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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

“... O PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS NÃO DESEJA QUE SE PERCA NENHUM DESSES PEQUENINOS.” – Olívia Coutinho

 
Dia 09 de Dezembro de 2014
 
Evangelho de Mt 18,12-14
 
Nesta nossa caminhada em preparação para a grande festa do  Natal, vamos a cada dia vivenciando uma experiência nova, renovando assim,  a nossa esperança de um dia alcançarmos a gloria do céu!
Sabemos que Deus tinha muitos meios de chegar até  nós, mas Ele quis vestir-se da  fragilidade humana, nascendo de uma mulher para viver como um de nós, exceto no pecado.  
 O Pai, no seu  infinito amor, nos entregou aos cuidados do Filho que  nos acolheu com o mesmo amor do Pai, nos colocando acima da sua própria vida!
Fazer a experiência do amor do Pai é deixar-se conduzir-se pelo Filho!
 É reconhecendo Jesus como o único Senhor da nossa vida, que vamos viver as alegrias do Santo Natal!
Em toda  sua trajetória terrena, Jesus sempre foi  itinerante, Ele estava sempre à caminho, não fazia nenhum  planejamento do que seria ensinado aos discípulos, tudo  partia das realidades que Ele presenciava no seu cotidiano. E  o que Jesus mais encontrava pelo caminho, eram situações de abandono e de exclusão.  
Vendo tantos excluídos do convívio social e religioso, Jesus conta aos discípulos a parábola da ovelha perdida, uma parábola, que pode nos falar de duas intenções de Jesus: despertar-nos para a importância de acolhermos aos que desviaram do caminho de Deus e que desejam voltar, e tranquilizar-nos  quando somos nós a ovelha perdida,  assegurando-nos de que  o Pai estará sempre de braços aberto para nos acolher de volta!
  A parábola da ovelha perdida nos ensina que em hipótese alguma, devemos desistir de alguém, pois este alguém é nosso irmão, necessitado  da nossa ajuda para voltar à vida!
 Não esqueçamos nunca: Temos uma missão muito especial a cumprir: devolver ao coração do Pai, as ovelhas perdidas, ovelhas que também pode ser um de nós!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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Eu te louvo, Pai, porque te revelaste aos pequeninos-Padre Antonio Queiroz




Este Evangelho nos mostra que Deus gosta das pessoas simples e humildes. Toda a Bíblia fala do amor predileto de Deus pelos pequenos e pobres.
Jesus mesmo era assim: “Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós” (Mt 11,29).
Quando Jesus fazia um grande portento, mostrando a sua divindade, pedia aos discípulos que não divulgassem. Isso porque ele era humilde e não queria se destacar sobre as pessoas com quem convivia. Seu desejo era ser considerado gente simples, comum e do povo.
E ele nos aconselha a fazer o mesmo: “Quando fores convidado para uma festa, vai sentar-te no último lugar. Quando chegar então aquele que te convidou, ele te dirá: ‘amigo, vem para um lugar melhor!’ Será uma honra para ti, à vista de todos os convidados. Pois todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado” (Lc 14,10-11).
“Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelastes aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.”
Em seguida, Jesus fala: “Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Isso para mostrar que, se ele ocultar dos orgulhosos os mistérios sagrados, os orgulhosos não têm outro meio de ficar sabendo.
“Felizes os olhos que vêem o que vós vedes...” É um convite de Jesus a não inveja de grandes e famosos personagens, do passado ou do presente. Conhecer a Jesus e segui-lo é a melhor parte, a melhor riqueza, a felicidade completa. E tanto o conhecimento como a fé em Jesus são dados aos pequenos e humildes.
“O céu é o meu trono... Mas eu olho para o pobrezinho de alma abatida que treme ao ouvir minha palavra” (Is 66,1-2).
“Não tenhais medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar a vós o Reino. Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei para vós bolsas que não se estragam, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem o traça corrói” (Lc 12,32-34).
Certa vez, um homem recebeu a notícia de que acabava de ser nomeado mandarim. Mandarim era um espécie de ministro dos antigos reinos orientais; um dos cargos mais importantes do reino.
O homem ficou super feliz. Agora sim, pensou ele, serei um grande homem aqui no reino. Preciso então providenciar logo uma roupa adequada, que faça jus à minha nova posição e à minha dignidade.
Foi ao alfaiate mais famoso do reino e lhe pediu que fizesse para ele o manto próprio de mandarim.
O alfaiate tirou todas as medidas, cuidadosamente, depois perguntou ao cliente: “Há quanto tempo o senhor é mandarim?” O homem estranhou a pergunta e disse: “O que tem a ver isso com o manto?”
O alfaiate explicou: “Acontece que um mandarim recém nomeado fica tão deslumbrado com o cargo que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito. Por isso tenho de fazer a parte da frente do manto maior que a de trás.
Agora, anos mais tarde, quando ele está ocupado com o seu trabalho e cansado devido aos transtornos advindos do cargo, ele fica mais sensato e costuma olhar para frente, a fim de ver o que vem na sua direção e o que precisa ser feito. Aí eu costuro o manto de modo que as partes da frente e de trás tenham o mesmo comprimento.
Mais tarde, depois que o seu corpo está curvado pelos anos de trabalho e ele está mais humilde devido às humilhações que recebeu, então eu faço o manto de forma que as costas fiquem mais longas que a frente.
Por isso que eu preciso saber do senhor há quanto tempo está neste cargo”.
O novo mandarim saiu da alfaiataria pensando menos no manto e mais na responsabilidade que ia assumir.
“Deus resiste aos soberbos, mas concede a graça aos humildes” (Tg 4,6). Ninguém é mais que ninguém. Para Deus, todos os serviços têm a mesma dignidade. O prefeito da cidade não está do lixeiro; o que vale é o amor e a dedicação que colocamos em nossos serviços.
Maria Santíssima, na Anunciação se considerou serva do Senhor. No magnificat, admirou-se de Deus ter olhado para ela, uma pessoa tão humilde. Em toda a sua vida, nunca procurou lugares de honra e destaque; a sua alegria era servir. Que ela nos ajude a ser simples e humildes!
Eu te louvo, Pai, porque te revelaste aos pequeninos.




-ADVENTO E O TEMPO KAIROLÓGICO-José Salviano

2º DOMINGO ADVENTO


7 de Dezembro de 2014

ANO  B

Evangelho - Mc 1,1-8

        
PRIMEIRA LEITURA
          O Profeta Isaías anuncia a vinda de Jesus a Jerusalém. Aquele que vem trazer a boa nova, para as cidades de Judá. Aquele que vem com todo poder, conquistar a vitória sobre o poder do mal. Sua glória se manifestará pois todos os homens da Terra ouvirão o que Ele falou, muito embora nem todos acreditem.
SALMO 84
          Queremos ouvir o que o  Senhor tem para nos dizer. Pois sua mensagem é só de paz. Mas essa paz é somente para o seu povo, para aqueles que o aceitar e o seguir. Para aqueles que voltam as suas mentes para Deus, para o seu Evangelho, caminho de vida eterna.  
SEGUNDA LEITURA
          Ao contrário do que muitos pensam, Deus está mais preocupado em nos salvar do que em nos castigar pelos nossos delitos, pelas nossas iniquidades.  E  alguns pensam assim por que acham que Deus se esqueceu deles, que Deus não atende mais os seus pedidos e clamores.  Acontece que Deus é paciente para conosco. E o seu tempo é diferente do nosso. Ele aguarda o tempo que for necessário pela nossa conversão, pela nossa mudança de vida. Porém, é bom que não nos acomodemos com essa paciência de Deus, pois "o dia do Senhor chegará como um ladrão".

EVANGELHO
          Caríssimos. João Batista foi o último dos profetas que teve uma missão especial diferente da dos outros profetas. Ele tinha como projeto, preparar a vinda do Senhor Jesus. E João Batista executou o seu plano mediante uma vida simples, do seu testemunho de prática da fé com muita humildade e penitência,  buscando a cada dia fazer a vontade do Pai, mediante uma pregação incansável.  Apesar de pregar com muita energia ao combater o egoísmo dos poderosos, o Batista era humilde ao ponto de reconhecer-se indigno de desatar as correias das sandálias  do Filho de Deus. Ele denunciava o consumismo, a arrogância, a hipocrisia, a iniquidade, e a ânsia pelo poder da elite judaica, e conclamava a todos a conversão, através da confissão dos pecados e do batismo.
          O Batista era aquele que  batizava os arrependidos e dispostos a conversão. Através de sinais externos, ele transformava pecadores em homens fiéis a Deus, aqueles que estavam internamente convencidos de que a melhor opção era a mudança total de suas vidas, a melhor escolha era  seguir os caminhos de Deus.
          Caríssimos. É isso que deve acontecer nas nossas mentes neste tempo de Advento, tempo de espera pelo Natal. Pois nestes dias que antecedem a vinda do Senhor Jesus, nós, inspirados na mensagem e no exemplo de João Batista, precisamos renovar as promessas do nosso batismo, e reconhecer Jesus como o nosso Salvador, aquele que nos chama a renunciar o egoísmo, e levar uma vida de partilha, e de prática dos seus ensinamentos, para que assim, possamos alcançar a glória eterna.
          João Batista, uma voz pregando no deserto. Nos dias de hoje são muitas as vozes que estão pregando no deserto. Professores, que tentam ensinar a sua matéria, para alunos que não estão interessados em aprender nada de útil para a sua vida! Alguns mestres e mestras ainda tentam por vezes, ensinar alguma lição de moral, de valores, e os jovens nem estão aí para esses ensinamentos.  Até enfrentam os professores, rebatendo com idéias "da hora", idéias distorcidas ou invertidas que aprenderam dos "amigos" e da mídia, sobre aquele assunto.
          Os pais nem se fala! Esses não têm mas vez diante dos seus filhos adolescentes. Pois eles escutam mais os amigos, os namorados,ou as namoradas do que os pais. Se os amigos inexperientes lhes mandarem cair no buraco, eles obedecem. Mais os pais experientes que lhes orientam para a vida, eles não ouvem mais. Esses para eles são ultrapassados! Os jovens estão anestesiados!  A lavagem cerebral operada pelas forças do mal está a todo vapor destruindo os valores nas mentes dos nossos filhos e plantando no lugar, o ódio, a vingança, a violência, o desamor, como já mencionamos aqui em outras  ocasiões. A repetição se faz necessária, tendo em vista a gravidade da situação em que vivemos. 
É TEMPO  DE AVENTO

          É tempo de mudança de vida, é tempo de conversão. Porém, infelizmente, influenciados pelas ilusões desse mundo, nós corremos contra o tempo, para não perder tempo, para aproveitar o máximo dessa vida que como o tempo, passa depressa. Só que fazemos isso de modo errado. Pois nesse desatino de desfrutar cada minuto de vida, acabamos por destruir a nossa própria vida, nos embriagando pelos mais variados venenos, tanto aqueles ingeridos pela boca, como aqueles ingeridos pela mente: São os valores invertidos que nos são apresentados por toda essa parafernalha digital, e eletromagnética da nossa era atual.  O verdadeiro "saber viver", é viver segundo Deus, por Deus e  para Deus, antes que seja tarde, antes que o  tempo passa e sem perceber, nós já perdemos muito tempo, perdemos a oportunidade que Deus nos dá de salvar a nossa alma!  Podemos observar que o tempo cronológico, o tempo  do relógio, vai passando devagar e sempre, e sem o percebermos, ele já se foi. Vem as rugas, as dores, as limitações físicas, as doenças, a solidão, e por fim, chega o fim de tudo. De tudo? É assim que pensam aqueles que só acreditam nessa vida cronológica.
          Meus irmãos! Alegrai-vos! porque dentro do tempo CRONOLÓGICO, podemos viver o TEMPO KAIROLÓGICO.
CHRONOS E KAIROS: Chronos é o tempo linear, mensurável é o tempo marcado pelo relógio.   Kairos é o tempo imensurável, eterno.
          O tempo cronológico tem datas, é mensurável, por isso  tem início e fim. Nós nascemos, desfrutamos a vida bem ou mal, depois morremos.
          O tempo kairológico  é infinito, indeterminado, não é mensurável,  por isso não tem datas nem começo nem fim, portanto ele é eterno. É o tempo de Deus.
E é por isso que Deus não quer que ninguém se perca no tempo cronológico ao ponto de não achar o caminho para o tempo kairológico, ou seja, para a eternidade.
O tempo de Deus já pode acontecer aqui mesmo nesta vida cronologicamente falando. Trata-se do tempo do ANTEGOSO. É o tempo final da nossa existência terrena, no qual podemos desfrutar aqui mesmo das maravilhas celestes enquanto ainda  convivemos com as demais pessoas da realidade terrestre.
 
          O tempo cronológico do Advento é o tempo de preparação para o tempo KAIROLÓGICO. O melhor momento que está por vir, o tempo que há de vir. Isso só depende das nossas escolhas.
          Que o Pai celeste nos ajude a não perdermos tempo com as futilidades enganosas, com superficialidades que não nos satisfazem plenamente, mais apenas momentaneamente. Que Jesus nos proteja da "catequese do mal" ou seja, da pregação daqueles que nos fazem a cabeça, que nos convencem a viver uma vida banal, em vez de uma vida em abundância como disse Jesus.  Que Jesus  nos ensine e nos ajude a ganhar  tempo cultivando e ensinando aos demais irmãos  os verdadeiros valores. Os valores eternos, aqueles que nos satisfazem plenamente. Que o Espírito Santo nos ilumine no sentido de aproveitar o tempo cronológico do Advento para transformar a nossa vida mudando os nossos hábitos, apagando todos os valores perniciosos das nossas mentes, e neste espaço de tempo cronológico que ainda nos resta, a nos preparar para a entrada de preferência adiantada no tempo kairológico.

Que assim seja.


José Salviano.   

“ALEGRA-TE CHEIA DE GRAÇA!”- Olívia Coutinho

 
Dia 08 de Dezembro de 2014
 
Evangelho de Lc1,26-38
 
 Em plena preparação para a celebração do Santo Natal, a Igreja nos convida a celebrar a solenidade da Imaculada Conceição de Maria, como que dizendo ser impossível celebrar o Natal do Senhor Jesus sem reverenciar a doce figura de Maria!
O Papa Paulo VI, em sua exortação apostólica Marialis Cultus, disse-nos:  “No inicio de dezembro e no coração do Advento, a Igreja coloca a solenidade da Imaculada Conceição de Maria, apontando-nos esse tempo como tempo de Maria por excelência, mais que qualquer outro tempo litúrgico, pois é nele que a vemos na mais intima relação com seu filho”.
“Imaculada Conceição de Maria”; é importante não confundirmos este dogma, com os inúmeros títulos atribuídos a Maria.  Imaculada Conceição, se refere a pessoa de Maria,  vem nos afirmar que a Mãe de Jesus  foi concebida  sem a mancha do pecado, um dom de  Deus que ela  recebeu ainda no ventre de sua mãe e que ela  preservou em toda sua existência.
O evangelho que a liturgia de hoje coloca diante de nós, nos convida a entrarmos no mistério da encarnação, deixando Jesus entrar na nossa vida e nos transformar por inteiros!
A história da salvação teve início com o “sim” de Maria! A iniciativa foi do Pai, o “sim” foi de Maria! Foi o “sim” que marcou o início da nossa Redenção, que mudou a história da humanidade, dividindo-a em antes e depois!
O projeto de Deus começa a se desenvolver com a saudação do anjo à uma humilde jovenzinha de Nazaré, um povoado entre as montanhas da Galileia! Na sua simplicidade, Maria estava longe de compreender o projeto de Deus a se realizar através dela, pois tudo que lhe fora comunicado pelo Anjo era grande demais para o seu entendimento, mas mesmo sem entender, ela não hesitou em dar o seu “sim” à Deus.
As incertezas de Maria, deram lugar à certeza,  quando o Anjo lhe revela a promessa de Deus, de que o Espírito Santo lhe daria total assistência no mistério da encarnação. Maria sentiu-se segura sabendo que o Espírito Santo lhe daria a força necessária para que ela pudesse levar em frente a missão que o Pai lhe confiara:  ser a mãe de Jesus, daquele que viria nos libertar do cativeiro!
Com o “sim” de Maria, abriram-se as cortinas de um novo tempo, o sonho de Deus tornou possível, iniciou-se a construção de um novo Reino, de um Reino de amor, de justiça e de paz!
A mais bela forma de agradecermos a Deus por tamanho amor é responder ao seu chamado, com o “sim” de Maria! Um sim que não fique somente na palavra, mas que, a exemplo de Maria, nos coloque à serviço do Reino: “Eis aqui o (a) servo (a) do Senhor… Faça-se em mim segundo a tua vontade!”
 Da trindade Santa, surgi uma nova era, o sol de um novo dia resplandeceu no coração da humanidade: O Pai envia o Filho, o Espírito Santo gera o Filho no ventre sagrado de uma Mulher e o Filho assume a missão designada pelo Pai: Libertar a humanidade da escravidão do pecado! 
Com Maria, descobrimos um jeito simples de sermos felizes: sendo inteiros no amor! Só assim, realizaremos a vontade de Deus!
Maria foi inteira no amor, ela realizou a vontade de Deus, abrindo mão de todos os seus projetos pessoais para viver o projeto de Deus! 
A oração proferida pelo Anjo, no encontro com aquela que geraria o Filho de Deus, ainda hoje está na boca e no coração de todos aqueles que veem em Maria a ternura materna do Pai! 
Ave Maria, cheia de graça...
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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EIS QUE ENVIO MEU MENSAGEIRO À TUA FRENTE, PARA PREPARAR O TEU CAMINHO – Olívia Coutinho.


II DOMINGO DO ADVENTO 
 
Dia 07 de Dezembro de 2014
 
Evangelho de Mc 1,1-8
 
Neste segundo domingo do Advento, a liturgia nos convida  a intensificar o espírito da alegria de quem espera pela vinda  do Senhor!
O advento é um tempo reflexivo, que nos desperta para  a  importância de fazermos  uma revisão de vida,  uma espécie de balanço, afim de que possamos  retirar o que não agrada a Deus em nós, e aprimorar o que há de bom!
 Precisamos  tomar consciência da importância de estarmos  sempre vigilantes, num processo contínuo de conversão, pois sem um retorno de todo o nosso ser  a Jesus, não tem como vivenciar  as alegrias do Santo Natal!
A nossa preparação para o Natal, não deve limitar-se na preparação da festa de confraternização entre amigos, familiares, isso tudo deve acontecer, desde  que Jesus não fique de fora, afinal, Ele é a razão desta festa!
Por maior que seja a nossa ingratidão, Deus não desiste do humano e   é através do próprio  humano, que ele age em favor do  humano.  Podemos perceber isso claramente  no evangelho de hoje, quando Deus  envia um  mensageiro, tirado do meio do povo, para preparar o encontro do humano com  o Divino!
O texto nos apresenta João Batista, o profeta que  veio realimentar a esperança dos sofredores, daqueles que já  haviam perdido a esperança no humano!
João Batista teve uma significante participação na história da Salvação, Ele é uma das figuras mais relevantes desta história, pois foi ele quem abriu o caminho para a entrada de Jesus no meio de nós! Ele preparou o povo para acolher a manifestação de Deus  na pessoa de Jesus!
João Batista foi um dos  protagonistas  da  história de amor que nunca terá fim! Suas palavras continuam  ecoando  em todos os confins da terra, de geração em geração: “Convertei-vos e crede no evangelho”. “Eis o cordeiro de Deus”...
 Uma das grandes virtudes que marcou a vida de João Batista,  foi a humildade, ele sempre se colocou no lugar de mensageiro, não aproveitou de seu prestígio junto ao povo para se alto promover, reconheceu a sua pequenez  diante a grandiosidade de Jesus, bem antes do seu encontro com Ele, nas águas do rio Jordão,  quando Jesus é apresentado pelo Pai : “Este é o meu Filho amado que muito me agrada” Mt 3,17
João Batista, o profeta que aplainou o caminho do Senhor com a sua pregação e o testemunho de vida, foi um grande exemplo de quem viveu exclusivamente a vontade de Deus! Ele não se acomodou nas tradições do seu povo, pelo contrário,  buscou algo novo, fazendo-se  anunciador de um tempo novo!
Imitemos o grande profeta João Batista, sendo a voz que grita no deserto contra todos  os  que insiste em manter os caminhos tortuosos como expressão de valores.
Neste advento, façamos como João Batista, abramos caminho para a entrada de Jesus no coração daquele que ainda não experimentou a alegria de viver o verdadeiro sentido do Natal!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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JESUS É ANUNCIADO -Canção Nova

20 de Dezembro- Sábado - Evangelho - Lc 1,26-38


O evangelho de hoje dá continuidade ao evangelho lido no dia do Natal. Aos pastores que guardavam os rebanhos de seu patrão, é anunciado o nascimento de Jesus. Eles vão às pressas ao encontro do recém-nascido. Lucas, com suas narrativas de infância de João Batista e de Jesus, no início de seu evangelho, já apresenta um de seus temas fundamentais. Em Jesus, Deus se revela como o Deus dos pobres, fracos e excluídos.
A escolha de Maria, uma jovem da periferia da Galiléia, para ser a mãe de Jesus, Filho de Deus, nos revela que o projeto de Deus difere dos projetos dos homens neste mundo.
O poder e o prestígio tão ansiosamente buscados, nada significam para Deus. Maria viveu a humildade e o serviço e nisto identifica-se com seu filho Jesus. O título de “rainha” aplicado a Maria não indica poder e superioridade, mas sim amor que se doa cativa, e se comunica. Maria está presente em nossos lares, nas alegrias e nos sofrimentos, nos confortando, como mãe e companheira de caminhada no seguimento de Jesus.
Seu amor misericordioso é universal e a fonte da paz a ser consolidada pelos laços de fraternidade e justiça entre todos, homens e mulheres.
Unindo o Filho que se encarna e a Mãe que o acolhe, aparece misteriosamente a obediência, o “Sim” de total disponibilidade ao Pai: o sim eterno do Filho, que ecoa no tempo através do sim da Virgem Maria. Assim, aparece o quanto a salvação do mundo e da humanidade manifesta-se na atitude de obediência, o contrário da atitude do pecado original: a humanidade voltará pela obediência Àquele de quem se afastou pela covardia da desobediência. O Criador e a criatura, de modo admirável e incompreensível, comungam nessa obediência ao plano amoroso de salvação.
Somos convidados a contemplar a atitude de fé, madura e disponível de Nossa Senhora: crente porque se confia totalmente ao Senhor, como Abraão, que partiu sem saber para onde ia (Hb 12,8): casamento, futuro, filhos, tudo isso a Virgem Mãe deixou nas mãos de Deus, sem pedir explicações, sem pedir provas, sem pedir garantias… Atitude madura porque humildemente procurou compreender o quanto possível o plano de Deus a seu respeito para melhor aderir a ele; atitude disponível, pela sua insuperável resposta ao convite do Senhor: “Eis a Serva!” – Não se pertence a si própria, não considera sua vida e seu destino a partir de seus interesses e projetos; ela se confia total e absolutamente ao seu Senhor e Deus.
Concluindo diremos que a anunciação do anjo mostra a dinâmica da fé e de Maria: sendo virgem, descobre-se grávida; perturba-se e tem medo; descobre a mão de Deus ao Espírito Santo; toma consciência que o que cresce em seus seios é o Divino; não duvida desta iluminação interior; apenas pergunta como se fará isso. Aceita realidades que não se vêem. Ela creu, pois para Deus nada é impossível. A fé consiste exatamente nisso: na antecipação das coisas que se esperam, na prova das realidades que não se vêem. (Hb 11,1). Com Maria digamos sim, à voz de Deus, e Jesus continuará nascendo em mim e em ti todos os dias.

Vem Senhor Jesus, o coração já bate forte ao te ver, é esta canção que quer preparar o nosso coração para adorar e bendizer o nome do Senhor. Vem Senhor Jesus andar, curar e restaurar a vida, a vida que tem se perdido no mundo sem Ti, vem Senhor Jesus, transformar a nossa vida! AMÉM.

Nossa missão é apontar ao mundo que só existe um Salvador -Canção Nova

19 de Dezembro- Sexta - Evangelho - Lc1,5-25


Que a nossa única missão seja esta: apontar para o mundo, para as pessoas, que só existe um Salvador, que só existe um Caminho e uma Vida.
“Em verdade vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele” (Mt 11,11). 
A Igreja nos apresenta a pessoa, a figura, a missão e o profetismo de João Batista. Não podemos falar do caminho do Messias, da presença de Jesus no meio de nós, sem dizermos – e apontarmos – o papel que teve João Batista para preparar o caminho do Senhor. 
João era um profeta. Foi o último dos profetas do Antigo Testamento e o profeta que abriu as portas para o tempo novo, o tempo da graça, o tempo da chegada do Messias. 
Nós sabemos, pelos relatos evangélicos, que João era um homem de vida ascética. Era um homem que vivia a disciplina, o rigor, se preparando espiritualmente para Aquele que viria. João foi santificado ainda no ventre de sua mãe, Isabel. O nascimento dele foi anunciado pelo Arcanjo Gabriel, o mesmo que anunciou a Maria que ela seria a Mãe do Salvador. 
João foi preparado para o Céu – desde o ventre da sua mãe – com uma missão muito específica: nos mostrar o caminho e a direção do Senhor. João não era a “Palavra”, mas era a “voz”, que nos mostra qual é a verdadeira Palavra de Deus. João não era o “Caminho”, mas era a “seta”, que nos mostra a direção do caminho do Senhor. 
Nós precisamos, nos dias de hoje, nas nossas casas, famílias, igrejas, nos grupos, na sociedade, de muitos homens como João Batista! Sim! Homens imbuídos desse espírito profético, que tenham a coragem e a audácia de não apontarem para si mesmos, mas apontarem para Jesus e dizer: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3, 30). A Igreja, hoje, precisa de muitos homens como João Batista! Homens e mulheres que apontem quem é o Messias, quem é o Salvador. 
Nós não podemos tomar o lugar de Jesus. Nós não podemos ser o “salvador” e o “libertador”. Nós não podemos fazer de ninguém – padre, pastor, pregador, cantor – o Messias e o Salvador, porque nenhum de nós não é digno nem sequer de desatar as correias sandálias do Senhor! (cf. Jo 1, 27c). Nós somos apenas as “setas”, aqueles que devem mostrar ao mundo quem é Jesus. 
Que o Senhor tenha misericórdia e compaixão de nós por todas as vezes em que aparecemos mais do que Ele! Que a nossa única missão seja esta: apontar para o mundo, para as pessoas, que só existe um Salvador, que só existe um Caminho e uma Vida. 
A Vida, o Caminho, a Luz do Mundo é Jesus, nosso Senhor e Deus. 
Que Deus abençoe você!


NASCE O FILHO DE DAVI -Canção Nova

18 de Dezembro- Quinta - Evangelho - Mt 1,18-24

Evangelho - Mt 1,18-24


O nascimento de Jesus é precedido pela Anunciação, em Mateus e em Lucas. Neste, a Anunciação é feita a Maria. Em Mateus, o anjo aparece em sonho a José, “filho de Davi”, com a intenção teológica de demonstrar a origem davídica de Jesus, através da genealogia inicial. Jesus é o Messias (Cristo) dos judeus-cristãos para quem Mateus escreve. João inicia seu Evangelho, afirmando a eternidade do Verbo em Deus. Sem origem, existia desde o princípio. Essa é a última realidade de Jesus. Mas, enquanto homem, qual foi sua origem? Mateus e Lucas descrevem o início do homem Jesus de modo diferente, porém, essencialmente idêntico. Lucas apela ao testemunho da mãe, Maria. Mateus, pelo contrário, descreve a situação do ponto de vista do marido, José. Ambos os relatos convergem para afirmar que o concebido no ventre de Maria não tinha pai humano. Que a concepção foi um ato do poder do Espírito Divino. Esse Espírito, que pairava presente sobre as águas no início (Gn 1,2), agora paira sobre Maria para uma realidade que se parece com uma criação.
Jesus não é um homem qualquer; na sua humanidade existe uma intervenção direta do poder de Deus. Ele tem uma mãe terrena, mas o Pai d’Ele (“meu Pai” dirá Ele) e vosso Pai, é o próprio Deus. Porém, essa sua permanência desde a concepção até seu nascimento no seio de Maria o torna semelhante a nós em tudo. Se o primeiro homem foi feito espírito vivente pelo Sopro Divino, o segundo Adão, Cristo, foi feito homem pelo Espírito Divino que transforma um óvulo humano em ser divino totalmente dependente da divindade. Será chamado Filho de Deus (Lc 1, 35) ou Deus conosco.
É admirável a simplicidade da narração. Mas também é apreciável o modo como é efetuada: José conhece o caso pelas palavras do mensageiro de Deus, como num sonho. Este sonho implica uma duplicata da realidade que temos que conhecer, em profundidade, unicamente com os olhos e ouvidos interiores. Por meio de uma fé que depende de um relato humano, mas que unicamente aceitamos porque avaliado pela palavra divina.
A dúvida de José era se podia aceitar uma mulher que, em termos legais, era uma idólatra e, portanto, maculava o matrimônio de modo a atingir de forma pecaminosa o esposo, cuja infâmia, portanto, deve ser extirpada. Aceitá-la era impossível. O meio de recusá-la era a dúvida principal de José. Como temos exposto, escolheu um método que a deixava fora de suspeitas adúlteras, mas que impediria a união matrimonial, porque nesse caso, como marido de uma mulher infiel, comparável a uma idólatra, estaria ele colaborando com o mal. O escrito de repúdio antigo, foi a forma escolhida por José. Não era preciso relatar causas, mas deixar claro que não deviam existir vínculos ulteriores. Tudo estava terminado.
A visão em sonhos declara os fatos e inocenta Maria. Mais: a eleva à categoria de especial escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador esperado. Existe um outro aspecto a ser tomado em conta: pede a José que atue como pai. Ninguém saberá o acontecido e todos pensarão numa concepção, gravidez e nascimento comuns.
José aceitou o encargo e se tornará pai –todos assim o pensavam- de um menino a quem impõe o nome, Salvador dos pecados de seu povo, não dos inimigos externos ou do poder estrangeiro, mas dessa ruptura essencial do homem com Deus que Cristo inicia a dissolver e da qual sempre será causa de anulação por meio da reconciliação. Era o antigo decreto de morte que acompanhava o afastamento do homem. Agora, por parte de Deus, todos somos filhos em seu Filho. Por parte humana, individual, essa nova realidade é assumida particularmente por meio da fé e a conversão em que não é o homem quem dita a ética vital, mas o Homem Jesus quem a proclama no seu Evangelho.
Pai, ajuda-me a contemplar tua ação maravilhosa em relação à concepção de teu Filho Jesus. Que eu reconheça nela tua oferta gratuita de salvação para toda a humanidade.