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domingo, 3 de maio de 2015

“DEIXO-VOS A PAZ, A MINHA PAZ VOS DOU”. Olívia Coutinho

 
Dia 05 de Maio de 2015
 
Evangelho de Jo14,27-31
 
           As dificuldades nos ajudam a crescer, a descobrimos a força que podemos ter, se ligados a Jesus! É nas dificuldades, que percebemos com maior intensidade a presença de Deus em nossa vida!
Mesmo quando a aridez dos desertos de nossa vida, feri os nossos pés, durante as difíceis travessias, nós não podemos desistir da caminhada. É assentando os nossos passos nas pegadas de Jesus, que chegaremos a um oásis repousante, onde vamos repor as nossas energias para dar continuidade a caminhada. E o interessante, é que  este oásis, que às vezes nos parece inatingível pode estar mais próximo de nós do que imaginamos, pode ser o nosso coração, quando habitado por Jesus! O nosso oásis é a paz de Jesus no nosso coração, é esta paz que nos dá serenidade nos momentos difíceis, que nos mantém de pé nos vendavais da vida! A  paz que vem de Jesus, é a paz que o mundo jamais conseguirá nos roubar! 
       A paz para o mundo, significa ausência de guerras, de conflitos, já para o seguidor de Jesus, paz não significa  serenidade para enfrentar os intempéries da vida! 
No coração de quem cultiva  a paz de Jesus, o sofrimento é superado  pela  certeza da vitória!
      A paz que vem de Jesus, não é uma paz da acomodação, de ver o mundo desabar e não fazer nada, pelo contrario, a paz que  vem de Jesus é uma paz inquietante, que encoraja que nos impulsiona a lançarmos no mares revoltos, sem medo de naufragarmos.
No evangelho de hoje, Jesus continua se despedindo dos discípulos. E com muito carinho, Ele lhes deixa a sua paz: "Deixo-vos a paz... mas não a dou como o mundo". Jesus sabia que a sua hora estava chegando, por isto, Ele pede a todos que não se perturbassem, e nem intimidassem os seus corações, pois Ele voltaria. Era seu desejo,  fazê-los compreender, que aquela separação não seria definitiva,  que deveria ser vista por eles, como motivo de alegria, afinal, com a sua partida, eles receberiam o Espírito Santo! E mesmo com tantas palavras de conforto, os discípulos continuavam tristes,  tinham muitas dificuldades em entender aquela separação, eles só iriam entendê-la  de fato,  depois que  lhes fosse enviado o Espírito Santo. 
Quando se fala em paz, pode nos vir a ideia de uma situação externa, onde não há conflitos abertos, no entanto, a paz verdadeira, é um estado interior de contentamento, de tranquilidade, mesmo nos conflitos. Ter a Paz de Jesus, é como sentir um raio de sol penetrar na nossa janela, num dia chuvoso! É como sentir o frescor das manhãs de primavera em pleno calor do verão, a cadência do pulsar do nosso coração, em meio ao barulho do mundo!
O mundo quer a paz, mas rejeita o dono da paz, Aquele que disse: "deixo-vos a paz, a minha paz vos dou"...
"A Paz do Senhor!" é mais que uma saudação característica dos cristãos, é na verdade um testemunho de quem realmente abraçou esta paz de Jesus e  deseja partilhá-la com o outro! A paz esteja contigo!
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia
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“EU SOU A VIDEIRA, E MEU PAI É O AGRICULTOR.” – Olívia Coutinho.

 

Dia 06 de Maio de 2015 


Evangelho de Jo15,1-8

 

 Não nascemos do acaso, somos frutos do amor de Deus, plantados aqui na terra para frutificar o mundo! E só frutificaremos o mundo se ligados a Jesus!
Deus não nos criou para sermos meros viventes, fomos criados para relacionar com Ele, e esta relação amorosa, se faz por meio de Jesus, Jesus é o único mediador entre o homem e Deus!
Somos felizes porque somos necessitados de Deus, é esta necessidade de Deus, que nos leva ao encontro de Jesus, Ele é a seiva que nos liga ao Pai!
Nada nos é imposto, Deus nos deixa livres para fazermos as nossas escolhas, Ele respeita a nossa liberdade, quer que cada um de nós, escreva a sua própria história! Temos a liberdade de escolher a direção que daremos a nossa vida, se escolhermos Jesus como o nosso referencial, com certeza, escreveremos uma bela história!
Não podemos esquecer nunca, de que a vida é a maior expressão do amor de Deus e que não conduzi-la para o bem, é a maior ingratidão do homem ao seu Criador!
"Viver" é a mais bela oportunidade que Deus nos oferece para buscarmos em Jesus, o nosso encontro definitivo com Ele!
Ouvir os ensinamentos de Jesus, não corresponde apenas na nossa audição física, sem entrar no nosso coração, nada fica, tudo que foi dito por Ele, cai no vazio.
As ações vivificantes de Jesus devem nos inquietar, despertar em nós, a responsabilidade de cuidar da vida, não somente da nossa vida, mas também da vida do outro, afinal, somos corresponsáveis pela vida do nosso irmão!
No evangelho de hoje, Jesus se compara com uma videira, da qual brotam os ramos, os ramos somos nós: galhos, folhas, flores, sementes, diferentes, mas cada um, exercendo a sua missão, buscando o mesmo objetivo que é produzir frutos, ou seja, expandir o Reino de Deus aqui na terra! Com esta comparação, Jesus nos fala claramente da importância da ligação entre humano e Divino, pois é desta ligação, que nascem os frutos tão necessários para que a vida perpetue!
A nossa ligação com Jesus, que a principio é pessoal, só se consolida, quando vivemos dentro do espírito da partilha, inseridos na comunidade cristã! Quanto mais conhecemos os ensinamentos de Jesus, maior é o nosso compromisso com Ele, e mais seremos podados! Aceitar as podas do jardineiro Maior é o primeiro passo de quem deseja produzir frutos de boa qualidade!
A palavra de Deus, é o nosso principal alimento, devemos buscá-la incessantemente, deixar-nos orientar por ela, colocá-la sempre em prática! Para que a palavra de Deus frutifique em nós, precisamos estar sempre ligados a Jesus, por nós mesmos, não produzimos frutos, somos ramos estéreis.
Deus nos ama infinitamente, mas isto não quer dizer que Ele precise de nós, Deus não precisa de nós, pois Ele é Soberano, Ele tudo pode, o que Deus quer, é contar com cada um de nós, na construção do seu Reino, sendo os ramos fecundos desta arvore frondosa que é Jesus!
Viver em sintonia com Jesus é estar firme na fé, é ter a certeza de que nunca seremos derrubados pelos ventos contrários!
A nossa opção por Jesus, deve ser radical, só assim, permaneceremos Nele, e Ele em nós!
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia
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Comentários Prof.Fernando

Comentários Prof.Fernando* 5ºdomingo da Páscoa: sobre plantas e frutos 3 de maio de 2015

Grãos ou frutas, fontes de alimento
·                  Nossa cultura é predominantemente urbana. Conhecemos plantações em geral de cinema. Quando muitos temos experiência da comida pronta, arroz, feijão, saladas, que nos dão alguma ideia do mundo agrícola. A comparação da videira, seus ramos e uvas é mais difícil para nossa compreensão imediata, a não ser em algumas áreas, no sul, de São Paulo ou recentes cultivos no nordeste onde se planta a uva e se produz vinho. O homem da cidade hoje só conhece, quando muito, agronegócios ou papeis na bolsa.
Há dois mil anos todo mundo vivia na roça e convivia com a agricultura, da terra até o prato ou o copo na mesa. E entendia facilmente a parábola que, em resumo, contém 3 explicações básicas e uma conclusão (aqui divididas em suas várias frases):
(1-A)-Eu sou a verdadeira videira e (-1-B) meu Pai é o agricultor. (2-A)-Ele corta todo o ramo que não dá fruto (2-B) e limpa o que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. (2-C)-Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. (3-A)-Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. (3-B) Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. (Conclusão): A glória de meu Pai é que deis muito fruto; então sereis meus discípulos
·                  A partir da experiência conhecida o Mestre de Nazaré fala da Vida. Quem teve escola certamente aprendeu um pouco sobre a seiva que corre da raiz até a ponta das folhas. Mas o filho o a filha do lavrador, mesmo sem escola, conhece melhor do que ninguém o que é cuidar da lavoura. Das sementes, da plantação e da colheita dependem a vida, tanto a que vem da panela e da mesa como a que vem da venda dos produtos que vão abastecer os mercados na cidade. A enxada e a cozinha ou os tratores e o dinheiro, tudo fala às crianças da roça sobre a importância desse trabalho para sua sobrevivência e para sua vida.
O lavrador e a lavoura
·                  Mais imediata ou mais remota, afinal o que quer dizer a comparação da vida que passa do tronco para os ramos? O que significa produzir frutos? Em primeiro lugar a confissão de Fé cristã começa reconhecendo que toda vida e toda criação é ação do “Pai”. O termo, usado por Jesus de Nazaré, tem, é óbvio, alguma analogia com a paternidade humana. Mas tomado ao pé da letra parece que Deus é mais “pai” do que “mãe”... que Deus é “masculino” (machista e “superior”)... tudo aquilo, enfim, que figura em nosso imaginário acostumado às coisas deste mundo visível. O “agricultor” origem, início e autor da criação (comparada à lavoura).
·                  A segunda confissão da Fé cristã declara que Jesus Cristo é a obra-prima da criação e, por isso, a verdadeira árvore da Vida. É como a videira, da qual brotam ramos e, por fim, a pendem as frutas que alimentam, que servem para fazer vinho. Jesus de Nazaré, esse homem nascido numa pequena aldeia da Palestina antiga, por incrível que pareça, é “verdadeiramente o Filho de Deus”, como percebeu o chefe romano que, junto à cruz, foi uma das testemunhas das atitudes de Jesus (cf. Marcos 15,39).
E nós nessa história?
·                  A terceira convicção expressa na parábola é dupla: se ele é a árvore, a cepa da videira e seus discípulos são os ramos, os frutos são produzidos pelos seres humanos só porque a força vital não vem das pontas, mas do tronco. E a leitura da 1ª.carta joanina, extraída do capítulo 3, hoje nos dá a chave do que significa “produzir frutos”: não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e em verdade. É este o seu mandamento: acreditar no nome de seu Filho, J.C. e amar-nos uns aos outros, como Ele nos mandou. Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele.
·                  Religiões igrejas, mesmo as muitas igrejas cristãs, às vezes multiplicam normas e “mandamentos”, esquecendo que “no princípio” Deus só deu UM, no Êxodo resumiu com Moisés DEZ. E que Jesus de Nazaré insistiu na síntese dos Dez. Em DOIS. Religiosos, cristãos e mesmo não crentes só precisam amar. De verdade. Observar os mandamentos. De Deus. E a “Palavra” limpa (como a poda que se faz nas plantas: o termo original tanto se traduz purificar como podar.
·                   “Dar glória a Deus” é dar frutos. É o que Deus deseja. Assim “sereis meus discípulos”
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
( * ) Prof.(1975-2012-Edu/Teo/Fil) fesomor2@gmail.com


“COMO MEU PAI ME AMOU, ASSIM TAMBÉM EU VOS AMEI.”- Olívia Coutinho.

 
Dia 07 de Maio de 2015
 
Evangelho de Jo 15,9-11 

         Quem se abre ao amor de Deus, tem a sua vida transformada, pois o amor de Deus é transformador, é fonte de água viva que irriga todo o nosso ser!
         Um coração humano, quando irrigado pelo o amor Divino, torna fonte de luz no mundo a tirar da escuridão, muitos corações sombrios!
        O amor de Deus, vai se manifestando em nós, à medida da nossa obediência aos seus mandamentos, que tem como chave, o mandamento do amor! Quem cumpre  este mandamento, com certeza, cumprirá todos os outros!
        Somos chamados a viver uma intimidade profunda com Deus, fazendo a experiência de Jesus em nossa vida!
         No evangelho de hoje, Jesus, em mais um de seus discursos de despedida, por ocasião de sua partida para o Pai, faz chegar ao coração dos discípulos, uma grande consolação! E essa consolação, chega até a nós, trazendo a mais bela certeza: fomos criados por amor e para o amor!
         Jesus nos ensina algo muito valioso para nossa vivencia do dia a dia, Ele nos faz um apelo: que permaneçamos no seu amor! Permanecer no amor de Jesus, é observar os seus mandamentos, é estar o tempo todo em sintonia com Ele, é dar testemunho Dele onde quer que estejamos!
        O mundo carece de amor, e nós, permanecendo no amor de Jesus, tornamos sinal vivo do amor de Deus no mundo, transformando as trevas em luz!
       O amor incondicional do Pai, que se revela em Jesus, merece de nós, uma resposta de amor, resposta esta, que só poderemos dar à Ele, se O enxergarmos no rosto do nosso irmão!
         A palavra amor, ecoa em todos os cantos da terra, mas ela só encontra ressonância no coração de quem se abre ao amor Divino!
         A prática do amor, nos insere no coração do Pai, nos torna parecidos com Jesus, o dono da Paz! É de Jesus, que nos vem a força interior, a força Divina, capaz de transformar qualquer situação adversa!
          Quando Jesus insiste para que permaneçamos no seu amor, é porque de fato, o amor realiza-nos, fortalece-nos, é o caminho para a eternidade!
           A sede de muitos, é conhecer o Pai, e Jesus está o tempo todo diante de nós, disponível, para matar esta nossa sede, Ele é a presença do Pai, a nossa fonte de água viva!
           Fortalecidos pelo Pai, guiados pelo Filho, e iluminados pelo Espírito Santo, viveremos já aqui na terra, as alegrias do céu!


FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia
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sexta-feira, 1 de maio de 2015

PERMANECEI EM MIM-Diac. José da Cruz

VI DOMINGO DA PÁSCOA 10/05/2015
1ª Leitura Atos 10, 25-26; 34-35; 44-48
Salmo 97/98, 4 “Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai”
Evangelho João 15, 9-17

"PERMANECEI EM MIM..."
Ás vezes quando me deparo com o evangelho de São João, apelo para o meu imaginário grupo de debates onde o Maneco, membro de uma comunidade das mais simples, replica, logo após a conclusão “Eta que esse tal de João gosta de complicar, porque não vai direto ao assunto?” Já o Ernesto, que é encarregado em uma empresa, gosta de ver o jeito de Jesus falar com os discípulos nesse evangelho, “Esse Jesus é dos meus, lá na fábrica é assim que eu digo para a minha turma “Se quiser ser meu amigo, faça o que eu mando”. Confesso que tomei um susto, não tinha reparado que o versículo 14 é exatamente assim “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando”.
Esta não é uma frase solta no meio do texto, mas há sempre o perigo de se fazer uma leitura fundamentalista da Palavra de Deus, pois o meu irmão de grupo gosta de ser mandão na comunidade, porque é essa a sua rotina na empresa, e assim ele se identifica com Jesus, que nessa frase parece mesmo ser “mandão” e autoritário, bem do tipo, se não for pra fazer do meu jeito, então não quero. Entretanto o ensinamento é outro... Foi quando Dona Maria, que trabalha de doméstica há muito tempo, fez uma observação interessante, que eu nem havia pensado. “O senhor me desculpe, pode ser que vou falar bobagem, porque não tenho estudo de teologia, mal fiz o antigo ginásio, mas parece que Jesus diz aí, que ele nos trata como amigos e não como servos, mas o gozado é que ele mesmo falou em um outro evangelho, que veio para servir e não para ser servido, quem serve é servo”.
Dona Maria não quer nem saber se o jeito de João escrever seu evangelho é diferente dos sinóticos, mas parece que “matou em cima” a questão intrigante. Na relação de trabalho, quem serve é quem é mandado, na comunidade enquanto igreja, quem serve é aquele que ama. Diante dessa observação feita ao grupo, levantou-se o “Mota” pessoa que na paróquia é o responsável em buscar as hóstias e partículas no Mosteiro das irmãs. “Óia gente, andei contando por curiosidade e vi que só nesse evangelho, João escreveu nove vezes o verbo amar, acho que isso quer dizer alguma coisa” Parece que o Mota “mordeu a isca” -- pensei com meus botões - Quem experimentou tão intensamente e de maneira profunda, o amor de Deus manifestado em Jesus de Nazaré, não vai mais falar de outra coisa na vida, que não seja desse amor, não é atoa que o evangelho o chama de “Aquele discípulo que Jesus amava”, não porque o Senhor o amava mais que aos outros, mas porque ele, o discípulo, compreendeu que Jesus é o Amor do Pai manifestado entre os homens, não só compreendeu, mas experimentou, e esta manifestação não é exclusiva para alguém, mas a todos os homens.
Roseli, uma jovem que também integra o nosso grupo, e que anda nas nuvens porque está namorando um catequista da comunidade, fez um comentário belíssimo “Então a gente pode dizer que Jesus é o amor ESCANCARADO de Deus para os homens!”. Escancarado é aquilo que não se tem como esconder, não dá para disfarçar, como os olhos brilhantes da Roseli, quando está perto do namorado. Quem se sente amado por alguém, não tem como disfarçar a alegria, o bem que a outra pessoa lhe faz, só de estar perto, e aqui dá para entender a expressão “Eu vos digo isso, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja plena”.
A descoberta de que Deus nos ama tanto, e de maneira apaixonada em Jesus, faz a gente se tocar, a vida ganha um novo sentido, um novo horizonte se descortina, pois há uma palavra chave em João, que nos permite sonhar esse sonho realizável, que é ser feliz plenamente. Permanecei em mim. Permanecei no meu amor. Quem ama quer o outro sempre junto, e aqui, o poder de Deus torna-se frágil diante da liberdade humana, Deus não pode nos manter junto dele, sem o nosso consentimento, sem a nossa vontade! Cá entre nós, sei que é isso que acontece com a Roseli, que se encantou com o moço da catequese, eles até estão namorando, mas a verdade é que ele, embora muito sério, não está muito afim da coitada, mas para não magoá-la, mantém o namoro, e o pior é que um dia, uma amiga confidenciou à Roseli essa verdade, e para espanto da outra, a Roseli disse simplesmente “Não tem problema, eu só quero amá-lo, não precisa que ele me ame”.
Pronto, chegamos a um ponto culminante da nossa reflexão, Deus quer e sempre quis, e sempre vai querer nos amar, mesmo que não seja correspondido, o seu amor Ágape é o amor oblativo, é o verdadeiro e único amor, enquanto que o nosso jeito de amar é ainda tão pequeno, não passa do amor Filia. Afinal, quem é que conseguiria retribuir a altura, todo esse amor e ternura, que Jesus Cristo tem por cada um de nós? Esta é uma dívida impagável...
Entretanto há algo que podemos fazer, que está ao nosso alcance, e que faz com que Deus se sinta correspondido em seu amor... “Amais-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”. O “ASSIM COMO...” não é uma exigência que o nosso amor seja perfeito como o dele, mas se refere a gratuidade e incondicionalidade, se amarmos desse jeito as pessoas, já está de muito bom tamanho.
Amar assim é ir além da "FILIA", é meio caminho andado para o AMOR ágape. Permanecer em Cristo e no seu amor, é viver de tal forma a comunhão com ele, que o nosso jeito de ser, de viver e de amar, acaba refletindo para o próximo, o próprio Cristo. E assim, em nosso amor tão frágil, as pessoas descobrirão a fonte do verdadeiro amor, que é Jesus Cristo, foi isso que aconteceu com João, e que revolucionou a sua vida, ele olhou para Jesus, e descobriu nele o Amor de Deus, por isso deu com a boca no trombone e saiu falando aos quatro cantos, QUE O NOSSO DEUS É AMOR! ( VI Domingo da Páscoa – João 15, 9-17 Ouça essa reflexão http://evangelizandotododia.spaceblog.com.br/



O mundo-Diac. José da Cruz


SÁBADO DO TEMPO PASCAL 09/05/2015
1ª Leitura Atos 16, 1-10
Salmo 99(100), 2 a “Servi o Senhor com alegria”
Evangelho João 15, 18-21

A Palavra "mundo" é largamente empregada pelo evangelista João, mas as vêzes com sentido diferente, neste evangelho por exemplo, mundo não é o planeta ou a Obra da Criação, mas sim o mundo do mal, dos que deliberadamente se opõe a Verdade que Deus revelou em Jesus. Odiar é o contrário do Amar, o amor quer a Vida do outro e a sua alegria, o Ódio quer a morte e a destruição daquele que é odiado.
O homem quer um Deus forte e poderoso, um ser de moral irreprensível, seguidor da lei de Moisés, um Deus que privilegie os justos e santos, e que castigue implacavelmente os injustos e pecadores. Um Deus que continue a ter uma raça escolhida, exemplo de pessoas boas, sinceras, e que por isso mesmo são sempre abençoadas com longa vida, e bens materiais. Um Deus que se valorize e que não se misture com os míseros mortais.
O primeiro problema na relação da comunidade judaica tradicional com Jesus, Ele não atende essa expectativa e ainda por cima, se relaciona com pessoas que nem de longe fazem parte da "raça escolhida e Nação Santa". Mas o que provocou o ódio e a rejeição a Jesus por parte dos Judeus tradicionais, foi ele ter se apresentado como Filho de Deus, o grande esperado e não havia outro.
Os seguidores autênticos de Jesus o imitam em tudo, ensinam suas palavras, realizam as mesmas obras, ou seja, dão continuidade á Missão de Jesus tornando-se assim a prova inequívoca de que Jesus ressuscitou, está vivo e caminha com eles. Quem odeia a alguém, quer ver esse alguém morto, esmagado e destruído para sempre, e alguém que lembre4 essa presença, só fará aumentar o ódio dos seus opositores.
Na pós modernidade essa rejeição e esse ódio por Jesus, seu evangelho e seu reino, continua. Muda-se a referência, os Judeus conservadores o odiavam porque ele não correspondia ao modelo de Messias que eles acreditavam, a partir de suas tradições e da escritura, já o homem da pós modernidade quer um Jesus que seja á sua imagem e semelhança, adequado a um estilo de vida que privilegie a busca de prazer, de realização pessoal, em um egocentrismo exacerbado onde o homem é o deus de si mesmo.
Qualquer postura, pensamento ou atitude que contrarie tudo isso, irá atrair ódio e rejeição. O discípulo de Jesus sempre navega contra a correnteza!


Só ama, aquele que se sente amado-Diac. José da Cruz

SEXTA FEIRA DA V SEMANA DA PÁSCOA 08/05/2015
1ª Leitura ATOS 15, 22- 31
Salmo 56 (57) “Entre os povos, Senhor, vos louvarei: eu vos salmodiarei entre as nações”
Evangelho João 15, 12-17

                                                  " Só ama,  aquele que se sente amado..."

João vai dizer em seu evangelho que "Deus é Amor". A Encarnação de Jesus fez com que Deus mergulhasse na Vida do Homem, e possibilitou a este mergulhar na Vida de Deus. Não havia até então, na humanidade, uma expressão de amor tão autêntica e grandiosa. O amor humano era marcado por limites e tolerâncias e o apóstolo Pedro, quando indaga a Jesus se se deve perdoar até sete vêzes, mostra bem esse modo limitado do homem amar.
Por isso somente Jesus nos poderia ter dado um mandamento assim, pois o amor sem medidas, manifestado na gratuidade e incondicionalidade, era visto como uma loucura. É esse exatamente o amor que encontramos em Jesus. "Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amo...". Esse é um mandamento originariamente cristão. Não é um amor segundo os padrões humanos, mas brota de Jesus, do seu coração Sagrado e humano.
A iniciativa é toda de Deus, ainda que o ser humano permaneça na indiferença e na incredulidade, ainda que o ser humano negue ou ignore Jesus, ainda que o Ser humano ridicularize o cristianismo hostilizando os cristãos, apesar de tudo isso, Deus jamais deixará de amar o homem,  e na Força desse amor sempre terá a iniciativa de se manifestar ao homem, até o derradeiro momento de sua existência.
Um dia, tocado pelo próprio Deus, o homem se abre para esta Graça e se sente amado e querido por Deus, percebe que não se trata de um amor platônico, mas de um amor ágape, totalmente gratuito e incondicional. Um amor desde toda eternidade, que não dá para ser guardado,  mesmo porque não há coração humano que o comporte. Esse amor cria laços com o próximo, e assim vamos refletindo em nossas relações todo esse amor Divino e sublime e através do homem, esse amor de Deus vai se propagando, formando um grande elo que no final resultará na visibilidade do Reino de Deus que é puro amor.


O Amor do Pai pelo Filho-Diac. José da Cruz




QUINTA FEIRA DA V SEMANA DA PÁSCOA 07/05/2015
1ª Leitura Atos 15, 7 – 21
Salmo 95 (96) “Proclamai as Nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas
Evangelho João 15, 9 -11

      " O Amor do Pai pelo Filho....."

Estamos habituados a pensar no amor como um sentimento que nos obriga a retribuir de alguma maneira  a quem nos ama, e que tem suas razões de ser. Olhamos para Jesus, o Filho de Deus e poderíamos nos perguntar, que razões Jesus dá, para que o Pai o ame...
Mil razões....Jesus merece ser amado pelo Pai, é Filho Fiel, obediente, que prioriza a Vontade do Pai, que se move a partir do Pai, que se aniquila, se rebaixa e se deixa esmagar, para cumprir toda a Vontade Daquele que o enviou....Um Filho assim, que dá todas as razões para ser amado, todo mundo queria ter um..... Sendo bom, fiel e justo, santo e perfeito, Jesus pode contar com o Amor do Pai, que é sempre intenso e grandioso. Enfim, podemos concluir com nossa lógica humana, que o Pai o ama porque Ele de fato é bom...o Amor de Deus pelo Filho Jesus é real, concreto, verdadeiro, sem dúvida alguma....
Neste evangelho ao falar com seus discípulos sobre esse amor, Jesus afirma algo que desnorteia a todos: Assim como o Pai me ama, eu também vos amo! Assim...desse mesmo modo....do mesmo jeito, com a mesma intensidade . Que motivos ou razões, damos todos os dias para que Deus manifeste todo esse amor por cada um de nós ? Certamente nenhum...
Mas há duas palavras chaves, duas recomendações de Jesus neste evangelho, a seus discípulos de ontem e de hoje. Perseverar e ser constante no amor de Cristo. Só há um modo de ser constante e perseverante nesse amor: é guardar os mandamentos que Jesus nos deu...Se antes, a perseverança e a constância para com Deus, dizia respeito á observância da Lei, agora o amor é a Lei....
Não somos amados porque somos bons, ou porque, de algum modo damos motivos para que Deus nos ame. Não há razão para que Deus nos ame desse jeito tão apaixonado.... E o amor ao próximo, com essa mesma intensidade é a maneira que o discípulo tem, de corresponder a este amor Divino. Exatamente por isso que João, falando sobre a autenticidade do nosso amor a Deus, irá dizer “Quem diz que ama a Deus que não vê, mas não ama ao próximo que está do seu lado, é mentiroso e a Verdade não está nele”