.

I N T E R N A U T A S-M I S S I O N Á R I O S

SOMOS CATÓLICOS APOSTÓLICOS ROMANOS

e RESPEITAMOS TODAS AS RELIGIÕES.

LEIA, ESCUTE, PRATIQUE E ENSINE.

PARA PESQUISAR NESTE BLOG DIGITE UMA PALAVRA, OU UMA FRASE DO EVANGELHO E CLICA EM PESQUISAR.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Mulher, grande é a tua fé! – Missionários Claretianos



Quarta-feira, 8 de agosto de 2012
São Domingos (Memória)

Outros Santos do Dia: Altmann de Passau (bispo), Ciríaco de Roma (dácono e mártir), Emiliano de Cizico (bispo e mártir),Hormisdas da Pérsia (mártir), Marino de Anazarbo (mártir), Severiano (mártir em Albano).

Primeira leitura: Jeremias 31, 1-7
Amei-te com amor eterno. 
Salmo responsorial: Jeremias 31,10.11.12.13
O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho. 
Evangelho: Mateus 15, 21-28
Mulher, grande é a tua fé! – Missionários Claretianos

A comunidade de Mateus se depara com um dilema: atender primeiro aos necessitados “de casa” ou atender aos “de fora”? Para o evangelista a resposta é clara: a missão de Jesus deu prioridade aos “de casa”, às ovelhas perdidas de Israel; mas seus seguidores, seguindo seu exemplo, devem abrir-se aos “de fora”, às nações.
A ação de Jesus com os de casa é o modelo a seguir com os de fora, com os estrangeiros, como com a mulher da passagem de hoje que surpreende a todos por sua persistência e pela extraordinária grandeza de sua fé. Jesus conhece os riscos de sua ação entre os pagãos, por isso dá uma resposta tirada da sabedoria popular.
A mulher responde com a mesma sabedoria para mostrar como a oferta de Deus beneficia todas as pessoas, porque em se tratando da graça de Deus, até as migalhas são suficientes. Nós corremos o risco de dar importância às urgências internas de nossas próprias comunidades cristãs a ponto de esquecer que nossa vocação é um chamado pascal a nos abrirmos às urgências do “resto” da humanidade.

Senhor, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água. – Missionários Claretianos



Terça-feira, 7 de agosto de 2012
18ª Semana do Tempo Comum

Santos do Dia: Alberto de Trapani (carmelita), Carpóforo, Exanto, Cássio, Severino, Segundo, Licínio (mártires de Como), Caetano (presbítero), Cláudia (mãe do papa São Lino, citada pelo Apóstolo Paulo em 2Tm 4,21), Domício, o Persa e Companheiros (mártires), Donatiano de Châlons-sur-Marne (bispo), Donato de Besançon (monge, bispo), Donato d’Arezzo (bispo, mártir), Hilário (monge, mártir), Fausto de Milão (mártir), Pedro, Juliana e Companheiros (mártires), Sixto II (Papa) e Companheiros (mártires), Victrício de Rouen (bispo).

Primeira leitura: Jeremias 30, 1-2.12-15.18-22
Eu te tratei com rudeza por causa do teu endurecimento no pecado. Mudarei a sorte das tendas de Jacó. 
Salmo responsorial: 101, 16-21.29.22-23
O Senhor olhou a terra do alto céu. 
Evangelho: Mateus 14,22-36
Senhor, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água. – Missionários Claretianos

A vida humana se define por três tipos de tarefas: as possíveis, as impossíveis e as impensáveis. Os discípulos, antes de conhecer Jesus, faziam as possíveis. Levavam uma vida de trabalho e de piedade até onde seus recursos e conhecimentos permitiam.
O chamado de Jesus que converteu os discípulos em pescadores de homens se transforma em um caminho para abraçar o impossível, que é abandonar as seguranças e abraçar a tarefa de anunciar o evangelho para instaurar o Reino de Deus no meio das condições adversas.
Jesus dá um passo a mais e realiza o impensável. É o que representam os milagres. São sinais de um mundo no qual a vida não está limitada pelos preconceitos sociais, pelas limitações econômicas ou, inclusive, pelas doutrinas religiosas: o céu é o único limite.
Pedro sai ao encontro de Jesus, supera o obstáculo impossível das águas, e a voz de Jesus o conduz ao milagre. A ação de Pedro mostra o caráter particular da fé cristã: não nasce de doutrinas ou leis, mas nasce na doação ao chamado de Jesus; fé é agarrar-se na mão de Jesus com todas as forças para confiar somente nele.

Transfiguração do Senhor (Festa) – Missionários Claretianos



Segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Transfiguração do Senhor (Festa) – Missionários Claretianos

Santos do Dia: Agapito de Roma (companheiro de Felicíssimo, mártir), Estêvão de Cardeña e Companheiros (monges, mártires), Felicíssimo de Roma (diácono, mártir), Hormisdas (papa), Jucelino (eremita), Justo e Pastor (mártires, foram martirizados na Espanha quando ainda eram meninos), Osvaldo de Nortumbria (rei), Tiago, o Sírio (eremita).

Primeira leitura: Daniel 7, 9-10.13-14.
Sua veste era branca como neve.
Salmo responsorial: 96, 1-2.5-6.9.
Deus é rei, é o Altíssimo, muito acima do universo!
Segunda leitura: 2Pedro 1, 16-19.
Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu.
Evangelho: Marcos 9, 2-10
“Este é meu Filho, escutai-o”

Que traços compartilham estes três personagens tão diferentes entre si? O mais destacado é o lugar: uma montanha que se eleva acima das planícies da Galiléia. A elevação é símbolo do encontro com a transcendência. Moisés e Elias são os únicos profetas que receberam revelações na “montanha de Deus”. Sua presença junto a Jesus significa precisamente a centralidade do evangelho do Reino: a mensagem da lei com Moisés e a mensagem profética com Elias.
O símbolo das vestes resplandecentes recorda os símbolos batismais do vestido novo e branco. O rosto brilhante recorda a aparência de Moisés ao descer do monte com as tábuas da Lei. Que significado pode ter estes símbolos?
Primeiramente, o lugar destacado e central na vida cristã. Em segundo lugar, a importância do evangelho para compreender a Lei e os Profetas. Em terceiro lugar, a urgência de se deixar transfigurar pela presença de Jesus na vida cotidiana e não se deixar enclausurar numa das três tendas mencionadas por Pedro.

“ESTE É O MEU FILHO AMADO, ESCUTAI O QUE ELE DIZ”! - Olívia Coutinho


 
06 de Agosto de 2012
 
Evangelho Mc 9,2-10
 
 
       Estamos  refletindo neste mês de Agosto,  sobre a importância de vivermos bem a nossa vocação.  Este  tempo especial, nos convida a  contemplarmos  a luz de Cristo, para que, iluminados por ela, possamos  viver a nossa realidade humana, dentro do plano de Deus, no respeito e no cuidado com a vida.
Somos  filhos amados de Deus, que mais uma vez deseja percorrer o caminho que  Jesus percorreu, atualizando esta caminhada no contexto do mundo de hoje.
O Evangelho que a liturgia  nos apresenta, mostra-nos a belíssima cena da transfiguração de Jesus!
 “Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se  diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar”.
A transfiguração de Jesus revelou aos discípulos a Sua  intimidade com o Pai, assegurando-os da Sua ressurreição após Sua morte de cruz!
Na transfiguração, os discípulos Pedro, Tiago e João, puderam visualizar o encontro de Jesus com o Pai. A partir de então, eles, que andavam tristes, desapontados com as últimas revelações  de Jesus, sobre a proximidade de sua morte, se encheram de alegria, com a  certeza de que a vida e ação de Jesus, não terminaria com a sua morte.
Hoje nós sabemos que a ação de Jesus no mundo, tornou mais forte ainda depois de  sua morte, e  com a ressurreição, sua vida se amplia cada vez mais, no coração humano.
Assim como Pedro desejou construir três tendas para que eles pudessem ficar no alto da montanha com Jesus, longe dos perigos e sem precisar batalhar a vida, nós também, certamente desejaríamos  o mesmo, essa  pode  ser a  nossa grande tentação dos dias de hoje: buscar nossa comodidade, bem estar, sem pensar no outro. 
Jesus é muito claro: rezar, ouvir e meditar a palavra de Deus é muito bom e O agrada muito, mas precisamos descer do alto da “montanha”, ir mais além, andar com os pés neste chão duro, com olhar sempre voltado para as margens do caminho, pois é lá, que estão os rostos desfigurados de tantos irmãos, que contam conosco para se transfigurarem!
Precisamos sair de nossas tendas, do nosso  comodismo, descruzar nossos braços, desvendar nossos olhos e nos por à caminho!
O episódio da transfiguração deve nos animar ao longo de toda nossa vida, especialmente quando esta transfiguração mostra o lado da cruz. Não precisamos temer a cruz, pois Jesus nos trouxe a certeza da vitória!
Guardemos dentro de nós, o brilho do rosto transfigurado de Jesus, brilho que servirá como  farol  iluminando-nos nas travessias escuras de nossa vida!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olívia 

--João Batista, um mártir corajoso- José Salviano


  
          João Batista estava incomodando muito por denunciar os pecados daqueles que viviam segundo a carne e segundo o seu egoísmo. Por isso sua cabeça foi servida num prato porque palavra de Rei não volta atrás.
Hoje vivemos num mundo em que são muitos aqueles que vivem segundo os prazeres da carne, não respeitando a esposa dos outros, não respeitando o marido das outras, tudo para satisfazer o seu egoísmo e seus caprichos igual a Herodes. Não dá mais para assistir um filme na nossa casa na presença da família ou mesmo na hora da  visita. Porque parece que os produtores não têm mais outra coisa para mostrar na tela senão a pura safadeza. Quando não estão executando, estão falando as mais  baixas e vis palavras que acabam degradando o ser humano, desqualificando e desvalorizando principalmente a imagem da mulher, que já não é mais vista como companheira, como mãe, como genitora, como a rainha do lar, mais simplesmente como um objeto de prazer descartável que o homem apenas usa sem mais nenhum compromisso, pois é tão grande a banalidade da pessoa humana, no mundo da sétima arte a qual já não é mais arte, mais sim pura pornografia.
         Por disso e de outros exemplos, é que vemos nos noticiários, as mulheres sendo mortas, surradas, maltratadas, simplesmente por ter terminado o relacionamento. Viu? Não é mais casamento. E sim, RELACIONAMENTO, sem Deus. E por isso desmorona muito cedo. Que pena!
 E nós o que fazemos?  Não vamos fazer absolutamente nada? Pelo menos vamos denunciar  enquanto podemos. Vamos lutar pelo resgate da imagem da mulher, que sob a desculpa de libertação feminina, foi vulgarizada desde os anos 60. A outra coisa que podemos e devemos fazer por essa nova Sodomia, é pedir ao Pai para que Ele proteja os nossos jovens de serem usados por aqueles que querem ver o circo pegar fogo.

Salviano.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

“ A Fé é essencialmente transformadora...” clericalizar-se - Diac. José da Cruz



SÁBADO DA 18ª SEMANA DO TC  11/08/2012
1ª Leitura  Habacuc 1, 12 – 2,4
Salmo 9,11b “Senhor, jamais abandonais quem vos procura”
Evangelho Mateus 17, 14 -20

“ A Fé é essencialmente transformadora...” clericalizar-se

Quantas vezes choramingamos diante de certas situações dentro da comunidade, que não conseguimos transformar, de quadros repetitivos, de pessoas que nunca mudam, de atitudes e testemunhos que vão contra o próprio evangelho. Às vezes até achamos que se tivéssemos algum poder dentro da instituição da igreja, resolveríamos a coisa do nosso jeito. É comum certas queixas “Ah se eu fosse o coordenador, ou o Padre dessa paróquia...”.
Não é o poder ditatorial que muda as pessoas e as situações, mas a Fé em Jesus Cristo, o agir em seu nome, o agir com Cristo, isso é, do mesmo modo, da mesma maneira que ele. Nesse sentido a Fé comprometida com a comunhão, é realmente poderosa e capaz de transformar qualquer situação adversa.
Não se sabe que tática ou estratégia os discípulos tentaram usar para curar o moço Lunático, mas o que se sabe é que a estratégia não funcionou e podemos supor que, possivelmente, eles tentaram a seu jeito, a seu modo, e em si mesmo não tinham, e nem nós temos, força suficiente para mudar as coisas e derrotar o Mal que oprime e escraviza as pessoas.
Mas essa experiência de uma Fé com tal poder de transformação, deve iniciar-se em nós mesmos, mudando quem sabe, certos sentimentos estranhos ao Cristianismo, que insistem em se fazer presentes em nosso coração, pensamentos de grandeza, de dominação, ressentimentos e mágoas, espírito de grandeza que nos leva a concorrer com o outro. Primeiro é preciso consertar a casa, para depois experimentarmos esse potencial de uma Fé transformadora nas situações que nos rodeiam no dia a dia, ou nos acontecimentos da comunidade.
Mudar a situação não é TER FÉ QUE VAI DAR CERTO., mas é FAZER A COISA CERTA, sempre ao modo de Jesus, é a Fé que nos compromete e  que nos envolve com todas as pessoas e situações de nossa v ida, sem esquivarmo-nos ou nos omitir. A Fé como um grão de mostarda, que Jesus nos apresenta na exortação final deste evangelho, é semente pequenina, com potencialidade de crescer de tal modo que possamos transportar montanhas e remover quaisquer obstáculos que impeçam o coração humano de viver a comunhão com Deus, na relação com os irmãos, expulsando para longe os demônios que insistem em permanecer no coração dos homens.....dividindo e separando, deturpando as relações fraternas.

“O Serviço que requer o Rebaixamento” -Diac. José da Cruz



DIA DE SÃO LOURENÇO DIÁCONO MÁRTIR 10/08/2012

sexta
1ª Leitura 2Cor 9, 6-10
Salmo 111 (112) , 5 a “Feliz o homem que se compadece e empresta”
Evangelho João 12, 24-26
“O Serviço que requer o Rebaixamento” -Diac. José da Cruz
A palavra Diakonia, do grego que significa servir, nasceu ainda em forma embrionária na Igreja primitiva, conforme relato de Lucas em Atos 6. Muito pouco se fala no Novo Testamento dos sete primeiros Diáconos da nossa Igreja, a não ser Estevão, o proto mártir, e Felipe, que após a expulsão dos cristãos das sinagogas, saiu pregar na Samaria e depois em outras regiões, inclusive sendo ele o grande articulador do Cristianismo no mundo grego, pois neste evangelho de hoje é ele que conduz os gregos até Jesus.
A Diakonia, que começou com o autêntico espírito de serviço, foi passando por transformações no seio da igreja e entre os séculos seguindo e terceiro, o Diácono era papel de destaque enquanto principal colaborador do Bispo, que por aquele tempo era quem presidia a “Fração do Pão”, ou em uma linguagem de hoje, só o Bispo é que celebrava missa. E assim a diakonia, cada vez mais foi tendo destaque no serviço do altar e na administração dos bens terrenos da Igreja e daí, a concorrência, a busca de poder, contaminou o Diaconato que ao final do século IV desapareceu por completo da nossa Igreja.
Foi o Concílio Vaticano II que restaurou o Diaconato Permanente fazendo com que a Diakonia fosse resgatada, deixando de ser apenas um ministério transitório, para ser um Sinal Sacramental do Serviço. O Diaconato Permanente é um Sinal Sacramental de todas as diakonias presentes em nossas comunidades, não há distinção entre a diakonia leiga e a do Diácono, uma supõe a outra, uma sinaliza e torna a outra autêntica em si mesma.
O evangelho de hoje, portanto, aponta para aquilo que é essencial no Diaconato: o morrer para si mesmo, esvaziar-se de qualquer ambição, glória ou poder, servir com alegria, generosidade e grande disposição. Morrer para si mesmo é não clericalizar-se em excesso, não fazer questão de qualquer honraria ou distinção, por causa do ministério, morrer para si mesmo é anunciar a Palavra e esquecer-se de si mesmo. Morrer para si mesmo é não olhar para o Presbítero com um ar inferior, e nem tão pouco olhar para o leigo com um ar superior.
Morrer para si mesmo é manter a serenidade em toda e qualquer situação, é ser paciencioso e compreensivo com quem quer que seja, é não fazer uso da sua autoridade clerical, para dominar, se impor, ou obter qualquer benefício. Morrer para si mesmo é abrir mão de celebrações da Palavra pomposas, onde se exalta o próprio ego, é priorizar as comunidades pobres de bairros distantes, com as quais o Cristo a quem se serve, se identifica mais.
Enfim, o Diaconato é um tesouro inestimável pertencente ao Senhor, que se permite guardá-lo na insignificância dos modestos vasos de barro, que são os nossos Diáconos. E que São Lourenço nos ajude a todos quantos imerecidamente receberam esse Santo Sacramento, a manter incólumes tal tesouro pertencente ao Senhor, e que refulge o seu maior brilho no amor que se traduz em serviço na Dimensão da Palavra, da Liturgia e da Caridade, colunas mestras que dão sustentabilidade a toda e qualquer Diakonia. 

“ Chegou a hora...” -Diac. José da Cruz



QUINTA FEIRA DA 18ª SEMANA DO TC 09/08/2012
1ª Leitura Jeremias 31, 31-34
Salmo 50 (51), 12 a  “Ó meu Deus, criai em mim um coração puro”
Evangelho  Mateus 16, 13-23
                                                           “ Chegou a hora...” -Diac. José da Cruz
No coração dos discípulos havia chegado a hora tão esperada, depois de questioná-los sobre quem era ele, para o povão, agora Jesus pergunta direto a eles sobre a sua identidade “E para vocês, quem sou eu?. Parece que Jesus fazia a prova final para saber se eles haviam entendido tudo certinho, pois estava chegando a hora da verdade.
Pedro fala em nome de todos, pareceu ser sempre um discípulo aplicado e bom, e a sua resposta está corretíssima sobre quem é Jesus  “O Cristo, o Filho de Deus vivo”. E Pedro tirou dez pois a resposta estava corretíssima contudo, faltava algo muito importante: Que Jesus era Deus, eles já o sabiam, na bela resposta de Pedro, mas como ele iria agir para libertar o povo?
Na cabeça dos discípulos, estava chegando a hora do Mestre, ele iria manifestar quem era de verdade, os poderosos iriam tremer na base com o seu poder, e os discípulos, naturalmente, seria o seleto grupo do primeiro escalão. Israel voltaria a ser a grande Nação, que imporia as demais a sua grandeza e magnificência e todos os reinos  da terra iriam se curvar diante de Israel e do Rei Messias, mais forte e poderoso do que o Rei Davi. Jesus pede-lhes que guardem aquele segredo Messiânico para que ele pudesse pegar todos de surpresa.
Por isso dá para se imaginar a cara de decepção, os olhares de espanto e frustração dos discípulos sonhadores, quando Jesus começa a falar de sua paixão e morte em Jerusalém. Pedro percebe o clima que pairou sobre o grupo e indignado exclamou “Que Deus não permita tal coisa, Senhor! Isso não te acontecerá!”.
Aqui a gente pode até pensar “Ah, mas esse Pedro não tem jeito mesmo, olha aí, querendo impedir que Jesus cumpra a sua missão de salvar a humanidade, que coisa, não é a toa que Jesus soltou os cachorros em cima dele, chamando-o de Satanás!”.
Mas temos que nos perguntar, se por acaso não cometemos esse mesmo pecado, quando vivemos uma religião sem compromisso, a espera do “Dia do Senhor” quando Jesus vier nas nuvens para colocar as coisas em seu devido lugar...Imaginamos que neste dia os maus irão ver o que é bom prá tosse, e que nós, os bons iremos nos sentir confortados ao ver que o Senhor nos dará razão, pela nossa prática cristã.
Quem vive essa religião da Glória e do gozo celestial já aqui nesta terra, quem se esconde nas comunidades para não enfrentar os desafios da Vida Cristã no meio do mundão, quem procura viver um cristianismo bem light, sem muito radicalismo e exageros. Quem vive se iludindo com o Cristo criado pelo consumismo. Todos esses ouvirão naquele dia o mesmo que Pedro ouviu ”Afasta-te de mim Satanás, pois não pensas as coisas de Deus”.