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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

“A Graça Poderosa atinge a todos...” -Diac. José da Cruz



QUARTA FEIRA DA 18ª  SEMANA DO TC  08/08/2012
1ª Leitura Jeremias 31, 1-7
Salmo  Jr 31,10d “O Senhor nos guardará, qual pastor a seu rebanho”
Evangelho Mateus 15, 21-28
“A Graça Poderosa atinge a todos...” -Diac. José da Cruz
Se nos lembrarmos da reflexão do evangelho de ontem, vamos compreender que a Graça de Deus é Soberana e autônoma, não estando atrelada a nenhum sistema institucionalizado, ou estruturas humanas que aprimorem a sua eficácia.  A Graça operante e santificante é eficaz em si mesma cabendo ao homem apenas acolhê-la em sua vida e seu coração, nada mais.
Poderá o leitor questionar, com toda razão: “Então as instituições, inclusive a religiosa, não serve para nada, por causa da sua neutralidade na questão Salvífica?” As estruturas institucionais mostram o esforço do homem em buscar a Deus e a Graça que ele tem para nos oferecer, e como de fato nos oferece, através de Jesus Cristo. Nesse sentido a Igreja é o grande, único e verdadeiro Sacramento de Jesus Cristo para o mundo.
A mulher Cananéia percebeu isso, que a Salvação estava em Jesus Cristo, e por isso não deu a mínima para a Rigorosa Instituição judaizante e aproximou-se de Jesus, que aqui, falando sob o ponto de vista da instituição religiosa, vai lembrar a mulher que a Salvação é exclusiva de Israel, Nação Santa e Raça escolhida. E nesse sentido o seu Messianismo estava focado na nação de Israel, e jamais fora dela.
Mas a mulher não vê sob o olhar da instituição, ela crê na misericórdia Divina que tem algo precioso a oferecer a todas as pessoas, e não apenas aquelas que estão dentro de um sistema religioso. Então aquela mulher pagã ganhou definitivamente o coração de Jesus que percebe nela a grandeza de uma Fé,  que não pauta pelos compromissos e obrigações decorrentes do legalismo Mosaico, mas que vislumbra a gratuidade do seu amor, capaz de salvar qualquer homem...
E Jesus inverte a ordem estabelecida, até agora Israel é a única referência e modelo de Povo Salvo, porque cumpre a Lei de Moisés, mas doravante o modelo e referência é aquela mulher Cananéia, que vislumbrou a Salvação enquanto dom gratuito, oferecida por Deus em Jesus Cristo, e por isso ali diante da comunidade dos discípulos Jesus a exalta, colocando-a acima de Israel, onde ele próprio ainda não tinha visto, até o momento, alguém com uma Fé assim.

“Os Vendavais na Vida dos Discípulos” -Diac. José da Cruz



TERÇA FEIRA DA 18ª SEMANA DO TC  07/08/ 2012-07-29
1ª Leitura Jeremias 30, 1-2.12
Salmo 101 (102) , 20b “O Senhor olhou do alto do seu Santuário, do céu ele contempla a terra”
Evangelho Mateus 14, 22-36
“Os Vendavais na Vida dos Discípulos” -Diac. José da Cruz

Uma boa pergunta para entrarmos de cabeça nessa reflexão: por que os discípulos ficaram com medo e pensaram que Jesus, caminhando sobre as águas na direção deles, era um fantasma? Porque era exatamente o clima das primeiras comunidades cristãs naqueles primeiros anos do cristianismo. Tinham medo porque não sabiam em que ia dar tudo aquilo, segundo, Jesus de Nazaré tinha morrido e portanto, se apareceu andando sobre as águas, era mesmo um fantasma. Era Jesus mais se tratava de uma aparição fantasmagórica, que de concreto nada pode fazer a não ser passar por paredes, andar sobre as águas e outras coisas desse tipo, próprias de um fantasma.
Então no diálogo com Jesus, feito por Pedro, vem a primeira prova de que não é um fantasma, pois Pedro queria saber se era Jesus mesmo, e se ele pudesse fazer as mesmas coisas que Jesus fazia, então sua presença era real. Á ordem de Jesus “Vem” o velho Pedro andou sobre as águas exatamente como Jesus. Jesus tinha o mar sobre seus pés, dominava as forças do mal presente no fundo do mar, segundo os antigos acreditavam, em sua vida Jesus venceu essas forças e agora, á sua Igreja também poderá fazê-lo entretanto....
A Comunidade não supera as Forças do mal com seus próprios recursos, sua capacidade, seu conhecimento sobre o assunto, suas ideologias. Nada disso! Enquanto Pedro caminhava ao encontro de Jesus, isso é, pensava e agia exatamente como o Mestre, conseguia superar as forças malignas dos vendavais e tempestades que assolavam as comunidades.
Mas há momentos desse embate, que nos julgamos perdidos, o medo e o desânimo nos dominam, e quando sentimos que tudo vai acabar, isso é, que as forças contrárias ao evangelho e á Igreja, são maiores e mais poderosas do que a nossa Fé, só há uma coisa a fazer: reconhecer que a Salvação vem de Jesus e somente dele! Não é a estrutura da Instituição que nos salva, não são os métodos pastorais ou as estratégias dos movimentos, ou a fama e o sucesso da Igreja na Mídia, mas somente e unicamente     Jesus.
Há em nossa Igreja muitas vezes movimentos super bem organizados em nível de arquidiocese, de cidades, de região, de estado e até mundialmente. Que sempre reconheçamos a importância desses movimentos mais tenhamos muito claro que o centro da Salvação está no Cristo anunciado pelo Santo Evangelho. Jesus entra na barca após tomar Pedro pela mão. Jesus não leva Pedro junto a si, em um lugar exclusivo e isolado, mas ele entra na barca junto com os demais, que ao verem cessar a tempestade professaram a Fé “Tu és verdadeiramente o Filho de Deus!”
Não há nenhum outro lugar, fora da comunidade eclesial, onde se possa fazer essa experiência da presença real do Senhor agindo com os que crêem, no combate interminável contra a ventania, as ondas e temporais que tentam em vão afundar essa Barca. Acreditamos no sucesso da missão evangelizadora, por causa do nosso desempenho, ou porque vemos em tudo a ação misteriosa de Jesus, fazendo a Salvação acontecer na vida das pessoas?

RANSFIGURAÇÃO DO SENHOR - Diac. José da Cruz


FESTA DA TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR – 06/08/2012
1ª Leitura Daniel 7, 9-10.13 ou 2Pedro 1,16-19
Salmo  96 (97) 1a 9 a “O Senhor Reina! Vós, Senhor, sois o
soberano de toda a terra” - Diac. José da Cruz

Evangelho  Marcos 9, 2-10
“TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR - A CERTEZA DA VITÓRIA”
Nem tudo o que reluz é ouro – Lembro-me bem deste provérbio que finalizava uma história no meu livro do antigo primário, ensinando-nos que nesta vida confundimos muita coisa com ouro valioso, mas que no fundo não passam de simples bijuteria.
Há pessoas que passam esta vida correndo atrás de quinquilharias, sem nunca descobrir o tesouro que Deus quer nos dar.
Os apóstolos pensavam que o Reino que Jesus havia implantado, era igual aos reinos deste mundo, e que ele seria um Rei muito rico e poderoso que iria dominar a todas as nações fazendo de Israel a mais importante de todas as nações da terra. Eles tinham muitos planos em seus corações e mentes, por causa de serem seguidores de Jesus, que naquele momento estava desacreditado, mas que em um futuro bem perto iria manifestar toda a sua força e poder. Muitas vezes como os apóstolos, buscamos um Jesus que atenda as nossas necessidades e realize os nossos sonhos neste mundo, essa fé tão distorcida nos impede de conhecer realmente quem é Jesus e para onde a sua graça nos leva.
Podemos afirmar que esta narrativa da transfiguração do Senhor está no coração do evangelho de Marcos porque se trata de um momento de profunda comunhão dos discípulos com Jesus, que ao transfigurar-se diante deles os introduz no mistério de Deus, que por sua vez revela quem é Jesus: O filho amado do Pai!
Ele não é simplesmente um profeta poderoso na linha de Elias, que foi arrebatado ao céu, nem um Líder como Moisés, principal protagonista da libertação do Povo da escravidão do Egito, esses dois personagens que aparecem ao lado de Jesus naquele momento representam todo o antigo testamento que preparou o coração dos homens para o tempo da plenitude inaugurado por Jesus.
Quando a voz se fez ouvir do meio da nuvem que os envolveu, os discípulos olharam e só viram a Jesus, que estava sozinho. As escrituras antigas apontam para Jesus, pois nele Deus irá falar diretamente aos homens, sem intermediários.
Pedro queria construir três tendas, uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias, que estavam ali no monte Tabor onde poderia ser instalado o QG do grupo, de onde partiriam as ordens dadas por eles. Fazer tendas significa acomodar-se e interromper a caminhada porque já se alcançou o objetivo. Na verdade o apóstolo não sabia bem o que estava falando pois o Reino de Deus, requer planejamento e não se pode queimar etapas. Jesus transfigurado, tendo Moisés e Elias ao seu lado, era tudo o que Pedro queria, não precisaria enfrentar as cruzes do caminho, nem tribulações ou desencantos, sofrimentos e tribulações, o Reino já chegara e era uma realidade bem ali diante dele.
A humanidade toda iria se render à força do Reino de Cristo! Mas o brilho que seus olhos iriam contemplar no alto do monte, não seria do ouro e nem da prata com que talvez sonhasse mais à luz de Deus presente em Jesus, algo nunca visto, suas vestes ficaram brancas, de uma brancura jamais vista.
No Cristo transfigurado e proclamado solenemente Filho amado do Pai, descobrimos o nosso destino, Deus nos quer transfigurados, com vestes brancas resplandecentes, envolvidos pela sua Santidade que em Jesus eles nos dá.
Somos uma multidão de filhas e filhos amados do Pai que já participamos da vida de Deus ainda neste mundo, que um dia chegará para nós em plenitude. Jesus antecipou a glória que o envolveria na ressurreição, porém, nunca escondeu o que viria antes: a cruz da rejeição, o sofrimento e a paixão no calvário, e a morte na cruz. É disso que Pedro quer fugir ao construir as três tendas, é isso que às vezes nos causa angústia e medo.
Compreender a cruz e aceitar o calvário de cada dia, percorrer os caminhos desta vida que parecem tortuosos, mas sem tirar o olhar da glória Futura, como o profeta Daniel na primeira leitura dessa liturgia, pois na perspectiva da ressurreição vivemos esta vida em uma Igreja que não se fundamenta em fábulas ou lendas, mas sim no relato do apóstolo Pedro, segunda leitura desse domingo, que foi testemunha ocular do Cristo Transfigurado, que segundo ele, fez clarear o dia e nascer a estrela da manhã em nossos corações antes envolvido pelas trevas do pecado.

--A fama de Jesus se espalhou - José Salviano


Dia 03  sexta



         Muito embora Jesus não pretendia ser famoso, sua fama se espalhou por todos os cantos, chegando aos ouvidos do governador Herodes, o qual sem entender nada, pensou que se tratava de João Batista que havia ressuscitado.
         Prezados irmãos. Nós devemos seguir Jesus e servir ao Reino de Deus, sem pretender ser famosos, mais sim anunciando sua palavra pelo testemunho e pela evangelização, sem nos importar com qualquer tipo de rejeição, resistência, chacotas e outras coisas que possam nos desestimular ou mesmo desanimar.
         Seguir Jesus é não buscar a glória pessoal, mais sim a glória de Deus Pai e a salvação dos nossos irmãos afastados da vida religiosa. Isto porque, diariamente Deus bate a nossa porta, e espera de nós uma atitude de resposta positiva em relação a uma mudança de vida. Do mesmo modo, os escolhidos para trabalhar na construção do Reino de Deus, precisam buscar Deus com todas as suas forças, pois sem o seu auxílio ninguém será capaz de anunciá-lo com eficácia. Pode até tentar, fazer belos discursos, gritar, fazer gestos, porém nada disso convence a quem está ouvindo ou assistindo. Pois são como os tambores. Fazem muito barulho porque são ocos por dentro. Tais evangelizadores uma vez não estando com Deus, embora façam bastante barulho, não conseguem levar Deus ao irmão. Porque ninguém pode dar o que não tem. Se você não tem Deus consigo, jamais poderá levá-Lo ao irmão.
         O cristão fiel é aquele que lê, escuta, pratica e depois ensina a  palavra de Deus.  E neste praticar está incluída muita oração. Por que sem se aproximar sinceramente de Deus, sem se aproximar da Luz, não podemos levar a luz aos outros.
         O Cristão fiel não se cala, não cessa de tentar levar Cristo ao outro, sem medir as dificuldades, sem buscar a fama, e mesmo em risco de morte, como o fizeram muitos santos da Igreja. E fazendo isso podemos de verdade ser chamados de cristãos, pois estamos imitando o missionário do Pai, o Cristo ressuscitado dos mortos.
Salviano     

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

“A transfiguração de Jesus” - Claudinei M. Oliveira.



Segunda - feira, 06  de Agosto  de 2012.
Evangelho: Mc 9,2-10

            O sinal da vitória  de Deus sobre a morte foi revelado para Pedro, Tiago e João na transfiguração de Jesus na montanha.  Jesus veio para anunciar a liberdade para todos e difundir sobre o homem o projeto de vida. Logo, o projeto de morte dos homens deve ser banido para que o espírito da bondade penetre no seio do povo sofredor  e o conduz para a vida feliz e fraternal. 
Na transfiguração as roupas de Jesus ficaram brilhantes e brancas como nenhuma lavadeira do mundo as poderia alvejar, na verdade está cena simboliza a vida em plenitude.  Nada poderia corroer a bondade justa do Deus poderoso e, mesmo no sofrimento, Jesus levou adiante o projeto do Pai, Ele acreditava  e tinha a certeza de que o mundo dos homens poderia mudar para todos.
Acreditar era o lema evocado aos discípulos no momento da transfiguração. Tanto que Jesus estava  no alto da montanha recordando o Monte Sinai, lugar das grandes revelações de Deus no Antigo Testamento. O sentido era para sacramentar a promessa feita os homens antigos e que Jesus estava  ali para continuar o projeto da libertação.
Para nós pecadores que lutamos para aproximar da santidade, pois somos filhos de Deus, temos que acreditar na Sagrada Escritura e executar os ensinamentos nos afazeres do dia a adia.  Nosso Deus é maior do que o poder daqueles que mataram Jesus, porque nosso Deus é o Deus da vida e não da morte. Ao seguirmos as orientações dos mandamentos e da doutrina da igreja, estamos consolidando nossa fé no Deus que superou todas as barreiras do mal para dar vida nova para a humanidade.
Mas nada chega tão fácil como esperamos. Não precisamos  passar por privações ou aprovações para aproximar de Deus, porém, vai depender da nossa vontade de servir a Deus. Olha que Pedro se encantou e já pediu para construir três tendas e viver para sempre na glória. Claro, foi advertido por Jesus. Lembrando a Pedro que apossar da vida em plenitude significa entregar de corpo e alma no anúncio e na evangelização. Fazer esta tarefa não é tão fácil como se pensa, pois, pode contrariar muitos interesses dos poderosos. Neste caso, o servo servido do reino pode correr perigo, mas o enfretamento é necessário para conduzir a Santa Palavra do Deus misericordioso.
Não podemos esquecer-nos do que Jesus disse e fez. Ele foi o exemplo de vida em plenitude. Lutou de braços abertos contra o mal e através de sua ação ajudou quem precisava. Não foi triunfalista em querer aparecer, Jesus, serviu corretamente todos e deixou um legado imenso para seguir com determinação as verdadeiras atitudes.
Portanto, o recado de Jesus foi dado a nós e como servos fieis não devemos acomodar em nossas glórias pessoais e ainda debilitada, porque enquanto existirem a exploração, a marginalização e a escravidão, o Reino de Deus ainda não se instaurou por completo. Assim, somos convidados a voltar para essa realidade e continuar sua prática libertadora. Que assim seja, amém!
Claudinei M. Oliveira

“Não afunde nas desilusões, Jesus lhes salvará” - Claudinei M. Oliveira.



Terça - feira, 07  de Agosto  de 2012.
Evangelho: Mt 14,22-36

            “Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais”. (Sl 69, 2.6).
            Os sofrimento acontecem com os fracos que não tem coragem de pedir socorro no momento  crítico. Mas se tiver fé no Criador e fazer com justiça o que ensina os ensinamentos da verdade o Senhor estará dando toda a força para a construção de novos caminhos. Entretanto, se a fraqueza insistir em derrubar, não se envergonhe, procure Deus, roga por Ele e pede de coração sereno, pois Ele não deixará sofrer.
 A mão do Senhor estará ao alcance de quem confia  na sua presença. Basta acreditar e pensar firmemente no seu poder que a solução acontece. Contudo, às vezes, a solução não chega ao momento esperado, não porque Deus não ouviu, mas porque ainda não ocorreu o tempo necessário.
O tempo do Senhor é diferente do nosso tempo. Nosso tempo é limitado com data e hora para acontecer, isto é a cultura do homem; mas o tempo do Senhor é infinito, não tem tempo marcado, porque o Senhor vive na eternidade.
Podemos até ficar chateado com o Senhor ao não ouvir o apelo, mas não precisamos desesperar. Veja que o salmista implora ao Senhor pelo socorro, não desanima até chegar ao limite do pedido do homem. Assim, deve ser a nossa vontade, encorajar na confiança para que a mão do Senhor venha em nosso auxílio.
Pedro estava na barca e viu Jesus aproximando no meio da tempestade sobre as águas. Teve a coragem e pediu para aproximar  por sobre as águas. Incentivado saiu ao seu encontro. No meio do caminho ficou com medo do tumulto e começou a afundar. Pediu socorro a Jesus e logo foi atendido.
Na cena narrada por Mateus o mar agitado significa a resistência dos discípulos e a resistência de todos nós em compreender que o projeto de Deus é para todos e não apenas para nós.  Enquanto nós não sermos solidários e companheiros com o irmão que necessita da ajuda, o mundo não compreendeu a verdadeira vinda de Jesus. Não precisamos ser resistente com o projeto de vida de Deus, a vida plena se faz no ardor de novas atitudes comprometidas com a sociedade. A calmaria só acontece se a paz reinar nos corações dos homens de boa vontade.
As desilusões podem acabar com o projeto de Deus. Mas se postarmos a força no Cristo Ressuscitado tudo pode fluir de maneira a contento. Para que isso aconteça é necessário partir para a oração e entregar tudo no coração do Libertador. Confie em Deus e lute por um mundo novo sem as tormentas das maldades, violências e injustiças.
Que Deus abençoe a todos. Amém!
Claudinei M. Oliveira.

TRABALHAR PELO PÃO QUE NÃO PERECE É PALTAR A VIDA NO EXEMPLO DE JESUS! - Olívia Coutinho



XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Dia 5 de Agosto de 2012

Evangelho de Jo 6, 24-35

Estamos no mês de agosto, o mês vocacional, um tempo forte que nos convida à reflexão.
É importante descobrirmos qual é o nosso compromisso com a Igreja e com a sociedade. Não nascemos com tudo pronto, precisamos trabalhar assumir as nossas responsabilidades, temos uma missão a cumprir e esta missão parte do nosso compromisso primeiro: o compromisso com a vida!
Só descobrimos o verdadeiro sentido da vida, quando exercemos bem a nossa vocação.
Vocação é um caminho de felicidade e de santidade, é chamado e resposta, é uma semente divina ligada a um “sim” humano!
Muitos querem ter certeza do poder de Jesus, para depois confiar Nele, querem sinais, mas nunca terão, pois a manifestação do amor de Deus, através de Jesus, só acontece pelos caminhos da fé. A fé é um dom gratuito de Deus e esse dom, já é um sinal do seu amor por nós!
Quem abraça a fé, não caminha sem rumo, não se deixa levar pelos caminhos incertos.
Confiar em Jesus é a nossa maior riqueza, Ele é o sinal por excelência do amor do Pai. Ligados a Ele, encontraremos meios capazes de transformar  qualquer realidade contrária a vida.
Estar ligado a Jesus é aderir ao projeto do Pai, é entrar na dinâmica do Reino, ciente dos nossos compromissos.
A plenitude do nosso ser, não vem de cima, nasce de dentro, pois requer de nós, uma colaboração pessoal, um amor que podemos traduzir como partilha. A vida partilhada se converge  em mais vida para todos, aí está o milagre da partilha!
No evangelho de hoje, vemos que uma multidão estava a procurava de Jesus, não porque visse Nele, o Filho de Deus, o mestre que lhes ensinaria o caminho da felicidade e sim, um líder que fosse resolver todos os seus problemas, o que eles queriam, era  beneficiar-se  dos poderes de Jesus sem nenhum esforço. 
Antes da multiplicação dos pães, esta mesma multidão, buscava Jesus como  um libertador, depositando Nele a sua única fonte de esperança. Depois da partilha do pão, a história tomou  outro rumo, aquela mesma multidão  passou a buscar Jesus como um  líder milagreiro, capaz de  resolver tudo sozinho, uma atitude que vai ao contrário à proposta  de Jesus.
A profundidade do sinal realizado por Jesus, na multiplicação dos pães, está em conscientizar o povo, de que a solução para suas necessidades estava com eles mesmos, ou seja, eles mesmos poderiam encontrar os meios de resolver aquele problema, que era de todos: a fome, bastava que eles abrissem o coração ao amor solidário, o amor que  leva a partilha. O milagre foi realizado por Jesus, mas o instrumento foi o povo, simbolizado naquele menino que doou o pouco que tinha; 5 pães e dois peixes, o que vem nos dizer, que Jesus não quer agir sozinho, Ele quer agir no mundo, através de nós. O episódio nos fala também,  da força que podemos ter, quando nós, (povo),  nos organizamos dentro do espírito da partilha. 
Para a tristeza de Jesus, aquela multidão ficou só no milagre, não foi capaz de entender a profundidade daquele sinal, sinal, que apontava para uma realidade bem maior do que o próprio milagre: a partilha dos bens da criação, direito de todos.
“Vocês estão me procurando não porque viram os sinais, mas porque comeram dos pães e ficaram satisfeitos”. De libertador, Jesus passa a ser visto como alguém que mata a fome física, o que não condiz com o evangelho, pois  Deus, não enviou o seu Filho ao mundo, com a finalidade de resolver os nossos problemas e nem para realizar  milagres, Jesus veio para nos ensinar, Ele quer que caminhemos com nossas próprias pernas, o que precisamos buscar Nele, é a força o discernimento para enfrentarmos todas as adversidades da vida.
Trabalhar pelo Pão que não perece é pautar a vida no exemplo de Jesus!
 Jesus é o pão para vida de todos, Ele é amor que se doa, acheguemos  a Ele, não para nos preencher a nos mesmos, mas para doar e  para amar.
Deus se faz pão em Jesus, Ele é o pão descido do céu, agora não precisamos pedir deste pão, pois Ele é o pão presente no meio de nós, crendo Nele, participamos dessa unidade e comunhão de amor.

 FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olívia

terça-feira, 31 de julho de 2012

“Isso não vai ficar assim!” – Diac. José da Cruz




SEGUNDA FEIRA DA 11ª SEMANA DO TEMPO COMUM 18/06/2012
1ª Leitura 1Reis, 21, 1-16
Salmo 5,2 “Senhor, ouvi minhas palavras, escutai meus gemidos”
Evangelho Mateus 5, 38-42

   
Quantas vezes não ouvimos essa frase, dita por alguém em um momento de revolta e indignação, quantas vezes nós mesmos não pensamos ou falamos essa frase, talvez trêmulo pela raiva ou ofensa recebida.  Essa frase é perigosa porque cria dentro da gente o espírito de Vingança que Jesus combate nesse evangelho. Frases do tipo “Sou cristão mais não sou bobo”, ou “Sou bom mas...não mexa comigo”, ou ainda “Sou bom mas não levo desaforo para casa”.Claro que a maioria delas são ditas em um momento de muita raiva e indignação e as vezes fica o dito pelo não dito, pois gostamos de falar essas frases na frente das pessoas, para que elas vejam quem somos.
Mas elas refletem, sem dúvida alguma, o mal do espírito de vingança presente na sociedade e quando dizemos essas frases estamos divulgando essa cultura da violência. Certa ocasião perguntaram a um agressor de mulher, que fora condenado pela Lei Maria da Penha, o porquê do seu comportamento tão violento e cruel com a esposa. Ele respondeu que quando criança e na pré-adolescência, cresceu vendo a mãe apanhar do padrasto quase todo dia e ele achava que isso era normal.
Qual a melhor forma de se combater essa cultura de morte e de violência, que todos os dias se faz presente no quotidiano da vida, nas famílias, nos jogos de futebol, nas torcidas das grandes equipes, na política e até na comunidade? A resposta  encontramos nas palavras de Jesus nesse evangelho: Eu porém vos digo.....
Esta afirmativa que abre as orientações que Jesus vai dar sobre esse assunto, é essencial para nós cristãos, é o Senhor que está falando, e suas palavras se opõe á Lei de Talião, que era a Lei da Vingança. A questão é, como agir diante da violência, como agir quando nós somos as vítimas, por também tem disso, ás vezes trabalhamos bem com a questão do perdão, quando a coisa é com o outro, mas e quando nós é que fomos agredidos, humilhados, ofendidos, caluniados, injustiçados?  Muitas vezes colocamos um peso muito maior, do que quando se trata do irmão.
A espiral da violência só termina quando ela é interrompida e neste evangelho, Jesus orienta esse procedimento porque exatamente é essa a vontade de Deus. Examinemos com grande atenção a nossa conduta, na comunidade e fora dela, talvez não sejamos vingadores implacáveis, como permitia a Lei do Talião, mas precisamos nos convencer que “certas vingancinhas” e atos mesquinhos, em nossa relações, com aqueles de quem não gostamos, ou que nos deram motivos para não os amar, são igualmente detestáveis perante Deus e assim agimos, é sinal de que as palavras de Jesus ainda não penetraram em nosso coração o suficiente, para experimentarmos o seu Santo e Bendito Amor, gratuito e incondicional.