sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Um gesto concreto de penitência-Helena Serpa

18 de Novembro- Terça - Evangelho - Lc 19,1-10

Apocalipse 3, 1-6.14-22 – “restauração” 

No Livro do Apocalipse é o próprio Jesus que se apresenta a São João e revela, por meio de símbolos, os mistérios do Pai para a humanidade. Jesus se dirige às Igrejas a fim de exortar, encorajar e motivá-las à conversão fazendo-lhes promessas de uma vida nova. A Palavra de Deus é eterna, não tem limite de tempo, por isso, a mesma mensagem que foi anunciada no passado precisa ser apregoada hoje, no presente e, amanhã, no futuro para que os homens se convertam. Essas Igrejas representam hoje cada um de nós que desejamos caminhar para a santidade, apesar disso, nos afastamos das coisas de Deus e nos envolvemos com os nossos projetos humanos. Deste modo, algumas vezes pensamos que estamos vivos, contudo, aos poucos vamos deixando morrer em nós o homem espiritual, ofuscados pelos apelos do mundo. Porém, como na Igreja de Sardes, Jesus encontra em nós ainda um pouquinho de vida a qual deseja restaurar. Outras vezes paramos na mediocridade do nosso dia a dia e nos tornamos “mornos”, tíbios, insensíveis aos apelos de Deus. Apesar de ricos e abastados das riquezas materiais apresentamos um coração entorpecido e sem apetite para acumular as riquezas espirituais. O Senhor hoje nos adverte e nos ameaça: “estou para vomitar-te da minha boca”!

Porém, na ânsia de nos salvar, Ele também nos aconselha: “compra de mim ouro purificado no fogo, para ficares rico, e vestes brancas, para vestires... compra também um colírio para curar os teus olhos”. E acrescenta: “Eu repreendo e educo os que eu amo”. Precisamos levar a sério as palavras deste Livro das Revelações de Jesus. Jesus bate à nossa porta e nos convida a cear com Ele, a assentar-se com Ele no Seu trono. Enquanto caminhamos aqui o trono de Cristo é a Cruz que nos liberta e nos exercita para a luta. Em Cristo somos vencedores, por isso, estejamos certos de que os nossos nomes não foram apagados do livro da vida e que a roupa branca está sendo modelada em nós a cada dia quando damos passos de conversão para Deus. – Como você está se sentindo atualmente: morto (a) ou vivo (a)? – Como está o seu coração: frio, morno ou quente? – Você está muito preso (a) aos seus projetos pessoais? – Será que Jesus vai “vomitar” você?

Salmo 14 – “Ao vencedor, dar-lhe-ei o direito de sentar-se comigo no meu trono”

Apesar de não termos consciência disso, enquanto estamos aqui na terra o nosso maior desejo é um dia habitar na casa do Pai. Voltar para a sua casa é o anseio da nossa alma, porém, precisamos ter em mente os conselhos do salmista: “Morará na casa do Senhor aquele que caminha sem pecado e pratica a justiça fielmente”. Somos pecadores, porém podemos viver sem praticar o pecado. Basta que sigamos a Jesus e ao Seu Evangelho que prega o amor a Deus e ao próximo como primeiro mandamento. 

Evangelho - Lucas 19, 1-10 - " um gesto concreto de penitência " 

A experiência de Zaqueu ao ter um encontro pessoal com Jesus levou-o ao arrependimento e, por conseguinte, a ter um gesto concreto de penitência. Embora fosse ele um pecador público, pela narrativa nós percebemos que ele mesmo provocou aquele encontro com Jesus. Este Evangelho nos mostra que o homem vive em busca dAquele que pode dar a ele paz e serenidade, no entanto, muitas vezes não consegue, por causa da própria vida que leva, cheia de ocupações e preocupações, pelos afazeres, enfim, por todas as coisas lícitas e ilícitas que pratica! Todavia, aquele (a) que se deixar olhar por Jesus e atender ao seu convite, terá a sua vida salva e verá, aqui na terra dos viventes, o supremo bem de uma vida transformada. O gesto de Zaqueu ao subir na árvore significa para nós o esforço que devemos fazer para nos reconciliar com Deus. Apesar da multidão que nos atrapalha e tenta nos impedir de fazê-lo, assim como também de todas as barreiras que nós mesmos levantamos teremos sempre a oportunidade de subir na árvore para encontrar Jesus. A árvore poderá ser uma pessoa amiga em quem nos apoiamos ou alguém que nos leva para um grupo de oração ou a algum lugar no qual podemos conhecer Jesus.  Jesus está atento a todo e qualquer gesto nosso que possa sugerir um desejo de conversão e mudança de vida. Porém, Ele não quer que fiquemos em cima da árvore, ou melhor, dependendo de que alguém nos apresente a Ele. Por isso, Ele nos manda, descer da árvore para que possamos levá-Lo para a nossa casa. “Hoje eu devo ficar na tua casa”, disse Jesus a Zaqueu. Todos nós que recebermos Jesus Cristo em nossa casa teremos encontrado a verdadeira bem-aventurança. É na nossa casa, no nosso interior que o Senhor deseja permanecer. É no convívio do nosso coração que o Senhor faz a sua obra de misericórdia acontecer nos levando a um arrependimento sincero, a ponto de também devolvermos tudo o que possamos ter usurpado de alguém, antes. Mesmo que não tenhamos nos apoderado de nada alheio, talvez sejamos devedores do amor de Deus que guardamos no coração e não passamos adiante. Por isso, não podemos nos esconder no meio da multidão, debaixo dos nossos pecados e das nossas faltas do passado. Precisamos também, como Zaqueu, procurar Jesus, acolhe-Lo na nossa casa para que permaneça junto da nossa família a fim de que tenha um encontro pessoal com a salvação. - Quem faria o papel de multidão hoje para você não conseguir enxergar Jesus? -  Quem foi para você, a árvore que o (a) fez ver Jesus? -  Você já desceu da árvore? - Jesus já está morando no seu coração ou você ainda depende de alguém para encontrá-Lo? - O que pode estar impedindo você de receber Jesus na sua casa, no seu coração? - O que e a quem você prometeu a Jesus devolver  para se redimir? 

Helena Serpa

É tempo de conversão-Helena Serpa

17 de Novembro- Segunda - Evangelho - Lc 18,35-43

Apocalipse 1, 1-4;2,1-5 – “ é tempo de conversão”
Prisioneiro na ilha de Patmos, São João, recebe de Jesus, através do seu anjo, as revelações que estão contidas no livro do Apocalipse. Estas revelações se constituem num verdadeiro apelo à nossa conversão e mudança de vida. São exortações que nos motivam perseverarmos fielmente na vivência dos ensinamentos da Palavra de Deus. Assim sendo, o anjo proclama “Feliz aquele que lê e que escuta as palavras desta profecia e também pratica o que nela está escrito”. Para nós, seguidores de Jesus Cristo, é um alento saber que a nossa perseverança e fidelidade são atributos preciosos na conquista do reino de Deus. Todavia, precisamos estar convencidos de que isto somente não nos bastará: necessitamos resgatar o amor dos primeiros tempos, que se prova no ardor pelo zelo que praticarmos quando estivermos a serviço da causa de Cristo. Muitas vezes, podemos estar fazendo as coisas apenas por fazer, como que cumprindo uma obrigação, no entanto o Senhor nos pede muito que isso. 
Ele quer que o nosso coração caminhe junto com as nossas ações e que estejamos cheios de ardor e paresia. A afirmação, “o momento está 
chegando”, significa que o tempo é de conversão, e que precisamos 
assumir o projeto de Deus, para valer. “Converte-te e volta à tua 
prática inicial” diz o Senhor. Precisamos repensar o nosso modo de amar 
e servir a Deus. Ele nos ama com amor apaixonado e é com este Amor que precisamos também servi-Lo, quando servirmos ao nosso próximo. Em qualquer profissão ou estado de vida nós podemos servir ao Senhor na construção de um mundo melhor, a partir dos nossos relacionamentos em família, no trabalho e na comunidade da qual participamos. - Como está a sua disposição em servir a Jesus Cristo? – A sua perseverança e fidelidade retratam o que você sente no coração? – Você ainda tem o ardor dos primeiros tempos, de quando você encontrou Jesus?

Salmo 1 – “Ao vencedor concederei comer da árvore da vida”
Precisamos ser esta árvore plantada à beira da torrente, para que a 
nossa folhagem seja sempre verdejante. A torrente é o Espírito Santo, a 
Palavra, o culto ao Senhor, de coração. Seremos vencedores na medida em que nos entregarmos sem constrangimento a esse rio de água viva que é quem nos faz dar frutos de amor e perseverança.

Evangelho – Lucas 18, 35-43 – “para enxergar de novo”.
O relato do Evangelho de hoje nos leva a pensar que aquele homem sentado à beira do caminho, pedindo esmolas, embora estivesse cego já havia enxergado antes. Por isso, diante da pergunta de Jesus ele respondeu, “Senhor, eu quero enxergar de novo”. Olhando numa perspectiva espiritual observamos que muitas vezes, muitos de nós, outrora enxergávamos e sentíamos a presença de Deus, por isso, tínhamos confiança na Sua providência e ação na nossa vida. No entanto, por causa dos acontecimentos e situações adversas, nos distanciamos e ficamos cegos, perdidos, tontos, tornando-nos verdadeiros mendigos de luz e orientação. 
Ficamos, então, tal qual o cego, sentados à beira do caminho esperando 
por socorro, mendigando e desejando que algo novo venha nos tirar 
daquela situação. Na maioria das vezes nos acomodamos desanimados 
esperando que alguém nos note e venha em nosso socorro. Não pedimos ajuda e ficamos na nossa mendicância solitária e muda. A diferença, porém, é que o cego de Jericó, mesmo não vendo, ele podia ouvir e podia falar, por isso, gritou apesar das pessoas mandarem-no calar-se: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” Ele não se prendeu à sua limitação, mas apesar dela, ficou atento ao que acontecia ao seu redor e percebeu algo diferente quando a multidão passou por ele. E foi por causa da sua persistência e determinação, que são atitudes de fé, que Jesus o curou da cegueira. Nós também, podemos ocasionalmente, nos tornar cegos, às vezes, pela falta de esperança, pela decepção, pelas perdas e fracassos, pelas circunstâncias adversas, mas como o cego de Jericó, todos nós temos oportunidade de sair do nosso estado de miséria aparente para, em Nome de Jesus, pedir a ajuda a alguém. Se estivermos atentos (as) à passagem do Senhor nas diversas oportunidades da nossa vida em que nos sentirmos como que um coxo, paralítico, acamado, sem esperança, com certeza, teremos a nossa vida renovada. Não podemos nos acomodar na “beira do caminho”, quando muitos servos do Senhor passam por nós e nos convidam a voltarmos a participar do reino dos céus, em momentos de oração, de partilha e vivência do amor de Deus em comunidade. Mesmo que haja pessoas na nossa frente que queiram nos impedir de reencontrar O Salvador, Ele estará sempre atento ao nosso clamor. Aquele que sentir-se 
necessitado, será lembrado. JESUS, FILHO DE DAVI, TEM PIEDADE DE MIM! – 
Você ainda está esperando Jesus passar ou você já percebe que Ele está perto de você e quer tirar todas as suas dúvidas? – Existe alguém que está atrapalhando o seu encontro com Jesus? – Qual é a sua cegueira: o que você ainda não está entendendo? – O que precisa acontecer para que você saia do comodismo? – Você tem medo de que as pessoas o (a) mandem 
calar-se ou você tem coragem de gritar por Jesus mesmo que chame a 
atenção de todos?

Helena Serpa

Fiel no pouco, fiel no muito-Helena Serpa

16 de Novembro- DOMINGO - Evangelho - Mt 25,14-30

1ª. Leitura - Provérbios 31, 10-13.19-20.30-31 – “ a mulher forte”

A mulher forte é aquela que teme o Senhor e a Ele se dispõe a servir colocando os seus dotes a serviço da sua família e do mundo. O autor sagrado nos diz que ela vale muito mais do que as joias e que não se pode mensurar o seu valor pela sua beleza ou por seu encanto. Podemos perceber, então, como Deus inspirou aos homens para que fosse dada à mulher a dignidade que lhe pertence. Se todas as mulheres entendessem o zelo e o carinho de Deus Pai pela sua missão aqui na terra, talvez o mundo fosse outro. A mulher tem a chave para fazer o homem feliz e, assim também, constituir uma família feliz. Dentro de cada mulher há um profundo apelo espiritual que a distingue do homem e faz com que ela seja perspicaz, intuitiva e iluminada. Porém, devemos ter em mente que uma mulher sozinha, sem Deus, pode ser uma inimiga ferrenha da felicidade de um lar. Muitas vezes, é da mulher que dependem o sustento e a estabilização da família. Por isso, não é à toa, que a mulher temente a Deus consegue o equilíbrio em tudo o que realiza e, por isso, obtém a confiança do homem. Maria, mãe de Jesus é o exemplo da “mulher forte”, habilidosa, caridosa, fiel e nela todas as mulheres da terra deveriam espelhar-se. Que o Senhor toque os corações das jovens do mundo de hoje a fim de que possam resgatar a imagem da mulher que está tão banalizada e materializada pelos homens. – Como você define o papel da mulher na sociedade? – Você, como mulher, se acha valorizada? - E você, como homem tem sabido valorizar a mulher? – Você encontra diferença entre uma mulher temente a Deus e uma mulher que vive alheia a Deus?

Salmo 127 – “Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!”

Os que temem o Senhor são todos os que trilham os seus caminhos e andam conforme a sua justiça. O salmista põe a família que teme o Senhor em evidência e revela as consequências das suas ações. Será feliz, terá filhos sadios, terá trabalho, será abençoada e tudo para ela irá bem. Que nós possamos cantar também este salmo de todo o coração proclamando a felicidade que reina nas nossas famílias.

2ª. Leitura 1 Tessalonicenses 5, 1-6 – “filhos da luz, filhos do dia ”.

São Paulo nos convida a caminharmos na luz e não nas trevas. Viver nas trevas é viver na ignorância, sem tomar conhecimento da Palavra de Deus, das suas exortações, da sua lei. As coisas do mundo não nos dão paz nem segurança pelo contrário, apenas nos anestesiam e nos tiram a visão do que é valioso aos olhos de Deus. Os filhos da luz, filhos do dia, não podem dormir na ignorância nem serem pegos de surpresa. A Palavra de Deus está sempre nos alertando e abrindo os olhos. Se, dormimos, é porque a Ela não damos credito. Não sabemos qual o tempo nem a hora que o Senhor virá, porém temos certeza de que Ele um dia, voltará para nos levar para a Terra que o Pai nos prometeu. Isto, porém, não deve ser motivo de temor, mas de esperança e de vigilância. - O que você espera como consequência da vida que você tem vivido? - O fato de meditar a Palavra de Deus tem lhe feito recuar de fazer alguma coisa errada?- Você se considera filho (a) da luz ou das trevas?

Evangelho – Mateus 25, 14-30 – “fiel no pouco, fiel no muito”

Esta parábola é um ensinamento valioso para a nossa vida espiritual e humana. Ela nos fala dos empregados que receberam do patrão respectivamente, cinco, dois e um talento. Aqueles que receberam mais talentos apresentaram no final maior rendimento, porém o que só recebeu um talento enterrou-o por medo de não conseguir fazer render o seu dote. Nós sabemos que temos dons, e que Deus nos premiou com talentos e virtudes, porém muitas vezes, nós desprezamos os carismas que temos e deixamos de lado as aptidões que possuímos, por preguiça, por desleixo, porque não damos muita importância, ou porque não nos valorizamos, desconhecemos o nosso potencial. No mínimo, todo homem e toda mulher recebem das mãos de Deus o dom da vida! É o talento mais simples e ao mesmo tempo o talento mais importante. Quantas vezes nós esperamos que aconteçam na nossa vida coisas extraordinárias quando o Senhor só quer de nós que possamos viver a nossa vida com alegria e confiança Nele. O medo nos leva a destruir a nossa capacidade de viver feliz. O querer muito, o achar tudo pouco faz nos perder o tempo precioso da nossa vida e a enterrarmos as pequenas oportunidades que temos de viver bem. Para sermos fiéis no muito precisamos primeiro sermos fiéis no pouco.
A justiça de Deus consiste em fazer valer o Seu Plano de Amor para a nossa vida. Justo é que todos nós usemos e usufruamos de tudo quanto Deus providenciou para a nossa felicidade. Se possuirmos algum dom e não o estivermos usando que possamos agora reverter esse quadro aproveitando o tempo que nos resta depositando no Banco da vida tudo o que recebemos das mãos do Criador. Não percamos tempo: - O QUE VOCÊ TEM FEITO COM OS TALENTOS QUE RECEBEU DE DEUS? - Se você sabe cantar, tocar, aconselhar, pintar, escrever, escutar, por que não o faz?- Se Você tem o dom da palavra, da profecia, do ensino, da intercessão, do serviço ao altar de Deus, porque não os oferece para fazer multiplicar os seus talentos? Você já parou para pensar na grandeza que é a sua simples vida? - Você aprecia a sua vida ou acha que a vida do outro é melhor que a sua?

Helena Serpa

O juiz e a viúva impertinente-Helena Serpa

15 de Novembro-Sábado- Evangelho - Lc 18,1-8

3 João 1, 5-8 – “exemplo a ser seguido”

São João, nesta carta elogia o proceder de Gaio, um cristão cujo exemplo deve ser seguido conforme o testemunho dos irmãos a quem ele ajudara. Somos cooperadores da verdade quando acolhemos todas as pessoas que vêm a nós em Nome de Cristo. O amor é a característica principal na vida daqueles que se dizem seguidores de Jesus. Dar assistência aos santos é ter atitudes solícitas com aqueles que edificam o reino de Deus aqui na terra e que lutam por conduzir os filhos de Deus à santidade. Uma alma que se eleva, faz com que o mundo seja elevado, desse modo, depende de cada um de nós a construção de um mundo mais justo, segundo os desígnios de Deus. Manifestamos a caridade de Cristo quando agimos com fraternidade e generosidade com as pessoas a quem mesmo sem conhecermos, sabemos, serem construtoras do reino de Cristo entre nós. Não podemos fazer distinção entre pessoas e escolhermos somente aquelas a quem nos é mais conveniente ajudar, mas fazendo tudo por amor e em Nome de Jesus, “fazer o bem sem olhar a quem”. Portanto, somos chamados (as) a contribuir fraternalmente na edificação da Igreja dando a nossa ajuda a outras Comunidades, a nossa Paróquia e aos missionários da obra de Deus aqui na terra. Assim, teremos o nosso nome escrito no céu. – Você tem boa vontade com as pessoas que trabalham no serviço da Igreja? – Como você trata os sacerdotes, os consagrados ao reino de Deus? – O que esta carta de São João lhe mostra? 

Salmo 111 – “Feliz aquele que respeita o Senhor!”

O salmo exalta o homem caridoso e prestativo. Este é o que resolve seus negócios com justiça e a quem jamais esquecerá as gerações. O justo é aquele (a) que respeita o Senhor e ama a Sua Lei, está aberto à Sua vontade. Justiça e santidade que são práticas que vêm da mesma raiz, o Amor de Deus no nosso coração.

Evangelho – Lucas 18, 1-8 - “o juiz e a viúva impertinente”

A parábola do juiz injusto nos leva a meditar sobre a justiça de Deus em relação à nossa fé. Se o juiz da parábola, mesmo sendo injusto e, por isso não temer a Deus, atendeu ao pedido da viúva em vista da sua impertinência, quanto mais nos fará o Deus Pai, quando nos voltarmos com Fé e insistirmos em pedir pelas nossas necessidades. A insistência e a perseverança da nossa oração revelam a nossa humildade diante de Deus e faz com que demonstremos fé nos projetos a que nos propomos. Por isso, a constância da nossa oração já é uma prova da nossa fé. O esperar em Deus é prova de Fé e de paciência. Quem não persevera na oração nunca poderá ver realizados os seus pedidos e os seus desejos, assim como também demonstrar a sua fé. Sabemos que somos impotentes e incapazes de alcançar tudo o que almejamos, no entanto, confiando na justiça de Deus poderemos desejar até coisas impossíveis. Por isso, a persistência das nossas reivindicações nos torna firmes e nos faz ter convicção e fé na promessa de Jesus de que tudo quanto pedirmos ao Pai, em Seu nome nos será atendido. Assim, pois, Jesus está nos ensinando e nos dando uma dica para alcançarmos os desejos do coração: insistir, persistir e não desistir. A insistência da nossa oração exercitará em nós a perseverança e a certeza de que o que desejamos está dentro da vontade do Pai. Quando desistimos com facilidade dos nossos pleitos diante de Deus é sinal de que não temos muita segurança do que pedimos. A perseverança torna forte a nossa alma, porém, com ela deve estar de braços dado, a esperança que significa esperar com confiança. A viúva pediu ao juiz para fazer-lhe justiça contra o seu adversário, assim também devemos pedir ao Senhor que a Sua vontade se realize na nossa vida, porque justo para nós é tudo o que o Senhor nos conceder. Não tenhamos receio em bater à porta do Pai para pedir tudo o que desejarmos, porém nos contentemos com tudo quanto Ele nos conceder, pois Ele conhece as nossas necessidades e sabe de que nós precisamos para ser feliz. Nunca nos devemos cansar de pedir, de suplicar por aquilo que o nosso coração deseja. Não percamos a nossa esperança. Deus proverá! A qualidade da nossa fé é para o mundo um testemunho vivo capaz de atrair muitas pessoas a também abraçarem a causa de Jesus e, assim fazer com que Ele, quando voltar, ainda encontre fé sobre a terra. - Você tem insistido ou já desistiu de pedir a Deus aquilo de que tanto você precisa? - Como você pede, com confiança ou achando que o poder de Deus é limitado quanto o seu? - Você tem convicção dos pedidos que tem feito a Deus na sua oração? – Você seria capaz de continuar pedindo por isso a vida toda - Você está disposto (a) a ajudar com que a fé permaneça na terra até Jesus voltar?

Helena Serpa

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Coração agradecido-Helena Serpa

12 DE NOVEMBRO

Tito 3, 1-7 – “ prontos para qualquer boa obra”

Por graça e misericórdia do Pai, é que fomos justificados em virtude da entrega de Jesus Cristo na Cruz. A bondade de Deus se manifestou aos homens e o Seu amor se concretizou em nós quando Jesus Cristo veio nos redimir e nos salvar de toda perversão a que estávamos sujeitos por causa do pecado dos nossos primeiros pais. O nosso homem velho, escravo de toda sorte de paixões e prazeres foi pregado na Cruz com Jesus e diante do Pai já estamos justificados. O Batismo nos devolveu a dignidade de filhos de Deus e herdeiros da vida eterna. No entanto, precisamos ter consciência de que não foi apenas para depois da nossa morte que Jesus nos salvou, mas para que tivéssemos uma vida plena e abundante, desde já. É o Espírito Santo quem nos dá condições para isso. Portanto, todos aqueles (as), que conscientemente se apossam do Espírito Santo que lhes foi derramado no Batismo, são homens e mulheres novos e a rebeldia, insensatez e toda espécie de paixão desordenada tornam-se coisas do passado. É o Espírito Santo quem nos dá a capacidade para que, apesar de pecadores, não caiamos na teia que nos arrasta para a desobediência e a insolência. Por isso, São Paulo nos exorta a que vivamos “prontos para qualquer boa obra”, visto que é o Espírito Santo quem nos concede meios para realizar em nós e por nosso intermédio os atos de santidade para os quais somos chamados. Todos nós temos a quem obedecer e a quem nos submeter e Deus constituiu autoridades que têm a missão de nos guiar no caminho do bem. Por meio da nossa obediência aos nossos superiores aqui da terra, nós nos tornamos aptos a fazer as coisas boas que Deus nos preparou como missão. Você é uma pessoa rebelde, zangado (a), revoltado (a)? – Você acha que o Espírito Santo já está conseguindo fazer obra nova em você? – Você tem dificuldade em obedecer aos seus (as) superiores (as)? Você se considera uma pessoa livre? 

Salmo 22 – “O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.”

Assim como o pastor cuida das suas ovelhas e as conduz pelo melhor caminho, também o Senhor nos toma pela mão e providencia tudo de que precisamos para a nossa caminhada. Somos como um rebanho conduzido pelo Seu Pastor. Jesus é o Bom Pastor e sabe por onde nos conduzir e para onde nos levar. Por isso podemos afirmar: “felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida.”

Evangelho – Lucas 17, 11-19 – “coração agradecido”

A gratidão é um exercício salutar e ao mesmo tempo um testemunho de justiça e de humildade. Neste Evangelho Jesus nos ensina a sermos gratos e ao mesmo tempo humildes quando recebemos benesses de qualquer pessoa, principalmente de Deus. No quadro exposto nós observamos que os 10 leprosos, reconheceram a sua miséria, tiveram coragem de aproximar-se de Jesus para suplicarem compaixão, obedeceram à Sua ordem quando lhes mandou “apresentar-se aos sacerdotes”. No entanto, somente um deles foi humilde a ponto de voltar para agradecer a Jesus pela sua cura. Diante de tudo isso, nós precisamos entender que para nós não bastam somente o reconhecimento da nossa miséria e o ter consciência de que somos pecadores (as) necessitados (as) do perdão e da misericórdia de Deus nem tampouco suplicar e confessar ao Senhor as nossas faltas e o nosso desejo de conversão. Também não é suficiente estar de prontidão para obedecer ao que o Senhor nos propõe. É imperioso que também expressemos a nossa gratidão com gestos e atitudes concretas e não somente com palavras ou intenções. Um coração agradecido é reconhecido por Deus. O leproso agradecido era um estrangeiro, isto é, não fazia parte do povo de Israel, mas mesmo assim foi mais autêntico do que os outros e voltou, glorificando a Deus em voz alta a fim de agradecer pela sua cura. Atirou-se aos pés de Jesus com o rosto por terra e prostrou-se diante do Senhor numa atitude concreta de profunda humildade e reverência reconhecendo NELE o Deus Poderoso, por isso, O glorificou. Desta forma, Jesus elogiou o seu gesto e o exaltou, admirando-se dos outros nove leprosos que não haviam feito o mesmo. Isto significa dizer que aqueles (as) que nem são considerados como parte do “povo de Deus” são acolhidos pela Sua misericórdia da mesma forma que o povo que se acha escolhido e entende que tem o seu lugar reservado no reino dos céus, no entanto não se inclina para agradecer a sua eleição.- Se você fosse algum dos leprosos qual teria sido a sua atitude? – Você teria seguido para apresentar-se ao sacerdote? – Você teria depois voltado para dar glória a Deus, com gratidão?– Como você costuma agir no seu dia a dia? Você é uma pessoa agradecida? 

Helena Serpa

Súditos de um Rei de Amor-Helena Serpa

Filêmon 1, 7-20 – “testemunho de conversão”


São Paulo, na prisão, escreve a seu discípulo, Filêmon, pondo todo o empenho em interceder por Onésimo, escravo, que havia fugido do seu patrão e agora estava também aprisionado . “Eu o estou mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração” escrevia São Paulo. Nas suas palavras nós percebemos o carinho e a afeição que ele nutria, tanto pelo patrão como pelo seu escravo. A mensagem de Paulo é um testemunho do que pode acontecer a alguém que abraça a salvação de Jesus e dar início ao processo de conversão. De escravo a filho, de pecador a santo! Apesar das circunstâncias difíceis tanto o patrão, como o escravo, tiveram as suas vidas transformadas depois que conheceram a Jesus Cristo pelo Evangelho que Paulo lhes anunciou. Portanto, podemos dizer que nas horas mais críticas da nossa vida, pode acontecer o milagre do acolhimento, do perdão e, consequentemente da reconciliação. “Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre”, diz São Paulo. Muitas vezes nós também precisamos perder algo ou alguém por uns tempos a fim de ganhá-lo para sempre. Fazendo um paralelo entre a escravidão de Onésimo e a nossa escravidão percebemos que, enquanto não conhecemos e aceitamos a Jesus como nosso Senhor e Salvador, nós também continuamos escravos do pecado, fadados à morte eterna desde já aqui na terra. Jesus nos libertou justamente para que possamos assumir a nossa dignidade de filhos e filhas amados (as) do Pai e sejamos emancipados do jugo dos homens. – Você acha que no mundo alguém pode se tornar filho, sendo escravo? – Como pode isto acontecer hoje? – Existe alguém que você perdeu e deseja reconquistar? – Você está disposto (a) a perdoar e recebê-lo (a) de volta? 

Salmo 145 – “Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!”

As coisas mais maravilhosas podem acontecer com aquele (a) que se apoia com confiança nas mãos do Senhor, diz o salmo. Os oprimidos, os famintos, os cegos, os caídos, o estrangeiro, a viúva e o órfão, todos eles são objeto da bondade do Senhor, quando por Ele esperam. Felizes são todos aqueles que necessitam do amparo de Deus, porque o terão.

Evangelho–Lucas 17, 20-25 – “súditos de um Rei de Amor”

Nunca poderemos nos esquecer de que o reino de Deus não está na pregação das pessoas ou nas coisas que se sucedem extraordinariamente e, por isso, nos chamam a atenção, mas sim, dentro do nosso coração. Assim sendo, Jesus veio nos mostrar claramente que o Seu reino já está acontecendo dentro de cada homem, de cada mulher que acolhem de coração a sabedoria de Deus. Muitas vezes, nós perdemos a valiosa chance de experimentarmos a presença constante do reino de Deus na nossa vida, no nosso dia a dia, porque esperamos que algo de mágico venha ocorrer. O reino de Deus se manifesta nas coisas mais simples quando se tem o próprio Jesus como nosso Rei, Mestre das nossas ações e Luz para os nossos pensamentos. As características do reino dos céus em nós são, a alegria, a paz, a bondade, a felicidade, o amor, a entrega, a renúncia, a partilha e muitas outras percepções que nos levam a viver numa situação de súditos de um Rei de Amor. Jesus continua vivo, no meio de nós e o Seu Espírito Santo habita no mais profundo do nosso ser nos fazendo ter comunhão íntima com o Pai e o Filho. Quando disserem: “alguém está fazendo milagres, corramos”, não se apresse, pois esse milagre pode estar acontecendo também na sua vida, dentro de você ou em alguém da sua casa. Jesus está com cada um de nós para renovar o nosso coração, dar à nossa vida um novo sentido nos levando a viver uma conversão verdadeira transformando os nossos valores humanos em riquezas evangélicas . Se não conseguirmos “ver” Jesus dentro de nós, fora de nós é que nunca o perceberemos, pois Ele é Espírito e o mundo espiritual nós só o vislumbramos quando mergulhamos dentro de nós mesmos (as). No mundo, através das pessoas, nós só podemos perceber os sinais e acenos de Deus como mensagem para o nosso crescimento espiritual e humano a fim de que cada vez mais fiquemos convencidos da Sua presença no nosso coração. Portanto, o Reino de Deus é um estado de espírito que há de ser vivenciado por nós todos, desde já, agora, e segue conosco até a vida eterna. – Você agora entende onde está o reino de Deus? – Como Ele tem acontecido em você? - Você é daquelas pessoas que correm quando ouvem falar que alguém está fazendo milagres?- Você tem percebido os milagres que acontecem dentro de você?- Você nota alguma mudança nos seus valores e na maneira de ver as coisas e as pessoas? - Você vive submisso (a) ao reino de Deus ou ao reino do mundo?
 Helena Serpa

Atentos aos sinais dos tempos-Helena Serpa

14 de Novembro -  Sexta - Evangelho - Lc 17,26-37
2 João 1,4-9 – “quem vive nas asas do Espírito, ama”


Nesta carta São João nos recomenda a nunca esquecermos de que o amor consiste em  vivermos conforme os mandamentos de Deus. O mandamento de Deus é o amor. “Amemo-nos uns aos outros”! É este o mandamento que Jesus veio nos trazer e esta é também a ordem que Ele veio nos dar. No entanto, para que sejamos fiéis a esse mandato de Jesus precisamos permanecer firmes na Sua doutrina  e não ir além disso, seguindo a religiões e seitas que não   O têm   como fundamento.  Infelizmente, nós vemos o amor ser banalizado e, hoje também, há muita gente que confunde o verdadeiro amor. Prega-se um amor egoísta, que tenta satisfazer apenas materialmente a vida do ser humano porque não se baseia nos conceitos que Jesus veio nos ensinar. Quando não colocamos o amor de Jesus como centro das nossas ações e motivações  o nosso trabalho poderá tornar-se improdutivo. De outra forma, todo aquele (a) que vive no amor de Cristo, permanece na Sua doutrina  e, por conseguinte todo aquele (a)  que conservar-se na doutrina de Cristo, permanece no amor, consequentemente, possui o Pai e o Filho e há de ter uma vida fecunda. O Amor é o Espírito Santo e quem vive nas asas do Espírito consegue desfrutar do seu trabalho e receber a recompensa da vida em Cristo. A vida cristã só tem sentido se for vivida na prática do amor. – O que você entende por vivenciar o amor? – Você tem vivido na doutrina de Cristo? – Você possui a Deus, isto é, sente o Seu amor e a Sua presença? – Para você o que será viver nas asas do Espírito Santo?
Salmo 118  – “ Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!”

A lei do Senhor é a receita da nossa felicidade. Quem ama não peca! Quem procura viver na lei de Deus procura o próprio Deus e conserva no seu coração as palavras que livram do pecado. Que o Senhor abra os nossos olhos para que contemplemos as maravilhas da Sua Lei e a possamos vivê-la a cada dia da n/vida.
 Evangelho – Lucas 17, 26-37 – “atentos aos sinais dos tempos”
 Reportando-se aos dias de Noé e aos dias de Ló, isto é, aos acontecimentos em que a “terra foi destruída por um dilúvio” e  a destruição de Sodoma por uma “chuva de  fogo e enxofre”,  Jesus  nos alerta para que estejamos atentos aos sinais e às manifestações que Deus nos dá por meio dos fatos e acontecimentos do nosso dia a dia.  Muitas vezes,  no entanto, menosprezamos  e ignoramos o que tem acontecido ao nosso redor e no mundo como um todo, entendendo que os eventos sucedem muito longe de nós e, por isso,  estamos isentos das suas consequências. Porém, Jesus nos fala também no dia do Filho do Homem, designando o termo com o qual se referia a si mesmo, principalmente relacionado à sua segunda vinda. Assim como a mulher de Lot,   paralisada com o espetáculo do acontecimento, olhou para trás se convertendo numa estátua de sal quando fugiam para refugiar-se numa cidadezinha, nós também, se não tivermos atentos ao objetivo da nossa caminhada aqui na terra, seremos deixados de lado no dia do FILHO DO HOMEM.    Todos nós somos chamados (as) para participar do reino dos céus a todo instante, mas vivemos absortos (as) nos nossos projetos e  realizações e nos esquecemos de que a figura deste mundo irá passar e que a qualquer momento  poderemos ser intimados por Deus a repensar a nossa vida. Erroneamente  imaginamos que podemos dar um jeito na nossa vida na última hora e, assim, poderemos fugir de Deus. Queremos ser independentes e fazer da nossa existência o que a nossa vontade nos apontar. Entretanto, Jesus vem nos ensinar a estarmos atentos, assim como o vigia espera a aurora, ao dia em que voltará como Rei.    Jesus também nos adverte   que as nossas ações, assim como o nosso objetivo e o nosso ideal de vida nortearão o nosso futuro. “Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde, vai conservá-la”. Não podemos fazer justiça com as nossas próprias mãos, nem tampouco serão os nossos méritos que nos darão a salvação. Quanto mais as nossas atitudes forem   de amor, de confiança e de entrega, mais estaremos perto de alcançar o nosso sonho, que é a vida nova que Jesus veio nos presentear. O Rei pode chegar a qualquer momento, e, vivos ou mortos, a Ele pertencemos, portanto, estejamos atentos (as) aos Seus sinais. - Você tem o coração vigilante para que aconteça em você o que Deus quiser? – Você se acha uma pessoa boa, merecedora de um bom lugar na vida e também depois, na outra vida? -  Você percebe os sinais de Deus nos acontecimentos da sua vida? 

 Helena Serpa

Súditos de um Rei de Amor-Helena Serpa

12 de Novembro-Quarta - Evangelho - Lc 17,11-19

Filêmon 1, 7-20 – “testemunho de conversão”


São Paulo, na prisão, escreve a seu discípulo, Filêmon, pondo todo o empenho em interceder por Onésimo, escravo, que havia fugido do seu patrão e agora estava também aprisionado . “Eu o estou mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração” escrevia São Paulo. Nas suas palavras nós percebemos o carinho e a afeição que ele nutria, tanto pelo patrão como pelo seu escravo. A mensagem de Paulo é um testemunho do que pode acontecer a alguém que abraça a salvação de Jesus e dar início ao processo de conversão. De escravo a filho, de pecador a santo! Apesar das circunstâncias difíceis tanto o patrão, como o escravo, tiveram as suas vidas transformadas depois que conheceram a Jesus Cristo pelo Evangelho que Paulo lhes anunciou. Portanto, podemos dizer que nas horas mais críticas da nossa vida, pode acontecer o milagre do acolhimento, do perdão e, consequentemente da reconciliação. “Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre”, diz São Paulo. Muitas vezes nós também precisamos perder algo ou alguém por uns tempos a fim de ganhá-lo para sempre. Fazendo um paralelo entre a escravidão de Onésimo e a nossa escravidão percebemos que, enquanto não conhecemos e aceitamos a Jesus como nosso Senhor e Salvador, nós também continuamos escravos do pecado, fadados à morte eterna desde já aqui na terra. Jesus nos libertou justamente para que possamos assumir a nossa dignidade de filhos e filhas amados (as) do Pai e sejamos emancipados do jugo dos homens. – Você acha que no mundo alguém pode se tornar filho, sendo escravo? – Como pode isto acontecer hoje? – Existe alguém que você perdeu e deseja reconquistar? – Você está disposto (a) a perdoar e recebê-lo (a) de volta? 

Salmo 145 – “Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!”

As coisas mais maravilhosas podem acontecer com aquele (a) que se apóia com confiança nas mãos do Senhor, diz o salmo. Os oprimidos, os famintos, os cegos, os caídos, o estrangeiro, a viúva e o órfão, todos eles são objeto da bondade do Senhor, quando por Ele esperam. Felizes são todos aqueles que necessitam do amparo de Deus, porque o terão.

Evangelho–Lucas 17, 20-25 – “súditos de um Rei de Amor”

Nunca poderemos nos esquecer de que o reino de Deus não está na pregação das pessoas ou nas coisas que se sucedem extraordinariamente e, por isso, nos chamam a atenção, mas sim, dentro do nosso coração. Assim sendo, Jesus veio nos mostrar claramente que o Seu reino já está acontecendo dentro de cada homem, de cada mulher que acolhem de coração a sabedoria de Deus. Muitas vezes, nós perdemos a valiosa chance de experimentarmos a presença constante do reino de Deus na nossa vida, no nosso dia a dia, porque esperamos que algo de mágico venha ocorrer. O reino de Deus se manifesta nas coisas mais simples quando se tem o próprio Jesus como nosso Rei, Mestre das nossas ações e Luz para os nossos pensamentos. As características do reino dos céus em nós são, a alegria, a paz, a bondade, a felicidade, o amor, a entrega, a renúncia, a partilha e muitas outras percepções que nos levam a viver numa situação de súditos de um Rei de Amor. Jesus continua vivo, no meio de nós e o Seu Espírito Santo habita no mais profundo do nosso ser nos fazendo ter comunhão íntima com o Pai e o Filho. Quando disserem: “alguém está fazendo milagres, corramos”, não se apresse, pois esse milagre pode estar acontecendo também na sua vida, dentro de você ou em alguém da sua casa. Jesus está com cada um de nós para renovar o nosso coração, dar à nossa vida um novo sentido nos levando a viver uma conversão verdadeira transformando os nossos valores humanos em riquezas evangélicas . Se não conseguirmos “ver” Jesus dentro de nós, fora de nós é que nunca o perceberemos, pois Ele é Espírito e o mundo espiritual nós só o vislumbramos quando mergulhamos dentro de nós mesmos (as). No mundo, através das pessoas, nós só podemos perceber os sinais e acenos de Deus como mensagem para o nosso crescimento espiritual e humano a fim de que cada vez mais fiquemos convencidos da Sua presença no nosso coração. Portanto, o Reino de Deus é um estado de espírito que há de ser vivenciado por nós todos, desde já, agora, e segue conosco até a vida eterna. – Você agora entende onde está o reino de Deus? – Como Ele tem acontecido em você? - Você é daquelas pessoas que correm quando ouvem falar que alguém está fazendo milagres?- Você tem percebido os milagres que acontecem dentro de você?- Você nota alguma mudança nos seus valores e na maneira de ver as coisas e as pessoas? - Você vive submisso (a) ao reino de Deus ou ao reino do mundo?
 Helena Serpa

Coração agradecido-Helena Serpa

11 de Novembro-Terça- Evangelho - Lc 17,7-10

Tito 3, 1-7 – “ prontos para qualquer boa obra”

Por graça e misericórdia do Pai, é que fomos justificados em virtude da entrega de Jesus Cristo na Cruz. A bondade de Deus se manifestou aos homens e o Seu amor se concretizou em nós quando Jesus Cristo veio nos redimir e nos salvar de toda perversão a que estávamos sujeitos por causa do pecado dos nossos primeiros pais. O nosso homem velho, escravo de toda sorte de paixões e prazeres foi pregado na Cruz com Jesus e diante do Pai já estamos justificados. O Batismo nos devolveu a dignidade de filhos de Deus e herdeiros da vida eterna. No entanto, precisamos ter consciência de que não foi apenas para depois da nossa morte que Jesus nos salvou, mas para que tivéssemos uma vida plena e abundante, desde já. É o Espírito Santo quem nos dá condições para isso. Portanto, todos aqueles (as), que conscientemente se apossam do Espírito Santo que lhes foi derramado no Batismo, são homens e mulheres novos e a rebeldia, insensatez e toda espécie de paixão desordenada tornam-se coisas do passado. É o Espírito Santo quem nos dá a capacidade para que, apesar de pecadores, não caiamos na teia que nos arrasta para a desobediência e a insolência. Por isso, São Paulo nos exorta a que vivamos “prontos para qualquer boa obra”, visto que é o Espírito Santo quem nos concede meios para realizar em nós e por nosso intermédio os atos de santidade para os quais somos chamados. Todos nós temos a quem obedecer e a quem nos submeter e Deus constituiu autoridades que têm a missão de nos guiar no caminho do bem. Por meio da nossa obediência aos nossos superiores aqui da terra, nós nos tornamos aptos a fazer as coisas boas que Deus nos preparou como missão. Você é uma pessoa rebelde, zangado (a), revoltado (a)? – Você acha que o Espírito Santo já está conseguindo fazer obra nova em você? – Você tem dificuldade em obedecer aos seus (as) superiores (as)? Você se considera uma pessoa livre? 

Salmo 22 – “O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.”

Assim como o pastor cuida das suas ovelhas e as conduz pelo melhor caminho, também o Senhor nos toma pela mão e providencia tudo de que precisamos para a nossa caminhada. Somos como um rebanho conduzido pelo Seu Pastor. Jesus é o Bom Pastor e sabe por onde nos conduzir e para onde nos levar. Por isso podemos afirmar: “felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida.”

Evangelho – Lucas 17, 11-19 – “coração agradecido”

A gratidão é um exercício salutar e ao mesmo tempo um testemunho de justiça e de humildade. Neste Evangelho Jesus nos ensina a sermos gratos e ao mesmo tempo humildes quando recebemos benesses de qualquer pessoa, principalmente de Deus. No quadro exposto nós observamos que os 10 leprosos, reconheceram a sua miséria, tiveram coragem de aproximar-se de Jesus para suplicarem compaixão, obedeceram à Sua ordem quando lhes mandou “apresentar-se aos sacerdotes”. No entanto, somente um deles foi humilde a ponto de voltar para agradecer a Jesus pela sua cura. Diante de tudo isso, nós precisamos entender que para nós não bastam somente o reconhecimento da nossa miséria e o ter consciência de que somos pecadores (as) necessitados (as) do perdão e da misericórdia de Deus nem tampouco suplicar e confessar ao Senhor as nossas faltas e o nosso desejo de conversão. Também não é suficiente estar de prontidão para obedecer ao que o Senhor nos propõe. É imperioso que também expressemos a nossa gratidão com gestos e atitudes concretas e não somente com palavras ou intenções. Um coração agradecido é reconhecido por Deus. O leproso agradecido era um estrangeiro, isto é, não fazia parte do povo de Israel, mas mesmo assim foi mais autêntico do que os outros e voltou, glorificando a Deus em voz alta a fim de agradecer pela sua cura. Atirou-se aos pés de Jesus com o rosto por terra e prostrou-se diante do Senhor numa atitude concreta de profunda humildade e reverência reconhecendo NELE o Deus Poderoso, por isso, O glorificou. Desta forma, Jesus elogiou o seu gesto e o exaltou, admirando-se dos outros nove leprosos que não haviam feito o mesmo. Isto significa dizer que aqueles (as) que nem são considerados como parte do “povo de Deus” são acolhidos pela Sua misericórdia da mesma forma que o povo que se acha escolhido e entende que tem o seu lugar reservado no reino dos céus, no entanto não se inclina para agradecer a sua eleição.- Se você fosse algum dos leprosos qual teria sido a sua atitude? – Você teria seguido para apresentar-se ao sacerdote? – Você teria depois voltado para dar glória a Deus, com gratidão?– Como você costuma agir no seu dia a dia? Você é uma pessoa agradecida? 

Helena Serpa

“EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA”... Olívia Coutinho

“EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA”... Olívia Coutinho
 
COMEMORAÇÃO DOS FIÉIS DEFUNTOS 
 
Dia 02 de Novembro  de 2014
 
Evangelho - Jo 11,17-27

A cada ano, somos agraciados com os  meses temáticos, quando a igreja coloca diante de nós, uma infinidade de subsídios, que se  bem aproveitados,  contribuem    significativamente para o enriquecimento da nossa caminhada  cristã.  
Em agosto, mês vocacional, somos convidados  a refletir sobre a importância de assumirmos com responsabilidade  a nossa vocação.  Em Setembro, o mês da Bíblia, o convite, é para  darmos  uma atenção maior à palavra de Deus, em outubro, o  mês das missões, a igreja nos convida  a sermos no mundo, anunciadores da boa nova do Reino.
Falamos do mês de agosto, Setembro, Outubro, e Novembro?
Olhando as comemorações deste mês, podemos dizer  que  o mês de Novembro é o mês da Igreja, quando somos convidados a refletir sobre a  Igreja celeste e a Igreja terrena! Vivendo bem a Igreja terrena, como os Santos viveram,  alcançaremos um dia, a Igreja celeste!
 O evangelho  deste Domingo, dia de Finados, quando celebramos a esperança, lembrando os nossos entes queridos que se encontram na gloria do Pai, nos leva  até   Betânia, a uma visita à  Marta e Maria que acabaram de sepultar o seu irmão Lázaro!
Jesus não se encontrava em Betânia, quando recebeu a notícia de que Lázaro, seu amigo, se encontrava à beira da morte e  ainda assim,  Ele   não se apressou em  ir até  a sua casa,  só chegando lá, alguns dias depois da sua morte.
Quando  Marta ficou sabendo que  Jesus estava chegando a sua casa, vai  ao seu encontro, na certeza de que receberia do amigo um balsamo no alivio de sua dor! Num desabafo profundo, Marta  deixa as palavras fluírem do seu coração: “Senhor se estivesses aqui o meu irmão não teria morrido.”  Mal sabia Marta, que Jesus,  já estava ciente de tudo que acontecera com Lázaro, e que Ele só deixou que aquela morte acontecesse, para que muitas vidas fossem trazidas de volta, ou seja,  Jesus, ressuscitando Lázaro, faria com que muitos  passassem  a crer Nele, o que de fato aconteceu.
Enquanto  Marta relata  o acontecido à Jesus,  buscando forças Nele, Maria permanece dentro de casa, fechada em seu sofrimento, só indo ao encontro de Jesus,  quando Ele manda chamá-la.
Certamente todos nós, já passamos por alguma experiência semelhante a de Marta e de Maria! Sabemos que não é fácil separarmos de quem amamos! Quando perdemos um ente querido, parece que o mundo desaba sobre nós, ficamos sem chão, sem rumo, às vezes até vacilamos na fé, questionando Deus, ao contrário de Marta e Maria, que em momento algum, questionaram a morte  do irmão!  Apesar da dor, elas se  mantiveram  firmes na fé, reconhecendo Jesus como o seu Deus e Senhor: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo.” (palavras de Marta)
Um ponto importante que podemos tirar como aprendizado neste evangelho, é que, mesmo quando tudo nos parece perdido, como parecia para Marta e Maria, há sempre uma esperança! Por mais escura e longa que seja a noite, ela não é definitiva, depois da escuridão vem um novo dia e  o sol sempre volta a brilhar!
São muitos os irmãos e irmãs que hoje choram a perda de um ente querido,  e nem sempre estas pessoas encontram quem se solidarize com elas.
Visitando Marta e Maria, Jesus nos desperta para a solidariedade entre irmãos, o  amparo para com os que sofrem! Não temos o poder de trazer de volta a vida terrena de quem se foi, como Jesus, mas podemos reerguer aqueles que se  sentem  soterrados nos túmulos escuras da vida! Não há muito que fazer, diante o sofrimento de alguém que passa por   experiências dolorosas de perdas, mas  a nossa simples presença, o nosso chorar junto, pode amenizar a dor  de alguém!
Olhando estas duas realidades: vida e morte, relembradas no início deste mês, podemos dizer que é lembrando a Igreja celeste, que vivemos com intensidade a Igreja terrestre!
 “ Eu sou a Ressurreição e a vida” Esta afirmação de Jesus, firma em nós  a mais bela certeza: estar com Jesus é  ressuscitar  com Ele! Ressuscitar com Jesus, é nos libertar do sofrimento que nos aprisiona,  que nos impede  de enxergarmos  a luz de um novo dia!
A ressurreição de Jesus, retirou as vendas dos nossos olhos, nos possibilitando ver e sentir  as maravilhas que antes não víamos por estarmos focados nos nossos  sofrimentos! 
É no encontro com O Cristo Ressuscitado, que nós também, ressuscitamos, saindo  do sofrimento, para vivermos as alegrias de um  recomeço!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

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AS BEM AVENTURANÇAS SÃO CAMINHOS DE SANTIDADE! - Olívia Coutinho

 

FESTA DE TODOS OS SANTOS.

 

Dia 01 de Novembro de 2014
Evangelho de Mt 5,1-12a
Na festa de todos os Santos, somos convidados a voltar o nosso olhar para o alto e contemplar uma multidão de Santos e Santos que deixaram marcas profundas do seu amor a Deus aqui na terra e que agora participam da Sua glória no céu!
Jesus nos convida a ser Santo, nos propondo algo de concreto: dar um sentido novo a nossa existência, uma única e fundamental direção, idêntica para todos: a santidade como meta para chegarmos à vida eterna! Para isso, precisamos sair do círculo vicioso do egoísmo, sair do nosso eu, deixando de projetar a nossa vida, tendo nós mesmos como referência, para nos envolver no projeto de Deus, que tem como referencia unicamente Jesus! 
É sonho de Deus que todos nós sejamos felizes e ser feliz, é também o que mais almejamos na vida, pena que muitos de nós, busca a felicidade fora dos planos de Deus, enveredando por caminhos contrários que não nos levam a lugar nenhum. Falta-nos compreender que a felicidade não é algo comprável, não está nas coisas matérias e nem significa ausência de dificuldades.
Quando compreendermos que a felicidade é uma eterna construção, que a vida não nos pertence e que não somos donos de nada, aí sim, estaremos prontos para assumir o grande desafio: ser feliz até mesmo nas dificuldades!
Ao esvaziarmos de nós mesmos, tornamos pobres, totalmente dependentes de Deus, e tudo que mais queremos, é fazer a sua vontade, as dificuldades, as perseguições, ao invés de nos aborrecer, nos alegram, pois sabemos que toda situação que nos leva ao sofrimento, Deus transforma num bem para nós!
Ninguém busca o sofrimento, mas ele é inevitável em nossa vida, saber aproveitá-lo como trampolim para a nossa ascensão, é estar no caminho da Santidade!
No evangelho de hoje, Jesus faz uma consolação a todos que hoje estão totalmente desprovidos das benéficas do mundo!
As bens aventuranças, não são mandamentos, podemos dizer que são caminhos de santidade, um abandonar-se em Deus, um não estar preso as coisas do mundo!
O conceito de felicidade que o mundo prega, é completamente diferente da felicidade que Deus planejou para todos nós. Jesus nos deixa claro que para sermos felizes, precisamos experimentar a dependência de Deus e assim Ele proclama: “Bem aventurados os pobres em espírito, os aflitos, os mansos, os que têm fome e sede de justiça os misericordiosos, os puros de coração os perseguidos e injuriados por causa do reino”! Estes, são felizes, por que se colocam na dependência de Deus! Ser perseguido, odiado, injuriados, são situações que não agradam a Deus, porém, para quem vive essa realidade e mesmo assim permanece firme na perspectiva de fazer a vontade de Deus, toda esta situação de sofrimento, Deus reverte em bem para ele.
Alegremo-nos por confiar na realização das promessas de Deus! É o próprio Jesus que nos garante: “Alegrai-vos e exultai, pois será grande a vossa recompensa no Céu”.
Assim como foram os Santos, sejamos também fieis ao Evangelho, sem medo de ser de Deus, de dar testemunho de Jesus em qualquer circunstância!
Ser Santo é o grande desafio de buscar a perfeição em meio às imperfeições do mundo, sem esquecer de que o mais Santo de todos os Santos da terra, será sempre um pecador perdoado.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A nossa obrigação de servir a Deus - Enviado por Vera Lúcia

11 de Novembro-Terça- Evangelho - Lc 17,7-10

A nossa obrigação de servir a Deus
Hoje, Jesus conta uma parábola em que nos coloca no lugar de Deus, e pede que imaginemos a situação hipotética: você tem um empregado que trabalha o dia inteiro cuidando de animais no campo; no fim do dia, quando seu empregado chega, é claro que você não vai pedir que ele se sente à mesa com você para jantar, mas vai pedir que ele se arrume e lhe sirva a mesa; será que você vai agradecer a ele, ou ele não fez nada mais que sua obrigação?
Depois, Jesus conclui dizendo: "Quando tiverdes feito o que vos mandaram, dizei: 'Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.'"
Observe um detalhe: Jesus fala "empregado", e não "escravo". Caso isso não seja um erro de tradução, nós somos comparados a empregados de Deus, o que significa que temos direito a um "salário"! E que não merecemos sequer um "obrigado" de Deus, pois não fazemos nada além do que já somos "pagos" para fazer. No entanto, o nosso "emprego" é de tempo integral: 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, sem direito a férias... e fazendo tudo o que Eles (Pai, Filho e Espírito Santo) mandarem (veja que, no Evangelho, este verbo está no plural).

Tudo bem, então qual é o nosso "salário"? O nosso "salário" são os nossos DONS. Ter um coração batendo no peito, impulsionando vida pelo nosso corpo, é o maior salário que poderíamos receber. E nós é quem deveríamos ser gratos a Deus! Pois nada que façamos por Ele, poderia retribuir o dom da vida. No entanto, Deus não é como nós... E mesmo que não mereçamos nem um "obrigado", Ele todos os dias nos dá novos dons, e nos pede que por favor, ajudemos a fazer o Reino d'Ele começar a acontecer aqui, no nosso mundo. Somos servos inúteis, mas Deus QUER precisar de nós, e fica muito agradecido quando obedecemos a sua vontade, por isso que Ele nos confia cada dia mais...

A maioria das nossas quedas poderia ser evitada-Alexandre Soledade

10 de Novembro-Segunda - Evangelho - Lc 17,1-6



 Bom dia!
Uma semana depois e temos uma grata resposta (ou confirmação)… Estou me referindo a reflexão da semana passada (01) que se faz recordar:
“(…) Um santo é conhecido após dois milagres creditados a sua intercessão junto a Jesus, MAS PREFIRO ACREDITAR QUE SANTO É AQUELE QUE MESMO ERRANDO INSISTE EM CONTINUAR CAMINHANDO PARA FRENTE NA LONGA ESTRADA DA SANTIDADE. Conheço a história de santos que foram turrões como Pedro, Jerônimo; outros difíceis como Paulo, Agostinho, (…), MAS O QUE ELES TINHAM EM COMUM ERA O PROPÓSITO DE CONTINUAR A CAMINHADA” (Reflexão do dia 01/11 Evangelho de hoje).
Jesus no Evangelho de hoje trás algo que talvez passe despercebido aos olhos daqueles irmãos e irmãs que instigam o julgamento sobre as pessoas: “(…) Sempre vão acontecer coisas que fazem com que as pessoas caiam em pecado, mas ai do culpado”!
É claro que nem tudo que nos acontece é por culpa de alguém, pois bem sabemos que a maioria das nossas quedas poderia ser evitada e que boa parte delas inicia com um ato voluntário e não obrigado ou persuadido por alguém, mas o que fica dessa passagem é que ninguém esta livre ou desobrigado a se policiar, pois fatalmente, nessa caminhada chamada santidade, existem mais coisas no caminho que somente a estrada.
Não sei como é sua cidade, seu tamanho, população, densidade, mas algo que é comum nelas é a quantidade de outdoors promocionais espalhados por suas principais vias, prédios residenciais e comerciais. É difícil trafegar por qualquer grande avenida sem perceber ou ler o que eles dizem ou tentam nos passar. Imaginemos então o caminho que desejamos percorrer como a avenida que você esta e os outdoors como a infinidade de alternativas que são sugeridas aos nossos olhos todos os dias.
Em meio a tantas “sugestões ou alternativas” precisamos estar mais atentos aos gemidos que advêm do nosso ser nos alertando quanto às conseqüências possíveis da nossa decisão.
“(…) Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, MAS O ESPÍRITO MESMO INTERCEDE POR NÓS COM GEMIDOS INEFÁVEIS. E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, O QUAL INTERCEDE PELOS SANTOS, SEGUNDO DEUS”. (Romanos 8, 23-24)
Muita gente tem deixado de caminhar (ou trafegar) para ficarem admirando os outdoors. O encanto, as promessas de solução rápida, o prazer momentâneo, (…) tem tirado muita gente do caminho, mas como diz Jesus “(…) mas ai do culpado”.
Jesus, no entanto não pode interferir no NOSSO LIVRE ARBITRIO, sendo assim não pode por completo culpar alguém que convidou se parte de nós aceitarmos ou não o convite. Preocupados com essa situação, inerente a todo ser humano, que os apóstolos rogam a Jesus que lhes aumente a fé.
Permanecer no caminho é uma questão de fé, pois ninguém que sai de sua casa para ir ao centro tem a plena certeza que conseguirá chegar no seu destino final e tão pouco se encontrará a loja ainda aberta. É essa fé relutante que nos impede de se perder ou abandonar a esperança que todo esforço vale a pena.
Se posso ou não mover a figueira eu ainda não sei, mas continuar a andar, em meio a tantos outros “atrativos”, diz o quanto quero ser santo.
“(…) O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever, para que, sempre e agora ainda mais, eu tenha muita coragem. E assim, em tudo o que eu disser e fizer, tanto na vida como na morte, eu poderei levar outros a reconhecerem a grandeza, POIS PARA MIM VIVER É CRISTO, E MORRER É LUCRO. , mas se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho útil. Então não sei o que devo escolher. Estou cercado pelos dois lados, pois quero muito deixar esta vida e estar com Cristo, o que é bem melhor. PORÉM, POR CAUSA DE VOCÊS, É MUITO MAIS NECESSÁRIO QUE EU CONTINUE A VIVER. E, como estou certo disso, sei que continuarei vivendo e FICAREI COM TODOS VOCÊS PARA AJUDÁ-LOS A PROGREDIREM E A TEREM A ALEGRIA QUE VEM DA FÉ”. (Filipenses 1, 20-25)
Persista! Continue… e quem não ajuda, por favor, não atrapalhe!
Um imenso abraço fraterno.