terça-feira, 30 de setembro de 2014

“QUEM ME REJEITA, REJEITA AQUELE QUE ME ENVIOU”. – Olívia Coutinho

 
Dia 03 de Outubro de 2014
 
Evangelho de Lc 10,13-16
 
 
As maravilhas da criação expressam o grande amor de Deus, que não contentou-se  em somente nos dar a vida, como quis também nos cercar de cuidados, tanto para o nosso corpo, quanto para o  nosso espírito! Para nos garantir uma boa qualidade de vida, Deus nos ofereceu a natureza de onde tiramos o nosso alimento corporal  e para o alimento espiritual, Ele nos ofereceu Jesus! Pena que muitos de nós, somos filhos ingratos, não valorizamos estes bens gratuitos!
Vivemos na era dos descartáveis, descartam-se pessoas, valores que devem nortear  a nossa vida, como o valor da fé, da família... E assim a humanidade vai se distanciando cada vez mais de Deus, trocando a verdade do evangelho pela inverdade do mundo.
O ter, o poder, o prazer, aliena o homem, dando-lhe uma falsa alegria que mascara a pior de todas as doenças da humanidade: a insensibilidade do coração.
E mesmo com tantas respostas ingratas a este  amor sem  limites, Deus não desiste do humano, Ele  não cansa de esperar pela sua conversão!
Não podemos esquecer nunca, de  que em Jesus se realiza o encontro de Deus com a humanidade, Nele, está Deus de forma humana e o  humano de forma Divina! 
Na pessoa de Jesus, o céu e a terra se encontram, Jesus é o caminho humano para chegar a Deus e o caminho Divino para chegar à humanidade!
No evangelho de hoje, Jesus censura o comportamento de um povo que  recebeu por várias vezes a manifestação de Deus na pessoa de Jesus, um povo  que presenciou tantos milagres, mas que mesmo assim não se converteram.
Hoje, são muitos os que têm o conhecimento  da palavra de Deus, mas que mesmo assim, fazem opção pelos caminhos mais largos: os caminhos do mundo, são os que conhecem a verdade, mas preferem viver na mentira, que conhecem a luz, mas fazem opção  pelas trevas! Por outro lado, existem também os  que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer a Luz! E nós, ao invés de ficarmos insistindo com  aqueles que recusam a Luz, avancemos para águas mais profundas, indo ao encontro dos irmãos que ainda não conhecem  a verdade que liberta!
Como filhos e filhas amados de Deus, não podemos deixar que a sociedade, na sua ambição de poder, nos imponha  modelos de vida que foge a verdade do evangelho!
Não podemos ficar  indiferentes às inúmeras graças que recebemos a todo instante, e nem deixar que irmãos nossos desconheçam o evangelho!
Estejamos sempre atentos, para que Jesus nunca nos  surpreenda com esta dura expressão “Ai de ti”...
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olívia
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Somente o amor pode nos tornar agradáveis ao Senhor-Helena Serpa

DOMINGO - 26 de Outubro  - Evangelho - Mt 22,34-40

1ª. leitura Êxodo 22, 20-26 - "o estrangeiro, a viúva, o órfão e o pobre"

Por meio de Moisés Deus dava ao povo de Israel instruções que o ajudaria a caminhar em busca da Terra Prometida. A misericórdia e a compaixão tomam um espaço destacado entre as regras que o Senhor estabelecia. O Plano de Deus para a humanidade em todos os tempos é a conquista da sua Salvação. Por isso, o povo que caminha para a Terra Prometida, hoje, somos nós que buscamos viver a santidade na avenida que nos leva para a salvação, isto é, a nossa vida terrena. Nesta leitura o Senhor nos ensina a administrar situações bem presentes na nossa vida diária e que fazem parte da nossa trajetória a procura da santidade. Frequentemente nós nos deparamos com circunstâncias em que nós temos de exercitar a clemência e a misericórdia. O estrangeiro, a viúva, o órfão e o pobre, são, muitas vezes, as pessoas com quem nós lidamos no nosso dia a dia e que, de alguma forma, estão em estado de penúria, de dependência, necessitados (as) de ajuda. São as pessoas que nos procuram em busca do material, do financeiro, mas, principalmente, do conselho, do carinho, do nosso ouvido, da nossa atenção. Elas são enviadas por Deus para exercitarem em nós a justiça, mediante a paciência, a mansidão, a compreensão, etc. Somos tão ocupados (as), temos tantos afazeres e estas pessoas nos tiram do sério, porém o Senhor é claro: "Se os maltratardes, gritarão por mim e Eu ouvirei o seu clamor" Portanto, se quisermos realmente chegar à Terra Prometida vivendo desde já o reino de Deus, nós precisamos praticar as "normas de misericórdia" que nos ensina o Livro do Êxodus. – Existem pessoas na sua vida que dependem de você? – Você acha que as pessoas que o (a) procuram pedindo ajuda são instrumentos de Deus para sua santificação? – Como você tem tratado os "pobres", as "viúvas", os "órfãos" e os "estrangeiros" da sua vida? – Você sabia que Deus escuta o clamor deles?

Salmo 17 – "Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação"

O Salmista nos ensina a reconhecer a Deus como o único em quem nós podemos confiar para nos conduzir a uma vida de santidade. Ele é rochedo que nos abriga, é o escudo que nos protege e somente Nele nós devemos esperar. Apenas com a ajuda do Senhor e por meio do Seu auxílio divino nós podemos conquistar a Terra Prometida. Mesmo os reis e os grandes do universo precisam do Senhor para obter a vitória. O triunfo que nós queremos alcançar é a vivência da santidade desde já.

2ª. Leitura – 1 Tessalonicenses 1, 5-10 " servir ao Evangelho de Jesus Cristo"

São Paulo se congratula com os tessalonicenses pelo testemunho de fé que eles davam no meio das pessoas fazendo com que a Palavra fosse difundida no meio das nações. Isto acontecia em vista da abertura que eles davam ao Espírito Santo de Deus que os conduzia e os fazia viver o Evangelho com alegria, apesar de tantas tribulações. Da mesma forma também nós podemos ser parabenizados quando nos dispomos a servir ao Evangelho de Jesus Cristo com o júbilo e o contentamento do Espírito Santo. O Espírito Santo de Deus é o agente das nossas palavras e ações e é, a partir da nossa abertura e da nossa entrega à sua manifestação, que nós podemos também ultrapassar todas as barreiras que se insurgem na nossa missão evangelizadora. Muitas vezes nós queremos esperar por um tempo bom para dar testemunho do amor de Deus e, no entanto, é no momento da dificuldade e da tribulação que o nosso testemunho de fé tem mais eficácia. Louvar ao Senhor e falar das Suas maravilhas quando a vida nos sorri quase não é muito atrativo, porém a nossa pregação se torna eficaz quando nós conseguimos amar e servir ao Senhor, mesmo na dor. Assim, nós atrairemos as almas para a salvação de Jesus Cristo. – Você tem conseguido louvar e amar na hora da dor? – Como você tem demonstrado a qualidade da sua fé ao mundo? – As suas palavras têm coerência com as suas ações?

Evangelho Mateus 22, 34-40 – "somente o amor pode nos tornar agradáveis ao Senhor"

À luz de Santa Terezinha nós podemos refletir sobre o ensinamento de Jesus Cristo a propósito do primeiro e do segundo mandamento do amor. Quando nos deparamos com os escritos da Baluarte de nossa Comunidade, nós apreendemos um conceito novo de santidade que está aliado não propriamente ao nosso esforço, mas sim, à entrega do nosso coração a Deus para satisfazê-Lo: " Para Santa Teresinha a perspectiva da santidade não era situada como um desafio a ser vencido a qualquer custo ou uma temerária obstinação, mas em estreita conexão com a possibilidade de amar intensamente e, mediante o amor, engrandecer e revestir todo gesto pessoal, com a própria vida para glorificar o Senhor. Só o amor pode tornar agradável a Deus a ação do homem: "Compreendo tão bem, que somente o amor pode nos tornar agradáveis ao Senhor, que isso constitui minha única ambição. O amor "é tudo." O homem poderia fazer coisas grandiosas, mas sem o amor, permaneceriam vazias, completamente desvitalizadas como um corpo sem alma. Seu valor não depende da grandiosidade, mas do amor com o qual foram idealizadas e realizadas. O amor é o único elemento que pode plasmar e dar finalidade dignamente a todo o agir humano. "Com amor, não caminho apenas, ponho-me a voar", dizia Santa Terezinha. Jesus sabiamente calava a boca dos fariseus, pois eles colocavam toda a sua disposição em cumprir com a Lei, mas não alcançavam o que os próprios profetas anunciavam. Somente um coração simples e sincero como o de Santa Terezinha pode entender as palavras do Mestre. - Você já compreendeu que só o amor que você viver será agradável a Deus?- Como você tem vivido o amor com o próximo?- Você sabia que ser santo é amar? Pense nessa perspectiva.

Helena Serpa

Quando o dono da vinha vier-Helena Serpa

25 de Outubro -  Sábado -  Evangelho - Lc 13,1-9

Efésios 4, 7-16 – “crescendo na fé e no conhecimento”

Nesta leitura São Paulo nos ensina a como nos apossar da graça de Jesus Cristo na medida em que Ele nos concede. Antes de subir aos céus Jesus visitou as profundezas da terra e encheu todo o universo com o Seu poder Salvador. Do céu Ele nos enviou o Seu Espírito Santo que nos cumula de dons e nos capacita a edificar o Corpo de Cristo. Desta maneira, o próprio Jesus nos habilita, uns como apóstolos, outros como profetas, como evangelistas, pastores e mestres, para que cada um de nós, no exercício da nossa função sejamos fiéis à vocação a que fomos chamados. Assim sendo, nós, em comum unidade crescemos na fé e no conhecimento do Filho de Deus e progredimos em busca do estado do homem perfeito à semelhança de Jesus Cristo. Este é um processo de conversão que nos faz vivenciar o amor e o serviço a Deus tendo como agente de ação o nosso próximo. Desta maneira nós mesmos (as) percebemos que não somos mais infantis e que temos mais convicção das coisas que nós buscamos e queremos e, assim demonstramos mais equilíbrio e serenidade nos nossos relacionamentos. Deixamos de ser “crianças ao sabor das ondas” ou “Maria vai com as outras” e temos consciência de que, enquanto vivemos na terra, estamos preparando o nosso cantinho no céu. Por isso, o nosso intuito, é o de nos tornarmos parecidos com Cristo formando com os nossos irmãos e irmãs uma unidade no amor de Deus. Aqui na terra nós precisamos exercer o ministério do amor e da unidade em Jesus Cristo, assim seremos reconhecidos pelo Pai que está no céu. –Você tem um ministério no serviço do reino? – Como você tem recebido a graça de Cristo para exercer o seu ministério? – Você procura manter a unidade nos seus relacionamentos? – Você ainda vai pela “cabeça dos outros”? – Quem é que direciona os seus pensamentos, palavras e ações?

Salmo 121 – “Que alegria quando ouvi que me disseram: ‘Vamos à casa do Senhor!’”

Nós também estamos caminhando para a casa do Senhor que é a Jerusalém celeste. É o lugar onde nós encontramos o templo do Senhor e aonde nós podemos entrar em intimidade com Ele, na oração e no louvor. Já podemos vivenciar tudo isto quando nos interiorizamos e nos entregamos às sugestões do Espírito Santo orando em línguas, sozinhos (as) ou no nosso grupo de oração. Quando nós vamos à Igreja para a celebração Eucarística nós também podemos sentir esta sensação de alegria e exclamar como o salmista: “Que alegria, estamos indo para a casa do Senhor!”

Evangelho – Lucas 13, 1-9 – " quando o dono da vinha vier "


Erroneamente, nós cultivamos a ideia e acreditamos que todos os acontecimentos ruins da nossa vida são um castigo de Deus. Jesus, porém, nos ensina que "as desgraças nem sempre são castigos", mas servem para nos despertar sobre a brevidade da nossa vida aqui na terra e, assim, nos impulsionar a uma mudança de mentalidade. Às vezes, somos como essa figueira, árvore que dá figo e que foi plantada no meio de uma vinha, que produz uva. Tomamos espaço no terreno, bebemos da mesma seiva, somos cultivados pelo mesmo agricultor, no entanto, nós mesmos (as), não melhoramos em nada e a nossa produção é inútil. Continuamos com a mentalidade do homem velho, levando uma vida medíocre, trabalhando para nos satisfazer e não damos os frutos desejados. Continuamos com as práticas dos que estão fora do terreno que é adubado pelo Senhor, e as nossas ações, na realidade são um contra testemunho. Temos boa aparência, física, intelectual, sucesso, mas ficamos por aí. No entanto, o Senhor deseja encontrar em nós não apenas folhagem, isto é, aparência, mas testemunho de conversão, de busca de santidade e de vivência do amor. O vinhateiro, no caso, apelou para a misericórdia do dono da vinha e pediu mais uma oportunidade para a figueira. O dono da vinha é Deus Pai, o vinhateiro é Jesus, e a vinha somos todos nós entregues a Ele para sermos apresentados ao Pai. Diante do Pai, Jesus advoga por nós e pede misericórdia. No entanto, aqui na terra, nós também podemos ser como Jesus, esse vinhateiro que é colocado (a) em alguma função de trabalhador da messe. Assim como o pai ou uma mãe de família, um coordenador ou coordenadora de uma comunidade, grupo de oração, ministério, em fim, aquele ou aquela que está cuidando do povo de Deus, fazendo-o em nome de Jesus. A esses ou a essas, o Senhor dá a incumbência de "cavar em volta da figueira, colocar adubo" para que esta possa crescer e dar frutos que alimentam. A nossa conversão é uma coisa urgente na nossa caminhada, mas também, é um processo que se arrasta até o final da nossa vida, quando o dono da vinha vier nos encontrar. Mas, como não sabemos quanto tempo Ele demorará, tenhamos pressa, tanto em adubar as figueiras que nos forem entregues, como também nos deixarmos "adubar" pelo nosso vinhateiro que é Jesus Cristo. Não teremos receio das "desgraças" se nos conservarmos dentro das graças do Pai, sendo cuidados pelo Seu Filho Jesus e conduzidos pelo Seu Espírito Santo. - Você também considera que as coisas ruins que lhe acontecem são castigo de Deus?
- Ou você entende que possam ser um recado de Deus para que você se converta? - Você  faz parte da vinha ou é como essa figueira que ocupa espaço e não dá fruto?- Mesmo sendo diferente dos outros, você acha que tem condições de melhorar?- Quem você considera como seu (a) vinhateiro (a) aqui na terra?

Helena Serpa

O fogo que nos desestabiliza-Helena Serpa

23 de Outubro - Quinta -  Evangelho - Lc 12,49-53

Efésios 3, 14-21 - “Pelo poder do Espírito Santo”

Não estamos longe da realidade do céu e é o Espírito Santo quem, pela fé, faz habitar Cristo nos nossos corações. O mesmo Espírito que age em Jesus Cristo, também age nos santos e age em nós. É Ele, portanto, quem nos capacita a uma vida interior rica da sabedoria do Pai que é quem dá nome a toda e qualquer família, no céu e na terra. E, assim, no Espírito nós temos a dimensão da profundidade e da abrangência do Amor de Deus que se manifestou pela entrega de Cristo na Cruz. O Espírito Santo tem o poder de fazer muito mais do que o que nós pedimos ou mesmo sonhamos e ainda mais: este poder atua em nós de uma maneira plena nos capacitando a perseverar na busca da santidade e da verdade para a nossa vida. Estamos estabelecidos, pois, no amor de Deus que nos cumula das mesmas bênçãos da família do céu. Vivemos uma unidade no Espírito Santo e não podemos nos sentir solitários (as) nem longe dos santos. Muitas vezes, nós temos mais integração com os que estão no céu do que mesmo aqueles com os quais convivemos aqui na terra. O céu é o amor de Deus agindo dentro do nosso coração pelo poder do Espírito Santo nos concedendo vida e santidade. – Você se identifica com a realidade da vida no céu? – Você acredita no poder do Espírito Santo que se manifesta por seu intermédio? – Como tem sido a sua vida no Espírito? -

Salmo 32 – “Transborda em toda a terra a bondade do Senhor”

“Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que o escolheu por sua herança!” O povo é cada um de nós e a nação é a nossa família. De geração em geração os desígnios e os pensamentos do Senhor vão perdurar para aqueles que o têm como o Senhor. São todos aqueles que o temem e confiam no poder do Seu amor.

Evangelho – Lucas 12, 49-53 – “O fogo que nos desestabiliza”

Um dos maiores desejos do homem é que todas as coisas sejam, em todos os tempos, bem certinhas, sem imprevistos, e que tudo aconteça de uma forma sem muitas “surpresas desagradáveis”. Entretanto, Jesus veio nos avisar de que o fogo que Ele trouxe para a terra é chama que nos queima, por isso nos desestabiliza, e nos tira da passividade. A paz a que Jesus se refere aqui é aquela paz da acomodação e da aceitação passiva de todas as coisas e o conformismo com situações de pecado, de desgraça e tudo o mais. Seríamos então como robôs, marionetes e não usufruiríamos da liberdade, o dom mais precioso que Deus nos concedeu. Claro que numa casa, na mesma família existirão circunstâncias em que uns se voltarão contra os outros, principalmente em relação ao seguimento de Jesus Cristo. Uns contra, outros a favor, porém a diferença far-se-á na unidade que o Espírito Santo - o fogo que Jesus veio trazer a terra - promove apesar das nossas divergências. Jesus recebeu o Batismo do martírio, e estava ansioso em cumpri-lo, pois somente assim Ele poderia enviar para nós o fogo do Seu Espírito Santo que é a chama que nos impulsiona para viver o amor. Jesus cumpriu a Sua missão, padeceu, morreu, foi sepultado, mas foi ressuscitado e nos enviou o Espírito Santo fogo que se mantêm aceso dentro de cada um de nós para nos ajudar a viver as nossas diferenças. – Você tem medo de enfrentar divergências de opiniões? – Você se deixa queimar pelo fogo do Espírito? - Como tem sido a ação do Espírito Santo nos seus relacionamentos? – Você admite que em certas ocasiões você passa também pelo martírio por causa das divisões?

Helena Serpa

Cooperadores do reino de Deus-Helena Serpa

22 de Outubro - Quarta - Evangelho - Lc 12, 39-48
Efésios 3, 2-12 – “uma grande missão: anunciar o Evangelho”

São Paulo, sempre atento ao que Deus lhe revelava pôde perceber o grande plano do Senhor em relação aos pagãos, isto é, aqueles que não eram judeus, e, por isso, antes não tinham acesso à herança da salvação em Jesus Cristo. Este mistério Deus lhe deu a conhecer e essa foi também a sua grande missão: anunciar o Evangelho àqueles que não tinham esperança. Jesus Cristo veio ao mundo para salvar a todos. Pela Fé, nós temos em Cristo, o direito e a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança. Com efeito, nunca poderemos desanimar nem afirmar que esta ou aquela pessoa não pode salvar-se: Jesus Cristo é a nossa garantia, pois fomos justificados pelo Seu Sangue. Todo aquele que crê e professa que Jesus Cristo é o Senhor, será salvo. Como São Paulo, nós também temos a graça de anunciar ao mundo a insondável riqueza de Cristo que nos é revelada a cada dia quando refletimos a Sua Palavra e nos aprofundamos no conhecimento do Seu amor. O Senhor também nos revela os Seus mistérios de amor e nos faz participantes da Sua graça para anunciarmos o Evangelho a toda criatura. – Você tem dúvidas quanto a sua salvação? – O que falta para que você abrace a SALVAÇÃO QUE CRISTO conquistou para você e todos os da sua família? – Você tem percebido os mistérios que lhe são revelados na sua oração pessoal? – Você se sente participante do conhecimento do Amor de Deus?

Salmo-Isaias 12 – “Com alegria bebereis do manancial da salvação”

Todos nós que nos encontramos salvos podemos proclamar com alegria esta verdade e assumi-la com louvores ao Senhor. O Deus Santo de Israel é o Deus Forte que nos sustenta e faz prodígios na nossa vida. Ele se faz conhecer a cada dia, nos mínimos detalhes e é por isso, que nós experimentamos do manancial da salvação.

Evangelho – Lucas 12, 39-48 – “cooperadores do reino de Deus”

Deus nos chamou para que sejamos Seus operários, cuidando do povo que ainda não provou da comida e da bebida que Ele oferece ao mundo. Ele almeja dar a nós, Seus filhos e filhas, uma melhor qualidade de vida e fazer com que todos nós participemos aqui na terra de uma vida abundante. Dessa forma, somos aqui na terra cooperadores do reino de Deus e estamos a serviço da casa do Senhor. Todos nós que, pela Fé assumimos a salvação de Jesus e perseguimos continuamente a conversão, somos administradores do reino do céu que deseja se instalar na terra. Seremos considerados Seus fieis e prudentes administradores, se formos encontrados no lugar exato aonde Ele deseja que estejamos. Porém, se nos desviarmos do caminho e, por qualquer motivo, deixamos para depois o que precisamos fazer hoje, seremos pegos de surpresa pelo Senhor que chegará num dia inesperado, e, assim sofreremos as consequências. Mas como é que poderemos ser esse administrador fiel? A prudência nas nossas atitudes, a coerência de vida, o tomar consciência do nosso dever e da nossa missão são condições para que possamos viver com inteligência a nossa condição de administradores fiéis do reino de Deus. Vivemos com sabedoria quando trabalhamos para aumentar os nossos dons. Para nós será terrível o desperdício, a acomodação, a passividade diante dos fatos que nos impõem uma ação concreta de amor. Quanto mais conhecimento tivermos dos mistérios de Deus mais receberemos condições de vida em abundância e por isso, muito mais seremos cobrados. – Você se sente um (a) administrador (a) fiel dos talentos que Deus lhe deu? – Como você tem tratado aqueles (as) que o Senhor coloca sob a sua condução? – Você tem conhecimento da vontade de Deus para você? – Você está no posto que o Senhor deseja que você permaneça ou tem deixado para depois a sua missão?

Helena Serpa

-MATARAM O FILHO DO DONO DA VINHA-José Salviano

27º DOMINGO TEMPO COMUM

5 de Outubro de 2014
Evangelho - Mt 21,33-43

MATARAM O FILHO DO DONO DA VINHA-José Salviano

          O proprietário da vinha é Deus. A vinha é o povo de Israel e o judaísmo, é o povo de Deus que foi libertado do Egito. Os empregados são os profetas. Os vinhateiros são os saduceus, ou a elite dos judeus. O filho do proprietário é Jesus Cristo.
PRIMEIRA LEITURA- A decepção de Deus diante do povo hebreu foi muito grande. Um povo monoteísta que antes se mostrava fiel ao Pai, e que por isso foi o povo escolhido para receber o Filho de Deus, foi esse mesmo povo que rejeitou o Messias enviado, tratando-o como um impostor e matando-o em morte de cruz.
          Assim, a vinha preparada com todo cuidado e carinho por Deus, acabou produzindo uvas azedas. Por isso Deus vai tirar toda a proteção daquela vinha, vai derrubar a cerca de proteção,e deixá-la ser pisoteada e devastada. Está aqui a explicação para a ausência de paz que persiste existe naquela vinha até os dias de hoje.
          Deus não nos castiga, mais pode retirar sua proteção e deixar-nos a deriva, sob a força dos ventos contrários, quando somos infiéis, cruéis, indiferentes, quando rejeitamos o seu chamado insistente para a conversão. Mesmo assim, Deus nunca desiste de nós. Ele espera sempre uma mudança de opinião de nossa parte, espera sempre o nosso arrependimento, e então nos estenderá a sua mão para nos resgatar da areia movediça, da lama, em fim, do pecado e nos fazer voltar para a vida em abundância e nos tornar merecedores da sua graça salvífica.
          SEGUNDA LEITURA - Medo de assaltos, a busca do emprego, a faculdade do filho, o casamento da filha, a prestação do carro... Quanta preocupação!  Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus...
          O nosso caminhar é estressante, o nosso dia a dia não é tranqüilo, isto porque não deixamos Deus governar, cuidar da nossa vida.  Precisamos ter uma fé firme e confiar na paz de Deus, a qual ultrapassa todo entendimento. Precisamos confiar em Deus e sua mão protetora, nos entregando a Ele sem reservas.
          Irmãos.  Preocupemo-nos com a justiça, com o necessário para a nossa sobrevivência, evitemos os excessos, busquemos a harmonia com nossos familiares e demais irmãos, mas acima de tudo busquemos o Reino de Deus em primeiro lugar, e o resto teremos de acréscimo. Pois preocupação excessiva é sinal de pouca fé. A confiança em Deus nos trás a tranqüilidade necessária para vivermos na paz de Cristo.
EVANGELHO - Os judeus rejeitaram Jesus, considerando-o um impostor. Então Jesus dirigiu o seu plano de salvação para os gentios, os humildes que o acolheram e acreditaram em suas palavras. Foi o que fez o dono da vinha. "Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo."
          Caríssimos. Digamos que a vinha é a nossa vida. Deus nos presenteou com ela, nos fez nascer no seio da Igreja, estudamos o catecismo e fizemos a primeira comunhão. Aí nossos filhos chegaram na adolescência e conheceram amigos outros que os desviaram de tudo aquilo que aprenderam de Deus e de nós os seus pais.  Hoje eles se julgam espertos, atualizados, e vivem todo o prazer que julgam ter direito. Está faltando dinheiro? Dá-se um jeito. Ou  vende-se droga ou rouba-se.
          Por que coisas tão tristes e ameaçadoras como essas aconteceram aos nossos jovens?  Desde que nascemos, Deus nos preparou uma vida equilibrada sob a sua proteção. Aí, depois crescemos e percebemos que estamos em um mundo onde quem pode mais chora menos. Um mundo onde os espertos que enganam e roubam o povo na cara dura, estão se dando bem, não são presos, e se o são, logo têm a sua liberdade de volta,  ou apenas dormem da cadeia e durante o dia vivem suas vidas esbanjando do dinheiro que roubou...  Esse é o exemplo que recebem os jovens daqueles que deveriam dar-lhes bons exemplos.
          A vinha também é a Igreja, que foi entregue nas mãos dos escolhidos de Deus. Portanto, Deus confiou nas mãos de pessoas de sua confiança, a vinha mais importante da Terra, para ser cultivada com muita dedicação e negação de si mesmo, irrigada com a palavra, adubada com a oração e fortalecida com a Eucaristia, e defendida da infiltração de plantas daninhas, como aquele joio que foi lançado no meio do trigo, e que são os falsos cristãos que se aproveitam da Igreja para se promoverem, como vemos na primeira leitura. Tais cristãos em vez de produzir uvas boas, produzem uvas selvagens ou ruins, em vez de produzir frutos de justiça, produzem a injustiça, em vez de produzir frutos de castidade e bondade, produzem a pedofilia e a iniqüidade.
          O texto do Evangelho nos relata que quando o proprietário da vinha mandou seu próprio filho, o herdeiro, os malvados vinhateiros quiseram assegurar para si a herança da vinha, matando o herdeiro. Caríssimos. Jesus, que foi enviado ao mundo, ao povo de Israel para reclamar frutos de justiça, foi jogado fora da vinha, foi jogado no calvário, o qual ficava fora dos muros de Jerusalém, portanto fora da cidade fora da vinha, para ser morto como um bandido, como um salteador de estrada.
          Infelizmente, essa realidade criticada pelo evangelho esteve presente na Igreja em todos os tempos, porque o ser humano é sempre tentado a usurpar o lugar de Deus, para receber prestígio e ser elogiado. MAS SOMENTE A DEUS DEVEMOS LOUVORES.
          Porém não desanimemos, não percamos a nossa fé, pois a força do Espírito Santo que assiste essa mesma Igreja é muito maior do que as mazelas dos humanos que a integram. Tenhamos coragem, e não nos abalamos com notícias de pedofilia. Pois o número delas é insignificante, porém acontece que os inimigos da Igreja alardeiam de tal forma essas notícias que elas nos parece de grande proporções.
Irmãos. Tenhamos confiança em Deus. Ele nunca vai tirar a sua mão protetora de cima da Igreja.  Ele não vai abandonar esta sua vinha que foi criada com muito empenho, com a entrega total do seu Filho. Deus não é como nós. Ele prometeu, Ele cumpre. "Eis que estarei com vocês até o fim dos tempos...  ... e as portas dos infernos não se prevalecerão contra ela..."
     Finalizando esta homilia, vamos entender porque Jesus disse que Ele é a PEDRA ANGULAR  .  Para entender significado de pedra angular ,  Imagine dois bêbados que para conseguirem ficar de pé, um apóia no outro encostando-se  ombro a ombro. As construções daquele tempo eram feitas com o uso do  ARCO . E a pedra que ficava no vértice do arco servia de equilíbrio entre as partes opostas, era a sustentação da construção. Janelas, pontes, túneis, etc, tudo era construído com a aplicação da tecnologia do arco de sustentação.
          Por que Jesus é a pedra angular? Porque a Ele foi dado todo o poder  no Céu e na terra  na construção do Reino de Deus.  Se tirarmos esta PEDRA da nossa vida, tudo se desmoronará. Se fizermos como os líderes judaicos que rejeitaram Jesus, se ignorarmos O Filho de Deus, se o impedimos de entrar na nossa vida, a nossa vida se transformará em um inferno, sob o controle de satanás. Quando rejeitamos Jesus, e tentamos viver com os nossos próprios recursos, ( armas, falsificações, enganações, roubos, esperteza, força física, abuso do poder, corrupção, crime organizado) acabamos morrendo por nossas próprias armas. Pois quem ama o perigo nele perecerá.  Muitos hoje usam e abusam dos recursos dados por Deus ( inteligência, vigor físico da juventude, beleza, riquezas naturais, poder político e mesmo o dinheiro que Deus lhes permitiram ganhar) , para oprimir os humildes, aterrorizar os fracos, e sugar as últimas gotas de recursos dos indefesos como é o caso dos idosos!
          Caríssimos. Deixemos Cristo Jesus ser a pedra angular da nossa existência, para que um dia sejamos dignos das suas promessas. Amém.
Bom domingo.   José Salviano.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

QUEM É PEQUENO AOS OLHOS DO MUNDO É GRANDE AOS OLHOS DE DEUS”! – Olívia Coutinho

 
Dia 02 de Outubro de 2014
 
Evangelho de Mt 18,1-5.10          

Quanto mais conhecemos  os ensinamentos de Jesus, mais vamos aprendendo a viver na simplicidade como Ele!
Jesus nasceu pobre, e foi para os podres que Ele dirigiu o seu primeiro olhar: os pastores, pessoas simples que nem eram notadas pela sociedade, mas que se tornaram grandes aos olhos de Deus, por acolherem  o Messias que chegava ao mundo, sem ter sequer uma roupa para vestir!
 O jeito simples de  Jesus, atraia multidões, principalmente  os pequenos, estes, podiam entender claramente tudo o que Ele ensinava!
Em toda a sua trajetória terrena, Jesus foi itinerante, Ele não tinha sequer um lugar para recostar a cabeça, identificando-se com os pequenos!  Identificação, que começa com  Deus Pai, ao escolher o ventre de uma humilde jovenzinha para gerá-Lo! 
Quando  deixamos de viver de forma simples, entra em nós a vaidade, o desejo do poder que  nos deixa cegos, que  nos impede  de enxergar a verdadeira beleza da vida!  
No evangelho de hoje, podemos perceber esta cegueira nos discípulos, quando eles perguntam à Jesus: “Quem é o maior no Reino dos Céus?Jesus censura a mania de grandeza dos discípulos, que mesmo convivendo diretamente com Ele, ainda não haviam entendido o seu messianismo, eles ainda continuavam   presos à mentalidade egoística do mundo! A grande preocupação deles, não era com a promoção da “vida,” e sim, com a sua promoção pessoal! Jesus responde a pergunta dos discípulos, deixando para nós um grande ensinamento:  “Em verdade vos digo, se não converterdes e não vos tornardes como uma criança, não entrareis no reino dos céus”.
 Os discípulos mesmo tendo deixado tudo para seguir Jesus,  deram espaço para que a vaidade crescesse dentro deles, eles custaram  entrar na dinâmica do Reino!  Até então, o seguimento à Jesus  para eles, traduzia em realização pessoal, tanto é, que quando  eles tomaram conhecimento do destino de Jesus, isto é, do desfecho da sua trajetória terrena,  eles se inquietaram, discutindo entre si, qual deles seria o maior, quem ocuparia a liderança do grupo.
Temos que ter o cuidado para não nos deixarmos  contaminar pela mentalidade egoística do mundo que visa somente  interesse pessoal.
Jesus está sempre a nos revelar a predileção do Pai pelos pequeninos, estes, não têm outro interesse a não ser a proteção contínua de Deus!
Pequeninos, não são somente as crianças, e sim,  todos aqueles que o mundo despreza! Quem é pequeno aos olhos do mundo, é grande aos olhos de Deus!
Os pequenos são os prediletos do Pai, ser indiferente a eles, é ser indiferente a Deus!
A todo instante, Jesus nos chama a construirmos um mundo melhor, a sermos inteiros no amor,  promotores da vida, esvaziando de nós mesmos para nos preencher de Deus! É cheios de Deus, que vamos enxergar o outro com o olhar de Jesus! 
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia
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Rins cingidos e lâmpadas acesas-Helena Serpa

21 de Outubro - Terça -  Evangelho - Lc 12,35-38

Efésios 2,12-22 – “ Pelo Espírito, somos morada de Deus”

Em Jesus, todos nós fomos chamados à santidade, não importando qual a nossa raça e a nossa origem. Nele, nós nos tornamos um só homem novo para viver a unidade do Espírito Santo, pois, Ele destruiu em si mesmo a inimizade que existia entre nós e Deus. Jesus veio anunciar a paz que é o vínculo que nos une ao Pai e a todos os irmãos, não somente a nós que somos seguidores do Seu Evangelho, mas também àqueles que ainda não O conhecem e nem praticam os Seus ensinamentos. Assim como o sol nasceu para todos, em Jesus, todos têm direito ao acesso junto de Deus Pai. Desse modo, já não somos mais estrangeiros nem migrantes aqui na terra, fomos integrados no edifício em que o próprio Jesus Cristo é a pedra principal. Somos da família de Deus, participantes de um só corpo, recebemos a mesma graça do Espírito Santo, por isso, integrados na construção da morada de Deus entre nós. Logo, não podemos ficar somente na esfera do racional, do que “entendemos” com a nossa cabeça. O Espírito Santo é quem nos move para que percebamos a obra que o Senhor se propõe a realizar em nós, que é de reconstrução dos nossos relacionamentos conosco, com os homens e com Ele mesmo. Com efeito, enquanto permanecermos aqui na terra, todos somos convidados a trabalhar para que, na construção do império de Deus, muitos e muitos e muitos que estão longe, venham participar do Seu reino. – Você já se considera da família dos santos que vivem no céu? – E daquele (a) irmão (ã), batizado (a) que você nem aprecia muito? – As suas atitudes demonstram que você vive a unidade do Espírito Santo aqui na terra? - As pessoas comuns do mundo, isto é, as que não vivem o conhecimento de Deus notam alguma diferença no seu comportamento? – Você ainda se considera um estrangeiro (a) no meio dos santos?

Salmo 84 “O Senhor anunciará a paz para o seu povo” 

O salmista anuncia aos quatro cantos do mundo que a paz habita em quem abraça a Salvação do nosso Deus. A grande colheita que Deus espera de nós é a justiça e a paz. Quando a verdade e o amor se encontram, a justiça e a paz se abraçam. Não será difícil para nós vermos a glória do Senhor habitando a nossa terra se estivermos atentos (as) em ouvir o que o Senhor nos fala.

Evangelho Lucas 12, 35-38 – “rins cingidos e lâmpadas acesas”

Aqui na terra somos passageiros em busca da pátria definitiva, por isso, podemos perfeitamente nos colocar dentro da perspectiva desta parábola: “Rins cingidos e lâmpadas acesas”! Isto significa o estado de alerta e de prontidão no qual devemos permanecer enquanto aqui vivermos. Estamos na terra, no entanto, precisamos manter os nossos olhos voltados para o alto, à espera Daquele que há de vir, nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto, precisamos ter em mente que esse estado de alerta e de prontidão a que somos chamados a viver está condicionado à qualidade dos nossos pensamentos, palavras e ações. O Evangelho nos diz que, “felizes serão os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar”. Com efeito, temos de entender que, mesmo estando firmes na oração tendo o pensamento permanentemente ligado a Jesus, à espera da Sua vinda, o que irá nos manter “acordados” será a nossa vivência de acordo com os critérios do Evangelho. Logo, ter os rins cingidos e as lâmpadas acesas significa viver segundo a vontade de Deus seguindo os Seus mandamentos. O mandamento de Deus é o amor e na medida em que exercitamos atos concretos de amor o nosso espírito se mantém aceso para esperar o Senhor que volta de uma festa de casamento. A festa de casamento são as Bodas do Cordeiro que se realiza no céu e para a qual todos são convidados. Um dia, Jesus virá nos levar definitivamente para participar desse Banquete e seremos felizes, pois seremos servidos pelo próprio Deus. Não obstante, espiritualmente Jesus está chegando à nossa vida a todo o momento e, por isso, não podemos relaxar na nossa vigilância. Aqui mesmo na terra já podemos nos sentar à mesa com Jesus, quando participamos da Eucaristia, da reflexão da Palavra que é o verdadeiro maná da nossa alma. Seremos felizes se nos mantivermos acordados a fim de recebermos a cada instante as graças que nos são destinadas. Abrir a porta é dar espaço no nosso coração para que Cristo reine e realize em nós uma obra nova. A qualquer hora da nossa vida e em qualquer idade, Jesus poderá bater à nossa porta e nos convidar para cear com Ele no Banquete da vida eterna – Você agora entendeu o que seja estar com os rins cingidos e as lâmpadas acesas? – Como você tem se mantido: em estado de alerta, ou seja, em estado de graça ou relaxado (a) como cristão. – Você tem vivido segundo o mandamento de Deus? - Você já te experimentado desde já a comunhão com Deus pelos sacramentos e a oração?- Você se sente feliz por isso? - Você tem medo de ser chamado por Jesus?

Helena Serpa

A ambição é uma insensatez!-Helena Serpa

20 de Outubro -  Segunda - Evangelho - Lc 12,13-21

Efésio 2, 1-10 – “depende de nós ”

A vida e a morte estão ao nosso alcance! Em nós está tanto o apelo para as boas obras como para as obras do mal, depende de nós a opção de darmos passos para frente ou continuarmos retrocedendo no caminho da escuridão. O príncipe deste mundo é o demônio! Ele tenta nos aprisionar à mentalidade do mundo, nos acena e quer nos atrair para as paixões da carne levando-nos à morte eterna que é a nossa separação da fonte de vida que é o Amor do próprio Deus, Pai e Criador. Jesus veio para nos libertar desta situação, no entanto, muitos de nós ainda continuamos vivendo esta realidade de sujeição aos artifícios do príncipe deste mundo. Por isso, São Paulo é bem claro quando afirma: “é por graça que vós sois salvos”! Entretanto, se não abraçarmos a graça que Deus nos concede, com certeza continuaremos mortos, mesmo que ainda não tenhamos passado pela morte física. Abracemos, pois, a graça da salvação que é um presente de Deus Pai, rico em misericórdia para conosco quando nos concedeu o dom da fé para que, crendo em Jesus Cristo, possamos praticar todo tipo de obra boa. - Você já conseguiu sair da escuridão, da ignorância, do tempo que a carne imperava na sua vida? – O Espírito é quem o (a) conduz? – Você tem praticado obras segundo a graça que Deus o concede? ou levando uma bagagem de
carga pesada que nosvrisiona, que nos

Salmo – 99 – “ O Senhor mesmo nos fez e somos seus.” 

O salmo nos ensina a gritar que somos de Deus! Ele mesmo foi quem nos fez, somos seu povo e seu rebanho, portanto temos acesso à Sua graça. Precisamos proclamar isso à terra inteira a partir da nossa voz e do nosso serviço. Dizer e provar para todos que Deus é bom e que seu amor é fiel eternamente.

Evangelho Lucas 12, 13-21 - " A ambição é uma insensatez!"

Jesus nos conta esta parábola para que percebamos que a ganância é uma arma que dispara contra o próprio ganancioso. O homem ou a mulher ganancioso (a) tem o coração regido pelo desejo de ter mais, de amealhar, de juntar egoisticamente e nunca estar satisfeito com o que possui. Quanto mais bens materiais alcança mais e mais luta para conseguir. Acha que a sua vida "vale tanto quanto mais pesarem os seus bens" e não consegue distinguir a diferença entre prosperidade e ambição. “A vida do homem não consiste na abundância de bens”, é o que nos afirma Jesus. Nós temos a tendência de confundir o anseio de felicidade que existe dentro de nós com a concupiscência do ter e do possuir mais. Tudo neste mundo contribui para alimentar em nós esta deformação da nossa alma. Desejamos a Deus e investimos nas coisas do inimigo de Deus. O homem da parábola foi chamado de “Louco” porque quis dispor da sua vida e preparar a sua alma para receber as benesses da sua provisão material. Ledo engano, loucura pura! Jesus nos adverte: "Cuidado com todo tipo de ganância!" Porém, a ganância e a ambição não estão ligadas somente ao material. Tudo quanto nós perseguimos com cobiça e queremos nos apropriar como atributo nosso se constitui empecilho para não sermos ricos diante de Deus. Deus deseja que o nosso coração seja livre de toda preocupação exagerada com o ter, com o possuir, com o poder. Ele sabe que a nossa alma não descansará em paz se o nosso ideal de vida estiver voltado para a nossa satisfação pessoal. Não sabemos quanto tempo de vida ainda teremos aqui. A nossa alma poderá ser pedida de volta, ainda hoje, e de quem serão os bens que acumulamos? Portanto, sejamos ávidos do amor de Deus que é a maior riqueza que podemos possuir e, mesmo esse amor, nós não poderemos guardar somente para nós, porque assim estaremos sendo também, egoístas e gananciosos. Todavia, estejamos certos de que quem ama com o amor que vem do céu é rico diante de Deus e está pronto (a) para retornar à casa do Pai. A riqueza que ele (a) acumulou seguirá junto e será a oferenda perfeita que agrada a Deus  .- Onde você está guardando o "tesouro" que você tem acumulado? - Esse seu tesouro é uma oferta agradável ao Senhor?- O que você tem feito com o Amor de Deus que está no seu coração?-  Você tem outro entendimento desse Evangelho? Peça ao Espírito Santo para iluminar a sua mente e perceba qual a mensagem para a sua situação de vida atual.

Helena Serpa

Artimanhas dos homens-Helena Serpa

DOMINGO  19 de Outubro -  Evangelho - Mt 22,15-21

1ª. Leitura Isaias 45, 1.4-6 – “uma missão para cumprir”

Ao longo da história do povo de Israel e conforme a necessidade, o Senhor foi escolhendo e ungindo aqueles a quem Ele destinara para serem instrumentos da Sua salvação. Assim foi que Ele chamou a Ciro, o rei da Pérsia, que nem O reconhecia como Deus, para que, por meio dele, fosse comprovado o Seu poder Salvador diante de toda a humanidade retirando o povo de Israel do exílio da Babilônia. Este é um fato histórico. O profeta Isaías fala da intervenção do Senhor na vida do rei Ciro e de como ele foi preparado para esta proeza. Isto nos revela que, da mesma forma, em algum momento da nossa história, nós podemos ser convocados por Deus para a missão de “salvar almas” e o Senhor nos exercita e nos prepara para esta missão, mesmo que não tenhamos ainda consciência da sua proposta. Hoje, também, o povo de Deus continua no exílio, longe do Seu Amor e da Sua Misericórdia e precisa de nós todos os que nos encontramos sob o Seu senhorio, para abrir as portas para aqueles irmãos e irmãs que ainda não tiveram um encontro pessoal com a Salvação de Jesus. Moisés foi ungido para tirar o povo da escravidão do Egito, Ciro, da mesma forma, foi investido com a capacidade de arrancar da expatriação a nação de Judá. Jesus Cristo é o enviado do céu, ungido para nos libertar do pecado e da morte e nós, hoje, somos os continuadores do Seu ministério. No nosso Batismo nós recebemos o selo de seguidores de Jesus Cristo, por isso não viemos aqui, à toa e temos uma missão a cumprir. – Você tem consciência de que tem a missão de abrir as portas àqueles que necessitam de salvação? – O que você tem feito neste sentido? – Você já se apossou da sua unção de batizado em Jesus Cristo? – O que falta para que isto aconteça?

Salmo 95 – “Ó família das nações, daí ao Senhor poder e glória!”

Todas as nações da terra devem ao Senhor tributos de louvor pela Sua glória e Seus prodígios. Quando nós reconhecemos o Senhorio de Deus Pai nós ingressamos na Sua família, fazemos parte do Seu rebanho e precisamos dar a glória que é devida ao Seu Nome. Assim fazendo, nós estamos acolhendo a exortação do salmista que nos sugere a oferta de um sacrifício nos átrios do Senhor. O nosso coração é o vestíbulo da casa de Deus e é a partir dele que o Senhor Reina! E lá no mais profundo do nosso espírito nós rendemos a Ele os louvores que nos trazem a paz e a justiça.

2ª. Leitura 1 Tessalonicenses 1, 1-5 – “somos do número dos escolhidos”?

Nesta leitura Paulo, Silvano e Timóteo desejam aos habitantes da Tessalônica a graça e a paz do Senhor por causa da demonstração que eles ofereciam ao mundo, com o testemunho de fé, caridade e de esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. Por esta razão os tessalonicenses eram considerados do “número dos escolhidos” de Deus. A partir desta realidade nós podemos também fazer uma avaliação se, realmente, nós somos parte da família dos consagrados por Deus. A demonstração que nós damos ao mundo, por meio da atuação da nossa fé, do amor e da esperança nos planos de Deus é, pois, uma condição imprescindível para que também recebamos a graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo. E isto só pode acontecer quando nós, mediante a força do Espírito Santo, vivenciamos o Evangelho, não somente com palavras, mas com ações. Aí sim, o nosso desempenho na edificação do reino será frutuoso e nós vivenciaremos a vontade de Deus tornando-nos, homens e mulheres justos. Para tentarmos fazer esta estimativa nós devemos refletir: - Tenho dado demonstração de fé e confiança nos planos de Deus para mim, nos momentos de nuvens negras? – Como tenho exercido a caridade no meio da minha família, comunidade e amigos? – Sou uma pessoa otimista em relação à vida ou tenho me apegado ao desânimo, passivamente? – Tenho confiando na força e no poder do Espírito Santo agindo em mim?

Evangelho – Mateus 22, 15-21 – “artimanhas dos homens”

Os fariseus e os herodianos armavam arapucas para apanharem Jesus em contradição, porém Ele não se deixava reger por sugestões que advinham da cabeça dos homens. Assim sendo, sabiamente Ele percebia a maldade dos seus corações e a hipocrisia que orientava os seus questionamentos. Eles agradavam a Jesus com palavras, e, ao mesmo tempo, preparavam-Lhe armadilhas. A figura e a inscrição da moeda que pagava o imposto eram de César, imperador dos romanos e nada tinham a ver com o que Jesus ensinava sobre a revelação de Deus. Jesus sabia distinguir a realidade material da espiritual e o que pertencia a Deus e o que era próprio dos homens. Muitas vezes nós nos confundimos quando tratamos de assuntos financeiros e materiais atrelados às coisas de Deus. Muitos pregam a recompensa da prosperidade e da fartura embaralhada com o serviço ao reino de Deus. A Cezar, isto é, ao mundo material, pertencem as nossas necessidades físicas que são temporais e passageiras. A Deus, no entanto, compete a parte que permanece nos sustentando eternamente. Na vida nós temos as nossas carências e necessidade de sobrevivência material próprias da nossa situação humana. Confiando na providência de Deus nós também suprimos estas realidades, porém o nosso ser espiritual não depende do quanto nós possuímos materialmente. Por isso, Jesus nos propõe cumprirmos com as nossas obrigações básicas que são inerentes ao nosso ser material. Ao mesmo tempo, Ele nos ensina, amparados pela força do Espírito Santo, a prosseguir na nossa busca da santidade que nunca nos será tirada. – Você tem dado a Cezar o que é de Cezar e a Deus o que é de Deus? – Você tem cumprido com as suas obrigações sociais e espirituais? – Como você administra as suas posses materiais e espirituais? – Você acha que é merecedor de benesses por trabalhar na vinha do Senhor? – Você tem algum interesso no trabalho do reino?

Helena Serpa

Enviados a anunciar o reino de Deus-Helena Serpa

18 de Outubro - Sábado -  Evangelho - Lc 10,1-9

2 Timóteo 4, 10-17 – “O Senhor está sempre ao nosso lado ”.

Escrevendo a Timóteo São Paulo faz um desabafo das dificuldades que sofre em virtude dos discípulos que o abandonaram. Para todos os que edificam o reino de Deus aqui na terra e desejam construir um mundo novo e mais justo, é esta uma situação comum em todos os tempos: a dispersão, a desistência, a evasão e o abandono daquelas pessoas que antes eram tão entusiasmadas e, depois arrefecem e voltam para sua vida anterior. Quando ficamos sozinhos, no primeiro momento nós nos aturdimos, há porém, uma mensagem mais importante que deve nos animar: “Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada”... O fato de sabermos que nunca estaremos sós, que Jesus fica conosco apesar de todos fugirem far-nos-á prosseguir na caminhada, ainda que não tenhamos o auxílio dos homens. Mesmo que todos (as) nos abandonem e deixem os seus encargos à nossa mercê, nós nunca poderemos nos desesperar porque o Senhor está do nosso lado para nos amparar. Ele é o nosso herói, nosso protetor e auxiliador. Além do mais, nós temos também o auxílio de Maria, dos anjos e dos santos. A obra que o Senhor começou em nós não vai parar por causa da deserção de alguns. – Você sente-se só, no trabalho ou no ministério que você exerce? – As pessoas que começam alguma empreitada com você costumam abandoná-lo (a) - Você é uma pessoa perseverante ou também por qualquer coisa se dispersa?

Salmo 144 – Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso reino glorioso!

Para que possamos perseverar na nossa caminhada de cristãos, por isso, anunciadores da Palavra de Jesus, nós precisamos pedir a ajuda da graça de Deus. Os amigos do Senhor anunciam o Seu reino glorioso e sabemos se somos mesmo esses amigos, se estivermos espalhando os prodígios do Senhor e exaltando as Suas maravilhas para que todo mundo saiba. O Senhor está perto de todos nós que O invocamos e Nele esperamos.

Evangelho – Lucas 10, 1-9 – “enviados a anunciar o reino de Deus”

Todos nós, enquanto estivermos aqui na terra, somos chamados, convocados e enviados a anunciar o reino de Deus no meio dos homens. Neste Evangelho Jesus, humildemente, nos roga para que oremos pedindo trabalhadores para a Sua messe. A melhor maneira de anunciarmos o reino de Deus é vivê-lo e tê-lo encarnado no coração, estampado no nosso rosto e nas nossas ações, por onde andarmos. O reino de Deus consiste em se viver o amor na família, na comunidade e no meio em que trabalhamos. O reino de Deus acontece também quando levamos a paz aos corações atribulados, quando colocamos a nossa esperança não nas coisas nem nas pessoas, mas Naquele que pode providenciar para nós, o alimento, a capa, bolsa, sacola, que significam as coisas das quais nós necessitamos para viver. Os ensinamentos de Jesus aos Seus discípulos servem também de roteiro para nós hoje, que desejamos ser missionários do Seu amor. Temos a incumbência de levar a paz e o Amor de Jesus a todos que não O conhecem. Nunca poderemos desistir da nossa missão alegando o motivo de que alguns não nos acolhem ou não querem nos escutar. Nada será motivo de desânimo ou de fracasso, porque "O reino de Deus está próximo de nós" e quando o reino acontece no nosso coração temos o Espírito Santo como guia, como instrutor e como sustentador e o Seu poder nos dá a garantia de uma missão bem sucedida.
O primeiro lugar em que nós devemos anunciar o reino dos céus é a nossa casa, no meio da nossa família.
– Você tem anunciado o reino de Deus dentro da sua casa?
– As suas atitudes demonstram que você vive o reino?
– Você tem levado a paz e o amor para os seus?
– Jesus conta com você. Você foi chamado (a) para ser trabalhador (a) da Sua vinha. Este é o mês missionário! Seja você também um (a) missionário (a) do Amor de Deus!

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Católica Um Novo Caminho

Aprendendo com o Mestre-Helena Serpa

17 de Outubro -  Sexta  -  Evangelho - Lc 12,1-7

Efésios 1, 11-14 – “ o Espírito Santo é o penhor da nossa herança” 

Nesta leitura São Paulo nos afirma que “em Cristo nós recebemos a nossa parte”. Às vezes, nós lemos o que está escrito na Palavra de Deus e temos conhecimento da informação, no entanto, o fazemos de maneira superficial, porque não nos aprofundamos no texto, então, não desfrutamos nem usufruímos da mensagem de Deus para nós. A nossa parte é a herança da vida eterna que, por vontade do Pai e conforme a Sua decisão nós recebemos de Jesus Cristo. Esta herança da vida eterna, nós a auferimos pela fé. Em Jesus Cristo nós fomos predestinados para a santidade e assinalados (as) com o selo do Espírito Santo, o prometido do Pai. Assim, tudo acontece para o louvor da glória de Deus. Toda a criação, todo o universo criado existe para transmitir a glória e a majestade do Criador e exaltar as maravilhas de Deus que sustenta o mundo. Se não tivermos consciência e não encarnarmos em nós esta verdade, nunca poderemos receber a parte que nos cabe e corremos o risco de passar toda a nossa vida na penúria sem aproveitar bem tudo de que dispomos. A esperança nas promessas do Senhor deve permear o dia a dia da nossa vida a fim de que possamos assumir a parte que nos cabe e cumprir fielmente a missão de transmitir ao mundo a glória de Deus, nosso Pai e Criador. O Espírito Santo é o penhor da nossa herança! Ele é o guardião do tesouro que existe em nós. Ele é o Prometido do Pai para nos fazer viver uma vida em abundância, desde já. – Você tem consciência de que possui em si um tesouro e que recebeu uma herança a qual ninguém pode usurpar? – Qual é o seu maior tesouro? – Você se sente participante da herança que o Pai nos prometeu? – Quem é o avalista dessa herança? – Você tem usado o poder do Espírito Santo?

Salmo 32 – “Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança” 

Da mesma forma que recebemos do Pai uma herança, fomos escolhidos por Ele para ser herança Sua. Do alto dos céus o Senhor nos olha e observa porque somos um povo escolhido, consagrado, designado para ser justo. A justiça de Deus se manifesta em nós quando nós vivemos conforme a Sua palavra que é reta e que merece fé. Vivendo esta palavra nós transbordamos a graça de Deus em toda a terra.

Evangelho – Lucas 12, 1-7 – “aprendendo com o Mestre”

Milhares de pessoas se reuniam para escutar Jesus falar, porém Ele se dirigia primeiro aos seus discípulos! Aqueles (as) que estão mais próximos (as) do Senhor são os primeiros que escutam os Seus ensinamentos, logo são os (as) que mais aprendem com o Mestre. Todos nós que temos comunhão com Jesus e, através da oração, intimidade com Ele por meio do Seu Espírito Santo, recebemos o alerta para que não venhamos a cair na hipocrisia do mundo. O fermento dos fariseus era a falsidade, isto é, eles falavam o que não viviam e exigiam dos outros, ações que eles mesmos não praticavam. As suas palavras, gestos e atitudes divergiam do que eles traziam dentro do coração. Faziam julgamentos inconsequentes e não tinham compaixão com os erros das pessoas e, por essa razão eram temidos pelo povo. Jesus, no entanto pregava a transparência e a verdade, como norma de vida para todos os homens: “Não há nada de escondido que não venha a ser revelado”. E acrescentava “não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isso”; “temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno.” Deste modo, não tenhamos medo daqueles (as) que tramam contra os filhos de Deus. Não tenhamos medo de dizer a verdade, de proclamar bem alto o que o Espírito nos inspirar. O Senhor que nos criou sabe tudo ao nosso respeito, sabe da nossa constituição, corpo, alma e espírito e conhece profundamente as nossas intenções. Valemos muito mais do que os pardais e nenhum de nós seremos esquecidos (as) por Deus. O Senhor nos guarda com carinho para o Seu dia. – Você tem medo dos homens? - Você costuma se render aos projetos dos homens por receio de que eles possam prejudicá-lo (a)?- Você é fiel ao Evangelho, mesmo que seja contra todo o mundo? - Você é uma pessoa dada a segredos, subterfúgios, ou você é transparente e claro (a) nas suas colocações?

Helena Serpa

A presença de Jesus atraia a atenção dos poderosos- Alexandre Soledade




Bom dia!
Se recordarmos outro trecho do evangelho (o da Samaritana) poderemos criar um desfecho equivocado a esse evangelho.
”(…) Ora, devia passar por Samaria. Chegou, pois, a uma localidade da Samaria, chamada Sicar, junto das terras que Jacó dera a seu filho José. Ali havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber“. (João 4, 4-7)
Poderíamos pensar: “não foram esses mesmos samaritanos que se converteram ao ouvir a mulher falar de Jesus”? “não são eles que acolheram a mensagem e agora não querem que Jesus passe por seu território”?
Nada podemos afirmar se era a mesma região ou o mesmo povoado visto que a região da Samaria era extensa e se assim for verdade cairia por terra nossa primeira impressão de traição. Quem não imaginaria a cena e não se revoltaria com o povo. Sem saber da plena verdade dos fatos criamos algo odioso chamado pré-conceito.
É claro que nossas convicções poderiam estar certas sobre o fato, mas nossos esquemas pessoais sobre o mundo e sobre as pessoas precisam mudar. Precisamos “adivinhar” menos!
Quem nunca ouviu estórias e contos de pessoas simples, trajando roupas simples entrarem em lojas e não serem atendidas, pois os vendedores “pensavam que era perca de tempo”? Quem nunca ouviu também estórias de pessoas desprezadas aos olhos comprarem a loja à vista?
Jesus era um “problema”. Sua presença na região trazia a atenção dos poderosos e influentes para onde estava e com quem falava. Quantos não foram interrogados pelos mestres da lei após serem curados buscando um traço de mentira nos milagres do homem de Nazaré? Muita gente não queria que Jesus as encontrasse, pois tinham receio de serem vistos como um dos seus. Que o diga Nicodemos, José de Arimatéia e outros que foram seus seguidores em silêncio
Muita gente preferia admirá-lo de longe, sem se comprometer; viam talvez nele a esperança, mas o medo as impedia de segui-lo. Reparem na seqüência imediata desse evangelho que alguns desejam segui-lo mas ainda não conseguem abandonar o velho regime. Cada qual a seu tempo, pois todos temos nossas limitações e cárceres.
Esse trecho antecede o envio dos discípulos (setenta e dois) de dois em dois pelas regiões da Judéia. Jesus identifica o medo que os impedia de mudar sua vida, mas não deseja que  se exponham. “(…) O senhor quer que a gente mande descer fogo do céu para acabar com estas pessoas? PORÉM JESUS, VIRANDO-SE PARA ELES, OS REPREENDEU”.
O Senhor talvez não desejasse que fossem julgados pelo medo (pré-conceito, limitações pessoais) e sim pelas atitudes de fé e coragem. Na passagem seqüencial que manda que os setenta e dois aos vilarejos, propõe uma mudança de atitude: o medo deve dar lugar a paz! Uma pequena porta que se abre para a acolher a Jesus torna-se maior que os pecados e erros de outrora.
Talvez essa narrativa explique por que tanta gente cantou aquela música “faz um milagre em mim”.
“(…) Entra na minha casa. Entra na minha vida. Mexe com minha estrutura; Sara todas as feridas. Me ensina a ter Santidade; Quero amar somente a Ti, Porque o Senhor é o meu bem maior, Faz um Milagre em mim”
Muita gente que também o ama em segredo com medo de se expor. Somos muito mais que setenta e dois, levemos a paz!
Um imenso abraço fraterno.