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terça-feira, 1 de outubro de 2013

No reino de Deus não existe maior e menor-Helena Serpa



Êxodo 23, 20-23 – “a figura do Anjo da Guarda.”

Precisamos acordar para a realidade espiritual dos anjos do Senhor e estar mais atentos à voz que fala aos nossos corações para perceber o grande presente que Deus nos concedeu. A Bíblia é muito clara quando nos apresenta a figura do Anjo da Guarda. Ele é aquele que vai à nossa frente, que nos guarda pelo caminho e nos conduz ao lugar que o Senhor nos preparou. “Ele nos ampara e nos defende  dos perigos com que os espíritos maus nos tentam, na nossa vida terrena. “Porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos, eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90,11-12). Os Anjos da Guarda estão repletos de dons e privilégios especiais, com uma missão insubstituível ao longo da criação. Eles possuem a natureza angélica espiritual, que é a síntese de toda a beleza e de todas as virtudes de Deus, por isso impossível de ser representada”.  leia mais em:http://www.arcanjomiguel.net/anjo-guarda.html#ixzz2g1Y9ynT4
Se todos nós tivéssemos a consciência disso, talvez o medo não nos atingisse tanto, e conseguíssemos seguir mais confiantes enfrentando os desafios da nossa vida.    A promessa de Deus é firme: “O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá”, portanto, precisamos nos apossar da Palavra do Senhor nos momentos em que vamos encarar os “inimigos”, isto é, as adversidades e dificuldades da vida. O Senhor está sempre ao nosso lado para nos defender e nos guiar. -  Você tem invocado a presença dos anjos do Senhor? Você reza pedindo a proteção do seu anjo da guarda? -  Senhor põe Teus anjos perto de mim. Essa é a invocação que devemos fazer constantemente na nossa vida.

Salmo 90 – “O Senhor de uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem!”

Esta é a ordem que o Senhor dá aos Seus anjos. Este salmo é um hino de louvor à proteção de Deus através dos anjos e uma proclamação da confiança que têm aqueles que habitam sob o abrigo   do altíssimo. Podem cair mil à nossa esquerda, ou à nossa direita, mas nós continuaremos de pé, confiantes.

Evangelho – Mateus 18,1-5.10 – “no reino de Deus não existe maior e menor ”


O reino dos céus é o Amor Eterno de Deus vivendo em nós e  manifestando-se através de nós. Nele não existe maior e menor, pois todos nós somos os pequeninos a quem o Pai atrai e sustenta com o Seu Amor. Quem se compreende assim, pequeno, pecador, ovelha fugida e necessitada, este é que é grande no reino de Deus. Por isso, Jesus é muito firme e direto quando nos aponta o ser criança como condição para que possamos usufruir do Seu reinado e da assistência dos Seus anjos. Quando nos convertemos, nos tornamos como criança aos olhos do Pai. Somos como um filho pequeno e amado, dependentes do Seu amor. Com efeito, todos nós necessitamos saber que temos no céu, diante do trono do Pai, o nosso anjo da guarda contemplando a Sua Face e velando pela nossa vida. Peçamos, portanto, ao nosso Anjo da Guarda que nos ajude a nos tornar crianças dependentes da Sua proteção, ajuda e assistência.  Aquele que não confia na proteção do Senhor através dos seus anjos não pode ser considerado pequenino, portanto não entrará no reino dos céus.  Reflita: – Como você se sente aos olhos de Deus: grande ou pequeno (a)?  -  Será que você está perdendo tempo querendo ser “grande” e deixando passar a graça de viver aqui o reino de Deus?- Você acha que ser sábio nas coisas de Deus vai lhe ajudar na sua salvação? Pense sobre isso. – A partir de hoje comece a fazer todos os dias a oração para o seu anjo: “Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa, me ilumina. Amém!


Deus aumente a nossa Fé! - Diac. José da Cruz


27º DOMINGO DO TEMPO COMUM  06/10/2013
1ª Leitura Habacuc 1, 2-3.2-4
Salmo 94 (95), 7 “Quem dera hoje ouvir a sua voz”
2ª Leitura 2Timóteo 1, 6-8.13-14
Evangelho Lucas 17, 5-10
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Eis um evangelho onde, se o leitor não prestar muita atenção, irá pensar que são dois assuntos diferentes que Jesus está tratando. Os apóstolos lhe fazem um pedido que nós todos sempre fazemos: Para que Deus aumente a nossa Fé! Jesus acolhe o pedido mas vai lhes dizer que “Se a Fé que eles tinham  fosse tão pequenina como o de um grão de mostarda, conseguiriam até arrancar uma amoreira e fazê-la sozinha plantar-se ao mar”, ou seja, com um pouco se faz muito além do que se pode.
Arrancar qualquer árvore adulta, usando as próprias mãos, já requer um grande esforço, uma amoreira mais ainda, pois sua raiz é grande e muito entrelaçada, exatamente como suas ramagens se apresentam. Arrancá-la dando uma simples ordem verbal, sem por as mãos, e ainda fazê-la plantar-se ao mar, ora, a amoreira teria que afundar, atingir o solo do fundo do mar e penetrar na terra. Mesmo estando em um contexto longe da narrativa do evangelho, do Jesus Histórico e seus seguidores, a gente conclui que essa seria uma ação impossível humanamente falando.
Se a reflexão parasse por aqui a conclusão seria essa: Os apóstolos não tinham nenhuma Fé, pois se tivessem, poderiam fazer grandes proezas, como aquela que Jesus lhes propôs como exemplo. Se a Fé fosse isso, seria tão bom para todos nós. Faríamos grandes proezas e não passaríamos mais nenhuma necessidade. Essa é a Fé Mágica que muitos querem ter pois sempre diante de algo difícil de se conseguir, não falta quem diga “Você precisa ter mais Fé”
Mas a reflexão tem sequência quando Jesus lhes fala da relação entre servo e seu Senhor. Mudou o assunto? Não. Jesus agora irá aprofundar o ensinamento. Os apóstolos, embora seguidores de Jesus, ainda não tinham conseguido mudar a mentalidade sobre o Messias e no fundo pensavam como a Comunidade Judaica, principalmente os Fariseus e Doutores da Lei, para os quais, Deus estava á sua inteira disposição, desde que cumprissem toda Lei de Moisés, atendendo rigorosamente a todas as prescrições e determinações. Com uma conduta e procedimento de um Justo, Deus era obrigado a atendê-los concedendo todas as bênçãos e promessas feitas a Abraão e sua descendência, pois tornavam-se merecedores.
Entre nós, quando alguém recebe algum benefício, ou acontece algo de bom que vai lhe trazer vantagens, principalmente financeiras e materiais, os mais próximos o saúdam e o cumprimentam, dizendo “Olha, você merece!”. Essa mentalidade Farisaica perpassa o tempo e o espaço,  e ainda contamina nosso coração diante de Deus, pois, quando peco mereço o castigo, quando me confesso e procuro viver bem, na Graça de Deus, então sou merecedor das bênçãos e do Céu , que um dia Deus me dará, porque sou realmente muito bom, como Cristão.
Fé consistente, não é aquela que faz coisas prodigiosas, sem explicação, mas sim aquela que consegue transformar a nossa mentalidade religiosa, e consequentemente a nossa relação com Deus! Algo tão difícil como arrancar uma amoreira com raiz e tudo e fazê-la plantar ao mar...Os Dons maravilhosos que o Senhor nos concede, são todos imerecidos.Um coração contaminado pelo orgulho, vaidade e prepotência, nem sempre aceita o que é de graça, porque isso seria reconhecer a superioridade de quem nos concede, por isso os pobres e pequenos sempre foram os preferidos de Deus. De igual forma os que se julgam pecadores e estão afastados da comunidade, em geral estão sempre abertos para essa experiência impar com a gratuidade do grandioso Amor Divino , que na sua Graça nos transforma por inteiro, arrancando de nosso coração as raízes entrelaçadas de pensamentos egoístas, que nos impedem de nos abrir á Deus.


Os discípulos entram em campo” -Diac. José da Cruz

SÁBADO DA 26 ª SEMANA DO TEMPO COMUM – 05/10/2013
1ª Leitura Baruc 4, 5-12.27-29
Salmo 68(69) “Porque o Senhor ouve os necessitados”
Evangelho Lucas 10, 17-24


Quando militei no jornalismo da minha cidade, acompanhava o campeonato varzeano e gostava de estar no vestiário das equipes, antes e depois de uma partida importante. Havia um técnico que tinha um discurso assim, quando a equipe vencia um jogo importante "Ganhamos só uma partida, ainda não somos campeões de nada!". Claro que ele vibrava muito com o desempenho da sua equipe, a frase não queria acabar com a festa, mas apenas lembrar que havia  outras partidas a serem vencidas á frente.
Jesus colocou os seus discípulos em "campo" isso é, enviou-os em missão e deu-lhes poder sobre o mal, não podemos aqui pensar em um Poder sobrenatural de realizar prodígios, senão uma pessoa comum que vive a sua Fé nos dias de hoje, jamais iria entender o discipulado como missão, ou acharia que se trata de pessoas especiais, ungidas, fora do comum.
Geralmente, a maioria dos técnicos de times de várzea, já foram jogadores das equipes da cidade, conhecem bem as estratégias e artimanhas do adversário, conhece o campo e sabe onde seus pupilos irão pisar e é comum que em jogos importantes e decisivos, transmitam essa bagagem e experiência aos jogadores, que tem disposição, energia, mas ás vezes falta-lhes experiência para o confronto.
Assim, é Jesus Cristo na relação com os discípulos, ele é homem, conhece o Bem que habita plenamente nele enquanto Deus, mas conhece também as Forças do Mal, sabe qual a estratégia do inimigo do Reino, sabe que a missão dos discípulos não será um mar de rosas e os envia, não sem antes instruí-los e municiá-los com dons, carismas e todo conhecimento. A missão foi bem sucedida, a se julgar pela euforia dos discípulos, eles ganharam o jogo, e agora Jesus, como aquele técnico prudente, quer prepará-los para novos combates contra o mal."Não vos alegreis porque os espíritos se sujeitaram a vocês, mas sim porque estão fortalecidos para o resto do combate que terá um final de glória para o Reino de Deus”
Os discípulos são super homens, são pessoas comuns, que seguem a Jesus e Nele acreditam, na sociedade daquele tempo, de nada valiam, não eram poderosos, nem ricos ou importantes, mas perceberam que o Reino Messiânico está em Jesus e não nas Instituições Humanas. Por isso Jesus louva o Pai extravasando toda sua alegria, os poderosos não sabem, mas ali naquele grupo de homens humildes algo grandioso está surgindo e se tornando realidade, marcando o início de um reino que prevalecerá sobre todos os reinos e impérios do mundo, em todos os tempos.

Hoje os discípulos somos nós, e, portanto, a cada dia devemos também nos recolher em Jesus Cristo louvando e agradecendo, porque em sua Graça vivemos mais um dia comprometidos com o Bem, e usando a liberdade que a sua Salvação nos conferiu, em nossas ações e palavras, botamos o Mal prá correr, reafirmando assim a nossa esperança na plenitude do Reino que já está entre nós...

"Tenho medo do Cristo que passa..." -Diac. José da Cruz


SEXTA FEIRA DA 26ª SEMANA DO TC 04/10/2013
1ª Leitura  Baruc 1, 15-22
Salmo 15(16) “ Senhor, vós sois a minha parte da herança“
Evangelho Lucas 10, 13-16

                                  Neste mês da Bíblia, na minha comunidade, para acolher a Santa Palavra, antes das leitura cantamos esse hino que é muito significativo "É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa, tua Palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal/  tenho medo de me esconder, de fingir que não escutei, tenho medo do Cristo que passa, oferece uma graça e eu digo que não, tenho medo de virar as costas, fingir que a coisa não é comigo, enfim, ser indiferente as manifestações de Deus em nossa vida...
Seria este o contexto da reflexão, as cidades de Coroazim, e Betsaida, conheceram Jesus, viram seus prodígios mas o rejeitaram. A responsabilidade de quem ouviu o anúncio e conheceu a Jesus Cristo, o seu Reino e seu evangelho, é enorme de grande.
As cidades de Tiro e Sidônia, habitada por pagãos, ainda não haviam tido essa experiência com Jesus, não o conheciam, nada sabiam das escrituras ou sobre o tal Messias. É difícil afirmar quem conhece a Jesus e quem ainda não o conhece, a verdade é que, na Força do Espírito Santo,  Deus chega a todos os homens e consegue penetrar-lhes no mais profundo do coração e da alma.
Neste evangelho poderíamos refletir sobre o nosso papel de Cristãos no mundo enquanto Igreja de Cristo.  Temos os Sacramentos, a Palavra Viva de Deus em nossas liturgias, e o mais importante, temos a Santa Eucaristia, presença real do Senhor, que nos fortalece.
Tudo isso é pura Graça de Deus, dom imerecido de nossa parte, com todos esses dons, cada um de nós deverá ter feito uma profunda experiência com Jesus Cristo, e a partir disso dar o testemunho a todas as pessoas com quem convivemos ou que de algum modo fazem parte de nossa vida.
Se essas pessoas ainda não conhecem Jesus, a responsabilidade é toda nossa, que não o testemunhamos, principalmente fora da comunidade, na Família, no trabalho, na escola, enfim, onde estivermos. A esse respeito lembro-me de de Iris Gomes, uma negra que deu o seu testemunho a mais de 80 Bispos em um encontro no Rio de Janeiro, ela queria ser religiosa de Vida Consagrada, mas o seu Diretor Espiritual orientou que o seu lugar não era no convento, mas sim no mundo do trabalho.

Iris trabalha há mais de 20 anos nos bastidores das novelas da Rede Globo, e diante deste evangelho, fiquei pensando, que se ela insistisse na idéia de ser Religiosa, fechada em um convento, quantos artistas teriam deixado de conhecer a Jesus... Lá onde parece que só há hostilidade contra o evangelho de Jesus, é o melhor lugar para se viver autenticamente o cristianismo. Esse evangelho nos convence disso, e o mundo aguarda ansioso, pelos  Discípulos Missionários do Senhor, você, eu e nós todos, que somos batizados e termos algo importante a dizer em todos esses ambientes, aparentemente hostis ao evangelho. Vamos nessa? 

Os preceitos do Senhor são retos - Diac. José da Cruz


QUINTA FEIRA DA 26ª SEMANA DO TC 03/10/2013
1 Leitura Neemias 8, 1-4ª 5-6.7b-12
Salmo 18(19),9ª “Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração”
Evangelho Lucas 10, 1-12
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Nada melhor do que uma conversa (ainda que seja em nosso imaginário) para apimentarmos a nossa reflexão , fomos atrás de um dos 72 enviados
---------  Assim que vocês foram enviados, Jesus falou aquela frase de caráter vocacional”A messe é grande e os operários são poucos. Por que?
Disc. Anônimo ----Bom, a frase expressa a realidade daquele tempo, depois dos tempos pós-pascais, projetando-se para o futuro e chegando hoje a vocês também, a demanda de pessoas a serem evangelizadas será sempre maior do que os missionários.
--------E por que tem que rezar ao Dono da Messe, para que resolva a situação enviando mais operários?
Disc. Anônimo ----- ah...isso é importante, ninguém se torna missionário evangelizador por conta própria, se o próprio Senhor não suscitar em seu coração esta graça, em suma, não se trata de um empreendimento humano....
____Ser enviado como cordeiro no meio de lobos, é algo meio desanimador, não é?
Disc. Anônimo -----sim, mas é um alerta que o Senhor nos faz, cordeiro representa a fraqueza, a fragilidade do missionário diante dos poderes do mundo, estaremos sempre em menor número, sempre haverá alguém, alguma força ou ideologia que quer devorar e exterminar quem anuncia a Boa Nova. O texto aponta para os últimos 40 anos do primeiro século, quando a perseguição aos cristãos foi intensa.
___Então hoje estamos livres dos lobos?
Disc. Anônimo ------claro que não! O cordeiro é presa fácil nas garras do lobo, os cristãos discípulos missionários pagam um alto preço pela sua fidelidade nos dias de hoje. Os lobos famintos para destruir a vida, estão por toda parte....
____Há uma série de recomendações para os discípulos, dá para resumir tudo isso, ou cada uma delas têm um significado especial?
Disc. Anônimo ------Primeiramente o texto afirma que o discípulo missionário é um peregrino por este mundo, daí vem as recomendações de desapegar-se de toda e qualquer segurança que esta vida possa nos oferecer.
-------E a questão da hospedagem, que não pode ser mudada do começo ao fim da missão?
Disc. Anônimo --- Em encontros de CEBs e outros movimentos populares, as comunidades oferecem hospedagem aos que vêm de fora, nas casas de membros da própria comunidade, imagine você querer um hotel 5 estrelas e acaba pegando uma casa mais modesta? O autêntico discípulo missionário contenta-se como o que lhe oferecem, pois não anda atrás de luxo e grandezas mas o seu foco é o anúncio da Palavra.
_____Finalmente a  última e mais intrigante exortação, que negócio é esse , de quando não for bem recebido, saia na rua e rogar uma praga pro Dono da casa, batendo os pés no chão para deixar a poeira? Não parece coisa de cristão, não é?
Discípulo anônimo -----Espere aí, não é praga ou maldição, como muita gente pensa. Esse gesto é um profundo apelo á conversão, pois a pessoa têm o direito de rejeitar a Palavra de Deus, é livre para isso, porém, o discípulo missionário, não pode compactuar com essa recusa e deve mostrar que a pessoa está fazendo uma ruptura com Deus, está recusando o maior dos tesouros que é a sua Palavra. Não deve, portanto o discípulo missionário calar-se diante dessa recusa, mas de alguma forma mostrar que ouve esta ruptura entre a Palavra de Deus e a Vida daquela pessoa.  Um dia, pela graça de Deus aquela pessoa cairá em si, percebendo a besteira que fez ao recusar ouvir a Palavra, se estiver ainda nesta vida, poderá retornar em tempo, mas se for na outra, então o rigor será bem maior, pois, terá plena consciência de que a Verdade lhe foi comunicada, mas só que agora a ruptura é definitiva e NUNCA mais ouvirá Deus lhe falando....
___Ou seja, desperdiçou a maior chance de sua vida, ao recusar ouvir a Palavra?
Disc. Anônimo ____ Pois é isso. Todo ser humano sem exceção tem a oportunidade de encontrar-se com Deus em sua Santa Palavra. Ouvi-la e abrir á ela é uma decisão que compete a cada homem....


“Servir com alegria aos menos importantes” -Diac. José da Cruz


QUARTA FEIRA DA 26ª SEMANA DO TC 02/10/2013
1ª Leitura Êxodo 23, 20-23
Salmo 90(91),11 “Porque os seus anjos ele mandou que te guardassem em todos os seus caminhos”
Evangelho Mateus 18, 1-5.10


A  gente está habituado a servir, ser gentil e acolhedor, com gente importante, no trabalho profissional buscamos agradar ao chefe e demais superiores, quando mais importante o cargo e a função de quem nos pede algo, mais que vamos nos esforçar para atendê-lo. Talvez não só por questão de obediência, mas muito mais porque, sendo importante, aquela pessoa pode nos ajudar a subir dentro da empresa, nomeando-nos quem sabe para algum cargo. Quando esse modo de agir é uma obsessão, determinando nossas relações com essas pessoas, acaba se tornando "puxa-saquice" sem tamanho, mas no fundo é isso mesmo, gostamos de servir a quem pode nos retribuir com algo vantajoso.
Podem reparar que trazemos esse modo de agir para a comunidade, o pessoal da liturgia trata o Padre de um jeito, o Diácono de outro, e o coitado do Ministro da Palavra é o último que fala e o primeiro que apanha. Por que isso? Por que se observa as pessoas através de uma visão hierarquizada. Conforme se tem um cargo maior, mais “servidores” vão aparecer.
Não sou contra, dar uma atenção maior ao sacerdote, ao arcebispo, quando está em uma comunidade, são nossos pastores que nos orientam, nos apontam caminhos. Não há nada de errado nisso. Mas as pessoas são iguais e o espírito cristão tem que nos levar a agir dentro dessa igualdade.
No evangelho de hoje Jesus vai além e coloca como referência as criancinhas e os meninos, que naquele tempo eram insignificantes na sociedade, além das mulheres. Criança nem entrava nas estatísticas e eram totalmente dependentes dos adultos, começando pelos pais e parentes. Não tinham nenhuma autonomia e só lhes restava obedecer e fazer o que os adultos mandavam, diferente de hoje quando há até leis específicas que garante o direito das pessoas, crianças, adolescentes, jovens e idosos.

Os discípulos fizeram uma pergunta “Quem é o maior no Reino dos Céus?” porque seguiam essa lógica da submissão a quem é o maior. Jesus, entretanto desmonta esse esquema de domínio sobre as pessoas e afirma que no Reino, os pequenos, pobres, insignificantes, é que devem ser servidos. Esse ensinamento, tanto nos tempo dos discípulos e das primeiras comunidades, como em nossos dias,  parece absurdo porque na lógica humana somente as pessoas importantes são valorizadas. Mas Jesus não está fazendo um belo discurso demagógico como o de alguns políticos, pois na conclusão do evangelho, com a parábola da ovelha desgarrada, ele nos mostra que o Pai do Céu age assim com todos nós,buscando a ovelha perdida e a valorizando mais que as outras

“Serenidade, a marca do Discípulo”-Diac. José da Cruz


TERÇA FEIRA DA 26ª  SEMANA DO TC 01/10/2013
1ª Leitura Zacarias 8, 20-23
Salmo Zacarias 8,23 “Queremos ir convosco, porque soubemos que Deus está convosco”
Evangelho Lucas 9, 51-56

                                           “Serenidade, a marca do Discípulo”-Diac. José da Cruz

Há uma virtude que é essencial em um Discípulo: a serenidade! Jesus está na reta final da sua missão que terá o ponto culminante em Jerusalém e enviou á frente, pelo caminho, seus discípulos. Já se faz tarde e é preciso pensar em uma pousada para dar continuidade no dia seguinte á caminhada. Samaria seria o ponto de parada e os discípulos incumbidos dessa providência, Tiago e João enfrentam a hostilidade de Samaritanos, que se recusam a receber como hóspede um homem que vai para Jerusalém, pois Judeus e Samaritanos não se davam, eram como duas torcidas de dois grandes times, em dia de clássico, cada um por um caminho senão a briga era inevitável e o ódio explodia.
Tiago e João ficam indignados e perguntam a Jesus se este não quer que eles roguem uma boa praga sobre aqueles ingratos, fazendo chover fogo do céu em suas cabeças...Pronto! Perderam a serenidade diante da rejeição á Jesus! Em nossas comunidades sempre há os defensores ferrenhos da Igreja, da Verdade, do Bispo e do Padre, se alguém falar alguma coisa contra á religião, já querem partir para a ignorância. Uma vez presenciei um membro de comunidade, que se atracou com um Espírita, por causa da devoção a Nossa Senhora Aparecida. Já vi também na fábrica, pessoas perderam a amizade por causa de discussões religiosas. Se o Cristão perder a serenidade, diante das contrariedades, a missão vai por água abaixo pois perde-se o foco da mesma...
Lucas nos apresenta Jesus determinado, decidido, resoluto a cumprir a missão que terá o seu desfecho em Jerusalém, nada mais o irá deter, muito menos aquela rejeição dos Samaritanos, que também, juntamente com toda humanidade, irão ser Salvos pela sua obra. Discípulo que não aguenta as contrariedades, que perde a estribeira diante de fatos como este, demonstra não ter maturidade suficiente na Fé, agindo sob impulso da paixão, em um fanatismo que destrói a essência de qualquer religião.

Samaritanos também se salvam, os que hoje rejeitam o evangelho, os que atacam a nossa Igreja, os que ridicularizam com as coisas Sagradas da nossa Igreja, inclusive os Ministérios, também poderão ser salvos, pois, responder rejeição com rejeição, ódio com ódio, preconceito com preconceito, jamais será digno de um cristão porque contradiz o Mandamento maior do Amor, que a tudo perdoa, compreende e dialoga. Em nenhum momento de sua vida Jesus odiou os que o rejeitaram e o condenaram á morte, ao contrário, do alto da cruz, agonizante, pediu ao Pai que os perdoasse, porque não sabiam o que estavam fazendo. O equilíbrio na Fé nos permite estarmos sempre abertos ao diálogo com o “diferente”. O nosso querido Papa Francisco vem fazendo isso com grande maestria. Vamos imitá-lo!

“A NOSSA RELAÇÃO COM DEUS DEVE SER DE CONFIANÇA E INTIMIDADE”. - Olívia Coutinho


 
Dia 09 de Outubro de 2013
 
Evangelho Lc 11,1-4
 
A nossa relação com Deus, deve ser de confiança e de intimidade, como a relação de uma criança com  seus pais! 
Não precisamos enfrentar as nossas dificuldades sozinhos, se temos um Deus que é  Pai, que cuida de nós, que está sempre pronto para nos socorrer!
É muito importante conscientizarmos da nossa fragilidade, da nossa necessidade de Deus!  Sem Deus, somos apenas meros viventes.   
É a nossa intimidade com Deus  que nos possibilita viver já aqui  na terra, as alegrias do céu! E esta intimidade com Deus acontece por meio da  oração! A oração é o nosso contato intimo com Deus, quando falamos com  Ele, e Ele fala conosco! Pena, que nem sempre as nossas orações chegam a Deus, ora, porque rezamos egoisticamente, ora,  porque nos  colocamos numa atitude de exigência, nos  isentando do compromisso.
 Uma oração que não nos leva à conversão, é uma oração  vazia, que não brota do coração, portanto, não chega a Deus!  A nossa oração deve ser sincera, deve brotar do fundo do coração, ter um vínculo profundo com o nosso desejo de conversão, de buscar uma vida nova em Jesus! Para sermos ouvidos por Deus, não precisamos fazer orações discursivas, o importante, é que o nosso falar com Deus exprima o nosso compromisso de vida com Ele e com os irmãos.
No nosso diálogo com Deus, devemos ser  sempre objetivos  e não desejar que  por força de nossas muitas palavras,  a nossa vontade seja feita,  mas sim, a vontade Dele
 O evangelho de hoje nos fala, que Jesus estava rezando num certo lugar, e que  terminada a oração, um de seus discípulos pediu  a Ele que os ensinasse a rezar.
Vindos de uma cultura que dava grande importância à oração, os discípulos certamente estavam familiarizados com as muitas orações do Antigo Testamento, entretanto, quando ouviram Jesus rezar, sentiram -se atraídos por  uma nova forma de comunicação com Deus!
Jesus ensina os discípulos a rezar, e foi  por meio deles, que a oração do Pai Nosso chegou até a nós.  A oração do Pai Nosso, é a mais bela síntese de como se deve fazer uma prece. Podemos perceber, que mais do que uma simples oração, ela é um roteiro seguro, do qual podemos extrair profundas lições que nos despertará para a  conversão, nos levando ao compromisso de reconciliamos com nós mesmos, com  Deus e com os nossos irmãos.  
A oração do Pai Nosso, é a oração mais completa que existe, porque ela nos leva ao louvor, a ter compromisso com a vontade do Pai, a recorrer a Ele  as nossas necessidades do dia a dia, e principalmente a pedir O seu perdão, com o  compromisso de também perdoar a quem nos ofendeu. E por último, a oração do Pai Nosso, nos motiva a pedir ao Pai que nos ajude a não cair nas tentações e a nos livrar de todo mal.
A oração, é um canal que nos permite pedir a Deus tudo que queremos, mas não podemos esquecer, de  que somente Deus sabe o que de fato precisamos e o que será  bom para nós! O nosso "Pedir", o nosso "Procurar", o nosso "Bater" devem ser constantes, mas nunca devemos esquecer de que é a vontade de Deus que deve prevalecer e  não a nossa!
Feitos nossos pedidos, e conscientes dos nossos deveres,  podemos ficar confiantes,  pois  tudo virá  à  seu tempo, ou seja, no tempo de Deus!
Com a oração do Pai Nosso, Jesus  nos ensina uma forma simples de nos sentirmos perdoados por Deus, prontos para  retornarmos  ao seu convívio!
Colocando  em prática, cada palavra do Pai Nosso, estaremos trilhando o caminho da santidade...
Pai Nosso que estás no céu... 
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olívia