinha um burrinho e com esse animal passava pelas ruas recolhendo donativos para os pobres. O povo sabia que era ele, por causa da campainha que o burrinho trazia amarrada ao pescoço. Quando ouviam a campainha, saíam à porta de suas casas com os donativos para o Sr. Dito. Durante a noite, o burrinho ficava no curral do Sr. Dito.
Um dia, quando escureceu, um ladrão foi lá e roubou o burrinho. Levou-o para o seu curral, e foi dormir. Mas o ladrão não conseguia dormir porque cada vez que o burrinho se mexia, a campainha fazia barulho e o acordava.
Já tarde da noite, o ladrão foi lá, tirou a campainha do pescoço do burrinho e a colocou perto da água. Mais tarde, o burrinho foi tomar água, esbarrou na campainha, esta soou e acordou o ladrão.
Ele voltou ao curral e escondeu a campainha debaixo do capim. O burrinho foi comer o capim, mexeu na campainha, esta soou novamente e acordando o ladrão. Não havia jeito.
Quando eram três da madrugada, o ladrão perdeu a paciência, foi ao curral, pegou o burrinho com campainha e tudo e devolveu ao curral do Sr. Dito.
No outro dia cedo, quando o Sr. Dito se levantou, lá estava em seu curral o burrinho com a campainha, como se nada tivesse acontecido.
Nós também temos uma campainha, que soa quando fazemos uma coisa errada. É a nossa consciência, que fica sempre nos inquietando. Não adianta querer esconder essa campainha, porque ela continua soando e nos inquietando, onde quer que esteja. Não adianta correr dela, porque ela vai atrás. Ela só nos deixa em paz quando nos libertamos do pecado. Foi Deus q criou esta campainha, porque nos ama e não nos quer longe dele e infelizes.
Deus sabe direitinho quando que olhamos para uma mulher com o desejo de possuí-la e quando a olhamos na inocência, como se ela fosse nossa irmã. O mesmo vale para a mulher em relação ao homem. E ele criou em nós este “sensor” da consciência porque nos ama e por isso nos quer sempre junto dele e felizes.
Maria Santíssima não servia a dois senhores, mas somente a Deus. Por isso nunca fez pecado. Imaculada, Maria de Deus, rogai por nós!
Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.

 

“SIM, SENHOR, TU SABES QUE EU TE AMO.” – Olívia Coutinho

 
Dia 06 de Junho de  2014

 Evangelho Jo 21,15-19
 
Olhando a escolha  de Pedro para conduzir a Igreja, podemos perceber que Jesus fundou a sua Igreja sobre a fragilidade humana, ela foi fundada sobre a responsabilidade de um homem como nós,  sujeito a falhas.
Jesus não edificou a sua igreja sobre homens considerados grandes aos olhos do mundo, mas sobre Pedro, um homem de origem simples, que representa os homens de toda história da Igreja: homens santos e pecadores!
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, chama a nossa atenção, sobre a responsabilidade de quem confessa o seu amor à Jesus! Confessar que amamos Jesus, implica em compromisso, em responsabilidade para com o que é de Deus.
Jesus, não precisaria fazer perguntas a Pedro, para certificar do seu amor por Ele, afinal, como sendo o próprio Deus, Ele já  sabia que Pedro o amava. Ao perguntar três vezes a Pedro se ele  o amava, Jesus quis uma afirmação categórica, chamar a sua atenção, e hoje a nossa, sobre a responsabilidade de quem confessa o seu amor por Ele, três vezes, significa certeza!  
Antes de entregar a Pedro, a responsabilidade de conduzir a sua Igreja, Jesus não questiona o seu passado, não lhe faz nenhuma exigência, a não ser o seu comprometimento em transformar o seu amor por Ele, em cuidado com o que lhe é de mais precioso: o povo de Deus!
Ao convocar Pedro, para ser o líder de sua Igreja, Jesus demonstra a sua compreensão para com a fragilidade humana. Com esta convocação, Ele faz um passeio amoroso no coração de Pedro, um coração duramente castigado pelo remorso de tê-Lo negado por medo, três vezes. No seu  amor misericordioso, Jesus mostra a Pedro, que o seu vacilo na fé, não o separou Dele!  Entregando a Ele, a responsabilidade de conduzir o seu rebanho, Jesus dá a entender que já o havia perdoado e que Ele conhecia a grandiosidade do seu coração, razão pela qual, Ele o escolhe como o Pastor das ovelhas do Pai!
A partir desta convocação de Pedro, a igreja missionária, fundamentada no amor a Jesus, conduzida pelo Espírito Santo, sobre a liderança de Pedro, dá o seu primeiro passo rumo a uma nova Jerusalém!
O amor a Jesus é o fundamento de toda comunidade cristã, portanto, numa comunidade, cujo centro é Jesus, um líder não se destaca pela sua autoridade, e sim, pelo seu amor a Jesus!
A missão da Igreja consiste em revelar aos homens, a vida nova que brota da ressurreição de Jesus.  Sua grande riqueza está na abertura à todos os povos e culturas!
A Igreja é unidade, é  a guardiã do amor, do amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
 Pedro é um modelo de discípulo missionário, com suas virtudes e fraquezas, mas sobre tudo, pelo seu amor e fidelidade a Cristo e a sua Igreja.
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia
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“PAI SANTO, EU NÃO TE ROGO SOMENTE POR ELES, MAS TAMBÉM POR AQUELES QUE VÃO CRER EM MIM PELA SUA PALAVRA – Olívia Coutinho


 
Dia 05 de Junho de  2014
 
Evangelho Jo 17,20-26
 
Estamos vivendo a semana de oração pela Unidade dos cristãos, nos preparando para a grande festa de Pentecostes!
Celebrar Pentecostes é celebrar a vinda do Espírito Santo! Espírito Santo, que ilumina  e anima a vida da igreja e nos fortalece em nossa caminhada rumo ao reino definitivo!
O Espírito Santo nos renova, nos impulsiona à missão, Ele recorda-nos o sopro de Deus,  que nos deu a vida: o sopro da Criação!
Somos inspirados, movidos pelo Espírito Santo!
É graças ao Espírito Santo, que  podemos afirmar que toda celebração litúrgica é nova, é única!
A narrativa do evangelho de hoje, continua tocando profundamente  o nosso coração: Jesus continua a sua Súplica  ao Pai, por cada um de nós! Ele manifesta a sua confiança naqueles que chamou primeiro, sabia que estes, os discípulos, dariam continuidade ao anuncio do Reino e que mais tarde, muitas pessoas iriam aderir a sua proposta, por causa deste anuncio! Jesus rezava assim: “Pai Santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra.” Ou seja Jesus roga ao Pai por aqueles que vão crer Nele, por causa da palavra de Deus anunciada pelos discípulos,  é uma afirmação de que mesmo antes da nossa existência estávamos  incluídos na oração de Jesus.
Na sua súplica dirigida ao Pai, Jesus expressa também, o seu profundo desejo de unidade, uma unidade, que não devia ficar  somente entre os Apóstolos, mas  também, entre todos aqueles que mais tarde iriam acreditar nas suas palavras, independente da sua religião.
É importante entendermos que unidade não significa uniformidade, pois a unidade admite a diversidade!
É fundamental  para o nosso relacionamento de irmãos em Cristo,  a unidade na diversidade, tanto entre os cristãos de outras denominações religiosas,  como também em nossas comunidades, com cada um, colocando  em comum o dom que recebeu. É  assim, que se constrói  a unidade na comunhão de vida plena entre irmãos, uma unidade de amor a produzir frutos, o que não seria possível, em meio as adversidades.
A grande preocupação de Jesus, no final de seu ministério, era conscientizar os discípulos sobre a importância de viver a unidade!   É compreensiva esta preocupação de Jesus, afinal, Ele conhecia bem o coração humano, as suas fraquezas e tendências para divisões.
 Ao fazer Seu apelo pela unidade, a intenção de Jesus, era levar a humanidade a viver de modo semelhante a comunidade Trinitária: O Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Este é o modelo de unidade vislumbrado por Jesus: a comunhão trinitária. A unidade na comunhão de amor!
 Quando as nuvens escuras, passarem por nossas vidas e  nos  esconder o sol, lembremo-nos da oração que Jesus elevou ao Pai por nós!  E na confiança  do Seu infinito amor, coloquemo-nos inteiramente aos seus cuidados!
Estejamos certos: Deus cuida de nós!
 
 FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia
 
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“PAI, GLORIFICA-ME JUNTO DE TI”... - Olívia Coutinho


 03 de junho de 2014
 
Evangelho Jo 17,1-11
 
Neste mês de junho, somos convidados, a voltar o nosso olhar contemplativo, para o coração de Jesus! Coração humilde, quando pede a João Batista o Batismo! Coração misericordioso, quando acolhe os pecadores! Coração amigo, quando chora a morte de Lázaro! Coração manso, quando não revida as agressões! Coração forte, quando suporta as dores...
É deste coração amoroso, que brotou a mais bela e sublime oração de um Filho, dirigida ao Pai: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu filho, para que o Filho glorifique a ti, pois lhe deste poder sobre todos os homens, para que ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe deste”. Essa belíssima oração é conhecida como  oração sacerdotal, na qual, Jesus reza por si mesmo, pelos que estão ligados a Ele por intermédio do Pai, e por aqueles que Nele creem, dos quais Ele cuida para que tenham a vida eterna.  
A Gloria do Pai e de Jesus, consiste na comunicação da filiação divina com o dom da vida eterna, a todos àqueles que estão unidos a Ele. Nesta súplica, Jesus nos coloca inteiramente aos cuidados do Pai, portanto, de nada precisamos temer!  Neste contato filial, Jesus pede ao Pai que o Glorifique, dando como encerrada com êxito, a sua missão terrena.  
 Jesus ausenta-se fisicamente deste mundo, mas seus discípulos permanecem, dando continuidade a obra do Pai, comunicando amor e vida no mundo!
Glorificado pelo Pai, Jesus passou a agir no mundo, através do coração de seus fieis seguidores!
Enquanto caminhou por este chão, a presença física de Jesus se restringiu somente a um povo, Glorificado, a  sua presença mística, chegou a todos os confins da terra!
Assim como os primeiros discípulos, que não ficaram imunes das tribulações do mundo e nem tiveram um lugar geograficamente especial, preparado por Jesus, afastados das tentações, nós também, discípulos de hoje, não estamos imunes das tribulações. Como anunciadores do Reino dos céus,  temos o compromisso de dar testemunho de Jesus, vivendo num mundo, onde o bem e o mal se misturam. É o Espírito Santo, que nos faz discernir o que é de Deus e o que é contra Ele! É no confronto com o maligno que provamos a nossa adesão à Cristo. É aí, que daremos testemunho  da solidez  de nossa fé.
Todo o ministério de Jesus, foi marcado pelo amor, pela dedicação carinhosa e exemplar a todos que o Pai lhe confiara e todo cuidado e carinho, que Jesus tinha para com os seus discípulos de ontem, Ele tem com cada um de nós,discípulos de hoje, pena que nós, muitas vezes somos ingratos, atendemos  as muitas exigências deste mundo moderno, onde   tudo se tornou descartável, e não damos ouvidos aos seus apelos!
O nosso testemunho cristão, centra-se no amor, no amor que brota do amor que  Deus infundiu em nossos corações,  pelo qual, Ele nos oferece a nova vida Pascal em Jesus e pelo Seu Espírito.
Que esta súplica de Jesus ao Pai, toque no mais profundo do nosso coração, que  nos sensibilize, para que estejamos mais atentos aos seus apelos.
 

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia
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Pentecostes - Jorge Lorente

Evangelhos Dominicais Comentados
08/junho/2014 – Pentecostes
Evangelho: (Jo 20, 19-23)


A celebração de Pentecostes acontece quando se completam cinquenta dias da ressurreição de Jesus. O Evangelho relata um fato ocorrido quase dois meses depois que Senhor se foi. Os discípulos de Jesus estão trancados no cenáculo, por medo dos judeus. 

Apesar do evangelista João não mencionar, conforme Atos dos Apóstolos (At 2,1-11), no cenáculo também estavam algumas mulheres, inclusive Maria a Mãe de Jesus. Outro fato, importantíssimo, que deve ser ressaltado é que eles se encontravam em oração.

João faz questão de dizer que o medo estava presente entre eles. O medo é compreensível, pois não sabiam o que poderia lhes acontecer se fossem descobertos pelos judeus. A única certeza que tinham é que não iriam assumir publicamente que eram cristãos. Isso poderia custar-lhes a vida.

No entanto, Jesus chega como quem não quer nada, entra sem fazer alarde, coloca-se no meio deles e diz: “A paz esteja com vocês”! Pronto... tudo mudou, o clima agora é de coragem. Os discípulos se alegram ao verem o Senhor.

Jesus trouxe consigo o Espírito Santo e o entregou aos apóstolos. O medo e a insegurança foram jogados pela janela. O temor que paralisava suas pernas, simplesmente desapareceu.

Isso se chama paz. Paz é liberdade, é coragem, é busca permanente da vida plena. Paz é doação, é luta por justiça e dignidade. Paz, um nome tão pequeno, mas que guarda dentro de si todas as Palavras de Jesus. 



Paz é o resumo de tudo. Na palavra paz está contido todo evangelho, por isso Jesus nos deseja a paz. Apesar de não serem sinônimos, é impossível separar a paz do amor. A paz é consequência do amor e o amor é incompleto sem a paz.

Jesus entra, deseja-lhes a paz e faz algumas recomendações. Manda que eles continuem a sua missão. Já pensou? Aquela mesma missão que levou Jesus à morte. Mas, como enfrentar aquela multidão que eliminou Jesus?

O medo era enorme, mas ao receberem o Espírito Santo, transformam-se totalmente. Abrem as portas, escancaram as janelas, nada temem, nada os assusta. Publicamente falam com destemor e sabedoria.

Assim é a obra do Espírito Santo. Ela faz maravilhas nos seguidores de Jesus. Opera transformações radicais naqueles que se entregam aos seus cuidados. Age em nossa vida e em nosso dia-a-dia. O Espírito nos transforma em membros vivos do Corpo de Cristo, se faz presente na Igreja, através dos seus sete dons.

A festa de Pentecostes nos leva a concluir que o Espírito Santo dá vida e dinamismo à comunidade cristã. Sob a ação do Espírito todos falam a mesma língua, os irmãos se entendem e se unem em torno do mesmo Pai. A covardia é substituída pela coragem na pregação do evangelho, a tristeza dá lugar à alegria, e as atividades são alicerçadas no amor e na paz de Jesus.

Tec - (2436)