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terça-feira, 2 de abril de 2013

“ASCENSÃO DO SENHOR: O CÉU NÃO É UM SONHO” Diac. José da Cruz



Para muita gente, inclusive cristãos, céu é uma palavra enigmática que soa de maneira estranha, junto com a idéia fantasiosa de que seja um local longínguo, escondido na imensidão do cosmos, como um prêmio reservado aos santos e justos, após a morte.
Muitos cristãos têm o desejo sincero de irem para o céu, mas bem mais tarde, no ocaso da vida, depois de terem “curtido” este céu aqui da terra. Por aí a gente percebe como a idéia que se tem do “céu” é um tanto equivocada, conseqüência de uma fé infantil, e de uma mentalidade religiosa presa a um Deus Legislador.
A Festa da Ascensão do Senhor, celebrada nesse domingo, desmistifica esse céu estranho, misterioso e distante, e nos dá um conceito de fácil compreensão: viver no céu é viver na comunhão com Deus, é este o destino glorioso de Jesus e também de todos os cristãos, essa comunhão com Deus só é possível por causa da missão de Jesus, missão necessária para libertar o homem e dar-lhe um destino novo, o Cristo anunciado na escritura passará pelo sofrimento, paixão, morte e ressurreição e com isso, irá tornar possível o homem participar da vida de Deus, e a partir daí o homem não irá precisar saudade daquele paraíso perdido, o que era impossível tornou-se possível, o que era sonho virou feliz realidade.
O Livro do Atos dos Apóstolos, primeira leitura dessa liturgia festiva, fala da volta de Jesus ao Pai, de onde vem a palavra ascensão, que significa elevar-se ou subir.
Não se trata evidentemente, de uma matéria jornalística, informando o local e o modo como Jesus subiu ao céu, mas sim de uma belíssima reflexão, sobre aquele momento em que Jesus atingiu o ápice da sua missão terrena, deixando aos seus discípulos em primeiro lugar, e a todos nós, a tarefa de dar continuidade à sua missão “Vós sereis testemunhas de tudo isso”.
Assim é que, os discípulos e os cristãos de todos os tempos terão essa incumbência de testemunharem a Jesus, sua pessoa e sua obra libertadora, anunciando aos homens essa Boa Nova, de que agora já é possível viver na comunhão com Deus, porque ele entrou em comunhão com o homem em Jesus.
Ascensão, portanto, não é fim, mas início de algo, na vida dos discípulos. Em um primeiro momento eles não se aperceberam disso, com as comunidades de Lucas no primeiro século do cristianismo, acontecera a mesma coisa, diante da perseguição e do sofrimento, por causa do testemunho, os cristãos se perguntavam “Quando Jesus vai voltar, para tornar o Reino pleno?
Os próprios discípulos, no diálogo com Jesus na primeira leitura vão indagar “Senhor, é agora que ireis instaurar o Reino em Israel?” Em muitas ocasiões Jesus havia falado da sua volta a este mundo, os cristãos imaginavam que ela iria acontecer de imediato, e até a invocavam em suas orações comunitárias: "Marana-tha – Oh Vem Senhor!".
No primeiro momento, os discípulos ficaram olhando para o céu, as comunidades cristãs, passado muito tempo após a ascensão, de certo modo também olhavam para o alto, cheias de expectativa, e hoje não é muito diferente, têm muitos cristãos que não querem fazer outra coisa senão olhar para o céu a espera de soluções milagrosas que somente Jesus poderá trazer, para tantos problemas que os afligem. Não se relacionam com Deus como pessoas ativas, mas apenas como indivíduos, totalmente a mercê dos desígnios de Deus e da sua providência.
Como os discípulos e as comunidades de Lucas, ouçamos atentos a advertência dos dois homens de branco “Homens da Galiléia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu!”, ou seja, um dia Jesus voltará, mas é necessário por mãos à obra, na construção do Reino.
Por isso o evangelho de João deixa claro que Jesus conferiu à sua Igreja um mandato: Fazer discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinar a observar tudo o que Jesus ensinou! Além da sua presença consoladora e fortalecedora, assegurada por Jesus, na segunda leitura ouvimos que Jesus pede para que o Pai nos dê um Espírito de Sabedoria e um coração sempre aberto à sua Luz, para vivermos sempre nessa esperança.

" Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” - Diac. José da Cruz



           
 SÃO MARCOS EVANGELISTA  25/04/2013-QUINTA FEIRA
1ª Leitura 1 Pedro 5, 5b- 14
Salmo 88(89) ,2ª “Cantarei, eternamente, as bondades do Senhor”
Marcos 16, 15-20
                                    
Na Festa de São Marcos Evangelista o evangelho do dia é dele próprio. Interessante porque nada diz sobre ele próprio mas o que está no centro das atenções é o mandato missionário que os discípulos recebem. Embora na sequência dos sinóticos Marcos aparece em segundo lugar, na verdade ele é o primeiro evangelho escrito. Segundo a tradição da igreja, Marcos sempre cedeu sua casa para a reunião dos primeiros cristãos da Igreja primitiva e até dizem que em sua casa teria acontecido a Santa Ceia. Foi um Missionário ardoroso e evangelizou o Egito, Chipre e Alexandria.
Nós olhamos para o fato lá há dois mil anos atrás e achamos muito natural que Marcos seja um grande Santo, e tenha evangelizado com tanto ardor missionário outras regiões ale da Palestina. Parece que tudo foi bem fácil...Mas não foi assim! O Cristianismo era algo novo e desconhecido pelo mundo. Das regiões evangelizadas tomemos como exemplo o Egito com todas as suas divindades, crenças e tradições. Marcos não inventou um Jesus para cada uma dessas Nações, mas foi fiel ao mandato recebido, não mudou uma só vírgula ou letra. Eis a bela mensagem desse dia de Festa em nossa Igreja...
A ordem de Jesus foi uma só : “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. O jeito, a forma e o modo, compete a cada Cristão descobrir, de acordo com o seu tempo, como falar de Jesus para as pessoas. A Igreja desde o V CELAM  resgatou e redescobriu a sua essência evangelizadora, a sua missão primária e a partir daí, inclusive no Documento de Aparecida, insiste na ideia de Discípulos Missionários, destacando as Urgências na evangelização, no Documento 94 das DGAE .
Tanto quanto naquele tempo, em nossos dias também, a missão de evangelizar é sempre desafiadora. Quanto aos sinais, expulsa-se demônios quando se estabelece Justiça, amor e igualdade nas relações fraternas, fala-se novas linguagens com novo ardor, para as gerações contemporâneas, serpentes e venenos da Pós Modernidade, Relativismo e outros contra valores, não conseguirão impedir de comprimirmos a nossa missão, e o homem enfermo da alma, pela descrença e indiferentismo religioso, será curado mediante essa Verdade, anunciada e Vivida pelos Cristãos.
Que São Marcos nos ajude e interceda por todos nós, Discípulos e Missionários do Senhor!

A Palavra que nos julga... - Diac. José da Cruz



                  QUARTA  FEIRA TEMPO PASCAL  24/04/2013
1ª Leitura Atos dos Apóstolos 12, 24 – 13.5 a
Salmo 66(67) “Que os povos vos louvem ó Deus, que todos os povos vos glorifiquem”
Evangelho João 12,44-50
                                           
Estou revendo uma novela dos anos 90 chamada "Roque Santeiro", nela, o maldoso e cruel Sinhozinho Malta, a cada maldade arquitetada perguntava aos seus cupinchas, "Estou certo ou errado?" balançando a pulseira do relógio, em um gesto que demonstrava um excessivo autoritarismo, e ninguém ousava dizer que ele estava errado...

Quando ouvimos falar de um Deus diante do qual chegaremos para ser julgados, dá um "friozinho" na barriga, principalmente sabendo que não haverá recurso e nem apelação, o julgamento será definitivo e irá selar toda a eternidade. Entretanto, diferente dos tribunais da terra, onde muitas vezes prevalece a mentira por causa de um ardil muito bem planejado da Defesa ou da Acusação, e que consiste em ter na manga da camisa ou no bolso do colete uma elemento surpresa para ser utilizado na audiência, nenhum homem ou mulher da humanidade inteira poderá alegar falta de conhecimento, ou medo de que Deus use de um elemento surpresa, de algo que não sabemos, para nos condenar...

Ele falou as claras, manifestou-se nitidamente no seu Filho Jesus Cristo, sabiamente chamado pelo evangelista João de "Verbo Divino", e aqui, também para que ninguém alegue que se esqueceu dessa Palavra de Deus e do seu ensinamento, Jesus nos deu o seu Espírito Santo, para sempre "refrescar a nossa memória e o nosso coração", isso é, poderá passar milênios de história da nossa Humanidade, a Palavra permanecerá sempre intacta e atualizada, nenhum ser humano terá diante de Deus qualquer desculpa, para Abrandar o julgamento.
Ouvir a Palavra de Jesus é ouvir a Palavra do Pai, ver a Jesus e fazer com ele experiência mais sensacional e espetacular de nossa Vida, é ver e experimentar o próprio Pai.
 Quem viver de maneira permanente essa experiência, tornar-se-á conhecido do Pai e não precisará temer o julgamento. Entretanto, ouvir e ver, conhecê-lo e experimentá-lo, é decisão que compete a cada homem tomar, mediante a fé e o bom uso do seu Livre arbítrio.

Desprezar e rejeitar a Jesus, menosprezar o seu evangelho, sua Palavra libertadora, sua Luz maravilhosa, e viver de qualquer jeito, empurrando a existência com a "barriga", ignorando o seu sentido, a origem da Vida e o seu ocaso, é condenar-se já nesta vida, é tomar a decisão errada, criando uma situação que depois não poderá ser revertida...

Uma coisa é certa e comprovada, sem acolher esta Palavra, nem vale a pena viver...

A dúvida cruel.... - Diac. José da Cruz



                  TERÇA  FEIRA TEMPO PASCAL  23/04/2013
1ª Leitura Atos dos Apóstolos 11, 19-26
Salmo 116(117) “Louvai ao Senhor todas as Nações”
Evangelho João 10, 22-30
                                          
Como qualquer Judeu, Jesus vai constantemente ao templo, e lá sempre é assediado pelos Judeus mais conservadores, que o conhecem e ouvem, têm até admiração por ele, mas vivem na dúvida cruel sobre o seu Messianismo. Nesse evangelho eles indagam novamente sobre essa questão crucial   “Até quando nos deixarás na incerteza, se és o Cristo dizei-nos claramente”. Hoje, em um mundo marcado pelo ateísmo, certamente muitos aceitam Jesus, mas têm restrições sobre sua Divindade.
As  comunidades do primeiro século tiveram que abrirem-se muito á graça de Deus e a sabedoria do Espírito, para compreenderem o ensinamento dos apóstolos sobre as duas naturezas de Jesus.
 Talvez o grande problema naquele tempo, era entender como é que podia um Homem ser Deus e este ser um Homem, ao mesmo tempo, com duas naturezas distintas. Justamente por conhecerem á sua origem, a sua história, a sua genealogia e seus familiares mais próximos, os conterrâneos dali da "Terrinha" de Jesus, até que sentiam orgulhosos por terem entre eles alguém de tão grande conceito em Israel, um grande Profeta, que já estava com uma fama maior do que os maiores profetas da história, pois seus ensinamentos causavam admiração, suas obras enchiam os olhos dos Nazarenos...mas daí, começar a pensar que seria ele o grande e esperado Messias, já seria um exagero. E por que ?
Pela sua origem simples, sua vida rotineira igualzinha a vida de qualquer judeu, alimentar-se, ir na catequese, estar submisso ao Pai e Mãe, aprender a profissão do Pai, para sobreviver economicamente. O Messias não precisava de nada dessas coisas, tinha poder e glória, era um enviado de Deus e não estava em nível de um simples ser humano.;
Hoje há um pensamento nefasto no cristianismo, que vem contaminando a vida de muitos cristãos, trata-se da Fé da Magia, que crê em um Cristo apenas Divino, que deverá usar seus poderes para socorrer os vis mortais. Um Jesus que está com a gente mais que não é igual a nós, um Jesus que separa Fé e Vida.
Pior do que ficar na dúvida, é inventar um Jesus Cristo mais adequado as nossas necessidades. Essa Cristo descaracterizado, produto de um Espírito Consumista, é hoje em Dia o Deus de muita gente que se rotula cristã....

“UM ESTRANHO NO REDIL" - Diac. José da Cruz



                    SEGUNDA FEIRA TEMPO PASCAL  22/04/2013
1ª Leitura Atos dos Apóstolos 11, 1-18
Salmo 41(42), 3 a  “ Minha alma tem sede de Deus, do Deus vi
Evangelho João 10, 1-10
                                                  
Eu achava estranho esse evangelho do Bom Pastor no tempo pascal, parece que interrompem-se bruscamente as narrativas das famosas aparições de Jesus Ressuscitado ao discípulos , tão cheias de mistério e encanto, para falar de um assunto que não tem nada a ver, mencionando palavras repetitivas como redil, porta, pastor, ovelhas....E alguns adjetivos como, estranho, ladrão, assaltante, que nos faz imediatamente pensar nos outros, naqueles que são de fora do rebanho, nos que hostilizam a Igreja e o Reino de Deus, são esses que devemos ter cuidado, mas não ! Jesus fala com os de “dentro”, ou seja, com a comunidade, e aqui precisamos tomar muito cuidado, para não nos julgarmos como membros exclusivos de um Rebanho de qualidade superior a todos os demais, os “queridinhos e prediletos” de Deus.
E uma boa chave de leitura aparece logo no início do evangelho: Jesus é a Porta!Para entrar no Redil, para fazer parte da comunidade da Igreja, só há uma porta: Jesus Cristo, é ele que no dia do nosso Batismo nos introduz na comunidade. Não posso ser Cristão por razões ideológicas, ou para sentir-me bem com a minha consciência, vivendo em paz, sem preocupações nesta vida. Não posso tão pouco participar da comunidade e das celebrações apenas por preceito, pois existe aí o perigo dos nossos interesses falarem mais alto, conheci dois casos diferentes, em um deles, porque mudaram as músicas que vinham sendo cantadas, um instrumentista enfiou o violão no saco e saiu pisando duro, dizendo que nunca mais botaria os pés na igreja, e conheci um acordeonista, que ao contrário, começando a tocar em celebrações sertanejas, tornou-se um membro ativo da comunidade e tomou gosto pela vida em comunhão, ai está a grande diferença entre, ser freqüentador da comunidade, e ser um Seguidor de Jesus de Nazaré. Quem tornou-se cristão por causa de Jesus, após ter feito com ele uma experiência profunda de Vida em comunhão, passou pela Porta, mas aqueles que são meros freqüentadores, e não fizeram ainda essa experiência querigmática com o Senhor, são os que pularam a janela, entraram as escondidas pelos fundos, e quando chega a crise, esses mercenários são os primeiros a darem no pé, porque sentem que vão perder algo.
Mudam de igreja, de comunidade, de paróquia, de grupo, e nunca se encontram, há os que mudam até de família, passam a vida procurando a perfeição do cristianismo, e não encontrando acabam caindo no desânimo e frustração descobrindo mais tarde, que quem tinha de mudar eram eles, e não as pessoas.
Quando nossos interesses falam mais alto que as coisas do Reino de Deus, nos tornamos estranhos no ninho, ladrões e assaltantes, porque roubamos o espaço e o tempo da assembléia, das pastorais e movimentos, só para vender nossa imagem fazendo o nosso marketing pessoal. Tornamo-nos estranhos ao rebanho porque a nossa conduta e procedimento, e o jeito de pensar, não reflete de forma alguma o santo evangelho, a vida de comunhão ou a koinonia como diz o termo grego.
Ao contrário, quem passa pela Porta que é Jesus Cristo, torna-se também um pastor, aquele que cuida, mostra o caminho, socorre os fracos e feridos, que na comunidade são tantos, e se for preciso, carregam no colo as ovelhinhas que não podem caminhar, exatamente como faz esse Bom Pastor que é Jesus Cristo. As ovelhas o seguem, porque ouvem e conhecem sua voz, ou seja, a relação com ele é marcada por uma grande intimidade, de quem conhece a voz, isso é, a Palavra de Deus, e que por isso se torna um discípulo.
Claro que o evangelho desse 4º Domingo da Páscoa, fala forte no coração dos jovens despertando uma possível vocação, projetando esse pastoreio na Vocação Sacerdotal, mas é preciso essa compreensão mais ampla de que somos todos ovelhas e pastores, somos cuidados mas também somos cuidadores, em um amor co responsável, que vai ao encontro do outro porque o aceita como irmão no Senhor Jesus.
E há na segunda leitura dessa liturgia, uma afirmação do apóstolo Pedro, que reforça essa comunhão de vida: Carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que , mortos aos nossos pecados vivamos para a Justiça.
Ser comunidade é carregar o outro em nossa vida, com todos os seus pecados e defeitos, fazer isso por puro amor, amor que aceita, que compreende, que perdoa sempre e é misericordioso, pois carregar o outro com seus carismas e perfeições, não requer nenhum sacrifício e é até agradável.A exemplo de Jesus, Nosso Deus e Senhor, sejamos todos pastores e que aprendamos a amar a todos, mesmo os “estranhos” do Redil, pois o amor poderá salvá-los, levando-os a uma experiência sincera com Jesus.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A PAZ ESTEJA CONVOSCO. COMO O PAI ME ENVIOU, TAMBÉM EU VOS ENVIO!” – Olívia Coutinho




II DOMINGO DA PÁSCOA

Dia 07 de Abril de 201
 
Evangelho - Jo 20,19-31
 
Segundo domingo da Páscoa! Ainda ecoa em nossos corações o anuncio Pascal, a notícia mais bela que mudou o rumo da nossa história: JESUS CRISTO RESSUSCITOU, ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS!
Angustia, sofrimento, morte, era sempre noite na humanidade, até que na noite mais clara do que o dia, as trevas deu lugar a luz, a vida venceu a morte!
O acontecimento mais importante  de toda a história, tirou das trevas, a humanidade corrompida pelo pecado e a devolveu ao coração do Pai!
Agora não vivemos mais ao léu,  encontramos uma direção, nossa vida ganhou um novo sentido, temos em quem confiar e a quem seguir: JESUS DE NAZARÉ!
As celebrações  do domingo da Páscoa,  falaram fundo ao nosso coração, nos envolveu no mistério da vida que a morte não venceu, mas não podemos ficar somente  na emoção, no encantamento das celebrações, agora a vida retoma o seu curso normal, é hora de sairmos  da emoção  e partirmos para a ação, voltar a nossa realidade, assumindo o nosso compromisso Pascal: fazer chegar  a outros  corações, a Luz do Cristo ressuscitado!
 “A liturgia de hoje, nos apresenta a comunidade de Homens Novos, que nasce da cruz e da ressurreição de Jesus: a Igreja! A missão da Igreja consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição”.
Assim que Jesus aparece para os discípulos, o medo que os mantinha presos, dá  lugar a alegria e a coragem! A paz do Cristo Ressuscitado, não isenta os discípulos das dificuldades do mundo, mas oferece a eles  a força e a coragem para exercerem a missão.
A paz de Jesus, é diferente da paz que o mundo oferece, é uma  paz que não isenta da cruz, mas que  dá suporte no sofrimento!
Ao soprar o Espírito Santo sobre os discípulos, Jesus nos recorda o sopro de Deus que deu  vida a criatura humana!  Gesto que Jesus repete como início de uma nova criação.
“Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhe serão  perdoados;  a quem os não perdoardes, eles lhe serão retidos”.  Aqui se trata da  transmissão do Espírito Santo para uma missão particular. (Só  em   Pentecostes, que a descida do Espírito Santo seria sobre todo o povo de Deus). Com o sopro do Espírito Santo, Jesus concede o poder de perdoar ou não perdoar os pecados a um grupo específico de pessoas. É Deus quem tem o poder de perdoar os pecados, mas Jesus concede este poder e o transmite à sua Igreja, através dos discípulos. Trata-se do “sacramento da reconciliação. É importante termos em mente, que “reter os pecados", não significa uma condenação e sim,  um renovado apelo a conversão.
No sopro do Espírito Santo, sobre os discípulos, é expressa a criação renovada! É O Espírito Santo que recria a comunidade dos apóstolos e descerra suas portas para a missão!
Os discípulos só conseguiram tomar atitudes corajosas para anunciar Jesus, depois que receberam o Espírito Santo!
O Texto nos fala também da incredibilidade de Tomé. Muitos de nós, o vemos como apenas  um homem  sem fé, pois o próprio Senhor o exorta dizendo: “Não sejas incrédulo, mas fiel”!  Além do mais, ele não aderiu a fé  quando seus irmãos atestaram que haviam visto Jesus. Tomé  não  acreditou  no testemunho dos discípulos, pretendendo  uma constatação pessoal, simbolizando todos aqueles  que precisam ver para crer. Entretanto, foi  por meio de Tomé,  que recebemos a belíssima promessa de Jesus: “Bem-aventurados os que creram sem terem visto”. Mesmo antes da nossa existência, já estávamos incluídos nestas palavras de Jesus!  Somos felizes porque cremos na ressurreição de Cristo, graças ao testemunho dos discípulos.   
“As pessoas de todos os tempos e lugares encontram nas Escrituras o testemunho dos discípulos, mas  isso não dispensa a necessidade de um encontro pessoal e íntimo com o Ressuscitado”! O encontro com Jesus é  transformador, foi o que aconteceu com Tomé, depois do seu vacilo na fé, ele se prostrou  diante do Cristo Ressuscitado e fez a belíssima  profissão de fé, que hoje nós fazemos na celebração Eucarística : “MEU SENHOR E MEU DEUS”!
A fé no Cristo ressuscitado é um processo lento que  vai crescendo gradativamente e quando percebemos, já estamos tão envolvidos com Ele, que não vemos mais sentido na vida, sem Ele!
Na ressurreição de Jesus, a vida divina entrou na vida humana e  assim como as sementes, espalhadas pelo vento, esta boa notícia se espalhou em todos os rincões da terra e chegou  até a nós!
Experimentemos as alegrias de um novo tempo, deixando para trás as escuridões do passado, de um passado  que nos trouxe sofrimento, que ofuscou os nossos olhos diante as maravilhas que nos vem de Deus!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olívia

“POR QUE ESTAIS PREOCUPADOS E POR QUE TENDES DÚVIDAS NO CORAÇÃO?”- Olívia Coutinho


 
04 de abril de 2013
 
Evangelho – Lc 24,35-48
 
Estamos na oitava da Páscoa, ainda vivendo as alegrias do tempo Pascal!  Um tempo  de reencontro com as raízes de nossa fé!
A alegria de celebrarmos a ressurreição  de Jesus continua trasbordando no nosso coração!
Durante sete semanas vamos estar envolvidos no mistério da vida que a morte não venceu!
A liturgia deste tempo nos leva a  um confronto pessoal de crescimento, e quando olharmos  para trás, vamos perceber  claramente o quanto crescemos ao assumirmos  o nosso compromisso Pascal: ser diferente por causa de Jesus!
Celebrar a Páscoa é celebrar a vida, e  quem faz opção pela vida, sente responsável pelo bem do outro, sabe que cada passo dado em favor da vida, é contribuir para a construção de um mundo novo! 
A Páscoa é um acontecimento marcante na vida de cada um de nós, o acontecimento que mudou o rumo da nossa história, e que  não  deve ser vivida somente nestes dias em que a igreja nos dá a oportunidade de saborearmos toda riqueza do mistério da redenção. A Páscoa  deve ser vivida todos os dias de nossa vida!
A narrativa do evangelho de hoje, vem  nos falar de mais uma aparição de Jesus,  desta vez, no meio dos discípulos, que ainda comentavam a alegria do encontro com Ele no caminho para Emaús.
A aparição de Jesus, de imediato,  assusta os discípulos que chegaram a pensar  que se tratava de um fantasma. Mesmo  Jesus mostrando-lhes as mãos, os pés,  eles não conseguiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos!
Então, Jesus abriu-lhes a inteligência para que eles entendessem as Escrituras e tornassem Suas testemunhas.
Foi a partir de então, que  todos os discípulos foram  convocados a anunciar o Cristo ressuscitado.
 Hoje, somos nós, os convocados a anunciar Este Cristo Ressuscitado que vive entre nós!  É este o compromisso  de todo aquele que vê  Jesus  como o único caminho que pode nos levar ao Pai!
Jesus Ressuscitado, no encontro com seus discípulos, lançou sobre eles a paz, a paz que os libertou do medo que os mantinha presos.  Esta mesma Paz, hoje, chega a até a nós. É  uma paz diferença daquela que o mundo nos oferece.
A paz que vem de Jesus nos liberta, mas também nos inquieta, nos faz sair de nós mesmos pra ir ao encontro do outro!
Se pautarmos a nossa vida no exemplo de Jesus, não precisamos temer a cruzes, pois até o nosso sofrimento, Deus transforma num bem para nós, num trampolim para a nossa ascensão!
 É mergulhando no mais profundo de nossas dores, que adquirimos o impulso para nos reerguer e ressuscitar com Jesus para uma vida nova!
                 A paz é o ponto fundamental para nossa caminhada de fé! Vivamos esta Paz  do Cristo Ressuscitado hoje e sempre!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia 

Respondendo à inquietude de Patrícia sobre o pós morte - Prof. Teólogo Fernando


Respondendo à inquietude de Patrícia sobre o pós morte - Prof. Teólogo Fernando

Patrícia. 
Quem somos nós para determinar quem vai para o céu, quando, como, etc.? 
Suas questões envolvem vários termos e cada um mereceria uma reflexão. Vou selecionar alguns para ficarmos no terreno da fé cristã, isto é, o que nós cremos (e um ótimo resumo do que nós cremos está no Credo, que declaramos juntos nas celebrações: creio num só Deus, que é Pai, etc. no seu Filho que se fez homem na barriga de Maria, que ... (toda a semana santa que passou: padeceu sob aquele romano covarde; crucificado, morreu, colocado num túmulo. Mas visitou os que morreram antes, RESSUSCITOU (está VIVO e junto do Pai) . Também cremos que "um dia" até nossa casa terrestre vai "morrer" (fim do mundo), isto é, cada membro da humanidade passará pela passagem estreita para estar diante da Verdade, do Bem, da Beleza suprema que é Deus e aí é o "juízo final", isto é, último, para todos. A carta de Pedro e o Apocalipse também falam que depois desse "último" acontecimento, haverá um novo céu e uma nova terra, quer dizer: é como se Deus refizesse sua criação, tudo novo em folha, recuperado, restaurado em Cristo, "lavado no seu sangue" que purifica mais do que qualquer água ou removedor de gordurinhas e pecadinhos que a gente possa imaginar... 
Estou usando de propósito uma linguagem de comparações (a Bíblia faz isso o tempo todo, na linguagem de cada época e Jesus falava em "parábolas"). Acho que assim evitamos uma vontade danada que temos de "explicar" a nossa fé. As ciências procuram explicar o funcionamento das moléculas, da matéria, dos organismos, das doenças e das curas. A fé, porém, é como uma amizade ou um encontro de duas pessoas que se amam. É uma questão de confiança. 
Então, quando Cremos (ver o Credo) cada "objeto" de nossa fé, é aceitar que Deus ama cada um e fez gestos (criação, encarnação, redenção, ressurreição, ascensão, etc.) e fará outros , tudo em função de nos levar para ser felizes com ele (há poucas semanas meditamos a parábola do "filho pródigo" onde está claro como Deus é carinhoso não só com o mais velho mas (principalmente) com aquele que voltou e, então, faz uma festa de arromba que assusta até o irmão mais velho!!! Ovelha perdida (mais alegria uma que as outras 99. Moedinha da mulher pobre, também perdida e... reencontrada: chama os vizinhos conta pra todo mundo, que alegria! (Parece incrível mas é Deus se alegrando, dando festa, contando pra todo mundo que reencontrou, que achou, que o filho que estava morto, voltou a viver (isso é Ressurreição que relembramos na Páscoa). 
Então, não vamos tentar explicar os "Santos" (é uma linguagem gasta quando só pensamos na lista daqueles "canonizados", "oficializados" "que estão no céu". Vamos reler as cartas dos apóstolos, as epístolas, sobretudo Paulo: Santos somos todos nós, porque batizados, porque aceitamos a Fé (que vem do testemunho de outro, que passa para outro, para outro, e chegou até mim). 
Então não vamos medir com relógio a "hora" exata da entrada no céu, o dia certo em que poderemos ver Deus "face a face" (porque Jesus, homem como nós, mas Filho e Deus na "Trindade") é nosso passaporte (de Moisés e Elias e tantas figuras no A.Testamento, lemos que não podiam "encarar" Deus diretamente porque seria a morte - é muita "Santidade" para pobres mortais!!! Eles então ouviam a "voz" do Senhor ou o "anjo do Senhor" conversava com eles, como os hóspedes no acampamento de Abraão. 
Nos ajuda pensar que depois da morte, não se vive no "tempo" cronológico como nesta Terra que contabiliza os minutos do giro de 24 h em torno do sol. Basta "imaginar" o termo "eternidade", que é o inverso do "tempo". É como se fosse um "presente" contínuo onde não existe "passado" nem "futuro". Aliás, não é tão complicado pensar numa dimensão diferente do nosso tempo terrestre quando a física moderna depois de Einstein e outros fala de espaço-tempo, curvatura do tempo, viagens no tempo... (isso é usado em muito filme de ficção, em muita pesquisa científica, mas pouco na comparação com a linguagem bíblica e teológica...). No entanto a Bíblia fala nos salmos que diante de Ti um dia são como mil anos e mil anos como um dia. O próprio Jesus lembra: Deus não é Deus dos mortos mas Deus dos vivos. Quando dizemos que Jesus desceu aos "infernos", é como se tivesse ido às regiões "inferiores" (mesma raiz da palavra infernos) região dos falecidos para "dar a mão" aos que "esperavam" a ressurreição de Jesus (é um modo de dizer, pois já lembramos há pouco que para Deus só há um "eterno" "presente".
Então, seria bom crer apenas, sem querer "explicar" (porque nem a ciência explica tanta coisa do universo porque a gente teria de ter explicação para tudo?) naquela palavra de Jesus na cruz: "hoje mesmo estarás comigo no paraíso" (não é para interpretar: será que Jesus queria dizer "hoje = sexta-feira"? - era uma sexta, não era? na véspera do sábado sagrado dos judeus).  ou "hoje" nessa palavra de Jesus queria dizer, logo depois que eu der o último suspiro? ou será que ele queria dizer uma "hoje" mais largo pois teria de esperar o domingo da ressurreição (senão o bom ladrão entraria no paraíso ants dele chegar?). Brincadeira, né? Aqui é ironia, claro, para dizer que não dá para raciocinar com a palavra "hoje" no contexto que nós usamos do "dia a dia"...
A mesma coisa a gente teria de pensar o que signfica tomar ao pé da letra as frases bíblicas, por ex.: Jesus mesmo não anunciou que "em três dias" reconstruiria o Templo (João já vai avisando que ele se referia não ao Templo de Jerusalém - que os romanos destruíram no ano 70 d.C, mas ele falava do "templo do seu corpo". Bem, seriam 3 dias. Ora, ele morreu por volta das 3 da tarde (a nona hora como eles chamavam) da sexta, então, às 3 da tarde de   domingo seriam 48 horas depois. No entanto, os evangelistas contam que as mulheres já foram cedinho "no primeiro dia da seman", isto é, domingo levando bálsamos para ungir o corpo de Jesus no domingo bem cedinho. E... Jesus "já" havia ressuscitado de madrugada, conforme contou às mulheres o anjo (ou os anjos, depende do evangelista que relata não o "noticiário" de tv mas o "resumo" da fé!!!). Então, quer dizer que Jesus ficou sepultado umas 24 horas até 3 da tarde sábado e talvez mais umas 12 horas até 3 da madrugada de domingo? De qualquer maneira não deu tempo nem de "dois" dias completos!!! Então a bíblia tá errada? não era para ressuscitar ao terceiro dia? Nesse caso a bíblia está certa se contamos o dia da morte, o primeiro, sábado o segundo, primeiras horas do domingo o 3º!. 
Então "terceiro" dia e "em três dias" da reconstrução do templo não é para ser contabilizado em minutos, horas etc. O núcleo da Fé aqui é o que diz o anjo (há duas frases: por que buscais entre os mortos quem está vivo? e outra: ele ressuscitou, não está aqui. Ide dizer aos discípulos, etc. O núcleo da Fé é que as mulheres tiveram a notícia alegre em "primeira mão" como se diz atualmente. Não interessa se Jesus se mostrou ressuscitado em primeiríssimo lugar à sua mãe Maria (como gosto de pensar de acordo com uma tradição carinhosa muito antiga) nem se João que "a levou para sua casa" conforme se diz na Paixão estava junto nesse "momento" da "aparição"!!! Acho que todos concordaremos que esse detalhes são irrelevantes e há muitos pontos diferentes (número de anjos, mulheres, discípulos, locais, etc.) nos relatos dos evangelistas. E tudo isso é normal, é humano, foram textos compilados em décadas diferentes, a partir de testemunhos e "fontes" - termo hoje muito usado na imprensa - diferentes. 
Não é por aí que se desenvolve nossa Fé.
Acho que todas essas comparações (e até algumas "brincadeiras") sobre textos bíblicos podem nos ajudar a não querer respostas que ninguém pode dar.
Para terminar, penso que o questionamento se os Santos (ou quem já morreu na Fé ou na Caridade e Amor de Deus) estão no céu, mas... têm de esperar o "juízo final" para ressuscitar... 
Cremos na promessa do Senhor que nos deu sua vida (sua carne e seu sangue, ele que é o pão da vida, o sustento da vida) para, como diz Paulo tantas vezes, nós também que "morremos" para o "mundo" (o pecado, o mal, a morte, a violência, etc.) ressuscitaremos também com Cristo. Não é arrogância. É presente (de graça, é Graça de Deus) que ele nos deu. O Pai não pode dar uma pedra ou uma cobra ao filho em vez do pão, disse Jesus em outro momento. Ele só nos dá coisa boa. 
Em todo caso, baseados na própria Bíblia, desde o Gênesis, podemos crer que Deus criou o homem e Ele dá o presente de "não morrer para sempre" (Aquele que crer em mim viverá). Se não estivéssemos meditando sobre nossa Fé, mas fazendo filosofia como na Grécia antiga, ou com os filósofos modernos, poderíamos discutir o que é corpo, o que é alma, como que pode a alma ser "imortal" quando vemos que o "corpo" é mortal - apodrece na cova... (nisso a linguagem em todas as religiões é parecida com as filosofias, com os costumes dos antigos egípcios e suas múmias, com as crenças em milhares de culturas de povos que viveram ou vivem nas florestas etc.). A bíblia usa termos e conceitos conforme cada época em muitos livros e até concepçõs de outras culturas não hebraicas, que aceitavam ídolos, vários deuses, mitos, etc. Mas a bíblia não visa uma discussão, digamos, filosófica. Tanto o A.T. como a pregação de Jesus e o N.Testamento, anunciam que o homem - que morre e, pior que pode perder não só corpo como a "alma" , ver as palavras do próprio Jesus!! - o homem tem a promessa de superar até a morte. 
Não é aqui o lugar mas é obvio que não se trata, quando falamos de ressurreição, de reunir as mesmas moléculas (aliás, quais, da minha infância ou de anos posteriores?) e o mesmo corpo voltar a viver, com os mesmos ossos e músculos de "antes"... Basta ler os relatos de Cristo ressuscitado para ver que ele (é ele mesmo "não sou um fantasma", como dizia aos apóstolos assustados) ele vive (está vivo, pode comer peixe, pode conversar com eles). Mas, ao mesmo tempo, é uma vida renovada, muito mais plena que a do "tempo" e das condições que nós atualmente conhecemos. É assim que Jesus entra na casa dos apóstolos com portas fechadas, caminha sobre as águas, aparece não no meio da rua ou do mercado mas só se mostra às testemunhas "previamente escolhidas " como diz Pedro, nos Atos. O milagre (também o milagre da vida e o da ressurreição) é como o Amigo do Milton Nascimento, é "coisa pra se guardar" no coração. O milagre é para saborear na oração e na Fé. Não é espetáculo de palco ou de tv. Desse aliás, há muito por toda parte, para todos os gostos...
De qualquer modo acho estranho pensar que pessoas vão ficar dormindo milhares de anos (ou milhões?) esperando o juízo final. O tempo para cada um termina com sua morte. Parece que um "dia" único para a "segunda vinda do Cristo" é para a conclusão geral, o encerramento de todo esse universo atualmente conhecido. Também nas primeiras gerações de cristãos houve um tempo em que am a volta de Cristo já no tempo deles - temos notícias dessa convicção até nas epístolas do N.Testamento. Depois viram que ainda não era para já...
As pessoas, porém, junto de Deus, "abraçaram" o eterno, como diz uma amiga, e, portanto, vivem num eterno presente (e, acredito eu, pelo poder de Deus, podem ver, com ele, o "passado" e o "futuro" aqui da história humana.
Que o Senhor aumente a nossa Fé (Confiança para não desanimar nem desistir do amor dele). E possamos também que não temos respostas para todas as perguntas.
Para terminar vamos meditar nas palavras do nosso surpreendente Francisco no sermão da vigília da Páscoa neste Sábado em Roma: "Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui. Ressuscitou" (Lucas 24, 5-6). E continua, comentando o evangelho d Páscoa: "é a novidade de Deus diante dos olhos daquelas mulheres, dos discípulos, de todos nós: a vitória sobre o pecado, o mal, a morte, sobre tudo o que oprime a vida e lhe dá um rosto menos humano" . 
É nesse nosso "hoje" que vivemos tanto a morte como a Graça da superação, dada pela Ressurreição de Jesus. Que um dia será nossa também. Essa é a certeza da Fé. 
O juízo final será certamente a grande festa de encerramento com todo mundo presente, por assim dizer. Deve ser uma grande banquete, como as comparações que Jesus apresentava sobre o Reino de Deus. Essa reunião ou assembleia geral para julamento de toda a humanidade só pode ocorrer em novas condições de vida, senão teríamos de raciocinar em termos atuais de espaço, serviço de alto-falantes, telão, etc.... fica parecendo encerramento da copa do mundo... onde não pode todo mundo estar no mesmo estádio. Não caberia...
O que sabemos mesmo é que Deus é Pai, Deus é bom. Vinde a mim todos que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei. Isso é Jesus, segundo nossa Fé.
(bate-papo atendendo a um pedido do meu grande amigo Salviano - Páscoa, 31.03.13, abração de um teólogo que gostaria - mas não pode - renunciar como B.16 para se dedicar à oração e ao estudo)