17- Terça
- Evangelho - Lc 19,1-10
Ele
queria ver Jesus
O
Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.
Este
Evangelho narra o encontro de Jesus com Zaqueu. Ele queria ver Jesus. Não
apenas ver. O que aconteceu depois mostrou que Zaqueu queria de corpo e alma
ver Jesus.
Ele
tinha na frente dois obstáculos: A multidão que o impedia de aproximar-se de
Jesus, e a sua baixa estatura.
Correu
na frente da multidão e subiu em uma árvore. Pronto, superou os dois
obstáculos. Nós encontramos na vida muitos obstáculos que nos impedem de nos
aproximar de Jesus. Mas nenhum deles é insuperável; com esforço e criatividade,
podemos vencer todos.
Zaqueu
expôs-se ao ridículo. Imagine um homem conceituado na cidade, trepado numa
árvore! Quando queremos encontrar-nos com Deus, precisamos aproveitar as
oportunidades, sem nenhum respeito humano.
Interessante:
Zaqueu se interessava por Jesus e Jesus se interessava por Zaqueu. Já antes da
cena, Jesus tinha planejado ficar na casa dele. Na verdade, Deus é que prepara
as ocasiões para o nosso encontro com ele. Quando vamos a ele com a farinha,
ele já vem ao nosso encontro com o bolo pronto!
Deus
nos chama pelo nome. Como deve ter sido gratificante para Zaqueu, ouvir Jesus
falar o seu nome! “Chamei-te pelo teu nome, tu és meu” (Is 43,1).
“Desce
depressa!” Não só da árvore; humilha-te, torna-te simples criatura de Deus, e
ele te abraçará.
Zaqueu
acolheu Jesus de forma ampla: no seu coração, na sua casa com tudo o que havia
dentro: família, pertences... E o resultado foi a alegria.
A
nossa conversão tem de ser ampla. Não é possível ser amigo de Jesus e continuar
apegado, por exemplo, ao dinheiro. Se um copo tem um líquido e nós despejamos
outro líquido em cima, aquele que estava no copo transborda e cai para fora.
Assim queremos que Jesus faça conosco; que ele tome conta de nós. Não queremos
ser como o jovem rico, que preferiu seus bens ao seguimento de Jesus. O nosso
modelo de conversão é Zaqueu.
A
crítica dos fariseus -“Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!” –
converte-se em alegria para nós, pois, mesmo que estejamos cheios de pecados,
Jesus poderá vir a nós também. O importante é abrir a nossa porta, mesmo que a
casa esteja suja, e dizer a Jesus: entre na minha casa, Senhor, coma e beba,
depois nós conversaremos.
Quais
os obstáculos que me impedem de um encontro mais profundo com Deus? De que modo
estou procurando superá-los? Tenho coragem de devolver quatro vezes mais às
pessoas que defraudei, e, se Deus me pedir, de dar a metade dos meus bens aos
pobres? O respeito humano tem me impedido de participar mais ativamente da
Comunidade cristã?
“Discípulos
e missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos tenham mais vida nele.”
Mesmo que critiquem, nós queremos ir atrás das pessoas afastadas e mergulhadas
no pecado como Zaqueu. “O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava
perdido”.
Certa
vez, um palestrante sentou-se numa cadeira, agarrou-se com as duas mãos no
encosto da cadeira, e fez uma bela oração de entrega a Deus: “Senhor, estou
disponível; pode me chamar. Estou aqui, chama-me para qualquer coisa que o
Senhor quiser!...” Como que Deus vai chamar uma pessoa nessas condições?!
Quando
rezarmos, que larguemos o encosto da cadeira, isto é, que coloquemos sobre a
mesa tudo o que é nosso, como fez Zaqueu, como fez Maria, São Frei Galvão,
Santa Paulina e tantos outros e outras, até conhecidos nossos, que já morreram!
Maria
Santíssima tem um coração que é todo “sim” para Deus, e todo “sim” para nós,
seus filhos e filhas. Maria do “sim”, rogai por nós!
O
Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.
Padre
Queiroz
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