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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Tocar nas feridas do Senhor!-Helena Serpa

 

3 DE JULHO DE 2021

 

SÁBADO - SÃO TOMÉ APÓSTOLO

 

Cor Verde

1ª. Leitura – Ef 2, 19-22

 

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 2,19-22

Irmãos: 19Já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo santo no Senhor. 22E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito.
Palavra do Senhor.

 

Reflexão - “permanecer no amor de Deus é o ideal da vida cristã”

Fazer parte da família de Deus é um direito dos que têm Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Fazemos parte da Igreja, edifício espiritual que tem Jesus Cristo como pedra principal e os apóstolos como fundamento, isto é, alicerce. Ser da família de Deus é estar inserido no mistério de Cristo e assim formar um templo santo no Senhor. Por isso, somos moradas de Deus pelo Espírito. O Espírito Santo de Deus que está em nós faz esta obra de inserção, nos edificando para sermos morada espiritual de Deus.  Todo o nosso ser está envolvido neste edifício espiritual. Unidos aos santos, em Cristo, formando uma família, nós podemos viver uma unidade espiritual: o que Deus pensa, os santos pensam e nós também podemos refletir. Mesmo ainda vivendo aqui na terra nós já podemos nos sentirmos participantes do reino dos céus e concidadãos dos santos. Santidade é a nossa vocação espiritual e ser santo há de ser o objetivo da nossa vida. Formamos um templo santo no Senhor, uma morada de Deus pelo Espírito Santo, somos filhos e filhas do Pai, adotados (as) por Jesus Cristo e quando se vive como filho nascido de Deus, desenvolve-se o amor recebido do Pai, pois a vida divina é amor. Permanecer nesse amor que é a origem de todos os amores, nele permanecer cada vez mais solidamente e mais profundamente é o ideal da vida cristã. - Você se sente parte da família de Deus? - Você acha que já participa da pátria dos santos?- Você acha que já aqui na terra alguém pode ser chamado de santo? - Como é o seu relacionamento com os santos aqui da terra? - O que você diz da expressão bíblica: “sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo”. (Levítico 19,2)?

 

Salmo 116(117),1-2 (R. Mc 16,15)

 

R. Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

1Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, *
povos todos, festejai-o!R.

2Pois comprovado é seu amor para conosco, *
para sempre ele é fiel!R.

 

Reflexão - O mandato do Senhor para todos nós que somos convocados à santidade é ir por todo o mundo dando testemunho do Evangelho.  Por onde nós andarmos e enquanto vivermos essa será a nossa missão. Quando anunciamos o Evangelho nós estamos publicando a Boa Nova da salvação para toda a humanidade, por isso, todos os povos podem já festejar e cantar louvores ao Senhor, pois o Seu amor é grandioso e abrangente, envolve todas as pessoas.

 

Evangelho – Jo 20, 24-29

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,24-29
24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: "Vimos o Senhor!" Mas Tomé disse-lhes: "Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei"
26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco". 27Depois disse a Tomé: "Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel". 28Tomé respondeu: "Meu Senhor e meu Deus!" 29Jesus lhe disse: "Acreditaste, porque me viste?
Bem-aventurados os que creram sem terem visto!"
Palavra da Salvação.

 

Reflexão – “Tocar nas feridas do Senhor!”

Jesus escolheu doze apóstolos, todos com características diferentes. Tomé era daqueles que precisava ver para crer. Até aquele dia o discípulo ainda não acreditara na ressurreição de Jesus apesar do testemunho dos seus amigos. Jesus apresentou-se diante dele para que ele se rendesse. Diante da presença real de Jesus, vivo e ressuscitado, Tomé tirou do trono a sua incredulidade e rendeu-se à ordem do Senhor: “E não sejas incrédulo, mas fiel!”   Tocar nas feridas do Senhor, colocar a mão no seu lado, fez com que ele tivesse uma experiência com a dor de Jesus. Quando nós também passamos pela dor e nos colocamos em intimidade com Jesus nós podemos sem titubear, reconhecê-Lo: “Meu Senhor e meu Deus”!  Aí então, nunca mais seremos os mesmos. A nossa fidelidade a Deus é do tamanho da nossa fé. “Bem aventurados os que creram sem terem visto!” Nós somos os “bem aventurados”, porque, não podendo tocá-Lo fisicamente, nem tampouco vê-Lo, como foi concedido aos discípulos, nós O experimentamos pelo dom da Fé que recebemos no nosso Batismo. O conhecimento de Deus supera toda a inteligência e racionalidade, portanto, deixemo-nos ser íntimos do Senhor.  Ele se oferece a nós como confidente de nossos pensamentos e interlocutor de nossas conversas secretas.

- Você se considera “incrédulo ou fiel”? - Você já teve uma experiência  íntima com Jesus Cristo? – O que mudou em você depois disso? - Você costuma abrir o seu coração a Deus, falar das suas dificuldades, enfim, conversar com Ele?- Ore hoje pedindo a Jesus que lhe concede também a Sua paz e experimente levá-la a todos os lugares por onde você for.  Depois, mais tarde, antes de dormir pense se o seu dia foi diferente dos outros.

 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

-Misericórdia e não sacrifícios - Salviano

 

02 de Julho de 2021-Ano B

 

Evangelho Mt 9,9-13

 

 

Evangelho - Mt 9,9-13

Não vim para chamar os justos mas os pecadores.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,9-13

Naquele tempo:
Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus,
sentado na coletoria de impostos,
e disse-lhe: 'Segue-me!'
Ele se levantou e seguiu a Jesus.
Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus,
vieram muitos cobradores de impostos e pecadores
e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.
Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos
discípulos: 'Por que vosso mestre come
com os cobradores de impostos e pecadores?'
Jesus ouviu a pergunta e respondeu:
'Aqueles que têm saúde não precisam de médico,
mas sim os doentes.
Aprendei, pois, o que significa:
`Quero misericórdia e não sacrifício'.
De fato, eu não vim para chamar os justos,
mas os pecadores'.
Palavra da Salvação.

 

Reflexão

Os fariseus, escribas, doutores da Lei, e anciões, ficavam bem longe dos pecadores, dos pobres, e principalmente dos doentes, aos quais eles consideravam impuros pelos próprios pecados.

O fato de Jesus comer com os pecadores, para eles aquilo foi um verdadeiro absurdo!

Muitos que se julgam mais importantes que os demais, nem sequer se aproximam de um pobre, de uma pessoa que não é colunável, de um negro, de trabalhador qualquer.

São os fariseus dos nossos tempos. Desprezam, ridicularizam, fazem chacotas, entre outras maldades e crueldades para com os menos favorecidos pela sorte...

Jesus mostrou que  os líderes judaicos estavam completamente errados. Os pecadores precisam ser priorizados em nossa catequese, em nosso atendimento espiritual, em nossa atenção de missionários verdadeiros.

Alguém que se diz missionário ou mesmo pastor e que e dá preferência aos clientes da classe média nas suas pregações, não está fazendo um trabalho missionário de verdade, como Jesus Cristo nos ensinou. Mas sim, está mesmo correndo é atrás de lucros.

Em nossa catequese costumamos dizemos com muita eloquência, às vezes, que Deus é amor, que Deus nos perdoa, que Deus não faz distinção de ninguém, e assim por diante.  Porém, ao sair dali, na nossa vida “real”, agimos completamente diferente. Olhamos com desconfiança a um novo leigo que se apresenta para se integrar na comunidade. Ou, como é de costume, nós ouvirmos nas rodinhas paroquiais, alguém dizer que fulano não deveria estar naquela pastoral, pois afinal ele participou daquelas tão mal faladas coisas, ou seja, teve um passado pouco recomendável...

Esquecemos que quem envia os leigos para se integrarem nas comunidades, á o próprio Jesus. Aquele que disse: Eu não vim chamar os justos. Mais sim, os pecadores.

É Ele quem escolhe cada um de nós, mesmo sabendo dos nossos defeitos, dos nossos pecados, como o fez ao escolher os discípulos. 

Portanto, minhas irmãs e irmãos, não cabe a nenhum paroquiano, o direito de julgar, de escolher, quem deve ou não deve assumir a frente de uma pastoral. Mesmo porque, lá no fundo, pode estar rolando um pouco ou muito ciúmes, um pouco ou muita inveja pelas qualidades do outro ou da outra.

Muitas vezes promovemos, ou defendemos a introdução de um leigo, de uma leiga em certa pastoral, por motivos pessoais.  Tendo em vista, que podemos estar puxando as brasas para a nossa sardinha.

Isto é parecido com o que acontece com a nossa caridade. Ou seja, a caridade pode ter dois objetivos:

 

1-Eu faço uma caridade com o intuito de ser bem visto, com o objetivo de obter prestígio, de conseguir votos da comunidade para a minha campanha eleitoral, com a intenção de que percebam que eu sou uma pessoa boa, e assim por diante;

 

2-Ou posso fazer uma caridade, por ter pena do pobre, por me lembrar do que disse Jesus (“...quem dá um na Terra receberá 100 no Céu, quando deres uma esmola a um mendigo é a mim que deste”).

E esta é a caridade certa, é aquela caridade que aumentará o meu tesouro no céu, é aquela caridade que apagará os meus pecados leves.

 

Prezados leitores e leitoras. Jesus disse que precisamos fazer a vontade do Pai, e não a nossa vontade. As nossas intensões tanto ao fazer uma caridade, como no meio da comunidade, não devem ser apenas para visar os nossos interesses pessoais, e familiares, mas sim, intensões de servir a Deus.

Se formos agradáveis aos que nos são simpáticos, não teremos nenhuma recompensa. Os maus também fazem isso. 

 

São palavras de Jesus. Lembra?  Do mesmo modo, se você facilitar as coisas para os leigos que lhes são simpáticos, e dificultar para aqueles e aquelas os quais você não se agrada, pode está certo de que não está fazendo a vontade do Pai, mesmo que suas desculpas sejam a de evitar infiltrações indesejáveis a sua comunidade paroquial.

 

Porque Jesus não veio ao mundo para chamar os justos, mas sim os pecadores.

 

Tenha um bom dia.  José Salviano

 

 

  

 

 

em busca dos pecadores-Helena Serpa

 

2 DE JULHO DE 2021

 

6ª. FEIRA DA DÉCIMA TERCEIRA SEMANA DO

 

TEMPO COMUM

 

Cor Verde

 

1ª. Leitura – Gen 23, 1-4.19;24, 1-8.62-67

 

Leitura do Livro do Gênesis 23,1-4.19;24,1-8.62-67

1Sara viveu cento e vinte e sete anos, 2e morreu em Cariat Arbe, que é Hebron, em Canaã. Abraão veio fazer luto por Sara e chorá-la. 3Depois levantou-se de junto da morta e falou aos hititas:
4'Sou um estrangeiro e hóspede no vosso meio. Cedei-me como propriedade entre vós um lugar de sepultura, onde possa sepultar minha esposa que morreu'. 19Assim, Abraão sepultou Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, em frente de Mambré, que é Hebron, na terra de Canaã. 24,1Abraão já era velho, de idade avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo.
2Abraão disse ao servo mais antigo da sua casa, administrador de todos os seus bens: 'Põe a mão debaixo da minha coxa 3e jura-me pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para meu filho uma mulher entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu moro; 4mas tu irás à minha terra natal, buscar entre os meus parentes uma mulher para o meu filho Isaac' 5E o servo respondeu:
'E se a mulher não quiser vir comigo para esta terra, deverei levar teu filho para a terra de onde saíste?' 6Abraão respondeu:
'Guarda-te de levar meu filho de volta para lá. 7O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa do meu pai e da minha terra natal,
e que me falou e jurou, dizendo: 'É tua descendência darei esta terra', ele mesmo enviará seu anjo diante de ti e trarás de lá uma mulher para meu filho. 8Porém, se a mulher não quiser vir contigo, ficarás livre deste juramento; mas de maneira alguma levarás meu filho de volta para lá'. 62Isaac tinha voltado da região do poço de Laai-Roí e morava na terra do Negueb. 63Ao cair da tarde, Isaac saiu para o campo a passear. Levantando os olhos, viu camelos que chegavam, 64Rebeca também, erguendo os olhos, viu Isaac. Desceu do camelo, 65e perguntou ao servo: 'Quem é aquele homem que vem pelo campo, ao nosso encontro?' O Servo respondeu: 'É o meu senhor'. Ela puxou o véu e cobriu o rosto.
66Então o servo contou a Isaac tudo o que tinha feito. 67Ele introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe, e recebeu-a por esposa. Isaac amou-a, consolando-se assim da morte da mãe.
Palavra do Senhor.

 

Reflexão - “a mulher prometida”
Mesmo sendo estrangeiro na terra dos hititas Abraão tinha consciência de que aquela terra era herança sua, porque fora prometida a ele pelo Senhor. Por isso, já de idade avançada, na hora de escolher alguém para dar a seu filho Isaac como esposa, (como era de costume naquela época), preferiu que ela fosse tirada do seu torrão natal, de junto dos seus parentes, para viver com Isaac na terra prometida.  Abraão tinha plena confiança no plano de Deus para ele e a sua descendência, sabia que Deus mesmo providenciaria uma mulher para Isaac e assim aconteceu. O servo de Abraão conduziu Rebeca desde a sua terra natal e esta encontrou Isaac que a recebeu por esposa. Assim também nós podemos refletir: somos peregrinos e estrangeiros nessa terra, a nossa pátria é o céu, porém aqui na terra onde estamos nós precisamos nos apossar das promessas de Deus para nós. Buscamos as coisas do alto, por isso, na hora de que precisamos fazer as nossas escolhas nós também devemos estar confiantes na intervenção de Deus, para que tudo se realize conforme a Sua vontade. Ele sabe mais do que nós do que precisamos e o que será melhor para nós.

- Qual a influência que Deus tem quando você faz escolhas para sua vida? - Você confia em que o Senhor sabe precisamente de que você mais precisa? - Você acha que um “marido” ou uma “esposa” possam ser escolhidos (as) por Deus? - Você confia nos planos de Deus para a sua vida e espera com paciência que eles se realizem?

 

 

 

Salmo 105, 1-2. 3-4a. 4b-5 (R. 1a)

 

R. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, *
porque eterna é a sua misericórdia!
2Quem contará os grandes feitos do Senhor? *
Quem cantará todo o louvor que ele merece? R.

3Felizes os que guardam seus preceitos * e praticam a justiça em todo o tempo! 
4aLembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, * pelo amor que demonstrais ao vosso povo! R.

4bVisitai-me com a vossa salvação,
5para que eu veja o bem-estar do vosso povo, e exulte na alegria dos eleitos, * e me glorie com os que são vossa herança. R.

 

Reflexão - O Senhor está perto daqueles que o invocam e contam com Ele. Dar graças ao Senhor, contar os Seus grandes feitos e cantar o louvor que Ele merece é uma necessidade da nossa alma. O Senhor nos visita com a Sua salvação desde já, e por isso, nós podemos ver o bem-estar de uma nação e a alegria dos seus eleitos. A nossa herança aqui na terra é a misericórdia e a bondade do Senhor nos nossos dias.

 

Evangelho – Mt 9, 9-13

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,9-13

Naquele tempo: 9Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: 'Segue-me!'
Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.
11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: 'Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?'
12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: 'Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: `Quero misericórdia e não sacrifício'. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores'.
Palavra da Salvação.

 

Reflexão – “em busca dos pecadores”

Quando chamou Mateus para segui-Lo, mesmo sabendo ser ele um pecador público, Jesus nos prova que veio ao mundo para chamar justamente os pecadores, os fracos, os doentes e impotentes. Nós também, quando temos um encontro com Jesus e experimentamos a Sua misericórdia, o nosso maior desejo é levá-Lo   para a nossa casa, para o convívio com os nossos amigos. Jesus não se nega a nos visitar, mesmo que sejamos os maiores pecadores. Ele vem a nós como médico almas, como remédio, como consolo. Os fariseus, que não entendiam isso, criticavam Jesus e duvidavam de que Ele fosse filho de Deus. Jesus, porém, fiel à vontade do Pai, sabia responder a todas as perguntas e ninguém interferia nas suas ações. “Quero misericórdia e não sacrifício”!  Muitas vezes nós também nos julgamos superiores aos outros porque rezamos, jejuamos, cumprimos com os nossos deveres religiosos, porém, nos falta o principal, a misericórdia, a compaixão, o acolhimento. - Será que Jesus veio também para você? - Você se considera justo ou pecador? - Você costuma julgar alguém que frequenta a casa de Deus e se alimenta do Corpo de Cristo, por ser um pecador público?  

 

 

o pecado nos paralisa-Helena Serpa

 

1 DE JULHO DE 2021

 

5ª. FEIRA DA DÉCIMA TERCEIRA SEMANA DO

 

TEMPO COMUM

 

Cor Verde

 

1ª. Leitura – Gn 22, 1-19

 

Leitura do Livro do Gênesis 22,1-19

Naqueles dias: 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: 'Abraão!' E ele respondeu: 'Aqui estou'. 2E Deus disse: 'Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá,
e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar'.
3Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos,
viu de longe o lugar. 5Disse, então, aos seus servos: 'Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós'. 6Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos.
7Isaac disse a Abraão: 'Meu pai'. - 'Que queres, meu filho?', respondeu ele. E o menino disse: 'Temos o fogo e a lenha,
mas onde está a vítima para o holocausto?' 8Abraão respondeu:
'Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho'. E os dois continuaram caminhando juntos. 9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima,
amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: 'Abraão! Abraão!'
Ele respondeu: 'Aqui estou!'. 12E o anjo lhe disse: 'Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único'. Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14Abraão passou a chamar aquele lugar: 'O Senhor providenciará'. Donde até hoje se diz: 'O monte onde o Senhor providenciará'. 15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: 'Juro por mim mesmo - oráculo do Senhor -, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos.
18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste'. 19Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puseram-se a caminho de Bersabéia, onde Abraão passou a morar. Palavra do Senhor.

 

Reflexão - “cada um de nós tem o seu ‘Isaac’”

Diante da ordem de Deus que lhe pedia como oferta o seu filho único, Isaac, para ser sacrificado em holocausto, Abraão cheio de confiança fez o que lhe fora ordenado indo até as últimas consequências. No diálogo entre o pai e o filho, nós percebemos como era grande a fé e a confiança que Abraão depositava em Deus e nos Seus planos para a sua vida quando disse: “Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho”.  Todos nós precisamos estar conscientes de que Deus Pai também já providenciou a vítima para ser sacrificada em expiação dos nossos pecados, o Seu Único Filho, Jesus Cristo. Jesus é o Cordeiro imolado, vítima perfeita que se ofereceu pela nossa salvação. A confiança e submissão de Abraão às ordens de Deus deve nos servir de exemplo, para quando o Senhor nos pede o sacrifício de algo que nos é muito importante. Deus precisa do nosso testemunho de confiança nos Seus planos e nos prova para que nós mesmos (as) possamos ter ideia de como anda a nossa fé nos Seus desígnios.   O Senhor também deseja que avaliemos a qualidade da nossa fé e da nossa confiança nas Suas ordens. Quando nós obedecemos às Suas ordens, mesmo que não entendamos nada e apenas confiemos na Sua Misericórdia e na Sua Providência, Ele providencia tudo de que precisamos para que a Sua obra se concretize em nós.  Todos nós também temos o nosso “Isaac”, que poderá ser algo a que nos apegamos ou alguém que nos é tão caro que entendemos não ser possível viver sem ele e o Senhor nos pede como oferta. São realidades as quais precisamos enfrentar e, se fizermos a experiência de confiar na providência divina, nós também conseguiremos empunhar a “faca” para cortar da nossa vida aquilo que o Senhor nos pede. A nossa história não é diferente da história dos homens e das mulheres da Bíblia. - Você teria coragem de levar o seu “filho único” para ser sacrificado a pedido do Senhor? - Existe alguma coisa muito especial para si, comparável a um filho único e que você não quer perder?- Você já experimentou a providencia de Deus na sua vida?- Você tem consciência de que Jesus se ofereceu como vítima só para que você tivesse  uma vida nova?

 

Salmo 114,1-2.3-4.5-6.8-9 (R. 9)

 

R. Andarei na presença de Deus,
junto a ele, na terra dos vivos.

Ou R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

1Eu amo o Senhor, porque ouve*
o grito da minha oração.
2Inclinou para mim seu ouvido,*
no dia em que eu o invoquei.R.

3Prendiam-me as cordas da morte,
apertavam-me os laços do abismo;*
invadiam-me angústia e tristeza:
4eu então invoquei o Senhor*
'Salvai, ó Senhor, minha vida!'R.

5O Senhor é justiça e bondade,*
nosso Deus é amor-compaixão.
6É o Senhor quem defende os humildes:*
eu estava oprimido, e salvou-me.R.

8Libertou minha vida da morte,
enxugou de meus olhos o pranto*
e livrou os meus pés do tropeço.
9Andarei na presença de Deus,*
junto a ele na terra dos vivos.R.

 

Reflexão - O salmista relata o sentimento de alguém que está à beira do perigo e da morte e mesmo assim confia no Senhor. “Salvai, ó Senhor, a minha vida. ” A justiça de Deus para nós é a salvação, portanto todo aquele que grita o Seu Nome e pede ajuda, terá a sua vida libertada. Ele é justiça, bondade, amor-compaixão para os humildes, os que se sentem oprimidos e necessitados. Não devemos esperar pela outra vida para contemplar a bondade do Senhor, porque é também na terra dos vivos que nós andamos na sua presença.

 

Evangelho – Mt 9, 1-8

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,1-8

Naquele tempo: 1Entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: 'Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!' 3Então alguns mestres da Lei pensaram: 'Esse homem está blasfemando!' 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: 'Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer:
'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te e anda'?
6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, - disse, então, ao paralítico -
'Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa.' 7O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. Palavra da Salvação.

 

Reflexão – “o pecado nos paralisa”

“O que é mais fácil dizer: “os teus pecados estão perdoados”, ou dizer: “Levanta-te e anda”? Ao argumentar com os mestres da lei sobre os seus vãos pensamentos Jesus nos revela que o pecado nos paralisa nos aprisiona e nos tira a liberdade interior. Ele curou o paralítico e foi direto à raiz da sua paralisia humana. O pecado também entorpece o nosso ser e nos impede de caminhar com nossas próprias forças, debilitados sem ânimo para caminhar.  Quantas vezes nós nos sentimos presos (as), acorrentados (as) aos sentimentos de ódio, de medo, revolta, ressentimento, ideia de vingança e precisamos de alguém que nos liberte do jugo que pesa sobre nós! O pecado é tudo que nos afasta da fonte do Amor de Deus. O pecado é o desamor, é a falta da graça de Deus e, somente quando em nós essa graça é restituída, nós nos sentiremos verdadeiramente livres. A cura do paralítico nos traz como exemplo a solidariedade dos amigos que o apresentaram a Jesus.   O Senhor quer tirar de nós a mentalidade de sempre querer receber e nada oferecer. “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”.   Jesus nos cura e nos manda também levantar e tomar a nossa cama, isto é, a nossa vida que às vezes é pesada como uma Cruz. Ele nos envia à nossa casa para dar testemunho da cura que Ele nos faz nos colocando à disposição da edificação do Seu reino dentro da nossa família. Ele não nos quer acomodados na mesmice, mas ousados e cheios de fé. - Você alguma vez se sentiu também paralisado (a) pelo pecado? - Você já recebeu ajuda de alguém que o levou para receber o perdão de Deus? - Você tem ajudado às pessoas que estão doentes, paralisados (as) pela vida?- Você é uma pessoa acomodada nos mesmo vícios, nos mesmos pecados? – Você tem dado testemunho de Jesus na sua casa?

PEDRO E PAULO, MODELOS DE DISCÍPULOS E DE MISSIONÁRIOS DE CRISTO. – Maria de Lourdes Cury Macedo.

 


 

Domingo, 4 de julho de 2021.

Evangelho de Mt 16, 13-19.

 

A Solenidade de São Pedro e São Paulo leva-nos a refletir sobre a importância desses dois grandes santos da Igreja, Pedro representando a instituição, Igreja: "Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja" (Mt16,18) e Paulo representando o papel missionário da Igreja no mundo. Eles são considerados as duas colunas, as pedras fundamentais da Igreja. Dois Grandes evangelizadores atuaram em campos diferentes, divergiram em pontos de vista, desentenderam-se também, mas o grande amor pelo Mestre Jesus e o forte testemunho os uniram na vida e no martírio. A vida, a paixão, a morte e ressurreição de Cristo foi um prolongamento na vida e no martírio de Pedro e de Paulo,   porque não só tomaram a cruz no sentido de assumir a cruz de Cristo, mas a experimentaram totalmente no sofrimento, perseguição e morte. Nessa Solenidade também nos lembramos do nosso querido papa Francisco continuador do anúncio fundamental de Cristo.

Foi o próprio Cristo quem os escolheu e confiou-lhes a árdua missão de serem as bases da Igreja que nascia, as duas colunas de sustentação: Pedro a estrutura e Paulo a missionária. Deve-se a Paulo a expansão da Igreja, por seu trabalho de evangelização aos gentios, e a Pedro sua conservação, por seu trabalho de evangelização e acompanhamento das Igrejas judaico-cristãs.

Conheceram Jesus e experimentaram sua ação em suas vidas de formas diferentes. Mas seus testemunhos de fidelidade e amor por Cristo foram idênticos. Ambos amaram a Jesus com o máximo de amor, dando suas vidas por Jesus e pela Igreja. Podemos nos espelhar neles, que sendo gente como nós, com suas fraquezas, limitações próprias do ser humano tiveram força e coragem para anunciar e testemunhar Jesus até com a própria vida.

Pedro recebeu do Espírito Santo a revelação que Jesus era o Messias o Filho de Deus. “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” (v16). Em outras palavras Pedro está dizendo: nós acreditamos que tu és o Salvador prometido. Tu és aquele que vem com o poder de Deus para nos salvar. Pedro em nome dos discípulos está declarando sua fé, sua confiança completa em Jesus. Apesar de reconhecer que Jesus era o Salvador, devido a fraqueza humana, uma vez ou outra, ele foi infiel a Jesus. Todos nós conhecemos muito bem a fraqueza humana. Também nós acreditamos que Jesus é nosso Salvador e Filho de Deus e quantas vezes somos infiéis a Jesus, pecando, virando as costas para o Salvador que tanto nos ama.

Jesus tornou Pedro o chefe da Igreja. Jesus disse a Pedro: “És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que te revelaram, mas sim Meu Pai que está nos Céus. E Eu também te digo a ti: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra ficará ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra ficará desligado nos Céus”. Assim Jesus fundou sua Igreja na profissão de fé em Cristo, feita por Pedro. Jesus confiou a Pedro a missão de ser o chefe deste novo povo, a Igreja.

... ‘não foram a carne e o sangue que te revelaram, mas sim Meu Pai que está nos Céus’. Carne e sangue na linguagem bíblica indicam as limitações humanas, fraquezas, imperfeições.

A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece.

As chaves sempre foram um sinal, um símbolo do poder, da autoridade na Igreja. Jesus está nomeando Pedro como seu representante aqui na terra. Pedro deverá ser o centro visível, humano, dessa comunidade de pessoas mantida pela força do Cristo sempre presente. Pedro é a pedra sobre a qual está construída a comunidade de Cristo. Pedro é o ponto de união, o coração humano da comunidade unida na caridade. Tem o poder de decidir, ensinar, dar ordens, enquanto isso for necessário para manter a união dos discípulos de Jesus. Hoje Pedro se faz presente na Igreja na pessoa do Papa, que é o mesmo que pai.

Pedro recebe das mãos de Jesus a missão de ser o primeiro papa, aquele que tem como missão confirmar os irmãos na fé, e a responsabilidade em manter a unidade da fé em Cristo e na Igreja. Pedro ficaria no lugar de Jesus para comandar o grupo dos apóstolos e todos que se convertessem ao cristianismo.  Em nome do Senhor deve ensinar e julgar, isto é, ser porta-voz da vontade de Deus. Jesus simboliza a missão que está dando a Pedro pela entrega das chaves do Reino dos céus. O poder de ligar e desligar indica a autoridade para transmitir a doutrina do Mestre e decidir o que é de acordo ou contrário ao evangelho.

Pedro é exemplo para nós. Somos como Pedro, imperfeitos por isso nos identificamos com ele, nos sentimos semelhantes a ele. A vida e a transformação de Pedro nos mostra que também nós podemos nos transformar, que todos nós temos capacidade de crescer e nos fortalecer na fé. Podemos, assim como Pedro, buscar forças nos ensinamentos de Jesus, na Palavra Sagrada e nos Sacramentos, para vencer nossa teimosia, ignorância e limitações, para, seguindo seu exemplo, nos tornarmos mais uma “pedra” a ser colocada na construção do Reino.

Realmente foi admirável a atividade de São Paulo na propagação da fé. De perseguidor de  Jesus  Cristo fez-se um Apóstolo da Igreja, um missionário, o modelo dos missionários  de todos os tempos. As Epístolas de São Paulo dão-nos uma imagem nítida das suas lutas, dificuldades, provações e tribulações de toda a sorte. Mas em tudo venceu o amor a Jesus, a Jesus crucificado. São Paulo é um gigante no amor ao salvador. "Jesus é minha vida", confessa ele, e para Jesus não havia trabalho que ele não fizesse, dificuldade que não vencesse. No fim da vida, pôde, em verdade, dizer: "Combati o  bom combate, terminei a carreira e conservei a fé".

Nem a vida nem a morte podiam separar Paulo do amor de Cristo. Por isso, dois mil anos depois do início de sua peregrinação terrena, a monumental obra apostólica deixada por ele continua viva e produzindo abundantes frutos para a Igreja.

É exatamente isso que Jesus espera de cada um de nós. Quer que nos tornemos ‘Pedro’, quer ver-nos convertidos em ‘Paulo’. Jesus quer ver suas ovelhas apascentadas e quer que façamos das nossas vidas uma carta viva, com exemplos concretos, de como viver o amor. Não podemos nos esquecer que somos Igreja e que podemos evangelizar onde estivermos, em casa, na nossa comunidade, em toda pequena ou grande missão cotidiana de anunciar Jesus.

Festejemos hoje, com muita alegria, gratidão e fé as duas colunas da Igreja: Pedro e Paulo! Rezemos pelo nosso papa Francisco!

         Abraços em Cristo!

Maria de Lourdes

LEVANTA-TE E ANDA.” Reflexão de Olivia Coutinho

 REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA- 01/07/21 – Mt9,1-8

QUINTA-FEIRA DA 13º SEMANA DO TEMPO COMUM

“LEVANTA-TE E ANDA.”

 
Reflexão de Olivia Coutinho

Caros irmãos e irmãs em Cristo!

A todo instante somos chamados a fazer a experiência do amor de Jesus, na partilha da vida com o irmão, transformando-nos em ponte que o liga à Ele...

O humano, quando tocado pelo o Divino, tem sua vida transformada, se liberta e se faz caminho de libertação para o outro!

A palavra de Deus, que chega até a nós, no evangelho de hoje, vem nos mostrar, através da cura de um paralítico, que pela fé, é possível vencer todos os obstáculos que nos impede de aproximarmos de Jesus, de sermos tocados por Ele!
O texto começa dizendo, que um paralítico fora levado até Jesus, deitado numa cama. Ao ver tamanha fé, tanto daquele paralítico, quanto daqueles que o levaram até Ele. “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” Diante deste episódio, uma multidão glorificou a Deus por ter dado a um homem, o poder de curar. Até então, o povo não tinha clareza, de que o homem, chamado Jesus, não era um homem comum, se tratava do Filho de Deus! Enquanto a multidão glorificava a Deus, alguns mestres da lei, fechados em si mesmos, não quiseram enxergar a manifestação de Deus na ação libertadora de Jesus. Eles preferiram fechar os olhos diante o milagre, para criticá-Lo, alegando que Ele estava blasfemando.
Mas Jesus, que conhecia o pensamento desses seus adversários, perguntou-lhes: “Porque tendes esses maus pensamentos em vossos corações? O que é mais fácil dizer: os teus pecados estão perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda?” Com essas palavras, Jesus tenta mostrar aos mestres da lei, que o importante ali, era a libertação daquele homem, as palavras ou a forma que Ele usou para convidá-lo a levantar-se e retomar a sua vida, não fazia diferença...
Na mentalidade dos mestres da lei, só Deus poderia perdoar pecados, este, foi a pretexto que eles arrumaram para contestar Jesus, uma forma de negar a sua divindade.
Mesmo diante de tantas evidencias de que Jesus era o Filho de Deus, os mestres da lei, se recusavam em reconhece-lo como o Messias...
Ainda hoje, como os mestres da lei, muitos, se recusam a acreditar na verdade que liberta, muitos, para não terem que mudar de vida.
O paralítico, citado no evangelho, simboliza os muitos paralíticos do nosso tempo presente. São muitos, os impossibilitados de andar, não somente por problemas físicos, mas por falta de estímulo, de alguém que lhes mostre o seu valor, que lhes aponte algo novo, novas possibilidades.
De todas as paralisias, a pior delas, é a paralisia da  indiferença enraizada naqueles que não vê o outro como irmão...
Precisamos reaprender a amar, a nos tornar caminho de libertação para o outro, o amor cria e recria vida, nos faz enxergar e apontar horizontes...

QUE DEUS NOS ABENÇOE!
FIQUEM NA PAZ DE JESUS!
Reflexão de Olivia Coutinho