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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Curou muitas pessoas- Reflexão do falecido Pe. Antônio Queiroz CSsR

11 de Janeiro - Quarta - Evangelho - Mc 1,29-39

Curou muitas pessoas de diversas doenças.
Este Evangelho descreve dois dias de intensa atividade de Jesus em Cafarnaum: 1) Sai da sinagoga onde estava rezando. 2) Cura a sogra de Pedro. 3) Cura “muitas pessoas de diversas doenças e expulsa muitos demônios”. 4) Refugia-se para a oração. 5) Vai a “outros lugares, às aldeias da redondeza”. E o evangelista resume: Jesus “andava por toda a Galiléia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios”. A oração e a união com Deus é a fonte do nosso amor ao próximo.
Jesus só fazia o bem; a sua alegria consistia em fazer o bem às pessoas. Depois que ele curou a sogra de Pedro, o evangelista diz: “Então a febre desapareceu, e ela começou a servi-los”. Aquela senhora, que convivia com Jesus bem de perto, pois ele frequentemente se hospedava na casa dela, havia aprendido com Jesus esta virtude do bom acolhimento. Certamente, lá da cama ela sentia um grande desejo de estar preparando a comida e o pouso dos queridos visitantes. Logo que foi curada, pôde realizar o seu desejo.
“À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes... A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças.” Descubra a felicidade de servir. Quem gosta de servir, faz aquilo que pode pelos outros. Jesus podia curar, curava. Diversas vezes, ele nos pediu: “Curai os doentes”.
“De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto.” O seu amor maior mesmo é a Deus Pai. É este amor que o impulsionava a amar o próximo. Como é importante nós não nos deixarmos levar pelo ativismo, e dar umas fugidas para nos encontrarmos com Deus! O evangelista começa o Evangelho de hoje dizendo: “Jesus saiu da sinagoga...” portanto ele estava rezando. Só neste curto texto do Evangelho, Jesus aparece duas vezes rezando!
“Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: Todos estão te procurando!” Como quem diz: “Ontem o Senhor conquistou o povo; agora, que, está na hora de colher os frutos, o Senhor foge?” Jesus não buscava “frutos” nem glórias para si; o que ele queria era a glória de Deus Pai e o bem do povo.
“Jesus respondeu: Vamos a outros lugares”. O líder dá a mão, ajuda a pessoa a se levantar, mas quer que ela depois caminhe com as próprias pernas, e não fique dependendo daquele que a ajudou, ou batendo palmas para ele. Afinal, somos todos iguais. Deus é que faz as curas e dá as graças.
O grande modelo na cena, além de Jesus, é a sogra de Pedro que, logo que foi curada, “se levantou e pôs-se a servi-lo”. O trabalho é uma bênção de Deus. Poder trabalhar é poder servir. “Descubra a felicidade de servir”. Jesus trabalhava. Ele era carpinteiro, junto com o pai, S. José. Na vida pública, continuou trabalhando, pois a atividade missionária é trabalho. Quem tem fé gosta de trabalhar, pois a fé sem obras é morta. Nós, que recebemos tanto da família e da sociedade, precisamos ajudá-las também, através do nosso trabalho.
Jesus era um mestre religioso diferente dos outros mestres da época. Estes fundavam escolas para ensinar a interpretar a Sagrada Escritura. Jesus era itinerante, queria que seus discípulos vivenciassem a Sagrada Escritura, e passassem essa vivência para frente. Esse método continua até hoje, na Santa Igreja.
Nós queremos ser “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que os nossos povos tenham vida nele” (Documento de Aparecida). Somos chamados a levar a Boa Nova de Jesus até os confins da terra. A Comunidade cristã não é um grupo de pessoas em torno de um líder, mas são pessoas unidas em torno de Cristo, e organizadas entre si para a construção do Reino de Deus.
Certa vez, um menino da roça foi à cidade com o pai. E lá havia um palhaço na rua, fazendo propagando do circo. O garoto se encantou com aquele palhaço, e começou a acompanhá-lo, junto com as outras crianças.
Quando se deu conta, tinha se separado do pai. O menino começou a chorar, e a andar desesperadamente pelas ruas procurando o pai. Ele atravessava as ruas sem cuidado, correndo o risco de ser atropelado. Até que, por sorte, o pai, que também o procurava, o viu na rua e correu atrás.
Este mundo está cheio de gente andando sem rumo e desesperadamente, como aquele garoto. A sogra de Pedro não andou sem rumo, pois imitava e seguia Jesus Cristo, o caminho, a verdade e a vida.
Maria Santíssima passou a vida servindo: dona de casa, esposa, mãe... Que ela nos ajude a servir na humildade, a Deus e aos nossos irmãos e irmãs, e assim acertar o caminho do Céu.
Curou muitas pessoas de diversas doenças.



A fé é um dom-Alexandre Soledade

10 de Janeiro- Terça - Evangelho - Mc 1,21b-28



Bom dia!
Essa passagem trás ao nosso refletir de hoje alguns pensamentos: Por que o Senhor pediu para que o espírito mau se calasse e não o revelasse como filho de Deus?
Possibilidades… Sugiro alguns pensamentos:
1)    TALVEZ NÃO QUISESSE JESUS QUE AS PESSOAS MUDASSEM DE OPINIÃO QUANTO A ELE AO DESCOBRIR QUEM DE FATO ERA;
Quantos de nós já tivemos pensamentos preconceituosos ou cheios de pré-conceitos e quando deparamos com a verdade fomos tomados de profundo remorso pelo que de fato era verdade? Quantas vezes ouvimos ou lemos nos evangelhos os mestres da lei questionar quem era Ele e com que autoridade perdoava os pecados? Jesus talvez não quisesse um tratamento diferenciado por ser Deus, pois aos seus olhos e a luz dos seus ensinamentos, não haveria diferenças entre as pessoas.
Trazendo a tona um dos temas da campanha da fraternidade “Não podemos servir Deus e ao dinheiro”, quantos de nós temos um tratamento para os que nos interessam e olhos fechados àqueles que não têm nada para nos dar. Não podemos esquecer que esse ano é eletivo, veremos pessoas nos tratar bem pensando no nosso voto. Jesus não desejava interesseiros.
"Meus irmãos, na vossa fé em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, guardai-vos de toda consideração de pessoas. Suponde que entre na vossa reunião um homem com anel de ouro e ricos trajes, e entre também um pobre com trajes gastos; se atenderdes ao que está magnificamente trajado, e lhe disserdes: Senta-te aqui, neste lugar de honra, e disserdes ao pobre: Fica ali de pé, ou: Senta-te aqui junto ao estrado dos meus pés, não é verdade que fazeis distinção entre vós, e que sois juízes de pensamentos iníquos? Ouvi, meus caríssimos irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres deste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino prometido por Deus aos que o amam"? (Tiago 2, 1-5)
2)    TALVEZ O SENHOR DESEJASSE QUE A DESCOBERTA FOSSE INDIVIDUAL COMO FOI A DE PEDRO;
Certa vez minha tia disse que “quem não cola não sai da escola” como uma condição para justificar as vezes que não consegui entender o conteúdo.
Sim! Muitos colaram durante a escola, continuaram faculdade adentro, no trabalho, ao assinar como seu, o trabalho e o esforço de outro (…). Talvez aos olhos desse mundo, essas pessoas possam ter tido ótimas oportunidades e com elas puderam crescer, mas algo não sai da minha mente: Será que aprenderam?
Não adianta pegar carona na fé dos outros, precisamos nós, individualmente, reconhecer o Senhor e assim conseguir tocá-LO. Às vezes por fraqueza e auto-estima em baixa e demasiada confiança nos outros vivemos uma fábula que aprendi chamar assim: “Reze por mim meu irmão, pois tenho maior fé em SUA fé”.
Quantos pais e mães atravessam a cidade para levar seus filhos a uma benzedeira, pois a fé em sua própria benção não foi aprendida? Fé não se cola! Não colocando méritos ou deméritos na benzedeira, se é correto ou não, mas de certa forma ela fez o seu dever de casa.
Pergunto; Como posso condicionar a felicidade do meu dia ao que li no horóscopo do jornal?
A forma que Jesus ensinava, deixando que o descobríssemos pela fé era o que de fato encantava as pessoas. Conheço a historia de um renomado escritor que resolveu provar que Jesus não poderia ter sido real. Esse estudioso, que se denominava o cético dos céticos, ao parar de colar sobre o que falavam de Jesus, começou uma verdadeira caça a Ele, mas única vítima foi seu próprio coração. Ao concluir suas pesquisas, profundamente encantado pelo homem de Nazaré, se rendeu dizendo:
"Agradeço a Deus por me emprestar diariamente o coração que pulsa, o oxigênio que respiro, o solo em que caminho e milhões de itens para que eu exista. Ele suportou meu cético ateísmo, me levou a encontrar a Sua assinatura atrás da cortina da existência e me fez enxergar que Seu sonho de ver a espécie humana unida, fraterna e solidária é o maior de todos os sonhos." (Augusto Cury)
Procure-O! Veja oque acontece!
Um imenso abraço fraterno!

 

esus recebeu o batismo-Reflexão do falecido Padre Antonio Queiroz

9 de Janeiro- Segunda - Evangelho - Lc 3,15-16.21-22


 Jesus recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu.
Hoje nós celebramos a festa do Batismo de Jesus. O Evangelho narra a cena. Jesus é declarado Filho de Deus, em carne mortal. O batismo de Jesus é prenúncio do nosso. O Evangelho começa referindo-se a João Batista, mostrando como ele incentivava o povo a reunir-se em torno de Jesus.
Domingo passado, nós celebramos a epifania de Jesus a todos os povos. Hoje é a sua epifania, manifestação, feita por Deus Pai.
Ao colocar-se na fila dos pecadores para ser batizado por João, Jesus queria ser considerado como mais um pecador, uma vez que tinha assumido a nossa condição de pecadores, ainda que nunca tivesse pecado. “Jesus, existindo em forma divina, não considerou como presa a agarrar o ser igual a Deus, mas despejou-se, assumindo a forma de escravo, e tornando-se igual ao ser humano” (Fl 2,6-7).
“E o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer.” Esta declaração pública de Deus Pai sobre a filiação divina do homem Jesus, mais a vinda do Espírito Santo, constituem a sua consagração e o credencial para ele exercer a sua missão de profeta e de redentor. Ele é o Ungido (em português), o mesmo que o Messias (em hebraico) e o Cristo (em grego). É também o Filho de Deus e o Senhor. A unção de Jesus supera a unção dos profetas, reis e sacerdotes no Antigo Testamento. Com o batismo, Jesus sai do anonimato, depois de trinta anos de vida familiar oculta em Nazaré.
Este batismo que Jesus recebe de João Batista é anúncio do batismo de sangue que experimentará em sua paixão, morte e ressurreição. É também a inauguração do nosso batismo, como fala o prefácio da missa de hoje: “Nas águas do rio Jordão, revelais o novo batismo, com sinais admiráveis”.
O batismo é para nós um dom, um sinal de predileção de Deus e um chamado. Como no batismo de Jesus, estão presentes no nosso batismo as três Pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O batismo nos torna filhos e filhas de Deus, irmãos entre nós e continuadores da missão de Jesus. Que assumamos a nossa missão com generosidade, como fez Jesus.
“E, enquanto rezava, o céu se abriu.” Isso acontece também conosco, quando somos batizados. O céu se abre para nós, porque antes ele estava fechado, por causa do pecado original.
“O Espírito Santo desceu sobre Jesus.” No nosso batismo, o Espírito Santo vem também sobre nós. Ele nos vem como luz e como força. Como luz, para nos mostrar o caminho que conduz à glória de Deus e à nossa felicidade; e como força, para vivermos dignamente como cristãos, vencendo as tentações do mal, que nos chegam de mil formas.
“Em forma visível, como pomba.” É para lembrar aquela pomba que, após o dilúvio, veio avisar a Noé que as águas haviam abaixado (Cf Gn 8). O batismo é para nós o fim do castigo (dilúvio) e o começo de uma nova amizade com Deus (a Aliança, representada pelo arco-íris – Cf Gn 9,12-13). A pomba simboliza também a paz. O batismo nos torna pacíficos e construtores da paz.
“Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer.” É  Deus Pai falando. Só agrada a Deus Pai quem ama a Jesus e o segue, participando da sua Igreja. Deus Pai fala essa mesma frase para nós, após o nosso batismo. Nós nascemos de novo e nos tornamos filhos e filhas de Deus e irmãos entre nós. Recebemos a graça de Deus. “Se conhecesses o dom de Deus!” (Jo 4,10). Como é bom saber que somos amados por Deus! Que sejamos também bons filhos e filhas deste Pai que nos ama! Deus investiu muito em nós também, e espera que produzamos frutos. Antigamente, quando a pessoa era batizada, trocava de roupa, para representar a mudança interior.
Logo após o batismo, Jesus foi para o deserto preparar-se para a sua missão. Lá, jejuou e fez penitência. Ao voltar do deserto, começou a dizer em alta voz: “Completou-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede na Boa Nova!” (Mc 1,15). O batismo e a crisma nos impulsionam para cumprirmos a missão recebida de Deus.
Aconselha-se a fazer hoje a renovação das promessas do batismo.
Certa vez, dois garotos adolescentes estavam numa floresta. Um era cego e o outro coxo, por cuja deficiência não podia caminhar com velocidade. De repente, foram surpreendidos por um incêndio na floresta. Aquele fogo alto consumia as árvores e vinha na direção deles. Os dois tiveram uma iniciativa: o cego colocou o deficiente das pernas nas costas, este ia indicando o caminho, e o cego correndo. Assim, se livraram do incêndio.
A entreajuda e a vida em Comunidade são fundamentais para o cumprimento da nossa vocação batismal. Apesar de nossas limitações, a ajuda mútua nos possibilita livrar-nos do incêndio do pecado e construir o Reino de Deus.
Que Maria Santíssima e S. João Batista, que foram tão generosos na obediência a Deus, nos ajudem a viver a nossa vocação batismal.
Jesus recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu.


Que presente eu devo levar para o grande rei dos judeus, que acabou de nascer?-Jailson Rodrigues

8 de Janeiro - DOMINGO - Evangelho - Mt 2,1-12


"Que presente eu devo levar para o grande rei dos judeus, que acabou de nascer?" Esta pergunta deve ter ocupado a mente dos reis magos antes da viagem que fizeram em busca da estrela.
Se eles não sabiam onde nasceria o rei, também não sabiam que ele era de uma família pobre. Então devem ter pensado: "O que eu tenho de melhor para oferecê-lo?"
Você já deve ter passado pela situação de sair para comprar um presente para alguém que não conhece, ou que parece já ter tudo o que quer. Agora imagine sair para comprar um presente para um rei que você não conhece, e que teoricamente (por ser um rei), já tem tudo o que precisa! O que você daria?
Os reis magos saíram de suas casas com o melhor presente que poderiam dar, preparados para encontrar um palácio ou uma mansão. Seguiram a estrela até chegar ao lugar onde o rei dos judeus deveria nascer, e encontraram um estábulo. Lá estava um jovem casal e um bebê recém-nascido. Os reis magos devem ter parado por um momento para contemplar essa cena única na história da humanidade. Naquele momento, eles estavam representando a cada um de nós, na nossa vontade de prestar uma homenagem ao nosso rei, que acabara de nascer.
E os presentes: o melhor ouro (para simbolizar a realeza), o melhor incenso (para simbolizar a divindade) e a melhor mirra (para simbolizar a paixão e morte que Ele haveria de sofrer). Observe que os reis magos não deram tudo o que tinham, mas deram o melhor que tinham. E é para esse ponto que nós voltamos: "O que eu posso dar de melhor para o meu Rei Jesus?"
Só você sabe o que tem de melhor. Quem merece o seu melhor? Você é criativo(a)? Use sua criatividade para presentear Jesus. Você é bonito(a)? Use sua beleza para presentear Jesus. Você é rico(a)? Use sua riqueza para presentear Jesus. Você é esperto(a)? use sua esperteza para presentear Jesus. Você canta bem, escreve bem, fala bem, aconselha bem? Presenteie Jesus com esse seu dom.
Lembre-se que o seu dom já foi um presente dEle.




Fazei tudo o que ele vos disser-Reflexão do falecido Pe. Antônio Queiroz CSsR

7 de Janeiro- Sábado - Evangelho - Jo 2,1-11



Fazei tudo o que ele vos disser.

Hoje a Igreja do Brasil celebra com alegria a sua Padroeira: Nossa Senhora da Conceição Aparecida. E hoje este site completa dois aninhos! A nossa alegria é grande e também o nosso agradecimento a Deus e a Maria Santíssima pela sua ajuda e intercessão. E pedimos as luzes do Espírito Santo para nós que redigimos as mensagens, que as colocamos no site e que respondemos os e-mails que nos são enviados através do “Contato” do site. E pedimos também por você que lê as mensagens e as historinhas, para que seja muito abençoado e abençoada por Deus.

O tema da festa este ano é: “Pelas mãos da Senhora Aparecida encontramos Jesus”. A cena das Bodas de Caná, narrada no Evangelho de hoje, confirma essa afirmação. Maria está todinha voltada para seu Filho e não quer que paremos nela, o que ele quer é levar-nos a Jesus, a fim de fazermos tudo o que ele nos disse e ensinou.

Quando os reis magos, após uma longa caminhada, chegaram à gruta onde estava o Messias, eles o encontraram nos braços de sua Mãe, que o apresentou a eles. Assim, pelas mãos da Senhora Aparecida, os magos encontraram Jesus.

Na apresentação de Jesus no Templo, os profetas Simeão e Ana exultaram ao ver o Messias, mas o encontramos nos braços de sua Mãe.

E assim continua. Hoje as mãos de Maria continuam levando-nos a Jesus pelos mais diversos caminhos: pela imitação de suas virtudes, pela reza do terço, pela romaria a um santuário mariano, pela imitação das virtudes de Maria...

No início da história de Nossa Senhora Aparecida, aconteceram muitos milagres, todos com um sentido simbólico:

O primeiro foi a pesca abundante. Na Bíblia, a pesca sempre foi símbolo da conquista de pessoas para Deus.

Logo em seguida, o milagre das velas, que estavam apagadas e se acenderam sozinhas, representa recuperação da graça de Deus. A anjo Gabriel saudou Maria como cheia de graça, e disse que ela encontrou graça diante de Deus. A graça é a nossa maior riqueza e o tesouro de Maria. É este tesouro que ela abre e continua distribuindo para todos nós.

O escravo que, com as mãos acorrentadas, entrou na capela de N. Senhora Aparecida e as correntes imediatamente caíram de suas mãos. Na Bíblia, corrente é símbolo do pecado.

Maria continua levando o povo a Jesus, das mais diversas formas. Hoje, na sua festa, nós queremos agradecer. E queremos imitar as virtudes da nossa Mãe do céu. Queremos ser cheios de graça, acolhedores, misericordiosos, educadores, solidários e solícitos em servir, amantes da oração... Assim Maria, pelas suas mãos benditas, certamente nos levará até o Céu, a fim de morarmos eternamente com Deus, com ela e com todos os santos e santas. Que lá do céu ela nos abençoe e continue nos enriquecendo de graças e bênçãos.

Certa vez, um célebre senhor foi convidado a participar de um encontro. Prepararam um lugar especial para ele no auditório, junto com os convidados especiais.

Um pouco antes do encontro ele chegou, trazendo consigo sua mãe. O porteiro não quis deixar a mãe entrar. Disse que era para ela ficar do lado de fora, porque o convite era só para o seu filho.

O filho sentiu-se ofendido e disse ao porteiro: “Está bem. Se minha mãe não pode entrar, eu também não entro”. Virou as costas e voltou para casa.

Nós queremos convidar Maria para todos os nossos encontros, trabalhos e passeios. E se alguém não aceitá-la, nós também não entramos. Já pensou que os noivos das Bodas de Caná tivesse convidado Jesus e os Apóstolos, mas não tivessem convidado a Mãe de Jesus? Com certeza não teria acontecido a transformação da água em vinho.

Por isso, cuidado! Ao convidar Jesus para a sua casa, não se esqueça de convidar Maria também. Senão pode ser que ele vire as costas e vá embora.


Fazei tudo o que ele vos disser.

Quem era esse homem?-Alexandre Soledade

6 de Janeiro- Sexta - Evangelho - Lc 3,23.31-34.36.38


Alexandre Soledade

Bom dia!
Quem era esse homem que provocava em João Batista tanta crença? Quem era esse profeta que preferia estar no meio ao povo ao templo? Quem era esse rei, que sem cerimônia, descia de sua majestade por preferir ser simples, como qualquer um de nós? Esse é Jesus.
Seu jeito de ser e agir sempre confundiu as pessoas ao ponto de muitos durante anos e anos de história, acharem que ele era “perfeito demais” para poder ter existido de fato e que ele seria uma criação, um conto do povo…
Um homem que não tinha onde reclinar sua cabeça, como certa vez citou, conseguia encantar a muitos. Não possuía bens financeiros, moedas, posses, castelos, mas o que falava refletia sua alma e tocava as pessoas. João Batista talvez não o tenha visto durante um bom tempo, mesmo sendo primos e que espanto maravilhado foi ao vê-lo buscando seu batismo sobre o Jordão?
Durante a semana vimos que “vinde e vede” talvez significasse “deixe um pouco o que esta fazendo e ‘paga’ pra ver”.
Quem “pagou” pra ver não deixou de se extasiar com o homem de Nazaré. Reparemos que até Pilatos, que dizia ter poder de decisão, ao olhar nos olhos de Jesus, hesita em sua decisão por saber da inocência daquele que estava sendo julgado… é verdade! Antes do VINDE E VEDE houve um olhar… O que será que havia naquele olhar?
“(…) O olhar de Cristo esconde nas entrelinhas complexos fenômenos intelectuais e uma delicadeza emocional. Mesmo no extremo da sua dor ele se preocupava com a angústia dos outros, sendo capaz de romper o instinto de preservação da vida e acolher e encorajar as pessoas, ainda que fosse com um olhar… Quem é capaz de se preocupar com a dor dos outros no ápice da sua própria dor? Se muitas vezes queremos que o mundo gravite em torno de nossas necessidades quando estamos emocionalmente tranqüilos, imagine quando estamos sofrendo, ameaçados, desesperados”. (Augusto Cury – Mestre dos mestres)
O olhar e o convite de Jesus mexeram com Mateus, enquanto era Levi, o cobrador de impostos; por um lance de olhos, por uma pequena aparição, Zaquel subiu na árvore e ao abrir sua casa, mudou sua vida; Madalena desistiu de desistir em crer, um olhar, um convite, o perdão, mudaram sua vida; um toque na orla do manto, mudou a vida, a “sina” de quem se achava condenada a sagrar pelo resto da vida; a coragem destemida de amigos que descem um paralitico pelo telhado é recompensada por aquele que esperava ansioso para curá-lo…
O que nos falta para ter tamanha fé Nele? Olhar e crer que Ele vem e virá ao nosso encontro, mesmo achemos que nossa vida, como João Batista, não seja digna de atar suas sandálias. “(…) Depois de mim vem alguém que é mais importante do que eu, e eu não mereço a honra de me abaixar e desamarrar as correias das sandálias dele”.
Apesar de falhos, em seu olhar brota a sinceridade que nos convence a acreditar quando nos diz: “(…) Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria”
Essa semana os evangelhos nos presentearam, de forma singular, que renovemos nossas forças, que escrevamos novas páginas e permaneçamos de pé. Temos sim muitos erros mas temos feito um bom trabalho, mas cabe a cada um, em reflexão pessoal, o quanto preciso melhorar ou me empenhar para que vejam em mim o Jesus que tanto encantou e encanta.
Hoje é um dia ideal para renovar nossas promessas batismais!
Acredite: “(…)Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria”.
Um imenso abraço fraterno.
 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

“VEM VER!” – Olivia Coutinho.

 

Dia 05 de Janeiro  de 2017

Evangelho de Jo1, 45-51 
       
         O nosso encontro com Jesus é transformador, muda-nos por inteiros, tornando-nos mais flexíveis, mais amáveis, mais tolerantes a ponto das pessoas do nosso convívio perceberem essa mudança de imediato.
Quando abrimos o nosso coração para acolher Jesus, Ele vai entrando lentamente na nossa vida, realizando grandes maravilhas em nós, e quando nos damos conta, já estamos totalmente entregue a Ele, Jesus já tomou conta de todo o nosso ser, já não é mais possível viver sem Ele!
Quando deixamos nos Impregnar pelo o  amor de Jesus, vamos ficando parecidos com Ele na gratuidade, nos gestos concretos de amor, no modo simples de viver...
A alegria de quem faz a experiência de Jesus em sua vida, é transbordante, é uma alegria que vem da alma, que está estampada no brilho do seu  olhar! 
Quem faz a  experiência de Jesus em sua vida, não consegue guardar esta alegria, sente  necessidade de partilha-la com o outro,  no desejo de que o outro também,  possa vivenciar  esta alegria que é contagiante!
Como discípulo, que encontrou no seu  Mestre o verdadeiro sentido do seu existir, não podemos esquecer de que o nosso compromisso com Jesus, é o compromisso com a vida. Não somos verdadeiros, quando dizemos que amamos Jesus, mas não cuidamos do que é mais precioso para Ele, que é a vida humana.
O evangelho de hoje, narra o encontro de Natanael com Jesus a convite de Felipe! “Jesus viu Natanael que vinha ao seu encontro e declarou a respeito dele”: "Este é um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade"! Natanael disse a Jesus: "De onde me conheces?" E Jesus respondeu: "Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi". 
Antes do seu encontro com Jesus, Natanael se mostrou incrédulo: “De Nazaré pode sair coisa boa?”Jo1,46. Mas a partir do seu encontro pessoal com Jesus, ele proclama veemente: "Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!" 
Este episódio, chama a nossa atenção sobre a importância do nosso encontro pessoal com Jesus,  é a partir deste encontro, que acontece uma mudança radical no nosso modo de viver, passamos  a ver o irmão que antes não víamos, a partilhar a vida que pensávamos pertencer somente a nós...
Em algum momento da nossa vida, alguém nos falou de Jesus  como fez  Felipe, que  falou Dele com Natanael, mas é no nosso encontro pessoal com Jesus, que temos a mais bela certeza: Jesus é o nosso tudo! 
Que nós sejamos cristãos autênticos, sem falsidade, como Natanael, pois a Jesus ninguém engana, Ele nos conhece por dentro, nos conhece muito antes do nosso encontro primeiro com Ele! 
Em Jesus, o céu se abre e o rosto do Pai se faz visível! Jesus é a única ligação entre o céu e a terra, Nele está Deus de forma humana e o humano de forma divina! 
Proporcionemos ao outro, a alegria de conhecer Jesus, como Felipe proporcionou a Natanael: “Vem ver!”

FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olívia Coutinho
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DEUS SALVADOR SE MANIFESTA NA FRAGILIDADE DE UM RECÉM-NASCIDO! – Maria de Lourdes Cury Macedo.


Domingo, 8 de janeiro de 2016.
Evangelho segundo São Mateus 2, 1-12.

Deus amável e misericordioso manifesta seu plano de amor a toda à humanidade. Jesus, o rosto misericordioso do Pai, vem nos mostrar a face do Pai, quem é o Pai. Ninguém está excluído do plano de Deus, mas é preciso entender o modo como Deus se mostra, se manifesta a nós. “Deus é Salvador, mas se manifesta na fragilidade de um recém-nascido! Deus é luz, mas se apresenta no meio de nós na escuridão de uma manjedoura! Só podemos nos incluir no projeto do Pai se aprendermos a Amar. Somente assim a luz brilhará em nós. Nossas comunidades acenderão suas luzes de fraternidade e justiça quando acolherem a luz!”
A Liturgia de hoje nos fala da Epifania do Senhor. Epifania é a manifestação de Deus ao povo, ao mundo todo. Ele se dá a conhecer.
O profeta Isaías já havia anunciado a luz em meio às trevas. “Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti. Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina. As nações se encaminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora”.(Is60,1-3)
Neste contexto as trevas, a noite, a escuridão é Herodes e suas ações, o violento, o assassino, o prepotente, o politiqueiro, o opressor. O menino Jesus pobre, simples, humilde, reclinado na manjedoura, esse sim, é a verdadeira luz que vindo ao mundo ilumina a todos. Podemos perceber que o evangelista Mateus quer mostrar com força que a salvação não vem de Jerusalém, onde está o tirano Herodes, mas de Belém, cidade do pastor Davi.
         No tempo do rei Herodes era muito difícil, de profunda escuridão para o povo. Viver nessa época era enfrentar nuvens negras, vales profundos, abismos sem fim. Mas nada pode ofuscar a luz divina, a estrela do menino Jesus, ela brilhou no oriente e trouxe os reis magos para adorar o menino Deus, que nascera.
Os magos eram pagãos, conhecem as estrelas, mas não as Escrituras Sagradas. Eles seguem a estrela, em busca do menino Deus para adorá-Lo. Os magos, assim chamados, eram os sábios em todas as áreas do conhecimento como astrologia, medicina, ciências naturais, etc. Mas principalmente eram chamados magos as pessoas que se dedicavam à ciência dos astros. Tinham muita instrução e exerciam muita influência em seu país.
         A estrela que eles viram já tinha sido anunciada pelo profeta e o povo a esperava como sinal do nascimento do novo rei. Os magos se guiam pela estrela brilhante. Ao chegar perto do palácio de Herodes, a estrela deixa de brilhar e eles perdem a direção a seguir. Deixa de brilhar porque em Jerusalém é o centro do poder, onde predominam as trevas como perseguição, morte, corrupção, toda espécie de desonestidades, porque para não perder o poder, o status tudo vale, tudo pode!
         Podemos entender a estrela como símbolo da fé. Quando nos deixamos guiar pela fé, encontramos Jesus, pois ela sempre nos conduz a Ele.
Os magos sem saber para onde ir, sem a estrela, buscam informações a respeito do nascimento do novo rei. Onde estaria o rei dos judeus que acabara de nascer? Essa notícia se espalha e chega aos ouvidos de Herodes que o deixa perturbado, notícia que pega de surpresa Herodes e o poder religioso. Quem estaria ameaçando o seu reinado? Outro rei? Quem?
Herodes reúne os sumos sacerdotes e os mestres da Lei para saber se a informação era verdadeira. Eles confirmam a profecia de Miqueias 5,1-3, que o rei nasceria em Belém. "E tu, Belém Éfrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti sairá o que será Senhor em Israel, cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade".
         Belém não é tão insignificante quanto Herodes imaginava. Desse lugar, desconhecido, pequeno, os profetas diziam que  nasceria um chefe que iria ser pastor de Israel, que iria governar o mundo.
         Confirmada a profecia para Herodes, ele chama os magos e pede que eles confirmem o endereço onde está esse novo rei, porque ele, Herodes, quer também ir adorá-lo. Sabemos bem qual adoração ele queria fazer!
         Tão logo os magos se afastam do palácio, de Jerusalém a estrela voltou a brilhar, e os conduziu até o local onde se encontrava o menino. Reconheceram o menino e se prostraram diante dele, como diziam as profecias. Diante de Maria e do menino eles se ajoelharam, abriram seus cofres e retiraram três presentes: ouro, incenso e mirra, que simbolizavam o tipo de rei que ali estava. Um rei diferente de todos que já existiram. O ouro simbolizava a realeza de Jesus, um rei diferente. O incenso a divindade e a mirra (amarga) a humanidade do Messias, sua fragilidade como homem na paixão, e o reconhecimento de Jesus como Deus e homem. A mirra era usada para embalsamar os corpos na ocasião da morte. Oferecer mirra significou o reconhecimento da doação da vida de Jesus até as últimas consequências.
Depois que homenagearam o novo Rei, os magos retornaram para suas casas por outro caminho, que não passava por Herodes.
Amados irmãos, a lição que podemos aprender com os magos é que uma vez percebida a manifestação de Deus na nossa vida, não seremos mais os mesmos. Mudaremos o nosso caminho, queremos o caminho que nos leva a Jesus, e deixamos para traz os caminhos que não são de Deus. Vamos aprender com os magos a buscar a estrela de Belém, segui-la, mesmo que tenhamos de enfrentar os Herodes da vida.
Como os magos, vamos adorar Jesus e abrir o cofre do nosso coração, para oferecer belos presentes a Ele, como o amor, a justiça e a paz. É isso que Deus quer de nós. Saibamos reconhecer as manifestações de Deus na nossa vida e que ela provoque em nós, mudanças significativas para melhor.
Abraços em Cristo!


Maria de Lourdes