quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Jesus viu Natanael-Alexandre Soledade

João 1,47-51
Naquele tempo, 47 Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: "Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade". 48 Natanael perguntou: "De onde me conheces?" Jesus respondeu: "Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi". 49 Natanael respondeu: "Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel". 50 Jesus disse: "Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!" 51 E Jesus continuou: "Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem".
Bom dia
São dois focos distintos hoje: Jesus encontra Bartolomeu (Natanael) e o dia dos anjos Rafael, Miguel e Miguel.
Temos tido um foco essa semana em deixar clara a percepção divina dos nossos atos e ações, ou seja, é realmente improvável que Deus não saiba o que acontece em nossas vidas, estando nós debaixo ou não escondidos em uma figueira.
Se minha crença permite acreditar que Deus tudo sabe que adianta mentir para nós mesmos, tentando assim agradar ou passar uma falsa imagem para os outros, se Deus realmente conhece minhas verdadeiras intenções? Que adianta sentar nas primeiras filas ou procurar locais de destaque na comunidade se minha vida pessoal nos convidaria a aceitar um espaço mais simples e singelo?
 - “Só Deus pode me julgar”!!! Quantas vezes ouvi isso como a maior das desculpas para evitar pensar em qualquer mudança? Deus não deseja o martírio de ninguém, tão pouco exposição pública ou julgamentos, mas também não é coerente viver uma mentira para fugir de mudar de vida.
Ao buscar as leituras que narram a presença dos anjos Rafael, Miguel e Gabriel na bíblia percebemos muito mais que os milagres, prodígios e revelações atribuídas a eles, percebemos que eles conheciam bem àqueles a quem Deus os enviou para ajudar.
Rafael conhecia bem a fé de Tobit, pai de Tobias; Miguel nunca veio por acaso e Gabriel fala como Maria sabendo de toda esperança que o povo de Nazaré depositava na chegada do Messias. Acho mesmo que Deus não conhece o teor do meu coração?
Todo aquele que se diz cristão deveria ser cristão de fato. Falar e não fazer não combina com algo chamado verdade. É triste quando ouvimos falas bonitas, elaboradas, no entanto vazias de sentimentos. Talvez seja isso que o papa Francisco tenha pedido incessantemente aos padres: AMOR.
“(...) Os padres devem se preparar para esta grande tarefa, sabendo conjugar palavras de genuína acolhida com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um caminho de conversão verdadeira". (Papa Francisco)
Acho que se tivéssemos mais acolhida, perderíamos menos para outras religiões. Se fossemos menos preocupados com destaque, falaríamos mais a verdade; se aparência fosse menos importante, talvez nossos corações fossem mais sinceros; talvez se temêssemos menos os julgamentos ficaríamos menos tempo escondidos debaixo da figueira e seríamos apóstolos como Natanael (Bartolomeu).
Um imenso abraço fraterno

Pedi e recebereis-Igreja Matriz de Dracena

08- Quinta - Evangelho - Lc 11,5-13


A ORAÇÃO CONFIANTE
O modo como a pessoa reza depende da imagem de Deus que traz no coração. Quanto mais correta for esta imagem, mais disposição terá para a oração, e mais confiante e perseverante esta será.
A primeira parábola ensina como a pessoa de fé sabe a quem recorrer, sem se importar com as circunstâncias. Aquele que crê, tem absoluta certeza de ser atendido, mesmo devendo esperar.
Jesus apresenta o Pai como quem jamais decepciona aos que recorrem a ele. Ao pedir, a pessoa recebe; ao buscar, encontra; ao bater, abre-se-lhe a porta. De maneira nenhuma, existe frustração.
É próprio do Pai manifestar seu imenso amor a todos os seus filhos. Da comparação com o modo de agir dos pais da Terra, deduz-se a atitude do Pai do Céu. Se um pai, por pior que seja, jamais frustra as expectativas de seu filho, dando-lhe coisas ruíns, quando lhe pede coisas boas, quanto mais o fará Pai celeste!
Jesus indica qual é o dom principal que devemos pedir ao Pai: o Espírito Santo. E quem se dirige a ele, pedindo esse dom, pode estar certo de que será atendido. A bondade do Pai é insuperável. Jamais um ser humano poderá superar sua misericórdia.

Oração
Espírito de confiança em Deus, dá-me a graça de perseverar na oração, certo de que o Pai atenderá, com bondade, os meus anseios profundos.


Eis que conceberás e darás à luz um filho-Igreja Matriz de Dracena

07- Quarta - Evangelho - Lc 1,26-38


MARIA, CHEIA DE GRAÇA
A Igreja, refletindo sobre a mãe de Jesus, foi entendendo, pouco a pouco, toda a verdade desta figura singular. Neste processo, a Igreja chegou a professar que o pecado original, tendo marcado para sempre a história da humanidade, mas não lançou raízes no ser de Maria. Vivendo num mundo de egoísmo, ela não foi contaminada pelo pecado. 
Esta graça e privilégio, conferidos por Deus à mãe do Salvador, aconteceram por causa de Jesus Cristo. Deus preparou para receber seu Filho, que seria imune da culpa original, um ventre não corrompido pelo pecado. Maria, de certo modo, experimentou, por antecipação, o fruto da ação de seu filho Jesus, que viria ao mundo para salvar a humanidade do pecado. A mãe foi a primeira a tirar partido da missão do Filho. A santidade do Filho Jesus santificou todo o ser da mãe Maria, desde que fora concebida. 
A proclamação do anjo “Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo” fundamenta a total santidade de Maria. Sendo cheia de graça, nela não podia haver espaço para o pecado e para a infidelidade a Deus. E sua existência, desde o início, só podia ser total comunhão com Deus. Por outro lado, toda a vida de Maria foi marcada pela pessoa de Jesus, a quem estaria ligada desde o momento do anúncio da encarnação. A concepção imaculada é, pois, mais uma maravilha da graça de Deus na vida de Maria. 
 
 



Marta recebeu-o em sua casa. Maria escolheu a melhor parte.-Igreja Matriz de Dracena

06- Terça - Evangelho - Lc 10,38-42


UMA SÓ COISA É NECESSÁRIA
A passagem de Jesus pela casa de uma família amiga permitiu-lhe experimentar o carinho e o afeto de duas pessoas queridas. Cada uma, a seu modo, expressou sua admiração pelo Mestre. Maria, sentada aos pés do Senhor, pôs-se a escutá-lo. Marta, por sua vez, tomou a iniciativa de providenciar comida para o hóspede ilustre.
Em geral, tende-se a contrapor as duas iniciativas, dizendo que Maria escolheu a contemplação e Marta a ação. E, pelo fato de Marta ter sido advertida por sua inquietação e Maria ter sido louvada por ter escolhido a melhor parte, pensa-se que Jesus tivesse privilegiado a contemplação em detrimento da ação. 
A censura do Mestre, dirigida a Marta, não desmerecia sua ação. Apenas mostrou o vazio da ação que não brota da escuta da Palavra. Ou seja, é nessa escuta que o discípulo encontra inspiração para agir. 
Maria encarnou a figura do discípulo. Antes de lançar-se ao serviço, ela se fez ouvinte da Palavra. Só depois, guiada por ela, saberia como servir mais e melhor.
“A melhor parte”, portanto, significa o modo mais correto de agir, a maneira mais adequada de tornar-se servidora do Reino. 
O próprio Jesus fazia sua ação ser precedida da oração. Nos longos momentos passados em contemplação e escuta, ele intuía a vontade do Pai.
Oração
Senhor Jesus, dá-me sabedoria para unir meu serviço ao Reino à contemplação, onde tu me inspiras o que devo fazer.



O que Deus uniu, o homem não separe!-Igreja Matriz de Dracena

04- DOMINGO - Evangelho - Mc 10,2-16

UMA MUDANÇA DE MENTALIDADE
O Reino anunciado por Jesus visava restabelecer entre os seres humanos as relações primitivamente queridas por Deus. O pecado havia contaminado a humanidade, pervertendo-lhe as relações. Era preciso reverter este quadro em todos os níveis.
No âmbito familiar, era preciso superar a mentalidade divorcista, onde o marido se sobrepunha à esposa, podendo despedi-la quando lhe conviesse. A situação da esposa, nestas circunstâncias, era de grande instabilidade. Ela jamais podia estar certa da profundidade dos laços matrimoniais. Por qualquer motivo, o marido tinha o direito de despedi-la.
Jesus foi buscar nas primeiras páginas das Escrituras o pensamento de Deus a respeito do matrimônio, anterior à Lei mosaica divorcista. O homem e a mulher foram criados em vista do matrimônio que os uniria de modo tão profundo, a ponto de fazer dos dois uma só carne. Trata-se de uma união espiritual onde os esposos se mútuo assumem, fazendo suas existências se interpenetrarem inseparavelmente. Só Deus pode ser o autor da união conjugal, assim entendida. E, quando Deus une, nenhum ser humano pode se arvorar o direito de desfazer sua obra. Deus une para sempre.
Quem adere ao Reino é chamado a refazer seus esquemas mentais. E não se deixar levar pela dureza de coração, mas sim pelos desígnios de Deus.

Oração

Senhor Jesus, leva-me a ter o mesmo pensar do Pai e a refazer meus esquemas mentais contaminados pelo pecado.


E quem é o meu próximo?-Igreja Matriz de Dracena

05- Segunda - Evangelho - Lc 10,25-37


FAZE TU O MESMO! 
Existe uma ligação evidente entre a questão dirigida pelo mestre a Lei a Jesus e a ordem conclusiva do relato. O mestre da Lei queria conhecer os caminhos para se obter a vida eterna, e Jesus ordena-lhe que imite o gesto misericordioso do samaritano. 
A preocupação com a vida eterna corresponde a reconhecer os caminhos que conduzem ao Pai, fonte da verdadeira vida. O mestre da Lei estava no bom caminho ao confessar que a via que conduz ao Pai é o caminho do amor. Consciência fenomenal, se levamos em conta a mentalidade legalista, muito difundida na época. 
Faltava-lhe apenas refazer sua concepção de próximo. A parábola contada por Jesus não deixa margem para dúvidas: próximo é qualquer pessoa que, encontrada pelos caminhos da vida, carece do nosso amor misericordioso. Diante deste apelo, caem todas as barreiras sociais, culturais, religiosas, étnicas. O próximo carente é a mediação da comunhão com o Pai. Quem tem sensibilidade e é capaz de desfazer-se de seus planos para se mostrar solidário, estará no caminho da vida eterna. Quem, pelo contrário, desvia-se do próximo carente de solidariedade, desvia-se do caminho que conduz ao Pai. 
Assim, a vida eterna define-se pela disposição de se tornar servidor do próximo, em quem o Pai é servido. Quem é misericordioso, está no bom caminho. 

Oração 

Espírito de sintonia com o próximo, não me deixes ser insensível ao meu próximo carente de solidariedade, pois a misericórdia me conduz à vida eterna.

Ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu-Igreja Matriz de Dracena

03- Sábado - Evangelho - Lc 10,17-24


A ALEGRIA DO APÓSTOLO
           A missão dos discípulos de Jesus teve seu lado bonito de eficácia e acolhida. Eles foram testemunhas da ação da palavra de Deus na vida das pessoas e como elas se transformavam. Perceberam, igualmente, como as forças demoníacas que mantinham as pessoas cativas, seja do pecado seja da doença, eram vencidas. Viram o Reino expandir-se e se implantar na vida de muita gente. Por isso, voltavam cheios de alegria para junto de Jesus.
            Jesus, porém, temperou o entusiasmo desses missionários, chamando-lhes a atenção para algo que lhes passava despercebido: sua alegria deveria consistir em saber que seus nomes estavam inscritos no céu, ou seja, que eram cidadãos do Reino, cujo Senhor era o Pai. O que faziam, portanto, só tinha sentido enquanto compreendido como serviço desinteressado e gratuito à causa do Reino. Os Apóstolos foram, também, alertados para não se deixarem enredar pela glória mundana provinda do sucesso da missão, e sim, descobrir a raiz verdadeira da alegria, que consistia em saber-se instrumento nas mãos do Pai para levar a salvação a toda humanidade.
            A alegria e a felicidade despontaram, também, no coração de Jesus. Ele exultou, porque o Pai revelou a pessoas tão simples, como eram os Apóstolos, os mistérios do Reino, e contou com eles para serem seus servidores. Eis um grande motivo para louvar e agradecer!

Oração 
            Senhor Jesus, que meu coração exulte de alegria por saber que o Pai conta comigo para ser servidor de seu Reino.


Os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.-Igreja Matriz de Dracena

02- Sexta - Evangelho - Mt 18,1-5.10


AMAR OS PEQUENINOS
O amor aos pequeninos deve ser um ponto de honra para a comunidade cristã. Trata-se, aqui, de atitudes concretas de apreço, incentivo e estima, mormente em relação a quem está dando os primeiros passos na fé, uma vez que, nem sempre, é capaz de superar os obstáculos com que se defronta. Corre-se o grande perigo de assumir, diante desses pequeninos, uma atitude farisaica de rigorismo, apresentando-lhes exigências descabidas, a ponto de jogá-los fora da comunidade cristã e afastá-los da salvação.
A exortação de Jesus – “Cuidem de não desprezar um só destes pequeninos” – revela que a fé é uma dinâmica, cujos passos vão sendo dados pouco a pouco. É inútil querer impor-se aos demais, e determinar o ritmo que devem seguir.
Quem está dando os primeiros passos deve ser objeto de especial atenção. O abandono de certos hábitos e a acolhida do modo de ser próprio do discípulo do Reino, muitas vezes, é muito penoso. A simples força de vontade ou a firme decisão de ser diferente podem mostrar-se insuficientes quando se trata de mudar de vida. O efetivamente conseguido não corresponde àquilo que se deseja. Nem por isso, a comunidade tem o direito de desfazer-se de quem vai caminhando com dificuldade. Pelo contrário, este deve ser objeto de atenção redobrada, para não vir a esmorecer na sua opção pelo Reino.
Oração
            Espírito de apreço e estimulo, torna-me especialmente atento em relação a quem dá os primeiros passos na fé, buscando, penosamente, trilhar os caminhos da fidelidade ao Reino.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)



A vossa paz repousará sobre ele -Igreja Matriz de Dracena

01- Quinta - Evangelho - Lc 10,1-12


A MESSE É GRANDE

No caminho para Jerusalém, Jesus enviou discípulos à sua frente com a missão de preparar sua passagem. Eram trinta e seis duplas que visitavam cidades e lugarejos, anunciando a chegada do Reino de Deus e restituindo a saúde aos doentes. Exatamente o que Jesus fazia. Portanto, os discípulos antecipavam o que Jesus faria, depois, predispondo as pessoas para  acolherem sua mensagem.
Esta colaboração com a missão de Jesus era fundamental. Ele reconhecia a grandiosidade da tarefa que tinha pela frente e a necessidade de muita gente, com ele e como ele, dedicar-se ao serviço do Reino. Desta forma, os discípulos estavam sendo preparados, pouco a pouco, para dar continuidade à missão de Jesus, quando sua ação missionária tivesse chegado ao fim. E isto aconteceria em breve.
As instruções dadas por Jesus aos seus enviados preveniram-nos quanto à realidade da missão. Ser ovelhas em meio a lobos foi a metáfora que o Mestre encontrou para descrever o desafio da missão. Os discípulos deveriam contar com dificuldades, perseguições, e até mesmo a morte. Isto, porém, não deveria ser motivo para abandonarem a tarefa recebida. Não haveria de faltar quem os acolhesse e partilhasse com eles o próprio pão. Caso fossem rejeitados, deveriam seguir adiante, pois tinham o mundo inteiro para evangelizar.
Oração
Senhor Jesus, confirma minha missão de servidor do Reino e não me deixe desanimar diante das dificuldades.



terça-feira, 29 de setembro de 2015

-ELES SERÃO UMA SÓ CARNE-José Salviano

27º DOMINGO TEMPO COMUM
4 de Outubro de 2015
Ano B

Evangelho - Mc 10,2-16




PRIMEIRA LEITURA

"Não é bom que o homem esteja só". O simbolismo das figuras de linguagem do texto da primeira leitura, nos quer transmitir a igualdade entre o homem e a mulher, como seres humanos.
Eva foi tirada da costela de Adão, ponto a altura do seu corpo. Não foi retirada de nenhuma parte abaixo ou acima do corpo de Adão, para significar que a mulher não deve ser considerada inferior nem superior ao homem, mas sim, IGUAL A ELE!
Do ponto de vista fisiológico, em certos aspectos o homem parece mais forte, (arrastar o guarda-roupa, por exemplo). Porém, em outros aspectos, a mulher o supera. O home é capaz de suportar um peso maior, porém, é a mulher quem resiste a mais forte dor de um parto, por exemplo. As diferenças fisiológicas e psicológicas entre eles, são imprescindíveis, indispensáveis  necessárias, pois são elas que os faz se completarem. E é exatamente aí que devemos parar e pensar: Não é bom que o homem nem a mulher esteja só, mas sim as sós, porém essa união física e emocional deve ser abençoada por Deus. Caso contrário, terão de se ater com as consequências.


SALMO

         Ainda tem gente pensando que o TEMOR DE DEUS, significa ter medo de Deus.  Nada disso. Temer a Deus é respeitá-lo,  obedecer e seguir seus mandamentos. Pois Deus não é um tirano que nos vigia 24 horas só para nos castigar. Mas sim, Deus é Pai que nos ama com amor de mãe, e nos tolera quando estamos em pecado, e nos chama para  voltamos imediatamente pera Ele, por meio da absolvição que Ele nos deixou na pessoa do sacerdote, no sacramento da confissão.

SEGUNDA LEITURA
"Jesus, a quem Deus fez pouco menor do que os anjos, nós o vemos coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte."

         Prezadas irmãs, prezados irmãos. A segunda leitura começa dizendo que Jesus é menor que os anjos? Como assim? Se Jesus é o próprio Deus Filho de Deus Pai, revestido de todo o poder no Céu e na Terra?
Calma. O Espírito Santo, Espírito de luz nos fará entender o que o autor inspirado nos escreveu.  Lembremos que Jesus é Deus que assumiu a natureza humana, sem deixar de ser Divino. E neste lado humano, no qual Jesus se fez homem para sentir o mesmo que nós sentimos, aí, sim, Ele é menor que os anjos como nós em nossa condição humana também o somos. Então, fica fácil entender que assim, e somente desta forma, podemos afirmar que Jesus (em sua forma humana) é um pouquinho menos que os anjos.
         Jesus é Deus que se tornou um de nós, para conhecer plenamente todos os problemas que nós enfrentamos, e assim poder traçar um Plano de salvação para toda a humanidade. Jesus enquanto humano, captou toda a nossa problemática existencial, e nos deu todas as dicas todas as fórmulas de como deveríamos agir, para solucionar os nossos problemas diários. E Jesus fez isso, usando figuras de linguagens tiradas da própria existência, do dia a dia daquele povo. Como Ele estava com seu pensamento dominante voltado para os humildes, seus exemplos eram tirados da vida dos sofredores: Desse modo foram todas as parábolas, as quais retratavam a vida sofrida, a luta de cada dia, que todos, principalmente os pequeninos, tinham de enfrentar. Exemplos: O bom samaritano...  O reino dos Céus é semelhante a um semeador que saiu a semear...
         É bom lembrar que nem todos aceitaram a  pessoa de Jesus como o Messias, o Filho de Deus. Muitos o viram como um homem extraordinário, um grande profeta, um mensageiro de Deus, e até um impostor.
         Caríssimos. Através deste texto  que acabamos de refletir, aprendemos que Jesus não foi um mero anjo do Senhor, não foi um mero mensageiro de Deus. Jesus é Deus, que se misturou no meio de nós, o homem de Nazaré, no meio daquele povo, para nos mostrar o caminho do Céu. Cristo assumiu a condição humana, e somente nesta condição, Ele pode ser considerado um pouco menor que os anjos. Isso pode parecer difícil de entender, mas faz parte do MISTÉRIO DE CRISTO, o encarnado,  aquele que se rebaixou a nossa condição, por uns tempos, porém em seguida foi resgatado pelo Pai, pela glória da ressurreição.  
         Portanto, não vamos confundir as coisas. Porque a redenção nos veio por  meio de Jesus e não pelos anjos. Ele assumiu uma condição humana, uma condição inferior, SEM DEIXAR DE SER DEUS. Parece difícil de se entender. Porém, não desanimemos. ISSO É O MISTÉRIO  DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, em seu plano redentor.
         E no fim de sua experiência terrena, Jesus experimentou o sofrimento e a morte de cruz. Esse seu rebaixamento a realidade humana, é semelhante a um trampolim, no qual o atleta abaixa para poder se elevar a uma posição que lhe impulsiona ao salto perfeito. Desse modo, o Filho do Altíssimo após ser rebaixado, foi elevado à glória eterna, onde está sentado a direita do Pai e seu reino não terá fim.
         A nossa participação no Plano de Deus, consiste em aceitar o sofrimento sem reclamar, e morrendo para o nosso egoísmo, poderemos um dia merecer o prêmio final, pela graça e bondade divina.       

EVANGELHO
         Os fariseus mais uma vez tentam encostar Jesus na parede, ou seja, tenta pressioná-lo com mais uma pergunta maliciosa, enfocando dessa vez, o machismo existente por parte dos homens com relação às mulheres, desde os tempos de Moisés..
A CARTA DE MOISÉS
         Baseando-se na carta de Moisés, alguns fariseus tentaram mais uma vez por Jesus a prova, questionando os motivos que justificam o divórcio  aprovado por Moisés, que dava o direito ao marido de despedir suas mulheres sem maiores explicações, numa demonstração de verdadeiro machismo cruel e desumano.  Então os fariseus perguntaram a Jesus: "É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher?". Jesus não se sente vencido, nem ameaçado e responde com outra pergunta: "O que Moisés mandou vocês  fazerem?" Em outras palavras, Jesus quis dizer o seguinte: "Vocês que conhecem bem a Lei, me diga qual é a vontade de Deus a respeito do matrimônio, escrito na Lei de Moisés?"
         E os fariseus responderam: "Moisés permitiu que fosse escrita uma certidão de divórcio e em seguida podia mandar a mulher embora".
Jesus respondeu: "Ele agiu assim por causa da DUREZA DE VOSSOS CORAÇÕES.  Mas no princípio não era assim".
A carta de Moisés, tinha como objetivo proteger a mulher da violência e demais arbitrariedades por parte do marido. Por essa carta que era assinada por testemunhas, por pessoas honradas, ficava registrado que o marido reconhecia que seu casamento havia fracassado, e que ELE HAVIA VIOLADO A ORDEM ESTABELECIDA POR DEUS.
         Essa medida tomada por Moisés não enfraqueceu a Lei, pelo contrário, veio corrigir as injustiças que prejudicavam os direitos da mulher, libertando-a da clandestinidade, do anonimato, e da leviandade. Jesus deixa bem claro que o casal unidos pelo matrimônio constitui uma  união bem mais forte que os laços de sangue ou de parentesco.

AS CIANÇAS SÃO AS MAIORES VÍTIMAS DA SEPARAÇÃO
         Qual o significado da conversa de Jesus com os discípulos, ao chegar em casa e abençoar as crianças?  Com esse gesto, Jesus quer nos mostrar hoje, que as crianças são aquelas que mais sofrem com o egoísmo dos pais, na decisão de desistir do casamento abençoado por Deus e seguir cada um deles, suas vidas separadas, livres de maiores compromissos paternos e maternos, e se aventurando com outros parceiros, os quais ele consideram serem as pessoas ideais para efetivar de vez a própria felicidade, se esquecendo, ou não se importando com a  situação em que ficam os seus filhos, os quais ficarão infelizes com a separação dos pais, tornando-se demasiadamente rebeldes, revoltados com tudo, com todos e com Deus. E o pior. Com toda certeza, irão repetir o mesmo gesto um dia, quando constituírem suas próprias famílias, se é que terão coragem de fazerem isso!...
         Muitas garotas de programas, entraram nesta vida para se vingar do pai, que arrumou outra mulher, e deixou a família
         Por sua vez, muitos meninos, ao atingir a adolescência, não se casam, mas sim acasalam-se como revolta com a instituição do casamento que para ele está falida.
         E assim, estamos vivendo uma situação de esgotamento da união familiar.  Outro dia uma ex-aluna que vive com seu namorado, me disse: Casamento! Para que casamento?  Procurei mostrar a ela com uma série de argumentos, que o casamento é o certo. Ela não disse mais nada.
         Pais. Acreditem. Dói demais, no sistema emocional dos seus filhos, quando vocês começam as brigas, sintomas que antecedem a separação! Pensem mais um pouco. Vocês não vão encontrar outra pessoa que não tenha defeitos. Vocês não vão ser felizes, com uma consciência pesada, por terem dito NÃO  ao SIM que foi dito no altar. Não vão ser felizes sabendo que os seus filhos ficaram com a pior parte, a parte mais cruel, a parte mais danificada, mais podre, mais inexplicável, da vossa decisão de LARGAR TUDO, E VIVEREM AS SUAS VIDAS CADA UM PARA O SEU LADO, CUSTE O QUE CUSTAR!
         Isso é a essência do mais puro egoísmo, uma demonstração de AMOR A SI MESMO, AOS SEUS PRÓPRIOS INTERESSES,  sem pensar nas consequências dos vossos atos! Isso  poderia ser chamado popularmente DE: A DUREZA DE VOSSOS CORAÇÕES. Dureza essa com relação ao Plano de Deus para com vocês, um plano de felicidade, de comunhão familiar, um plano de responsabilidade para com os vossos filhos, os quais foram frutos do vosso amor o qual foi destruído pela rotina, pela imaturidade de não resistir a tentação quando surgiu outra pessoa que mentindo, lhes proporcionaram uma vida mais feliz, mais prazerosa, mais harmoniosa, mais, mais...
         Engano seu! A psicologia explica que mesmo que a pessoa não tema a Deus, mesmo que não viva a sua fé, a separação nunca a conduz a uma outra vida mais feliz. A realidade mostra isso diariamente nos noticiários. São crimes e mais crimes, violência em cima de violência, é o amante que mata o marido da amante, é a mulher que mata o marido traidor... E a coisa está se tornando insustentável!  E para isso só existe uma explicação: Não existe felicidade sem a presença de Deus, meus caros! O ato de querer largar tudo, e fugir para outra aventura, NÃO VAI LHE TRAZER A PAZ!  O GRITO DE DOR DOS VOSSOS FILHOS ESTARÃO PRESENTE A TODO INSTANTE EM VOSSAS MENTES! NO VOSSO PENSAMENTO DOMINANTE. E É POR ISSO QUE A MAIORIA SE ARREPENDE DO QUE FEZ!     

         Prezadas irmãs, e irmãos. Corrigir fraternalmente o nosso irmão, a nossa irmã, é uma obrigação nossa, pois quando não corrigimos o irmão, nós pecamos também com ele. É como abrigar um criminoso fugitivo da lei em sua casa. Porém, a correção fraterna no ambiente familiar, toma aspectos de implicância, de críticas repetitivas que na maioria das vezes não faz o efeito desejado. Porque ela não é feita com a devida caridade. Desse modo, cada um, se considera impecável, sem nenhum defeito e fica apontando os defeitos dos demais: Esposa, irmã, irmão, marido, filhos, pais, e ninguém chega a nenhum lugar, a não ser ao desgaste do amor, da tolerância, da convivência a dois e mais.
         E é por aí que começam os sintomas da separação, como nos referimos antes. E isso acontece por causa da nossa pobreza espiritual, cultural, e principalmente a pobreza moral. Colocamos a culpa sempre na pobreza material para as desavenças familiares. Porém, ela nem sempre é a principal causadora das separações. Por que o pobre, geralmente é um temente a Deus. Repetimos. O temor de Deus não se trata de ter medo d'Ele. Mas sim, respeito, e seguimento dos seus mandamentos.
         O problema da separação mora no nosso egoísmo, no nosso orgulho na hora de perdoar o marido, a esposa o filho, o pai que nos ofendeu, perdoar o filho que nos magoou, e tocar a vida para frente.
         A causa principal da separação está na ausência de Deus no ambiente familiar. É a ausência de conversão diária, porque AQUELE OU AQUELA  QUE SE VOLTA PARA DEUS, NÃO VIVE VOLTADO PARA SI, PARA A SUA PESSOA EM DETRIMENTO DOS DEMAIS, num egocentrismo exacerbado que destrói a harmonia do lar.
         Caríssimos, vamos nos voltar para Deus, reconhecer que também temos os nossos defeitos que não são poucos, e após cada perdão ao nosso irmão, continuemos a praticar a CARIDADE, pois somente a caridade pode ultrapassar, superar, conseguir o perdão do Pai todas as nossa manifestações de pobrezas e de egoísmo diante do próximo. E além disso, quanto mais generosos formos para com os outros, maiores favores receberemos de Deus. Por isso, quem perdoar, quem sorrir, quem fazer brincadeiras com os irmãos da família para quebrar o gelo deixados pelas ofensas, quem repartir com generosidade recolherá com generosidade, POIS É PERDOANDO QUE SE É PERDOADO. Lembre-se bem disso.
Não façamos do amor por nós mesmos o critério supremo da nossa existência. Vamos fazer todo esforço para combater o nosso egoísmo, vamos combater a tendência de achar que estamos sempre com a razão e que todos os demais estão errados precisando de correção.
"Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna."
QUE DEUS MENTENHA E SUSTENTA A UNIÃO E A FELICIDADE DOS NOSSOS LARES! AMÉM.
Um bom domingo.    José Salviano.


Evangelhos Dominicais Comentados-Jorge Lorente



04/outubro/2015 – 27o Domingo do Tempo Comum

Evangelho: (Mc 10, 2-16)

Alguns fariseus chegaram e, para testar Jesus, perguntaram-lhe se era permitido ao homem repudiar a mulher. Ele lhes respondeu: “O que Moisés vos ordenou?” Eles disseram: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedir a mulher”. Jesus continuou: “Foi devido à dureza de vossos corações que ele vos deu esta lei. Mas no princípio da criação Deus os fez homem e mulher. Por isso o homem deixará pai e mãe para unir-se à sua mulher, e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu”. De volta para casa, os discípulos perguntaram-lhe novamente sobre o mesmo assunto. Jesus lhes respondeu: “Quem divorciar-se de sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do marido e casar com outro, comete adultério”. Alguns traziam a Jesus crianças para que as acariciasse, mas os discípulos os repreendiam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e lhes disse: “Deixai vir a mim as crianças e não as impeçais, pois o reino de Deus é daqueles que são como elas. Eu vos asseguro: Quem não receber o reino de Deus como uma criança, jamais nele entrará”. Jesus abraçava as crianças e as abençoava, impondo as mãos sobre elas.

COMENTÁRIO

O Evangelho de hoje nos fala de um tema importantíssimo. O assunto de hoje é a família e, de modo particular, destaca o significado do casamento. Vivemos uma época difícil onde a família virou brinquedo nas mãos dos produtores de novelas, e o Sacramento do Matrimônio é encarado como um jogo de azar.

Milhares de casais se perguntam se ainda vale a pena insistir na tentativa de conciliar uma relação que começou errada e que vai se arrastando por anos e anos de forma insustentável e sem perspectivas de reconstrução.

Aquela chama ardente do amor que aquecia o lar e que mantinha unida a família desapareceu. Não há mais carinho, respeito, fidelidade, nem sequer harmonia. Quando o casamento chega nesse estágio, a paz é a primeira a desaparecer do lar.  

Todos sofrem. Os filhos acabam se envolvendo no fracasso de seus pais e, no final, todos se perguntam: “Será que Deus prefere vê-los juntos brigando ou ficaria mais feliz com a separação? Será que vale a pena continuar juntos? Não é melhor que cada um siga seu caminho e tente reconstruir sua vida?”


A essas perguntas a lógica humana responde sem hesitar: é melhor a separação!  Também os fariseus pensam assim e tentam apanhar Jesus numa armadilha ao fazerem esta pergunta: “É lícito ou não o homem repudiar sua mulher?”

Pergunta cheia de veneno, pois o divórcio era praticado pelos judeus com muita naturalidade. A lei mosaica era clara quanto à legalidade da separação. Se Jesus dissesse que era lícito, estaria indo contra a sua posição de defender a mulher, se dissesse que não, iria contra a lei de Moisés. O que dizer?

Jesus esvazia o argumento dos fariseus, indo buscar nas Escrituras, no relato da criação, o fundamento bíblico do matrimônio. Com autoridade Jesus diz que Moisés fez concessão ao divórcio por causa da dureza dos corações do povo, porém no início dos tempos, não era assim.

Jesus finaliza afirmando que o matrimônio é indissolúvel, porque esse é o Projeto de Deus. A mulher não é objeto, ou propriedade do homem que pode dispor dela como achar melhor. Não pode ser usada como um produto descartável; usa-se hoje e joga-se fora, amanhã.

Jesus faz questão de ressaltar que Deus quer a igualdade entre o homem e a mulher, pois os fez à sua imagem e semelhança. O homem e a mulher foram criados um para o outro, para se completarem, procriarem e viverem no amor. 

Por tudo isso, o homem deixará pai e mãe, se unirá à sua mulher e formarão uma só carne. Todas as diferenças, todos os problemas serão superados pela persistência, pela união profunda, pelo diálogo e pela oração. 

Diante dessa posição dura em relação à separação, até mesmo os discípulos de Jesus ficam perplexos, pois não era assim que encaravam a lei. Jesus, porém finaliza reafirmando: “Quem repudia a própria mulher e casa com outra, comete adultério e o mesmo acontece com a mulher”.

Todo seguidor de Jesus deve saber que o casamento é um Sacramento santo e indissolúvel porque, na união matrimonial, Deus esta presente. Por isso, Jesus afirma: “Não separe o homem o que Deus uniu!”  

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“EIS QUE VOS ENVIO COMO CORDEIROS PARA O MEIO DE LOBOS”. - Olívia Coutinho


Dia 01 de Outubro de 2015


Evangelho de Lc 10,1-12

 
Quando nos colocamos diante de Jesus como servos, Ele vai nos moldando de acordo com as nossas aptidões e quando nos damos conta, já estamos inseridos no meio do mundo, percorrendo caminhos que antes nem imaginávamos ter a coragem de percorrer! De discípulo, passamos à missionário, levando   ao outro o que aprendemos com o Mestre!  A certeza de que Jesus está no comando de tudo, nos motiva a assumir com maior intensidade  e alegria a cumplicidade no anuncio do Reino!
O Evangelho de hoje,  nos passa importantes  instruções que vão garantir  o êxito do nosso trabalho missionário!
O texto nos fala  das características centrais do discípulo que se faz missionário!
 Em momento algum, Jesus ilude o missionário  prometendo-lhe  facilidades na missão, pelo contrário, Ele descreve o exercício da  missão com uma  metáfora: “ser cordeiro no meio dos lobos”! Por tanto, é  preciso  estar ciente de que a batalha do missionário será  sempre árdua, vai lhe  exigir  muita coragem e disposição para enfrentar os desafios que com certeza  serão muitos!  
O envio de mais setenta e dois discípulos, feito de dois a dois, vem nos falar da importância da missão realizada em comunidade! O anúncio do Reino não deve ser  uma  tarefa individual, e sim,  em comunidade. Dois a dois, represente uma comunidade, além de aumentar a credibilidade do testemunho, contribui para o encorajamento, ou seja, um está sempre animando  o outro.
Um anunciador do Reino, recebe instruções  fundamentais de Jesus, para o sucesso da  missão:  “Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias”, o que significa estar livre para o serviço“! “Não cumprimenteis ninguém pelo caminho”, o quer dizer não sair do foco. E quando Jesus diz: “Não passeis de casa em casa”, Ele quer nos dizer que não é necessário que o missionário evangelize em todas as casas,  o  importante, é que a evangelização seja bem feita  com cada família, pois uma família bem evangelizada, com certeza   evangelizará outras famílias com o seu próprio testemunho de vida, aumentando assim, os trabalhadores da messe.
Estas  orientações de Jesus, deixa  o missionário numa situação de total  fragilidade, pois, para levar em frente a sua  missão, ele precisa  experimentar a pobreza material, o esvaziar-se de si mesmo, para se tornar dependente de Deus!  É na dependência de Deus, que o missionário torna  forte, afinal, é Deus  quem vai agir nele, quem vai colocar palavras na sua boca.
O verdadeiro missionário, realiza a sua missão na total gratuidade, não é seu desejo atrair  pessoas para si, pois ele não anuncia a si mesmo e sim, Jesus!  Esperar por recompensas, não é sua pretensão, o importante para ele,  é  levar Jesus ao outro, é lançar a semente do Reino!
A todo instante, Jesus nos chama para a missão, as mesmas instruções   passadas para os primeiros discípulos valem para nós! Estejamos sempre com os nossos ouvidos bem atentos e com o nosso coração  aberto para ouvir e acolher o chamado de Jesus!
Deus quer salvar a humanidade convocando cada um de nós para uma missão, Ele quer contar  com a nossa disposição, com o nosso  serviço na construção de um mundo mais justo e mais fraterno, ser indiferente a esta convocação, é ignorar o projeto de Deus em favor da humanidade!
Todos nós somos chamados a  construir  um mundo melhor,  a obra do Senhor  é gigantesca, o campo de trabalho  é vasto, tem trabalho para todos, sejamos pois, mais um  trabalhador na messe do  Senhor a se ajuntar a tantos outros!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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A misericórdia é o primeiro preceito para amar o próximo-Helena Serpa



05/10/2015 - 2ª. feira XXVII semana comum    – Jonas 1, 1-2, 1.11 – “quem poderá fugir de Deus?”
Jonas quis fugir de Deus e da missão que recebera Dele, de abrir os olhos dos ninivitas por causa das suas ações perversas. Dessa forma ele estava se omitindo em fazer um bem e contribuir para a salvação daquele povo. O seu ato de fugir, no entanto, provocou uma situação ainda mais difícil, pois levou o pavor para os passageiros do navio que o acolheu. Assim também acontece com cada um de nós quando, fugindo de Deus, nos omitimos em assumir responsabilidades. As consequências são também desastrosas para nós e para aqueles (as) que “viajam” conosco. No entanto, Jonas compreendeu a tempo ser ele o causador da “fúria  dos ventos” e teve a coragem de  reconhecer a sua falta e, mesmo correndo risco de vida, mandou que o lançassem ao mar. O Senhor providenciou um abrigo para ele. Com o exemplo de Jonas nós aprendemos que nunca é tarde para reconhecermos os nossos erros e omissões.  Quando confiamos em Deus a Sua misericórdia nos resguarda e, novamente, nos torna aptos (as) para cumprir os votos que assumimos como Seus filhos e filhas. Com efeito, a mensagem deste livro serve de reflexão para nossa vida no que se refere à nossa filiação divina e o nosso compromisso de cristãos. Como filhos e filhas de Deus, batizados (as) em Jesus Cristo e imersos (as) no mistério da Igreja fazemos parte do Seu Corpo, por isso, estamos inseridos no Seu projeto de salvação. Não podemos nos eximir da responsabilidade de anunciar ao mundo o que o Senhor nos mandar pronunciar.  No entanto, nunca será tarde para nós, porque enquanto aqui estivermos, mesmo errando,   diante do nosso arrependimento, o Senhor nos garante, vida, pão e veste para que possamos levar adiante a missão de atrair para Ele todos que ainda não O conhecem.- Você também vive fugindo de Deus? - Quais têm sido as consequências da sua omissão? - Você tem medo de voltar atrás e reconhecer o seu erro? - O que você está esperando para assumir diante das pessoas o erro que você mesmo reconhece?

Salmo – Jonas 2 – “Retirastes minha vida do sepulcro, ó Senhor!”
A força da oração é uma segurança nas horas de angústias. A oração de Jonas serve de exemplo para nós. Mesmo sofrendo as consequências dos nossos atos nós podemos nos voltar para o Senhor porque somente Ele pode tirar a nossa vida do sepulcro. Faça você também essa oração e  experimente a vida nova que o Senhor quer lhe conceder.

Evangelho – Lucas 10, 25-37 – “a misericórdia é o primeiro preceito para amar o próximo”

Naquele tempo os mestres da lei sempre procuravam uma maneira para confundir Jesus com questionamentos que punham em jogo o cumprimento da Lei de Deus. Jesus, no entanto, consciente de que a Lei de Deus é o Amor, ia muito mais além do que era convencional, e fazia transparecer a mensagem evangélica. Assim sendo, Ele lhes mostrava que amar o próximo é acolher a todos que se aproximam de nós e, ao mesmo tempo, também envolver-se com aqueles que estão necessitados.  Na nossa caminhada aqui na terra, às vezes somos os necessitados, em outras ocasiões, somos nós os bons samaritanos ou os donos da hospedaria. Nunca seremos autossuficientes a ponto de não precisar de ninguém que nos socorra. Em qualquer situação, que nos encontremos, como necessitados ou como colaboradores, somos convocados pelo Senhor a amar o próximo como a nós mesmos. Às vezes ajudamos as pessoas e as socorremos por obrigação ou a contra gosto, no entanto a própria Palavra do Evangelho nos mostra que a misericórdia é o primeiro preceito para a vivência do amor ao próximo. Por isso, o mestre da lei respondendo à pergunta de Jesus sobre quem seria o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes, confirmou:  “é aquele que usou de misericórdia para com ele”. A misericórdia, então, é o sinal para que  possamos ser “o próximo” de alguém. Agir com misericórdia é fazê-lo por amor a Deus.  É acolher a miséria do outro com o amor de Deus e não somente com o nosso amor imperfeito e interesseiro. – Como você costuma agir: como o sacerdote, como o levita, como o samaritano, como o hospedeiro? – Ou você sempre é aquele que desce de Jerusalém para Jericó, se mete em enrascadas e está sempre precisando que alguém se aproxime de você?
- Você já experimentou ser aquele que está necessitado e espera o socorro de alguém?- Quando você ajuda alguma pessoa você o faz por amor a Deus e com o amor de Deus?





Um só coração e a uma só alma-Helena Serpa



04/10/2015 - XXVII Domingo do tempo comum –    1ª. Leitura – Gênesis 2, 18-24 – “O ser humano não é feito para a solidão” 
O homem, na pessoa de Adão recebeu de Deus poder para dominar a terra. Por isso, ao nomear, um por um, todos os seres, Adão recebeu de Deus a autoridade sobre eles. No entanto, naquelas criaturas, Adão não encontrou o auxilio de que ele precisava.   “Então o Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão ... e tirou-lhe uma das costelas e ... formou a mulher, conduzindo-a a Adão, que exclamou: ‘desta vez, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne’”! Quando Deus criou o homem, criou também a mulher, e depois a modelou para que ela, com as suas aptidões próprias, se tornasse para ele ajuda e conforto, como amiga, companheira e confidente. A mulher sempre será um grande mistério para o homem, apesar de ser parte dele! Por isso, todo homem, assim como Adão, a contempla e admira, pois nela encontra parte do seu ser. 

Do Papa João Paulo II :a exigência fundamental sobre a qual se apoia a união esponsal de um homem e de uma mulher, e com ela a vida da família que dela brota é uma exigência de comunhão. O ser humano não é feito para a solidão, traz em si uma vocação ao relacionamento, radicada na sua própria natureza espiritual. Em força de tal vocação, ele cresce na medida em que entra em relação com os outros, encontrando-se plenamente “no dom sincero de si” (Gaudium et spes, 24).Ao ser humano não bastam relacionamentos puramente funcionais. Ele tem necessidade de relacionamentos interpessoais ricos de interioridade, de gratuidade, de oblatividade. Entre estes relacionamentos, fundamental é aquele que se realiza na família: nos relacionamentos entre os cônjuges, como entre estes e os filhos. Toda a grande rede de relações humanas nasce e continuamente se regenera a partir daquele relacionamento com o qual um homem e uma mulher se reconhecem feitos um para o outro, e decidem fundir a própria existência em um único projeto de vida: “Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne” (Gn 2,24). O termo bíblico “carne” não evoca apenas o aspecto físico do homem, mas a sua identidade global de espírito e de corpo.   O que os cônjuges realizam não é apenas um encontro corpóreo, mas uma verdadeira unidade das suas pessoas. Uma unidade tão profunda que os torna de certa forma na história um reflexo do “Nós” das Três Pessoas divinas (cf. Carta às famílias, 8).- Reflita sobre as palavras de João Paulo II e acolha esta mensagem para a sua vida em família.

Salmo 127 – “O Senhor te abençoe de Sião cada dia de tua vida”.
Este é o salmo que canta a bênção fecunda que o Senhor derrama sobre o homem e a mulher que constituem uma família sujeitos ao Amor de Deus. Felicidade, fecundidade, prosperidade, são as promessas do Senhor para aqueles (as) que O temem e que trilham os Seus caminhos!

2ª. Leitura – Hebreus 2, 9-11 – “sofrer por amor.
Ao deixar-se morrer por amor para dar a vida ao próximo Jesus Cristo veio abrir o caminho para que pudéssemos ter Nele o exemplo de entrega à vontade do Pai.  Quando a leitura nos fala que Jesus foi feito “menor do que os anjos” significa que Jesus foi feito homem e os anjos são seres espirituais.  Mesmo sendo Deus feito homem, pela Sua entrega, pelo Seu sofrimento e morte, depois de ressuscitado Ele foi coroado de glória e honra. Por isso, precisamos tê-Lo como modelo. Seguindo o exemplo de Jesus todos nós somos capazes de atravessar as dificuldades e assumir a nossa missão, no entanto, na maioria das vezes, desejamos fugir do sofrimento porque não entendemos o sentido de sofrer por amor. Quem sofre por amor a Deus através do amor ao próximo,  alcança também honra e glória. O homem e a mulher que colocam os obstáculos, os seus sofrimentos como participação da Cruz de Jesus, recebem a visita de Deus e nos seus corações há serenidade e confiança, apesar de toda turbulência. – Você já entendeu o sentido do sofrimento? – Você tem medo de sofrer por amor? – Você já experimentou colocar o seu sofrimento como participação no sofrimento de Cristo?                
Evangelho Marcos 10, 2-16 – “um só coração e a uma só alma;
Do Catecismo §1643  -  “O amor conjugal comporta uma totalidade na qual entram todos os componentes da pessoa apelo do corpo e do instinto, força do sentimento e da afetividade, aspiração do espírito e da vontade; O amor conjugal dirige-se a uma unidade profundamente pessoal, aquela que, para além da união numa só carne, não conduz senão a um só coração e a uma só alma; ele exige a indissolubilidade e a fidelidade da doação recíproca definitiva e abre-se à fecundidade. Numa palavra, trata-se das características normais de todo amor conjugal natural, mas com um significado novo que não só as purifica e as consolida, mas eleva-as, a ponto de torná-las a expressão dos valores propriamente cristãos." Neste Evangelho Jesus esclarece as dúvidas dos apóstolos sobre realidades que fazem parte da vida do ser humano: a união entre o homem e a mulher quando é abençoada por Deus é para toda a vida; a aliança que é firmada entre os dois exige fidelidade e compromisso para não se partir e, finalmente, a criança, o ser pequenino que é acolhido como fruto dessa união deve ser o nosso referencial para que possamos viver o amor e a paz original para o qual o homem foi criado. A criança é modelo para nós não por sua imaturidade e infantilidade, mas pela sua dependência, sua pureza, sua transparência e confiança nos pais que a colocaram no mundo. – Qual a concepção que você tem em relação a união matrimonial ser para toda a vida? -  Você é uma pessoa fiel ao que Jesus ensina neste Evangelho? – Você aceitaria os filhos que Deus mandasse para você, sejam quantos fossem, com amor? – Em sua opinião o que está faltando para que a família seja mais unida no amor?