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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A FÉ É O PILAR QUE NOS SUSTENTA A PORTA QUE SE ABRE À GRAÇA DE DEUS! - Olívia Coutinho


 
Dia 05 de Fevereiro De 2013
 
 Evangelho- Mc 5,21-43
 
Jesus é a prova concreta da imensidão do amor Deus pela humanidade!  Ele é o próprio Deus que se humanizou para ficar mais próximo de nós!
  Em todas as suas ações libertadoras, Jesus sempre deixou claro: “a sua fé te curou”! O que vem nos mostra claramente  que o  caminho da nossa  libertação, é  o caminho da fé!
A fé, não é algo que se tem e pronto, ela é uma construção que se desenvolve através de um processo lento que vai se solidificando à medida que nos deixamos inundar pelo amor de Deus! É na dependência deste amor, que crescemos na fé, que tornamos fortes dentro da nossa fragilidade.
A fé, não nos torna imunes do sofrimento, pois o  sofrimento, faz parte da natureza humana, o que a fé nos garante, é a força para superá-lo!   
Quando tudo nos parecer  perdido, quando as todas as portas se fecharem para nós, uma certeza, a fé nos garante:  Jesus nunca nos abandona, Ele é a porta aberta que nunca se fecha!
O Evangelho de hoje, chega até a nós, como um convite a refletirmos  sobre a essencialidade da fé!  O texto nos apresenta duas ações vivificantes de Jesus, ao libertar duas pessoas  do sofrimento. No primeiro episódio, vemos  a cura de uma mulher acometida por uma doença física, que também lhe afetava a  alma. Movida pela confiança no poder de Jesus,  ela não hesita, enfrenta com coragem e determinação, todos os obstáculos para chegar até Jesus, acreditando  que bastava somente tocar no seu manto, para ficar curada! E Jesus, ao sentir tocado por alguém, volta o seu  olhar, buscando em meio a  multidão quem havia lhe tocado. A mulher enfrenta o medo da repreensão por parte daqueles que cercavam Jesus e vai até Ele e prostrada  ao seus pés, conta-lhe  toda a verdade. Jesus, diante de tamanha fé lhe diz: ”Coragem filha! A tua fé te curou”!
No segundo episódio, vemos Jesus, cheio de compaixão diante um pedido de fé, dirigido por um  pai que acabara de perder a sua filha.  Jesus, a única esperança daquele homem, movido  pelo amor,  o acompanha até a sua casa.  E lá, devolve a alegria aquele pai, devolvendo a vida a sua filhinha!
Podemos perceber que estes dois episódios, foram realizados em favor de duas pessoas de realidades diferentes, no primeiro, Jesus cura  uma mulher discriminada,  vitima do preconceito social, já  no segundo, Ele devolve a vida a filha de um homem influente, chefe da sinagoga, o que vem nos reafirmar  que  a graça de Deus é aberta à todos. Para Deus, o diferencial entre as pessoas, não está na   sua classe social e sim, na sua fé.
A fé é o pilar que nos sustenta, a porta que se abre à graça de Deus! 
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS!- Olivia

RESPOSTA A UMAS CRÍTICAS RECEBIDAS - José Salviano



RÉPLICA ÀS CRITICAS QUE RECEBI, AO FAZER ESTE COMENTÁRIO:

"Na verdade,os magos não eram reis, eram sábios e buscavam estudar os astros, e até mesmo o vôo dos pássaros. Naquela época se acreditava que quando uma pessoa importante nascia, também nascia no céu uma nova estrela. A estrela nova vista por eles, que com certeza era o cometa de Halley com sua cauda que parecia indicar uma direção, para  eles, aquela estrela significava uma mensagem: O nascimento de Jesus. - J. Salviano"

Quando fiz este comentário por ocasião da  EPIFANIA DO SENHOR , eu não estava fazendo nenhuma crítica anacrônica, nem muito menos duvidando ou questionando o poder  infinito de Deus, de enviar uma estrela para anunciar o Nascimento de Jesus.
Quero deixar bem claro, que antes de começar a escrever minhas homilias,  além das orações e leituras normais, dedico-me uma semana em média, pesquisando para não escrever  bobagens,  incoerências e  ingenuidades fruto de uma fé cega,  como às vezes infelizmente se ouve em alguns sermões.  Nossa fé tem de ser baseada acima de tudo nas revelações de Deus, na vida, palavras e obras de Nosso Senhor Jesus Cristo que se resultam em fatos históricos, e em fatos científicos. Porque a Ciência jamais deve questionar a fé, mais sim comprová-la.
Por exemplo: Lendo o Livro, E a Bíblia tinha Razão, que infelizmente não é de procedência católica, mas merece crédito, encontramos a Ciência comprovando que os milagres do  Êxodo tinham fundamentos científicos, ou nas leis da natureza. O milagre reside no fato dessas leis  terem acontecido exatamente na hora  escolhida por  Moisés:
A água que virou sangue,
A aparição de muitos sapos,
A água que jorrou da rocha,
O manjar caído do Céu...
E, finalmente, o maior milagre: A abertura do Mar Vermelho. 
Com exceção das serpentes espetacularmente criadas por Moisés, as sete pragas do Egito assim como todos  os milagres ocorridos durante a  caminhada ou retirada do povo de Deus do Egito, que ficou conhecida pelo nome de êxodo,  tudo isso tem explicação na ciência, não para  afirmarmos que não foram milagres, mas pelo contrário, para demonstrar que o milagre residiu, no fato ou pelo fato desses acontecimentos, terem ocorrido bem na hora que se faziam necessário para facilitar a retirada do povo de Deus da escravidão do Egito, e ser levado à terra prometida.
Vamos explicar apenas um desses milagres aqui:
A ESPETACULAR ABERTURA DO MAR VERMELHO:

A ABERTURA DO MAR VERMELHO NÃO ACONTECEU EXATAMENTE COMO FOI MOSTRADO NO FILME  "OS DEZ MANDAMENTOS"   DE  CECIL B. De MILLE. CUJO TRUQUE DE FILMAGEM  ATÉ HOJE NÃO  FOI EXPLICADO.
 O POVO DE DEUS  NÃO ATRAVESSOU O MAR PISANDO EM TERRA SECA, COMO VIMOS NA TELA. 
NA VERDADE, AQUELAS PESSOAS ATRAVESSARAM COM ÁGUA PELA CINTURA, E ISSO POR QUE , NÃO HAVENDO O CANAL DE SUEZ NAQUELA ÉPOCA, O MAR VERMELHO, ERA UM BRAÇO DE MAR, E DURANTE AQUELA NOITE, PELO PODER , E PELA VONTADE DE DEUS, SOPROU UM  VENTO ALÍSIO RAZOAVELMENTE FORTE, QUE EMPURROU AS ÁGUAS  DAQUELE  BRAÇO  DE MAR EM DIREÇÃO AO MAR GRANDE, TORNANDO-O MENOS FUNDO, AO PONTO DE TODOS ATRAVESSAREM SEM SE AFOGAREM NAS ÁGUAS.  O MILAGRE RESIDIU, NO FATO DAQUELE VENTO  TER SOPRADO EXATAMENTE  NAQUELA NOITE, E  DE TER PARADO EXATAMENTE NA HORA EM O POVO DE DEUS TINHA ACABADO DE ATRAVESSAR, FAZENDO AS ÁGUAS VOLTAREM AO SEU NÍVEL NORMAL, O QUE CAUSOU  O AFOGAMENTO DOS SOLDADOS DO FARAÓ.
Fui criticado de fazer uma crítica anacrônica. Para começar, eu não fiz nenhuma crítica. Apenas explicava  ou comentava, um fato histórico.
Se olharmos no dicionário,  obteremos a informação de que ANACRONISMO,  É AQUILO QUE CONTÉM ELEMENTOS ESTRANHOS, NO CONTEXTO TEMPORAL.  IMAGINEMOS UM FILME  QUE MOSTRASSE UM SOLDADO ROMANO PILOTANDO UMA FERRARI,  OU  UM REI NO TEMPO DA FRANÇA RENASCENTISTA,  NA FRENTE DE UM COMPUTADOR, NAVEGANDO NA INTERNET.
Se eu tivesse dito que os reis magos eram pilotos de Fórmula 1, com certeza teria escrito um anacronismo. Porém, afirmei que  Na verdade,os magos não eram reis, eram sábios e buscavam estudar os astros, e até mesmo o vôo dos pássaros.  Com esse comentário baseado em pesquisas, eu não quis desmerecer a importância daquele fato histórico para o Plano de Deus. Pelo contrário, quis mostrar como expliquei no referido texto da Epifania, que sua importância ou significado, é exatamente  o de entendermos que Deus enviou o  seu Filho não somente para os judeus, como eles pensavam, mas para a salvação do mundo inteiro.
Por outro lado, em nenhum momento, eu pretendi questionar o Imenso poder de Deus quando fiz referência ao Cometa de Halley.  Pelo contrário. Ao que tudo indica,  foi realmente esse Cometa com sua cauda, que indicou o lugar do nascimento do Menino Jesus.  E isso aconteceu pela vontade e pelo poder de Deus. Eu não estava querendo dizer que não se tratava de nenhuma Estrela enviada por Deus, mas sim, estava mostrando quão grande é o poder de Deus ao ponto de usar as forças universais criadas por Ele, para registrar a sua vinda ao mundo na pessoa do Jesus Cristo.
Não fui anacrônico, nem  questionei o poder de Deus, e jamais faria uma coisa dessas.
Denunciar é uma das metas do cristão. Porém, nunca denuncie sem antes saber o que está falando, ou mesmo por ciúmes, ou por pura inveja. A humildade de aceitar críticas é divina. Mas temos o direito de resposta.
Prof. José Salviano - (Filosofia Pura, Estudos Sociais, Geografia, Bacharelato em Geologia, e Teologia.)  
ESTUDAR, OUVIR, PRATICAR E ANUNCIAR é a nossa meta de cristãos atuantes, seres inúteis, porém escolhidos por Deus para fazer o que tem de ser feito pelo Reino.
Grande abraço a todos.  Continuem criticando. Pois somente através das críticas, é que endireitamos os nossos caminhos.
Sal. 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

-A CARIDADE É A MAIOR DAS VIRTUDES - DOMINGO 03 de fevereiro



DOMINGO 03 de fevereiro

A CARIDADE É A MAIOR DAS VIRTUDES
            Meus irmãos. Porque dizemos que a caridade é a maior das virtudes, se sabemos que a maior é a FÉ? Ora, acontece, que muitos  de nós nos empenhamos tanto na prática da fé, e "sartamos de banda" na hora de praticar a caridade. Quantas pessoas chamadas de "beatas" que  participam da missa e da Eucaristia diariamente, às vezes duas vezes ao dia, e que rezam o terço diariamente também mais de uma vez, e ao passar por um mendigo, disfarçam fingindo não vê-los! Quantos fiéis da classe média cristãos praticantes, que rotulam os mendigos de vagabundos, maloqueiros, mal cheirosos e preguiçosos!
            Mais Paulo hoje nos explica que caridade não é somente dar uma esmola, e sair com a consciência tranqüila , sem se importar com mais detalhes sobre a vida daquela pobre pessoa do mendigo!  A caridade é algo mais do que as moedinhas que jogamos na bacia do pobre caído na caçada! 
            Caridade é ter paciência com o irmão, com as suas fraquezas, com sua pouca inteligência não o chamando de burro para humilhar; Caridade é ter paciência com os abusos dos nossos vizinhos; Caridade é ser prestativo, é ajudar o outro em suas diversas dificuldades; Caridade é não ter inveja dos bens materiais, da beleza, ou da inteligência que Deus deu ao nosso irmão,  ou irmã; Caridade é não humilhar o nosso irmão que tem menos do que nós, fazendo ostentação da nossa riqueza diante dele; caridade é não se inchar de orgulho perante os demais, mostrando que somos mais importantes do que eles; caridade é não ser inconveniente, por exemplo, não fazendo caçoadas de mal gosto, nem fazendo chacotas dos nossos humildes irmãos; caridade é não ser egoísta, buscando sempre o nosso interesse em prejuízo do próximo, prejudicando-o para obter o que mais nos interessa... Caridade é não se irritar facilmente com as deficiências dos nossos irmãos; caridade é não guardar rancor do irmão, é não ficar jogando em sua cara as ofensas que ele nos fez; caridade é não se alegrar com os infortúnios do irmão, mas sim, pelo contrário, é se alegrar com ele pelas suas vitórias ou conquistas na vida; caridade é perdoar, é desculpar as ofensas do nosso irmão. Caridade é acreditar na recuperação daquele que prometeu não fazer mais o mal, e ajudá-lo a se recuperar do vício; caridade é esperar paciente a mudança e a conversão do filho, da filha, do próximo, rezando por ele, em vez de largá-lo, de desprezá-lo. Caridade é suportar o irmão, não somente no sentido de aturar os seus defeitos, mais também no sentido de ajudá-lo a resolver os seus problemas vitais com toda boa vontade. (Assim explicamos o texto da carta de Paulo, l Cor 13,4-7).
            Cuidado, meus irmãos! Pois se tivermos uma fé que transporta montanhas mais  se não tivermos caridade, não nos salvaremos!
            A caridade é tão importante diante dos olhos de Deus que ela tem o poder de perdoar os nossos pecados leves ou veniais. Confira isso no Catecismo da Igreja Católica: 
C.11.2 Caridade apaga os pecados veniais
§1394 Como o alimento corporal serve para restaurar a perda das forças, a Eucaristia fortalece a caridade que, na vida diária, tende a arrefecer; e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais .
 §1472  ...Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, de tal modo que não haja mais nenhuma pena .(A SER PURGADA  NO PURGATÓRIO) 
            Portanto, meus irmãos, a caridade nos santifica, nos purifica, nos aproxima de Deus. Vai e faça o mesmo!
            Aqueles que cometem pecados mortais, tem a sua caridade destruída, e é por isso que são desviados do caminho de Deus, e condenados ao inferno.  O pecado venial, no entanto, não destrói a caridade, muito embora a ofenda e fira... Confira no Catecismo...
            Meus irmãos. Tem gente que pensa que ser der esmola, vai desinteirar o seu...  Muito pelo contrário, na multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus nos demonstrou que quanto mais somos caridosos, mais os nossos bens se multiplicam com a graça de Deus. Lembram que alguns peixes e pães alimentaram uma multidão, e ainda sobraram 12 sextos?  Então vai e faça o mesmo!...
            Por outro lado, para aqueles que entendem que a vida se resume em um grande comércio, e que a política da sobrevivência nada mais é do que agradar para obter benefícios e lucros,  deveriam prestar mais atenção no mandamento resumido em dois pelo próprio Jesus: Amar a Deus e ao próximo como a ti mesmo.  Assim, se eu amo a Deus e ignoro ou maltrato o próximo, tenho uma fé mutilada, ou unilateral ( uma fé apenas de um lado só) na qual eu somente me ligo em Deus, me esquecendo da outra parte, que é o irmão.
            Se quisermos alcançar um dia a salvação eterna, temos de observar e praticar os mandamentos de forma completa: Ou seja, praticando a fé ( louvando e adorando a Deus)  e praticando a caridade (ajudando o próximo). 
            Os mandamentos que nos foram deixados por Deus, compreendem uma unidade orgânica, de modo que se transgredirmos um só deles, já infringimos todos os demais. Assim, é impossível agradar a Deus quem alimenta ódio pelo irmão.
            O decálogo foi elaborado por Deus de acordo com  a Lei Natural.  Exemplo: Você não conseguirá a amizade de nenhum animal se maltratar os seus filhotes na vista dele, ou melhor, dela, a mãe. Do mesmo modo, na lei natural é fundamental a preservação da vida. Desse modo, qualquer ameaça à sobrevivência, e qualquer ameaça a vida, prejudica a harmonia na convivência entre os grupos...
            O decálogo, que foi resumido em dois, nos ilumina o caminho da vida, nos  apontando os deveres essenciais à uma sobrevivência agradável e segura, baseada na justiça e na caridade. Pois se todos cumprir seus deveres, ninguém precisa reclamar os seus direitos.  Portanto os mandamentos não são uma imposição de um Deus ditador para que façamos a sua vontade, mais pelo contrário, foi elaborado para o nosso próprio bem, para que possamos evitar encrencas com os demais irmãos com os quais convivemos, e mereçamos as graças de Deus.
            Dessa forma, a justiça e a caridade devem sobrepor a vingança,  a competição desenfreada e principalmente o egoísmo.
            Não seja uma mulher ou um  homem mesquinho!  Agrade a Deus, agradando de verdade os seus filhos que são os nossos irmãos!    Essa é a única forma de ter uma vida tranqüila. Pois o uso da força para que todos colaborem  com a sua causa, tem duração curta ou limitada. 
            Amemos uns aos outros como Deus nos amou!
Bom domingo, e seja feliz!   José Salviano.


Hoje se cumpriu essas escrituras -Pe. Carlos Henrique Nascimento





No Evangelho do domingo passado, víamos que Jesus, andando de cidade em cidade, ficava famoso; as pessoas já o conheciam e o admiravam. Num dia de sábado, ele retorna a Nazaré, cidade onde cresceu, entra na sinagoga e lê em voz alta um trecho do profeta Isaías. Todos os que estavam ali o observavam, curiosos para saber o que Ele tinha pra dizer. Para estes, Jesus leu Is 61,1-2 e explicou que naquele momento em que estava lendo, todos que o escutavam, experimentavam o cumprimento daquela Palavra de Deus, a qual tornava-se verdadeira “hoje”. Este “hoje” nunca acaba. Ainda continua, agora! Graças a Jesus, os cegos recobram a vista, os prisioneiros são libertados, aos pobres é anunciada a Boa Nova. O que Jesus disse é um programa de vida não só para Ele, mas para todos que O seguem.
No Evangelho de hoje, que é continuação daquele que Lucas começou a contar domingo passado, vemos como terminou a visita de Jesus a sua cidade. Esta informação é significativa, pois nos mostra um Jesus ligado a um determinado lugar, a pessoas. Também nós temos este sentimento em relação ao lugar onde nascemos, onde passamos nossa infância e ao qual de tempos em tempos gostamos de retornar para rever amigos e familiares.
A reação dos habitantes de Nazaré tem dois aspectos com relação a Jesus: por um lado, estes ficaram “admirados com as palavras cheias de encanto que saíam de sua boca” (4,22). Por outro lado, com a pergunta: “Não é este o filho de José?”, todos ficaram surpresos com tudo o que Jesus diz e faz, porque, no fundo, em Nazaré, todos já o conheciam há muito tempo. Sabem que Ele é o filho de Maria e de José, O viram quando menino brincar pelas ruas da cidadezinha com outras crianças. Todos se lembravam quando Ele estava lá na carpintaria, trabalhando com seu pai. Todos sabiam como Jesus tinha crescido modestamente e sem estudar, e agora fala com encanto e autoridade.
Mas, tem outra coisa: os habitantes de Nazaré souberam que enquanto anuncia a Boa Nova, Jesus também realiza milagres; e, também eles, não vêem a hora de Jesus fazer algum sinal no meio deles. Porém, para a sua surpresa, Jesus deixa claro que não fará nenhum milagre. Frente às indagações, Ele não permanece calado e cita um provérbio popular: “nenhum profeta é bem aceito em sua pátria”. Que no nosso contexto, se expressa melhor assim: “santo de casa não faz milagre”. Jesus ilustra isso, relembrando os profetas Elias e Eliseu, os quais operaram milagres para pessoas que não pertenciam ao seu povo. Na verdade, Jesus é impedido de fazer milagres em Nazaré por causa da incredulidade das pessoas.
“Quando ouviram estas palavras de Jesus”, todos ficaram decepcionados e com muita raiva. Sentiram-se ofendidos, e querem expulsar Jesus da cidade. Jesus é rejeitado. Que momento difícil! Podemos pensar nas pessoas empurrando, insultando Jesus. Ele sente essa corrente de rejeição que se move contra ele, que O conduz ao monte a fim de lançá-lo ao precipício. É uma cena de ficar assustado. Porém, Jesus não se deixa levar por aquela raiva nem por aqueles gritos: permanece tranquilo. Sem dizer nada, se mistura à multidão e retoma seu caminho. Podemos imaginar com quanto desgosto. Tinha chegado a Nazaré em meio a aplausos, e agora deve escapar em silêncio.
Ninguém está livre da rejeição, nem mesmo Jesus Cristo esteve. Ser rejeitado e sentir-se rejeitado certamente não são experiências agradáveis. Quem já passou por uma grande rejeição sabe muito bem o sentimento que ela provoca. Jesus passou por essas experiência, sentiu-se rejeitado e desprezado por sua própria gente. Também em nossas comunidades, isso acontece bastante. Pessoas sentem-se não aceitas, não acolhidas.
Há muitas causas de rejeição: abuso físico, verbal, sexual, emocional; conflitos no lar, adoção, abandono, infidelidade no casamento, deficiências física e mental, divórcio, rejeição dos colegas, etc. E isto traz muitas consequências negativas durante a vida das pessoas, como a rebelião, a ira, a amargura, a culpa, a inferioridade, a mania de criticar, o medo, a desesperança, a dureza, a desconfiança, o desrespeito, a competição, o ciúme, o perfeccionismo, o consumo de drogas e álcool etc. Tudo isso mostra de alguma forma o resultado de uma rejeição sofrida. Enfim, Jesus não tinha de enfrentar aquela rejeição por sua própria causa. Ele não tinha problemas. Nós sim temos problemas! Assim, Ele, voluntariamente, desejou vir e tomar nossos problemas, nossas feridas, nossa dores e até nossas rejeições , e levá-las a Si mesmo. Ele nos ensina que “hoje” (a cada instante) se cumpre sua Palavra, a qual, nos encoraja a continuar o caminho, deixando o que passou para trás e prosseguindo para o alvo que é o próprio Jesus.



: O que você tem aprendido com Jesus? - Maria Regina



Sábado 09.02.2013
Marcos 6,30-34


                                A multidão sedenta seguia Jesus em busca de ajuda. Ele teve compaixão deles, pois eram como “ovelhas sem pastor e começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.” Hoje também, a multidão precisa de ajuda e, mesmo sem ter muita consciência, ela busca alguma coisa que possa preencher o vazio do seu coração. Somos chamados a enxergar as necessidades dessa multidão e, para isso, Jesus também nos forma. Os discípulos de Jesus voltavam da missão para a qual haviam sido enviados e reuniram-se com Ele para contar tudo que lhes havia acontecido. Com certeza deviam estar cansados, pois Jesus convidou-os a descansar com Ele em um lugar deserto.
                              Apesar de todo cansaço e da hora avançada Jesus motivava aos Seus discípulos a perceberem a necessidade daquele povo que buscava cura, libertação e paz. Assim como fez com os Seus discípulos Ele também nos atrai a um lugar deserto para nos preparar como pastores  das pessoas desanimadas e sem esperança que estão ao nosso redor. Com Jesus nós aprendemos muitas coisas que nos são úteis, tanto para a nossa felicidade pessoal, como também, comunitária e familiar.
                             Ele nos ensina a arte de viver melhor em qualquer circunstância enfrentando todas as dificuldades. Desse modo nós poderemos também ajudar aquelas pessoas que ainda não O conhecem e não têm ainda intimidade para ficarem a sós com Ele. Jesus também, hoje, nos leva a descansar, refrigera as nossas dores e nos consola para que também, possamos ser pastores que aliviam e que amparam as ovelhas transviadas. Ser pastor é saber dar testemunho de fé, de confiança no plano de Deus e, assim, ser luz para o irmão que também passa por necessidade. Reflita – Você sente-se pastor  de alguém ou espera que alguém venha pastoreá-lo? – Você tem testemunhado as suas experiências de dor para ajudar a alguém? – Jesus já o  levou para o deserto? – O que você tem aprendido com Jesus?
Amém
Abraço carinhoso

- Maria Regina

: Quem é Jesus para você? - Maria Regina



Sexta feira 08.02.2013
Marcos 6,14-29

                              Todos se perguntavam quem seria aquele no qual os “poderes agem” e ninguém conseguia identificar Jesus como o enviado de Deus. Seria Ele, Elias? Seria João Batista? Herodes confundia Jesus com João Batista, a quem mandara matar. O remorso talvez lhe tirasse a capacidade de enxergar a verdade. Apesar de continuar no pecado, Herodes gostava de escutar João Batista, porém na sua fraqueza, na sua miséria ele não seguia os seus conselhos e por isso, foi até as últimas consequências. Nós também só gostamos de escutar o que nos agrada. A Palavra de Deus que alguém nos ensina, preenche o nosso coração até o momento em que ela coincide com os nossos interesses.
                            Quando a Palavra vem de encontro à nossa mentalidade, nós a matamos, a deixamos de lado e simplesmente a ignoramos. Sofremos, pois, as consequências e não vivemos em paz. A pessoa de Jesus ainda hoje é manipulada de acordo com os interesses e os temores. Fazemos de Jesus um fantasma a mercê da nossa imaginação. Uns, achamos que Ele veio para nos condenar por causa das nossas culpas, outros ainda achamos que Ele foi apenas um homem bom que veio aqui para nos dar bons exemplos. E a maioria de nós não confia verdadeiramente que Ele é o Filho de Deus que tem poder para nos livrar de toda e qualquer situação em que nos encontremos. Nós confundimos a imagem de Jesus com a nossa própria imagem e medimos a Sua capacidade de acordo com a nossa fraqueza e debilidade.
                         Algumas vezes também nós agimos como Herodes: para sustentar a palavra empenhada nós chegamos até a mandar cortar a cabeça de pessoas, porque elas nos atrapalham. Cortar a cabeça de alguém poderá ser também, tirar a pessoa da nossa vista, cortar relações, cortar a vez, tirar as pretensões de alguém ou fazê-lo desaparecer para ficar livre. Queremos ver realizados os nossos projetos e para isso, fazemos qualquer coisa. Cometemos crimes dos quais levamos o peso na consciência, e, por isso, caímos no medo. Dessa forma, a figura daquela pessoa nunca sai do nosso pensamento e ela torna-se para nós um pesadelo, nós a vemos em tudo. Jesus tem uma identidade própria. Ele é o nosso Salvador e ressuscitou para que tenhamos uma vida nova, coerente com a nossa dignidade de filhos e filhas de Deus. Portanto, não podemos mais nos confundir quando nos perguntarem quem Ele é. Reflita – Quem é Jesus para você: Salvador ou algoz? – Você tem a consciência pesada por alguma cabeça que você mandou cortar? – Há alguém que atrapalha os seus planos? – O que você deseja para ele? – Qual é a sua reação quando alguém lhe adverte e mostra o seu pecado? – Você acolhe de coração toda a mensagem da Palavra de Deus, mesmo quando vem de encontro ao seu modo de enxergar as coisas? O que não lhe agrada?
Amém
Abraço carinhoso
- Maria Regina

: O poder de Deus é o Amor. - Maria Regina



Quinta feira 07.02.2013
Marcos 6,7-13

                             Jesus abriu para nós a possibilidade de vivermos em comunidade quando chamou os seus doze discípulos e os enviou dois a dois, para que saíssem pelo mundo pregando o Evangelho e levando a todos a Sua paz. Ele não os mandou cada um para o seu lado nem os ordenou que se virassem sozinhos. Pelo contrário, recomendou-lhes que cada um, pessoalmente, se despojasse de toda segurança material e intelectual e seguissem juntos, dois a dois confiando apenas no poder que Ele lhes concedia sobre os espíritos impuros. A melhor maneira de se propagar o reino de Deus é justamente dar testemunho de fé e de confiança no poder do Senhor provando isto através do relacionamento com o próximo.
                          Quando nós caminhamos em unidade com o irmão e transmitimos a paz de Jesus nas nossas relações interpessoais estamos de alguma forma também anunciando o Evangelho de Cristo e o Seu poder amoroso na nossa vida. O poder de Deus é o Amor. E o Amor de Deus se manifesta em nós através do Espírito Santo que nos motiva a anunciarmos ao mundo a salvação de Jesus Cristo nos unindo como filhos e filhas de Deus, portanto, irmãos e irmãs. Toda obra que Deus quer realizar no mundo Ele o faz através da unidade, do entendimento, da harmonia e da paz.
                       Por isso quando dois ou mais estão reunidos em nome Dele, Ele está junto. Precisamos caminhar com o irmão, nunca sozinhos. Ninguém se basta a si mesmo, por isso, é necessário que nos esvaziemos das nossas falsas riquezas para nos sentirmos necessitados de ajuda. Quando permanecemos unidos contribuímos para que o reino dos céus seja edificado aqui na terra e que a vontade de Deus aconteça. Reflita – Quando está desempenhando alguma missão você se sente melhor só ou na companhia de alguém? – Você sabe cultivar amizades ou não? – Você tem dado testemunho da paz de Jesus através dos seus relacionamentos? – Você sabe caminhar em sintonia com o seu próximo?
Amém
Abraço carinhoso
- Maria Regina

: Por que não olhamos com os olhos da Fé, os milagres também são difíceis de acontecerem na nossa vida. - Maria Regina


Quarta feira 06.02.2013

Marcos 6,1-6


                                 Jesus foi a Nazaré, Sua terra, onde morava Sua família e ensinava na sinagoga. O povo admirava-se da Sua sabedoria, mas desconfiava das Suas palavras e até dos milagres que Ele realizava. Por isso, Ele não pôde fazer milagre algum na Sua terra, pois o povo não acreditava que Ele, o simples filho do carpinteiro, tivesse tanta sabedoria. Deus é simples e a simplicidade de Deus escandaliza as pessoas. A maneira como Ele opera os Seus planos, também nos deixa confusos. Esperamos “grandes coisas”, “grandes acontecimentos” e o Senhor nos fala e orienta na simplicidade dos nossos corações. Por que não olhamos com os olhos da Fé, os milagres também são difíceis de acontecerem na nossa vida.
                                   Necessitamos do extraordinário e temos planos complicados que vêm dos nossos desejos humanos, não trabalhamos o nosso ser espiritual para perceber os gestos simples. Não acreditamos nos planos de Deus e principalmente o que Ele deseja realizar através de coisas e de pessoas simples. Ainda hoje, nós também damos pouco valor às pessoas que estão muito próximas de nós, principalmente àquelas que são humildes e simples. Acostumamo-nos a conviver com elas e não percebemos que elas são instrumentos de Deus para o nosso crescimento e até para o nosso livramento. Muitos milagres poderiam acontecer no nosso meio se déssemos atenção àqueles que são instrumentos de Deus para nós.
                                  Não entendemos o porquê que alguém, mesmo simples e humilde, possa ao mesmo tempo ser sábio aos olhos de Deus. Confundimos a sabedoria que vem de Deus com o conhecimento que o mundo dá. Jesus, o Salvador visitou a sua casa, mas os Seus não O reconheceram. Assim também, Jesus Salvador, visita a nossa casa, o nosso coração. Está dentro de nós e mora conosco, está ao nosso alcance e nós achamos que só vamos encontrá-Lo La fora. Procuramos longe Aquele que está tão perto de nós e quer fazer maravilhas na nossa vida. Somos chamados , então a refletir: as coisas simples nos incomodam ou atraem? – Valorizamos as pessoas da nossa casa quando nos dão algum conselho? – Na nossa casa também os profetas não são bem recebidos por nós? – A quem estamos valorizando, o que nos prende a atenção e a que nós estamos dando importância: às coisas simples do alto, ou às coisas complicadas de baixo?
Amém
Abraço carinhoso
- Maria Regina