sexta-feira, 30 de junho de 2017

"VAI! E SEJA FEITO COMO TU CRESTES-Olivia Coutinho


 

Dia 01 de Julho de 2017

 

Evangelho de Mt8,5-17

 

A presença de Jesus no meio de nós,  significa a chegada de um tempo novo, a certeza de que nunca estaremos sós!

Os sinais de libertação realizados por Jesus, é a prova concreta da imensidão do amor de Deus, que se fez  humano para relacionar conosco!

Em todas as suas ações libertadoras, Jesus sempre deixou claro, que a cura de quem recorria a Ele, era fruto da sua fé, o que vem nos reafirmar, que a nossa libertação, só será possível, pelos os caminhos da fé! "A tua fé te salvou." Ou: “a tua fé te curou!”

O Evangelho que a liturgia de hoje coloca diante de nós, nos convida a refletirmos sobre a essencialidade da fé!

A fé é o pilar que nos sustenta, a força que nos move, que não nos deixa perder a esperança. A fé não é algo que se tem e pronto, a  fé é construção, uma construção contínua, que vai se solidificando a medida em que intensificamos a nossa relação com Deus!

A narrativa começa nos mostrando um belíssimo testemunho de fé: um oficial romano, movido pelo o amor ao próximo e a fé no poder libertador de Jesus, recorre a Ele em favor de seu empregado: “Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia.”

O texto chama a nossa atenção sobre  três virtudes que devem nortear a nossa vida: a FÉ,  CARIDADE FRATERNA, e  HUMILDADE. 

O oficial romano, embora não fizesse parte do grupo dos seguidores de  Jesus, dá um grande testemunho de fé, ao acreditar que bastava uma palavra de Jesus, mesmo que à distancia,  para que o seu empregado ficasse curado!

Intercedendo em favor do seu empregado, aquele soldado, dá um testemunho de amor ao próximo,  e de humildade, ao reconhecer indigno de receber Jesus em sua casa: "Senhor eu não sou digno que entreis em minha casa."

Deste episódio, podemos tirar uma grande lição que poderá nos  nos ajudar a convivermos bem com as diferenças religiosas.

Ao atender o pedido de alguém que não fazia parte do grupo dos seus seguidores, Jesus deixa claro, que não é pela religião que se dá testemunho de fé, e sim, pelo o amor ao próximo e pela confiança no poder misericordioso  de Deus!

A fé é um dom de Deus, cabe a nós,  acolher e desenvolver este dom!
 Fé e vida são inseparáveis, viver a fé, é cuidar da vida, é ser vida para o outro,  é ter a certeza de que somos amados e conhecidos intimamente pelo Pai!
Ter fé, é acreditar naquilo que não se vê, é caminhar como se visse o invisível!
Quem tem fé, nunca perde a esperança e nem se deixa abater diante às dificuldades, pois carrega consigo, a certeza de que em Jesus, está o seu porto seguro!  

 

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

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quinta-feira, 29 de junho de 2017

"TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DO DEUS VIVO!” – Olivia Coutinho

 
SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO.
 
Dia 02 de Julho de 2017
 
Evangelho de Mt16,13-19
 
Com grande alegria, celebramos hoje, a festa de São Pedro e São Paulo.
Estes dois homens, que chegaram à Jesus por caminhos diferentes, são chamados de “colunas da Igreja.” Pedro, por ter sido o seu primeiro líder, e Paulo, por transformar esta Igreja, numa Igreja Missionária! Foi Paulo, o primeiro a propagar a Boa Nova do Reino entre os pagãos.
Vindos de realidades distintas, estes dois homens, Pedro, um simples pescador e Paulo, um Judeu culto de origem romana, deixaram-se conquistar por Jesus, fazendo de suas vidas, uma oferta de amor, testemunhando Jesus até as últimas consequências.
O evangelho que a liturgia desta solenidade nos apresenta, vem nos despertar sobre a importância de conhecermos  Jesus, de nos tornarmos íntimos Dele!
Sem aprofundarmos no conhecimento a Jesus, não vamos entrar na dinâmica do Reino, não vamos compreender que para ganhar a vida, é preciso passar pela cruz!
O texto nos diz que Jesus, no desejo de saber se o povo e os discípulos, já haviam entendido o seu messianismo, faz a eles uma pergunta: “Quem dizem as pessoas ser o Filho do homem? Para esta pergunta, surgiram várias respostas, afinal, responder em nome do outro, é fácil, não compromete! Já quando esta mesma pergunta é direcionada aos discípulos paira um silencio, pois  desta vez, a pergunta requer uma resposta pessoal e uma resposta pessoal, exige comprometimento!
Pedro foi o único que respondeu, e respondeu com firmeza: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.” Esta resposta, agradou Jesus, pois Ele sabia que esta afirmação de Pedro era fruto da sua convivência com Ele!
Por esta profissão de fé, Pedro é convocado para uma missão desafiadora: ser a pedra sobre a qual, Jesus construiria a sua Igreja! “... Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja...”
Este episódio chama a nossa atenção para a responsabilidade de quem afirma conhecer Jesus! Saber quem é Jesus é muito mais do que saber que Ele é Deus, afirmar que conhece Jesus implica em dar testemunho Dele em qualquer circunstancia, em comprometer-se  com a sua causa!
Olhando a escolha de Pedro, para conduzir a sua Igreja, podemos perceber que Jesus construiu a sua Igreja sobre a fragilidade humana!  Jesus não edificou a sua igreja a partir de homens considerados grandes pelo o mundo, mas sobre Pedro, um homem frágil, sujeito a falhas que representa os homens de toda a história da Igreja: homens santos e pecadores!
Antes de entregar a Pedro a responsabilidade de conduzir a sua Igreja, Jesus não questiona o seu passado, não lhe faz nenhuma exigência, a não ser o seu compromisso de transformar o seu amor por Ele, em cuidado para com o que lhe é de mais precioso que é o povo!
Ao escolher Pedro para a liderança da sua Igreja, Jesus demonstra a sua compreensão para com a fragilidade humana! Pedro era um homem de temperamento extremamente forte, Jesus sabia que mais tarde ele o negaria. E   mesmo assim, Jesus confiou  na sua fidelidade.
A escolha de quem conduziria a barca de Jesus, (Igreja) não caíra sobre um homem especial, e sim, sobre um homem comum, alguém dotado de virtudes e defeitos como qualquer um de nós, o que nos mostra, quão é grande a diferença entre os critérios dos homens e os critérios de Deus. Os homens escolhem pessoas capacitadas para cargos de lideranças, Deus, capacita os que Ele escolhe. 
Com a volta de Jesus para o Pai, Pedro assume a liderança da igreja, uma Igreja fundamentada no amor a Jesus e conduzida pelo Espírito Santo.  
Sob a liderança de Pedro, a Igreja dá  passos rumo a uma nova Jerusalém, tendo a grande colaboração de Paulo, que representa a igreja itinerante!
O amor a Jesus é o fundamento de toda comunidade cristã, numa comunidade, cujo centro é Jesus, um líder não se destaca pela a sua autoridade, e sim, pelo o seu amor a Jesus transformado em serviço!
A missão da Igreja consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição de Jesus! Sua grande riqueza está na abertura a todos os povos e culturas!
A Igreja é unidade, ela é guardiã  e propagadora  do amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
Pedro e Paulo são modelos de discípulos missionários, com suas virtudes e fraquezas, mas sobre tudo, pelo o seu amor e fidelidade a Cristo e a sua Igreja.
Nesta solenidade, unamos em oração pelo nosso Pastor, o sucessor de Pedro, o represente legítimo de Jesus Cristo aqui na terra: o Papa Francisco. 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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TAMBÉM UM COPO D’ÁGUA TERÁ RECOMPENSA – Maria de Lourdes Cury Macedo.

Domingo, 2 de julho de 2017.
Evangelho de Mt 10, 37-42.
        
         Podemos nos lembrar da profecia de Simeão: “Este menino está destinado a ser perdição e salvação de muitos em Israel. Ele será um sinal que provocará contradições”(Lc 2, 34). Jesus veio anunciar a paz e a salvação. Mas diante dele cada um terá de tomar uma posição pessoal. Cada um deverá decidir se O aceita ou não. Jesus veio colocar tudo em julgamento.
         Jesus não veio tranquilizar o ser humano, mas veio mostrar o pecado e a miséria em que estamos. Veio denunciar a mentira e o engano que tantas vezes parecem mais belos e atraentes do que a realidade.
         Jesus não veio para apoiar o orgulho humano. Não veio para aceitar e garantir com sua autoridade o modo de pensar de todo o mundo. É natural, pois, que diante de sua Palavra os homens se dividam até dentro das famílias. Quem aceita a Palavra de Jesus não procura a divisão, a separação. A separação não é um bem. A separação nasce do pecado, nasce da recusa de aceitar a Palavra de Jesus por causa de autossuficiência humana.
         Esse Evangelho nos chama a atenção para duas exigências: o desapego das coisas e pessoas e o amor incondicional a Deus. Devemos amá-Lo acima de tudo, em primeiro lugar. Somente um grande amor poderá nos manter unidos a Ele, pois os desafios serão muitos. Quem ama a Deus sobre todas as coisas permanece fiel a Ele até o fim, sem medo de perder sua vida ou as coisas que conquistou.
         Jesus quer ser o centro da nossa vida, Ele exige uma decisão plena, de modo especial dos apóstolos que deveriam ser a continuação de sua presença entre nós. Quem se converte para Jesus deve reconhecer que ele é o centro e a razão de tudo. E ele diz que ninguém pode ser seu discípulo se não estiver disposto a aceitar até a morte por causa dele.
         Quem se coloca como centro de sua vida, só olha para si mesmo e seus interesses vai perder a sua vida, não conseguirá sua felicidade. Quem colocar sua felicidade numa vida baseada apenas em pontos de vista de sabedoria humana, quem der o supremo valor aos bens que passam como a riqueza, as satisfações, os prazeres, o ter cada vez mais, o orgulho de um nome famoso, esse perderá a sua vida, a vida verdadeira que o Cristo oferece.
         Perder a vida por Cristo significa aceitar o Cristo como centro e razão de sua existência, procurar nele a felicidade, estar pronto a perder tudo por causa d’Ele.
         Jesus deu aos apóstolos o poder de continuar sua missão, entre Jesus e seus apóstolos há quase uma identidade. Os apóstolos continuariam a missão de Jesus com a mesma autoridade do Cristo. Eles seriam seus representantes, seu “procurador”. Quem acredita nos apóstolos acredita em Jesus. Eles fariam as mesmas obras que Cristo fez. Seria a continuação de Cristo aqui na terra com a mesma missão, por isso Jesus deu poder, autoridade, graça e dons para eles realizarem a missão a eles confiada. Deus Pai enviou Jesus para nos salvar. Jesus enviou seus apóstolos para serem seus lábios, suas mãos, seus pés, enfim ser a presença de Cristo no nosso meio.
         Quem acredita no apóstolo acredita em Jesus. Quem acredita em Jesus acredita no apóstolo. Quem hospedar o apóstolo estará hospedando o próprio Jesus. Temos que enxergar naqueles que falam em nome de Jesus a pessoa do próprio Salvador. Apesar das fraquezas e imperfeições humanas do apóstolo, nele vemos o Cristo.
         Os apóstolos são enviados de Jesus. Atuam em seu nome. São como que a prolongação de sua pessoa. Por isso quem recebe a um deles recebe ao próprio Cristo.
         Nós, quando exercemos o apostolado, não agimos em nome próprio nem somos nós próprios que agimos. É Jesus que atua por nosso intermédio. Somos apenas instrumentos de Jesus para transmitir a Boa Nova de Jesus aos irmãos.
         O apóstolo deve ser uma prolongação da pessoa de Cristo em sua vida e em suas obras. Nossas palavras devem ser eco das palavras de Jesus. Nossa vida, reflexo fiel da vida de Cristo. E nada ficará sem a recompensa de Deus. Nem um copo d’água, dado em seu nome, ficará sem recompensa.

Abraços em Cristo!
Maria de Lourdes

        
        







        



 TAMBÉM UM COPO D’ÁGUA TERÁ RECOMPENSA – Maria de Lourdes Cury Macedo.
Domingo, 2 de julho de 2017.
Evangelho de Mt 10, 37-42.
        
         Podemos nos lembrar da profecia de Simeão: “Este menino está destinado a ser perdição e salvação de muitos em Israel. Ele será um sinal que provocará contradições”(Lc 2, 34). Jesus veio anunciar a paz e a salvação. Mas diante dele cada um terá de tomar uma posição pessoal. Cada um deverá decidir se O aceita ou não. Jesus veio colocar tudo em julgamento.
         Jesus não veio tranquilizar o ser humano, mas veio mostrar o pecado e a miséria em que estamos. Veio denunciar a mentira e o engano que tantas vezes parecem mais belos e atraentes do que a realidade.
         Jesus não veio para apoiar o orgulho humano. Não veio para aceitar e garantir com sua autoridade o modo de pensar de todo o mundo. É natural, pois, que diante de sua Palavra os homens se dividam até dentro das famílias. Quem aceita a Palavra de Jesus não procura a divisão, a separação. A separação não é um bem. A separação nasce do pecado, nasce da recusa de aceitar a Palavra de Jesus por causa de autossuficiência humana.
         Esse Evangelho nos chama a atenção para duas exigências: o desapego das coisas e pessoas e o amor incondicional a Deus. Devemos amá-Lo acima de tudo, em primeiro lugar. Somente um grande amor poderá nos manter unidos a Ele, pois os desafios serão muitos. Quem ama a Deus sobre todas as coisas permanece fiel a Ele até o fim, sem medo de perder sua vida ou as coisas que conquistou.
         Jesus quer ser o centro da nossa vida, Ele exige uma decisão plena, de modo especial dos apóstolos que deveriam ser a continuação de sua presença entre nós. Quem se converte para Jesus deve reconhecer que ele é o centro e a razão de tudo. E ele diz que ninguém pode ser seu discípulo se não estiver disposto a aceitar até a morte por causa dele.
         Quem se coloca como centro de sua vida, só olha para si mesmo e seus interesses vai perder a sua vida, não conseguirá sua felicidade. Quem colocar sua felicidade numa vida baseada apenas em pontos de vista de sabedoria humana, quem der o supremo valor aos bens que passam como a riqueza, as satisfações, os prazeres, o ter cada vez mais, o orgulho de um nome famoso, esse perderá a sua vida, a vida verdadeira que o Cristo oferece.
         Perder a vida por Cristo significa aceitar o Cristo como centro e razão de sua existência, procurar nele a felicidade, estar pronto a perder tudo por causa d’Ele.
         Jesus deu aos apóstolos o poder de continuar sua missão, entre Jesus e seus apóstolos há quase uma identidade. Os apóstolos continuariam a missão de Jesus com a mesma autoridade do Cristo. Eles seriam seus representantes, seu “procurador”. Quem acredita nos apóstolos acredita em Jesus. Eles fariam as mesmas obras que Cristo fez. Seria a continuação de Cristo aqui na terra com a mesma missão, por isso Jesus deu poder, autoridade, graça e dons para eles realizarem a missão a eles confiada. Deus Pai enviou Jesus para nos salvar. Jesus enviou seus apóstolos para serem seus lábios, suas mãos, seus pés, enfim ser a presença de Cristo no nosso meio.
         Quem acredita no apóstolo acredita em Jesus. Quem acredita em Jesus acredita no apóstolo. Quem hospedar o apóstolo estará hospedando o próprio Jesus. Temos que enxergar naqueles que falam em nome de Jesus a pessoa do próprio Salvador. Apesar das fraquezas e imperfeições humanas do apóstolo, nele vemos o Cristo.
         Os apóstolos são enviados de Jesus. Atuam em seu nome. São como que a prolongação de sua pessoa. Por isso quem recebe a um deles recebe ao próprio Cristo.
         Nós, quando exercemos o apostolado, não agimos em nome próprio nem somos nós próprios que agimos. É Jesus que atua por nosso intermédio. Somos apenas instrumentos de Jesus para transmitir a Boa Nova de Jesus aos irmãos.
         O apóstolo deve ser uma prolongação da pessoa de Cristo em sua vida e em suas obras. Nossas palavras devem ser eco das palavras de Jesus. Nossa vida, reflexo fiel da vida de Cristo. E nada ficará sem a recompensa de Deus. Nem um copo d’água, dado em seu nome, ficará sem recompensa.

Abraços em Cristo!
Maria de Lourdes
   



As nossas lepras-Alexandre Soledade

29 de junho
Mt 7,21-29





30 de junho
Mt 8,1-4



Bom dia!
Não pensemos que essa cura aconteceu “do nada”, pois estaríamos desprezando a onisciência do Senhor e o plano do rapaz que tinha lepra. Como assim plano?
É difícil imaginar alguém que era segregado da sociedade, em virtude da moléstia que carregava, a passar despercebido na multidão que seguia Jesus. Sim, ele tinha um plano. Imagino até seus passos e seu objetivo para chegar até Jesus.
Precisou pensar como passaria pelas pessoas sem ser notado ou ouvido, e quantos irmãos ainda hoje ainda se sentam num canto da igreja, em nossos grupos, desejando também não ser visto pelas pessoas, mas ouvidos por Deus? Era comum ser preso aos leprosos um sino para que todos os ouvissem chegar e pudessem se afastar. Às vezes nossos erros, até os mais corriqueiros, representam nossos sinos. Por mais que tenhamos o objetivo em mente da cura, somos “delatados” por eles.
As pessoas (nós) quando sabemos de grandes faltas de alguém (sinos), inconscientemente (as vezes) costumamos nos afastar e quando isso não ocorre, por vezes dificultamos o acesso a Jesus para aquele que deseja uma nova chance de se tornar puro. Nossa impregnada hipocrisia não permite que o que errou conserte seus erros.
Jesus quando desceu do monte já sabia que o aquele homem pretendia. Sabia, portanto do sofrimento causado pela moléstia e muito mais que isso, o Senhor fora vencido, ainda no monte, pela vontade persistente e destemida daquele rapaz
Um outro ponto…
As nossas lepras não nos escondem de Jesus e sim o nosso silêncio!
“(…) Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão. Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo. Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz”. (Salmo 138, 5-12)
Quando digo silêncio refiro-me a inércia, ou seja, a nossa infinita vontade que as coisas “caiam do céu”. Por exemplo: Estou a muito tempo sem um emprego, mas me nego a voltar a estudar, de ser o mais velho da turma, de verem que nem terminei o primeiro grau… O orgulho é um dos nossos maiores sinos
Saibam, existem tantos outros exemplos, mas como conseguirei me encontrar com Jesus se não faço um plano para conseguir isso?
Precisa de um emprego? Então, por que não “larga mão” da cervejinha de fim de semana? Uma carteira de cigarros por dia quando abandonada, é no final de um mês três sacos de cimento que rebocariam a parede do quarto… Duro isso? Não! Duro é passar fome, ver nossos filhos doentes, sem estudo, com traficantes os acolhendo e por orgulho não querer mudar
Deus não cansa de atrair-nos para Ele. Todos os dias, todos os momentos, (…) Ele novamente desce do monte e o que fazemos?
“(…) E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim“ (João 12, 32)
Coragem e destemor são características vivas de quem acredita em Cristo.
Faça planos! Se não tem, escreva! Se perdeu, recomece! Os sinos podem até nos denunciar, mas não podem ser o motivo para temer o encontro. Não tema as pessoas ou que dirão. Tema sim, parar no tempo por ter medo de querer recomeçar.

Um imenso abraço fraterno! Bom fim de semana

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Jesus curou um leproso-Dehonianos

30 Junho 2017
Lectio
Primeira leitura: Génesis 17, 1.9-10.15-22
1Abrão tinha noventa e nove anos, quando o Senhor lhe apareceu e lhe disse: «Eu sou o Deus supremo. Anda na minha presença e sê perfeito. 9Deus disse a Abraão: «Da tua parte, cumprirás a minha aliança, tu e a tua descendência, nas futuras gerações. 10Eis a aliança estabelecida entre mim e vós, que tereis de respeitar: todo o homem, entre vós, será circuncidado. 15Deus disse a Abraão: «Não chamarás mais à tua mulher, Sarai, mas o seu nome será Sara. 16Abençoá-la-ei e dar-te-ei um filho, por meio dela. Será por mim abençoada, e será mãe de nações, e dela sairão reis.» 17Abraão prostrou-se com o rosto por terra, e sorriu, dizendo para consigo: «Pode uma criança nascer de um homem de cem anos? E Sara, mulher de noventa anos, vai agora ter filhos?» 18Depois, disse a Deus: «Possa Ismael viver diante de ti!» 19Mas Deus respondeu-lhe: «Não! Sara, tua mulher, dar-te-á um filho, a quem hás-de chamar Isaac. Farei a minha aliança com ele, aliança que será perpétua para a sua descendência depois dele. 20Quanto a Ismael, também te escutei. Abençoá-lo-ei, torná-lo-ei fecundo e multiplicarei extremamente a sua descendência. Será pai de doze príncipes, e farei sair dele um grande povo. 21Porém, é com Isaac que Eu estabelecerei a minha aliança, Isaac que Sara te há-de dar, por esta mesma época do próximo ano.» 22E, tendo acabado de falar com ele, Deus desapareceu de junto de Abraão.
Escutamos uma narrativa estruturada com o objectivo de dar um sentido próprio à circuncisão praticada em muitos povos. Deus apresenta-se a Abraão e pede-lhe para caminhar diante dele e a pertencer-Lhe totalmente. A aliança com Deus não obriga apenas ao cumprimento de certas leis. Obriga, sobretudo, a pertencer-Lhe, a ser povo de Deus. Abraão, prostrado diante de Deus, recebe a renovação da promessa de uma numerosa descendência. Deus muda-lhe também o nome, de Abrão para Abraão, o que significa que o Patriarca está completamente submetido a Deus. Dar nome a uma coisa ou a uma pessoa é tomar posse delas. O Senhor também muda o nome de Sarai para Sara: a partir de agora, ela é destinatária de uma bênção em referência à sua fecundidade.
A reacção de Abraão, a partir do v. 17, é estranha, tendo em conta a solene prostração mencionada no v. 3. Mas testemunha o realismo da fé e da incredulidade que tantas vezes se alternam na caminhada do homem sobre a terra. O bom senso humano diz que Ismael pode ser o destinatário da bênção, dada a esterilidade de Sara e idade avançada tanto dela como do marido. Mas os caminhos de Deus não são os nossos caminhos. A aliança está reservada ao «filho do riso», Isaac, uma eloquente figura de Jesus, o verdadeiro filho da promessa de quem Abraão se alegrou (cf. Jo 8, 56), na esperança de o poder ver um dia. Mas a figura de Ismael, filho de Agar, é uma afirmação da acção salvadora universal. Também para ele Deus tem uma promessa de bênção, de fecundidade e de domínio real.
Evangelho: Mateus 8, 1-4
1Ao descer do monte, seguia-o uma enorme multidão. 2Foi, então, abordado por um leproso que se prostrou diante dele, dizendo-lhe: «Senhor, se quiseres, podes purificar-me.» 3Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: «Quero, fica purificado!» No mesmo instante, ficou purificado da lepra. 4Jesus, porém, disse-lhe: «Vê, não o digas a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés preceituou, para que lhes sirva de testemunho.»
Depois de apresentar Jesus como Messias da palavra, no Sermão da Montanha, Mateus dá início a uma nova secção, onde nos apresenta o Messias das obras, o taumaturgo que vai ao encontro daqueles que sofrem. Os milagres de Jesus são prova da verdade das suas palavras.
O evangelho de hoje apresenta-nos três milagres, que aconteceram em Cafarnaúm, onde Cristo teve a sua primeira casa, durante a missão pelas povoações das margens do mar de Tiberíades. Jesus actua em favor de pessoas atingidas pela desgraça, sem se importar com as normas de precaução e defesa previstas na Lei: toca o leproso, entra em casa de um pagão, aperta a mão de uma mulher doente, pessoas marginalizadas pela sociedade hebraica do tempo.
O leproso pede para ser «purificado», pois sabia que a sua doença era considerada fruto do pecado e expressão de impureza legal. É por isso que Jesus manda o leproso ao sacerdote, que tem de verificar a cura. O gesto do leproso, que chama a Jesus «Senhor» e se prostra diante dele, significa simultaneamente reconhecimento da divindade e beijo da sua imagem. Não esqueçamos que este texto foi escrito depois da ressurreição, e à luz do mistério pascal. Encontramo-lo noutras páginas de Mateus (2, 2.8; 9, 18; 15, 25; 20, 20; 28, 9.17).
Meditatio
«Toda a Sagrada Escritura nos fala do Coração de Jesus», escreveu o Pe. Dehon. Mas, já antes dele, Santo Agostinho dizia que toda a Escritura está cheia de Cristo. A Constituição Conciliar Dei Verbum garante: «Deus dispôs sabiamente que o Novo Testamento estivesse escondido no Antigo e que o Antigo se tornasse claro no novo… Os livros do Antigo Testamento, integralmente assumidos na pregação evangélica, adquirem e manifestam o seu significado pleno no Novo, que iluminam e explicam». Sendo assim, a primeira leitura de hoje fala da ressurreição do Senhor. Paulo, na Carta aos Romanos, explica que Abraão, ao acreditar no anúncio do nascimento de Isaac, acreditou sem saber na ressurreição de Cristo, porque, tanto ele como Sara, eram velhos, «quase mortos». Acreditou firmemente que Deus, de dois seres tão avançados na idade, podia suscitar um filho, Isaac, que é promessa e profecia da ressurreição.
Também o milagre referido no evangelho é anúncio da ressurreição de Cristo: «Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: «Quero, fica purificado!» (v. 3). O «toque» de Jesus no leproso, considerado pecador, impuro, capaz de tornar impuro quem com ele contactasse, ainda que inadvertidamente, é símbolo da paixão de Cristo. Jesus, ao fazer-se homem, tocou a nossa lepra. Apresentou-se à paixão como um «leproso», como pecador; em troca, pela sua morte e ressurreição, fonte de vida, curou-nos, purificou-nos ontológica e radicalmente. De facto, Ele é o santo de Deus, que assumiu o nosso pecado e que, apenas pela sua força, realizou em nosso favor o que nos era impossível realizar.
Se Jesus não interviesse em nosso favor, com a sua vontade de bem e de salvação, para nos tornar santos, participantes da sua filial pureza e beleza, ser-nos-ia absolutamente impossível caminhar em integridade diante de Deus. Mas foi para isso que Ele veio ao mundo e morreu por nós. Resta-nos querer ser
realmente purificados. Só na liberdade podemos ser curados dos nossos males, escolher o que é bom e fazer o bem. Só na liberdade, podemos acolher os dons do Espírito, viver as bem-aventuranças, irradiar os frutos e os carismas do mesmo Espírito.
Oratio
Pai de benevolência, em Quem encontrou plena aceitação o teu amado Filho, levantado na cruz para redenção do mundo; concede que sejamos purificados pela Água e pelo Sangue que brotaram do seu lado aberto e do seu Coração trespassado. Sepultados com Cristo e com Ele ressuscitados, queremos caminhar em novidade de vida, numa fé inabalável e numa esperança feliz. Ajuda-nos a dar morte ao mal que ainda está em nós, ao egoísmo e ao medo de nos abandonarmos generosamente a Ti. Livra-nos de nós mesmos, para que possamos servir-Te, em liberdade de espírito, quais hóstias vivas. Ámen.
Contemplatio
A humildade é o remédio para o orgulho. Mas para isso, não basta reconhecer o próprio nada nem aceitar humilhações merecidas. Ao aceitá-las, mais não fazemos que o nosso dever, não reparamos nada e podemos dizer: «Não passamos de servos inúteis». Nosso Senhor não aceitou senão humilhações merecidas? Foi ao contrário pelas suas humilhações imerecidas que nos testemunhou o seu amor reparando o nosso orgulho. Foi por isso que Ele amou os desprezos e que foi verdadeiramente humilde de coração. Queremos verdadeiramente curar o nosso orgulho, reparar as nossas faltas e ajudar à necessidade do nosso próximo pelas nossas reparações? Amemos a humildade, amemos os desprezos e as humilhações, como o orgulho afasta a graça, a humildade atrai-a. O Coração de Jesus ama os humildes. Procurarei a humildade de espírito e de coração. Não presumirei ser mais do que sou e isto será justiça. Aceitarei os desprezos e as humilhações. Desejo mesmo amá-los para me tornar semelhante a Nosso Senhor e unir o meu sacrifício ao seu. (Leão Dehon, OSP4, p. 557).
Actio
Repete frequentemente e vive hoje a palavra:
«Senhor, se quiseres, podes purificar-me» (Mt 8, 2).


Senhor, eu não sou digno...Dehonianos

1 Julho 2017
Lectio
Primeira leitura: Génesis 18, 1-15
Naqueles dias, o Senhor apareceu a Abraão junto dos carvalhos de Mambré, quando ele estava sentado à porta da sua tenda, durante as horas quentes do dia. 2Abraão ergueu os olhos e viu três homens de pé em frente dele. Imediatamente correu da entrada da tenda ao seu encontro, prostrou-se por terra 3e disse: «Meu Senhor, se mereci o teu favor, peço-te que não passes adiante, sem parar em casa do teu servo. 4Permite que se traga um pouco de água para vos lavar os pés; e descansai debaixo desta árvore. 5Vou buscar um bocado de pão e, quando as vossas forças estiverem restauradas, prosseguireis o vosso caminho, pois não deve ser em vão que passastes junto do vosso servo.» Eles responderam: «Faz como disseste.» 6Abraão foi, sem perda de tempo, à tenda onde se encontrava Sara e disse-lhe: «Depressa, amassa já três medidas de flor de farinha e coze uns pães no borralho.» 7Correu ao rebanho, escolheu um vitelo dos mais tenros e gordos e entregou-o ao servo, que imediatamente o preparou. 8Tomou manteiga, leite e o vitelo já pronto e colocou-o diante deles. E ficou de pé junto dos estranhos, debaixo da árvore, enquanto eles comiam. 9Então, disseram-lhe: «Onde está Sara, tua mulher?» Ele respondeu: «Está aqui na tenda.» 10Um deles disse: «Passarei novamente pela tua casa dentro de um ano, nesta mesma época; e Sara, tua mulher, terá já um filho.» Ora, Sara estava a escutar à entrada da tenda, mesmo por trás dele. 11Abraão e Sara eram já velhos, de idade muito avançada, e Sara já não estava em idade de ter filhos. 12Sara riu-se consigo mesma e pensou: «Velha como estou, poderei ainda ter esta alegria, sendo também velho o meu senhor?» 13O Senhor disse a Abraão: «Porque está Sara a rir e a dizer: ‘Será verdade que eu hei-de ter um filho, velha como estou?’ 14Haverá alguma coisa que seja impossível para o Senhor? Dentro de um ano, nesta mesma época, voltarei à tua casa, e Sara terá já um filho.» 15Cheia de medo, Sara negou, dizendo: «Não me ri.» Mas Ele disse-lhe: «Não! Tu riste-te mesmo.»
No nosso texto fundem-se dois temas caros às literaturas extra-bíblicas: a visita de uma divindade e a promessa de um filho a um casal estéril (cf. Jz 13, 8ss.). O nascimento anunciado aparece como um dom pela hospitalidade gratuitamente oferecida aos três homens misteriosos que Abraão viu fora da sua tenda (v. 2). O mais difícil é definir a relação entre estas três figuras e Deus. Os intérpretes, judeus e cristãos, procuram compreender a razão pela qual o texto fala de «três homens» com os verbos, ora no plural, ora no singular, como se se tratasse de um só, isto é, de Deus. Para o narrador, os três homens são manifestação de Deus, que, lida em chave cristã, é uma velada antecipação do mistério trinitário.
Os versículos 1 a 8 apresentam Abraão como modelo de hospitalidade, preparando o tema dos versículos seguintes (9 a 16), centrado no riso de Sara por causa da promessa dum filho. A mulher revela a sua incredulidade perante uma promessa humanamente irrealizável, e torna-se figura de todo o crente, quando se vê confrontado com misterioso modo de agir de Deus: «Haverá alguma coisa que seja impossível para o Senhor?», perguntam os estranhos. O “sim” de Deus choca com a mentira da criatura, que tantas vezes não só não acredita, mas teme assumir a responsabilidade dos seus actos diante de Deus e, como criança, mente.
A narrativa começa com uma visita de Deus ao homem, procede com a mentira do mesmo homem, e termina com o riso argentino do pequeno Isaac, um ano depois. Deus mantém a sua fidelidade e sorri com a incredulidade do homem.
Evangelho: Mateus 8, 5-17
Naquele tempo, 5entrando Jesus em Cafarnaúm, aproximou-se dele um centurião, suplicando nestes termos: 6«Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente.» 7Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo.» 8Respondeu-lhe o centurião:«Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu tecto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. 9Porque eu, que não passo de um subordinado, tenho soldados às minhas ordens e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz.» 10Jesus, ao ouvi-lo, admirou-se e disse aos que o seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé! 11Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino do Céu, 12ao passo que os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.» 13Disse, então, Jesus ao centurião: «Vai, que tudo se faça conforme a tua fé.» Naquela mesma hora, o servo ficou curado. 14Entrando em casa de Pedro, Jesus viu que a sogra dele jazia no leito com febre. 15Tocou-lhe na mão, e a febre deixou-a. E ela, levantando-se, pôs-se a servi-lo. 16Ao entardecer, apresentaram-lhe muitos possessos; e Ele, com a sua palavra, expulsou os espíritos e curou todos os que estavam doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas dores.
Este milagre, narrado por Mateus, também se encontra em Lucas e em João, com algumas diferenças. Enquanto Mateus fala da cura de um filho-servo (pais), Lucas da cura de um servo (dûlos) e João da cura de um filho (hyiós). Na realidade trata-se de um prodígio onde confluem o poder taumatúrgico de Cristo, que actua de modo imediato («naquela mesma hora»), mesmo à distância, e a fé do centurião elogiada pelo Mestre. Esta situação oferece a Cristo ocasião para estigmatizar a falta de fé dos seus conterrâneos e descrever as tristes consequências da mesma. As expressões «choro e ranger de dentes» são idiomáticas, indicando a enorme desespero daqueles que, no castigo, reconhecem as suas culpas. A cena do centurião é como que um prelúdio da missão ou anúncio do Evangelho aos pagãos.
Jesus detém-se em Cafarnaúm, na casa de Pedro, cuja sogra estava doente com febre. E Jesus toma a iniciativa de a curar, – caso único em Mateus -, tocando-lhe, como fizera com o leproso. Uma vez curada, a mulher põe-se a servir, tornando-se a primeira «diaconisa» da história cristã.
Os últimos versículos sintetizam a obra de Cristo em favor dos endemoninhados e dos doentes. Mateus aproveita para fazer uma releitura de Is 53, 4: enquanto o profeta fala de sofrimentos e dores, o evangelista fala de enfermidades e doenças. Trata-se de uma expiação libertadora, fruto da solidariedade de Cristo com os homens.
Meditatio
A primeira leitura mostra-nos como Deus tem em conta a hospitalidade. Abraão dá-nos uma boa lição da disponibilidade e generosidade com que deve ser praticada. «Durante as horas
quentes do dia», repousava tranquilo à porta da tenda. Mas não se importou de ser incomodado pelos três misteriosos hóspedes que se aproximam: «Imediatamente correu da entrada da tenda ao seu encontro, prostrou-se por terra» (v. 2), pedindo-lhes que se detivessem em sua casa e comessem «um bocado de pão» (v. 5). Mais tarde, será o próprio Deus a oferecer aos homens o Pão descido do céu. Depois de lhes ter lavado os pés, tal como Jesus fará um dia aos Apóstolos, Abraão ordena a Sara, sua esposa, que prepare uma generosa refeição com o vitelo que, ele mesmo, vai buscar à manada. Assim fará o pai misericordioso ao ver regressar o filho pródigo. Abraão convida os seus hóspedes a repousar à sombra da árvore. Deus far-nos-á repousar à sombra da Cruz. A hospitalidade do Patriarca é solícita, modesta e generosa. A narrativa acaba por nos dizer que Abraão hospeda e alimenta o próprio Deus, que, antes de partir, lhe recompensa a generosidade com a promessa de um filho. Sara ri-se de tal promessa: tanto ela como o marido eram de avançada idade. Mas, um ano depois, ouvir-se o riso estridente do pequeno Isaac, filho do riso. Isaac, por sua vez, é figura de Jesus, nascido da Virgem Maria. Sobre Ele pesarão os pecados da humanidade. Maltratado, sofrerá sozinho o escárnio. Morto e ressuscitado, a todos salva: «Haverá alguma coisa que seja impossível para o Senhor» (v. 14).
O autor da Carta aos Hebreus exorta os cristãos a não esquecerem a hospitalidade: «pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos» (13, 2). São Bento, com grande concisão, escreve na sua Regra: «Vem um hóspede, vem Cristo». Acolher os outros dá-nos a certeza de receber ao próprio Cristo: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40). O melhor modo de acolher a Cristo é acolhê-lo como Ele quer ser acolhido. Marta afadigou-se para receber bem a Jesus. Mas a sua irmã, Maria, acolheu-O como Ele queria ser acolhido: «Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada», diz Jesus (Lc 10, 42). Mas há um modo ainda mais profundo de acolher a Cristo, que consiste em acolher na nossa própria carne os seus sofrimentos, em favor da Igreja, para completar a sua obra redentora: «alegro-me nos sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, pelo seu Corpo, que é a Igreja», escreve Paulo (Cl 1, 24). Não se trata, de evidentemente, de completar os sofrimentos expiatórios de Cristo, que já estão completos. Mas o Apóstolo vive as suas tribulações apostólicas, como Cristo, por primeiro, as experimentou. Em Cristo, Paulo, e todo o que quer ser apóstolo, particularmente o que é chamado a ser Oblato-Sacerdote do Coração de Jesus, tem o seu lugar na cruz, ao lado do seu Senhor e Salvador, em favor do Corpo místico de Cristo.
Oratio
Pai santo, acolhe o nosso hino de bênção e de louvor no começo deste dia. Escondeste-nos o dia e a hora, em que Jesus Cristo, teu Filho, Senhor e Juiz da história, aparecerá nas nuvens do céu revestido de poder e majestade. Mas sabemos que Ele vem ao nosso encontro em cada homem e em cada tempo, para que O recebamos na fé e na caridade e demos testemunho da gloriosa esperança do seu Reino. Por isso, novamente nos disponibilizamos para nos unirmos à sua oblação no serviço generoso para com todos, especialmente para com os pequenos e os que sofrem. Amen.
Contemplatio
Santa Gertrudes, ao meditar sobre a hospitalidade oferecida a Jesus por Marta e por Maria em Betânia, estava toda inflamada por também receber Jesus. Beijava a chaga do lado de Jesus sobre o seu crucifixo e suplicava ao Sagrado Coração, pelo desejo que tinha de ir ter com os seus amigos de Betânia, de se dignar descer à pobre hospedaria do seu indigníssimo coração. O Senhor, cheio de bondade, que gosta de escutar aqueles que o invocam, favoreceu-a com a sua presença e disse-lhe esta palavra doce e atractiva: «Aqui estou, que é que me vais dar?» – Pobre de mim, Senhor, disse ela, não preparei nada que seja digno da vossa magnificência, e peço-vos que sejais vós mesmo a preparar em mim o que possa agradar à vossa divina bondade». – «Neste caso, diz o Senhor, dá-me a chave da tua alma para me permitir tomar e substituir tudo o que me convier, tanto para estar a meu gosto como para me repousar». – «E qual é esta chave?», disse ela. – «A tua vontade própria», diz Jesus Cristo. Ela compreendeu que se alguém tiver que dar hospitalidade a Nosso Senhor, é preciso que lhe entregue a chave da própria vontade, que se abandone plenamente ao seu beneplácito, e que espere com plena confiança na sua bondade que em todas as coisas ele operará a nossa salvação. (Leão Dehon, OSP4, p. 446).
Actio
Repete frequentemente e vive hoje a palavra:
«Não vos esqueçais da hospitalidade» (Heb 13, 2).