quinta-feira, 31 de outubro de 2013

COMO É BONITA A AÇÃO DE DEUS NO CORAÇÃO DE QUEM ACEITA O CHAMADO DE JESUS! - Olívia Coutinho


 Dia 05 de Novembro de 2013
 Evangelho de Lc 14,15-24

Deus tem um projeto de vida plena oferecido gratuitamente a toda humanidade! É Jesus quem nos apresenta este projeto inovador que  Ele  deu o nome de Reino dos céus!
O Reino de Deus, é festivo, é alegre, Jesus o compara com um Banquete, porém,  a  entrada para este banquete não é livre, pois  não se trata de direito, requer convite, e este o convite é a graça de Deus, quem acolhe a graça de Deus, tem o seu lugar garantido neste Banquete!
O Reino de Deus é para todos, mas nem todos  participarão deste  banquete,  não por que sejam  impedidos de entrar, e sim, pelo  fato de recusarem  à graça de Deus!
Pertencer ao Reino de Deus, é viver neste mundo com os olhos fixos nas coisas do alto, é deixar-se mover pelo amor! 
Todos nós  somos  convidados   a fazer parte do Reino de Deus, é um engano pensar  que  o  convite  seja  feito somente para alguns!  O  convite de Jesus, é extensivo a  todos, Ele não  faz  distinção de pessoas, tanto chama os bons, como os não bons! O importante para Jesus, é a resposta positiva que se dá ao seu chamado!
No coração de quem  aceita participar  do Banquete que o Pai carinhosamente  preparou,  já ouve transformação, afinal, ninguém senta à mesa da refeição com Jesus, sem estar disposto a mudar de vida!
O evangelho de hoje,  chama a nossa atenção  para o supremo valor que devemos dar a nossa salvação!  A vida nova que Deus nos oferece, passa pela experiência do sentar-se à mesa da refeição com Jesus!  Esta vida nova, não deve ser sacrificada por nenhum outro valor.
Deus não só nos deu a vida, como  quer também, que  todos nós participemos da sua gloria!
Não fomos criados para sermos meros viventes, fomos criados  para  relacionar  com  Ele, e esta relação amorosa se faz por meio de Jesus, Jesus é o único mediador entre o homem e Deus, não chegaremos ao Pai, se não pelo o Filho! 
O texto colocado  diante de nós, nos alerta  sobre a importância de darmos   prioridade às coisas do Reino! E quantos de nós, dá  preferência às coisas do mundo, perdendo a oportunidade de experimentar uma vida nova em Jesus! E assim, vamos  arrumando mil  desculpas para “adiar” a nossa adesão ao Reino de Deus, correndo o  risco de que chegue um dia, em que nem tenhamos mais chance de sermos convidados, devido o findar da nossa passagem terrena!
O  olhar de Jesus é um olhar de misericórdia, Ele não desiste de nós,  para Jesus, o nosso passado não conta, o que vale é o que somos hoje, e não o que fomos no passado!
A todo instante Jesus nos convida a mudar o rumo da nossa história, a dar um sentido novo a nossa existência, não sejamos indiferentes ao seu  convite!
 Só quem experimenta a grandiosidade do amor de Deus, vive as alegrias de fazer parte do  banquete da vida, que é o próprio Jesus!

Como é bonita a ação de Deus no coração daqueles que aceitam o chamado de Jesus! 

FIQUE NA PAZ DE JESUS- Olívia


Ai do culpado-Alexandre Soledade


Segunda-11 de Novembro de 2013 -Evangelho - Lc 17,1-6


Bom dia!
Uma semana depois e temos uma grata resposta (ou confirmação)… Estou me referindo a reflexão da semana passada (01) que se faz recordar:
“(…) Um santo é conhecido após dois milagres creditados a sua intercessão junto a Jesus, MAS PREFIRO ACREDITAR QUE SANTO É AQUELE QUE MESMO ERRANDO INSISTE EM CONTINUAR CAMINHANDO PARA FRENTE NA LONGA ESTRADA DA SANTIDADE. Conheço a história de santos que foram turrões como Pedro, Jerônimo; outros difíceis como Paulo, Agostinho, (…), MAS O QUE ELES TINHAM EM COMUM ERA O PROPÓSITO DE CONTINUAR A CAMINHADA” (Reflexão do dia 01/11 Evangelho de hoje).
Jesus no Evangelho de hoje trás algo que talvez passe despercebido aos olhos daqueles irmãos e irmãs que instigam o julgamento sobre as pessoas: “(…) Sempre vão acontecer coisas que fazem com que as pessoas caiam em pecado, mas ai do culpado”!
É claro que nem tudo que nos acontece é por culpa de alguém, pois bem sabemos que a maioria das nossas quedas poderia ser evitada e que boa parte delas inicia com um ato voluntário e não obrigado ou persuadido por alguém, mas o que fica dessa passagem é que ninguém esta livre ou desobrigado a se policiar, pois fatalmente, nessa caminhada chamada santidade, existem mais coisas no caminho que somente a estrada.
Não sei como é sua cidade, seu tamanho, população, densidade, mas algo que é comum nelas é a quantidade de outdoors promocionais espalhados por suas principais vias, prédios residenciais e comerciais. É difícil trafegar por qualquer grande avenida sem perceber ou ler o que eles dizem ou tentam nos passar. Imaginemos então o caminho que desejamos percorrer como a avenida que você esta e os outdoors como a infinidade de alternativas que são sugeridas aos nossos olhos todos os dias.
Em meio a tantas “sugestões ou alternativas” precisamos estar mais atentos aos gemidos que advêm do nosso ser nos alertando quanto às conseqüências possíveis da nossa decisão.
“(…) Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, MAS O ESPÍRITO MESMO INTERCEDE POR NÓS COM GEMIDOS INEFÁVEIS. E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, O QUAL INTERCEDE PELOS SANTOS, SEGUNDO DEUS”. (Romanos 8, 23-24)
Muita gente tem deixado de caminhar (ou trafegar) para ficarem admirando os outdoors. O encanto, as promessas de solução rápida, o prazer momentâneo, (…) tem tirado muita gente do caminho, mas como diz Jesus “(…) mas ai do culpado”.
Jesus, no entanto não pode interferir no NOSSO LIVRE ARBITRIO, sendo assim não pode por completo culpar alguém que convidou se parte de nós aceitarmos ou não o convite. Preocupados com essa situação, inerente a todo ser humano, que os apóstolos rogam a Jesus que lhes aumente a fé.
Permanecer no caminho é uma questão de fé, pois ninguém que sai de sua casa para ir ao centro tem a plena certeza que conseguirá chegar no seu destino final e tão pouco se encontrará a loja ainda aberta. É essa fé relutante que nos impede de se perder ou abandonar a esperança que todo esforço vale a pena.
Se posso ou não mover a figueira eu ainda não sei, mas continuar a andar, em meio a tantos outros “atrativos”, diz o quanto quero ser santo.
“(…) O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever, para que, sempre e agora ainda mais, eu tenha muita coragem. E assim, em tudo o que eu disser e fizer, tanto na vida como na morte, eu poderei levar outros a reconhecerem a grandeza, POIS PARA MIM VIVER É CRISTO, E MORRER É LUCRO. , mas se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho útil. Então não sei o que devo escolher. Estou cercado pelos dois lados, pois quero muito deixar esta vida e estar com Cristo, o que é bem melhor. PORÉM, POR CAUSA DE VOCÊS, É MUITO MAIS NECESSÁRIO QUE EU CONTINUE A VIVER. E, como estou certo disso, sei que continuarei vivendo e FICAREI COM TODOS VOCÊS PARA AJUDÁ-LOS A PROGREDIREM E A TEREM A ALEGRIA QUE VEM DA FÉ”. (Filipenses 1, 20-25)
Persista! Continue… e quem não ajuda, por favor, não atrapalhe!
Um imenso abraço fraterno.
 

FOMOS CRIADOS PARA VIVER ETERNAMENTE-Pe. Carlos Henrique Nascimento

Domingo- 10 de Novembro de 2013-Evangelho - Lc 20,27-38

Pe. Carlos Henrique Nascimento
FOMOS CRIADOS PARA VIVER ETERNAMENTE
Há algum tempo atrás, a vida de um cristão era orientada pela crença na vida eterna e na ressurreição. Hoje, vivemos num mundo onde cada vez mais as pessoas acreditam que a nossa vida terrena é a nossa única vida. Isto se percebe principalmente quando vemos os ideais pelos quais estas pessoas lutam: muitas querem ser famosas, ter muito dinheiro, para aproveitar os prazeres que a vida oferece e sem nenhuma responsabilidade, aproveitar a vida enquanto é tempo. Pior, querem isto a todo custo mesmo que seja preciso passar por cima dos outros.
Realmente, esta vida terrena tem uma duração, às vezes pode ser longa, às vezes muito curta devido a uma doença sem cura ou a um acidente trágico, por exemplo. Mas será que Deus que é todo-poderoso gastou todo o seu poder e sua inteligência só com este mundo temporal? Não seria a vida terrena uma preparação para algo muito maior? Será que a morte acaba com tudo mesmo? Foi essa questão que fez os autores do Antigo Testamento, ao longo dos séculos, iluminados por Deus, desenvolverem a doutrina da imortalidade da alma e da ressurreição dos mortos.
Na I leitura de hoje, foi a fé na imortalidade da alma e na ressurreição que possibilitou os irmãos macabeus manterem-se firmes em meio à perseguição que estavam vivendo: “tu, ó malvado, nos tiras desta vida presente. Mas o rei do universo nos ressuscitará para uma vida eterna”.
No tempo de Jesus, a maioria dos judeus já acreditava na vida eterna e na ressurreição dos mortos; e o próprio Jesus Cristo compartilha esta doutrina com os fariseus e a confirma; entretanto, havia um grupo de muito prestígio, já que daí vinham os sacerdotes judaicos, os saduceus, que negavam a vida após a morte e a ressurreição.
A pergunta que os saduceus fazem a Jesus revela como tomavam com banalidade um argumento tão profundo. Eles constroem de propósito a seguinte argumentação para embaraçar Jesus: se uma mulher foi casada com sete irmãos e todos morreram sem deixar filhos, na ressurreição de quem ela será esposa? Na verdade, não lhes interessava saber uma resposta a tal pergunta, queriam somente justificar a opinião deles. E a argumentação não é totalmente ridícula, pois a lei do levirato em Dt 25,5-10 previa que se uma mulher ficasse viúva sem ter filhos do seu marido, ela era obrigada a casar com o cunhado (em hebraico: levir) para garantir a continuidade da descendência. Também o irmão do defunto tinha a obrigação de aceitar casar com a viúva e se recusasse, sofria um rito punitivo.
E aí? Teria aquela mulher sete maridos na vida eterna? Ora, isto é totalmente contra a lei de Moisés. Jesus é muito perspicaz na sua resposta, ele responde dizendo que as condições nas quais as pessoas vivem neste mundo não são as únicas previstas por Deus. No mundo atual, as pessoas se casam. A ressurreição, porém, comporta uma nova dimensão final, um mundo renovado e definitivo no bem que Deus prometeu ao término da história e que nós esperamos como evento pleno e definitivo do Reino de Deus.
A problemática levantada pelos descrentes saduceus não tem vigor, porque na ressurreição a plenitude da vida supera as categorias terrenas de matrimônio para nos tornarmos todos semelhantes aos anjos na visão face a face de Deus.
Jesus dá algumas características dessa nova vida: “já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus”. Jesus diz que este mundo terreno só pode continuar se as pessoas se casarem e tiverem filhos, já que envelhecem e morrem. A vida nova é radicalmente diferente. É uma ilimitada comunhão com Deus, sem morte, sem enfermidade, sem matrimônio, sem filhos. Seremos semelhantes aos anjos. E que fique bem claro que não estamos falando de reencarnação. É uma vida nova, mas onde cada um ressurgirá com a mesma identidade desta vida terrena num corpo glorioso.

Tudo o que Jesus diz aos saduceus é de uma importância decisiva para a nossa compreensão de Deus e para o direcionamento que devemos dar a nossa vida. Jesus nos diz que “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. A vida terrena não é a única que nós temos; quem a considera como realidade última e sem esperança, vive a vida com cobiça, com preocupações, num consumismo desenfreado. Quem, pelo contrário, acredita que ela é o caminho para a plenitude, se deixará guiar pelos ensinamentos do Mestre.

Jesus estava falando do Templo do seu corpo. Padre Queiroz

Sábado - 9 de Novembro de 2013 - Evangelho - Jo 2,13-22

Jesus estava falando do Templo do seu corpo.
Hoje nós celebramos o aniversário da dedicação da Igreja de Latrão. Dedicação é inauguração junto com a bênção do novo prédio. A Igreja de Latrão fica em Roma e foi construída pelo imperador Constantino no século IV. Chama-se Igreja Cristo Salvador. O nome popular Igreja (ou Basílica) de Latrão é porque fica no Bairro Latrão. Ela é a catedral da diocese de Roma, cujo bispo é o Papa, e é considerada a mãe e cabeça de todos os templos de Roma e do mundo católico-romano.
Para nós, celebrar o aniversário da bênção desta igreja é renovar a nossa adesão à cátedra de S. Pedro. Cátedra significa cadeira. Os papas vão se sucedendo, mas a cátedra deles é a mesma e o primeiro que se sentou nela foi S. Pedro.
No fundo, hoje é a  bênção da igreja catedral da nossa diocese, da nossa igreja matriz, ou da nossa capela, apesar de geralmente não sabermos o dia em que ela foi abençoada e inaugurada.
O Evangelho narra a expulsão dos vendilhões do Templo. O gesto de Jesus, de expulsá-los, foi porque, como Jesus disse, eles estavam transformando a casa de Deus em local de comércio. O gesto mostra o amor de Jesus a Deus Pai e o zelo que ele tinha em proteger as coisas mais ligadas a ele. Daí a lembrança dos discípulos, da frase que está no Salmo 69,10: "O zelo por tua casa me consumirá".
Nós também precisamos zelar pelo bom ambiente da nossa igreja ou capela. Que tudo favoreça a oração: o silêncio, a limpeza, boa ornamentação e decoração, e principalmente o nosso bom exemplo. Através desse zelo manifestamos o nosso amor a Deus.
“Estava próxima a Páscoa dos judeus.” É assim que o evangelista João começa a narrar a cena, para nos lembrar que a morte de Jesus aconteceria naquela Páscoa. Jesus foi corajoso; mesmo sabendo do perigo que corria, defendeu com energia a Casa de Deus.
“Destruí este Templo, e em três dias o levantarei”. Jesus está falando do Templo do seu corpo. Ele dá um passo à frente e lembra que o principal templo de Deus é o nosso corpo, onde Deus habita, desde o nosso batismo. "Acaso não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá, pois o templo de Deus é santo, e esse templo sois vós" (1Cor 3,16-17).
E mais na frente S. Paulo fala: “Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo... Vós todos sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo” (1Cor 12,12-13.27). É importante zelar pela Igreja viva, que é a Comunidade cristã, porque ela é o referencial de caminho, verdade e vida para o povo, mesmo para os que não a freqüentam. “Se o sal perde seu sabor, com que se salgará?” (Mt 5,13).
Certa vez, uma congada fez a sua apresentação de músicas e danças numa igreja. A fim de que todos pudessem ver, fizeram no presbitérios, isto é, subiram os degraus e apresentaram bem pertinho do Altar.
No final, ao saírem de lá, todos eles desceram os degraus de fasto. Alguém perguntou depois ao grupo por que fez aquilo. Eles responderam que foi para não virarem as costas para o Altar, que representa Jesus Cristo, o Rei dos Reis.
A congada é uma dança que, no Brasil, foi criada pelos escravos vindos do Congo. E lá, as pessoas da corte não viram as costas para o rei, mas saem de sua presença de fasto. É um sinal de respeito que eles têm para com o rei.
Nós precisamos respeitar mais a nossa igreja, pois é a casa de Deus, a casa do nosso Rei Jesus.
Maria Santíssima, na Ladainha, é chamada de Casa de Ouro, porque o seu seio abrigou o Rei do universo, que é representado pelo ouro, o rei dos metais. Que ela nos ajude a zelar pela nossa igreja ou capela.
Jesus estava falando do Templo do seu corpo.


Padre Queiroz

Administrador corrupto -Por Padre Queiroz

Sexta - 8 de Novembro de 2013 -Evangelho - Lc 16,1-8

Por Padre Queiroz

Administrador corrupto

Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz.
Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola do administrador esperto. Ao ser repentinamente despedido da firma que administrava, ele ficou preocupado com o seu futuro e, antes de prestar contas ao patrão, fez uma maracutaia, diminuindo as dívidas de muitos devedores. Sua intenção era, depois, pedir a um desses devedores que, em troca, o recebesse em sua casa, já que ele não tinha onde morar.
Jesus colocou o administrador entre os “filhos deste mundo”, em contraste com os “filhos da luz”. Entretanto, ele nos apresentou a esperteza do administrador como modelo para nós, a fim de usarmos também de muita astúcia para conseguirmos transformar este mundo em Reino de Deus.
Nós cristãos, que não fazemos as falcatruas que as pessoas do mundo fazem, precisamos de muita esperteza, pois temos de cuidar da nossa sobrevivência e da nossa família, o que hoje não é fácil e envolve muito dinheiro.
Jesus usou várias vezes de astúcias semelhantes. Vou citar uma: “Os sumos sacerdotes perguntaram a Jesus: ‘Com que autoridade fazes essas coisas?’ Jesus disse: ‘Vou fazer-vos uma só pergunta. Respondei-me, que eu vos direi com que autoridade faço isso. O batismo de João era do céu ou dos homens?’ Eles discutiam entre si: ‘Se respondermos ‘Do céu’, ele dirá: ‘Por que então não acreditastes em João?’ Se respondermos: ‘Dos homens’, temos medo do povo que considera João um profeta’. Responderam então a Jesus: ‘Não sabemos’. Jesus lhes disse: ‘Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas!” (Mc 11,27-33).
Também S. Paulo fez algo semelhante em Jerusalém, para se livrar da prisão: “Sabendo que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra, fariseus, Paulo exclamou perante o Sinédrio: ‘Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos’. Apenas falou isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, e a assembléia se dividiu...” (At 23,6-7).
Nós precisamos usar de muita sagacidade para conseguir cumprir a nossa missão de cristãos e do Reino de Deus, vivendo neste mundo corrupto. Afinal, Deus nos capacitou para isso, dando-nos a inteligência e muitos dons, talentos e carismas. E o próprio Espírito Santo, que é a inteligência em pessoa, está conosco para nos inspirar e ajudar.
Temos, portanto, condições de sobra para dominar a terra, cumprindo a ordem de Deus nas primeiras páginas da Bíblia.
Outro meio que temos é a vida em Comunidade. Sempre temos um ombro para chorar, um irmão ou irmã ao lado para pedir ajuda.
Por maiores que sejam os problemas, nós, junto com Deus, temos condições de vencer. Afinal, Deus continua sendo o Senhor do mundo e o condutor de todos os acontecimentos. Não cai nem uma folha de uma árvore, sem que ele queira. Ele permite obstáculos, mas sempre deixa uma brecha para sairmos.
Certa vez, dois irmãozinhos, um menino e uma menina, ficaram com tosse e a mãe fez para eles uma gemada. Tomaram e a tosse passou.
No dia seguinte, novamente as crianças estavam com tosse. A mãe fez outra vez gemada.
No outro dia, os dois estavam tossindo que não para mais. A mãe percebeu a manha, e deu a eles, como remédio, café com sal, em vez de açúcar. Este remédio é melhor, disse ela.
Os dois não tiveram crise de tosse mais! Quando as pessoas vêm com o fubá, já estamos com o bolo pronto!
Depois de Jesus, quem melhor soube viver neste mundo foi Maria Santíssima. Para fazer o bem, ela se misturou em todos os ambientes humanos, mas sem pecar. Que ela nos ajude a ser bons e espertos administradores.

Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz.

Haverá alegria no céu por um só pecador que se converte. Padre Queiroz

Quinta- 7 de Novembro de 2013 - Evangelho - Lc 15,1-10

Haverá alegria no céu por um só pecador que se converte.
No Evangelho de hoje, Jesus nos fala da alegria que existe no céu, quando um só pecador se converte. Foi uma resposta dele aos fariseus, porque estavam criticando Jesus por ele comer na casa de pecadores e viver no meio deles. Jesus está explicando que o objetivo dele é atrair esses pecadores, porque o céu se alegra pela conversão deles, mesmo de um só.
Com as duas parábolas – da ovelha perdida e da moeda de prata – Jesus nos adverte sobre um pecado nosso: Somos mais cuidadosos com os bens materiais do que com a conversão das pessoas. Se alguém perde um bem material – ovelha, moeda... – logo sai procurando e não sossega até encontrar. Por que não fazemos o mesmo quando a nossa Comunidade perde um de seus membros?
Já lá no céu – Deus, seus anjos e santos – são o contrário: fazem festa quando alguém que estava afastado volta à Comunidade. “Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva” (Ez 33,11).
O livro da Sabedoria diz que Deus se compadece de todos porque pode tudo. Ele fecha os olhos aos pecados do homem para que se arrependa. Perdoa e ama todos os seres que ele mesmo criou (Cf Sb 11,23ss). É a misericórdia de Deus que nos dá tranqüilidade, mesmo conscientes dos nossos pecados e defeitos. Sabemos que somos culpados, mas o amor de Deus é maior.
O fato de o homem deixar as noventa e nove ovelhas no deserto não significa desprezo a elas, pois cada uma delas, se acontecer de se perder, ele fará o mesmo.
A quarenta anos atrás, noventa e cinco por cento dos brasileiros eram católicos. Hoje não passam de setenta por cento. São, portanto, milhares e milhões de ovelhas que deixaram o rebanho de Jesus, que é a Igreja. Isso nos inquieta e nos leva, pelo menos a rezar e pedir a Deus que nós católicos sejamos mais firmes à Igreja que Jesus fundou. Leva-nos também a, quem sabe, sair por aí, visitando as famílias e rezando o terço nas casas, ou expandindo os grupos da Mãe Rainha etc. São momentos privilegiados de catequese, especialmente sobre a Igreja.
Diziam os santos padres que Jesus seria capaz de morrer novamente na cruz, se isso fosse necessário, para salvar uma só pessoa. E nós, temos este mesmo anseio?
A mulher que perdeu as dez moedas de prata, acendeu a lâmpada e varreu a casa. A lâmpada é a nossa fé que precisa ser reativada e crescer mais. Varrer a casa é libertar-nos dos nossos pecados. A festa que os dois fazem representa a Eucaristia, o ponto de encontro semanal dos cristãos. Tudo isso em meio a muita alegria, virtude própria do cristão.
Quantos líderes cristãos têm estas parábolas em mente ao enfrentar dificuldades para irem atrás dos irmãos afastados! Compensa.
Não podemos ficar em casa, ou na nossa Comunidade, esperando que os afastados voltem espontaneamente. Precisamos ir buscá-los, como o Filho de Deus que veio do Céu para nos salvar.
Diz o provérbio: “Não temas as trevas, se trazes dentro de ti a luz”. A luz foi feita para brilhar onde não há luz. Não tem sentido acender luz onde já está claro.

Certa vez, um senhor muito briguento estava em um bar. Chegou ali um líder da Comunidade e o homem, que já estava meio alto na bebida, perguntou: “Existe céu e inferno?” “Sim”, disse o líder. “Então eu quero que você me explique o que é céu e o que é inferno”. O líder achou difícil explicar, ainda mais devido ao estado em que o homem estava, e disse: “É difícil explicar”.
Nessa hora, o homem ficou nervoso, começou a dizer palavrões e estava a ponto de partir para a briga. Então o líder lhe pediu calma e disse: “Você quer saber o que é inferno? É isto que você está fazendo”.
O homem caiu em si e, no mesmo momento, ajoelhou-se na frente do líder e pediu perdão. O líder lhe perdoou e disse: “E quer saber o que é o céu? É isto que você está fazendo agora”.
Céu é paz, é obediência a Deus, é perdão e muito amor. Inferno é desobediência a Deus e falta de amor ao próximo, com todos os males que daí decorrem, inclusive briga e alcoolismo. Nós queremos aproveitar todas as oportunidades para catequizar e ensinar às pessoas as coisas de Deus.
Maria Santíssima é a nossa Rainha, coroada de doze estrelas (Cf Ap 12,4). Ela amava tanto a Deus, que foi escolhida para nos dar a Grande Estrela que é Jesus. Que nós também sejamos estrelas, a fim de que o mundo tenha mais luz.
Haverá alegria no céu por um só pecador que se converte.


Padre Queiroz

Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo! Padre Queiroz

Quarta- 6 de Novembro de 2013  Evangelho - Lc 14,25-33

Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!
Neste Evangelho, Jesus nos previne: “Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” E ele cita algumas coisas: se não renunciar pai, mãe, esposa, marido, filhos, irmãos ou irmãs... e até a própria vida, não pode ser discípulo dele.
É um alerta que ele faz. “Rapadura é doce mas não é mole.” Ser discípulo ou discípula de Jesus é bom, tem vantagens, mas não é fácil.
Jesus começa citando os parentes, porque entre eles podemos encontrar alguém da turma do “deixa disso”, e nós não podemos dar ouvidos, mesmo que seja pai, mãe, esposa, marido...
E há muitos outros obstáculos; por isso que Jesus resume com a expressão “renunciar a tudo”.
E há situações em que o cristão, movido pela fé e pela confiança em Deus, arrisca a própria vida. Foi o caso dos mártires.
“Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.” Não caminhar na frente ou ao lado dele, mas atrás, isto é, seguir a Jesus sem tentar mudar o seu Evangelho. As seitas são exatamente a busca de um caminho mais fácil para seguir a Jesus.
As duas parábolas são uma chamada de atenção a nós para a responsabilidade. Assim como não é bom nem bonito começar uma coisa sem ter condições de terminar, o mesmo acontece com a vida cristã, o seguimento de Jesus. Jesus nos deixou todos os meios e recursos para levar até o fim esse caminho, mas se alguém não está disposto nem a usar esses recursos, é preferível não começar a segui-lo. Fazer como o jovem rico: virar as costas e ir embora.
O exemplo da torre, que hoje seria um prédio muito alto e caro, seria uma enorme imprudência começar a obra e pará-la no meio. O sol e a chuva vão estragar tudo e o prejuízo será enorme. O certo, diz Jesus, é planejar bem os gastos antes, para ter condições de terminar a obra. Do contrário, nem começar, porque assim evita as caçoadas dos outros.
Outro exemplo pior ainda é o da guerra. Se prevê que não vai vencer o inimigo, é mil vezes melhor fazer um acordo com ele, estabelecendo as condições de paz. Porque depois de uma guerra, a parte derrotada perde tudo mesmo, até o povo.
A torre e a guerra são dois exemplos de empreendimento difíceis, que só devemos começar se temos condições de terminar. Seguir a Jesus é outro empreendimento difícil, e super difícil.
Jesus é uma pessoa franca e sincera. Ele abre o jogo para que não comecemos a segui-lo e depois termos de parar, ou escolher um meio termo, o que ele detesta. Ser cristão pela metade, além de imprudência, é uma coisa ridícula.
Nós precisamos ser realistas. Para quem segue a Jesus, a cruz é inevitável. É bom saber disso antes e contar com isso, porque a desistência no meio do caminho vira um contra testemunho pior do que não começar.
Quanta gente começa as coisas e não termina! Um curso, uma faculdade, o trabalho em uma pastoral, o próprio casamento... Por outro lado, quantas pessoas começam e perseveram!
"Meu filho, come este rolo" (Ez 3,3) disse Deus ao Profeta Ezequiel. Era o livro da Palavra de Deus. O profeta comeu e depois comentou: Na boca, era doce como o mel, mas, quando chegou ao meu estômago, tornou-se amargo como o fel. Boa figura da vida cristã.
Havia, certa vez, um menino que tinha uma cicatriz no rosto e, na escola, as pessoas não falavam com ele nem se sentavam ao seu lado. Na realidade, quando os colegas o viam franziam a testa devido a cicatriz ser muito feia. Então seus colegas de classe começaram a reclamar com a professora, pedindo que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio. A professora levou o caso à diretora. Esta ouviu e chegou à seguinte conclusão: Que não poderia tirar o garoto do colégio, e que conversasse com o menino para que ele fosse  o último a entrar em sala de aula, o primeiro a sair, e fosse sentar-se na última carteira da classe. Desta forma, nenhum aluno via o seu rosto, a não ser que olhassem para trás.
A professora levou ao conhecimento do menino a decisão e ele aceitou prontamente. Mas pediu se podia explicar para os colegas a origem da cicatriz. A professora permitiu e ele disse o seguinte:
“Quando eu tinha por volta de sete a oito anos de idade, um dia pegou fogo na minha casa. Estávamos eu, meu irmão mais novo, minha irmãzinha de berço e minha mãe. Eu, minha mãe e meu irmão conseguimos sair. Minha mãe queria entrar para pegar o nenê, mas os vizinhos a seguraram e não deixaram, porque o fogo já havia tomado conta de toda a casa. Foi nessa hora que eu saí entre as pessoas e, quando perceberam, eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça e estava muito quente. Eu fui ao quarto, peguei minha irmãzinha que estava chorando e saí com ela nos braços. Na saída, caiu no meu rosto uma madeira em brasas que me queimou, de onde surgiu esta cicatriz. Hoje, quando chego em casa, a primeira pessoa que vem me receber é minha irmã. E ela dá um beijo nesta cicatriz, que a salvou.”
A turma ouviu quieta, atenta e envergonhada. Quando o garoto terminou de falar, toda a classe estava chorando.
O mundo está cheio de pessoas com cicatrizes, físicas ou não, visíveis ou não. Mas o amor fraterno é central no seguimento de Jesus. Se alguém não topa, como queriam aqueles alunos, é melhor nem ser batizado. Ou, se foi, é melhor não renovar, na primeira comunhão e na crisma. Ou, se já fez tudo isso, é melhor largar a Comunidade duma vez.
Maria Santíssima foi atrás de Jesus, como sua discípula fiel. Ela não foi a frente nem ao lado, isto é, não quis facilitar um pouquinho o Evangelho do Filho. Pelo contrário, colaborou com ele, por exemplo, na cruz e, após a subida dele ao céu, ela permaneceu junto com a Igreja nascente. “Ó Mãe da perseverança, volve teus olhos a nós!”
Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!


Padre Queiroz

Em dia de sábado - Helena Serpa


 Romanos 9, 1-5 – “ o maior tesouro do mundo  ”


Motivado pelo Espírito Santo São Paulo exprime a sua grande tristeza  em vista da recusa do povo judeu ao seguimento de Jesus. Sabendo que Jesus viera para salvar primeiramente o povo de Israel e que eles tinham a prioridade na filiação divina, pois o próprio Cristo pertencia à sua raça, ele lamenta profundamente a incompreensão dos seus conterrâneos e desabafa a sua angústia. Da mesma forma nós, hoje também nos sentimos tristes e amargurados quando percebemos que dentro da nossa família ou do nosso círculo de amizade existem aqueles (as) que não compreendem quão grande graça estão desperdiçando porque ainda não aceitaram o convite de seguir a Cristo. Temos em nossas mãos o maior tesouro do mundo, fomos inseridos no grande mistério de amor  de um Deus que morreu por TODOS, no entanto, muitos ainda estão na ignorância e incompreensão. O mesmo Espírito Santo que motivou São Paulo nos inspira também hoje para que intercedamos pelos infelizes que ainda não creem. Não podemos perder a esperança, pois o Senhor não deixará que se perca nenhum daqueles (as) por quem nós advogamos! – Você também se entristece pela recusa de pessoas da sua família em seguir a Jesus? – Você intercede por elas? – Você mantém acesa a chama da esperança ou você já desistiu de esperar?


Salmo 147 – “Glorifica o Senhor, Jerusalém”

Jerusalém é a cidade santa na qual Deus habita e tem a Sua proteção. Todos os que acolhem o Senhor e aceitam o Seu chamado são também como uma cidade para a qual Ele tem preparado segurança, paz e alimento! Quando nos deixamos ser morada do Senhor nós sentimos o Seu carinho e caminhamos seguros dentro dos Seus preceitos. Por isso, podemos glorificá-Lo com cânticos de louvores.



Evangelho – Lucas 14, 1-6 – “ em dia de sábado”

Jesus nos ensina a sermos coerentes nas nossas ações e a não deixarmos para fazer depois o bem que podemos fazer hoje. Desse modo Ele nos dá exemplo de como permanecer firme nas horas em que precisamos enfrentar todos os olhares e críticas para tirar alguém da adversidade. Quantas vezes nós deixamos de realizar alguma boa obra porque o dia não nos é conveniente ou porque as regras do mundo não nos permitem fazê-lo e temos receio de que nos critiquem! Quanto medo nós temos hoje de ajudar a alguém porque podemos estar caindo em alguma emboscada! Nem sequer paramos para escutar as pessoas, quando estamos na Igreja, ou muito ocupados (as) na nossa oração! Mesmo já tendo descoberto o reino de Deus e de querermos servir ao Senhor, nós ainda damos muito crédito às normas dos homens e aos comentários das pessoas que observam as nossas ações.  Jesus não escolhia dia, hora nem lugar para envolver-se com aqueles que Dele se aproximavam, pelo contrário Ele até os procurava com o olhar e mesmo sem que o pedissem Ele os tocava e curava-os, ainda que fosse “dia de sábadoO dia de sábado pode significar também algo que o mundo recrimina e proíbe.  – E você tem tido medo de ajudar as pessoas para não envolver-se em alguma trama? – Qual será o dia ideal para se fazer o bem? – Você tem medo de comentários maldosos quando você faz o bem “em dia de sábado”?   

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Dê àqueles que não podem retribuir-te -José Salviano


Segunda- 4 de Novembro de 2013-Evangelho - Lc 14,12-14

Nós agimos por interesse. Somos como o gato que não nos afaga, mas sim, o gato se afaga em nós. Tudo o que fazemos, o fazemos por puro interesse: Sorrimos, piscamos os olhos, mostramos o nosso charme, para agradar e atrair pessoas que podem nos ser úteis de alguma forma: Nos dando afeto, amor, ou nos proporcionando lucro, prazer, conforto, etc.
Ao contrário, nós fechamos a cara, desviamos o nosso olhar, ignoramos, não mostramos o nosso charme, quando achamos que precisamos afastar um certa pessoa, do nosso convívio, ou da nossa vida. Porque ela não concorda com o nosso modo de pensar, não colabora em nada conosco, não nos proporciona lucro, e nenhum tipo de prazer, etc. Pelo contrário, tal pessoa faz oposição a nós, ou aos nossos projetos pessoais.
Jesus hoje joga pesado conosco dizendo que devemos convidar os pobres, os coxos, os cegos para as nossas festas e almoços, em vez de convidar aquelas pessoas do nosso nível, as quais por sua vez poderão nos convidar para suas festas e banquetes em sinal de retribuição.
Mas infelizmente, além de agir por interesse, nós discriminamos os que não estão ou não são do nosso nível, não dando a eles a menor importância, não lhes oferecendo nem um bocado de comida para matar a sua fome.
E o nosso egoísmo está cada vez maior, porque na verdade estamos vivendo uma crise moral de grandes proporções, e os noticiários nos mostram isso diariamente. Estuprar uma menina de 13 anos, é fruto de uma mente que há muito se afastou do Criador e está vivendo à deriva, como um barco nas mãos do vento, e das correntes marítimas. Tal pessoa na verdade está sob o domínio de satanás. Pobre criatura!
Neste Evangelho Jesus nos aconselha a não ser interesseiros, mais sim caridosos, pois seremos recompensados já nesta vida em preparação para a vida eterna, tendo em vista que a caridade apaga os pecados veniais. “Como o alimento corporal serve para restaurar a perda das forças, a Eucaristia fortalece a caridade que, na vida diária, tende a arrefecer; e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais. (Catecismo da Igreja Católica).
“Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa.”
Jesus está nos dizendo que o nosso relacionamento com as pessoas não pode ter como ponto de partida o interesse da espera de uma retribuição, mas que seja tão somente pela gratuidade. Devemos pensar que Deus nos ama gratuitamente e nos concede tudo o que somos e temos sem nada exigir em troca. Façamos o mesmo para com os nossos irmãos, principalmente aqueles mais necessitados.

Sal.

O amor verdadeiro - Claudinei M. de Oliveira


Segunda- 4 de Novembro de 2013-Evangelho - Lc 14,12-14

           Para haver o amor verdadeiro não pode receber nada em troca. O amor não é mercadoria e nem pode fazer comércio de uma expressão que une e aproxima as pessoas por querer o bem na totalidade.  O amor congrega o mais peculiar da pessoa:  a doação. Doar-se de corpo e alma no projeto de vida é revelar o imenso amor da pessoa com o outro.

            Jesus pede no Santo Evangelho que não convide os amigos próximos e nem parentes para um banquete. Entretanto, convide alguém que realmente precisa de atenção e comida. Assim Jesus expressou: convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos!  Eles são pobres, abandonados, desprovidos de bens e serviços e clama por amor.

            Ao convidar os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos o Reino da Justiça estará acontecendo no âmbito do amor gratuito, pois eles não pedem nada em troca e nem vão retribuir com presentes, o que vão fazer e dizer na mais pura simplicidade e alegria: "Deus lhe pague".

            Contudo, as palavras de Jesus não param por ai: quem são os pobres que precisam  ser convidados para o banquete? Respondo: são homens e mulheres maltratados pela opressão, pessoas distantes da palavra de Deus para a libertação, indigentes jogados no lixo pelo sistema massacrante do capital, sujeitos à espera de uma mão amiga para alavancar das sarjetas da vida. Masquem são os aleijados? São todos aqueles acorrentados, presos pelas injustiças, violentados pelo domínio de espaço, inertes a espera de aconchego. E os coxos? São os decepados nas suas entranhas para convir  uma realidade de excelência a outro. E os cegos? São os tapados pelas ideologias dominantes que não enxergam a realidade de morte, são os adoradores dos interesses alheios que fazem os caprichos de uma classe que extermina sem piedade. Enfim, são cristãos que precisam alimentar da palavra de Deus  afim de fortalecer na caminhada do Pai.

            Quem ama estas pessoas de coração aprendeu a gratuidade de Nosso Pai. Ele não mediu esforços para livrar o homem do pecado, enviou seu filho como prova de amor, enxergou o sofrimento e morte de cruz de seu Amado. Este Deus nos pede a humildade para acolhermos em nossas casas os necessitados da palavra e da comida.

            Enfim, o amor gratuito revela o tamanho da fé e da esperança que nos envolve. Sejamos um missionário que convida todos para um banquete especial, um banquete da alegria, um banquete na casa do Pai. Que sejamos este missionário do Amor, Amém!


Claudinei M. de Oliveira

As bem-aventuranças - José Salviano


Domingo - 3 de Novembro de 2013 - Evangelho - Mt 5,1-12a
 O Sermão em que Jesus proclama as bem-aventuranças, é dividido em oito partes, sendo que as quatro primeiras dirigem-se aos que sofrem opressão e exploração do sistema social, esperando a intervenção libertadora de Deus. São os pobres que choram e esperam por justiça. As quatro últimas apontam para aqueles que se empenham em uma prática transformadora do mundo. São os misericordiosos que se solidarizam com os sofredores; os que são desapegados das riquezas e bondosos para com os mais necessitados; os que promovem a vida e a paz, comprometendo-se com a luta pela implantação da justiça característica do   seguimento de Jesus.
       Nas quatro primeiras bem-aventuranças Jesus fala para aqueles que sofrem por algum tipo de deficiência, física(aleijados), mental(pouca inteligência), ou social (injustiça).
       Assim, os pobres de espírito são aqueles que sabem que não são do mesmo nível social e mental que aqueles com os quais convivem, e apesar disso não se revoltam, estão conformados consigo mesmos, sofrem com paciência e apego com Deus. Esses um dia terão o céu garantido pelo próprio Jesus Cristo. Mas porque essas pessoas existem se Deus é amor, poderoso e bom?  Elas existem para que possamos praticar a caridade. Sem elas como poderíamos ser caridosos partilhando um pouco do que temos através da esmola?
       Os que choram humildemente  por algum tipo de sofrimento terreno tem os seus pecados perdoados e serão consolados na Vida Eterna.
       Os humildes, aqueles que não se revoltam contra o Pai, aqueles que aceitam sem reclamar a sua posição em relação aos poderosos e até servem os ricos, limpando sua sujeira, preparando sua comida, cuidando dos seus bens, e que nem sempre recebem o que merecem em forma de pagamento. Jesus prometeu que Deus vai lhes recompensar por tanto prejuízo.
       E os que são caluniados e injustiçados pelo fato de servirem a Deus e ao Reino, não se preocupem. Pelo contrário, fique feliz, porque na Vida Eterna, tudo será diferente. Tudo vai ser recompensado como Jesus prometeu. Tudo será transformado em alegrias infindas.
       Os outros quatro tipos de pessoas são aqueles que se compadecem dos pobres, e dos deficientes de vários tipos. São aqueles que se compadecem de fato e não só de palavras. São misericordiosos e tratam os excluídos com justiça, bondade e às vezes com firmeza. Pois nem sempre  é bom dar comida na boca de quem pede. Nem sempre é bom dar o peixe, mais sim o anzol para ele ir pescar. Isso no caso dos preguiçosos, se bem que a preguiça também é um tipo de deficiência nata. Porém, quando a pessoa estiver mesmo caída, não tem jeito.  Assim, se tivermos misericórdia dessas pessoas, Deus também vai ter misericórdia de nós, segundo a  explicação de Jesus no Sermão da montanha.
       Aqueles de corações puros, que não tramam  nenhum mal para os outros, que não desejam o mal do próximo, que não cobiçam a mulher do próximo, que não levantam falso testemunho, que não falsificam documento para lesar o parente com relação à herança, que não pensam mal das pessoas, etc, esses verão a Deus. Que maravilha!
        E aqueles que evitam brigas, que separam os que estão brigando, que se esforçam para que haja paz, na família e na comunidade, na sociedade, e no mundo, serão tratados como filhos de Deus.
        E os catequista, padres, freiras, ministros e todos aqueles que levam a mensagem de Cristo às pessoas, e por isso são caluniados, injustiçados, e perseguidos, não liguem para tudo isso! Não se preocupem!  Pelo contrário, fiquem alegres, porque grande será a nossa recompensa  no Céu! E é bom repetir aqui o que Jesus disse em outra ocasião, para aqueles que derem esmola. "Quem dá 1,0 na Terra, receberá 100 no Céu" Este, com certeza, é o melhor investimento, o melhor tesouro que podemos acumular.

Sal