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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Ocupar-se com as coisas do Pai-Helena Serpa


9 DE JUNHO DE 2018

 

SÁBADO

 

Imaculado Coração de Maria 


Cor branco

1ª. Leitura – Is 61, 9-11

Leitura do Livro do Profeta Isaías 61,9-11
9A descendência do meu povo será conhecida entre as nações, e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus. 
10Exulto de alegria no Senhor e minh'alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas joias.  11Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações. Palavra do Senhor.

Reflexão – “as vestes da salvação”
A palavra do profeta Isaías é dirigida a todos aqueles (as) que se consideram descendentes do povo abençoado por Deus. Portanto, esta palavra se destina a todos nós cristãos e cristãs, que, por meio de Maria, a escolhida para ser Mãe do Filho de Deus, fazemos parte da descendência que é abençoada por Ele e, por conseguinte, conhecida entre todas as nações. Jesus é Filho de Maria e Filho de Deus. Foi Ele quem trouxe para todos nós as vestes da salvação, quem nos envolveu com o manto da justiça e nos adornou com coroa e joias que são o Espírito Santo e os Seus dons, presentes de Deus. Desse modo, nós também exultamos de alegria no Senhor pela Mulher que, como a terra faz brotar a planta, e o jardim faz germinar a semente, foi o instrumento de Deus para manifestar a Sua justiça e a Sua glória diante de todas as nações. – Você também é reconhecido (a) como descendente de Deus e de Maria? – Você se faz notar com as características da justiça e da glória de Deus? – Você transmite ao mundo a alegria de ser salvo (a)?

Salmo - 1 Sm 2,1.4-5.6-7 8abcd (R. cf. 1a)


R. Meu coração se regozija no Senhor.

1Exulta no Senhor meu coração, *e se eleva a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia os meus rivais *porque me alegro com a vossa salvação. R. 

4O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, *mas os fracos se vestiram de vigor. 5Os saciados se empregaram por um pão, *mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, *mas a mãe de muitos filhos definhou. R. 

6É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, *faz descer à sepultura e faz voltar;
7é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, *é o Senhor quem nos humilha e nos exalta. R. 

8aO Senhor ergue do pó o homem fraco, * 
8bdo lixo ele retira o indigente, 
8cpara fazê-los assentar-se com os nobres * 
8dnum lugar de muita honra e distinção. R.

Reflexão - A oração do salmo anuncia o regozijo do homem e da mulher que são dependentes do poder de Deus. É a oração de Maria, serva que se alegra em fazer a vontade de Deus e Dele depender. Sentirmo-nos fracos (a) e impotentes é o caminho para que nós possamos nos regozijar com os prodígios de Deus. “O Senhor ergue do pó o homem fraco....para fazê-lo assentar-se com os nobres”. Nas mãos do Senhor todos nós somos fortes e fartos.

Evangelho – Lc 2, 41-51


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2, 41-51
41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44Pensando que ele estivesse na caravana,
caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo
entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado,
voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres,
escutando e fazendo perguntas. 47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse:
"Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura". 49Jesus respondeu:
"Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?" 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré,
e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas. Palavra da Salvação.

Reflexão – “ocupar-se com as coisas do Pai”
Aos doze anos, Jesus revelou ao mundo a Sua verdadeira missão: “ocupar-se com as coisas do Pai”.  Com esta revelação, Jesus mostrou a cada um de nós, que antes de sermos cidadão (ã) da terra, nós o somos do céu e, por isso mesmo, temos uma missão que começou desde o momento em que nascemos. O plano de Deus para a nossa vida está delineado no mais profundo de nós e, se soubermos “guardar no coração” os sinais que o Espírito Santo nos dá, nós poderemos também, como Jesus, dizer com autoridade para aquelas pessoas que se admiram com o nosso proceder e nos questionam: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?  A casa do Pai significa a vivência dos Seus mandamentos, a submissão à Sua Palavra, a obediência à Igreja.” No coração de Maria, sua Mãe, deve ter havido muita inquietação e preocupação, no entanto, por ser ela uma “mulher de Deus”, obediente e atenta aos sinais do céu, conseguiu guardar “todas estas coisas” confiando em que a vontade do Senhor teria que acontecer. – Você já consegue perceber os sinais da sua missão aqui na terra? – Dentro do seu coração existe algum anseio, ou desejo que você ainda não conseguiu distinguir? – Você tem cuidado das coisas do Pai? – Você é obediente?

Aquele que foi transpassado-Helena Serpa


  8 DE JUNHO DE 2018

 

6ª. FEIRA SOLENIDADE DO

 

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS 

 

1ª Leitura – Os 11, 1.3-4.8c-9

 

Leitura da Profecia de Oséias 11,1.3-4.8c-9
Assim diz o Senhor: 1'Quando Israel era criança, eu já o amava,
e desde o Egito chamei meu filho. 3Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo, e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8cMeu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus,
e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror.
Palavra do Senhor.

Reflexão – “o Amor perfeito”
Hoje somos chamados (as) a nos colocar no contexto da revelação do Profeta Oseías para avaliar o grande amor de Deus por cada um de nós. O Senhor nos atrai com laços de ternura e misericórdia e, assim como uma mãe faz com o seu filho pequenino, Ele nos toma nos braços e cuida de nós, nos ampara, nos protege e, mesmo que esse amor não seja correspondido, Ele continua tendo o coração cheio de zelo para conosco.  Por isso, o Seu amor é incondicional e, até muito maior do que o amor de uma mãe por seu filhinho pequeno. O amor de Deus por cada um de nós não leva em conta as nossas transgressões, os nossos defeitos nem tampouco a nossa fraqueza, pois é o Amor perfeito.  Ele não nos trata segundo a nossa culpa, conforme  Ele mesmo afirma: “Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus, e não homem”. A justiça de Deus é a Sua misericórdia e, com ela, Ele alimenta a nossa alma pecadora. O Seu coração arde de compaixão por nós e, se nos deixarmos abandonar nos Seus braços, nós beberemos da fonte da Sua salvação. - Você sente a ternura de Deus por si?  – Você tem consciência do grande amor de Deus? – Você se sente atraído (a) por esse Amor? – Você tem acolhido a misericórdia do coração de Deus? – Você tem se abandonado nos braços de Deus ou você tem medo Dele? 

Salmo - Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R.3)

 

R. Com alegria bebereis do manancial da salvação. 

2Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo;* o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. 
3Com alegria bebereis no manancial da salvação. R. 

4e direis naquele dia: 'Dai louvores ao Senhor, invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas,* entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. R. 

5Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos,* publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! 
6Exultai cantando alegres, habitantes de Sião,* porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!' R.

Reflexão - O manancial da salvação de que fala o trecho de Isaias, 12, é o rio de amor de Deus que vem a nós através do Coração do Seu Filho Jesus. Cheios deste amor nós podemos, também, dar louvores ao Senhor, invocar o seu santo nome e anunciar as Suas maravilhas em toda a terra. Quando, nós realmente experimentamos do manancial da salvação que Jesus veio nos dar,  não cessamos de proclamar os prodígios que acontecem na nossa vida, principalmente a alegria e a paz que reinam dentro de nós.

2ª. Leitura – Ef 3, 8-12.14-19


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 3,8-12.14-19
Irmãos: 8Eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar aos pagãos a insondável riqueza de Cristo
9e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido nele, o criador do universo. 10Assim, doravante, as autoridades e poderes nos céus conhecem, graças à Igreja, a multiforme sabedoria de Deus, 11de acordo com o desígnio eterno
que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor. 12Em Cristo nós temos, pela fé nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus
com toda a confiança. 14É por isso que dobro os joelhos diante do Pai, 15de quem toda e qualquer família recebe seu nome, no céu e sobre a terra. 16Que ele vos conceda, segundo a riqueza da sua glória, serdes robustecidos, por seu Espírito, quanto ao homem interior, 17que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações, que estejais enraizados e fundados no amor. 18Tereis assim a capacidade de compreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, 19e de conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo conhecimento,
a fim de que sejais cumulados até receber toda a plenitude de Deus. Palavra do Senhor.

Reflexão – “a insondável riqueza de Cristo”
 Nesta carta aos efésios, São Paulo nos fala da insondável riqueza de Cristo, pelo qual Deus realizou o seu desígnio eterno de nos salvar e nos dar conhecimento dos Seus mistérios. Somente pela fé em Jesus é que podemos nos aproximar livremente do trono da graça do amor de Deus, com toda a confiança. Desse modo, também podemos dobrar os joelhos diante do Pai e receber o Seu Nome, participando da Sua família, na terra, assim como no céu. Pela Fé, Jesus Cristo habita no nosso coração e, pelo poder do Espírito Santo, nós somos robustecidos no nosso homem interior e enraizados no Amor do Pai. Apenas assim, nós teremos a capacidade de compreender toda a abrangência do amor de Cristo que extrapola o nosso conhecimento humano. É dentro de nós mesmos (as) que Deus realiza a Sua obra de amor. Humanamente falando, por mais que tentemos, nunca conseguiremos decifrar os enigmas do nosso homem interior. Por conseguinte, só o Espírito Santo é quem nos motiva a mergulhar na dimensão do amor de Cristo e, como nos diz São Paulo, experimentar qual a largura, o comprimento, a altura e a profundidade desse grande mistério que acontece dentro do nosso coração. É crescendo no conhecimento deste Amor que chegaremos a receber toda a plenitude de Deus.  – Você já compreende a “insondável riqueza de Cristo”? – Você tem se apossado dessa capacidade que o Espírito Santo nos concede? – Como você tem vivido o seu dia a dia: na fé em Jesus Cristo ou firmado (a) nas promessas humanas? – Você se sente enraizado (a) no amor de Cristo?

Evangelho – Jo 19, 31-37


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 19,31-37
31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos
que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: 'Não quebrarão nenhum dos seus ossos'. 37E outra Escritura ainda diz: 'Olharão para aquele que transpassaram'.
Palavra da Salvação.

Reflexão – “Aquele que foi transpassado”
"O começo e o crescimento da Igreja são significados pelo sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado” (Site da Comunidade Canção Nova). 

Neste Evangelho São João nos recorda o momento em que Jesus teve o seu lado transpassado por uma lança, de onde saíram sangue e água. O sangue e a água que saíram pelo corte que a lança causou têm significado tremendo para as nossas vidas.  
O sangue da redenção e a água da salvação são símbolos do Batismo e da Eucaristia.  Pelo Batismo e pela Eucaristia que brotaram do lado de Cristo, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo nasceu a Santa Igreja.  Assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa, Cristo formou a Igreja de seu lado traspassado. O sangue é sinal de vida, a vida de Jesus que se entregou por nós; a água é sinal do Espírito Santo o qual recebemos no nosso Batismo. É a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação se derrama sobre nós. O Batismo e a Eucaristia são sacramentos que nos fazem participantes da vida de Jesus.  – Você crê que o sangue de Jesus tem poder para santificá-lo e purificar os seus pecados. – Você tem se apossado da nova vida que Jesus lhe concedeu ao derramar o Seu sangue na Cruz? – Você tem vivido na graça que recebeu no seu  Batismo, o Espírito Santo ou tem se esforçado, sozinho (a)? 


O reino de Deus consiste em Amor-Helena Serpa


 

7 DE JUNHO DE 2018

 

5ª. FEIRA DA NONA SEMANA DO

 

TEMPO COMUM 

:

 Cor verde

1ª. Leitura – 2Tm 2,8-15

 Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 2,8-15
Caríssimo: 8Lembra-te de Jesus Cristo, da descendência de Davi,
ressuscitado dentre os mortos, segundo o meu evangelho. 9Por ele eu estou sofrendo até às algemas, como se eu fosse um malfeitor;
mas a palavra de Deus não está algemada. 10
Por isso suporto qualquer coisa pelos eleitos, para que eles também alcancem a salvação, que está em Cristo Jesus, com a glória eterna.
11
Merece fé esta palavra: se com ele morremos, com ele viveremos. 12Se com ele ficamos firmes, com ele reinaremos.
Se nós o negamos, também ele nos negará. 13
Se lhe somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. 14Lembra-lhes tais coisas e conjura-os por Deus a evitarem discussões vós,
que de nada servem a não ser para a perdição dos ouvintes.
15
Empenha-te em apresentar-te diante de Deus como homem digno de aprovação, como operário que não tem de que se envergonhar, mas expõe corretamente a palavra da verdade.
Palavra do Senhor.

Reflexão - “a palavra de Deus não está algemada”
Nesta Carta São Paulo se dirige a Timóteo, dando-lhe conselhos e o motivando a permanecer firme na Palavra da verdade. As palavras de São Paulo, portanto, devem servir de farol para a nossa caminhada no seguimento de Cristo. A Palavra de Deus é quem nos sustenta e, mesmo que estejamos encarcerados (as) amordaçados (as), ela se mantém nítida dentro de nós, nos fazendo permanecer firmes e fiéis ao Senhor. Como Jesus Cristo fez, São Paulo imitou-O e nós também podemos fazê-lo. Se, com Jesus nós morremos para o pecado, com Jesus nós viveremos para a ressurreição e com Ele reinaremos eternamente, pelo poder da Sua Palavra. Porém, a nossa infidelidade e a negação da nossa fé pela omissão da Palavra far-nos-ão, experimentar a perdição, nossa e daqueles que nos “ouvem”. Como um operário que não tem do que se envergonhar assim também devemos ser e, assim, diante de Deus nós somos dignos de aprovação. – Você tem sido anunciador (a) do Evangelho de Jesus ou a Palavra de Deus continua algemada dentro de você? – Tem havido conversão entre as pessoas que o (a) ouvem proclamar a Palavra de Deus?

Salmo - Sl 24, 4-5ab. 8-9. 10.14 (R. 4a)


R. Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos!

4Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos.
Fazei-me conhecer a vossa estrada!
5a
Vossa verdade me oriente e me conduza, +
5b
porque sois o Deus da minha salvação.R.

8O Senhor é piedade e retidão, *
e reconduz ao bom caminho os pecadores.
9Ele dirige os humildes na justiça, *
e aos pobres ele ensina o seu caminho.R.

10
Verdade e amor são os caminhos do Senhor *
para quem guarda sua Aliança e seus preceitos.
14
O Senhor se torna íntimo aos que o temem *
e lhes dá a conhecer sua Aliança.R.

Reflexão - O caminho do Senhor é a vivência do Seu amor misericordioso. Se nos entregarmos a Ele, teremos os nossos passos dirigidos na justiça e na verdade. Com o Senhor nós guardamos uma aliança e assumimos o compromisso de seguir os Seus ensinamentos. Os Seus mandamentos são, portanto, a nossa morada e a nossa estrada.

Evangelho – Mc 12, 28b-34


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos 12,28b-34
Naquele tempo: 28bUm mestre da Lei, aproximou-se de Jesus e perguntou: 'Qual é o primeiro de todos os mandamentos?'
29Jesus respondeu: 'O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor.  30Amarás o Senhor teu Deus
de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes'. 32O mestre da Lei disse a Jesus:
'Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios'. 34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: 'Tu não estás longe do Reino de Deus'. E ninguém mais tinha coragem
de fazer perguntas a Jesus. Palavra da Salvação.

Reflexão – “O reino de Deus consiste em Amor”
Neste Evangelho Jesus nos esclarece que o fundamento da Lei de Deus é o AMOR. Amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos é o maior mandamento e significa amar na mesma dimensão. Chegamos à conclusão de que se não nos amarmos, não conseguiremos, da mesma forma, amar ao nosso próximo. Nada nos será possível realizar se não estivermos ajustados à vontade de Deus e ela consiste em que nos amemos uns aos outros, como fala o Evangelho. Contudo, primeiramente, o Senhor nos alerta: “Ouve ó Israel “ nos fazendo perceber que nada do que fizermos terá validade se não escutarmos e praticarmos este ensinamento. Se, entendermos isso, se escutarmos e colocarmos em prática, estaremos vivendo já aqui na terra, na perspectiva do céu. O reino de Deus consiste em Amor! - Você sabe qual é a diferença entre gostar e amar? - Você ama a si mesmo (a)? O que você deseja ao seu vizinho (a) é o mesmo que deseja para si?  - Você tem dificuldade em aceitar-se a si mesmo (a)? E aos outros? – Você aceita a opinião dos outros? – Para você o que significa amar a si mesmo? – Como está a sua autoestima?


Deus dos vivos e não dos mortos-Helena Serpa


6 DE JUNHO DE 2018

 

4ª. FEIRA DA NONA SEMANA DO

 

TEMPO COMUM 

Cor verde

 

1ª. Leitura – II Tim 1, 1-3.6-12

 

Início da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 1,1-3.6-12
1Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo pelo desígnio de Deus referente à promessa de vida que temos em Cristo Jesus, 2a Timóteo, meu querido filho: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor!  3Dou graças a Deus, - a quem sirvo com a consciência pura, como aprendi dos meus antepassados -, quando me lembro de ti, dia e noite, nas minhas orações.  6Por este motivo, exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Pois Deus não nos deu um espírito de timidez mas de fortaleza, de amor e sobriedade. 8Não te envergonhes do testemunho de Nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus.  9Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus desde toda a eternidade. 10Esta graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho,11do qual fui constituído anunciador, apóstolo e mestre.  12Esta é a causa pela qual estou sofrendo, mas não me envergonho, porque sei em quem coloquei a minha fé. E tenho a certeza de que ele é capaz de guardar aquilo que me foi confiado até ao grande dia. Palavra do Senhor.

Reflexão – “fortaleza, amor e sobriedade”
As palavras de São Paulo hoje se destinam a todos aqueles que já conhecem a força de Deus, porém, encontram-se desanimados mediante as dificuldades próprias do seguimento de Jesus Cristo. Somente quando já vivemos uma vida de esperança em Deus, é que podemos compreender e absorver estas palavras.    Muitas vezes, apesar de termos consciência do poder de Deus, nós nos encontramos fracos (as) e impotentes, sujeitos (as) à ação do nosso maior inimigo, o desânimo.  Por isso, São Paulo nos exorta a reavivar a chama do dom de Deus (o dom de Deus é o Espírito Santo), para que tenhamos um espírito de fortaleza, de amor e de sobriedade. O Espírito Santo é quem nos renova e dá a motivação para que ponhamos em prática o projeto de Deus durante o tempo em que passamos nesta terra. Para que possamos enfrentar as armadilhas da nossa vida, dando testemunho ao mundo, sem constrangimento e de coração firme, de que não recebemos a graça de Deus em vão, precisamos destas três virtudes fundamentais. A fortaleza que revela a nossa fé e confiança nos planos de Deus, o amor que dá sentido às nossas ações e a sobriedade para que possamos manifestar serenidade levando ao mundo a paz tão necessária.  O mundo espera e necessita do nosso testemunho de coragem, de solidariedade e de equilíbrio. Precisamos estar conscientes de que a razão da nossa fé é Aquele que nos chamou para uma vocação santa. Nós somos salvos e chamados para uma vocação santa, porque é este o desígnio do Pai, e da Sua graça em Jesus Cristo, desde sempre. A vocação santa não nos exime de vivenciar as dificuldades, pelo contrário, poderá ser passagem por um caminho áspero, mas na certeza de que o Senhor é capaz de guardar aquilo que nos foi confiado até o grande dia, isto é, o dia da nossa redenção. Isto não depende das nossas obras, mas da nossa adesão ao projeto salvador que o Pai tem para nós, através da entrega de Jesus. Sabemos em quem colocamos a nossa fé, por isso, somos mais que vencedores do mundo e arautos do Evangelho. – Como você tem estado ultimamente, animado (a) ou sem esperança? -  Você acredita que um dia ressuscitará e viverá no céu com os anjos e os santos? – Você tem consciência de que foi chamado (a) para ser santo (a)? – O que você acha que precisa fazer para ser santo (a)? 

 

Salmo 122,1-2a. 2bcd (R. 1a)

R. Ó Senhor, para vós eu levanto meus olhos.

1Eu levanto os meus olhos para vós,*
que habitais nos altos céus.
2aComo os olhos dos escravos estão fitos*
nas mãos do seu senhor.R.
2bComo os olhos das escravas estão fitos*
nas mãos de sua senhora,
2cassim os nossos olhos, no Senhor,*
2daté de nós ter piedade.R.

Reflexão - Precisamos ter os nossos olhos sempre voltados para o Senhor já antevendo o céu que nos aguarda e sentindo no coração as primícias de uma vida perto do nosso Deus. Por isso, podemos rezar este salmo levantando os olhos para o céu, onde está Jesus e para onde um dia seguiremos. Mesmo que o mundo tente nos distrair nós poderemos sempre recomeçar com a confiança de que o Senhor acolhe com misericórdia o nosso pedido de perdão. É do céu que virá o nosso socorro!

Evangelho – Mc 12, 18-27


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 12,18-27
Naquele tempo: 18Vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição e lhe propuseram este caso:
19'Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: 'Se morrer o irmão de alguém, e deixar a esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu irmão.' 20Ora, havia sete irmãos: o mais velho casou-se, e morreu sem deixar descendência. 21O segundo casou-se com a viúva,
e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. 22E nenhum dos sete deixou descendência.
Por último, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Por que os sete se casaram com ela!' 24Jesus respondeu: 'Acaso, vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? 25Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. 26Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou:
'Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó'? 27Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados.'  Palavra da Salvação.

Reflexão – “Deus dos vivos e não dos mortos”
Os saduceus uniram-se para pregar uma peça em Jesus e confundi-Lo fazendo-Lhe perguntas, à espera de que Ele hesitasse na resposta. No entanto, Jesus facilmente esclareceu o caso se reportando às Escrituras e interpretando para eles os mistérios do Pai, fazendo com que enxergassem o quanto estavam enganados! Assim, também acontece com cada um de nós, quando tiramos conclusões precipitadas sobre os mistérios da vida, por causa da nossa tendência de materializar o que é espiritual. Todos nós somos mais ligados à nossa dimensão material do que à nossa realidade espiritual. Por esse motivo, não conseguimos interpretar o ensinamento do Senhor por meio da Sua Palavra e confundimos os projetos de eternidade que Deus nos reserva, deixando de enxergar as coisas espirituais. Consequentemente, nivelamos a nossa vida depois da morte com a que experimentamos na terra. Jesus esclareceu-nos este mistério quando nos mostrou que “quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu.”  Desta forma, precisamos, desde já, tentar  nos liberar do apego demasiado às pessoas, conscientes de que todos somos propriedade de Deus Pai e é Ele quem nos reserva  o lugar no qual habitaremos eternamente, segundo a Sua misericórdia. Todo o fundamento do cristão está na ressurreição de Jesus e, Nele esperamos, também, ressuscitar. Sabemos que Jesus está vivo e que é o Senhor dos vivos, não dos mortos, portanto, nós também continuaremos vivos, mesmo depois da nossa morte. Hoje, somos matéria e espírito, um dia seremos como os anjos do céu, não teremos mais apego a ninguém, seremos somente de Cristo e viveremos em perfeita harmonia com o Pai e com todos os nossos queridos.  – O que as palavras de Jesus causam em você: preocupação ou esperança? – Você é uma pessoa muito dependente das pessoas que o (a) cercam? -  Você acredita que um dia ressuscitará e viverá no céu com os anjos e os santos?   

 

 


Ao mundo o que é do mundo-Helena Serpa


5 DE JUNHO DE 2018

 

3ª. FEIRA DA NONA SEMANA DO

 

TEMPO COMUM 

 

Cor verde


1ª. Leitura – II Pd 3, 12-15ª.17-18

 

Leitura da Segunda Carta de São Pedro 3,12-15a.17-18
Caríssimos: 12Esperais com anseio a vinda do Dia de Deus,
quando os céus em chama se vão derreter, e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão? 13O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra,
onde habitará a justiça. 14Caríssimos, vivendo nesta esperança,
esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz. 15aConsiderai também como salvação a longanimidade de nosso Senhor. 17Vós, portanto, bem-amados,
sabendo disto com antecedência, precavei-vos, para não suceder que, levados pelo engano destes ímpios, percais a própria firmeza.
18Antes procurai crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, desde agora, até ao dia da eternidade. Amém. Palavra do Senhor.

Reflexão - “o tempo presente merece atenção”                                      
Nós sabemos que a Palavra de Deus abre os nossos olhos para muitas coisas que irão acontecer, no entanto, precisamos estar firmes e alertas para percebermos o que já está acontecendo nos dias de HOJE. O momento atual da nossa vida é o tempo propício para que nos preparemos para o dia que virá. Nós não podemos marcar data para o que será no porvir, mas podemos ter consciência do que está acontecendo hoje e de como estamos escrevendo a nossa história. Se a estamos escrevendo como um rascunho mal feito ou com todo o cuidado para que ela se torne uma obra perfeita aos olhos do Pai. Às vezes, nós estamos escrevendo a nossa vida com rabiscos e esquecemos de que talvez não tenhamos mais tempo para passá-la a limpo.  Por isso, São Pedro nos exorta a nos manter firmes na esperança da vinda gloriosa de Jesus, porém, nos adverte de que não bastam somente o esperar novos céus e uma nova terra, mas principalmente, esforçarmo-nos para crescer na graça e no conhecimento de Deus, a fim de que, desde já, tenhamos comunhão com Ele  numa vida pura e sem mancha, experimentando a Sua  paz.  O cristão autêntico vive de esperança e não se deixa adormecer pelas coisas do mundo que passam e se esvaem como fumaça. Quem segue os passos de Jesus não se atemoriza diante dos boatos, mas enfrenta os acontecimentos como um sinal de Deus na expectativa de uma vida nova. Não podemos nos deixar enganar nem pelas ilusões que nos anestesiam nem pelos agouros que nos confundem. Existe uma realidade espiritual na qual nós precisamos crescer para nos firmar: é a graça e o conhecimento de Deus. Quanto mais nos aprofundarmos nas coisas de Deus, mais sentir-nos-emos fortes e conscientes de que o futuro que nos espera será a glória do céu.   - Como você tem esperado a vinda do Senhor: dormindo ou crescendo no conhecimento de Deus? - Você tem vivido como se a vida nunca fosse passar ou tem consciência da brevidade da sua  vida? – Como você tem escrito a sua história: com um rascunho ou já para valer?

 

Salmo 89, 2. 3-4. 10. 14.16 (R. 1)

R. Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós!

2Já bem antes que as montanhas fossem feitas
ou a terra e o mundo se formassem, *
desde sempre e para sempre vós sois Deus.R.

3Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, *
quando dizeis: 'Voltai ao pó, filhos de Adão!'
4Pois mil anos para vós são como ontem, *
qual vigília de uma noite que passou.R.

10Pode durar setenta anos nossa vida, *
os mais fortes talvez cheguem a oitenta;
a maior parte é ilusão e sofrimento: *
passam depressa e também nós assim passamos.R.

14Saciai-nos de manhã com vosso amor, *
e exultaremos de alegria todo o dia!
16Manifestai a vossa obra a vossos servos, *
e a seus filhos revelai a vossa glória!R.

Reflexão - O salmista nos ajudar a tomar consciência de que tudo o que existe, já existiu e sempre existirá. Nós, é que passamos, pois, a nossa vida é um sopro, mas um tempo propício para que, desde cedo, acolhamos o amor de Deus que nos preenche de alegria.  O tempo é breve: “mil anos são para vós como ontem, qual vigília de uma noite que passou”. Precisamos estar atentos! A duração da nossa vida é rápida, porém o amor do Pai subsiste eternamente e continuará conosco quando partirmos.

Evangelho – Mc 12, 13-17


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 12,13-17
Naquele tempo: 13As autoridades mandaram alguns fariseus
e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. 14Quando chegaram, disseram a Jesus: 'Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?' 15Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: 'Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja.' 16Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: 'De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda?' Eles responderam: 'É de César.' 17Então Jesus disse:
'Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.'
E eles ficaram admirados com Jesus. Palavra da Salvação.

Reflexão – “ao mundo o que é do mundo”
Enquanto permanecemos aqui na terra nós assumimos os compromissos próprios da nossa natureza humana. As nossas obrigações com as leis dos homens são encargos que precisamos admitir. Jesus nos deu o exemplo quando falou: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”!  Não podemos fugir das obrigações e dos deveres que temos diante do mundo.  Às vezes, nós, como os fariseus e as autoridades daquele tempo, queremos nos isentar dos encargos próprios da vida aqui na terra, alegando que vivemos para Deus e que por isso, só temos que prestar contas com Ele. Todavia, o fato de vivermos uma vida voltada para as coisas do alto, não nos dispensa das nossas responsabilidades sociais aqui de baixo. A coerência das nossas atitudes dentro desta realidade terá influência também no nosso destino final. O Senhor é justo juiz e quer que sejamos homens e mulheres participativos do Seu projeto de salvação e santidade da humanidade. No entanto, devemos fazer a distinção: ao mundo, o que é do mundo e a Deus, o que é de Deus! Não precisamos confundir nem trocar o lado da moeda. Deus deseja a nossa alma, o nosso fervor, o nosso crescimento e, o que possuirmos e amealharmos materialmente, terá que se tornar um meio eficaz, para que tudo aconteça segundo a Sua vontade e para a edificação do Seu reino aqui na terra. Ele sabe que todos possuímos obrigações, as quais precisamos cumprir e são importantes no nosso crescimento espiritual. Quem estiver sonegando imposto pensando que com isso agrada a Deus está muito enganado.  É a própria Palavra de Jesus que mostra isto! -  Como você tem encarado as obrigações sociais que o mundo impõe? – Você é uma pessoa justa neste aspecto? – Você tem assumido os seus compromissos diante dos homens? – Você acha que engana a Deus quando engana aos homens? – Você se sente responsável diante das necessidades da humanidade? – O que você tem feito para melhorar a situação das pessoas?



domingo, 3 de junho de 2018

“DAI A DEUS O QUE É DE DEUS.” Olivia Coutinho


Dia 05 de Junho de2018

Evangelho de Mc12,1317

Estamos no mês de Junho, o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus! É um tempo propício para refletimos sobre o compromisso que assumimos com Jesus, a partir do nosso Batismo, e sobre a intensidade do seu amor por nós, um amor tão grande, que o fez passar pela a cruz, para nos devolver a vida!
No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, podemos perceber claramente, que os piores inimigos, são os que querem nos distanciar de Deus,  inimigos que podem estar presentes dentro de nós, como a ganância, a ambição o desejo do ter e do poder... Foram esses inimigos, presentes no coração das lideranças políticas e religiosas do tempo de Jesus, que não os deixaram enxergar, na pessoa de Jesus, a presença do Messias, o Cristo Filho de Deus!
O crescimento da  adesão do povo à Jesus,  aumentava ainda mais a ira dessas autoridades que temiam perder o poder para Ele. Porém Jesus, não se intimidava diante destes seus opositores, Ele continuava falando do Reino abertamente, sem medo.
Fariseus e partidários de Herodes, eram  rivais, eles eram  as lideranças dos povoados da Galileia, esses dois grupos, ao se sentirem ameaçados pela a presença de Jesus, abriram mão de suas diferenças, para se unirem no mesmo objetivo: procurar um meio de eliminar Jesus, de tirá-lo do caminho deles. Para evitar um confronto direto com o povo, o que não era interessante para eles, eles preferiram incitar o próprio povo contra Jesus, armando uma cilada contra Ele.
“As autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. Aproximando de Jesus, eles disseram: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?”
Esta pergunta maliciosa, revestida de elogios de  uma aparente fidelidade a Deus, era na verdade, uma intenção de acusar Jesus: Se Ele dissesse: "deve pagar” Jesus poderia ser acusado junto ao povo, como amigo dos romanos. Se Ele dissesse: “Não deve pagar”, poderia ser acusado junto às autoridades romanas como subversivo. Portanto, o plano parecia perfeito, para esses dois grupos, Jesus não tinha saída. Porém Jesus, na sua infinita sabedoria, não perde tempo com discussões, limitou-se apenas em dizer: “Trazei-me uma moeda para que eu a veja. “Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda? “Eles responderam: “É de César’. “Então Jesus disse”: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Jesus disse isto, porque Ele sabia que eles já reconheciam a autoridade de César, ou seja, já estavam dando a Cesar o que era de Cesar. O que de fato lhes faltava, era eles devolverem a Deus o que era de Deus, isto é: devolver a Deus, o povo que eles oprimiam! Com isto, o plano arquitetado pelos os opositores do projeto de Deus, mais uma vez, cai por terra, mostrando-nos que as forças do mal nunca sobrepõem o bem!
Muitos de nós, condenamos as atitudes dessas autoridades que tramaram contra Jesus, mas será que nós também, de alguma forma, não estamos fazendo o mesmo,  tramando contra Ele, planejando, ou desejando algo contra o nosso irmão? Será que estamos acolhendo bem, aquele  novo integrante que chega com ideias novas na nossa comunidade, ou  ficamos enciumados, com medo dele se destacar e tomar o nosso lugar? O que estamos dando a Deus? Estamos entregando a Ele os frutos produzidos através dos dons que Ele nos deu?
A vida é a maior expressão do amor de Deus, não conduzi-la para o bem, é não dar a Deus o que é de Deus! 
Partilhar a vida, praticar a justiça, o perdão é viver a lei do amor, é dar a Deus o que é de Deus.
FIQUE NA PAZ DE JESUS  - Olivia Coutinho
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A PARÁBOLA DOS VINHATEIROS HOMICIDAS-Adélio Francisco


REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA
04/06/2018     
-Marcos12,1-12

"A PARÁBOLA DOS  VINHATEIROS HOMICIDAS".
Essa parábola dos vinhateiros homicidas explica o que já foi sugerido na pergunta precedente sobre o Batismo de João e responde às interrogações formuladas pelo sinédrio, ultrapassando inclusive os limites deles mesmos. Por detrás do véu da linguagem da parábola, Jesus deixa pressentir nesse momento que não é somente um enviando a mais entre todos os envolvidos de Deus, no transcorrer da história.
    A parábola deixa vislumbrar o seu destino de pedra angular no novo templo de Deus, da mesma forma que o destino de seus interlocutores, depositários indignos do amor apaixonado de Deus pelo seu povo até o ponto de haver esgotado com eles todos os seus recursos. Para os leitores cristãos, os novos lavradores da vinha, essa parábola se transforma num sólido fundamentado de fé no Senhor  ressuscitado e exaltado, mas também numa advertência constante conta as pretensões abusivas e arrogantes diante de Deus. Os animadores de comunidades cristãs devem se perguntar a cada dia se a vinha do Senhor que eles administram está produzindo os frutos que o Senhor espera.

PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS-- Adaélio Francisco.