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domingo, 22 de setembro de 2019

-O MENOR SERÁ O MAIOR NO REINO DOS CÉUS- Lc 9,46-50-José Salviano


30 de Setembro de 2019

Evangelho-Lc 9,46-50

 

 

Naquele tempo:
46Houve entre os discípulos uma discussão,
para saber qual deles seria o maior.
47Jesus sabia o que estavam pensando.
Pegou então uma criança, colocou-a junto de si
48e disse-lhes:
'Quem receber esta criança em meu nome,
estará recebendo a mim.
E quem me receber,
estará recebendo aquele que me enviou.
Pois aquele que entre todos vós for o menor,
esse é o maior.'
49João disse a Jesus:
'Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome.
Mas nós o proibimos, porque não anda conosco.'
50Jesus disse-lhe:
'Não o proibais, pois quem não está contra vós,
está a vosso favor.'
Palavra da Salvação.

 

“Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”.

Minhas irmãs, e meus irmãos. Esta é a lógica de Jesus.  Lógica esta que é contrária  à lógica do mundo, o qual valoriza  os mais fortes, os mais inteligentes, os perfeitos fisicamente, os melhores, mais bonitas, bonitos, e assim por diante.

Jesus virou  esta escala de valores.  Para Ele, o maior no Reino dos Céus, é exatamente o contrário do que pensa o mundo. O maior para Jesus é o mais humilde dos homens e das mulheres também.

Quantas vezes os fracos são humilhados pelos  “FORTES”! 

Eles eram  dois primos.  Só que um era rico e o outro era pobre. Certo dia, ao voltar da feira que ficava há  uns 9 quilômetros de distância, o primo pobre vinha caminhando com sua mãe e irmãos.  Enquanto que passou por eles o primo rico,  montando um cavalo preto,  e deu um sorriso de desprezo para o primo pobre que caminhava.

Com certeza, Jesus viu tudo aquilo. Viu o desprezo do forte, e o sofrimento, a dor do fraco, pois ambos eram jovens da mesma idade, só com uma grande diferença: Um era orgulhoso, arrogante, autossuficiente, enquanto o outro era humilde.  Este sofreu muito com aquela grande humilhação, que, aliás, não foi a única que lhe acontecera  na sua infância.

Com certeza, Jesus compensou o primo pobre, e quando este chegou a vida adulta,  por uma grande graça do Pai que vê tudo, ele venceu na vida e como sempre, continuou devoto, e começou a anunciar o Reino de Deus aos 4 cantos, como ele sempre dizia.

Hoje, os dois já estão mortos, e sabe-se lá, onde está cada um deles! Porém, baseando-se na justiça divina, e no Evangelho de hoje, poderemos concluir, que aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior no Reino dos Céus!

Não nos atrevemos a julgar,  a concluir que o primo arrogante está hoje no fogo eterno, e que o primo pobre está hoje no Céu.  Só nos baseamos na lógica, na palavra de Deus,  e só pensamos. Sem afirmar nada, esperamos que o humilhado esteja agora na paz do senhor. O Senhor que disse. Felizes os que passam fome, pois eles serão saciados!

Jesus ao enviar os discípulos para evangelizar,  deu-lhes poder para fazer muitos milagres, inclusive, para curar as doenças que naquele lugar eram muitas.  Jesus recomendou também que após eles curar os doentes, avisasse a estes que o REINO DOS CÉUS ESTAVA PRÓXIMO.

Esta é uma daquelas frases de Jesus que a gente repete, ouve nos sermões, mas que ninguém nos explica o seu significado.

Veja:  Ao realizar os seus muitos milagres, Jesus nos mostrou que o Reino dos Céus estava se realizando na sua pessoa.  Em outra ocasião, Jesus disse: Ninguém vai ao Pai se não for por mim.  Eu sou o aminho, a verdade e a vida.  Isto é o meu corpo tomai e comei  todos vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue viverá em mim e eu nele. E ainda terá a vida eterna...  

Então, quando Jesus dizia: O Reino de Deus está próximo,   Ele queria nos dizer, próximo deles, daquelas pessoas que o cercavam.  Pois o Reino de Deus era Ele, porque Jesus é o caminho que nos leva ao Pai, que nos leva a vida eterna, nos leva ao Reino de Deus.

Sejamos, pois humildes, vamos reconhecer-nos pecadores, indignos de receber a Eucaristia, indignos de Deus. Sejamos simples como a pomba e prudente como a serpente, como nos aconselhou o próprio Jesus. Nada de arrogância, de menosprezar os fracos, pois os primeiros podem ser os últimos e os fracos, os últimos podem ser os primeiros a chegar no Reino dos Céus!

Tomemos mais cuidado quando estivermos nos relacionando com as pessoas, com os humildes. Pois bem aí do nosso lado, está Aquele que um dia irá nos julgar pelos nossos atos de discriminações, pela nossa arrogância, e desprezo para com os menores na Terra.

REINO DOS CÉUS ESTAVA PRÓXIMO. Bem próximo de nós. Queridas e queridos irmãos. Como vimos neste Evangelho, Jesus é o Reino dos Céus. Ele está em toda parte. Está bem aí do seu lado, não para condená-lo, mais para lhe dar oportunidades de se salvar. Fale com Ele pela oração constante. Ele é o caminho que nos leva ao Pai, ao Reino eterno!

 

Fica com Deus. José Salviano. 

 

 



segunda-feira, 8 de julho de 2019

-Eis aqui minha mãe e meus irmãos- Mt 12,46-50-José Salviano


16 de Julho de 2019

Evangelho Mt 12,46-50


Evangelho - Mt 12,46-50
Naquele tempo:
46Enquanto Jesus estava falando às multidões,
sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora,
procurando falar com ele.
47Alguém disse a Jesus:
'Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora,
e querem falar contigo.'
48Jesus perguntou àquele que tinha falado:
'Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?'
49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse:
'Eis minha mãe e meus irmãos.
50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai,
que está nos céus,
esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.'
Palavra da Salvação.



Jesus hoje nos apresenta a sua segunda família.  Ele disse que todo aquele que fizer a vontade do Pai,  fazem parte da sua família. Família
Universal. Ao contrário, aquele e aquela que mata, oprime, prejudica, escraviza, engana, está longe ser um participante da Família de Jesus. Pelo contrário, quem age assim, é seu inimigo, pois quem não é por mim, é contra mim, disse Jesus.

Notamos no mundo de hoje, muitos que usam o nome de Deus e de Jesus para fazer o mal.  Para prejudicar os irmãos pobres, para tirar-lhe o seu pobre dinheirinho. E  isso não é fazer a vontade do Pai!

Nós católicos praticantes temos duas famílias que no fundo, resulta, ou pelo menos deve resultar em uma grande família universal.

1-Temos a nossa família de sangue. Nossos pais,  irmãos...

2-Temos ainda a nossa família de fé, aquela em nossa volta na comunidade paroquial, e a grande família universal dos católicos do mundo, a qual nós pertencemos.

Pelo certo, a família de sangue deveria nos apoiar, nos incentivar, nos ajudar na nossa prática da fé, e na nossa participação na comunidade paroquial. Porém, nem sempre é isso o que acontece. Pelo contrário, muitas vezes podem surgir desentendimentos, entre os familiares, por causa da nossa dedicação incompreendida pelas coisas de Deus.
Do mesmo modo, podemos notar que nem sempre encontramos as famílias completas na missa, ou nas atividades paroquiais. Ou é a esposa, ou é um filho, uma das filhas, o marido, desacompanhados sempre dos demais componentes do resto da família. Nem todos participam juntos. Infelizmente esta é uma triste realidade!
Jesus foi bem claro. Minha mãe e meus irmãos, são todos aqueles que fazem a vontade do Pai.
Assim, todos aqueles que fazem a vontade de Deus Pai, são irmãos de Jesus, são os que integram a grande comunidade de fé, uma grande família com um só objetivo. Amar a Deus e ao irmão, fazendo a vontade de Deus Pai.

No acolhimento, no apoio, na confiança mútua, na prática do amor fraterno, que representa os laços que unem a todos os que ouviram o chamado de Deus e o seguiram, aqueles que disseram sim e realmente foram trabalhara na vinha do Senhor.
A família que pratica a sua fé, é uma família agradável aos olhos de 

Deus. Ajudando nas pastorais, evangelizando, tudo isso na prática do amor de Cristo, o qual devemos imitar, seguir, e testemunhar.
A família de sangue não deve se opor à nossa dedicação e a nossa entrega da família de fé. Se não ajuda, pelo menos não atrapalhe!  Que ela não dificulte a ação daqueles que querem participar da comunidade paroquial.
Como eu estou vivendo a minha fé? Eu estou participando da família de fé? Eu estou engajado na vida da Igreja? Quais as dificuldades que encontro para isso? Dentro de mim? Fora de mim, com relação às pessoas que convivo? O que tenho feito para melhorar o meu desempenho? O que tenho feito no sentido de ser melhor, de ser mais fraterno, de ser menos egoísta, de ser santo? De ser santa?
Será que o meu afastamento da comunidade foi mesmo por culpa das pessoas? Ou será que eu preciso avaliar o meu procedimento?
Será que eu me empenhei em amar? Ou estava lá com o objetivo de ser compreendido e amado? Compreendida e amada?
Será que entrei para a comunidade com o propósito de ajudar ou de ser ajudado?

De acolher ou de ser acolhida? Será que eu esperava receber amor, compreensão, em vez de dar tudo isso?
Caríssimas, e caríssimos. Muitas vezes culpamos os outros pelos nossos fracassos, pela nossa dificuldade no relacionamento, mas se formos analisar a nossa pessoa, chegaremos à conclusão, de que somos culpados pelo desprezo de algumas pessoas, pela frieza com a qual somos recebidos, recebidas, e assim por diante.
Façamos agora um bom exame de consciência aos olhos de Deus, e procuremos nos corrigir dos nossos defeitos, para assim, podermos participar melhor da família de sangue, e da família de fé, da comunidade a qual estamos engajados (as).
Se você sofrer algum tipo de incompreensão, ou mesmo se perceber algum desprezo velado por causa da sua prática da fé e da sua dedicação pelas coisas de Deus, não ligue! Não se perturbe. Pois Jesus disseque devemos largar mulher e filhos para segui-lo.

Tenha um bom dia. José Salviano