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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

MISSÃO DOS 72 DISCÍPULOS-Adélio Francisco


REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 03/10/2019
-Lucas 10,1-12
" MISSÃO DOS 72 DISCÍPULOS"
     Somos impulsionados, por Cristo, a anunciar o Evangelho aos irmãos sedentos da palavra do Senhor. Pelo batismo nos tornamos verdadeiros profetas e bons mensageiros da palavra de Salvação para o mundo.
O Evangelho que a liturgia nos convida a refletir neste dia de hoje, vem nos mostrar que Jesus designou outros setenta e dois discípulos em missão, enviando-os de dois a dois.
Jesus deixa claro : que o verdadeiro discípulo não deve preocupar-se em ser ou não ser aceito e aplaudido. Nem preocupar-se com o que acontecerá com ele. Mas preocupar-se somente com a fidelidade á sua missão de pregar a grande novidade do Evangelho.
   Dias atrás eu disse que Jesus  está  treinado seus colaboradores e sucessores. Logo mais eles deverão enfrentar sozinhos a missão de pregar, sofrerão a indiferença, a perseguição e a morte violenta.
A evangelização é diferente de outras empresas humanas. Essas podem ser abandonadas quando não satisfazem. Mas a evangelização deve ser levada adiante mesmo entre lágrimas e mesmo quando, aparentemente, não surta  efeitos. As empresas humanas costumam procurar os melhores meios e as mais eficientes técnicas. A evangelização tem sua força em si mesma, porque ela, se é verdadeira, se identifica com o senhor Jesus.
Jesus é claro hoje em pedir dos evangelizadores o desapego dos bens terrenos. Quanto mais vazio de si e de coisas for o apóstolo, tanto mais disponível estará para as coisas de Deus. Por bens terrenos não se entendem só o dinheiro e as posses, mas também os projetos e interesses pessoais. O ser humano costuma ser sensibilíssimo á liberdade, considerando-a, depois da vida, o maior tesouro que se possa ter ou oferecer. Ora, o apego aos bens terrenos tolhe a liberdade. Em empresas humanas, talvez se possa raciocinar assim: "se tenho dinheiro, faço o que quero". E a preocupação será administrar o dinheiro. Na empresa da evangelização esse raciocínio não funciona. Porque Deus se dá aos pobres de espirito, isto é, aos vazios de interesses e preocupações terrenas.
Meus irmãos e irmãs: vemos que neste texto Jesus envia os seus discípulos para anunciar
O Evangelho e aconselha-os sobre como desincumbir-se da tarefa da evangelização.
A primeira sugestão é o trabalho em conjunto ("Jesus envia-os dois a dois"). A evangelização é tarefa de toda a comunidade cristã, não é trabalho para uma só pessoa.
A segunda sugestão é o desprendimento ("...nada levem na viagem"). Os evangelizadores devem ficar isentos de objetivos pessoais e materiais, sempre disponíveis para servir os outros e desligados de ganhos subjetivos, como honra e prestigio.
Depois Jesus exorta os discípulos a serem pacientes. Fé e conversão não podem ser impostas. Ele também diz a eles para serem simples e aceitarem o que o povo lhes oferecer.
Finalmente, os discípulos são aconselhados a praticar a misericórdia assim como a ajudar o povo a libertar-se das suas servidões e opressões humanas. A evangelização é um processo continuo que deve conduzir as pessoas á conversão, afastando-as dos seus caminhos de pecado.

PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS.
-Adélio Francisco

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“EIS QUE VOS ENVIO COMO CORDEIROS PARA O MEIO DE LOBOS”. Olivia Coutinho


Dia 03 de Outubro de 2019

Evangelho de Lc10,1-12

Quando nos colocamos diante de Deus como servos, Ele vai nos moldando de acordo com as nossas capacidades, e quando nos damos conta, já estamos inseridos no meio do mundo,  realizando algo, que jamais  imaginávamos ter condições de realizar. 
Ser um enviado do Senhor, não significa, ser o melhor, aquele que sabe mais, não é nada disso, um enviado do Senhor, é apenas um servo obediente,  a obra que ele realiza, não é dele, é de  Deus!
O  evangelho que a liturgia  de hoje nos convida a refletir, começa dizendo que Jesus  escolhe mais72 discípulos e os envia  em missão. Jesus passa para estes discípulos, importantes instruções, ensinamentos que vão garantir o êxito da missão, a eles  confiada. 
Em momento algum, Jesus ilude os seus enviados prometendo-lhes facilidades, pelo  o contrário, Ele descreve a missão, com uma metáfora: “ser cordeiro no meio dos lobos!” Por tanto, nós também, os discípulos enviados de hoje, precisamos nos conscientizar, de  que  a nossa missão será árdua,  mas a  compensação será grande, pois  os frutos serão  abundantes, já que muitos, através do conhecimento do querer de  Deus, passado por nós, tomarão, ou retomarão  o caminho da vida!
 O texto diz que Jesus, enviou os discípulos de dois a dois, na sua frente, a toda cidade  e lugar aonde Ele próprio deveria ir. O envio de dois a dois, vem nos falar da importância da missão realizada em comunidade. Dois a dois, representa uma comunidade, além de aumentar a credibilidade do testemunho, contribui para o encorajamento, pois um, estará  sempre animando o outro.
Os discípulos, recebem  instruções fundamentais para o sucesso da missão: “Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias.” O que significa:  estar livre para o serviço.
“Não cumprimenteis ninguém pelo caminho.” Essa recomendação de Jesus, alerta o  discípulo,  para que  ele não saia do foco.  E quando Jesus disse: “Não passeis de casa em casa...” Ele está orientando-os  a  não, necessidade, de  evangelizar  em todas as casas,  o importante, é que a evangelização seja bem feita com algumas famílias, pois uma família bem evangelizada, com certeza, evangelizará outras famílias com o seu  testemunho de vida, aumentando assim, os trabalhadores da messe!
Todas as orientações de Jesus, deixa o missionário numa situação de total fragilidade humana, pois, para levar em frente a sua missão, ele precisa experimentar a pobreza material, o esvaziamento de si mesmo, para se tornar totalmente dependente de Deus. É na dependência de Deus, que o missionário torna forte, afinal, é Deus quem vai agir Nele!
O  missionário, realiza a sua missão na total gratuidade, não é seu desejo, atrair pessoas para si, pois ele não anuncia a si mesmo e sim: Jesus! 
A todo instante, Jesus nos chama para a missão, as mesmas instruções passadas  para os seus primeiros enviados,  valem também para nós, os enviados  de hoje!
Deus quer salvar o humano contando com o próprio humano, Ele quer contar com a nossa disposição, com o nosso serviço em favor de um mundo melhor, a obra do Senhor é gigantesca o campo de trabalho é vasto, há função para todos. Sejamos, pois, mais um trabalhador na messe do Senhor, a se ajuntar a tantos outros. Ser indiferente a esta necessidade, é ignorar o projeto de Deus em favor da vida. 

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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(Vídeo)-27º DOMINGO DO TEMPO COMUM-Ano C-Vera Lúcia

“QUEM É MAIOR NO REINO DOS CÉUS?” – Olivia Coutinho.



Dia 02 de Outubro de 2019

Evangelho de Mt18,1-5.10

Jesus serviu-se de meios humanos bem simples para nos apresentar as proposta do Reino dos céus! Seu jeito simples de ensinar atraia multidões, principalmente os pequenos, estes, entendiam facilmente a sua linguagem, em suas parábolas, Jesus comparava o Reino dos céus, com realidades presentes no cotidiano deles! Em toda a sua trajetória terrena, Jesus sempre foi itinerante, Ele não tinha sequer onde recostar a sua cabeça. Em vários textos bíblicos, Jesus revela a sua predileção pelos os pequeninos! E quem são estes pequeninos para Jesus? Além das crianças, pequeninos para Jesus, são todos aqueles que o mundo despreza. Os pequenos aos olhos do mundo, são os grande aos olhos de Deus! No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, os discípulos perguntaram a Jesus: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” Apresentando-lhes uma criança, Jesus responde: “Em verdade vos digo, se não converterdes e não vos tornardes como uma criança, não entrareis no reino dos céus.” Com estas palavras, Jesus repreende os discípulos, que até então, não haviam entrado na dinâmica do Reino. Na mente deles, o seguimento à Jesus, traduzia em realização pessoal, tanto é, que quando Jesus lhes revelou o desfecho da sua trajetória terrena, que culminaria com a sua morte, eles passaram a discutir entre si, querendo saber qual deles seria o maior, quem ocuparia a liderança do grupo. Jesus censura a mania de grandeza dos discípulos, que mesmo convivendo com Ele, participando diretamente do seu cotidiano, ainda não haviam entendido o seu messianismo. Eles continuavam presos à mentalidade egoísta do mundo, a preocupação deles, não era com a promoção das pessoas e sim, com a própria promoção. Quando deixamos de viver de forma simples, a vaidade toma conta de nós, este mal terrível, distorce a nossa imagem e semelhança de Deus, nos torna frios, nos faz passar para o outro, uma imagem falsa de nós com a finalidade de impressioná-lo de nos aparentar importantes. A todo instante, Jesus nos chama a construirmos um mundo melhor, a sermos promotores da vida! Para atendermos este seu chamado, precisamos despir das nossas vaidades, nossas manias de grandezas. Deus nos vê por dentro, a nossa grandeza, está na sua essência que carregamos dentro de nós.


FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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OS SEUS ANJOS NOS CÉUS VEEM SEM CESSAR A FACE DO MEU PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS-Adélio Francisco


REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 02/10/2019
-Mateus 18,1-5.10.
          
(TORNARDES CRIANÇAS )

 ..."OS SEUS ANJOS NOS CÉUS VEEM SEM CESSAR A FACE DO MEU PAI QUE  ESTÁ NOS CÉUS ".

Tornar-se criança não é fácil para pessoas orgulhosas. Início sério de vida espiritual se dá quando a pessoa realiza um verdadeiro ato de humildade. A pedagogia da fé, para muitas pressas, ou o seu amadurecimento, para outras, são impedidos pela incapacidade de tornar-se simples, de lançar-se nos braços de Deus com um coração de criança.
    Como "peritos" de Deus, querem impor condições ao Eterno, ao Infinito, e o Infinito não responde o Eterno, e deixa que o tempo os destrua. Escribas  e fariseus "perfeitos " vêem no pecador inimigo de Deus. Mas Deus ama o pecador já antes do arrependimento; abandona tudo e vai em sua busca. Cabe ao responsável pela comunidade revelar ao pecador que Deus o ama e se preocupa com a salvação de todos.

No Evangelho   que  a  liturgia de hoje  nos  convida  a  refletir, vem  nos mostrar uma  instrução comunitária.
Este capítulo apresenta o quarto dos cinco grandes discursos de Jesus.
Dirige-se especialmente aos discípulos  e são instruções para uma comunidade dividida. Podem-se adivinhar tensões entre os diversos grupos e problemas de convivência. Para iluminar esta situação, o evangelistas nos exorta a prestar atenção aos pequenos e o perdão como norma básica na comunidade cristã; um modelo de comunidade para todos os tempos. Essa mudança de valores se inaugurou com a chegada do reino.
    A ocasião desse discurso deriva da pergunta dos discípulos, que querem saber de Jesus quem é o maior no Reino dos Céus. Eles deverão ser a Igreja nascente. A Igreja deve organizar-se e alguns assumem certos serviços e responsabilidade. São estas pessoas mais importantes? Os discípulos querem saber, e o evangelista Mateus lhes recorda os ensinamentos de Jesus sobre esse tema. Como resposta, Jesus toma uma  criança e pede aos discípulos que seguem façam  como criancinhas.
   Diferentemente de agora, naquela sociedade a criança não tinha direitos legais; tudo o que recebia era para ela um presente. Da mesma maneira, o Reino de Deus não se adquire pelas próprias forças; é um dom que se recebe com a simplicidade e o agradecimento  de uma criança.
       No evangelho de Mateus, a palavra "pequeno" não se refere unicamente às crianças. Pequeno são todas aquelas pessoas humildes e simples que desde sua simplicidade de vida optaram por seguir Jesus com toda radicalidade.
    A comunidade cristã, particularmente seus responsáveis, precisam ter cuidado em não subestimar a função e a retribuição dessas pessoas. Os pequenos encarnam os valores fundamentais da Boa-Nova e tornam patente a presença de Jesus entre os mais pobres e simples.
  O texto termina dizendo para os discípulos de ontem, e a nós discípulos de hoje: "Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus ".
   Meus amados irmãos e irmãs: podemos  dizer que muitos de nós não  compreendíamos  a atitude dos discípulos de Jesus, até olharmos para nossa própria vida. Vemos que ainda somos dominados pelo orgulho e pela vaidade, queremos  aparecer, dominar os outros, vivermos tranquilos, bem ao contrario do que diz Jesus. Precisamos lembrar sempre que para sermos livres e felizes, enquanto possível nesta  vida, é  que precisamos entregar-nos a ele, e nos colocar totalmente a serviço do bem de nossos irmãos.

PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS!
--Adélio Francisco.

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terça-feira, 1 de outubro de 2019

-27 DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO-C-José Salviano


27 DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO-C


6 de Outubro de 2013


Evangelho - Lc 17,5-10

 Hab 1,2-3; 2,2-4; Sl 95; 2Tm 1,6-8.13-14

-AUMENTAR A NOSSA FÉ- Lc 17,5-10-José Salviano

Naquele tempo:
5Os apóstolos disseram ao Senhor:
'Aumenta a nossa fé!'
6O Senhor respondeu:
'Se vós tivésseis fé,
mesmo pequena como um grão de mostarda,
poderíeis dizer a esta amoreira:
`Arranca-te daqui e planta-te no mar',
e ela vos obedeceria.
7Se algum de vós tem um empregado
que trabalha a terra ou cuida dos animais,
por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo:
'Vem depressa para a mesa?'
8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado:
'Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me,
enquanto eu como e bebo;
depois disso tu poderás comer e beber?'
9Será que vai agradecer ao empregado,
porque fez o que lhe havia mandado?
10Assim também vós:
quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram,
dizei: 'Somos servos inúteis;
fizemos o que devíamos fazer'.'
Palavra da Salvação.


            Prezados irmãos. Estamos aqui reunidos em nome de Cristo para reativar em nossas mentes a chama da fé viva e atuante, alimentada pela nossa prática diária da leitura meditativa, da oração, da devoção, da caridade e pela Eucaristia. Esta fé operante e transformadora nos compromete com o projeto de Jesus Cristo.
            Em nossa volta vemos homens e mulheres desorientados pelas injustiças sociais e pela violência crescente. Mas  um olhar de fé nos mostra que isso pode ser melhorado pela ação da Igreja, que somos nós, presença viva de Deus no mundo.

RIMEIRA LEITURA

            O  Profeta  Habacuc  fala desesperado com Deus. Ele reclama que seus clamores não estão sendo ouvidos.  O profeta mostra um quadro real  de violência
iniquidades, maldades, discórdias, destruições e prepotência que estão à sua frente.
            Situação semelhante a que vivemos em nossos dias, e a impressão que temos é a mesma de Habacuc.  Parece que Deus não nos ouve. Mais será que estamos falando mesmo com Deus? Com fé, com insistência? Será que não alegamos falta de tempo para falar com Deus? Será que não preferimos assistir a novela em vez de rezar?  Será que não estamos sendo omissos ou mesmo  fazendo parte de algum modo dessas injustiças todas?
            A resposta de Deus ao profeta veio não com a substituição de um opressor por outro opressor, mas colocando pessoas fiéis e retas à frente do povo. Elas serão o fio condutor da justiça de Deus na história.  Respondeu o Senhor ao profeta: ...Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé.

SALMO
            O cristão deve ser alegre, pois exalta na alegria movida pela esperança da mão forte de Deus, Rochedo que nos salva!  Somente Ele pode nos tirar dessa angústia, dessa aflição, desse sufoco. Mais para isso precisamos fazer a nossa parte, e pedir com insistência e muita fé.

2ª LEITURA
            Prezados irmãos. Paulo nos exorta a reavivar a chama do dom da fé. Chama essa, que foi  recebida de  Deus.  Ao nascer já recebemos de presente a fé que nos veio acompanhada de coragem, de fortaleza, de amor e sobriedade. Portanto, não nos envergonhemos de testemunhar  Cristo e  seus ensinamentos a este mundo sedento de Deus. E podemos conseguir fazer isso que é a vontade do Pai, pois somos fortificados pelo poder de Deus, e com a ajuda do Espírito Santo que habita em nós.

EVANGELHO

            Os apóstolos disseram ao Senhor: "Aumenta a nossa fé!".  Como sabemos, a fé é um dom de Deus,  que semelhante a uma planta, deve ser irrigada, para que cresça. E esse  tratamento dado a essa plantinha, começa pelos pais os quais ensinam a criança a rezar, ou podem catequizar ensinando em forma de historinhas as passagens do Antigo Testamento, mostrando sempre o amor de Deus (Papai do Céu) para conosco. As crianças gostam muito.
            Depois que a criança já se entende por gente, os pais continuam o seu trabalho de alimentar a sua fé, ainda ensinando, porém levando os filhos a Igreja: À missa, ao catecismo, e principalmente dando-lhes o próprio exemplo de cristãos engajados, cristãos que praticam a sua fé.
Sim, praticar a fé. Pois a fé sem obras é o mesmo que nada. Jesus disse que quem crer será salvo. Porém, isso não nos dá o direito de ficarmos acomodados, achando que basta acreditar para já merecermos a salvação.  Satanás também acredita em Deus, Sabia disso? Porém, ele não irá um dia desfrutar das maravilhas da Vida Eterna. E por que? Porque o capeta não faz a vontade do Pai, muito pelo contrário...
            Não podemos pegar frases isoladas da Sagrada Escritura, decorá-las e ficarmos repetindo feito papagaios. Os ensinamentos de Deus devem ser estudados e analisados num todo, e no contexto histórico. É verdade que Jesus disse que aquele que crer será salvo. Porém, observa-se  que Jesus em uma outra ocasião, também disse:
"Aquele que ouve os meus ensinamentos e os põe em prática, é semelhante a um homem que construiu a sua casa  sobre a rocha. Veio a chuva, o vento e ela continuou firme. Porém, aquele que ouve os meus ensinamentos e não os põe em pratica, é semelhante a outro homem que construiu sua casa sobre a areia. Veio a chuva, o vento de a ruína foi completa."
            Como praticar a nossa fé? Como aumentar a nossa fé?  Primeiro é bom lembrar que temos fé em Deus e em seus mistérios. E para aumentar essa fé, precisamos conhecer melhor esse Deus e seu Filho Jesus. Podemos fazer isso lendo as escrituras, o Catecismo da Igreja Católica, e as explicações ou reflexões dos textos bíblicos, os quais podem ser encontrados em Sites ou Blogs como este. Conhecer Deus e Jesus Cristo é fundamental pois não podemos amar e acreditar no desconhecido.
            Porém isso não basta. Conhecer Deus e Jesus com seus ensinamentos e mistérios, é só a primeira parte. Pois o mandamento, é: Amar a Deus e ao irmão como a nós mesmo.
            Portanto, ao mesmo tempo em que nos ligamos em Deus por Jesus, devemos estar praticando a nossa fé através do nosso relacionamento com o nosso irmão. E esta é a parte mais difícil! Pois ir à missa, rezar, jurar que amamos a Deus, é tudo muito fácil. O difícil é aturar, suportar, ajudar o nosso irmão.  E essa parte da prática da nossa fé é tão importante como a primeira, (amar a Deus). Porém, infelizmente  é exatamente aí que nos enrolamos, nos atrapalhamos, e por isso muitos acabam por merecer a condenação eterna...
            Por que, não podemos nos esquecer que a nossa salvação está diretamente   ligada ao nosso irmão, a nossa irmã.
Porque não adianta amar a Deus sobre todas as coisas se não amamos o próximo como a nós mesmo. É insensato aquele que diz que ama a Deus que ele não vê, mais odeia o irmão que ele vê. Como posso agradar um pai se eu maltrato o seu filho? De nada adianta rezar, confessar, comungar, bater no peito, se não vencemos a nossa dificuldade de perdoar, de ajudar o irmão, se não conseguimos abrir a nossa mão para dar uma esmola ao necessitado!

OBSTÁCULOS  DA FÉ

        O maior obstáculo da fé em nossos dias é o aumento da violência, o qual leva a muitos a questionar:  Se Deus existe por que Ele permite o mal no mundo?
Muitos questionam o modo com o qual Deus administra a sua justiça com relação ao mundo, perguntando:  Se Deus é amor, se Ele quer o nosso bem, a nossa felicidade, como pode permitir tanta atrocidade? Filhos que matam pais, pais que matam filhos, assassinatos, estupros, pedofilias, e todo tipo de violência?
            Deus existe, como é que Ele pode pactuar com a injustiça e a opressão? Se Deus existe, porque é que há crianças a morrer sem atendimento médico, de balas perdidas e de fome? Se Deus existe, porque é que os justos sofrem e os maus vivem desfrutando de todo prazer ilimitado? Outros que estão no poder, trabalham quase nada e vivem com altos salários e toda mordomia enquanto o pobre trabalha demais e ainda passa necessidades? Se Deus existe, porquê o inocente sofre? Estas são as perguntas  que passam pelas cabeças de muitos, principalmente daqueles que não vivem o Evangelho e estão distantes da Igreja.
            Em primeiro lugar, nunca poderemos entender plenamente os desígnios de Deus. Seus projetos  ultrapassam infinitamente a nossa pequenez, a nossa insignificância, de forma que nunca conseguiremos entender os desígnios de Deus totalmente. Na verdade, se pudéssemos entender ou explicar Deus ele não seria Deus.
Os métodos de Deus não são iguais aos nossos. Deus tem o seu próprio ritmo; e o ritmo de Deus não é o ritmo da nossa visão limitada a essa vida terrena. O ponto de vista de Deus, é mais amplo que o nosso, o seu Plano de salvação muitas vezes não entra na nossa cabecinha. É por isso que devemos sempre dizer em nossas orações: Senhor. Que seja feita a vossa vontade. Por que nem sempre entendemos a vontade do Pai. Queremos sempre que Deus faça a nossa vontade imediata e terrena.

Caríssimos. Vamos aprender a confiar em Deus, e a entregar a nossa vida em suas mãos. Pois Ele é um Pai que nos ama e  aconteça o que acontecer, está a escrever a história por caminhos direitos embora os caminhos pelos quais Deus conduz o mundo nos pareçam, tantas vezes, estranhos, misteriosos, enigmáticos, incompreensíveis.

            O plano de Deus para conosco funciona assim: Deus nos conduz a nos preparar para a outra vida. Ao passo que nós, numa atitude ou situação imediatista  queremos que Deus resolva imediatamente os nossos problemas ligados a essa vida terrena, pois muitos não estão preocupados com a vida eterna. Só pensam em desfrutar de tudo o que têm direito aqui.
            E neste preparo para a segunda fase da nossa existência, está incluído o sofrimento como forma de  purificação dos nossos muitos pecados. E nem é bom que desfrutamos de  todos os benefícios da riqueza, da fama, dos prazeres carnais nesta vida,  senão, quando morrermos, não teremos mais nada a receber. Foi o que Jesus disse ao Rico que morreu e foi para o inferno e estava reclamando.
E Jesus disse: Lázaro em toda a sua vida sofreu muito. Enquanto aquele rico só teve prazeres. Agora, é a vez de Lázaro desfrutar a felicidade da glória eterna.
            Por outro lado, muitos dos infortúnios e mesmo desgraças que nos acontece, é por nossa própria culpa. É pelo mau uso que fazemos da nossa liberdade.
Deus respeita a nossa liberdade de seguir o caminho do bem ou o caminho do mal. De seguir o Evangelho ou não. Porém, temos de aceitar ou assumir as consequências dos nossos atos. Pois quem planta tem de colher. Se plantarmos vento, colheremos tempestades.
            Deus em sua infinita bondade e infinito poder, consegue extrair de cada mal que nos acontece, algo de bom. Assim, uma desgraça que nos acontece, pode ser revertida ou transformada em motivo de conversão, de mudança da nossa  vida.
            Exemplos.
02-  Aquele homem que havia se afastado de Deus, depois de ter sua firma incendiada, voltou à Igreja e à missa rezando com muito mais fé que antes... 
02- Aquela moça que sofreu muito por ter perdido o namorado, descobriu mais tarde que ele era casado, e estava se aproveitando dela. Depois disso se apegou mais a Deus.

Confiemos em Deus, por que Ele sabe o que faz

Fica com Deus. José Salviano.


JESUS TOMOU RESOLUTAMENTE O CAMINHO DE JERUSALÉM-Adélio Francisco


REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 01/10/2019
-Lucas 9,51-56
   "JESUS TOMOU RESOLUTAMENTE O CAMINHO DE JERUSALÉM."
 
   Já estamos no mês de Outubro. Outubro, o mês das Missões, é o mês em que somos convidados a refletir sobre a atualidade do Santo Rosário em nossa vida cristã. Por isso mesmo, neste mês devemos reforçar a nossa devoção mariana empreendendo a Oração do Santo Rosário em família, em grupos de orações, nos setores pastorais, nas comunidades e nas paróquias. Essa devoção contemplativa faz-nos meditar sobre os mistérios de nossa redenção. É uma oportunidade de chegar às pessoas em todos os lugares e começar ali um grupo católico, embrião de uma futura pequena comunidade.
   Já há  tempo em que tanto falamos de Paróquia como comunidade de comunidades, uma das formas de iniciarmos uma comunidade é através da oração. É claro que os grupos de reflexão, círculos bíblicos e outros tipos de reuniões e celebrações também formam as futuras comunidades, que farão parte da paróquia presente em todo o seu território. São oportunidades que nos ajudam a viver o trabalho pastoral.
     Mas a Oração do Santo Rosário também precede as celebrações eucarísticas, acompanha-nos nas viagens, nos tempos de reflexão, andando pelos caminhos, nos momentos de alegria ou aflição, fazendo-nos próximos do Senhor que nos conduz e ilumina nossas vidas.
      
 VAMOS AGORA REFLETIR NA LUZ DA PALAVRA .
   No Evangelho que a liturgia de hoje  nos convida a refletir, vem nos dizer que;   " Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o Céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém." Esse relato inicia uma nova etapa dentro do Evangelho de São Lucas. Podemos dizer que é uma introdução da  viagem de Jesus para Jerusalém. Estamos nos aproximando do comprimento do plano de Deus que inaugura uma nova etapa da história da salvação. Trata-se da partida de Jesus, da passagem para o Pai.
    Através do termo   "partida",  evocam-se seguramente a sua morte e ressurreição, o conjunto do mistério pascal. A decisão de Jesus é um elemento essencial desse mistério.
       O relato reflete a viva hostilidade existente entre judeus e samaritanos; no entanto, Jesus quer afastar dos seus todo o espírito de vingança.
      Os discípulos pensam num messianismo espetacular e poderoso que não retrocede diante da morte de alguns. Não compreenderam que Jesus é sempre de misericórdia e não de destruição.
  
Amados irmãos e irmãs: Jesus conhecia sua missão, sabia da rejeição que teria de enfrentar, das consequências que sofreria. Coerente com o que ensinava, estava disposto a obedecer ao Pai. Por essa obediência filial ele nos uniu a si e nos salvou, fazendo-nos filhos e filhas de Deus.
Por isso mesmo nosso caminho não pode ser diferente do seu : nossa salvação está na obediência, na entrega total ao amor do Pai.

PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS!
--Adélio Francisco.

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