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domingo, 9 de junho de 2019

Não penseis que vim revogar a Lei-Dehonianos


12 Junho 2019
Lectio
Primeira leitura: 2 Coríntios 3, 4-11
Irmãos, é por meio de Cristo, que temos esta confiança diante de Deus. 5Não é que sejamos capazes de conceber alguma coisa como de nós mesmos; é de Deus que provém a nossa capacidade. 6É Ele que nos torna aptos para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, enquanto o Espírito dá a vida.
7Ora se o ministério da morte, gravado com letras em pedra, foi de tal glória que os filhos de Israel não podiam fixar o rosto de Moisés, por causa do esplendor que nele havia, aliás passageiro, 8quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito? 9Na verdade, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais rico de glória será o ministério da justiça. 10Mesmo até o que, sob tal aspecto, foi glorioso, deixou de o ser por causa da glória eminentemente superior. 11Se, com efeito, foi glorioso o que era transitório, muito mais glorioso é o que permanece.
Para melhor compreendermos este texto, convém ler o v. 3, omitido no Leccionário: «Vós (os Coríntios) sois uma carta de Cristo, confiada ao nosso ministério, escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações». "Esta confiança", que Paulo refere no v. 4 é confiança em si, como servidor do Evangelho, é confiança nos irmãos de Corinto, é confiança no Deus vivo, em Cristo, no Espírito. O Apóstolo acredita firmemente no poder de Deus, no seu ministério e na docilidade e disponibilidade dos Coríntios para receberem as mensagens, não como pergaminho que acolhe passivamente a tinta, mas como coração vivo e pulsante, apesar das presentes incompreensões, que julga transitórias.
Depois desta afirmação de confiança, e dos fundamentos da mesma, Paulo suspende momentaneamente a evocação de feridas, para manifestar a convicção de que a Nova Aliança, a do «Espírito que dá a vida», é melhor do que a Antiga Aliança, a da «letra que mata». Mas continua a afirmar a sua identidade de ministro apto, plasmado por Deus, da Nova Aliança, que leva à perfeição a Antiga, e «que permanece».
Evangelho: Mateus 5, 17-19
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17 «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição. 18Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no Reino do Céu.
Jesus, tendo concluído o seu próprio ensinamento, toma agora posição perante a doutrina tradicional, introduzindo, de modo autorizado e solene, o seu próprio ensinamento com o «Amen ... vos digo», ou, como traduz o nosso texto, com o «em verdade vos digo». Esta expressão, recorrente no Sermão da Montanha, indica que aquilo que Jesus está para dizer é verdade, é digno de fé. Antes de sintetizar o ensinamento numa frase lapidar e programática (Mt 7, 12), Jesus esclarece a sua atitude e a dos seus discípulos perante a lei antiga. Não se trata de aboli-la, mas de aperfeiçoá-la, como várias vezes regista Mateus: 1, 22; 2, 15.17; 3, 15; 4, 14, etc.). Mas o carácter provocador das antíteses usadas por Jesus levará a que seja acusado de querer destruir a Lei e os Profetas.
Meditatio
Na primeira leitura, Paulo manifesta o seu entusiasmo pela Nova Aliança, dom da Santíssima Trindade aos homens. O Pai, o Filho e o Espírito Santo convidam-nos a entrar na sua intimidade, a participar da sua vida divina. O Apóstolo não cabe em si ao pensar que foi tornado ministro desta Aliança no Espírito, o que lhe permite ter confiança diante de Deus Pai, por meio de Cristo. O dom da Nova Aliança repete-se especialmente na Eucaristia, onde o sacerdote repete as palavras de Jesus: «Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue» (Lc 22, 20).
Alegremo-nos também nós pela Nova Aliança oferecida pela Santíssima Trindade à Igreja, Aliança que renova todas as coisas, que nos põe em novidade de vida, tornando-nos participantes da morte e da ressurreição de Cristo. O sangue da Nova Aliança, que recebemos na Eucaristia, une-nos a Ele, Mediador da Nova Aliança.
Paulo compara a Antiga e a Nova Aliança. A Antiga, diz o Apóstolo, foi escrita em tábuas de pedra. É uma clara alusão à aliança do Sinai, quando Deus gravou em pedra os mandamentos, a Lei, que Israel tinha de observar para permanecer na Aliança. A essa Aliança "da pedra", Paulo opõe a Nova Aliança "do Espírito". A primeira é feita de leis exteriores. A segunda, a aliança do Espírito, é interior e escrita nos corações, como diz Jeremias.
Trata-se, mais precisamente, de uma transformação do coração. Deus dá-nos um coração novo para nele infundir um Espírito novo, o Espírito de Deus. É ele a Nova Aliança, é Ele a nova lei interior. Já não se trata de uma lei feita de mandamentos exteriores, mas de uma lei que consiste num impulso interior, no gosto em fazer a vontade de Deus, num desejo de corresponder em tudo ao amor que vem de Deus e nos guia para Deus, ao amor que nos torna participantes da vida da Santíssima Trindade. «A letra mata», diz Paulo, «o Espírito dá vida». A letra mata porque se trata de preceitos que, não sendo observados, provocam a condenação. O Espírito, pelo contrário dá vida porque torna capazes de fazer a vontade de Deus, e a vontade divina é sempre vivificante. O Espírito é vida, é um dinamismo interior. Por isso é que a glória da Nova Aliança é muito superior à da Antiga.
Traduzindo o pensamento do Apóstolo em termos mais compreensíveis à nossa mentalidade actual, poderíamos parafrasear as suas palavras do seguinte modo: «Se te deténs na superfície da letra, corres o risco de bloquear a vitalidade do Espírito; portanto, avança para a profundidade da criatividade espiritual». Também o axioma de Jesus se pode parafrasear: «Vai sempre mais além, amadurecendo na liberdade, em obediência e testemunho, serve o reino dos céus».
A realidade do «homem de coração novo, animado pelo Espírito», que nasce do «Coração de Jesus, aberto na cruz» (Cst 3) é um tema importante para o Pe. Dehon e para nós. Um «coração novo animado pelo Espírito» é espiritualmente criativo e profundo, é um coraç&atil
de;o livre e obediente, é um coração que testemunha e serve o Reino.
Oratio
Obrigado, Senhor, pela paciência com que perdoas a nossa superficialidade, o uso e abuso impensados das nossas pobres liberdades, a presunção em abolir jotas e ápices substanciosos da Lei e dos Profetas. Fortalece a nossa disponibilidade, por vezes tão tímida, para seguirmos aqueles que nos envias como guias, e que reflectem o fulgor do teu Espírito. Que nos acompanhe Jesus Cristo, teu Filho e Nosso Senhor, que nos ampare o teu Espírito Santo, para deixarmos amadurecer em nós a vida que Ele nos dá, e realizarmos, com profundidade e criatividade, o serviço do reino dos céus. Amen.
Contemplatio
Todo o Novo Testamento está cheio deste pensamento fundamental: fomos resgatados pelo sangue de Cristo. Todas as vítimas da antiga lei eram figuras da imolação de Cristo. Foi Ele que foi imolado simbolicamente desde a origem do mundo (Ap 17). O sangue do Coração de Jesus, é o preço da salvação que Deus esperava desde a falta de Adão, é a garantia da nossa paz, da nossa reconciliação com Deus; é o selo do Novo Testamento. Os apóstolos não pregam outra coisa. - Fostes justificados pelo sangue do Salvador, pela fé no seu sangue (Rm). - Cristo resgatou-vos com o seu sangue, para a remissão dos vossos pecados (Ef). - Estáveis longe de Deus, fostes aproximados dele pelo sangue de Cristo (Id.). - Entrastes no reino de Cristo resgatados pelo seu sangue (Cl 1, 14). - O sangue da cruz foi para vós o preço da reconciliação e da paz (Cl 1, 20). - Cristo, novo Pontífice, não ofereceu pela vossa redenção o sangue de bezerros, mas o seu próprio (Heb 9, 12). - O sangue de Cristo é o sinal da nova aliança como o do cordeiro era o sinal da antiga (Heb 9, 20). O sangue do Coração de Jesus é, portanto, a fonte de toda a graça, de toda a reconciliação e união com Deus de toda a virtude e de toda a perfeição. (Leão Dehon, OSP 4, p. 18).
Actio
Repete frequentemente e vive hoje a palavra:
«A letra mata, o Espírito dá a vida» (2 Cor 3, 6).


sexta-feira, 7 de junho de 2019

“SIMÃO FILHO DE JOÃO TU ME AMAS?” Olivia Coutinho



Dia 07 de Junho de 2019

Evangelho de Jo21,15-19

Continuando a semana de Oração pela  unidade dos cristãos,  estamos nos preparando  para a grande festa litúrgica de Pentecostes, o coroamento do tempo Pascal...
O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir chama a nossa atenção, para algo importantíssimo: a responsabilidade de quem professa o seu amor a Jesus! 
Professar o nosso amor Jesus, não se resume em palavras, implica em comprometimento com a sua causa, em adesão à sua proposta de vida nova! 
Para saber se  Pedro o amava Jesus não precisaria pergunta-lo, pois disso Ele já sabia, afinal Jesus é o próprio Deus, Ele sabia que Pedro o amava! 
Ao perguntar a Pedro três vezes, se  ele o amava, Jesus quis chamar  sua atenção e hoje a nossa, para a responsabilidade de quem professa o seu amor por Ele, este amor, tem que ser transformado em serviço... 
Antes de entregar a Pedro, a responsabilidade de conduzir a sua Igreja, Jesus, ao contrário dos humanos, não questiona o seu passado, não lhe faz nenhuma exigência,  a não ser, o seu compromisso em transformar o seu amor por Ele em cuidado com o que lhe é de mais precioso: a vida humana.
Ao convocar Pedro, para a liderança de sua Igreja, Jesus demonstra a sua compreensão para com a fragilidade humana! Com esta convocação, Ele faz um passeio amoroso no coração de Pedro, um coração duramente castigado pelo remorso de tê-Lo negado por três vezes.
 No seu amor misericordioso, Jesus, com este gesto, mostra a Pedro, que o seu vacilo na fé, não diminuiu a sua confiança nele! 
Entregando a Pedro, a responsabilidade de conduzir o seu rebanho, Jesus dá lhe dá a entender que Ele já o havia perdoado. Jesus  conhecia a grandiosidade do  coração de Pedro, razão pela qual, Ele o escolheu como o Pastor das ovelhas que o Pai lhe confiara!
A partir desta convocação de Pedro, a igreja missionária, fundamentada no amor a Jesus, conduzida pelo Espírito Santo e sobre a liderança de Pedro, dá o seu primeiro passo rumo a uma nova Jerusalém!
O amor a Jesus é o fundamento de toda comunidade cristã, numa comunidade, cujo centro é Jesus, um líder não se destaca pela sua autoridade, e sim, pelo o seu amor a Jesus transformado em serviço!
A missão da Igreja consiste em revelar aos homens, a vida nova que brota da ressurreição de Jesus! A sua grande riqueza, está na abertura a todos os povos e culturas!
A Igreja é unidade, ela é a guardiã do amor, do amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
Olhando a escolha de Pedro para conduzir a sua Igreja, podemos perceber que Jesus edificou a sua Igreja sobre a fragilidade humana, sobre a responsabilidade de um homem sujeito a falhas.
Jesus não edificou a sua igreja sobre homens considerados grandes aos olhos do mundo, mas sobre Pedro, um homem frágil, de origem simples, que representa os homens de toda história da Igreja: homens santos e pecadores...

FIQUE NA PAZ DE JESUS – Olivia Coutinho

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Maria Lucia Fattorelli desmonta fake news sobre a Reforma da Previdência

“RECEBEI O ESPÍRITO SANTO” - Olivia Coutinho


DOMINGO - SOLENIDADE DE PENTECOSTES.

Dia 09 de Junho de 2019

Evangelho de Jo,19-23

Celebramos hoje, a Solenidade de Pentecostes, o coroamento do tempo Pascal, quando se cumpriu a promessa de Jesus: o envio do Espírito Santo! Espírito Santo, que já se faz presente no meio de nós, mas que muitas vezes, não percebermos a sua ação libertadora e santificadora no mundo! 
A definição marcante desta solenidade, podemos dizer que é a "Germinação da Igreja", já que  a caminhada da Igreja  missionária, começou em Pentecostes, quando o Espírito Santo entra em suas entranhas tornando-a viva e atuante, na pessoa dos apóstolos.
Foi a partir de Pentecostes, que a igreja começou a falar, a falar a linguagem do amor, que é uma linguagem universal, que mesmo sendo desdobrada em vários idiomas, é a única linguagem capaz de ser entendida pelos os povos de todas as nações! 
A missão da Igreja consiste em revelar aos homens, a vida nova que brota da ressurreição de Jesus. A sua grande riqueza, está na abertura aos povos de todas as culturas. A Igreja é unidade, ela é a guardiã do amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo! 
Nesta festa, que também podemos chamar de festa missionária, devemos alargar o nosso olhar para o mundo inteiro, onde a igreja se faz presente na pessoa de uma muitos missionários, homens e mulheres, que apesar das inúmeras dificuldades, se prontificam em gastar a vida no anuncio  do evangelho, dando continuidade a missão de Jesus. Unamos a estes missionários, no desejo de fazer chegar a outros irmãos, a verdade que liberta!
Sabemos que os desafios daqueles que se entregam a missionariedade são muitos, mas sabemos também, que o Espírito Santo anima e dá força a quem abraça a missão de anunciador  do Evangelho, possibilitando a todos conhecer Jesus.
O evangelho que a liturgia desta solenidade nos convida a refletir, apresenta-nos a comunidade de homens novos, que nasceram da cruz e da ressurreição de Jesus e que foram libertados pela a força santificadora e libertadora do Espírito Santo.
Tudo começa no primeiro encontro de Jesus com os discípulos, logo após a sua ressurreição. Foi neste encontro, que Jesus comunicou-lhes  o seu Espírito, num gesto de soprar sobre eles! 
Ao soprar o Espírito Santo sobre os discípulos, Jesus nos faz recordar o sopro de Deus na criação, o sopro que deu vida a criatura humana, gesto que Jesus repete como início de uma nova criação! Cheios do Espírito Santo, os discípulos se libertam do medo que os aprisionavam, foi a partir daquele momento, que as palavras de Jesus, até então não compreendidas, tornam claras para eles.
“Recebam o Espírito Santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados." 
Com o sopro do Espírito Santo, Jesus concede a igreja, na pessoa dos apóstolos, o poder de perdoar pecados. É Deus quem tem o poder de perdoar pecados, mas Jesus concede este poder e o transmite a sua Igreja, trata-se do sacramento da reconciliação.
Quando Jesus diz: “Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados,” não significa uma condenação, e sim, um insistente apelo à conversão, ou seja, não é a Igreja que não perdoa esses pecados, pelo o  contrário, a Igreja trabalha o arrependimento, favorecendo as condições para que a pessoa possa se redimir. Pecados não perdoados são aqueles pecados que temos a consciência de tê-los e permanecemos neles, sem nos abrimos ao arrependimento, o que significa um fechamento a ação do Espírito Santo, ou seja, o fechamento à graça do perdão!
No sopro do Espírito Santo sobre os discípulos, é expressa a criação renovada, é o Espírito Santo que recria a comunidade dos apóstolos e descerra suas portas para a missão! Os discípulos só conseguiram tomar atitudes corajosas para anunciar o evangelho, depois que receberam o Espírito Santo.
Eles se tornaram tão corajosos a ponto de se prontificarem a dar a vida pela a causa de Jesus, que passou a ser também causa  deles. 
Com Pentecostes, encerra-se o tempo Pascal, mas este acontecimento não é o final de uma caminhada, e sim, o começo de um novo peregrinar rumo a casa do Pai!
Os atos dos Apóstolos começaram com o sopro do Espírito Santo, também os nossos atos, começam a partir da nossa conscientização de que a força libertadora e santificadora do Espírito Santo nos conduz à missão.

UM BOM DOMINGO A TODOS!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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JESUS ENVIA SEUS DISCÍPULOS PARA ANUNCIAR A PAZ, A MISERICÓRDIA E A ALEGRIA – Maria de Lourdes Cury Macedo.



Domingo, 9 de junho de 2019.
Evangelho de São João 20, 19-23.

A liturgia de hoje foi preparada pela liturgia da Ascensão de Jesus, pois, no evangelho do domingo passado, o Senhor diz: “Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu” (Lc 24, 49).
Celebramos hoje a Solenidade de Pentecostes, na qual Jesus cumpriu a promessa aos seus discípulos de não deixá-los órfãos, sozinhos, por isso enviou o Espírito Santo. Celebramos também a festa do Início da Igreja missionária, os discípulos pela força do Espírito são enviados à missão. O Espírito impulsiona-os a abrir as portas, a sair, ir a lugares distantes, desconhecidos, a arriscar-se em favor do Evangelho. Somos convidados a nos alegrar e assumir a mesma missão de Jesus. 
Jesus aparece aos apóstolos, fechados no cenáculo, na tarde do domingo, no dia da ressurreição. Com a ressurreição de Jesus começa um novo tempo inaugurado pela vitória de Jesus sobre a morte. Os apóstolos estavam reunidos em comunidade, mas estão de portas fechadas, porque estão com medo dos judeus, medo de serem perseguidos por serem discípulos de Jesus, estão inseguros. Jesus aparece vivo entre eles e saúda os apóstolos como os judeus costumam saudar, usa as mesmas palavras que dissera antes de morrer: “Desejo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14, 27). O primeiro fruto da morte redentora do Senhor foi trazer a paz aos corações aflitos, angustiados dos seus discípulos. Jesus transmite a grande mensagem pascal. O Senhor é o Deus da Paz. A paz de Jesus preenche o coração dos seus discípulos e produz paz mesmo entre as maiores aflições.
A reação dos discípulos reunidos em comunidade ao ver Cristo ressuscitado é de alegria.  Alegria que ninguém poderá tirar. Aquela pequena comunidade se torna fortalecida e sente que está pronta para a missão que Jesus recebeu do Pai e passa agora para seus discípulos: Jesus diz: “Como o Pai me enviou, assim também eu envio vocês”. E dizendo isto Jesus sopra sobre eles comunicando o Espírito Santo, dizendo: “Recebei o Espírito Santo”. Com o sopro capacitou-os para assumirem sua própria missão de reconciliar a humanidade a Deus. O sopro de Jesus nos recorda que quando Deus criou o homem soprou nele, comunicando-lhe a vida e o homem tornou-se um ser vivente. E assim, podemos entender que Jesus soprando sobre os apóstolos está agindo como Deus criador, dá-lhes o Espírito, infunde neles uma vida nova, que eles terão de comunicar aos outros esta vida nova e perdoar. Receberam o encargo de continuar a missão de Jesus, as ações de Jesus a todos os povos.  Esse sopro foi a antecipação parcial do dom de Pentecostes.
  Agora é a ação do Espírito Santo que vai garantir a missão da comunidade dos discípulos. É o Espírito Santo que vai manter viva a fé, a esperança, a coragem, a perseverança.
O sopro é símbolo da vida que Jesus comunicou e que ele dá a todos. Também nós precisamos pedir, desejar, acolher o Espírito Santo todos os dias para termos forças na nossa caminhada de sofrimento, dor, doenças, tristezas, angústias, aflições..., mas também para a nossa caminhada de cristãos, para sermos seguidores de Jesus, para levar a boa nova a todos sem desanimar, com coragem, com força, com esperança..., com perseverança.
Jesus, por sua paixão e ressurreição reconciliou o mundo com Deus, pagou a dívida do homem para com Deus. Nós, discípulos missionários de Jesus devemos fazer o mundo conhecer essa reconciliação. Todos unidos no mesmo Espírito, na diversidade dos dons e carismas seremos sinal da presença de Deus no mundo por meio da Igreja, comunidade dos seguidores de Jesus.
  Jesus resume o projeto do Pai assim: “Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados; os pecados daqueles que vocês não perdoarem não serão perdoados” porque Jesus quer a Salvação de todos.
Animados pelo Espírito Santo os discípulos terão de continuar a missão de Jesus, os discípulos terão que percorrer o mesmo caminho de Jesus, terão a mesma missão, anunciar o perdão, doar a própria vida. Agora eles estão cheios da força e do poder do Espírito Santo que o próprio Jesus lhes comunicou. Os discípulos continuarão como Jesus, a manifestar por atos e obras, o grande amor gratuito e generoso do Pai. E por isso terão o mesmo destino de Jesus, serão perseguidos, presos, flagelados e muitos serão mortos. Porque muitos aceitarão sua pregação, mas muitos permanecerão com o coração endurecido, rejeitarão o amor do Pai se voltando contra os discípulos.
Naquela tarde do domingo da ressurreição, Jesus se manifestou vivo aos discípulos reunidos em comunidade. A partir da ressurreição de Jesus, o dia do Senhor é o domingo. Jesus marca para todos nós, ainda hoje, um encontro semanal na missa do domingo. Jesus quer nos ver reunidos em comunidade, para nos comunicar sua graça, o seu amor, a sua paz, o seu Espírito. Porque é só quando estamos unidos é que o Espírito Santo nos vem.
Comungar do corpo e sangue do Senhor nos une ao Espírito Santo que nos dá sabedoria e fortaleza, que nos impulsiona e anima para a missão, que nos leva ao amor verdadeiro. Quando termina a celebração da santa missa somos enviados. A missa terminou, aí começa nossa missão de ser solidário com o irmão, a serviço do irmão, num mesmo Espírito, numa só fé, num só amor, num só coração.

Abraços em Cristo!
Maria de Lourdes



        


quarta-feira, 5 de junho de 2019

"EU E O PAI SOMOS UM.” – Olivia Coutinho


Dia 05 de Junho de 2019

Evangelho de Jo17,11b-19
Estamos na  Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
Na unidade entre irmãos é manifestada a glória de Deus, que se faz presente na relação humano com humano.
Jesus veio unir, e o mundo quer dividir, não sigamos o mundo, não sejamos indiferentes à aqueles que pensam diferente de nós.
As diferenças  podem ser positivas, elas nos possibilitam ver as mesmas coisas por  ângulos diferentes, mas se essas diferenças começam a  provocar divisões,  elas passam a serem adversárias do projeto de Deus, ao invés de nos integrar, quebra o nosso vínculo de irmãos em Cristo, nos tornando adversários uma dos outros.
O centro da nossa fé deve ser Jesus, é essa consciência, que deve nos unir, portanto, o que nos une (Jesus)  é bem maior do que as nossas diferenças! 
No Evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, Jesus em profunda intimidade com o Pai, continua a sua oração em favor dos discípulos, é a  oração, conhecida como “oração sacerdotal.” 
Neste belíssimo contato Filial de Jesus com o Pai, já é manifestada a unidade Trinitária, Jesus, o Filho, pede ao Pai  pelos os discípulos: “Pai Santo, guardai-os em teu nome, o nome que me destes, para que eles sejam um, assim como nós somos um.” Já dando como encerrada a sua missão aqui na terra, Jesus reza  por aqueles  que dariam continuidade a sua missão  e  esta oração, é também para nós,  que  somos os discípulos de hoje, os  encarregados de assumir esta  missão...
Se por um lado, Jesus confiava naqueles que Ele havia preparado para dar seguimento  a sua missão, ele sabia também, das dificuldades que eles  teriam que enfrentar pelo o caminho, afinal, Jesus conhecia bem a maldade humana, Ele já estava experimentando no corpo e na alma, as consequências desta maldade. 
Concluindo a sua missão aqui na terra, o Filho de Deus chega a extremidade do seu amor.  Naquele momento crucial, quando Jesus  vê a cruz à sua frente, Ele roga ao Pai, não somente por aqueles que tiveram um convívio direto com Ele( os discípulos)  como também, por todos os que mais tarde, iam crer Nele, tomando também,  o caminho da Cruz...
Jesus em unidade com o Pai, deu força à  aqueles que deram continuidade a sua missão. Hoje, somos nós, os beneficiados pelos os frutos da sua  missão, missão,  que nos possibilitou conhecer a verdade que liberta! E como resposta a esse amor incondicional de Jesus, devemos fazer o mesmo caminho que Jesus fez  que é o caminho do amor..

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olivia Coutinho
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(Vídeo) FESTA DE PENTECOSTES-Ano C-Vera Lúcia

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Pentecostes-Jorge Lorente


Evangelhos Dominicais Comentados

09/junho/2019 – Pentecostes

Evangelho: (Jo 20, 19-23)

Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, estando trancadas as portas do lugar onde estavam os discípulos, por medo dos judeus, Jesus chegou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos se alegraram ao ver o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio”. Após essas palavras, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados serão perdoados. A quem não perdoardes os pecados não serão perdoados”.

COMENTÁRIO

Hoje celebramos Pentecostes. Completam-se cinquenta dias da Páscoa da Ressurreição de Jesus. Quase dois meses depois que Jesus se foi, nós encontramos seus discípulos trancados no cenáculo, por medo dos judeus. 

Apesar do evangelista João não mencionar neste Evangelho, nós sabemos que no cenáculo também estavam algumas mulheres, inclusive Maria a Mãe de Jesus. Outro fato que deve ser ressaltado, é que eles se encontravam em oração. Parece que a intenção de João é mostrar o poder da oração na vida do cristão, principalmente nos momentos difíceis.

João faz questão de dizer que o medo estava presente entre eles. Não sabiam o que poderia lhes acontecer se fossem descobertos pelos judeus. A única certeza que tinham é que jamais assumiriam publicamente que eram cristãos.

No entanto, Jesus chega como quem não quer nada, entra sem fazer alarde, coloca-se no meio deles e diz: “A paz esteja com vocês”! Pronto... bastou isso. Mudou o clima do ambiente, a alegria é geral. Os discípulos ficaram alegres ao verem o Senhor.

Jesus trouxe consigo o Espírito Santo e o entregou aos apóstolos. O medo e a insegurança foram jogados pela janela. O temor que paralisava suas pernas, simplesmente desapareceu.

Isso chama-se paz. Paz é liberdade, é coragem, é a busca permanente da vida plena. Paz é doação, é a luta por justiça e dignidade. Paz, um nome tão pequeno, mas que guarda dentro de si todas as Palavras de Jesus. 

Paz é o resumo de tudo. Na palavra paz está contido todo evangelho, por isso Jesus nos deseja a paz. Apesar de não serem sinônimos, é impossível separar a paz do amor. Paz é consequência do amor, e o amor é o caminho que leva à paz.

Jesus, o próprio Amor entra, deseja-lhes a paz e faz algumas recomendações. Manda que continuem a sua missão. Missão de denunciar e distribuir. Missão de evangelizar, de lutar por justiça e contra a opressão. Realmente, não é nada fácil essa missão, eles teriam que dar continuidade a luta que levou Jesus à morte. Mas, como enfrentar a multidão que eliminou Jesus?

Onde encontrar coragem para encarar o inimigo, a sociedade violenta e dividida? Onde encontrar coragem para enfrentar o mundo? O medo era enorme, mas ao receberem o Espírito Santo, transformam-se totalmente. Abrem as portas, escancaram as janelas, nada temem, tudo enfrentam. Falam em público com destemor e sabedoria.

Assim é a obra do Espírito Santo. Ela faz maravilhas nos seguidores de Jesus. Opera transformações radicais naqueles que se entregam aos seus cuidados. Age em nossa vida e em nosso dia a dia. O Espírito se faz presente através dos seus sete dons.

A festa de Pentecostes nos leva a concluir que o Espírito Santo dá vida e dinamismo à comunidade cristã. Sob a ação do Espírito todos falam a mesma língua, os irmãos se entendem e se unem em torno do mesmo Pai. A covardia é substituída pela coragem na pregação do evangelho, a tristeza dá lugar à alegria, e as atividades são alicerçadas no amor e na paz de Jesus.

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