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domingo, 4 de agosto de 2019

-Mulher, grande é a tua fé!- Evangelho - Mt 15,21-28-José Salviano.


07 de Agosto de 2019

Evangelho – Mt 15,21-28



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Eles também precisam ser salvos.

 

Naquele tempo:
21Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia.
22Eis que uma mulher cananéia, vindo daquela região,
pôs-se a gritar:
'Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim:
minha filha está cruelmente atormentada por um
demônio!'
23Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma.
Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram:
'Manda embora essa mulher,
pois ela vem gritando atrás de nós.'
24Jesus respondeu: 'Eu fui enviado somente
às ovelhas perdidas da casa de Israel.'
25Mas, a mulher, aproximando-se,
prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar:
'Senhor, socorre-me!'
26Jesus lhe disse: 'Não fica bem tirar o pão dos filhos
para jogá-lo aos cachorrinhos.'
27A mulher insistiu: 'É verdade, Senhor;
mas os cachorrinhos também comem
as migalhas que caem da mesa de seus donos!'
28Diante disso, Jesus lhe disse:
'Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!'
E desde aquele momento sua filha ficou curada.
Palavra da Salvação.

 

 

Aquela mulher insistia, pedindo o socorro do Mestre, e Ele aparentemente não lhe dava muita importância, e continuava argumentando, ou dizendo que Ele foi enviado apenas para cuidar das ovelhas da casa de Israel... Isso Jesus fazia, só para experimentar a reação daquela mulher que não pertencia à comunidade israelita.

Finalmente, depois de algum tempo dialogando, Jesus parou de testar a sua interlocutora, e declarou: Mulher, grande é a tua fé! Ele finalmente se convenceu da grande fé dela, e lhe concedeu o que ela tanto desejava naquele momento, que era a cura da sua filha, mesmo que fosse à distância. E a partir daquela hora, a sua filha ficou curada!

Neste Evangelho, nós vemos Jesus fazendo mais uma cura à distância. Ele nem perguntou o nome da menina, nem o que ela comeu que lhe teria feito mal, pois com certeza não se tratava de demônio, como a mulher disse, mais sim, de algum tipo de doença. Isso porque, os judeus quando se viam diante de uma doença inexplicável, diziam logo que era um demônio que teria se encostado ao paciente.
Repare que Jesus respeita a cultura daquele povo. Aquela mulher disse que sua filha estava com um demônio, Ele não questiona, e simplesmente disse: Vai-te, que saiu o demônio de tua filha.
Na verdade, nem todos os demônios expulsos por Jesus, eram realmente demônios. Pois não era possível que tanta gente estivesse infectada ou possessa de satanás. É claro que houve alguns casos de possessão mesmo.  A passagem bíblica da manada dos porcos, aqueles demônios que anunciavam Jesus dizendo: Eu sei quem tu és. Tu és o Filho de Deus!   Porém, a maioria das expulsões de demônio que Jesus fez, era puramente cura de doenças comuns, as quais não tinham sido diagnosticadas, primeiro porque a medicina era  por de mais precária, e segundo porque  os doentes que procuravam Jesus eram pobres e por isso não tinham direito a quase nada, principalmente   a um bom atendimento médico.
Irmãos. Jesus não precisou tocar aquela menina para curá-la, porque para Deus não existe distância, nem barreiras.  Por isso nós podemos falar com Deus de onde estamos, e Ele vai ouvir o nosso clamor.  Talvez seja por isso que as pessoas de pouca fé declaram que quando querem rezar, rezam  em cassa.  Fazendo referência ao poder de Deus, e principalmente quando Jesus disse que quando quisermos rezar, para nos trancar no quarto. Jesus disse isto por causa dos judeus que rezavam em praças públicas, fazendo o maior barulho.  Não devemos decorar uma frase de Jesus e nos basear somente por ela. Porque em outra ocasião Ele disse que "quando um ou mais de vós estiver reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles." Isso significa que não obstante  podermos rezar em qualquer lugar, inclusive no nosso quarto em silêncio, também podemos e devemos rezar juntos com a assembleia reunida no templo, porque aí temos a certeza de que Jesus está no meio de nós.
Então, minha irmã, meu irmão. Tenha fé igual àquela mulher! Peça a Jesus que lhe liberte de todos os seus males, principalmente dos seus pecados. Podemos pedir de onde estivermos. Confiemos no poder de Deus, aquele que curou a distância, o empregado do Centurião, e a menina do Evangelho que acabamos de ler.
O poder de Deus não tem limites. O seu poder atravessa barreiras, paredes, portas fechadas, e principalmente a toda distância. Assim você pode rezar pelo seu filho que está agora viajando, longe de você, ou pode rezar por qualquer pessoa que mora bem longe, ou mesmo que você nem a conheça... Lembre- se: Para Deus nada é difícil, ou impossível, nem mesmo a distância!

Com fia em Deus. José Salviano


 



segunda-feira, 15 de julho de 2019

-Mulher, a quem procuras?- Jo 20,1-2.11-18 -José Salviano


22 de Julho de 2019

Evangelho Jo 20,1-2.11-18



1No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus,
bem de madrugada, quando ainda estava escuro,
e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.
2Então ela saiu correndo
e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo,
aquele que Jesus amava,
e lhes disse:
"Tiraram o Senhor do túmulo,
e não sabemos onde o colocaram".
11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando.
Enquanto chorava,
inclinou-se e olhou para dentro do túmulo.
12Viu, então, dois anjos vestidos de branco,
sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus,
um à cabeceira e outro aos pés.
13Os anjos perguntaram:
"Mulher, por que choras?"
Ela respondeu:
"Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram".
14Tendo dito isto,
Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé.
Mas não sabia que era Jesus.
15Jesus perguntou-lhe:
"Mulher, por que choras?
A quem procuras?"
Pensando que era o jardineiro, Maria disse:
"Senhor, se foste tu que o levaste
dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar".
16Então Jesus disse:
"Maria!"
Ela voltou-se e exclamou, em hebraico:
"Rabunni"
(que quer dizer: Mestre).
17Jesus disse:
"Não me segures.
Ainda não subi para junto do Pai.
Mas vai dizer aos meus irmãos:
subo para junto do meu Pai e vosso Pai,
meu Deus e vosso Deus".
18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos:
"Eu vi o Senhor!",
e contou o que Jesus lhe tinha dito.
Palavra da Salvação.

Maria de Magdala,  por isso se chamava Maria Madalena,  teve o privilégio de ser a primeira missionária a ver o ressuscitado. Ela pensou que era o jardineiro, porém, quando  o Mestre lhe chamou pelo nome, ela ficou muito feliz!  Ela finalmente descobriu que era Jesus!
Minha irmã, meu irmão. Jesus lhe chama pelo nome todos os dias, e você não ouve.  Ele lhe chama a conversão todos os dias pelos mais variados modos e por meios diferentes. Por meio de uma pessoa, de um acontecimento,  no sermão da missa,  ao ler esta reflexão, e você não está nem aí.
Jesus sabe o seu nome, e quer que você seja salva, salvo, e um dia mereça estar na Glória eterna.

Jesus  provou que Ele é o próprio Deus, de vários modos, com vários sinais ou milagres. Porém a maior prova deixada por Deus para que saibamos e cremos de verdade no Filho de Deus feito homem, foi a sua volta à vida.
A ressureição de Nosso Senhor Jesus Cristo foi a maior prova da sua divindade. Assim como foi um fato histórico inquestionável, embora muitos incrédulos ainda não se converteram e nem creram no Evangelho.

A experiência de Maria Madalena com o Mestre ressuscitado nos dá a certeza daquilo que o próprio havia anunciado que iria acontecer no terceiro dia

Quando Jesus sofria na cruz, houve quem disse: Ele salvou outras pessoas mais não pode salvar a si mesmo. É que essas pessoas não sabiam do plano de Deus que foi anunciado pelos profetas. Jesus podia sim se livrar daqueles sofrimentos de cruz, mas preferiu coisa melhor como foi planejado, voltar à vida no terceiro dia.
Jesus é a nova Aliança. Antigamente, o povo de Deus matava e oferecia cordeiros ao Pai. Jesus avisa que daquela data em diante, Ele é o novo cordeiro. Um novo acordo, Uma Nova Aliança.  O Cordeiro Pascal que é oferecido a Deus pelos nossos pecados, e sofre sem reclamar.
Para reconciliar consigo todos os homens destinados à morte por causa do pecado, Deus tomou a iniciativa amorosa de enviar o Seu Filho para que se entregasse à morte pelos pecadores. Anunciada no Antigo Testamento, em particular como sacrifício do Servo sofredor, a morte de Jesus acontece, segundo as Escrituras. E não segundo a vontade de algumas pessoas que passaram e viram o Crucificado sofrer calado.
Toda a vida de Cristo é oferta livre ao Pai para realizar o seu desígnio de salvação. Ele dá a sua vida em resgate por muitos (Mc 10,45) e deste modo reconcilia com Deus toda a humanidade. O seu sofrimento e a sua morte manifestam como a sua humanidade é o instrumento livre e perfeito do Amor divino que quer a salvação de todos os homens.
E após ser imolado, o Novo Cordeiro da Nova Aliança, ressuscita no terceiro dia, e prova isto aparecendo a várias pessoas.
Embora seja um acontecimento histórico, constatável e atestado através dos sinais e testemunhos, a Ressurreição, enquanto entrada da humanidade de Cristo na glória de Deus, ainda hoje é vista por alguns com descrença. Tem gente que se recusa a acreditar nestes fatos históricos, e veem Jesus como um homem histórico, e não como o filho de Deus que se fez homem.
A Ressurreição de Cristo não foi um regresso à vida terrena. O Seu corpo ressuscitado é Aquele que foi crucificado e apresenta os vestígios da Sua Paixão, mas é doravante participante da vida divina com as propriedades dum corpo glorioso.
Que a nossa fé no ressuscitado seja igualmente gloriosa e sem sombras de dúvidas. Pois a Ressurreição de Cristo foi um fato histórico.



Fica com Deus. José Salviano.