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domingo, 26 de agosto de 2018

-Em uma festa não se jejua-José Salviano


07 de Setembro

 

Evangelho – Lc 5,35-39

 

 

Imagine alguém em uma festa, não participar da comida por estar de jejum...

Pois ao menos que seja por uma questão de saúde, uma festa é motivo de alegria, motivo para esquecer o regime alimentar contra o aumento de peso, é motivo para comer, beber e se alegrar. Depois, a gente volta a dieta. Amanhã, é claro. Hoje não. Hoje é só alegria, e é  só por hoje, vamos aproveitar, assim pensamos e dizemos...

Jesus foi pressionado por aqueles que viviam buscando um motivo para incriminá-lo, a respeito da observância do Jejum.

Então, a resposta de Jesus, mais uma vez, calou a boca deles.

Jesus disse-lhes que quando estamos participando de uma festa, não estamos ali para jejuar, mas sim, para participar da alegria de todos, e por tanto, estamos presentes para comer e beber.  

Estar com Jesus, era o mesmo que participar de uma festa!.. ou seja, o tempo da presença física de Jesus com os discípulos era uma festa. Portanto, não haveria nenhum sentido jejuar nessa nesses dias.

Hoje é 7 de setembro, dia em que comemoramos a nossa independência.

E cada um de nós poderá fazer discursos inflamados sobre a nossa independência, porém, esses discursos poderão não ser inquestionáveis.

Isto por que, se pensarmos bem, quando comunicamos algo ao mundo, principalmente por palavras faladas ou escritas, esse algo é segundo o nosso modo de julgar, de valorizar e de agir. E que bom se o nosso modo de valorizar seja como o modo de ser de Jesus.
Justo, caridoso, e voltado para os interesses dos fracos, e não somente dos dominadores.
Mais infelizmente, existem pessoas que até são boas, pelo menos em suas aparências, e assim, nos enganam com o seu palavreado bonito e bem pronunciado, com suas promessas, e o pior, até conseguem o nosso apoio, para chegar ao poder.
Só que depois se esquecem do que prometeram, e fazem quase tudo ao contrário.
Mas eles são nossos irmãos, e temos de rezar por eles. É isso! Essa foi uma das ordens de Jesus. Rezar por todos eles. Para que eles e elas não se esqueçam de que Deus é onipresente.
Deus está duplamente em toda parte:
Primeiro, O seu Espírito paira sobre tudo, inclusive em muitos de nós, aqueles e aquelas que aceitam o convite de Deus para a se converter e viver a fé.
Exemplo. Quando comungamos, é Jesus que recebemos e que vem habitar em nós, em nossa alma. (Não é no coração. Pois o coração é um músculo QUE NÃO PENSA, NÃO PECA, NÃO TEM MEMÓRIA, e não tem nada a ver com isso).
Em segundo, Deus está presente na natureza criada por Ele. Seu espírito paira sobre as águas, nas plantas, paisagens, no por do sol, em tudo.
Por isso, roguemos ao Pai, para que tenhamos sempre em mente a realidade da sua onipresença, da sua presença em tudo e em quase todos nós. Pois infelizmente, nem todos aceitam ser um habitáculo do Deus VIVO.

José Salviano.

 



-Pela tua palavra lançarei as redes-José Salviano


06 de Setembro

 

Evangelho – Lc 5,1-11

 

 

Os pescadores trabalharam a noite inteira e não pescaram nada. E por  que será que isso lhes aconteceu? Pela vontade do Pai. Para que eles botassem fé na palavra de Jesus, para que eles confiassem em Deus, para que eles acreditassem que Jesus tinha poderes.

Conosco acontece o mesmo. Quantas vezes pescamos a noite inteira, o dia todo, o mês todo, e não pescamos nada! E só depois que buscamos a Deus, é que encontramos uma saída.

Você perdeu o seu relógio, a sua gravata, a sua aliança? Procurou desesperadamente, xingou, blasfemou, deu murros no armário...

Calma!... Nada disso vai resolver. Em vez de ficar enfurecido, reze o Pai Nosso. E muitas vezes, acontece que mesmo antes de terminar de rezá-lo, você encontra o objeto que procura. Ele estava bem ali debaixo de um livro, num cantinho do lado de uma caixa... principalmente se você é um desorganizado como eu. Kkk. E se esquece sempre onde coloca suas coisas.

Muitos acontecimentos aos quais denominamos de desgraças, não são desgraças, mas sim, uma oportunidade gerada por Deus para nos chamar a conversão. Para que tenhamos fé, para que voltemos a rezar, para que voltemos a Deus.

Deus nos chama atenção por meio de uma doença, de um acidente, de um sequestro, de uma dor qualquer.

Então, quando um sofrimento lhe bater a porta, não pense que é um castigo de Deus, e não se revolte contra o Pai, mas sim, pare e pense: Como estou administrando a minha vida? Tenho rezado? Tenho buscado a Deus? Tenho sido caridoso, caridosa? Que pecados ando cometendo?

Ao falar a palavra pecado, parece que estamos reforçando a ideia de castigo. Não! Deus não nos castiga, mas sim, Ele nos chama a conversão por métodos às vezes dolorosos. Entendeu isso?

Como aquele pai que chamou a atenção do filho rebelde, por várias vezes, e aquele filho, que influenciado pelos amigos, continuou sendo irreverente, abusado, malcriado. Então, o pai não teve outro jeito senão ser mais enérgico com aquele filho desgarrado, sem limites, e muito rebelde.

Repetimos. Não se trata de castigo, muito embora realmente possa parecer.

As “desgraças” que nos acontecem são puxões de orelha do nosso Pai, por andarmos por caminhos tortuosos, caminhos que nos vão levar ao penhasco, ao buraco. E exatamente por que Deus é Pai e nos ama com amor de mãe, é que Ele nos pega pelo braço, nos dá umas sacudidas, para que nos caia a fixa, para que caímos na realidade dos fatos, e paramos de agir errado para o nosso próprio bem!

Sim. Fazer as coisas corretas é para o NOSSO PRÓPRIO BEM! Ao contrário do que pensam muitos, agir certo, não pecar, não é para agradar a um Deus exigente, mandão, ou ditador! Mais sim para o nosso próprio bem.

Pois Deus nos ama e sabe que quem planta colhe. E Ele não quer que com o mau uso da nossa liberdade, causemos mais sofrimentos a nós mesmos. Pois quem planta vento colhe tempestade. Não é mesmo?

Então vamos semear a paz, a palavra de Deus, com uma cara alegre sem falsidade, semear a bondade, a caridade, prestar atenção no irmão que lhe fala, e assim estaremos fazendo o bem, que como um bumerangue, tudo se voltará para nós.

 

José Salviano.