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quarta-feira, 1 de abril de 2015

À ESPERA DA RESSURREIÇÃO-Igreja Matriz de Dracena

04 de abril

A morte e a sepultura de Jesus impactou profundamente os discípulos. Eles não compreendiam como o Mestre, tão justo e fiel a Deus, tivesse padecido a morte dos malfeitores; como tivesse sido reduzido à mais total impotência e fraqueza, já que se manifestara poderoso em gestos e palavras; como pudesse ter morrido no mais total abandono, tendo sempre vivido em profunda comunhão com Deus e servido incansavelmente ao povo. Quem havia considerado Jesus um Messias político e esperado dele a libertação do jugo romano, passava pela decepção de ver seus planos frustrados. Quem havia nutrido uma grande amizade por ele, chorava a perda do amigo querido, na dor da saudade de não tê-lo mais junto de si.
Num primeiro momento, a comunidade dos discípulos considerou a morte de Jesus num prisma puramente humano, não contando com a intervenção do Pai. Por isso, o dia seguinte à sepultura foi tempo de dor e perplexidade para eles, diante da perda do Mestre.
Porém, a Ressurreição ofereceu uma luz nova para a compreensão da morte de Jesus, e levou a comunidade cristã a transformar em tempo de esperança aquele que medeia a  morte e sepultura do Senhor e sua Ressurreição. O grão de trigo, tendo sido lançado à terra e morrido, estava destinado a produzir frutos de vida para a humanidade.
Oração
Senhor Jesus, abre o meu coração para a esperança, que me leva a superar o desespero e a frustração diante do mistério da cruz.


Jesus de Nazaré, que foi crucificado, ressuscitou -Igreja Matriz de Dracena

4 de Abril de 2015-Evangelho - Mc 16,1-7


São as mulheres, mais espontâneas e desinibidas em demonstrar amor e carinho, as primeiras a testemunhar a ressurreição de Jesus. De início, pensam em embalsamar-lhe o corpo. Mas, enfim, com sensibilidade, percebem que Jesus, que manifestou tanto amor, é divino e eterno. O amor constrói a vida e o sentido da vida é amar. O amor vem de Deus e é eterno, e assim também a vida cheia de amor. Jesus, o nazareno, está vivo. É o mesmo Jesus histórico que, a partir da Galiléia, exerceu seu ministério de testemunhar a presença do Reino de Deus, reino do amor, no mundo. Aos discípulos é anunciado que deverão retomar este ministério, na Galiléia, e o próprio Jesus, agora acima da condição temporal e histórica, estará à frente deles.

-Joga a rede do outro lado-José Salviano

10 de abril- sexta-feira
João 21,1-14

         Estamos em plena celebração dos tempos pascais, o Evangelho nos mostra mais uma prova da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vamos refletir sobre três pontos:
a-Jesus prova que voltou a vida;
b-A pesca representa a luta pela sobrevivência;
c-E  Jesus os ordena a lançar a rede novamente, do lado direito.
         Jesus antes de subir ao Pai, provou por várias vezes que Ele havia voltado à vida, e vida gloriosa, para nunca mais morrer. E o fez com insistência nas mais variadas situações, nas quais, geralmente as pessoas não percebiam de início que era Ele. Também não percebemos quando Jesus se aproxima de nós. Quando o que estamos enfrentando, vivendo, se trata de uma manifestação da presença de Deus, a qual nos mostra a vontade do pai em nossa vida. Peçamos a Deus por Jesus, que nos mostre a presença do ressuscitado no nosso dia-a-dia. Deus fala sempre conosco pelos acontecimentos, mas nem sempre o vemos, o percebemos. "Aquele que come minha carne e bebe o meu sangue estará em mim e eu estarei nele".  Quando estamos vivendo em estado de graça, é constante a presença de Deus vivo em nossa vida. Só precisamos prestar mais atenção nos acontecimentos. Podemos notar sua força para que evitemos os pecados, a sua constante orientação dos nossos passos, e às vezes em pequenos acontecimentos que parecem não ter a menor importância.  Deus não nos abandona um só minuto.
         Naquele tempo e naquele lugar, a pesca era de grande importância para a sobrevivência daquele povo sofrido pela aridez do clima.
         Em nossos dias, a luta pela sobrevivência se torna cada vez mais difícil por causa de muitas coisas que nos tira o emprego. A informática, a internet, tira o emprego de muita gente. Quase tudo encontramos na Internet.  E isso desemprega muitos profissionais. Por  outro lado, as atipicidades climáticas como o efeito estufa, causada pelos abusos do próprio homem que destrói e maltrata a natureza, está dificultando a sobrevivência do ser humano. Inundações destruidoras, geadas, chuvas em lugares desertos (Atacama), secas em outros lugares onde sempre chovia regularmente...  Tudo isso demonstra a nossa irresponsabilidade, o mau uso da nossa liberdade.
         Só nos resta seguir a orientação do Mestre para insistir no lançamento da rede, porém de outro modo de outro jeito, do lado direito. É o Mestre que nos orienta na caminhada da pesca de almas. Quando não conseguimos  nada na tentativa  de converter o nosso irmão, precisamos mudar de método, esperar o momento psicológico, o momento oportuno para dizer a palavra certa. Porém, não devemos desistir.  Os  pescadores haviam jogado a rede por todos os lados e nada! Porém, quando Jesus os mandou jogar a rede do lado direito, tudo aconteceu, tudo deu certo. Será que o problema era o lado? Não! O problema era que JESUS FAZ A DIFERENÇA. Quando estamos na presença de Jesus, tudo dará certo.  "Sem mim nada podereis fazer!" "...Se tieres fé podereis fazer tudo o que eu faço".
          Fica muito mais fácil converter o irmão quando estamos com Cristo, e Cristo está em nós. É mais fácil confortar o nosso irmão, a nossa irmã em desespero, nos momentos de dor, de crise de fé, quando nós, estamos em Cristo e Cristo em nós. Desse modo conseguimos sem muito esforço, envolver o nosso irmão, com o magnetismo da presença de Jesus na nossa pessoa. Nem é preciso muitas palavras. Só a nossa presença, ou melhor, a presença do ressuscitado, o nosso irmão já SENTE A DIFERENÇA!

Vá e faça o mesmo.   Bom dia, José Salviano.

terça-feira, 31 de março de 2015

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

 

“FICA CONOSCO, POIS JÁ É TARDE E A NOITE VEM CHEGANDO"! - Olívia Coutinho

 Dia 08 de maio de 2015
 
Evangelho de Lc 24,13-35
 
Quantas vezes, caminhamos sem rumo, sem motivação e no declinar do dia, sentimos cansados, desanimados, sem nenhuma perspectiva.
        Quando a nossa vida  perde o sabor, quando  os nossos passos não nos levam a lugar nenhum,   é sinal de que não estamos reconhecendo a presença de Jesus em nossa vida, de que está nos faltando algo imprescindível, o alimento vital capaz que nos devolve a alegria de viver, que nos mantém de pé nos vendavais da vida, que é  a fé!
  A fé nos motiva nos dá energia, vitalidade, nos devolve a esperança que o sofrimento insiste em roubar de nós!
         O evangelho de hoje, narra a história de dois discípulos, que não vendo mais razões para permanecerem em Jerusalém, após a morte de Jesus, decidem voltar para Emaús.
          Tristes e amedrontados com tudo que acontecera com o seu Mestre, a quem eles haviam depositado o destino de suas vidas. Completamente desiludidos, estes dois discípulos tomam o caminho de volta ao povoado de Emaús, carregando consigo,  um Jesus morto, o que os impediu de enxergar de imediato, o Jesus vivo  caminhando com eles!
Enfraquecidos na fé, eles haviam perdido a esperança muito rápido, dando a entender de que não haviam confiado no que Jesus lhes havia dito pouco antes de sua morte: “O filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará.” Mt 17,22-23.
        Nós também, às vezes somos assim, nem sempre confiamos no que Jesus nos diz, nem sempre O enxergamos junto de nós!
        Os discípulos de Emaús, só reconheceram Jesus, no momento em que Ele partiu o pão. Foi a partir deste instante, que os seus olhos se abriram e eles puderam vivenciar a alegria da ressurreição de Jesus, tornando em seguida, mensageiros desta Boa Notícia: Jesus Cristo ressuscitou! Ele vive entre nós!
 Cheios de alegria, os dois fazem o caminho de volta à Jerusalém, contando a todos, a bela experiência do encontro que eles  tiveram com o Cristo Ressuscitado!
         Estes dois discípulos, que demoraram tanto para reconhecer Jesus  caminhando com eles, representam todos  aqueles, que ainda não tem uma fé consistente, que perdem  a esperança diante a um suposto fracasso.
          Que esta lentidão dos discípulos de Emaús, não se repita conosco, que não sejamos cegos, lentos, para perceber a presença de Jesus caminhando conosco!
           Busquemos sempre nos alimentar na fé, pois é pela fé que enxergamos a presença do Cristo Ressuscitado no meio de nós!
           O episódio, que nos foi apresentado hoje , nos desperta também, para a importância de buscarmos sempre um jeito novo de viver a fé! O texto Chama a nossa atenção,  para algo que hoje quase não praticamos nas nossas relações humanas: o ouvir o outro, o caminhar com ele, o conhecer a sua história, seus sonhos... Foi isto que Jesus fez ao caminhar com os discípulos de Emaús, Ele, que à princípio fora visto com um forasteiro,  falou, ouviu, inteirou-se dos fatos...
           Muitas vezes, somos indiferentes ao outro, até mesmos dentro de nossas próprias casas, quantos filhos mal se falam com seus pais, quantos pais não reservam tempo para os filhos. Estamos sempre apressados e com isso, não nos damos tempo para perceber no outro a presença do Cristo Ressuscitado.
          A nossa missão nasce à partir do nosso encontro pessoal com o Cristo Ressuscitado e cresce à medida do nosso envolvimento com Ele!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

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MULHER, POR QUE CHORAS? A QUEM PROCURAS?” - Olívia Coutinho

 
 Dia 07 de Abril de 2015 

Evangelho de Jo 20,11-18
 
 Neste tempo litúrgico, chamado tempo Pascal, ainda  ressoa  na Igreja o anuncio Pascal: Jesus Cristo ressuscitou! Ele vive entre nós!
Estamos vivendo as alegrias do domingo de Páscoa, uma festa que se estende por mais uma semana: a oitava da Páscoa!
“O Mistério Pascal é de tal importância na vida litúrgica da Igreja e na vida e atividade apostólica de todos os redimidos pelo Sangue de Cristo, que a sua celebração se prolonga por mais cinquenta dias, número cheio de significado, pois exprime a plenitude da salvação, definitivamente alcançada por Jesus Ressuscitado e por Ele oferecida aos homens”.
Vivemos um tempo especial, que nos tira do vazio e nos coloca no coração do Cristo Vivo! É Ele quem coloca  um   brilho novo  no nosso olhar, que  preenche o nosso coração com uma imensa alegria, que nos impulsiona a seguirmos em frente, a sairmos  de nós mesmos, para irmos ao encontro do outro.
O evangelho de hoje, narra o sofrimento de Maria Madalena! Ela chorava a morte de Jesus, sem perceber, que  àquele, a quem ela procurava, estava ali, de pé, diante de seus olhos, mas as suas lágrimas a impedia de enxergá-Lo.
Maria contentava em ter o corpo de Jesus, no entanto, centrada na sua dor, ela não percebia que Jesus  estava ali, vivo  diante  dela! O que pode acontecer também conosco! Quando deparamos com situações adversas, ficamos tão focados naquilo que nos causa dor, que não enxergamos as outras coisas boas diante dos nossos olhos!
 Maria Madalena, assim que reconheceu Jesus, encheu-se de alegria e recebeu  Dele uma missão muito especial: anunciar aos discípulos, a Sua ressurreição!
Foi uma responsabilidade muito grande para  ela: ser escolhida pelo próprio Jesus, como a primeira anunciadora  da notícia mais importante para a humanidade: JESUS CRISTO  RESSUSCITOU!
“Mulher porque choras? A quem procuras?” Essa duas perguntas que Jesus fez a Maria Madalena, hoje, Ele faz a nós também,  mas às vezes, por estarmos tão entregues ao sofrimento, não reconhecemos que quem nos pergunta, é Aquele a quem procuramos e por quem choramos: Jesus!
 Quantas vezes nos sentimos perdidos, abatidos, desanimados e não enxergamos a presença de Jesus, um sinal de que estamos presos aos túmulos vazios,  morrendo de sede diante da fonte de água viva!
Caminhemos, pois, rumo ao mundo novo, sem temer os desafios, na certeza de que, por mais sombrio que seja os nossos dias, o sol nunca deixa de brilhar!
Não desesperemos diante das adversidades da vida, confiemos no Cristo Ressuscitado, nós também, ressuscitamos com Ele quando nos libertamos de nossas amarras!  
Experimentemos, pois,  as alegrias de um novo dia quando deixamos pra trás as escuridões do passado, de um  passado que nos trouxe sofrimento, que ofuscou os  nossos olhos diante à luz!
Vivamos hoje, as alegrias de um recomeço, revestidos do novo nos  tornando portadores  e anunciadores da grande notícia:
 
JESUS CRISTO RESSUSCITOU ELE VIVE  ENTRE NÓS!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

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À beira do mar-Helena Serpa

10 DE ABRIL

Atos 4, 1-12 – “em nome de Jesus Cristo”

Pedro e João inauguravam o novo tempo do Anúncio da vida nova em Cristo e, por isso, padeciam as dificuldades e incompreensões próprias da missão do evangelizador. Assim, eles enfrentavam os primeiros obstáculos da sua missão de levar o Evangelho a todas as criaturas. Foram colocados na prisão, simplesmente porque em nome de Jesus Cristo, haviam curado um “homem coxo” e anunciavam esse Nome, concretamente, com a palavra e com atos! Com efeito, reuniram-se as autoridades para argui-los “com que poder ou em nome de quem eles haviam feito a cura”. Então, Pedro, cheio do Espírito Santo e com muita coragem e ousadia anunciou a eles a salvação de Jesus acusando-os de responsáveis pela Sua morte, mas afirmando que Deus O havia ressuscitado dos mortos. Pedro não se rendia diante das barreiras e apesar da incompreensão dos “grandes” ele atraia os “pequenos” para Jesus, por isso muitos acreditaram na sua pregação e se converteram.
Ainda hoje as obras de Deus são difíceis de ser compreendidas pelos homens! Muitos ficam admirados e não entendem o que acontece com aqueles (as) que abrem a boca e falam em nome de Jesus, dando testemunho das Suas maravilhas nas suas vidas. Ficam também intrigados quando vêm alguém ousar e interceder para que os milagres aconteçam na vida das pessoas e não acreditam que Deus possa agir por meio de qualquer um de nós. Assim sendo eles se perguntam: “com que poder?” Não sabem que é pelo poder do Espírito Santo que podemos também orar e curar os nossos irmãos e irmãs doentes, que vivem na ignorância. Só o Espírito Santo nos dá capacidade e a força para enfrentarmos as barreiras da incompreensão e da ignorância dos que vivem afastados de Deus. Em Nome de Jesus nós também podemos fazer prodígios e milagres, bastando para isso, que como Pedro e João, tenhamos firmeza e convicção da causa que abraçamos – Você já foi incompreendido (a) porque ousou orar em nome de Jesus, por alguém? – Em quem você confia quando ora pela cura das pessoas? – Com que poder você também tem feito todas as coisas? . – Aonde você tem sido mais perseguido quando fala e age em Nome de Jesus Cristo? – O seu testemunho tem dado frutos? – Como é que você tem defendido Jesus Cristo?

Salmo 117 – “A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular.”

Se acreditássemos mesmo no poder do Senhor e que por Ele tudo foi criado, nós teríamos uma qualidade de vida muito melhor e viveríamos sempre alegres como se esse fosse o dia mais importante da nossa vida. O Senhor derrama as suas graças e bênçãos sobre nós a cada momento, porque Ele é bom e eterna é a sua misericórdia, o que quer dizer: Ele nunca irá nos faltar. Por isso demos graças ao Senhor!

Evangelho – João 21, 1-14 – “à beira do mar”

Pela terceira vez Jesus ressuscitado aparece diante dos seus discípulos, sendo que desta vez Ele os encontra na beira do mar, tristes e acabrunhados pelo fracasso da pesca que haviam tentado fazer. “Não pescaram nada naquela noite e já tinha amanhecido”. Mais uma vez Jesus pede aos Seus discípulos, “algo para comer” demonstrando que a refeição tomada em comum é um sinal de intimidade. Porém, como das outras vezes, os Seus discípulos ainda não O reconheceram e tentavam fazer as coisas do mesmo modo como faziam antes de encontrarem Jesus. Praticavam o que lhes era costumeiro, por isso, permaneciam na mesmice sem nada conseguir. Jesus, porém interveio e mandou que eles fizessem justamente o contrário do modo como estavam exercitando. Eles obedeceram e o milagre aconteceu. “Lançai a rede á direita do barco e achareis”. Entretanto, somente depois que eles viram o milagre acontecer foi que distinguiram a Jesus e disseram: “É o Senhor!”. Eles estavam ainda muito apegados às obras de Jesus, por isso, ainda não reconheciam a Sua pessoa. Hoje, também, Jesus está muito perto de nós à beira do mar da nossa vida, nos pede de comer e nos manda lançar a rede de outro modo, de um jeito novo, o oposto do que sempre temos realizado. Ele sabe precisamente do que precisamos pescar e nos dá as dicas, porém continuamos envolvidos (as) com a nossa “falta de sorte” e não ouvimos o que Ele fala para direcionar a nossa caminhada. Ficamos presos (as) às nossas expectativas e buscamos apenas os milagres que pretendemos que aconteçam na nossa vida. Perdemos as oportunidades e, por isso, muitas vezes deixamos a “hora da graça” (o kairós), passar. Por isso, é imprescindível que tenhamos a consciência de que Jesus ressuscitado continua muito perto de nós nos mandando lançar a rede de outra maneira, de um jeito novo, do contrário do que sempre temos feito. Ele sabe precisamente do que nós precisamos pescar e nos dá as palavras-chaves para que tenhamos sucesso nos nossos empreendimentos. – Você tem certeza de que está fazendo as coisas da maneira que Jesus quer? - Pergunte a Ele qual o lado certo para você lançar a sua rede. – O que você precisa fazer diferente? – Peça para que Ele lhe mostre a vida nova, o novo jeito de viver e ser feliz!

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

Jesus é o doador da paz!-Helena Serpa

9 de Abril de 2015


Atos 3,11-26 – “ Tudo é obra de Deus ”

Diante da admiração que a cura do coxo despertara no povo de Israel, Pedro e João refutavam a sua idolatria, pois tinham a devida consciência de que tudo o que acontecera por meio deles fora obra de Deus por causa de Jesus Cristo. Pedro, então, abriu os olhos do povo para que conhecessem a verdade e não ficassem apegados eles como se fossem deuses. As pessoas são apenas instrumentos de Deus para a cura libertação do Seu povo. Às vezes, nós ficamos apegados (as) ao prodígio e esquecemos o Autor dos milagres. Hoje também acontece de que as pessoas se apeguem àqueles que são mensageiros de Deus para ministrarem cura libertação. A fé no nome de Jesus e a certeza de que Ele tem poder para nos curar são a motivação para alcancemos as curas de que precisamos. Não devemos nos arvorar de autores da obra quando somos apenas meros instrumentos de Deus nem tampouco nos assombrarmos diante do que as pessoas realizam em Seu Nome. Ao invés disso, de uma maneira ou de outra, devemos nos colocar como portadores da graça libertadora que Deus quer realizar no mundo. A função de quem anuncia Jesus deve ser a de conscientizar às pessoas de que Jesus é o Seu único Senhor. O primeiro passo, para que todos nós possamos assumi-Lo como tal, é o arrependimento, que nos leva conversão. Nunca, porém, devemos deixar que as pessoas tornem-se “dependentes” de nós, mas sim, esclarecer que elas não precisam ficar paradas esperando algo de nós, pois, Jesus está mais adiante para abençoá-las e dar a elas uma vida nova. - Você é daqueles (as) que olham mais para as pessoas e esquece-se de Deus? - A quem você pode está idolatrando e colocando no lugar de Jesus, O Justo? - Qual a atenção que você dá aos pregadores, aos ministrados, aos “curadores” que estão a serviço de Deus? – O que realmente eles são para você?

Salmo 8 – “Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!”

Reconhecer a Deus como o Senhor de todo o universo não nos impede de também reconhecer que somos nós a obra prima da Sua criação. Devemos, porém, saber que tudo o que acontece é por graça de Deus; todo poder e autoridade que o homem e a mulher têm, vêm de Deus. Tudo o que existe é revelação do poder e da glória do Senhor que manifesta ao mundo a sua Onipotência. Portanto, mesmo que sejamos fracos e pecadores o Senhor nos concedeu o domínio sobre toda a criação. O poder do Senhor é quem nos move.

Evangelho - Lucas 24,35-48 – “Jesus é o doador da paz!”

Os discípulos de Emaús não perderam tempo e foram dar aos outros a notícia do seu encontro com Jesus. Na mesma hora, como que para confirmar as suas palavras, Jesus apareceu-lhes e disse: “A paz esteja convosco!” Jesus mostrava-se a eles, marcado, cicatrizado, porém vivo e ressuscitado. Embora, alegres e surpresos, eles ainda tinham dúvidas no coração, mas Jesus os convidou a que tocassem nele e pediu a eles algo para comer. Por meio das palavras e dos gestos de Jesus os discípulos começaram a entender o porquê de todos os acontecimentos. Assim, Jesus abriu a inteligência dos seus discípulos para entenderem as Escrituras e veio lhes trazer a paz e o entendimento de tudo quanto lhes dissera antes. Do mesmo modo acontece conosco: para que nós possamos compreender Jesus nós precisamos nos aproximar Dele, tocá-Lo e alimentarmo-nos com Ele. Quando nós temos uma experiência com Jesus e chegamos a tocar no Seu mistério de Amor por meio da Sua Palavra nós também alimentamos a nossa alma e temos a inteligência iluminada para compreendermos a obra que Ele quer realizar em nós. Na verdade, a primeira manifestação de que estamos tocando Jesus é o sentimento de paz que invade o nosso coração. Jesus vem também nos dizer que o sofrimento, a dificuldade, a aflição, são os acontecimentos próprios da nossa vida que nos trarão mais tarde a paz, o entendimento, a alegria da superação quando nos apoiamos e temos como exemplo a Sua Ressurreição. A paz é fruto da justiça. Jesus é o Justo por excelência por isso Ele é o doador da Paz. Porém a paz que Ele nos trouxe Ele a conquistou justamente na Cruz. O Seu sofrimento e a Sua entrega foram por Amor, por Paixão. - Você agora entende melhor os acontecimentos que Jesus viveu? – E os acontecimentos da sua vida, você compreende-os? - Você sente essa paz que Jesus veio nos dar? – Ela acontece em você apesar das suas dificuldades? – Você tem mostrado isso na sua vida?

Helena Serpa

Depois de oito dias, ele apareceu de novo-Claretianos

DOMINGO, 12 DE ABRIL DE 2015
Zenon, Júlio

Atos 4,32-35: Todos pensavam e sentiam o mesmo
Salmo 117: Deem graças ao Senhor porque é bom, porque eterna é a sua misericórdia
1João 5,1-6: Todo que nasceu de Deus vence o mundo
João 20,19-31: Depois de oito dias, ele apareceu de novo.

19 Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco! 20 Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. 21 Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. 22 Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. 24 Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei! 26 Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco! 27 Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. 28 Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus! 29 Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto! 30 Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. 31 Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

COMENTÁRIO


Depois da morte de Jesus, a comunidade se sente com medo, insegura e indefesa ante as represálias que possa sobre da instituição judaica. Ela se encontra em uma situação de temor paralela à do antigo Israel no Egito, quando os israelitas eram perseguidos pelas tropas do faraó (Ex 14,10) e, como aconteceu com aquele povo, os discípulos estão também na noite (já anoitecendo) na qual o Senhor vai tirá-los da opressão (Ex 12,42; Dt 16,1). A mensagem de Maria Madalena, contudo, não os liberta do temor. Não basta ter notícias do sepulcro vazio; só a presença de Jesus pode dar-lhes segurança em meio a um mundo hostil. Porém, tudo mundo a partir do momento em que Jesus, que é o centro da comunidade, aparece no seu meio, como ponto de referência, fonte de vida e fator de unidade. Sua saudação lhes devolve a paz que haviam perdido. Suas mãos e as marcas da cruz, provas de sua paixão e morte, são agora sinais de seu amor e de sua vitória: o que está vivo diante deles é o mesmo que morreu na cruz. Se o medo da morte os afligia, agora percebem que ninguém pode tirar-lhes a vida que o ressuscitado comunica.
O efeito do encontro com Jesus é a alegria, como ele mesmo havia anunciado (16,20: vossa tristeza se converterá em alegria). E começou a festa da Páscoa, a nova criação, o novo ser humano capaz de dar a vida para gerar vida.
Com sua presença, Jesus comunica seu Espírito e este lhes dá força para enfrentar o mundo e libertar a homens e mulheres do pecado, da injustiça, do desamor e dar morte. Para isso os envia ao mundo, a um mundo que os odeia como odiou a ele (15,18). A missão da comunidade não será outra senão a de perdoar os pecados para dar vida, ouo que é igual, colocar fim a tudo que oprime, reprime ou suprime a vida, que é o efeito produzido pelo pecado na sociedade.
Porém, nem todos creem. Um deles, Tomé, o mesmo que se mostrou pronto para acompanhar Jesus na morte (Jo 11,16), que agora resiste a crer no testemunho dos discípulos e não lhes basta ver a comunidade transformada pelo Espírito. Não admite que o que eles viram seja o mesmo que ele havia conhecido. Não crê na permanência da vida. Exige uma prova individual e extraordinária. As frases redundantes de Tomé, com sua repetição e palavras, sublinham estilisticamente sua falta de capacidade de compreender. Não busca Jesus, fonte de vida, mas uma relíquia do passado.
Para crer ele precisa de algumas palavras de Jesus: “Coloca aqui teu dedo, olha minhas mãos; coloca tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas tenha fé”. Tomé, que não chega a tocar em Jesus, pronuncia a mais sublime confissão evangélica de fé chamando a Jesus de “meu Senhor e meu Deus”. Com esta dupla expressão alude ao mestre a quem chamavam Senhor, sempre disposto a lavar os pés de seus discípulos e ao projeto de Deus, realizado agora em Jesus, de fazer chegar ao ser humano ao ponto mais alto da divindade realizada agora em Jesus (meu Deus...).
Porém, sua atitude incrédula merece uma repreensão da parte de Jesus, que se transformou em bem-aventurança para todos os que não poderão vê-lo nem tocá-lo e terão, por isso, que descobri-lo na comunidade e notar nela sua presença sempre viva. De agora em diante a realidade de Jesus vivo não é percebida com discursos nem buscando experiências individuais e isoladas, mas que se manifesta na vida e conduta de uma comunidade que é expressão de amor, de vida de alegria. Uma comunidade de pensamentos e sentimentos comuns, de colocar em comum os bens e de repartir igualitariamente os bens como expressão de sua fé em Jesus ressuscitado, uma comunidade de amor como defende a primeira carta de João (1Jo 5,1-5).
Oração: Ó Deus de misericórdia infinita, que reanimas a fé do povo com a celebração anual das festas pascais: acrescenta em nós os dons de tua graça para que compreendamos melhor que és verdadeiramente Pai e doador da vida, que nos chamas a acolher e acrescentar e que a tua vida finalmente triunfará. Por nosso senhor Jesus Cristo...