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terça-feira, 11 de setembro de 2018

-Jesus perdoou a pecadora-José Salviano


20 de Setembro

 

Evangelho – Lc 7,36-50

 


Nós fazemos acepção de pessoas. É comum se ouvir nas rodas sociais, a seguinte frase: eu não me misturo com essa gentinha, nada como a posição social do indivíduo, e coisas desse tipo. São frases vidas da boca de pessoas que desprezam aqueles e aquelas que não são no SEU NÍVEL social.

O que significa fazer acepção de pessoas?

Significa tratar certas pessoas de forma diferente, usando medidas diferentes para julgar seus atos.

Esse tipo de comportamento é o mesmo que agir com parcialidade. É um comportamento arbitrário, e desumano. Pois em vez de usarmos a mesma medida para com todos, igual faz o Criador para conosco, nos enviando o sol e a chuva para todos, muitos de nós favorecem a uns e desfavorecem ou mesmo prejudicam a outros, isso para não dizer que muitas vezes, certos malvados transformam a vida de algumas pessoas em um verdadeiro inferno, pelo fato de tais pessoa não serem favoráveis às suas preferências, ou negócios lucrativos.

Fazer acepção de pessoas é negar a justiça.  Pois justiça é dar a cada um o que lhe pertence, ou o que ele merece.

Diante de Deus a acepção de pessoas é inadmissível, pois se somos todos filhos de um mesmo Pai, somos todos irmãos.

Deus não faz acepção de pessoas, pois suas leis são justas e imparciais, sem preferências injustas, e por isso não é possível distorcer a justiça de Deus.

Diante da justiça divina, todos os que insistiram em viver em pecado, merece a condenação eterna. Por outro lado, aqueles e aquelas que se arrependem e se convertem merecem a salvação.

Deus é sempre justo e oferecem a todos sem nenuma distinção a oportunidade de se converterem e de se salvarem.

Foi por isso que Jesus aceitou o convite daquele fariseu para jatar em sua casa.

E outro fariseu ficou escandalizado por que Jesus se deixou tocar por uma pecadora. Pois os judeus faziam acepção de pessoas. Eles não se misturavam, para não ficar impuros, como pensavam.

Eles nem chegavam perto de um leproso, por exemplo, não por questão de higiene, mas pela maneira distorcida de valorizar. Eles achavam que o doente estava pagando pelos seus pecados.

Portanto, o fato de Jesus ir comer na casa de um fariseu e permitir que uma pecadora se aproximasse dele, para aqueles puritanos era um verdadeiro absurdo!

Jesus nos mostra neste Evangelho que Deus é compassivo, e bondoso para com as nossas fraquezas. Deus sabe das nossas dificuldades para nos manter de pé. Assim, muitos dos nossos pecados, acontecem sem o nosso completo consentimento, sem a intenção de ofender ao Pai, mas sim, por uma questão de carência, de ansiedade, de muita fraqueza...

E Deus em sua infinita bondade, vê tudo isso e tem piedade de nós, e nos dá sempre a mão, a oportunidade de nos converter de novo.

 

 

José Salviano.

 

 

 

 

 

 



-Tocamos flautas e nem dançastes-José Salviano


19 de Setembro

 

Evangelho – Lc 7,31-35

 


Aqueles tempos Jesus perguntou com quem Ele poderia comparar aquelas pessoas, aquela geração.

Hoje, poderíamos perguntar, com quem poderemos comparar a nossa sociedade?

Com quem, e ao que poderemos ser comparados?

Os ladrões não admitem que lhe roubem nada, os adúlteros não admitem ser traídos, os mentirosos não suportam pessoas mentirosas, e quem mintam para eles, os corruptos não admitem que lhes enganem, e que lhes tirem seus bens, os  rapazes não respeitam as garotas, mas não admitem que outros desrespeitem suas irmãs, etc.

O conceito de certo e de errado é observado de fora para dentro de nós. Pois de nós para fora, vale tudo, ou quase tudo. Em outras palavras, somos muito exigentes quanto aos nossos direitos, porém, não temos uma consciência perfeita dos direitos dos demais.

Com muita facilidade gostamos de julgar os outros. João Batista era considerado um louco por alguns que não aceitavam as suas denúncias. Por outro lado, Jesus que em seu amor infinito comia e bebia com os pecadores, acolhendo-os e conduzindo-os a conversão, foi também interpretado mal.

Portanto, você que segue o catolicismo com todo o rigor que lhe é permitido, não se escandalize, nem desanime se um dia, alguns incrédulos o rotular de falso moralista, de fanático, ou com mania de perfeição,  ou coisa desse tipo.

Nesta vida sempre encontramos pessoas dispostas a atrapalhar a prática do bem, o seguimento do Evangelho, pois, afinal, a observância da Lei natural e sobrenatural, pode atrapalhar os seus lucrativos “negócios”.

Busquemos a prática da nossa fé, segundo o nosso entendimento, e tentamos sempre nos aproximar da perfeição. Não nos importemos com os comentários maldosos daqueles e daquelas, que embora exijam que respeitem os seus direitos, seguem caminhos opostos aos nossos caminhos.

Tomemos cuidado para não nos molestar com as críticas que possam nos fazer. Pois se nos importar com os comentários alheios, poderemos correr o risco de desanimar, e de abandonar a nossa missão.

Pois sempre há aqueles e aquelas que não enxergam o bem que fazemos, e por se sentirem incomodados com a nossa presença denunciadora, buscam sempre um jeito de sujar a brancura da nossa santidade, com alguns respingos da sua vida pecadora.

Jesus nunca desanimou diante de tais pessoas. Ele sempre seguia de cabeça erguida, toda vez que era vilipendiado, ameaçado e criticado.

Apesar de todas as contrariedades, Jesus continuava firme a sua missão, e mais. Apontava os pecados dos líderes judaicos sem nenhum medo.

Jamais em nossa missão de catequistas, de missionários, devemos esperar elogios. Afinal, não estamos na linha de frente da Igreja para sermos elogiados, mas sim, para servir a Deus. É nossa obrigação. Pois ai de nós se não evangelizarmos.

Que o Espírito Santo cure as nossas feridas abertas pelas más línguas perversas, e de cabeça erguida continuemos a fazer a nossa parte. Continuemos a fazer a vontade do Pai.

 

José Salviano.



-Deus veio visitar o seu povo-José Salviano


18 de Setembro

 

Evangelho – Lc 7,11-17

 


 

O acontecimento da ressurreição do filho da viúva se espalhou rapidamente sobre toda a Judéia, assim como por toda a redondeza.

Neste milagre operado por Jesus, ninguém lhe pediu uma ajuda. Aconteceu que Jesus ao entrar naquela cidade, percebeu que ir saindo um enterro, cujo defunto era um jovem.

E sua mãe, que acabara de perder o seu marido, agora desconsolada, muito chorava pela perda do seu filho amado.

Jesus teve muita compaixão daquele pobre mulher, e lhe disse: “NÃO CHORE”.

Irmãs e irmãos. Roguemos ao Pai, para que Jesus sempre nos diga o mesmo quando lhe pedimos e rogamos aos prantos, pelas nossas necessidades, movidos pelo desespero de não ter para quem recorrer, de não ter mais o que fazer.

As nossas orações acompanhadas de lágrimas, sempre são atendidas por Deus. Não nos esqueçamos de pedir sempre ao Pai em nome de Jesus.

A bem da verdade, não era uma verdadeira multidão que seguia aquele enterro, mas sim, muita gente comovida de compaixão, pelo sofrimento daquela pobre viúva.

Naim, cidade pequena, presenciava mais uma grande tragédia, que comovia a todos os habitantes.

Porém, muitos dos que seguiam o enterro, não estavam mesmo tão comovidos assim. Por isso é que o evangelista chamou aquilo de multidão.

Por que multidão gosta de espetáculo, multidão é movida pela curiosidade, multidão não abraça totalmente a fé pois não agarra a cruz.

Multidão não é composta de seguidores de verdades, mais sim de observadores, ainda mais naqueles tempos, em que a diversão era escassa. Qualquer incidente era motivo de atração. Seja positiva ou negativa.

Já os discípulos, número preciso e definido, não pensavam como a multidão. Eles são seguidores até o fim.

A multidão que seguia o enterro, presenciou um tremendo milagre de Jesus. Mas quantos deles se tornaram discípulos? Quantos deles se tornaram seguidores?

A multidão não segue, é distante, apenas olha e curiosamente acompanha. Já os discípulos, escutam, perguntam quando têm duvidas, entendem e participam da idéia do Mestre, do líder.

Em uma procissão, podemos notar que há uma multidão, misturada com os discípulos. Na própria missa, principalmente as missas solenes, onde há muita gente, podemos também reparar que o mesmo fato se repete.

Nem todos são discípulos seguidores fiéis. Estão ali mais por uma questão social, por uma questão de obrigação, respeito, o que não é totalmente inútil. Pois a palavra será semeada em suas mentes e poderá um dia dar frutos.

Agora chegou a nossa vez de nos perguntar. Eu sou multidão, ou eu sou discípulo? Eu sou uma verdadeira discípula? Eu sou um verdadeiro seguidor de Jesus? Boa pergunta. Né?

 

 

José Salviano



terça-feira, 4 de setembro de 2018

-Senhor eu não sou digno-José Salviano


17 de Setembro

 

Evangelho – Lc 7,1-10

 

-Senhor eu não sou digno-José Salviano

 

Aquele centurião que cuidava de cem soldados, era um dos dominadores romanos que havia invadido a Palestina, lugar onde Jesus vivia.

Porém, apesar de ser um dos cruéis dominadores romanos, o centurião em questão, era um homem bom, caridoso e justo a medida do possível. Pois ele tinha de seguir o plano do Império Romano.

Ele era tão bom que chegou a construir uma sinagoga para os judeus.

A sua fé era muito grande ao ponto de crer que não era necessária a presença física de Jesus em sua casa, para que o seu servo fosse curado.

Do mesmo modo, aquele homem, romano, se importava com a saúde do seu criado, ao ponto de pedir a Jesus a sua cura.

Quantos patrões hoje fariam coisa semelhante? Quantas donas de casa se importam com a vida que leva a sua empregada? Com a sua saúde, sua alimentação?

Apesar de ser um dos romanos que sufocava a vida dos judeus, aquele homem era diferente, era humilde. E foi assim que Ele se julgou indigno de receber a visita de Jesus em sua casa.

Quantos de nós já não recebemos Jesus eucarístico indignamente? Ou por falta de orientação, ou por descuido, ou mesmo por falta de um padre para fazer uma confissão, ou por preguiça, ou por ter uma fé morna?

Reconhecemo-nos pecadores e pecadoras, e não deixemos passar muito tempo sem nos confessar com um padre. Pois mesmo os pecados pequenos vão se acumulando, e vira um “pecadão”.

Busquemos viver na presença de Deus, façamos a nossa parte, mas entendamos que a nossa caminhada é uma sucessão de cair e levantar. E assim, quando caímos, nos esforcemos logo para nos levantar, aceitando a mão sempre estendida de Jesus que vem nos levantar da lama do pecado.

Neste Evangelho, aprendemos que não devemos banalizar a presença de Jesus em nossas vidas. Tomemos mais cuidados com as nossas participações na Eucaristia, para que a comunhão do corpo e do sangue de Cristo, não seja para nenhum de nós, causa de juízo e de condenação.

Precisamos estar puros, dignos de receber Jesus eucarístico. Antes de comungar, examinemos a nossa consciência, perguntemos a Jesus se Ele nos permite recebê-lo, e na dúvida, não entremos na fica da comunhão.

Quando não estamos seguros de que podemos comungar, na hora da elevação do cálice é o momento perfeito para perguntar a Jesus se podemos ousar recebê-lo. Faça isso com toda fé, e com certeza, Jesus irá lhe responder. Geralmente sob a forma de um suave arrepio, quando a sua resposta é um sim.  Caso contrário, parece ser um não.

Às vezes poderá acontecer que temos de dar testemunho aos nossos familiares, e assim, entramos na fila da comunhão. Nesse caso raro,  façamos a comunhão, porém logo assim que pudermos, busquemos um sacerdote para nos confessar.

 

José Salviano