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domingo, 28 de fevereiro de 2021

PERDOAI E SEREIS PERDOADO. DAI E VOS SERÁ DADO-Olivia Coutinho

 REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 01/03/21 - Lc6,36-38

“PERDOAI E SEREIS PERDOADO. DAI E VOS SERÁ DADO.”

Reflexão de Olivia Coutinho

Caros irmãos e irmãs em Cristo!

A palavra de Deus que chega até a nós no evangelho de hoje, começa chamando a nossa atenção, sobre a importância de sermos misericordiosos! Misericórdia, é mais do que um sentimento, misericórdia é a compaixão transformada em ação!

Uma pessoa misericordiosa, sempre descobre e destaca o lado bom do seu semelhante, ela é incapaz de julgar alguém, é uma pessoa que está sempre exercitando o perdão a paciência, a tolerância... O modelo apresentado por Jesus, de quem é verdadeiramente misericordioso, é o próprio Deus! Deus é infinitamente misericordioso para conosco que muitas vezes somos filhos ingratos...

“No catecismo, as crianças decoram as 14 obras de misericórdia, quando adulto, devemos não somente saber de cor, como também: vive-las. Como sabemos, são sete obras de misericórdia corporais e sete espirituais. Vamos relembrá-las: As corporais são: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar abrigo aos peregrinos, visitar os doentes e encarcerados, libertar os escravizados e sepultar os mortos. Estas sete obras de misericórdia, seguem quase que literalmente o evangelho de Mt25,31-46, onde Jesus diz, o que será nos cobrado no Juízo Final. Portanto, a misericórdia se trata de algo sério, fundamental para a nossa salvação.

As obras de misericórdia espirituais são: dar bom conselho, ensinar os que não sabem, corrigir os que erram, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar as fraquezas do próximo e orar pelos vivos e falecidos. 

“Perdoai e sereis perdoado.” É o que pedimos a Deus na oração do Pai Nosso: Perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” Como podemos perceber, o perdão que Deus nos dá, é do tamanho do perdão que damos aos nossos irmãos, se não perdoarmos a quem nos ofendeu, não seremos perdoados por Deus...

“Dai e vos será dado. Uma medida calcada, sacudida e transbordante será colocada no vosso colo.” Jesus usa como comparação, a medida sacudida, ou seja, uma medida bem cheia de grãos a serem vendidas, para nos dizer, que é assim, que Deus faz, para recompensar as nossas obras de misericórdia. Quanto mais misericordiosos somos, mais misericordioso Deus é conosco...

Na cruz, Jesus nos deu um grande exemplo de misericórdia: “Pai perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem!” E também quando disse a um dos ladrões que estava que estava crucificado do seu lado: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso.

Tenhamos um coração misericordioso, semelhante ao coração do Pai, um coração que acolhe, que perdoa, que alegra com a alegria do irmão...

 

QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

FIQUEM NA PAZ DE JESUS!

Reflexão de Olivia Coutinho

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

...E TRANSFIGUROU-SE DIANTE DELES-Olivia Coutinho

 REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 28/02/21- Mc9,2-10

“...E TRANSFIGUROU-SE DIANTE DELES.” -


2º DOMINGO DA QUARESMA

Reflexão de Olivia Coutinho

Caros irmãos e irmãs em Cristo!


Estamos no segundo Domingo da Quaresma, continuando nossa caminhada rumo a Páscoa do Senhor Jesus!

Junto com a Quaresma, a Igreja nos apresenta a Campanha da Fraternidade, com suas preocupações e desafios: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema: “Cristo é a nossa paz. Do que era dividido fez uma unidade”, (Ef 2,14a). É a Igreja no Brasil, nos conscientizando sobre a importância do diálogo, do cuidado, do respeito para com a vida de todos. É a vivencia no amor que nos identifica como seguidores de Jesus, o amor nos leva a superar toda e qualquer diferença, a colocar a vida acima de tudo como Jesus sempre colocou. Jesus não discriminava ninguém, Ele via a pessoa na sua essência e não, o seu pecado. “Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus." Mt 21,31.

Na liturgia deste tempo Quaresmal, há sempre um apelo de conversão, é Jesus nos convidando a amar, a fazer da vida uma oferta de amor!  A conversão nos abre à luz de Cristo, afasta as trevas de nossa vida! Aproveitemos, pois, este tempo de graça, para revisar o quanto há de luz e sombras em nossas vidas!
A palavra de Deus, que chega até a nós, no evangelho de hoje, apresenta-nos a belíssima cena da transfiguração de Jesus, uma cena que conseguimos visualizar, à luz da fé!
“Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas, como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar.”

Pedro Tiago e João, tiveram a alegria de testemunhar a glória de Jesus junto ao Pai, um testemunho, que eles deveriam guardar e que por exigência de Jesus, só deveria ser revelado aos outros discípulos, depois da sua morte, o que seria um grande consolo para eles: saber que a morte de Jesus não poria fim no relacionamento deles.

Na transfiguração, estes três discípulos, puderam visualizar o encontro de Jesus com o Pai. A partir de então, eles, que andavam tristes com as últimas revelações de Jesus, à respeito do desfecho de sua trajetória terrena, recobraram a alegria que haviam perdido, pois diante de Jesus transfigurado, eles tiveram a certeza de que a vida e a ação de Jesus, não terminariam com a sua morte. De Fato, a ação de Jesus no mundo, se intensificou ainda mais, depois da sua morte e ressurreição, após a morte e ressurreição de Jesus, suas ações se multiplicaram no mundo e a sua vida ampliou, no coração de seus representantes! 

Assim como Pedro desejou construir três tendas para que eles pudessem ficar no alto da montanha com Jesus, longe dos perigos e sem precisar batalhar a vida, nós também, certamente, desejaríamos o mesmo! Esta, pode ser a nossa grande tentação nos dias de hoje: querer buscar a nossa comodidade, o nosso bem estar, sem pensar no outro que precisa de nós. 

Participar da missa, Rezar, ouvir e meditar a palavra de Deus, é muito importante, mas Deus quer que façamos muito mais, Deus  quer que desçamos do alto da “montanha”, que voltemos à planície, pois é na planície, que Deus quer contar conosco, na construção de um mundo melhor, no amparo de tantos irmãos desfigurados, vítimas das injustiças sociais que os impede de ter uma vida digna.

Precisamos sair de nossas tendas, abrir mão da nossa zona de conforto, descruzar nossos braços, desvendar nossos olhos e nos pôr à caminho, afinal, há muito o que fazer neste mundo que a cada dia, vem perdendo de vista o horizonte bonito da paz!

A transfiguração de Jesus, testemunhada por Pedro Tiago e João, trouxe-nos a certeza de que há uma vida melhor por vir! Este episódio deve nos animar, afinal, foi transfigurado, que Jesus nos mostrou o lado positivo da cruz, assegurando-nos, de que a cruz não é definitiva na nossa vida, como não foi definitiva na vida Dele!

Não deixemos que as forças do mal, apaguem o brilho do rosto transfigurado de Jesus, refletido no rosto de cada irmão que conseguimos reerguer. Cultivemos este brilho, na certeza de que ele será o farol, que irá clarear a nossa passagem pelos os túneis escuros de nossas vidas.


QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

FIQUEM NA PAZ DE JESUS!

Reflexão de Olivia Coutinho

JESUS REVELA AOS APÓSTOLOS A SUA DIVINDADE – Maria de Lourdes Cury Macedo.

 


 

Domingo, 28 de fevereiro de 2021.

Evangelho de Mc 9, 2-10.

 

A liturgia deste 2º Domingo da Quaresma traz o tema da Transfiguração de Jesus, antecipando a visão da Sua glória, nos ajuda a compreender o significado do sacrifício de Cristo, nos fortalece no compromisso de assumir a nossa própria cruz e seguir Jesus na sua quaresma. Somos convidados a ouvir a Palavra do Filho amado de Deus, compreender o significado de sua vida ofertada, assim podemos responder com nossa vida e antecipar no hoje a visão de sua glória futura.

Este episódio da transfiguração de Jesus ocorre depois que Jesus interrogou os apóstolos sobre o que o povo pensava a respeito dele, vimos que as respostas não correspondiam à verdadeira identidade de Jesus. Percebe-se pelas respostas que o povo não tinha uma ideia correta a respeito de Jesus, principalmente por causa da sua humanidade. A condição humana de Jesus disfarçava, ocultava sua glória e majestade, apesar dele se mostrar Deus através das suas Palavras, dos seus milagres, gestos concretos, curas e prodígios, ainda não sabia exatamente quem era Jesus. Podemos perceber que os apóstolos também não O conheciam direito apesar de conviver com Ele já há algum tempo.

Jesus pergunta: “Quem sou eu para vocês?” E Pedro faz sua profissão de fé: “Tu és o Messias”. Depois que os discípulos entenderam a identidade messiânica de Jesus, Ele fala por três vezes como exercerá seu messianismo: rejeição, morte e Ressurreição. Isso se tornou duro demais para eles, ninguém queria que acontecesse com Jesus essa tragédia, motivo pelo qual Cristo se transfigura para revelar a eles sua glória.

Diante desta situação, Jesus, conhecedor de tudo o que estava acontecendo, chamou João, Tiago e Pedro e os levou para uma alta montanha. Subir na montanha é símbolo do encontro com Deus. Lá no monte Tabor, Jesus revelou para eles a sua verdadeira identidade: que além de homem, ele também é Deus.

 Jesus se transfigurou, se transformou, deixou transparecer a sua divindade, possibilitando aos discípulos enxergar além da cruz, além da morte, isto é, o que aconteceria depois da morte, que existe outra vida. Que a morte não seria o fim, mas o começo de uma nova vida. De uma vida gloriosa, bela, feliz, sem sofrimento, sem tristeza, sem angústia.

Naquele momento sublime, em que Jesus se revela divino, que Ele deixa transparecer sua divindade, momento de muita intimidade com o Pai, suas vestes ficaram resplandecentes, brancas, iluminadas, e de uma nuvem que se formou ouviu-se a voz do Pai: “Este é o meu Filho muito amado, escutai-o”.

Era uma situação tão boa, tão bela, tão feliz, que Pedro sugeriu fazer três tendas para ficarem lá. Estes três discípulos tiveram a felicidade de experimentar antecipadamente o céu, a glória, o esplendor de Jesus e por isso queriam ficar lá. Queriam permanecer para sempre no alto do monte com o Filho de Deus transfigurado. Não queriam voltar ao cotidiano, ao dia- a dia, à luta, ao trabalho. . .

Eles contemplaram e experimentaram a glória de Jesus, o seu esplendor. Para Pedro, João e Tiago foi uma experiência fascinante. Era desse jeito que eles queriam Jesus! Jesus glorioso, divino, sem sofrimento, sem tristezas, sem dor, sem cruz! Entretanto, era necessário descer o monte. Era necessário continuar a vida, passar pela cruz, para chegar à ressurreição, à glória eterna.

Pedro sugeriu para Jesus ficar no monte. Por quê?  É muito bom estar na glória, no céu, na paz, na felicidade. Naquele momento, Pedro representava todo o ser humano, isto é, todos nós, que queremos viver a alegria da ressurreição, da páscoa, sem passar pela entrega e pela morte, sem passar pela dor, pelo sofrimento, pela cruz. Nós temos medo do sofrimento, da dor, da cruz, da morte, da tristeza, da contrariedade.

Também nossa natureza humana nos puxa para o comodismo, não queremos ter trabalhos ou dificuldades, queremos tudo que é fácil e prazeroso. Fugimos das situações difíceis e das que requerem esforço, sacrifício, doação. Nós não queremos cruz, sofrimentos, tristezas, compromissos, responsabilidades, morte.

Naquela hora da transfiguração os discípulos tiveram medo e também não compreenderam o que seria “ressuscitar dos mortos”, por isso ao descer do monte eles perguntaram para Jesus qual era o significado. Assim como Pedro e os outros discípulos, nós também somos muito ignorantes em relação “a quem é Jesus”. Por isso é que “escutar o que ele diz” significa ir com Ele até o fim. Seguir suas pegadas, pensar e agir como Jesus, ter o coração de Jesus, amar como Jesus.

Jesus desceu do monte com os discípulos para ensiná-los a caminhar na vida. Hoje Jesus também está conosco para nos ajudar a descer do monte, a vencer o medo e a indecisão de caminhar com Ele, de trabalhar para realizar o seu projeto de salvação, de se comprometer com Jesus, com seu plano, com os irmãos.

Jesus nos ensina que não podemos ficar no monte, isto é, só na contemplação, no bem bom, desfrutando da glória de Deus. Mas é preciso descer do monte.  É aqui embaixo, na planície, que temos de brilhar como Jesus, de ser luz para os irmãos, ser resplandecente para os nossos irmãos na nossa comunidade, através dos nossos gestos concretos de amor, de justiça, fraternidade, sinceridade.

Brilhar, apesar das tribulações da vida, das dores, dos sofrimentos, das decepções. Quem transforma o seu coração pela presença de Jesus apaga todo o ódio, todo o pecado e todo o rancor. É missão do discípulo de Jesus transfigurar o mundo, ser luz para o mundo, sendo perseverante, firme. É tempo de brilhar pelo nosso serviço, pelo amor e pelo testemunho.

Nós cristãos somos convidados a não nos intimidar e nem ficar parados de medo da cruz, do sofrimento, das decepções, do serviço, dos desafios da vida. Somos desafiados a superar o fracasso e a frustração do sofrimento, do cansaço, das tristezas, do comodismo, lembrando que para vencer esses desafios da vida contamos com o amor do Pai. Assim teremos motivos para ir além da fragilidade do sofrimento porque temos um Pai que nos ama e nos dá força e que tem preparado para nós uma linda morada gloriosa, plena de felicidade, uma morada feliz e eterna no céu.

Queridos irmãos e irmãs, vamos nos transformar. Vamos mudar o nosso interior, o nosso coração, vamos nos libertar dos pecados, erros, imperfeições. Vamos deixar Jesus falar forte dentro de nós.  Vamos ser discípulos de Jesus, vamos proclamar, anunciar quem é Jesus para todos que não O conhecem ou que se afastaram dele. Vamos falar de Jesus para os nossos irmãos, para nossos filhos, familiares, parentes, amigos, companheiros, vizinhos... Dizer que Ele nos ama e nos quer na eternidade com Ele.

 Vamos ser outro Cristo glorioso para nossos irmãos, transfigurado, através dos nossos gestos de amor, de paz, de compreensão, de solidariedade. Vamos brilhar, vamos ser luz, ser transparentes como Jesus. Vamos ter roupas alvas, claras, limpas, resplandecentes como as de Jesus. Porque Jesus é vitorioso, Ele vive, Ele ressuscitou e está no meio de nós nos encorajando para sermos melhores.

Com a ajuda de Jesus, podemos nos transfigurar, nos transformar e conseguir inverter a situação atual do mundo em que vivemos, mundo de crimes, de violência, de ganância, de exploração, opressão, injustiça, de falsidade, de egoísmo, de inveja, corrupção, enfim, um mundo afastado de  Jesus e que O despreza.

Jesus, transfigura o nosso coração. Ajuda-nos, Senhor, a sair da tenda e a descer do monte, para brilharmos aqui embaixo, na planície, no meio dos nossos irmãos e da nossa comunidade. Ajuda-nos, Senhor, porque nós sabemos e cremos que o Senhor está vivo e presente no meio de nós. 

 

Abraços em Cristo!

Maria de Lourdes

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Não matarás-Dehonianos

 

26 Fevereiro 2021

Lectio

Primeira leitura: Ezequiel 18, 21-28

Assim fala o Senhor. 21 *«Se o pecador renuncia a todos os pecados que cometeu, se observa todas as minhas leis e pratica o direito e a justiça, ele deve viver, não morrerá. 22Não serão lembradas as faltas que cometeu, viverá por causa da justiça que praticou. 23Porventura me hei-de comprazer com a morte do pecador õráculo do Senhor DEUS- e não com o facto de ele se converter e viver? 24Mas se o justo se desvia da sua justiça e pratica o mal, imitando os crimes abomináveis a que se entrega o pecador, porventura viverá? A justiça que praticou não será recordada; por causa da infidelidade a que se entregou e do pecado que cometeu, morrerá. 25Porém, vós dizeis: 'O modo de proceder do Senhor não é justo. ' Escutai, pois, casa de Israel:

Então é o meu modo de agir que não é justo? Ou é o vosso que o não é ? 26Se o justo se afasta da sua justiça para praticar o mal e morre por causa disto, é por causa do mal que praticou que ele morrerá. 27Se o pecador se afasta do pecado que cometeu para praticar o direito e a justiça, ele merece viver. 28Se ele se afasta dos pecados que cometeu, viverá certamente, não morrerá.

o capítulo 18 de Ezequiel assinala um notável progresso da revelação. Israel já compreendera que a sua dignidade derivava da sua eleição, de ser «povo eteni». Também já tinha tomado consciência da responsabilidade colectiva do pecado (cf. Dt 5, 9s.). Mas Jeremias alertara também para o «pecado pessoa!», isto é, para o facto de que cada um é o primeiro responsável pelas suas acções (cf. Jer 31, 29ss). Ezequiel retoma estas afirmações e vai mais longe.

Os exilados estavam convencidos de que sofriam pelos pecados dos pais.

Ezequiel diz-lhes que é cada um que decide o seu destino, com o seu modo de agir, e acrescenta que, também o destino pessoal, não é imutável. Deus é Deus de vida e não encontra felicidade na morte do pecador. Espera e suscita a conversão de cada um, para que viva.

Por isso, a vida nova é uma possibilidade ao alcance do pecador, que pode converter-se. Mas também o justo deve continuar atento e perseverante no cumprimento da vontade de Deus. Ninguém é justo de uma vez por todas. Mas é aderindo a Deus e à sua vontade, cada dia, que vivemos na justiça.

Evangelho: Mateus 5, 20-26

20Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.» 21 *«Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo. 22*Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar 'imbecil' será réu diante do Conselho; e quem lhe chamar 'louco' será réu da Geena do fogo. 23Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta. 25*Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem para a prisão. 26Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.»

Jesus exige aos seus discípulos, para entrarem no reino dos céus, uma justiça superabundante, em comparação com a dos escribas e fariseus. Mas pede ainda mais, porque dá aquilo que pede. E é esta a grande novidade que tudo muda. Não se trata apenas de observar as prescrições e proibições da Lei. É preciso partir do coração, donde brotam as motivações profundas do nosso agir.

A partir do v. 21, o texto que escutámos, oferece várias explicitações sobre essa justiça superior, introduzidas por: «foi dito», expressão no chamado passivo divino que, portanto, significa: «Deus disse». O homicídio, que é um crime que é levado a juízo, começa no coração de quem o comete. Por isso, quem se ira contra o irmão merece igual castigo. Uma injúria exige maior pena: o juízo do sinédrio. Um insulto ofensivo merece a condenação pelo supremo Juiz, com o fogo eterno (v. 22). Também o culto, mais do que uma purificação exterior, exige um coração pacificado e construtor de paz. Por isso, não tolera divisões entre os irmãos, e sabe dar o primeiro passo em ordem à reconciliação, condição essencial para ter comunhão com o Senhor (vv. 23ss.).

O v. 25 sublinha a urgência da reconciliação em perspectiva escatológica: o outro já não é o irmão, mas o adversário, o acusador. É preciso reconciliar-se também com ele, porque no fim do caminho está à nossa espera o justo Juiz. É preciso estar preparado para enfrentar o seu juízo.

Meditatio

A conversão do pecador, enquanto vive neste mundo, é possível. Deus promete a vida a quem se converter: «não morrerá. .. viverá por causa da justiça que prsticoo» (cf. vv. 21.22). É um recurso da misericórdia divina para nos motivar à conversão.

No evangelho, Jesus aconselha a pôr-nos de acordo com o nosso adversário, enquanto vamos a caminho. Esse adversário, em certo sentido, pode ser o próprio Deus, quando estamos em pecado. Mas, como nos diz a primeira leitura, também podemos pôr-nos de acordo com Ele: «Se o pecador renuncia a todos os pecados ... se observa todas as minhas leis e pratica o direito e a justiça, ele deve viver, não morrerá. Não serão lembradas as faltas que cometeu ... viverá. .. » (vv. 21-22). O maior pecado consiste em desesperar da salvação. Pensar que é impossível mudar, é uma terrível tentação, que pode encerrar-nos definitivamente nos nossos defeitos e pecados. Deus, pela boca do profeta, diz-nos que é possível mudar e incita-nos à mudança, porque prefere dar-nos a vida do que o castigo eterno: «Porventura me hei­de comprazer com a morte do pecador õráculo do Senhor DEUS - e não com o facto de ele se converter e viver?» (v. 23). Tal como o pai do filho pródigo, o que Deus mais quer é ver-nos voltar para Ele.

A atitude de Deus, deve iluminar a nossa relação com todos os irmãos, também com aqueles que julgamos pecadores ou cheios de defeitos. Quem somos nós para julgar o nosso próximo. Há mesmo que evitar classificá-los em compartimentos estanques de bons e de maus. Com efeito, se o bom se pode tornar mau, o mau também se pode tornar bom, pode converter-se, mudar de vida. A caridade sabe esperar a hora da mudança, a conversão, a melhoria de vida e de atitudes dos outros. As nossas Constituições lembram-nos: «A caridade deve ser u
ma esperança activa daquilo que os outros podem vir a ser com a ajuda do nosso apoio fraterno» (Cst 64).

Mais do que classificar os irmãos, há que ajudá-los a mudar, a converter-se. Mas será bom lembrar todo o n. 64 das Constituições: «Certamente imperfeitos, como todo o cristão, queremos, no entanto, criar um ambiente que promova o progresso espiritual de cada um. Como consegui-lo, a não ser aprofundando no Senhor as nossas relações, mesmo as mais normais, com cada um dos nossos irmãos? A caridade deve ser uma esperança activa daquilo que os outros podem vir a ser com a ajuda do nosso apoio fraterno. O sinal da sua autenticidade será a simplicidade com que todos se esforçam por compreender o que cada um tem a peito (cf. ET 39)>>.

Quando se aproximavam de Jesus, os pecadores tornavam-se mais justos do que os fariseus. Estes limitavam a sua justiça ao conhecimento da Lei e à prática escrupulosa dos preceitos. O pecador que é tocado pelo amor de Jesus muda interiormente, ao nível do próprio ser.

Na relação com o Senhor, e aprofundando n ' Ele as nossas relações fraternas, podemos mudar para melhor e ajudar os outros a melhor também.

A caridade é também "uma esperança activa daquilo que os outros podem vir a ser com a ajuda do nosso apoio fraterno. O sinal da sua autenticidade será a simplicidade com que todos se esforçam por compreender aquilo que cada um tem a peito (cf. ET 39" (n. 64). Cada um tem a peito a sua dignidade e liberdade, porque, sem estes valores, não são criaturas humanas, nem filhos de Deus, nem religiosos.

Oratio

Jesus misericordioso, faz-me compreender que posso mudar para melhor, que posso converter-me e que estás disposto a ajudar-me a transformar-me com a tua graça. Afasta de mim a tentação do desespero ou da acomodação nos meus defeitos. Aproximando-me de Ti, posso converter-me, transformar-me interiormente, conformando-me cada vez mais à tua imagem e semelhança.

Faz-me acreditar que também os meus irmãos podem mudar e tornar-se, cada vez mais, tua imagem e semelhança, também com a minha ajuda.

Eis-me aqui, Senhor: converte-me e converter-me-ei! Uma vez convertido, faz de mim instrumento e servidor da reconciliação dos homens Contigo e entre si. Para que tenha a vida, e a tenham em abundância! Amen.

Contemplatio

Esta parábola (do filho pródigo) é fecunda em ensinamentos. Os publica nos e os pecadores vinham ter com Nosso Senhor. Ele recebia-os com bondade. Os fariseus e os escribas estavam escandalizados. Com esta parábola Nosso Senhor encoraja os pecadores arrependidos e generosos, mostra-lhes a sua ternura com a qual acolhe as ovelhas desgarradas. E assim, responde indirectamente aos fariseus.

Quando uma alma se separa de Nosso Senhor para se entregar às suas paixões, Ele não faz um milagre para a reter contra a sua vontade. Lamenta que façamos um mau uso dos seus dons, mas não atenta contra a nossa liberdade, não pode. Deplora o mau uso que fazemos de um privilégio que deu aos homens para lhes permitir darem ao seu Pai e a Ele um amor livre, e de servirem a Deus não como escravos, mas como servos afeiçoados, voluntária e livremente agarrados ao seu mestre. Como o pai desta parábola, deixa o pobre coração abusar em todo a liberdade dos dons que recebeu.

Deixa o pecador esgotar o primeiro furor da paixão; depois quando vem o período da fadiga e do tédio, vem com as suas primeiras inspirações salutares (Leão Dehon, OSP 4, p. 123).

Actio

Repete frequentemente e vive hoje a palavra:

«Se o pecador renuncia aos seus pecados ... viverá» (cf. Ez 18, 21-22)

 

 

Procurai, e encontrareis-Dehonianos

 

25 Fevereiro 2021

Lectio
Primeira leitura: Ester 4, 17 n.p-r.aa-bb.gg-hh

Naqueles dias, a rainha Ester, tomada de angústia mortal, procurou refúgio no Senhor e fez esta súplica ao Senhor, Deus de Israel: «Meu Deus, meu único rei, assiste-me no meu desamparo, pois não tenho outro socorro senão a ti, 15porque vou pôr a minha vida em risco. 16*No seio da família, ouvi desde criança, Senhor, que escolheste Israel entre todos os povos, e os nossos pais entre todos os seus antepassados, para fazer deles a tua herança perpétua, e que cumpriste todas as promessas. 23Lembra-te de nós, Senhor. Manifesta-te no dia da nossa tribulação e dá­me coragem, Senhor, rei dos deuses, dominador de todos os poderes! 24Coloca nos meus lábios, quando estiver na presença do leão, palavras apropriadas e muda o seu coração em ódio contra aquele que nos é hostil, a fim de que pereça com todos os seus partidários. 25Livra-nos com a tua mão e assiste-me no meu abandono, a mim, que não tenho senão a ti, Senhor.

A jovem esposa do rei da Pérsia, Ester, toma conhecimento de que, devido a intrigas palacianas, fora decretado o extermínio dos hebreus deportados no reino. A rainha, na tentativa de salvar o povo a que pertencia, decide expor-se ao perigo, intercedendo por ele junto do marido. Mas, antes de se apresentar ao rei, apresenta-se ao Senhor, numa atitude de penitência e de oração.

Assim reconhece que o verdadeiro rei é Deus e professa que Ele é o Único. Só Ele pode salvar o seu povo.

Apresenta-se diante de Deus na sua pequenez e fragilidade e fala-lhe da sua solidão. E Deus escuta a sua súplica angustiada: o Só é o único auxílio daquela que está só. O «Só», a «só». A distância torna-se proximidade. Ester lembra a Deus as suas promessas em favor de Israel (v. 17) e, por outro lado, confessa o pecado do seu povo. As promessas de Deus, e o arrependimento do seu povo, levam-na a pedir ao Senhor a salvação da sua gente e a pedir, para si mesma, a coragem, a sabedoria e a ajuda necessárias para cumprir com êxito a sua missão de intercessora.

Evangelho: Mateus 7, 7-12

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7«Pedi, e ser-vos-é dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos. 8Pois, quem pede, recebe; e quem procura, encontra; e ao que bate, hão-de abrir. 9Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? 100u, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? 110ra bem, se vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está no Céu dará coisas boas àqueles que lhas pedirem.» 12*«Portanto, o que quiseraes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.»

Jesus ensina, de modo semelhante aos rabinos, a necessidade da oração de súplica e que a mesma é seguramente escutada. Haverá contradição com o que ensinou pouco antes (cf. Mt 6, 7s.)? Não, certamente, porque na oração não é preciso desperdiçar muitas palavras. O Pai «sabe», mas é preciso assumir a atitude do mendigo, isto é, reconhecer a própria condição de fraqueza e dependência de Deus.

E Deus dá a quem pede e abre a quem bate: «Será dedos, «será sberto-, por Deus, entenda-se! Se um pai dá pão ao filho que lhe pede pão, e não outra coisa parecida, também Deus dará «coisas boes- a quem Lhas pedir. O Pai escuta sempre os pedidos dos filhos e dá-lhes o que é melhor para eles.

O modo de agir de Deus, leva-nos a agir de modo semelhante com os irmãos. É preciso estar atentos às suas necessidades. O verdadeiro discípulo põe no centro o Pai e os outros, e não a si mesmo: «O que qútserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Protetes» (v. 12).

Meditatio

A palavra de Deus leva-nos, hoje, a meditar sobre a oração. A primeira leitura apresenta-nos a oração de Ester, numa situação de extrema angústia, não por causa dela própria, mas por causa do seu povo ameaçado de morte. A rainha, de raça judaica, apresenta-se só diante de Deus para Lhe recordar a vocação do seu povo e a história passada semeada de benefícios divinos. Ester não confia em si mesma, nos seus méritos, mas na bondade e na misericórdia de Deus tantas vezes demonstrada. E alcança o que pede.

Jesus ensina-nos a rezar de modo confiante e perseverante, porque Deus é nosso Pai e nos ama com um amor eterno, de que não se arrepende. Ouvimos tantas vezes estas afirmações que talvez já não nos impressionem. Mas são a pura verdade, que nos hão-de encher de confiança, e mesmo de atrevimento, na nossa oração.

A comunhão com Deus, a que Jesus nos convida, é uma experiência que nos renova interiormente: «Pedi, e ser-vos-e dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão­de abrir-vos. Pois, quem pede, recebe; e quem procura, encontra; e ao que bate, hão­de abrir» (vv. 7-8). A oração confiante e perseverante não desilude, porque Deus só pode dar coisas boas a quem lhas pede. Ele sabe do que precisamos. Na oração, mais do que apresentar os nossos desejos, há que abandonar-nos aos que Ele tem sobre nós.

A nossa oração há-de começar, pois, com um acto de contemplação gratuita, fixando o nosso olhar no rosto do Pai misericordioso. Então deixaremos cair os nossos muitos pedidos, deixando crescer em nós um só pedido: que se cumpra em nós a sua vontade. É que, contemplando o rosto de Deus, experimentamos a certeza de que somos seus filhos muito amados e que, portanto, nada nos faltará daquilo que realmente precisamos.

Se precisamos de rezar demorada mente, não é para convencer a Deus das nossas necessidades, mas para transformarmos os nossos desejos e fazê-los coincidir com a vontade divina que quer o nosso bem.

Ser "féis à oraçãd' (Act 2, 42) é ser fiéis ao "nosso carisma profético" (Cst 27), é realizar a primeira união da nossa "vida religiosa e apostólica à oblação reparadora de Cristo ao Pai pelos homens" (Cst 6). Só realizando com a ajuda do Espírito, dos seus dons, dos seus frutos, dos seus carismas, o nosso carisma de oblação, damos um conteúdo de vida, de realismo à "fidelidade" que nos recomenda o n. 76 das nossas Constituições.

É pouco ser fiéis às certamente necessárias práticas de piedade pessoais e comunitárias. As orações devem levar-nos à oração e ajudar-nos a descobrir o seu núcleo vital: rezar é amar. A caridade é a oração que dá valor a todas as orações e práticas de piedade e torna fecundo o "nosso apostolado".

Cristo convida-nos, como Seus discípulos e, sobretudo, como Seus "amigos" à "assid
uidade" na oração-caridade, e "nós queremos corresponder a esse convite": é preciso "rezar incessantemente ... " (1 Tes 5, 17; cf. Ef 5, 20).

Oratio

Senhor, hoje, quero aprender a apresentar-Te os meus pedidos sem condicionar as tuas respostas, porque sei que só dás coisas boas a quem Te pede. Tu não és um distribuidor automático, que dás necessariamente aquilo que Te é pedido, nem a oração é magia para obter um qualquer efeito pretendido. Quero pedir-Te confiadamente e com perseverança aquilo que julgo importante pata mim, para a Igreja, para o mundo. Mas deixo-te o cuidado de encontrar a melhor solução, de escolheres o dom que me queres fazer. E estou certo que sempre o farás com uma criatividade que em muito ultrapassará os meus pedidos. E, quando me deres o que Te peço, aproveitarei essa graça para crescer na união Contigo, transformando o teu dom em instrumento de progresso espiritual, abrindo-me ao teu amor e ao amor dos irmãos. Amen.

Contemplatio

«Até aqui, diz-nos Nosso Senhor, não pedistes nada ao meu Pai em meu nome com uma fé viva; pedi e recebereis, e a vossa alegria será ptens».

«Pedi em meu nome, e não tenho necessidade de vos dizer que rezarei a meu Pai por vós e que serei o vosso poderoso intercessor, podeis pensá-lo. Aliás, o meu Pai ama-vos ternamente e está todo pronto para vos atender, porque me amastes, a mim seu Filho, porque me seguistes. Prendestes-vos a mim, acreditastes na minha divindade, pedi a meu Pai e recebereis».

Nosso Senhor teve de acrescentar, todavia, que estas promessas consoladoras não se realizariam senão depois da grande prova da sua morte. «Antes destes belos dias, acrescentou, em que a vossa oração será todo-poderosa, sereis desencorajados e dispersos, mas preveni-vos a fim de que a vossa fé seja fortalecida para a perseguição».

Para nós, a ressurreição do Salvador e as maravilhas da acção do Espírito Santo são factos adquiridos, tenhamos, portanto, uma confiança invencível na bondade de Deus e no valor dos méritos de Nosso Senhor, tenhamos confiança no Coração de Jesus o qual nos foi aberto simbolicamente pela lança do centurião (Leão Dehon, OSP 3, p. 467s.).

Actio

Repete frequentemente e vive hoje a palavra: «Pedi, e ser-vos-é dado» (Mt 7, 7).

 

AMAI VOSSOS INIMIGOS-Olivia Coutinho

 REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 27/02/21. Mt5,43-48

SÁBADO DA 1ºSEMANA DA QUARESMA

“AMAI VOSSOS INIMIGOS...”

Reflexão de Olivia Coutinho

Caros irmãos e irmãs em Cristo
Onde impera o ódio, a indiferença, muitos vão perdendo as características de irmãos, o senso do amor, do respeito... Indiferentes aos apelos de Jesus, que se intensificam neste tempo da Quaresma, estes, acabam perdendo de vista o maravilhoso horizonte da paz...
As palavras de Jesus, endereçadas a nós, no evangelho de hoje, nos provocam a um grande desafio: “amar os nossos inimigos” isto é: amar àqueles que nos prejudicam, que nos fazem o mal. Como tornar isto possível, se humanamente estamos sempre prontos para o revide? Jesus vem quebrar esta barreira do ego humano, nos ensinando a pôr um fim no círculo vicioso da vingança, dando as ofensas que recebemos uma resposta de amor!

O ponto central do evangelho, é o amor, o amor sem fronteira, que não impõe condições, o amor que é só gratuidade.

A palavra amor, talvez seja a palavra mais escrita, mais declamada neste planeta, no entanto, ela é pouco vivida, tudo porque, o ser humano está perdendo a cada dia, a referência do amor, que é a sua identidade de filho e de filha de Deus.
O amor é a nossa primeira vocação, Deus nos criou por amor e para o amor, portanto, é o amor de Deus infundido em nossos corações, que nos leva a amar, a amar não somente aqueles que nos ama, como também, aqueles que nos fazem o mal. Querer o bem do outro, independente do que ele tenha feito contra nós, é amar do jeito de Jesus, é amar o seu semelhante pelo o simples fato de sermos irmãos em Cristo, filhos do mesmo Pai! 
Não são as diferentes formas de comportamento das pessoas, que vão determinar as nossas atitudes para com elas, e sim, o amor de Deus presente no nosso coração, é este amor que nos leva a superar qualquer diferença, qualquer forma de injustiça praticada contra nós... 
Como filhos do céu, enxertados em Cristo, temos que fazer a diferença no mundo: amar também aqueles que não nos ama. Se amarmos somente as pessoas que nos amam, que diferença faremos? 
Não é porque alguém nos fez o mal, que vamos fazer o mesmo com ela, se assim fizermos, perderemos até mesmo o direito de reprovar as suas atitudes, já que agimos da mesma forma que ele.

O amor é a presença de Deus em nós e se Deus é amor, quem vive em Deus, vive o amor, ama com o coração de Jesus, abraçando neste amor, até mesmo o inimigo.
Pagar com a mesma moeda uma agressão, é eleger o agressor como nosso mestre, pois repetimos a atitude dele, tornando-nos às vezes até pior do que ele, que pode ter nos ofendido num momento impensado, já nós, não, pois o revide é sempre planejado.

Fazer o bem a quem nos fez o mal, é uma atitude que pode levar o agressor a uma revisão de vida, até mesmo à conversão.

Um coração que vê o outro com o olhar de Jesus, é um coração acolhedor que responde o ódio com amor...


DESEJO A TODOS UM FRUTUOSO TEMPO QUARESMAL!

QUE DEUS NOS ABENÇOE!

FIQUEM NA PAZ DE JESUS!

 

SE A VOSSA JUSTIÇA NÃO FOR MAIOR...-Olivia Coutinho

 REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA – 26/02/21 - Mt 5,20-26

SEXTA-FEIRA DA 1º SEMANA DA QUARESMA

“SE A VOSSA JUSTIÇA NÃO FOR MAIOR QUE A JUSTIÇA DOS MESTRES DA LEI E DOS FARISEUS, VÓS NÃO ENTRAREIS NO REINO DOS CÉUS.”

Reflexão de Olivia Coutinho

Caros irmãos e irmãs em Cristo
A nossa identidade, o que nos distingue como seguidor de Jesus, é a nossa vivencia no amor! Não pode haver sintonia entre o homem e Deus sem a vivência do amor, o amor cria e recria vida, o amor abre caminhos, nos leva ao encontro do outro, nos possibilita viver a nossa humanidade de forma divina!
A palavra de Deus, que chega até a nós, no evangelho de hoje, nos alerta sobre o perigo que corremos, quando abandonamos a justiça de Deus para vivermos a “justiça” dos homens.
“Se a vossa justiça, não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no reino dos céus.” Ao contrário do que muitos pensavam, Jesus não tinha pretensão de abolir as leis e sim, de aprimorá-las. A sua interpretação sobre os mandamentos, mostra-nos um Deus que não quer nos impor  leis e sim, nos convidar  a amar oferecendo-nos diretrizes precisas para a nossa caminhada de fé. É Jesus quem nos apresenta essas diretrizes, sintetizando todos os mandamentos num só único mandamento: “Amem-se uns aos outros, como eu vos amei.”

O Antigo Testamento diz: “não matarás” Jesus vem nos dizer o mesmo, nos convidando a amar! O amor é a arma que bloqueia toda ocasião de pecado, pois quem ama não mata, não escandaliza o outro, quem ama perdoa, respeita seu irmão, valoriza a família, enfim, quem ama, pratica a sua justiça!

É no pensamento, que está a raiz de todo o pecado, o pecado  começa a ser processado no nosso pensamento, quando alimentamos sentimentos nocivos à vida, como a raiva, o  desejo de vingança...

O antigo Testamento diz: “não matarás”, Jesus vem nos dizer a mesma coisa, nos convidando a amar: “Amem-se uns aos outros.” O amor é a arma que bloqueia toda ocasião de pecado, pois, quem ama, não ofende  o outro, quem ama, perdoa, respeita, enfim, quem ama, realiza a vontade de Deus e assim cumpre todos os mandamentos...
“Amem-se uns aos outros, ” Jesus nos deixou este novo mandamento, no sentido de destacar a importância do amor na vida de cada um de nós, o que não se trata de uma recomendação e muito menos de uma lei imposta por Ele, mas sim, de uma condição para que Ele possa estar em nós e nós Nele! O mandamento do amor é um mandamento sempre novo, pois o amor é atual o amor nunca entra em decadência!

O reino de Deus não se espalha através de cumprimento de normas, rituais, o Reino de Deus, se espalha pelo o “contagio” do amor, o amor é o “vírus” do bem que “contamina” a todos...

Interrompemos o círculo da violência, amando...

É sendo amada, que uma pessoa aprende a amar...

 

QUE DEUS NOS ABENÇOE!

FIQUEM NA PAZ DE JESUS!

Reflexão de Olivia Coutinho